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Presidente do PCdoB de Itabuna, o ex-vereador Wenceslau Júnior parabenizou o professor, advogado e escritor Efson Lima, que será empossado como novo membro da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), em solenidade na sede da instituição, nesta sexta-feira (22), às 19h.

– Ele dará uma importante contribuição para que a Academia cresça ainda mais, pois se trata de um jovem doutor com inteligência imensurável. Tenho certeza que seus conterrâneos, assim como eu, que o admiram e acompanham sua trajetória acadêmica estão orgulhosos. Parabéns!

Efson Lima ocupará a cadeira 40 da ALI. Jovem doutor, Efson é um dos articulistas do centenário jornal A Tarde e do Diário de Ilhéus. O mais novo imortal também é um dos responsáveis por articular a realização do Festival Literário Sul-Bahia (Flisba).

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A experiência do fascismo na Itália tinha, pelo menos, três características centrais: nacionalismo chauvinista, autoristarismo e antissocialismo. É revelador que o nascimento do Partido Nacional Fascista tenha se dado oito meses após a fundação do Partido Comunista Italiano, criado em 21 de janeiro de 1921. Quando recrudesceu o regime, a partir de 1925, Benito Mussolini o fez com apoio da burguesia industrial, da monarquia italiana e do Vaticano, que só romperam com o Duce nos estertores da Segunda Guerra.

No Ocidente, a experiência italiana serviu de modelo para os regimes destinados a conter a expansão do comunismo, impulsionada pela Revolução Russa de 1917. No Brasil, o Golpe de 1930, além de extinguir a República Velha, mobilizou as oligarquias nacionais contra a ameaça comunista. Nessa época, antes do segundo golpe de Getúlio Vargas, em 1937, os principais adversários ideológicos dos comunistas eram os integralistas, que emularam o discurso nazifascista quando Hitler e Mussolini ainda eram exaltados por fatias expressivas da sociedade brasileira.

O lema Deus, pátria e família, dos integralistas, ganhou eco na Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, que antecedeu o golpe responsável pela instauração da ditadura civil-militar, em 1º de abril de 1964. As reformas de base do então presidente João Goulart eram, segundo a propaganda golpista, a encarnação do comunismo no Brasil. Nas eleições de 2018, Jair Bolsonaro (PL) foi eleito presidente da República com sua adaptação do lema integralista: Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Às vésperas de tentar a reeleição, Bolsonaro retoma os ataques aos partidos e movimentos de esquerda, reduzindo o campo político adversário, mais uma vez, à ameaça comunista.

Nesta entrevista ao PIMENTA, o presidente do Sindicato dos Bancários de Ilhéus e ex-candidato a vice-prefeito, Rodrigo Cardoso, 43, resgata parte da história do Partido Comunista do Brasil no sul da Bahia e atribui a Jair Bolsonaro a peculiaridade da representação de um neofascismo antinacionalista. Também interpreta o significado da provável aliança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) e defende a continuidade do projeto liderado pelo PT no governo baiano. Leia.

PIMENTA – Quando nasceu, oficialmente, o comunismo brasileiro?

RODRIGO CARDOSO – No dia 25 de março de 1922, em Niterói, fundado como Partido Comunista do Brasil (PCB). Em 1962, dentro de uma discussão interna do partido, uma ala mudou a sigla para PCdoB e outra mudou o nome para Partido Comunista Brasileiro, mantendo a sigla PCB. A gente pode dizer que, hoje, esses dois partidos são da herança da fundação do PCB de 1922.

Ainda existe disputa por essa herança?

Acho que não. Os dois partidos são herdeiros dessa tradição de luta em defesa do povo brasileiro, dos interesses nacionais, dos direitos sociais e dos direitos dos trabalhadores. Acho que isso não é mais visto como motivo de disputa.

Como o projeto revolucionário aparece no horizonte do PCdoB hoje?

O PCdoB entende que a luta pelo socialismo vive etapa, estrategicamente, defensiva desde o fim da experiência socialista no leste europeu. Apesar disso, já no século XXI, algumas experiências socialistas permanecem pujantes, como na China, que é a segunda economia do mundo e, potencialmente, a médio prazo, se tornará a maior. Outros países seguem firmes na luta pelo socialismo, além dos lutadores nos mais variados países do mundo. O cenário mais recente da crise estrutural do capitalismo, a crise financeira, apresenta a construção de uma alternativa socialista como necessidade para o mundo. No entanto, entendemos que esse é o processo de uma revolução longa, de retomada de iniciativa e de apresentação de um projeto socialista, com a consciência e a convicção de que o mundo, sob o capitalismo, estabelece um futuro muito difícil para as grandes massas e a maioria das nações.

Temos visto muitas comparações do comunismo como nazismo, a exemplo das declarações do youtuber Monark no programa Flow, que defendeu a legalização do partido nazista no Brasil. Como você analisa essa comparação?

Essa comparação só interessa aos fascistas e aos nazistas, tendo em vista que os comunistas foram os principais responsáveis pela derrota do nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial. Há uma contradição direta entre o comunismo e o nazi-fascismo. Quem estava alinhado com as experiências democráticas para derrotar o nazi-fascismo foi o bloco dos partidos e países socialistas. É absurdo estabelecer qualquer paralelo nesse sentido. O comunismo é uma ideologia humanitária, que busca a construção da igualdade, tanto da igualdade entre indivíduos, do ponto de vista dos direitos, quanto da igualdade econômica. O nazismo é a ideologia do racismo, da exclusão, da destruição, da barbárie. Esse é um paralelo falso. Alguns setores que buscam o liberalismo extremo acabam, na prática – e isso ficou muito claro na fala do Monark -, tentando naturalizar o nazismo.

No final da década de 1960, a vereadora Ida Viana Rêgo (MDB) deu apoio, em Ilhéus, à formação de um grupo de resistência armada à ditadura, que tinha militantes do clandestino PCdoB. Você tem informações sobre esse episódio?

