ACM Neto (à esquerda) dependeria de forte crescimento de Bolsonaro na Bahia para vencer Jerônimo (à direita), na opinião de Bacelar (centro) || Montagem PIMENTA
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O deputado federal João Bacelar (PL-BA) surpreendeu ao avaliar quem é o favorito na disputa ao governo da Bahia nas eleições de 2026. O pleito tem até agora três pré-candidatos postos: ACM Neto (UB), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL). João Bacelar participou, hoje (9), do Frequência Política, na Interativa FM.

Jerônimo é o favorito, na avaliação de João Bacelar:

– O governador é muito forte e tem a máquina na mão. Está fazendo um pacote de obras muito grande, investindo muito. Quando começar a campanha, ele ultrapassa [ACM Neto]… Esse é o meu sentimento. E quando bota governador candidato de Lula, Jaques Wagner e Rui Costa, ele (Jerônimo) abre [vantagem] – disse ao responder ao apresentador e analista João Matheus Feitosa.

Para o parlamentar, a vantagem de Jerônimo tende a aparecer com maior clareza nas pesquisas de intenções de voto no momento em que a campanha ganhar corpo e a ligação com o governo federal e os ex-governadores baianos ficar mais evidente. “Acho que o governador leva vantagem”, repetiu Bacelar.

ACM NETO COM FLÁVIO BOLSONARO

Ao falar sobre ACM Neto, João Bacelar reconheceu a força política do ex-prefeito de Salvador, mas ponderou que, para enfrentar Jerônimo em igualdade de condições, o dirigente do União Brasil precisará de um palanque nacional competitivo. “ACM Neto tinha que ter um palanque forte nacional. Esse palanque eu só vejo de um lado: é o palanque de Flávio Bolsonaro”, disse.

O parlamentar do PL reconhece que não bastaria ao ex-prefeito de Salvador (“um nome forte e competitivo”) apoiar o filho de Bolsonaro. Para ter chances reais na disputa pelo comando do Palácio de Ondina, ACM Neto ainda dependeria de um bom crescimento do presidenciável no eleitorado baiano. As pesquisas registradas mostram Flávio Bolsonaro com intenções de voto um pouco acima de 20% na Bahia, a exemplo da Quaest de abril.

Pré-candidatos a governador e vice, Jerônimo e Geraldinho vão disputar a reeleição || Reprodução/Instagram
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Após semanas de hesitações e procura por um nome que agradasse ao MDB e aceitasse ser companheiro de chapa de Jerônimo Rodrigues (PT), o governador anunciou a manutenção de Geraldo Júnior, Geraldinho (MDB), como seu pré-candidato a vice-governador na tentativa de reeleição. A confirmação veio por meio de redes sociais, no início da tarde desta Sexta-Feira da Paixão (3). Será a mesma chapa com a qual concorreu à eleição em 2022.

“Hoje confirmei que seguiremos a caminhada nas eleições deste ano tendo o vice-governador @geraldojunioroficial [Geraldo Júnior] como parceiro de trabalho, para continuarmos cuidando de nossa gente e transformando a Bahia”, informou Jerônimo, que agradeceu a “parceria, dedicação e lealdade” do companheiro de chapa.

Ainda no anúncio, Jerônimo fez alusão aos companheiros da futura chapa majoritária na corrida ao Senado, o senador Jaques Wagner e o ex-governador e ministro da Casa Civil, Rui Costa. “Percorreremos a Bahia defendendo a reeleição de Lula e o aprofundamento desse projeto que tem mudado a vida das pessoas para melhor em todo o estado”, completou.

CONFRONTO CONTRA ACM NETO

Jerônimo disputará a reeleição não mais como um desconhecido da ampla maioria do eleitorado. Em 2022, o petista venceu a disputa na Bahia por pouco mais de 470 mil votos tendo como adversário o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. O confronto se repetirá em 2026. Outro nome anunciado na disputa é o do ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo).

Jerônimo aparece cinco pontos atrás de ACM Neto || Fotos Divulgação
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O Instituto Real Time Big Data divulgou mais uma pesquisa sobre a corrida eleitoral ao Palácio de Ondina em 2026. Os números mostram uma disputa acirrada, porém com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto à frente.

