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Gramacho promete agir com imparcialidade

A Comissão Especial de Inquérito criada ontem pela Câmara de Vereadores de Itabuna terá prazo de 30 dias para finalizar as investigações sobre supostos desvios de recursos no legislativo. Segundo o presidente da CEI, vereador Milton Gramacho, há pressa em encerrar os trabalhos.
Gramacho, que reconhece a gravidade das denúncias, prometeu iniciar as apurações já nesta semana. Apesar de ter ficado evidente o dedo do Executivo na composição da CEI, o vereador – que é o líder do governo – afirma que a comissão atuará com independência.
“Se houver a confirmação das denúncias, os culpados certamente serão punidos”, afirma o presidente, acrescentando que se o envolvido for vereador “pediremos a sua cassação, já que o caso se caracteriza como falta de decoro parlamentar”.

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Ricardo Ribeiro | ricardoribeiro@pimentanamuqueca.com.br
Meu filho tem oito anos e adquiriu o estranho hábito (para alguém dessa idade) de assistir ao horário eleitoral na TV. Você pode pensar que o interesse seja pelos candidatos exóticos, alguns até engraçados ou ridículos mesmo, e vá lá que também tenha esse lado e às vezes chegamos a dar boas risadas com as figuras que se apresentam para resolver os graves problemas como a desigualdade, a falta de segurança, saúde, emprego e infraestrutura. Verdadeiros heróis.
Lado a lado na sala, eu e o moleque assistimos ao desfilar de promessas e é incrível como ele já manifesta desconfiança total e absoluta com relação aos políticos e à política. Mesmo com sua pouca idade, observa que a mentira permeia os programas eleitorais como uma sombra e já começa a perceber o quanto a eleição revela o verdadeiro caráter de quem se elege.
O guri andou tendo aulas de cidadania em sua turma de segunda série e aprendeu umas noções básicas sobre os serviços públicos, impostos e coisas do gênero. Já sabe, por exemplo, que nós pagamos vários tributos e o governo devolve uma ninharia em serviços. E estes, além de poucos, ainda são ruins.
Cheio de si, o novo cidadão interpela: “pai, aquela rua em que nós vamos morar está cheia de buracos”… E faz a pergunta caceteira: “os moradores não pagam o IPTU?”. Eu digo que sim e, claro, o moleque fica com aquela sensação de que tem alguém sendo roubado. Geração esperta essa de hoje. Esperta até demais.
Outro dia, candidatos externando seu bolodório, vem ele de novo: “pai, criança pode se candidatar?”. Eu digo que não, que criança não pode nem votar nem ser votada, mas resolvo dar uma de sabido: “só que você pode ser o prefeito de seu quarto e deixá-lo sempre arrumado”. A resposta: “que bom, então vou ser prefeito do meu quarto, mas como prefeito não faz nada mesmo…”.
Confesso que dei risada (pô, o moleque só tem oito anos). Mas pedi réplica e disse que ele teria que ser um bom prefeito, pois senão os seus eleitores (eu e a mãe dele) iríamos cassar o seu mandato. Não sei se a advertência o amedrontou, mas vamos ficar de olho.

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O primeiro-secretário da Câmara de Itabuna, vereador Roberto de Souza (PR), acredita piamente que a composição da Comissão Especial de Inquérito do “Loiolagate” foi formada sob a supervisão direta do governo municipal. Mais do que isso: Souza, em desabafo feito hoje no plenário, declarou que o legislativo itabunense tornou-se um “anexo da Prefeitura”.
“O diretor de RH é Carrero, indicado pelo Executivo, assim como o novo diretor administrativo, Sargento Raimundo. E a CEI será presidida pelo líder do governo (Milton Gramacho), ou seja, está tudo dominado”, afirmou o primeiro-secretário.
Depois disso, o vereador disse que se sentia envergonhado pelo atual momento da Câmara e, na hora da chamada, respondeu: “infelizmente, presente”.

