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TRAIÇÃO: PPS não deu a César o que deveria ser de César

O ex-vereador  César Brandão, candidato a deputado estadual pelo PPS, nunca se conformou com o posicionamento do correligionário Clóvis Loiola, presidente da Câmara de Itabuna, com relação à sua candidatura.
Loiola, há muito cerrou fileiras com o candidato a deputado estadual pelo PSDB, Augusto Castro. Por isso, era ameaçado com uma ação por infidelidade partidária. A presidente do diretório do PPS em Itabuna, Mariana Alcântara, falava em recorrer à executiva estadual.
Qual o quê… Foi o próprio George Gurgel, o presidente da executiva do PPS na Bahia, que veio à região na semana passada para sacramentar o apoio de Loiola e membros do PPS de Ilhéus a Augusto Castro. O anúncio, como informado aqui no Pimenta, terminou em troca de sopapos num restaurante na Terra da Gabriela.
Por alguns trocados para a campanha de Ed Brasil, candidato a federal, o PPS ilheense jogou a lealdade e a coerência partidária na lata do lixo, não dando a César o que seria seu por lógica e direito: o suporte do próprio partido. Entre a fidelidade e a conveniência, o PPS fez claramente a segunda opção.

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FALTA DE CONSIDERAÇÃO: Pólvora ficou sabendo das exonerações pelo Pimenta

Onze pessoas que ocupavam cargos na Prefeitura de Itabuna, por indicação do vereador Raimundo Pólvora (PPS), perderam seus empregos neste fim de semana. A última edição online do Diário Oficial do Município traz a lista completa das “vítimas” nos decretos de número 9.141 a 9.151.
O Pimenta entrou em contato por telefone com o vereador, que ainda não sabia das exonerações. “Tô sabendo agora por você”, declarou Pólvora, surpreso. A lista de exonerados foi lida nome por nome e, a cada um, o vereador confirmava: “é meu”.
Questionado sobre os possíveis motivos da medida administrativa com forte cheiro de retaliação, o membro do PPS disse não ter a menor ideia e acrescentou que – no seu entendimento – vem mantendo um bom diálogo com o governo, inclusive no que se refere à Comissão Especial de Inquérito que apura irregularidades no legislativo municipal.
Nos bastidores, porém, a informação é de que Pólvora é um dos poucos integrantes da Câmara que mantêm o apoio ao primeiro-secretário Roberto de Souza (PR), alçado à posição de arqui-inimigo do prefeito Capitão Azevedo. E seria essa a razão das exonerações.

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Walmir Rosário | ciadanoticia@ciadanoticia.com.br
Aos poucos vou me acostumando com as propostas apresentadas pelos candidatos no rádio e na TV. Não preciso nem mesmo prestar atenção nos cargos para os quais pretendem se eleger. Nem precisa, não vou mesmo votar neles, mas, pelo menos, vou anotando os absurdos “vomitados” durante o horário eleitoral gratuito, “herança maldita” que nos foi deixada pelo regime militar, num rompante de abertura.
Só que, naquela época, um dos ministros, mais precisamente o da Justiça, dizia, no rádio, jornal e na TV, não ter nada a declarar. E não tinha mesmo, quer dizer, pelo menos para que pudéssemos ouvir. Caso teimasse em dizer, não seria conteúdo para todos; teríamos que tirar os menores e as mulheres da sala, por serem impublicáveis os assuntos.
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Burgos "faz o quatro" enquanto segura a bandeira (foto Fábio Roberto/Pimenta)

O prefeito de Itabuna, que anda na corda bamba entre diversas correntes políticas, tem no Centro Administrativo um grande professor de equilibrismo. É o seu secretário da Fazenda, Carlos Burgos.
Durante a carreata de Paulo Souto, Burgos, de bandeira em punho e “montado” numa caminhonete, exibia alta performance e segurança, mesmo quando o carro caía num dos inúmeros buracos existentes nas ruas da cidade.
Esnobe que só ele, o secretário chegou a “fazer o quatro” enquanto segurava o estandarte de seu candidato. Se lhe oferecessem uma bola, ele ainda faria embaixadinhas…