A história dos comunistas em Ilhéus vem de Nelson Schaun, que era um intelectual, professor e teve relação com o movimento indígena do Caboclo Marcelino, dos tupinambás de Olivença. Na fase de pré-clandestinidade do período Vargas, Nelson Schaun foi uma das principais referências do Partido Comunista no sul da Bahia. Na ditadura, houve esse movimento clandestino, mas nós, do partido, temos poucas informações documentadas, apesar de termos rumores sobre essa questão. Durante o regime militar, Haroldo Lima era um dos principais dirigentes da Ação Popular, grupo da esquerda católica que acabou se incorporando ao PCdoB. Haroldo esteve na região, nessa tentativa muito embrionária de resistência armada, que não avançou. Posteriormente, na década de 1980, no processo de redemocratização, ainda na clandestinidade, mas funcionando dentro da ala progressista do MDB, os membros do partido vieram para a nossa região. Eram jovens militantes que tinham vínculo com o partido em Salvador. Foi o caso de Davidson Magalhães, de Itabuna, Gustavão, nosso principal dirigente de Ilhéus, doutora Fátima, advogada, doutor Renan. A partir daí, começaram a constituir a organização política do partido, que foi legalizado em 1985 e passou a se estabelecer na luta concreta da nossa região, tendo papel muito importante nos mais variados setores da juventude e dos trabalhadores. Militantes do PCdoB tiveram papel de protagonismo na luta pela estadualização da Uesc.

Quando começa sua história no partido?

Cheguei ao partido no ano 2000. Quando entrei na Uesc, em 1998, já havia o movimento estudantil forte e combativo, com uma história muito bonita dos comunistas na luta pela estadualização da universidade. O camarada Wenceslau Júnior, em especial, era referência muito forte no nosso movimento estudantil. A parti daí, entrei na militância. Fui do Centro Acadêmico de Direito, do Diretório Central dos Estudantes, dos conselhos da universidade. Depois, ingressei no movimento dos trabalhadores, porque já era funcionário do Banco do Brasil e me integrei à luta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Quais são os desafios da atuação do PCdoB em Ilhéus, na Bahia e no Brasil?

Conquistamos um mandato na Câmara de Ilhéus, do vereador Cláudio Magalhães, primeiro vereador indígena da cidade. Essa vitória foi muito importante, como em Itabuna, o outro polo da nossa região, onde o partido elegeu a servidora e presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Wilmaci Oliveira. A existência dos parlamentares dá esteio muito forte para a militância do partido, que tem o desafio de ser instrumento da luta do povo. No caso da Bahia, temos relações com o Governo do Estado, tendo em vista que o partido faz parte da base, com Davidson [Magalhães] na Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda e com participação na Secretaria de Política para as Mulheres, na Bahiagás e outros setores do governo estadual, nesse sentido de atrair políticas públicas que ajudem o desenvolvimento da região e melhorem as condições de vida do nosso povo.

Do ponto de vista político-eleitoral, o desafio é tentar manter esse projeto que tem trazido muitos avanços para a Bahia, que começou com Wagner, segue com Rui Costa e, a partir de agora, será liderado por Jeônimo Rodrigues. E o PCdoB também tem o objetivo de eleger seus parlamentares. Na região, temos como centro da tática política-eleitoral a pré-candidatura de Wenceslau Júnior, ex-vice-prefeito e ex-vereador de Itabuna, a deputado federal. Do ponto de vista nacional, o centro da nossa atuação política é derrotar o bolsonarismo. O Brasil não aguenta mais. O povo brasileiro está sofrendo demais, com perda do poder de compra [do salário mínimo], gasolina nas alturas, inflação disparada, desemprego alto. Um país estagnado, sem projeto, que precisa ser reconstruído. Na nossa visão, nesse momento, isso passa por um papel muito importante da liderança do ex-presidente Lula.

Temos visto dois argumentos sobre a provável aliança de Lula com Geraldo Alckmin, que deverá ser o vice do petista. De um lado, aponta-se acerto devido à necessidade de ampliação da frente democrática contra a reeleição de Bolsonaro. Entretanto, há quem diga se tratar de capitulação à política econômica que o ministro Paulo Guedes representa. Qual é o significado dessa nova parceria?

Está à altura da gravidade do momento político que vivemos. Como falei antes, nós, comunistas, damos muita importância ao enfrentamento do fascismo. E Bolsonaro é um dos principais representantes do mundo de uma corrente neofascista, de uma política de extrema-direita que busca restringir os espaços democráticos. No Brasil, temos a peculiaridade de ser um neofascismo antinacional, que busca ser autoritário e destruir os direitos do povo, mas também entregar o patrimônio nacional, a preço de banana, a grandes interesses econômicos estrangeiros. O fundamental desse governo de Bolsonaro, o que leva à unidade [da oposição], é a ameaça à democracia. Alguns dizem que a democracia é o pior governo que existe, mas o melhor já inventado. A defesa da democracia, que foi conquista histórica do povo brasileiro, leva à necessidade da maior união possível. Não vejo nenhum problema nisso. Tenho convicção de que isso não passa, necessariamente, por concessões do programa econômico. Afinal de contas, Alckmin, enquanto possível candidato a vice-presidente, já foi para o PSB, partido de centro-esquerda, que tem convicções do seu programa e é mais alinhado com o programa de Lula e das esquerdas. Portanto, se entrar nessa aliança, Alckmin entrará comprometido com o programa de governo de reconstrução do Brasil.

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Vamos recolocar o Brasil nas mãos dos Brasileiros e substituir o ódio pelo amor, a violência pela paz, o preconceito pelo acolhimento, a morte pela vida, o egoísmo pelo espírito colaborativo, o individualismo pela solidariedade, o medo pela confiança de que é possível transformar o mundo em um lugar melhor para se viver

 

Wenceslau Júnior

Nesta sexta-feira, 25 de março de 2022, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) comemora seu primeiro centenário de fundação. Em 1922, em um ambiente de luta por direitos sociais e trabalhistas embalados pelo ideal socialista fruto da Revolução Russa 1917, nove jovens, a maioria operários, e alguns intelectuais se reuniram em Niterói (RJ) para fundar o Partido Comunista do Brasil.