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Walmir Rosário | ciadanoticia@ciadanoticia.com.br
O que se esperava ser uma notícia bombástica com detalhes sobre a “quadrilha” que operava o dinheiro da Câmara de Vereadores de Itabuna foi um verdadeiro fiasco. Clóvis Loiola, feito presidente do Legislativo por Roberto de Souza para derrotar o candidato do prefeito Capitão Azevedo, Ruy Machado, deu demonstrações de que não estava preparado para o cargo.
A invenção dos vereadores de oposição mostrou ser um vereador de apenas um mandato, sem massa cinzenta suficiente para analisar, sequer, o dia seguinte, a próxima aliança, sustentar a denúncia que fora obrigado a fazer. Ao sair pelas emissoras de rádio concedendo entrevistas a “torto e a direita”, esbarrou no seu próprio despreparo.
Pensava ele que agia com o respaldo do cargo de presidente do Legislativo itabunense, a instituição que deveria ser de fato e de direito, a Casa do Povo, slogan utilizado em sua fachada. Mas Loiola nem chegou a pensar nessa possibilidade, e se tornou um estorvo para seus “criadores”, um suspeito para a população, um presidente com todas as suspeitas.
Loiola deu um passo maior para as pernas que possui, colocou o chapéu acima do que seu braço alcança. Resultado, os criadores de antes, os colegas vereadores, os criadores atuais, ocupantes do Centro Administrativo Firmino Alves lhe “cortaram as pernas, ou as asas”, deixando-o sem poder andar ou alçar vôos. Ficou sozinho, sem pai nem mãe como diz o ditado.
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Prédio em formato de pizza… de lama

Como o Pimenta divulgou mais cedo, o presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Clóvis Loiola, concedeu ontem uma entrevista-bomba ao Jornal Agora. A conversa resultou em matéria publicada na página 3, ao lado da coluna Política & Políticos, sob o título “Loiola acusa vereadores e exonerados de formação de quadrilha” (clique AQUI para ler trechos da matéria que procuraram esconder).
Pelo título, já se notava que a matéria era nitroglicerina pura. Loiola falou coisas de desmoronar alicerces, acusações que não se sabe precisamente se são reais, mas suficientes para deflagrar uma investigação séria. Algo que, pelo teor, talvez não possa ficar circunscrito a uma CEI composta por vereadores desprovidos de conhecimento técnico para conduzir uma investigação. Ainda por cima, quando não se sabe quem é inocente e quem é culpado naquela casa.
Em suma, o que o presidente declarou deveria propiciar a instauração de um inquérito policial, pois envolve pelo menos suspeita de crimes de formação de quadrilha e peculato, além de outros que podem aparecer no curso de uma investigação rigorosa e contundente.
Voltando à visita de Loiola ao Agora. Ele esteve no jornal pela manhã e no final da tarde telefonou nervoso para a redação, apelando pelo mesmo Deus que disse ter-lhe dado forças para denunciar as falcatruas. Só que dessa vez o apelo era para que abortassem a matéria. “Não dá mais tempo, já rodou o jornal”, disse a voz do outro lado, para desespero do presidente.
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A deputada estadual Ângela Sousa fechou dobradinha com o federal Geraldo Simões. Mas só no sul da Bahia.
Em Itapetinga, a intervenção de Ângela foi importante para selar o apoio do fazendeiro Alfredo Cabral, vereador mais votado em 2008, ao candidato Josias Gomes.
Como se sabe, Geraldo Simões e Josias – embora sejam do mesmo partido, o PT – não têm convivência muito fraterna. Ângela, com a reconhecida vocação para o equilibrismo, consegue a proeza de estar com os dois ao mesmo tempo.

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Há pouco, o vereador Roberto de Souza, que apresenta programa na Rádio Difusora de Itabuna, encerrou sua resenha com a seguinte frase: “Como eu sempre digo, se quiser conhecer um homem, dê dinheiro e poder a ele”.
A mensagem, obviamente, foi para o presidente da Câmara de Vereadores, Clóvis Loiola, que se tornou algoz de Roberto e tem dito que desbaratou uma “quadrilha” no legislativo municipal (leia post abaixo). Roberto é o primeiro-secretário da Câmara, tendo a função de autorizar pagamentos, assinar contratos e cheques, junto com o presidente.