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Presidente da Bahiagás diz que será o candidato, "se for para aglutinar" (foto Pimenta)

O presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães, que se licenciou do cargo para integrar a coordenação política da campanha de Jaques Wagner, confirmou hoje ao Pimenta que poderá candidatar-se a prefeito de Itabuna em 2012. Esse interesse foi comentado pelo blog, em nota do dia 16 de agosto.
Pela manhã, na carreata do governador e candidato à reeleição, Magalhães afirmou que sua prioridade no momento é trabalhar pela vitória de Wagner, Pinheiro e Lídice da Mata (estes candidatos ao Senado). Vice-presidente do PCdoB no Estado, ele disse também que está trabalhando para ampliar a representação do PCdoB na Câmara e na Assembleia Legislativa.
Ultrapassando os objetivos de curto prazo, o comunista mira na Prefeitura de Itabuna. “A consequência natural desse processo que estamos construindo hoje será a conquista de novos espaços em governos municipais em 2012”, declarou, acrescentando que daqui a dois anos a população sul-baiana começará a sentir os efeitos econômicos positivos de projetos como o Complexo Intermodal e o Gasoduto.
“Estou na Bahiagás, mas sou da região e tenho grande motivação para contribuir com o projeto das forças progressistas em 2012”, enfatizou Magalhães. Sobre Itabuna, ele afirmou que, “se for para aglutinar”, unindo forças com todos os partidos de centro-esquerda e lideranças como o petista Geraldo Simões, poderá ser candidato nas próximas eleições municipais.

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Deu-se verdadeira guerra de cotoveladas na caminhonete que transportou o governador Jaques Wagner e demais integrantes da chapa majoritária, durante a carreata em Ilhéus. Era pouco o espaço para acomodar tanta gente que nunca viveu em perfeita harmonia política.
Um espião do Pimenta acompanhava de perto o “chega pra lá, chega pra lá”  e notou que Jabes Ribeiro parecia incomodado. Alguém comentou que o culpado era o vereador Paulo Carqueija, do PT, que teria pisado umas três vezes no pé do ex-prefeito, naturalmente sem querer.
Pior é que Jabes, que iniciou a carreata em cima do veículo principal, desapareceu em determinado trecho (ninguém sabe dizer exatamente qual). E os maldosos saíram espalhando que Carqueija teria empurrado o adversário no momento em que o carro passava pela Ponte Lomanto Júnior.
Tudo uma grande gozação, exceto que Jabes de fato não ficou no carro até o final do cortejo. E que ele mancava.

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O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), é cada vez mais comparado a uma biruta de aeroporto, aquele equipamento que serve para indicar a direção do vento, pois se move de acordo com o mesmo.
Como já foi amplamente divulgado, o prefeito namorou com as candidaturas do PT e do PMDB ao Governo da Bahia e sempre procurou manter uma “distância regulamentar” do candidato de seu partido, Paulo Souto, de quem guarda mágoas surgidas na disputa eleitoral de 2008.
Ocorre que Azevedo não aguenta pressão e por isso fica com um e com outro, sem efetivamente estar com ninguém.
Para se ter uma ideia, na manhã desta sexta-feira havia até secretário do governo local na carreata  de Jaques Wagner em Itabuna. Entre os membros do governo local que se fizeram presentes, o mais animado era Gilson Nascimento, secretário da Administração, que incorporou-se à carreta no bloco do deputado estadual Luiz Argôlo, candidato a vaga na Câmara Federal.
Agora à tarde, carreata de Paulo Souto e (pasme!) Azevedo exigiu que os secretários e ocupantes de cargos em escalões inferiores participassem do cortejo do Democratas. Alguns ficaram sem entender a instabilidade do alcaide, mas outros mais informados asseguram que Azevedo tomou a decisão após levar um “puxão de orelha” da presidente local do DEM, Maria Alice Pereira.