De acordo com o Real Time Big Data, o pré-candidato do União Brasil tem 44% das intenções de voto, enquanto o candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), alcança 39%.

Distantes do pelotão de frente aparecem o ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo) e Ronaldo Mansur (PSOL). Cada um tem 2% das intenções de voto, conforme a pesquisa.

O percentual de nulos e brancos atingiu 8% e o universo dos que não sabem ou não responderam chegou a 5%.

A pesquisa foi feita nos dias 10 e 11 de março e ouviu 2.000 pessoas. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BA-08855/2026.

Abaixo, confira os números ao Senado Federal na Bahia

RUI E WAGNER APARECEM À FRENTE NA CORRIDA AO SENADO PELA BAHIA

ACM Neto e Jerônimo são os nomes mais competitivos para 2026, aponta Compasso
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Pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT) lidera a disputa ao governo da Bahia entre os eleitores itabunenses, segundo a Compasso Pesquisa encomendada pelo site e programa de rádio Central de Política, da Interativa FM.

Levantamento feito no período de 5 a 10 de junho mostra Jerônimo com 27,35% das intenções de voto ante 16,53% do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB) no cenário espontâneo, quando não é apresentada a cartela de opções de candidaturas ao entrevistado.

Ainda no cenário espontâneo, o ex-deputado e ex-ministro João Roma (PL) aparece com 1,73% das intenções de voto e Kléber Rosa (PSOL) tem 1,02%. O universo de indecisos ou que não souberam responder chegou a 47,65%. A pesquisa ouviu 980 eleitores itabunenses e tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

CENÁRIO ESTIMULADO

A disputa fica apertada quando são apresentados os nomes de possíveis concorrentes ao Palácio de Ondina em 2026, a chamada pesquisa estimulada.

Jerônimo alcança 39,69% e ACM Neto atinge 36,73%, diferença de apenas 2,96 pontos percentuais, configurando empate técnico.

O cenário sinaliza para melhor resultado do governador em Itabuna. Em 2022, o adversário venceu no município mais populoso do sul da Bahia com frente de pouco mais de 9 mil votos no primeiro turno (49.120 votos a 39.770 votos). Neto ampliou a vantagem no segundo turno, com frente de 25.078 votos.

Ainda sobre a pesquisa da Compasso para 2026, João Roma, que deverá compor com o ex-prefeito, alcança 5%. Kléber Rosa chega a 2,35%. Votos brancos e nulos atingem 7,35%. Neste cenário, 9,08% não souberam ou não quiseram responder.

AVALIAÇÃO DE GOVERNO 

A pesquisa também aferiu o sentimento dos itabunenses em relação à gestão de Jerônimo. 48,25% consideram o governo baiano como ótimo ou bom e 34,69% como regular. Outros 17,52% avaliam como ruim ou péssimo. E 1,12% não responderam à pergunta.

Quando questionados se aprovam a forma como o governador administra o estado, 72,06% dos entrevistados aprovam e 24,29% desaprovam. Outros 2,06% não responderam.

GOVERNO AUGUSTO CASTRO

Levantamento também aferiu o humor do eleitorado em relação ao governo local. De acordo com a pesquisa, 18,47% avaliam a administração de Augusto Castro (PSD) como boa, enquanto 6,84% a classificam como ótima. 16,53% consideram a gestão péssima e 7,45% avaliam como ruim. Apenas 0,31% disseram não ter opinião formada.

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Tido como um “às” nas negociações políticas e eleitorais,  o senador Jaques Wagner revelou que atuará nas campanhas de Jerônimo Rodrigues (governo da Bahia) e Lula (presidência da República). No sábado (4), Wagner esteve em Itabuna para participar de atividade da pré-campanha de Jerônimo, reunindo dezenas de lideranças políticas e cerca de 8 mil pessoas, na Avenida Princesa Isabel, no São Caetano.

O senador vê, neste ano, um cenário muito parecido com as eleições de 2006 e de 2014, quando os nomes petistas – ele e Rui, respectivamente – começaram atrás na disputa, viraram e acabaram eleitos no primeiro turno.

– Agora, tem que ter humildade, paciência, trabalhar. Não pode ter ansiedade. Jerônimo ainda não é conhecido, tá crescendo em conhecimento. Eu vejo a repetição do filme [do que ocorreu] comigo e com Rui [Costa].