O ambiente nacional era de uma classe operária em formação e também de enorme ebulição cultural que buscava a formação de uma cultura genuinamente brasileira. Refiro-me especialmente à Semana de Arte Moderna, que também comemora seu centenário neste ano de 1922.

Impossível narrar a história deste século sem recorrer à história de lutas dos comunistas. Na organização dos primeiros sindicatos combativos, na luta pelas Reformas de Base e na resistência em defesa da democracia nos momentos de exceção, lá estavam os militantes e dirigentes comunistas. Mais da metade desse tempo o Partido viveu na clandestinidade.

Nas décadas de 30 e 40 enfrentamos a Ditadura do Estado Novo, que aliada ao nazifascismo oprimiu duramente o povo brasileiro que não aceitava a exclusão e brutalidade dessa política. O Estado Novo entregou covardemente Olga Prestes para morrer nos campos de concentração nazista.

De 1º de abril de 1964 a 15 de março de 1985, enfrentamos a Ditadura Militar, inclusive pegando em armas na heroica Guerrilha do Araguaia. Em 16 de dezembro de 1976 vários dirigentes do Comitê Central foram presos, torturados e mortos em São Paulo (SP), no episódio conhecido como Chacina da Lapa, entre os presos e torturados estava o saudoso Camarada Haroldo Lima, que sobreviveu à tortura, mas não resistiu ao negacionismo brasileiro, morrendo de Covid-19 em 24 de março de 2021.

Ao longo desses 100 anos o PCdoB sempre defendeu a democracia, a justiça social, o respeito à diversidade brasileira, o direito dos trabalhadores e trabalhadoras, a liberdade de culto religioso, incluída pela primeira vez em Constituição Federal pelo Deputado Comunista Jorge Amado na Constituição de 1946.

O desafio de defender a democracia nunca foi tão atual e intenso como hoje. A postura genocida, negacionista, machista, misógina, homofóbica, e para traduzir em uma só palavra, nazista, do atual Presidente da República, chama mais uma vez os comunistas à responsabilidade: Iremos honrar a memória dos brasileiros e brasileiras que tombaram na Guerrilha do Araguaia, na Chacina da Lapa, nos conflitos agrários e todos aqueles como Chico Mendes, Marielle Franco, Haroldo Lima, Moa do Katendê, que tiveram suas vidas ceifadas pela brutalidade daqueles que se desumanizaram no exercício do poder.

Vamos recolocar o Brasil nas mãos dos Brasileiros e substituir o ódio pelo amor, a violência pela paz, o preconceito pelo acolhimento, a morte pela vida, o egoísmo pelo espírito colaborativo, o individualismo pela solidariedade, o medo pela confiança de que é possível transformar o mundo em um lugar melhor para se viver, respeitando não só os seres humanos e tratando-os com equidade, mas respeitando também os limites da natureza.

Viva o Partido Comunista do Brasil! Viva a Paz! Viva o Socialismo! Fora Bolsonaro!

Wenceslau Junior é advogado, professor, presidente do PCdoB de Itabuna e membro da comissão política estadual do PCdoB.

Ex-deputada Kelly Magalhães morreu aos 52 anos, vítima de câncer
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A ex-vereadora de Barreiras e ex-deputada estadual baiana Kelly Magalhães (PCdoB) faleceu neste domingo (23), aos 52 anos, vítima de câncer, em Salvador. A notícia foi confirmada pelo presidente estadual do partido, Davidson Magalhães, em nota. Kelly enfrentava câncer há vários anos, segundo o dirigente.

Antes de eleita deputada estadual em 2010, Kelly foi vereadora e presidente da Câmara Municipal de Barreiras, comerciária e assessora do Sindicato dos Bancários da Bahia. Ela tinha formação em Letras pela Universidade Estadual da Bahia (UNEB) e coordenou o Diretório Central dos Estudantes (DCE) do campus Barreiras da universidade estadual.

“A morte de Kelly é uma grande perda para os democratas e todos os que lutam por uma sociedade mais justa e fraterna. O PCdoB-Bahia lamenta profundamente a perda de nossa combativa companheira de tantas lutas e presta solidariedade aos familiares e amigos”, escreveu Davidson Magalhães.

A ex-deputada e presidente da Câmara de Barreiras por duas vezes deixa esposo e dois filhos.

HOMENAGENS

Além do dirigente do PCdoB, políticos como o senador Jaques Wagner e o deputado estadual e ex-colega de parlamento Rosemberg Pinto, ambos do PT, prestaram homenagem à ex-deputada, liderança política no oeste baiano. Rosemberg escreveu no Twitter que Kelly “muito contribuiu para a construção dessa nova Bahia”. E completou: “Perdemos uma guerreira””.

Walmir Rosário e Odilon Pinto, em Brasília, na comemoração do aniversário do Ministério da Agricultura || Foto Águido Ferreira
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Realmente, os esforços de Mílton e Zé Haroldo não foram em vão. Odilon era um artista nato; um músico que tocava os sete instrumentos e ainda cantava; um comunicador por excelência e que sabia fazer se entender pelo doutor e o operário rural.

 

Walmir Rosário

Que me perdoem os puristas acostumados a tecer comentários desairosos sobre os estabelecimentos dedicados à transferência de felicidade ao gênero humano por meio da venda de bebidas e tira-gostos. Desinformados ou rancorosos, não conhecem nada do que se passa entre aquelas quatro paredes e mesas e onde se conversa sobre todos os temas, com exaltação e nenhuma briga a perdurar.

Para mim, não há melhor local recomendado para aliviar o stress, enriquecer o conhecimento, construir amizades sólidas, duradouras, mesmo que não se conheça nada de nada sobre a origem e a família do quase irmão. Chego até mesmo a nomear um boteco como um templo da cultura, dada a amplitude dos assuntos ali abordados, enriquecendo o cabedal de conhecimento dos fiéis frequentadores.