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Newton Lima foi dar as boas-vindas a Wagner, mas Ângela chegou antes (foto Clodoaldo Ribeiro)

A estagnação do desempenho de Geddel Vieira Lima (PMDB) nas pesquisas tem feito os aliados perderem o respeito pelo candidato ao governo baiano. Quem estava pessoalmente inclinado a apoiar Jaques Wagner (PT), mas se continha em função de imposições partidárias, já não tem mais nenhum receio de declarar voto no Galego.
Nesta semana, dois casos emblemáticos: o deputado estadual Capitão Fábio, do PRP, que anunciou seu apoio a Wagner e ainda trocou “gentilezas” com o presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima; e a deputada Ângela Sousa (PSC), que hoje foi receber Wagner no aeroporto de Ilhéus, antes da carreata do petista. 
Há alguns meses, a executiva estadual do PSC chegou a dizer que negaria a legenda a quem não apoiasse Geddel. Agora, com os números desfavoráveis ao peemedebista, parece que a pressão afroxou.

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Não são boas as relações entre o candidato do PMDB ao governo da Bahia, Geddel Vieira Lima, e a família Veloso (Raymundo, o deputado federal, e seu filho Márcio, que disputa cadeira na Assembleia).
Segundo informações obtidas pelo Pimenta, Geddel nunca tolerou o filho do deputado, mas quando a coisa saiu do mero terreno da antipatia pessoal e se tornou um boicote às candidaturas dos Veloso, aí o bicho pegou.
Pai e filho até aceitariam a birra do cacique peemedebista, desde que não faltasse “combustível” nas suas campanhas.

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Os vereadores que integram a Comissão Especial de Inquérito responsável por investigar supostas irregularidades na Câmara de Itabuna reuniram-se hoje para definir “regrinhas básicas” para os trabalhos apuratórios.
Um dos mandamentos da CEI é o seguinte: “Manterás sigilo absoluto sobre tudo o que for apurado”. Qualquer dos membros ou assistente da CEI que abrir o bico antes da hora fica sujeito a ação por quebra de decoro parlamentar (se for vereador) ou processo administrativo (caso seja servidor da casa).
A Comissão é presidida pelo líder do governo, Milton Gramacho (PRTB), tendo como relator Claudevane Leite (PT) e como secretário Gerson Nascimento (PV). Os suplentes são Ricardo Bacelar (PSB) e Solon Pinheiro (PSDB).
Toda a composição foi definida durante encontro de dez vereadores com o prefeito Capitão Azevedo e o secretário municipal da Fazenda, Carlos Burgos (leia aqui).

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A parceria firmada entre o candidato a deputado federal Josias Gomes e a deputada estadual Fátima Nunes, que disputa a reeleição, os dois do PT, deverá render bons frutos para ambos. Aliás, os casamentos só dão certo quando são bons para as duas partes.
No enlace em questão, Josias tem apresentado Fátima como sua candidata em diversas regiões da Bahia, nas diversas reuniões, caminhadas e plenárias que realiza, num ritmo alucinante. Em contrapartida, a deputada, cuja principal base está na região nordeste do estado, tem potencial para descolar uns 30 mil votos para o parceiro.
Sem dúvida, uma aliança de ouro.

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Loiola se tornou instrumento de Azevedo