Também disse que o voto útil de eleitores de Ciro Gomes (PDT) poderá definir a disputa nacional em 2 de outubro, a favor de Lula. “Quando ele [o eleitorl] ver que Ciro não disputa, que pode ajudar o outro lado a ir pro segundo turno, na minha opinião, acho que vai ter voto útil”. Confira os principais trechos da rápida conversa com o PIMENTA.

PIMENTA – O senhor vai para a coordenação da campanha de Lula?
Jaques Wagner –
Não. Eu vou ficar lá e cá. Não tem um coordenador. Eu ajudo em todos os lugares, mas não tem um coordenador.

Como o sr. avalia a pré-campanha de Jerônimo? Há espaço para o que ocorreu nas eleições de 2006 e 2014?

Eu acho que está muito bem. Igualzinho ao que sempre foi. Na minha opinião, não há dúvida [da vitória]. Agora, tem que ter humildade, paciência, trabalhar. Não pode ter ansiedade. Jerônimo ainda não é conhecido, tá crescendo em conhecimento. Na minha opinião, eu vejo a repetição do filme [do que ocorreu] comigo e com Rui [Costa].

No cenário nacional, a eleição caminha para terminar em primeiro turno?

Na minha opinião, vai chegar no dia 2 de outubro com esse quadro, com o presidente Lula e o atual presidente, e há uma chance muito forte de Lula ganhar a eleição.

Com o voto útil definindo o pleito?

É muito possível que haja. O voto de Ciro é, fundamentalmente, de quem quer derrotar Bolsonaro. [O eleitor] Vai acompanhar Ciro por lealdade. [Mas] Quando ele ver que Ciro não disputa, que pode ajudar o outro lado a ir pro segundo turno, na minha opinião, acho que vai ter voto útil.

ACM Neto determina fechamento de shoppings em Salvador|| Foto Valter Pontes
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ACM Neto (União Brasil) deverá recorrer a pesquisa qualitativa para definir quem ocupará o posto de vice na sua chapa ao governo da Bahia. “Dentre várias ferramentas e avaliações que estão encaminhadas. Não é apenas isso, mas será um dos instrumentos”, afirmou ele em entrevista à Rádio Metrópole nesta manhã de terça-feira (31).

Hoje, almejam o posto de vice na chapa carlista os deputados federais Marcelo Nilo e Márcio Marinho, ambos do Republicanos. Nilo deixou a base governista e era tido como o nome de Neto para o Senado, até que o PP também mudou de lado na disputa ao romper com Rui Costa (PT).

Os progressistas indicaram João Leão, logo depois substituído pelo filho dele Cacá Leão, que deputado federal. Há outros nomes que sonham com a vice, dentre eles José Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana, mas tido como quase descartado.

UMA MULHER PARA VICE

Uma mulher pode ser escolhida, o que seria diferencial em relação à chapa governista, por exemplo. Jerônimo Rodrigues (PT) terá como vice o presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Junior (MDB). João Roma ainda não definiu o vice. Na corrida ao Palácio de Ondina, até aqui, não há nomes femininos.

ACM Neto atinge 41% com apoio de Ciro e Jerônimo alcança 33% com apoio de Lula e Rui
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Pesquisa encomendada pela Nova Salvador FM ao Instituto Opnus mostra apenas 8 pontos percentuais de diferença entre o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB) e o secretário estadual da Educação, Jerônimo Rodrigues (PT), na corrida ao Governo da Bahia quando combinados aos nomes de presidenciáveis. Os números do levantamento foram divulgados nesta segunda-feira (21).

Neto aparece com 41% das intenções de voto quando associado a Ciro Gomes (PDT) e Jerônimo chega a 33% se associado a Lula e ao governador Rui Costa. João Roma, apoiado por Bolsonaro, atinge 14% das intenções de voto, enquanto Kleber Rosa (PSOL) chega a 1%.

Neste cenário, brancos e nulos representam 4% e não responderam apenas 7%.

CENÁRIO SEM OS APOIOS

Quando o cenário testado não tem os apoios federais, ACM Neto atinge 65% das intenções de voto. João Roma alcança 8% e Jerônimo angaria 5%, enquanto Kléber Rosa pontua com 1%. O percentual de branco e nulo chega a 6% e o de não sabe ou não respondeu 14%.