Digo, afirmo e provo! E eis que, no sábado passado, eu e os amigos Batista e Arenouca resolvemos colocar a conversa em dia e nos dirigimos ao Laginha, em Canavieiras, boteco que se preza pela cerveja gelada e bons tira-gostos. Nem bem chegamos à mesa, encontro o colega advogado Leonício Guimarães (Léo), canavieirense, ex-vereador em Itabuna, às voltas das reminiscências sobre o rádio grapiúna.

Há muito queria lembrar o texto da vinhenta de encerramento do programa De Fazenda em Fazenda e Na Fazenda do Odilon, que apresentamos – o locutor que vos fala e Odilon Pinto – há bem mais de 30 anos. Confesso que não me lembrava, mas diante da insistência de Léo, começamos a falar sobre os programas, os estilos, a qualidade da informação que levávamos a um público urbano e rural.

Para os que não conheceram ou sequer ouviram falar, o programa de rádio De Fazenda em Fazenda foi um canal de comunicação entre a Ceplac e seu público-alvo: agricultores e trabalhadores rurais, traduzindo as mensagens técnicas ao homem do campo de forma simples, alegre e descontraída. Teria de levar a mensagem técnica de forma compreensível e que produzisse resultados positivos em toda a região cacaueira da Bahia.

Alguns formatos foram pensados e levados ao ar por grandes comunicadores, mas a interação não chegava ao pretendido, até o chefe da Divisão de Comunicação, Mílton Rosário, se bater com Odilon Pinto. Só que tinha um problema quase intransponível: Odilon Pinto era comunista de carteirinha, volta e meia interrogado e preso, e não poderia trabalhar num órgão do governo federal, principalmente nos tempos da revolução de 64.

Para convencer os militares, foi necessário o aval de Mílton Rosário ao secretário-geral José Haroldo Castro Vieira, que conseguiu convencer os militares.

– O homem é bom e eu respondo por ele – garantiu José Haroldo.

Realmente, os esforços de Mílton e Zé Haroldo não foram em vão. Odilon era um artista nato; um músico que tocava os sete instrumentos e ainda cantava; um comunicador por excelência e que sabia fazer se entender pelo doutor e o operário rural. Paralelamente ao programa de rádio, Odilon criou um grupo regional, que se apresentava nos eventos técnicos e culturais da Ceplac, ou nas noites festeiras das cidades próximas.

Mas eis que chega a democracia e os homens do PMDB mudam a direção da Ceplac e resolvem, também, trocar a emissora de rádio: em vez da Rádio Jornal de Itabuna, onde era apresentado, o De Fazenda em Fazenda passou a ser transmitido na Rádio Difusora, do político Fernando Gomes. De pronto, Odilon enfrenta a direção da Ceplac, se coloca à disposição da Dicom e passa a apresentar um seu programa, agora Na Fazenda do Odilon.

Para os ouvintes isto criou uma confusão danada, pois as duas emissoras apresentavam programas parecidos, com nomes e apresentadores diferentes. E assim continuou. Após um curto espaço de tempo e muitos apresentadores, acumulo a reportagem e a apresentação do De Fazenda em Fazenda, na Rádio Difusora, das 4 às 7 horas, sem abandonar o trabalho nos veículos impressos e de vídeo da Ceplac.

Para competir com o artista e amigo dos ouvintes, Odilon Pinto, fizemos uma reformulação no programa, criando quadros com a participação de engenheiros agrônomos, médicos veterinários, técnicos agrícolas, utilizando toda a estrutura dos escritórios da Ceplac na região, além de músicas. Deu certo, e por incrível que pareça, chegamos a receber cerca de até 600 cartas por semana, enviadas por uma população quase sem alfabetização.

E Odilon continuou fazendo sucesso com seu programa. Tempos depois deixo a Ceplac (depois retornei), e Odilon Pinto resolve se candidatar a deputado estadual.

– Está eleito, diziam, basta encomendar o terno para a posse – garantiam todos.

Odilon, que sempre foi filiado ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB), se candidatou pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN), de Collor de Mello, à época liderado na Bahia pelo empresário Pedro Irujo. A cada pesquisa o nome de Odilon Pinto aparecia com maiores pontuações. Essa confiança do eleitorado contagiou Pedro Irujo, que investiu pesado na campanha eleitoral de Odilon.

Proibido pela lei eleitoral de apresentar o seu programa, Odilon me convida para tomar seu lugar ao microfone da Rádio Jornal e entra de cabeça na campanha que poderia lhe dar uma vaga na Assembleia Legislativa. Devido a minha experiência em campanhas políticas, uma semana antes da eleição, perguntei ao candidato Odilon se já tinha elaborado o planejamento para a boca de urna. Recebi um não como resposta.

Me disse que no dia da eleição sairia de casa, votaria e retornaria ao lar, onde descansaria da campanha. Nesse dia, saí da rádio e fui a Itajuípe, onde atuava como assessor de comunicação. Uma rápida visita às entradas da cidade, observei como os políticos locais abordavam os eleitores que chegavam da zona rural para votar e recebiam promessas de vantagens. Me veio à cabeça a falta de planejamento e a mudança nas pesquisas.

Resultado, o consagrado Odilon Pinto obteve uma votação pífia, e sequer alcançou a suplência. Pouco tempo depois, Odilon conclui seu mestrado, depois doutorado em Linguística e se dedica ao ensino do português na Uesc e outras faculdades.

Antes que me esqueça, consegui lembrar do jingle de encerramento do programa:

– Acorda João Grilo, Porfírio e Odilon, que o momento é bom pra nós viajar, o jegue corre que faz até medo, e amanhã bem cedo nós torna (sic) a voltar.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Davidson Magalhães é reeleito presidente do PCdoB da Bahia
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O itabunense Davidson Magalhães foi reeleito presidente do PCdoB da Bahia, neste domingo (3), no encerramento da Conferência Estadual do partido, em Salvador. Professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e secretário estadual de Trabalho, Emprego e Renda, Davidson foi reeleito pelos delegados e delegadas municipais, que também elegeram 119 nomes que vão compor o novo Comitê Estadual para o biênio 2021/2023.