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Clóvis Loiola, tem sido alvo de elogios (por ter detonado um suposto – para não dizer quase evidente – esquema de corrupção e desvio de recursos naquela casa). E também objeto de críticas (porque tudo o que ocorreu desde janeiro de 2009 no legislativo municipal teve a participação do próprio Loiola).
De qualquer modo, o surto denuncista poderá resultar em algo extremamente positivo para a sociedade se de fato a Comissão Especial de Inquérito instalada na última segunda-feira, 30, estiver mesmo interessada em uma investigação idônea e aprofundada. Aí, o problema talvez esteja em como e por quem a árvore foi plantada.
O Pimenta teve acesso a informações altamente confiáveis, que revelam a origem de toda essa história. E ela começou com um dos vereadores mais espertos da atual legislatura, o Sr. Ruy Miscócio Machado.
Conta-nos uma fonte insuspeitável que Machado plantou na mente do prefeito uma teoria da conspiração, que já foi relatada aqui no Pimenta, em nota sob o título “A TEORIA DE REGINALDO”.  Segundo Machado, o vereador Roberto de Souza – eleito antecipadamente para presidir a Câmara a partir do ano que vem – teria a intenção de detonar o mandato de Azevedo.
Machado tanto falou, que fez o prefeito perder o humor, a paz e o o sono. Foi então que Azevedo acionou a sua assessoria jurídica (Burgos&Burgos) e pediu que arranjassem um jeito de detornar com Roberto de Souza antes dele chegar à presidência.

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Com a missão de livrar o prefeito da mira do atual primeiro-secretário e pretenso futuro presidente do legislativo municipal, os assessores de Azevedo planejaram duas frentes de batalha. A primeira ataca a legalidade da eleição de Roberto de Souza, que ocorreu em junho de 2009 (lembrando que ele e os demais futuros membros da Mesa foram eleitos para o biênio 2011-2012).
Segundo a turma do Executivo, a eleição foi totalmente irregular. Isto porque o dispositivo que alterou a Lei Orgânica, permitindo a antecipação do pleito, só entrou em vigor no mês de agosto de 2009. Portanto, dois meses após a escolha da Mesa. Teria havido – é o que diz o governo – uma falha grave no aspecto da legalidade.
A outra frente aproveita a bomba acionada por Loiola para acabar de vez com Roberto de Souza. Ou seja, não se trata mais de evitar sua chegada à presidência, mas também de cassar o seu mandato.
Roberto, que era até pouco tempo o vereador mais poderoso da Câmara, tido e havido como presidente de fato, tornou-se uma voz isolada. Grita no plenário, esbraveja em seu programa de rádio e ninguém o apoia nem se solidariza. Vive, por assim dizer, um momento de solidão.

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A solidão de Roberto de Souza na Câmara de Itabuna foi percebida na sessão que instalou a CEI e escolheu os seus membros. O primeiro-secretário, atordoado, quis interferir, tentou vetar nomes, gritou, apelou… E nada. Os demais vereadores, alguns deles até pouco tempo aliados, pareciam não ouvir os gritos do colega.
O desespero de Roberto aumentou quando foi anunciado – ainda no gabinete de Loiola – que o presidente da CEI seria o líder do governo, Milton Gramacho. “Meu Deus, tá tudo dominado (pelo Executivo)”, afirmou o alvo, sem saber que quase uma hora antes o site Cia da Notícia havia antecipado toda a composição da CEI, nome por nome, função por função.
Roberto também não sabia que a estrutura da CEI fora montada no último fim de semana, em uma reunião de dez vereadores com o prefeito e o secretário da Fazenda Carlos Burgos. Para não listar os dez, basta dizer que apenas Wenceslau Júnior, Claudevane Leite e, é lógico, Roberto de Souza, não estavam presentes no encontro em que as diretrizes da Comissão foram estabelecidas.
Em resumo, a expectativa de que essa CEI agirá com seriedade esbarra na estranha maneira como ela foi construída. Claro que Roberto de Souza pode ser culpado, mas não seria o único. Se, ao final das investigações, rolar apenas a cabeça do primeiro-secretário, ficará comprovado que a Comissão Especial de Inquérito nasceu, não para promover uma assepsia na Câmara, mas para livrar o pescoço do prefeito.

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Nota reproduzida anteontem aqui no Pimenta dava conta do afastamento entre o prefeito de Salvador, João Henrique, e o candidato a governador da Bahia, Geddel Vieira Lima, ambos do PMDB.
Hoje, o Bahia Notícias informa que JH está de fato batendo em retirada e, em suas idas a Brasília, consome parte do tempo caçando algum partido ao qual possa filiar-se. A preferência é por legendas menores.