O Opnus aferiu, também, a rejeição aos nomes postos na corrida à sucessão de Rui Costa. Kléber Rosa tem 34% de rejeição, seguido por João Roma (33%), Jerônimo (28%) e ACM Neto (20%).

A pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas, por telefone, no período de 16 a 18 de março e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Ela está registrada sob o número BA-097/2022 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Rui Costa diz que busca a unidade e aposta em vitória governista || Foto Jonne Roriz/PT
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A base governista enfrenta problemas para fechar a chapa majoritária com a qual irá disputar a sucessão ao Palácio de Ondina, mas hoje (8) o governador Rui Costa (PT) disse que busca a unidade e aposta em vitória do seu grupo em outubro.

– Vamos dialogar para manter esse grupo forte e unido com o presidente Lula. A Bahia precisa de Lula e Lula precisa da Bahia unida. Juntos, vamos reconstruir o Brasil e continuar transformando a vida de baianos e baianas”, afirmou Rui.

Num vídeo em que Rui fala da montagem da chapa, ele reconhece os desencontros e cita a palavra pacificação. “Muita coisa tem sido dita [sobre a formação] em blogs e redes sociais. Muitas especulações sobre esse processo político. Quero mandar uma mensagem de pacificação”, diz ele em vídeo (confira ao final da matéria).

Confira vídeo em que Rui fala em “pacificação” na montagem da chapa governista:

INDEFINIÇÃO NA BASE

A formação da chapa registra, ao menos, dois abalos. Primeiro, o senador Jaques Wagner (PT) desistiu de disputar o governo baiano ainda em fevereiro. Poucos dias depois, o nome de Otto Alencar (PSD) foi alçado à condição de pré-candidato ao Palácio de Ondina.

Ontem (7), Wagner disse em entrevista que o nome da base ao governo será petista. A escolha estaria entre os secretários Luiz Caetano (Relações Institucionais) e Jerônimo Rodrigues (Educação) e a prefeita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho.

Ao cavalo-de-pau, deu-se uma sucessão de declarações e ameaças, inclusive do desembarque do PP na chapa do adversário ACM Neto. Os progressistas consideraram que o vice-governador João Leão foi preterido. Há o risco de, ainda hoje, o partido fechar com Neto. É possível que Leão tenha reunião com o ex-presidente Lula também nesta terça.

DE CAMAROTE

A previsão é de que, dentro das condições normais e não havendo defecções, a chapa seja anunciada no próximo domingo (13). ACM Neto vai com mais calma. Deverá anunciar a chapa na primeira quinzena de abril. Quer ver o que acontece na base governista. Espera atrair, pelo menos, o PP de João Leão. Atualizado às 11h59min.

Neto fala em humildade um dia após desistência do adversário Jaques Wagner
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Quase 24 horas após o senador petista Jaques Wagner confirmar desistência da disputa pelo Governo da Bahia, o ex-prefeito ACM Neto usou as redes sociais para falar em “humildade”. Foi no início da noite desta terça-feira (1º).

Por meio de um card (cartão virtual) postado no Instagram, Neto usou palavras como humildade, planejamento, aliança e trabalho para falar da disputa em 2022.

Vamos seguir caminhando com humildade, ousadia, planejamento e trabalho. Porque a minha maior aliança é com as pessoas e meu maior objetivo é fazer uma gestão transformadora na Bahia“, diz a mensagem curtida por políticos como o senador Angelo Coronel, do PSD, mesmo partido de Otto Alencar.

Esta foi a primeira postagem de conteúdo mais político das duas últimas semanas em suas redes sociais, principalmente o Instagram, onde o político possui mais de 907 mil seguidores.

ACM Neto e o card curtido por Coronel: humildade e aliança com pessoas

“DE CAMAROTE”

ACM Neto foi orientado a nada falar da disputa interna no PT. Assistia de camarote à disputa renhida entre correntes petistas em reação à desistência de Wagner e à rejeição de parte dos petistas ao nome do senador Otto Alencar como o nome da base governista na disputa pelo Palácio de Ondina em substituição a Wagner.