Após o anúncio do resultado, Davidson agradeceu à militância comunista pela confiança e afirmou que é com muita honra que reassume a presidência do PCdoB na Bahia, definida por ele como “a seção mais forte do país, uma seção que teve como marca importante a presença de Haroldo Lima”. Davidson também fez menção a Péricles de Souza.

Davidson falou de desafios no centenário do PCdoB em 2022, quando o eleitorado do país deve retornar às urnas para escolha de deputados estaduais e federais, senadores, governadores e novo presidente do País. “É preciso confirmar o Partido como uma das referências políticas do país na consolidação da democracia e na luta pela retomada do Brasil para os brasileiros e pela derrota da onda neofascista representada por Bolsonaro”.

WAGNER

O presidente do PCdoB-BA também enfatizou, no evento, a participação protagonista do partido no novo momento político do estado, a partir da eleição do ex-governador Jaques Wagner (PT). “O PCdoB tem dado uma contribuição quer na militância política, quer no governo, com secretários e dirigentes de estatais. É a nossa contribuição também para o povo baiano”, afirmou.

O resultado da eleição do novo Comitê Estadual do PCdoB-BA teve a marca da diversidade, segundo a sua direção, e representou avanço na participação de mulheres, que passou de 36%, no último biênio, para 45%, em uma tentativa de alcançar a paridade de gênero. Na gestão cessante, dos 101 integrantes, 37 eram mulheres; no novo, são 54, entre os 120 novos membros eleitos.

Wenceslau Júnior, Rogério Lemos e Davidson em ato de filiação em Maraú
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O agricultor familiar Rogério Lemos filiou-se ao PCdoB e deverá disputar vaga à Assembleia Legislativa baiana em 2022. O ato de filiação ocorreu em Maraú, onde concorreu à prefeitura e obteve 40,31% dos votos em 2020. O evento teve a participação do presidente estadual da legenda, Davidson Magalhães, além do também dirigente Wenceslau Júnior.

Segundo Wenceslau, Rogério Lemos terá a missão de representar o PCdoB no baixo-sul baiano e teve o nome cogitado à Assembleia Legislativa pela direção estadual do partido. “Rogério é um jovem líder comprometido com o desenvolvimento social de Maraú e do Baixo Sul. Ele está completamente sintonizado com a política do nosso partido, pois a sua atuação política sempre foi em defesa dos que mais precisam.”, afirmou Wenceslau Junior.

Com a tendência do presidente estadual e secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Davidson Magalhães, permanecer no cargo no governo baiano, cresce a possibilidade do ex-vereador e ex-vice-prefeito de Itabuna Wenceslau Júnior disputar vaga à Câmara Federal em dobradinha com Rogério.

Em 2010 Wenceslau surpreendeu ao alcançar 31.832 votos para deputado estadual, ocupando a primeira suplência, Rogério tem demonstrado uma grande força política em Maraú. Caso as pré-candidaturas se consolidem, Wenceslau e Rogério deverão formar dobradinha no baixo-sul.

– Estou muito feliz em ser acolhido pelo PCdoB. Fui muito bem recebido por Davidson, Wenceslau e toda a militância, vou trabalhar duro para retribuir a confiança em mim depositada – afirmou Rogério.

O presidente estadual do PCdoB, Davidson Magalhães, lembrou da força do filiado e do compromisso em 2022. “A filiação de Rogério compõe o esforço partidário para derrotar o retrocesso do atual governo federal e manter o estado da Bahia no caminho certo”, disse Davidson.

Manifestantes vão se concentrar na Praça Cairú, a partir das 9 horas
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Ilhéus vai entrar no circuito nacional de protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste sábado (29), em ato promovido pelos partidos PSOL, PSB, PCdoB e PT. Os manifestantes vão se concentrar na Praça Cairu, a partir das 9h.

Ao menos 85 cidades já têm manifestações marcadas para o mesmo dia, segundo levantamento da BBC.

A pauta dos atos inclui diversas demandas, a exemplo do impeachment de Bolsonaro, a volta do auxílio emergencial de R$ 600, a ampliação das vacinas disponíveis, o fim da violência contra a população negra, a suspensão de cortes de verbas na educação e a reversão das privatizações e da reforma administrativa.

Os organizadores alertam aos participantes sobre a importância dos cuidados contra a disseminação do novo coronavírus, como o uso de máscara, a ocupação de espaços ao ar livre e o distanciamento mínimo entre os presentes.

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Charliane filia-se ao PCdoB de olho em vaga na Alba

A ex-vereadora Charliane Sousa deixou o MDB e, neste final de semana, filiou-se ao PCdoB em evento no plenário da Câmara de Itabuna. Charliane pretende disputar uma vaga à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) em dobradinha com o também ex-vereador itabunense Wenceslau Júnior, pré-candidato a deputado federal pelo PCdoB e que esteve presente no ato.

A filiação também reuniu, no plenário da Câmara, a vereadora Wilmaci Oliveira, o ex-vereador Jairo Araújo e o presidente do PCdoB de Itabuna, Gilson Araújo, e a vice-presidente do Diretório Municipal, Márcia Roseli.

Após assinar a ficha de filiação, Charliane lembrou sua carreira política, sendo a única mulher vereadora na legislatura passada (2017 a 2020) e, nas eleições locais do ano passado, única candidata a prefeita de Itabuna nas eleições do ano passado.

“Estou iniciando uma nova fase, entrando num partido em que vejo possibilidades de realizar o que eu sonho fazer por Itabuna, pelo sul da Bahia e por nosso estado. O PCdoB é um partido que tem histórico de luta em favor do trabalhador, da mulher, do negro, da juventude, do meio ambiente, dos LGBTs… Então, estou me sentindo em casa, porque me identifico com as bandeiras do partido. Sei que vou trabalhar muito, que tenho muito a conquistar e muito a fazer em benefício do povo trabalhador aqui no PCdoB”, explicou Charliane.

De acordo com Wenceslau, o partido recebe Charliane de braços abertos e com muita alegria pela atuação política dela em Itabuna, pela coragem e também por ser mulher. Além de Charliane, o diretório itabunense do PCdoB recebeu mais 33 novos integrantes, dentre eles a empresária Roberta Oliveira, o servidor público Washington Luís e o engenheiro civil Patrick Monteiro, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano de Itabuna.

Atualização às 12h51min – Ao contrário do informado por uma das lideranças regionais do PCdoB ao blog, a psicóloga Maria Gonçalves Reis (Tia Nem) não se filiou ao partido. Ela apenas participou da solenidade e acompanhava a amiga Charliane Sousa no ato.

O professor e comunicador Odilon Pinto e dois de seus filhos
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Aos 72 anos, com a diabetes aperreando, morreu vítima de infarto, deixando um legado importante para a comunicação e a educação do Sul da Bahia. Mais um exemplo de vida que nos deixa fora do combinado.

 

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Até parece que foi combinado: Na terça-feira (12) o jornalista Tyrone Perrucho nos deixa aqui neste mundo, e na quarta-feira (13), sem qualquer aviso-prévio, toma o mesmo caminho o radialista, jornalista e professor Odilon Pinto. Além da tristeza e saudade, passo a me considerar um estranho obituarista – função que existe numa redação – essencial para informar os que partem.

Mas como dizia Odilon Pinto: “Rosário, o jornalista é o grande secretário da sociedade, o encarregado de lavrar a ata dos feitos deste mundo, sejam eles bons ou ruins, não importam, têm que ser anotados”. Há alguns anos que não via e nem tinha notícia de Odilon, que há muito se transformou numa pessoa caseira, com o ofício de cuidar da diabetes que lhe acometia e da Língua Portuguesa.

Odilon Pinto era uma artista nato, um homem show, que dedilhava o violão, tocava “sanfona” ou outro tipo de instrumento, amparado por sua voz a cantar músicas de todos gêneros, como já fizera em bandas regionais. A partir dos anos 70, se dedicou às músicas para o homem do campo, como uma extensão do programa De Fazenda em Fazenda, produzido pela Divisão de Comunicação da Ceplac (Dicom).

Narrar, em poucas palavras, a que se prestava o De Fazenda em Fazenda é essencial para conhecermos mais Odilon e sua atuação para agregar todo o pacote tecnológico da Ceplac às fazendas de cacau, convencendo produtores e trabalhadores rurais. Era a comunicação de apoio dos extensionistas, com uma linguagem apropriada para que as práticas agrícolas fossem feitas em sua plenitude. Esse era o nosso mister.

E Odilon chegou à Ceplac com uma bagagem importante: saber se comunicar de forma simples, direta, de igual para igual com os homens que permaneciam no campo e aqueles que se mudaram para a cidade. Esse traquejo vinha da sua larga militância no PCdoB, o que lhe rendeu, além de um grande conhecimento sociológico e antropológico, alguns dissabores, a exemplo do convívio no xadrez por ordem das autoridades militares.

E a necessidade da Ceplac – ainda nos anos de chumbo – e o cabedal de conhecimento de Odilon casaram-se perfeitamente. Com o programa radiofônico em alta, foram aparecendo seus subprodutos, como o “Forró do Mata o Veio” e o programa radiofônico Namoro no Rádio, que encantava a todos. Lembro bem que recebíamos até 700 cartas por semana, correspondências estas enviadas das roças por pessoas pouco alfabetizadas.

E a finalização do De Fazenda em Fazenda era a apoteose com o quadro “Vida na Roça”, tirado das singelas cartas, com toda a verve de Odilon, fazendo com que muitos chorassem. Chegaram as mudanças políticas em nível nacional, eis que a nova direção da Ceplac resolve trocar a veiculação do programa, tirando-o da Rádio Jornal de Itabuna e levando-o para a Rádio Difusora de Itabuna.

Nadando contra a correnteza, Odilon se nega a apresentar o programa na nova emissora e cria o programa Na Fazenda do Odilon, continuando na Rádio Jornal, apesar da ameaça do desemprego. Enquanto isso, continua dando suas aulas de português em diversos colégios de Itabuna, na atual Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Odilon era diplomado em Letras e mestre e doutor em Literatura e Linguística.

Sem perder a simplicidade, continuou apresentando seu programa das 4 às 6h40min, dando aulas nos colégios e universidade, por muitas vezes fazendo esse périplo a pé e de ônibus, numa demonstração de como administrar seu tempo. Volta e meia a diabetes lhe consumia, e ele resolvia tocar o barco pra frente, com mais uma atividade, a exemplo de uma assessoria de comunicação e até ingressar na política.

Esse seu conceito e densidade eleitoral chega aos ouvidos do então candidato a governador Pedro Irujo, que o filia ao PRN e o faz candidato a deputado estadual, com a possibilidade de estar entre os mais votados, conforme as pesquisas. Como não poderia apresentar seus dois programas, substituo-o, mantendo o mesmo estilo, enquanto ele viajava dia e noite para manter o contato com os eleitores.

Disparado nas pesquisas, Odilon comete o pecado de não planejar a famosa boca de urna, e no dia da eleição sai de casa apenas para votar e aguardar a apuração. O resultado não poderia ser dos piores, todas as suas intenções de voto foram providencialmente trocadas nas entradas das cidades, comandadas pelos prefeitos e seus cabos eleitorais, com polpudas ofertas em dinheiro ou outros bens de consumo.

A fragorosa derrota não abalou Odilon, que continuou seu labor no rádio e nas salas de aula. Anos depois, retorna ao seu antigo partido, o PCdoB, porém não se aventura a outra candidatura. E assim esse piauiense tocava sua vida, sem reclamar da sorte, nem mesmo dos períodos em que passou fugitivo trabalhando na zona rural, ou na prisão, onde sofreu todos os tipos de tortura.