Internamente, a avaliação de políticos próximos a Neto é que a desistência de Wagner facilita o jogo do candidato do União Brasil para se tornar governador baiano, conforme apurado pelo PIMENTA. Não à toa, o card postado por Neto cita a palavra humildade. É um recado aos seguidores e apoiadores. Há, no grupo, quem aposte que o PT não fará esforço pela eleição de Otto, caso este seja confirmado.

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Para o eleitor que ainda tem dúvida sobre quem representa de verdade o antifernandismo, que vem fazendo oposição ao governo municipal desde o início da administração, é só perguntar ao próprio Fernando Gomes quem ele quer mais derrotar.

Marco Wense

Nenhum resquício de dúvida ou expectativa : Fernando Gomes deixou o enigma de lado. É novamente pré-candidato a prefeito de Itabuna, salvo engano pela sétima vez. Colocou o sobrinho Son Gomes como vice. A chapa não é puro-sangue no sentido partidário, já que o alcaide é do PTC e o ex-secretário de Administração do Republicanos. Mas é uma composição puro-sangue familiar.

O gestor do cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves, além do PTC e Republicanos, conta com o apoio do Solidariedade, PMN e do PSL. O maior desafio de Fernando é diminuir o alto índice de rejeição apontado em todas as pesquisas de intenções de voto. Tem pela frente um forte sentimento de mudança que toma conta de quase 65% do eleitorado, dispostos a não votar em quem já governou a cidade, o que termina atingindo os ex-prefeitos Geraldo Simões (PT), capitão Azevedo (PL) e Claudevane Leite (PROS).

Com Fernando Gomes na disputa, o cenário político muda totalmente. O fernandismo continua encrustado em uma parcela significativa do eleitorado. Por outro lado, vale lembrar que nenhum chefe do Executivo conseguiu ser reeleito. O tabu da reeleição não foi quebrado, permanece virgem. O último a sofrer com a “maldição” foi o capitão Azevedo.

A candidatura de Fernando é um terremoto no staff de Azevedo. A próxima pesquisa, já com o nome do atual prefeito, deve apontar uma queda do militar. Tenho dito que não há espaço suficiente para dois postulantes populistas, que tem o mesmo reduto eleitoral. O criador e a criatura têm o mesmo manual para conquistar o voto, seguem a mesma cartilha.

Outro prefeiturável que será prejudicado com a candidatura de Fernando é Geraldo Simões (PT). Fernando candidato é a certeza de que o governador Rui Costa ficará distante da sucessão, sequer uma declaração de apoio ao colega petista. Com efeito, o que se comenta nos bastidores do Palácio de Ondina é a frieza de Rui Costa com o “companheiro” Geraldo, que anda esquecido pela cúpula estadual do PT. Do seu lado, em termos de liderança e de apoio verdadeiro, somente o senador Jaques Wagner, que é um companheiro (sem aspas).

É evidente que Fernando não terá mais a expressiva votação da sucessão de 2016. Mas ficará entre os três primeiros nas pesquisas. Na pior das hipóteses em terceiro lugar. A disputa será entre Fernando, Mangabeira e Augusto Castro.

A vantagem de Mangabeira (PDT) em relação a Augusto Castro (PSD) está assentada no antifernandismo, já que o pedetista é visto como o mais antifernandista de todos os prefeituráveis. O antifernandismo é um bom e invejável cabo eleitoral, assim como foi o antipetismo na eleição de Bolsonaro.

Augusto, além de ter sido por um bom tempo aliado de Fernando Gomes, é da base de sustentação política do governador Rui Costa, hoje bem próximo do atual gestor. O chamado voto útil para evitar uma vitória do fernandismo e do seu líder maior, será direcionado para o candidato do PDT.

Para o eleitor que ainda tem dúvida sobre quem representa de verdade o antifernandismo, que vem fazendo oposição ao governo municipal desde o início da administração, é só perguntar ao próprio Fernando Gomes quem ele quer mais derrotar.