Assim como o colega Tyrone Perrucho, Odilon Pinto de Mesquita Filho era agnóstico, mas convivia com as crenças. Sonhava com o delta do Parnaíba, no qual passou parte de sua vida, que levava na esportiva. Numa das nossas muitas viagens, uma delas à Amazônia, não perdia a fleuma em nos acompanhar – a mim e ao fotógrafo Águido Ferreira – nas incursões aos bares e restaurantes, mesmo que tivesse de tomar duas doses de insulina.

Com o tempo, passou a apresentação do programa na Fazenda do Odilon para o filho Rivamar e se dedicou exclusivamente à educação, aos livros e aos artigos que escrevia para o Diário Bahia. Aos 72 anos, com a diabetes aperreando, morreu vítima de infarto, deixando um legado importante para a comunicação e a educação do Sul da Bahia. Mais um exemplo de vida que nos deixa fora do combinado.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado e mantém o blog walmirrosario.blogspot.com.br

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Geraldo, ao centro, com Sodré (à esquerda) e Jairo durante live

Geraldo Simões (PT) se comprometeu a implementar amplo programa de geração de emprego, com destaque para comércio, indústria e serviços, em Itabuna, caso eleito. A promessa foi feita durante live do candidato a prefeito de Itabuna com o secretário de Organização do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Alimentação (SindAlimentação), Eduardo Sodré, nesta terça-feira (3).

Ressaltando a importância da parceria com o governador Rui Costa para geração de emprego e renda, Geraldo afirmou que já tem entendimentos com Governo Estadual para que Itabuna tenha uma compensação por causa da perda de indústrias no município. “As empresas querem isenção de impostos e é o governador quem escolhe as cidades aonde elas vão se instalar. Nós vamos colar em Rui Costa para que Itabuna seja candidata para receber essas indústrias”.

Geraldo afirma que vai utilizar as relações que tem com o senador Jaques Wagner e o governador Rui Costa, para trazer o Porto Seco, coletar 100% do esgoto e tratar 100% água e pavimentar as ruas com asfalto de qualidade. “Está na hora da gente reverter esse declínio e ajudar Itabuna a dar a volta por cima”, afirmou.

Para Jairo Araújo, candidato a vice-prefeito, Itabuna necessita de uma gestão que trate os problemas da cidade, que são muitos, mas que também construa oportunidades e alternativas de emprego e renda. Geraldo pontuou que Itabuna está com apenas 22% de trabalhadores com a carteira assinada, destacando que é 81ª cidade no estado da Bahia com trabalhadores registrados.

Ele criticou a desativação da fábrica da Nestlé na cidade e alertou que acarretará um aumento do número de desempregados com carteira assinada, próprios como também dos terceirizados. “Além do empobrecimento das pessoas, isso diminui a arrecadação da prefeitura”.Leia Mais

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Sete dos candidatos aparecem em vídeo anunciando apoio a Marão

Sete dos candidatos a vereador de Ilhéus pelo PCdoB abandonaram a tese do partido e decidiram fechar apoio à reeleição do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD).

O partido faz parte da coligação do candidato do Progressistas à Prefeitura de Ilhéus, Cacá Colchões, mas os candidatos decidiram pular de barco.

Jacks Rodrigues, Gilmar Marques, Jorge Xavier, Marcos Lessa, Nelson Pinheiro, Edson Santos e Leidinha gravaram até vídeo para anunciar apoio a Marão. Destes, apenas 3 tinham autorização do partido.

Ainda não houve pronunciamento da direção do PCdoB ilheense quanto a possíveis punições aos candidatos, atraídos para a base de Marão com a promessa de apoio na corrida eleitoral.

Antes das convenções e durante parte da pandemia, a direção municipal do PCdoB decidiu dar trégua a Marão e estudou a possibilidade de apoiar a reeleição do prefeito.

Ordens da cúpula estadual fizeram o diretório fechar com Cacá Colchões, do Progressistas, em articulação que também contou com a participação do secretário-geral do PP baiano, o ex-prefeito Jabes Ribeiro.

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Ato de Geraldo e Jairo teve a participação de Josias Gomes

No primeiro dia oficial de campanha em Itabuna, neste domingo, o candidato a prefeito pelo PT, Geraldo Simões, e o seu vice, Jairo Araújo (PCdoB), promoveram carreata na região do São Caetano, com encerramento na Praça Rio Cachoeira, no Góes Calmon.

Os participantes da Carreata da Saúde, como foi batizada a atividade, percorreram dezenas de ruas e bairros. O ato de campanha também levou informações e alertas para a população sobre cuidados com a prevenção ao coronavírus.

Ao lado do candidato a vice, Geraldo percorreu nove bairros, e destacou a receptividade da população. “Tivemos um bom volume de carros, nossa turma estava muito empolgada, mas o que mais me chamou a atenção foi ver a alegria das pessoas por onde a carreata passava. Foi uma demonstração de que compreendem a grave situação da atual gestão e de que veem a nossa chapa como uma esperança para garantir a transformação que a cidade precisa”.

Quem também ressaltou a interação dos eleitores foi o candidato a vice-prefeito Jairo Araújo. Para ele, o destaque foram a quantidade de participantes e a resposta da população. “Nossa primeira atividade foi muito boa. Fiquei muito satisfeito com o grande número de participantes e a receptividade das pessoas, que abraçaram a chapa e demonstraram isso durante todo o percurso”.

Além dos candidatos a prefeito e vice, quem também acompanhou todo o percurso foi o deputado federal licenciado e secretário de estado do Desenvolvimento Agrário, Josias Gomes. Ele afirmou que o ato fez lembrar das campanhas vitoriosas de Geraldo. “A alegria das pessoas ao verem que ali estava Geraldo Simões foi contagiante, me fez lembrar de nossas outras campanhas vitoriosas. Fiquei aliança mais entusiasmado”, declarou.

A Carreata da Saúde saiu do São Caetano, em frente ao Itabunão, e percorreu os bairros Sarinha, Novo São Caetano, Pedro Jeronimo, Zizo, Sao Pedro, São Judas, Conceição e Vila Zara.

Gestores públicos, deputados e secretários anunciam apoio a Geraldo e Jairo
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Dezenas de gestores públicos participaram, na manhã de hoje, de uma reunião online com Geraldo Simões e Jairo Araújo. Participaram, também, os secretários Josias Gomes e Davidson Magalhães, além do deputado Rosemberg Pinto, que são lideranças políticas na cidade. “Todos declararam apoio e se comprometeram em fazer chegar a mensagem da chapa a toda população”.

Jairo Araújo, pré-candidato a vice-prefeito, agradeceu ao apoio e lembrou que ali estavam as pessoas que fazem chegar à população as políticas públicas implementadas desde os governos Lula e Dilma, na Presidência, e, na Bahia, nos governos Jaques Wagner e Rui Costa. “Aqui nós temos equipamentos fantásticos, trazidos pelos nossos governos, que poderiam estar melhor servindo à população. Cito o exemplo do teatro, da barragem, da policlínica, do gasoduto e de uma universidade federal”.

Para Geraldo, as últimas gestões “não souberam aproveitar os equipamentos e investimentos dos governos do PT”. Ele disse que isso “se dá pela incompetência do gestor”, que não tem o olhar de cuidar das pessoas nem de promover o desenvolvimento do município. “Vamos retomar a nossa tradição de grandes administrações. Temos todos os ingredientes para fazer uma gestão que venha a cuidar bem das pessoas, bem como promover o desenvolvimento sustentável do município, e nós temos aqueles que sabem fazer um ótimo tempero na gestão pública”.

RECONSTRUÇÃO DE ITABUNA

Já o secretário e presidente estadual do PC do B, Davidson Magalhães, afirmou que é necessário construir um discurso de reconstrução da cidade. “Aproveitar a força de Rui na cidade, uma vez que o governo do Estado tem muitas ações em Itabuna, e vamos ter outras ações em breve. Esse legado deve ser mostrado, mas também precisamos conectar a campanha com aquilo que está sendo planejado para Itabuna nos próximos meses”.

Josias Gomes declarou que a proposta é antecipar ao itabunense o que será um governo de Geraldo. “O fato de estar discutindo com esses gestores os projetos para a cidade dá muita consistência à campanha, num momento em que o debate político está muito rebaixado no município”.

CHANCES REAIS

Deputado estadual e líder do Governo na Alba, Rosemberg Pinto declarou que está na campanha, já em conversas com Rui e Wagner e que seus liderados locais também farão parte do time. “Temos chances reais de vitória e vamos unificar nossa turma para esse objetivo”.

Participaram da reunião, ainda, o presidente municipal do Partido dos Trabalhadores, Jackson Moreira, além de dirigentes do PROS e do Patriota, os outros partidos que compõem a coligação “Itabuna na frente, com a força de sua gente”.

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Após articulações, Geraldo Simões (PT) obteve o apoio de mais um partido, o PCdoB, de onde sairá o seu companheiro de chapa majoritária. O PCdoB definiu o nome do vereador Jairo Araújo como o candidato a vice-prefeito.

Com isso, a chapa mais à esquerda na disputa pretende unificar todo campo progressista na disputa pelo Centro Administrativo Firmino Alves. “A união PT – PCdoB – PROS é um momento histórico para Itabuna”, observou o presidente do PT de Itabuna, Jackson Moreira.

Geraldo definiu a chapa que se formou como “a mais alinhada ao que se traduz do discurso ex-presidente Lula”, no 7 de Setembro. “Todos temos a relação com as pessoas mais simples da cidade, com os camelôs, a economia solidária, os jovens, os idosos, os portadores de deficiência. Essa chapa junta a experiência política e de gestão com a experiência na luta social, pelo meio ambiente, pelo estímulo à agricultura familiar”.

DIÁLOGO

A chapa, afirma Geraldo, vai falar com a sociedade sobre a necessidade de criar empregos para a juventude e os pais de família, sem depender de Brasília. “Não podemos abrir mão da luta do povo brasileiro contra a discriminação e pela inclusão e valorização das minorias. A chapa de Itabuna está indo na linha do presidente Lula. Vamos trabalhar, estou muito feliz e animado com nossa chapa”.

O vereador Jairo Araújo, pré-candidato a vice na chapa, defendeu a unidade da esquerda como uma oportunidade de reconstruir o diálogo com a sociedade itabunense. “Vamos falar com a sociedade. Mostrar que somos partidos políticos que participam da vida da sociedade, não somos partidos que só aparecem nos períodos eleitorais. Essa é uma oportunidade única de fazermos um diálogo franco com a sociedade, mostrar que é possível virar a página do bolsonarismo no Brasil, a partir dessas eleições municipais”.

Para o ex vice-prefeito Wenceslau Júnior, a composição coroa processo de diálogo. “Nos une a luta contra o atraso em Itabuna e no Brasil, a nossa própria reinvenção como políticos e administradores, a derrota da forma retrógrada de fazer política do atual prefeito, unindo ao máximo a base do governo Rui Costa. Estou muito feliz com essa unidade no campo da esquerda”.

O presidente do PCdoB, Gilson Costa, defendeu que a agenda de campanha seja definida o quanto antes, para garantir que toda sociedade tenha conhecimento que tem uma alternativa de voto progressista. “Vamos iniciar um diálogo franco com a sociedade e com nossa militância. Mostrar que todos nós tivemos a responsabilidade de entender que essa coligação é saudável para Itabuna. Esse é, antes de tudo, um ato de responsabilidade do campo progressista para com o município de Itabuna”.

MULHERES

A reunião teve a participação das diretorias executivas dos dois partidos, além da participação do ex-vereador Luís Sena. As duas vices-presidentas do PT e PC do B, Ivone Miranda e Márcia Rosely, afirmaram que essa composição contempla o papel das mulheres na política e resgata a importância dos coletivos e agrupamentos que fazem a luta democrática no município.