Concluo dizendo que com Fernando Gomes disputando sua própria sucessão, Azevedo e Geraldo passam a ser cartas fora do baralho de uma sucessão que caminha para ser acirrada e, infelizmente, impregnada pelo jogo sujo.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Álvaro Dias durante entrevista a Roberto de Souza, na Rádio Nacional

O senador Álvaro Dias disse em entrevista ao radialista Roberto de Souza, do Resenha da Cidade, que, por ele, o Podemos apoiaria ACM Neto na corrida ao Palácio de Ondina em vez de Rui Costa (PT).
– Tem que respeitar decisão local. Mas, se optasse, seria pelo Neto na Bahia. Sabemos separar as coisas – disse ele, fazendo a ressalva de entender a decisão tomada pelo diretório baiano e do deputado federal Bacelar.
O Podemos integra a base do governador Rui Costa e apoia a reeleição do petista. Álvaro Dias é, no Senado, dos adversários mais ferrenhos do PT.

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Rui ficou em situação favorável com a desistência de Neto, mas os riscos…

Da Coluna Satélite, Correio24h
Líderes políticos e parlamentares aliados ao governador Rui Costa (PT) alertaram articuladores do Palácio de Ondina sobre os riscos do que classificam como “clima de vitória consumada” na base petista antes da campanha eleitoral. Em conversas reservadas, afirmaram à Satélite que, após a recusa do prefeito ACM Neto (DEM) em concorrer na sucessão estadual, uma onda de “já ganhou” foi formada a partir dos altos escalões do governo, relegando precipitadamente três variáves capazes de levar perigo a Rui: a alta rejeição do PT, o efeito da batalha presidencial na Bahia e o potencial de crescimento do ex-prefeito de Feira José Ronaldo (DEM).
MESMO FIGURINO
Aos interlocutores do governador, caciques da base do PT lembraram que Zé Ronaldo entra no jogo sem obrigação de ganhar, é hábil na costura política e tem apoio de um forte puxador de votos – ACM Neto. “Qualquer semelhança com o ex-governador Jaques Wagner quando ele venceu em 2006 não é mera coincidência”, resume um deputado governista.

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marco wense1Marco Wense

 

Se o alcaide soteropolitano não disputar a sucessão de Rui Costa, a candidatura do senador passa a ser uma exigência da cúpula nacional do PSD. ACM Neto apoiaria Otto em uma coligação envolvendo o DEM, PSDB, PMDB, PPS e alguns partidos de menor expressão.

 

 

O governador Rui Costa vem fazendo de tudo para tirar da cabeça do senador Otto Alencar qualquer pensamento em relação à sucessão de 2018.

Rui sabe que Otto mantém acesa a possibilidade de disputar o governo do Estado, principalmente depois do bom desempenho do PSD nas eleições municipais, conquistando 82 prefeituras. O PT foi quem mais perdeu, saiu de 93 para 39, uma redução de quase 60%.

“A gente vai decidir isso lá em março de 2018”, diz o presidente do PSD da Bahia quando questionado sobre sua possível candidatura. Finaliza dizendo que “a pretensão é continuar na aliança com o governador Rui Costa e com os aliados”.

O PSD passa a ser prioridade na mudança que o chefe do Executivo pretende fazer no alto escalão. O afilhado político de Otto, José Muniz Rebouças, deve assumir a secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). O comando da Conder pode também ir para o Partido Social Democrático.

A nomeação para cargos sempre foi o melhor caminho para evitar a rebeldia dos parceiros do poder. A sabedoria popular costuma dizer que nada melhor do que uma “boquinha” para colocar cada um no seu devido lugar.

Vale ressaltar que a conjuntura política e a situação econômica, em ano eminentemente politico-eleitoral, podem fortalecer ou enfraquecer algumas candidaturas. Outro aspecto, considerado como explosivo, é o desenrolar da Operação Lava Jato. Os petistas, por exemplo, torcem para que ACM Neto apareça na delação da Odebrecht.

Outro detalhe, por enquanto restrito aos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, é que os governistas, pelo menos os mais lúcidos, sonham com ACM Neto candidato em 2018.

Se o alcaide soteropolitano não disputar a sucessão de Rui Costa, a candidatura do senador passa a ser uma exigência da cúpula nacional do PSD. ACM Neto apoiaria Otto em uma coligação envolvendo o DEM, PSDB, PMDB, PPS e alguns partidos de menor expressão.

ACM Neto só sairá candidato se enxergar alguma chance de ser eleito. Não vai arriscar deixar o Centro Administrativo de Salvador para ir atrás de uma aventura que lhe pode causar desgastes.

Rui Costa, candidatíssimo a um segundo mandato, está bem avaliado na capital. ACM Neto é prefeito só de Salvador, enquanto o petista é uma espécie de, digamos, “prefeito” de todas as cidades da Bahia.

Tem também o fator Lula. Se não barrarem a elegibilidade do ex-presidente, aí complica, o caldo engrossa. Sua popularidade volta à tona e, com ela, o poder da transferência do voto, principalmente no Nordeste e, mais especificamente, na Bahia.

Portanto, é bom torcer para que ACM Neto saia candidato a governador na eleição de 2018, sob pena de Otto Alencar disputar o comando do cobiçado Palácio de Ondina como o candidato da oposição ao petismo.

Não tenho a menor dúvida de que Otto Alencar é mais adversário para Rui Costa do que o democrata (ou demista) ACM Neto.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Rui, ao centro, acompanhado de Otto Alencar em carreata em Lauro de Freitas.
Rui, ao centro, acompanhado de Otto Alencar em carreata em Lauro de Freitas.

Rui Costa (PT) diz que percorreu mais de 300 dos 417 municípios baianos na busca do voto na eleição a governador. Ele liderou carreata hoje pela manhã (4) em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, e disse estar confiante em sua vitória no primeiro turno.
– Com uma recepção tão calorosa, nós só podemos sair daqui com a nossa confiança redobrada em uma vitória já neste primeiro turno – disse ao final da carreata no município.
No compromisso de hoje, a chapa majoritária estava completa, com Otto Alencar (senador) e João Leão (vice) ao lado do candidato petista. A chuva deu ainda mais um “tempero” à atividade. “A chuva não atrapalhou em nada, pelo contrário. É sol, é chuva, é o calor humano que importa e a vitória amanhã, no dia 5”, diz, entusiasmado.
Na mesma toada, Otto Alencar, candidato ao Senado, dizia, enquanto cumprimentava a todos: “Vamos ganhar a eleição em toda a Bahia”. Centenas de carros acompanharam Rui, Otto e Leão, desde a Praia de Ipitanga até o bairro Vida Nova.

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Ladeado por ministra e Otto, Rui diz que não fala de caixa 2 em eleições (Foto Pimenta).
Ladeado por ministra e Otto, Rui diz que não fala de caixa 2 em eleições (Foto Marcos Souza/Pimenta).

O candidato ao governo baiano pelo PT, Rui Costa, disse em Ilhéus, neste final de semana, que foi intimado pelo Ministério Público Eleitoral, após ter chamado atenção e insinuar  existência de Caixa 2 na campanha deste ano. “Eu não acusei ninguém”, respondeu ao PIMENTA, completando que apenas apelava ao bom senso do eleitor.
Rui disse ter questionado, em entrevista à Rádio Metrópole (Salvador), na última quarta, se há candidato que tem três vezes mais placas, carros de som e tempo de TV do que o declarado nas parciais ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Não é função minha denunciar, fiscalizar. Minha função é ser candidato. Espero que todos [os candidatos] cumpram a lei. Para fiscalizá-los, existem as instituições”, completou.
“NÃO VOU ME INTIMIDAR”
Ao afirmar que foi intimado pelo MPE, Rui ironizou: “Fui intimado, mas, por enquanto, não passei em concurso do Ministério Público [para fiscalizar os candidatos]. Eu  não estou proibido de chamar a atenção [do eleitor para o caixa 2]. Se [o MPE] quis me intimidar, eu não vou me intimidar”.
O petista ainda repetiu que é bom observar candidatos que nunca pisaram os pés em determinada cidade e, apesar disso, obter 2 mil, 3 mil votos naquela localidade. Para ele, esta seria evidência de compra de votos.
Acompanhado do vice João Leão (PP), do candidato ao Senado Otto Alencar (PSD) e da ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, Rui ainda abordou a necessidade de punição mais rigorosa para quem comete crime em financiamento de campanha.
Para ele, se o financiamento privado de campanha virar crime, deve-se também punir o político criminalmente. “Vai abrir estrada para quem quer fazer política de forma correta”. Poderia, para ele, haver um sistema misto, em que as empresas doaria o dinheiro a um fundo nacional com distribuição do dinheiro conforme critérios estabelecidos em lei.
E fez um alerta: – A continuar esse modelo, só vamos mudar o personagem. As campanhas estão cada dia mais caras.