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O vereador Ricardo Bacelar (PSB) esteve há pouco, acompanhado pelo colega Claudevane Leite (PT), no programa Bom Dia Bahia, da Rádio Nacional de Itabuna. Os dois, mais o vereador Wenceslau Júnior (PCdoB), defendem a instalação de uma Comissão Especial de Inquérito para apurar uma lista de falcatruas e maracutaias que aconteciam na Câmara itabunense.
Na entrevista ao apresentador Ederivaldo Benedito, Bacelar afirmou que a presidência e a primeira-secretaria da Câmara eram “fechadas”. Ou seja, uma espécie de caixa preta à qual os demais vereadores não tinham acesso.
Cabe ao presidente e ao primeiro-secretário, funções exercidas respectivamente por Clóvis Loiola e Roberto de Souza, assinar cheques e autorizar os pagamentos feitos pela Câmara. Bacelar, que é o segundo-secretário (tem a função regimental de substituir o primeiro), afirmou que muito raramente teve a oportunidade de ser solicitado para fazer as vezes de Roberto de Souza.
“Roberto sempre esteve presente na hora de assinar documentos e autorizar os pagamentos”, comentou o vereador. Claudevane Leite declarou que , desde o ano passado, ele, Bacelar e Wenceslau vêm alertando o presidente da Câmara sobre “algumas irregularidades”.
O petista lembrou que foi criada uma comissão de servidores no mês de junho passado para apurar as tais irregularidades, mas disse que os funcionários “jogaram a toalha”, porque a administração da casa “não abria nada”.
Claudevane reconheceu ser “lamentável o que está acontecendo” e afirmou que “não adianta muita conversa”. Para o vereador, somente a Comissão Especial de Inquérito poderá verificar a profundidade da lama que inunda o legislativo.
Na mesma entrevista, Claudevane Leite criticou as generalizações, uma vez que a imagem de toda a Câmara ficou comprometida pelo “Loiolagate”.
“A sociedade tem razão de estar perplexa e desapontada, mas não se pode generalizar”, declarou. O petista elogiou “a coragem” do presidente, mas acrescentou que “ele poderia ter ouvido nossos conselhos”.

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Apesar da decisão do TRE de impugnar sua candidatura à Assembleia Legislativa da Bahia, o ex-prefeito de Itamaraju, Frei Dilson Santiago (PT), não está disposto a entregar os pontos. Ele apresentou recurso ao Tribunal Superior Eleitoral e diz que irá até o STF se for necessário.
Em sua defesa, o ex-prefeito afirma, entre outras coisas, que teve todas as suas contas aprovadas pela Câmara de Itamaraju, além de sustentar que deixou o mandato não para escapar da cassação, mas para desicompatibilizar-se e disputar a vaga de deputado.
Frei Dilson responde a processo por abuso do poder político e uso de dinheiro público na campanha eleitoral de 2008.

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 O senador César Borges (PR), que disputa a reeleição, desdenhou esta semana dos candidatos do “time de Lula”, Lídice da Mata (PSB) e Walter Pinheiro (PT), que divulgaram o VT em que o presidente declara apoio a estes dois.
Em resposta, César disse que não precisa de “muleta”, pois confia que o seu trabalho o reconduzirá ao Senado.
A réplica veio ontem, durante o comício na Praça Castro Alves, em que a candidata Lídice da Mata afirmou: “a gente quer essa muleta do maior presidente do Brasil, que causa ciúme dos outros candidatos”.
Lídice acredita piamente que a declaração de apoio do supremo mandatário garantirá a vitória a ela e Pinheiro.

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Os secretários da Prefeitura de Itabuna receberam esta semana um daqueles memorandos inconvenientes, porém bastante comuns em época de eleição. No documento, assinado pelo chefe de gabinete do governo municipal, Ivan Montenegro, os membros do primeiro escalão são intimados a mandar os servidores lotados em suas Secretarias para uma caminhada que o deputado federal Roberto Britto realiza nesta sexta-feira na cidade.
De acordo com a intimação, cada secretário deve mobilizar pelo menos 20 funcionários para o esforço político, prestando inestimável serviço à manutenção do relacionamento entre Britto e o prefeito Azevedo em boa maré.
A imposição gerou forte temor no governo, já que a enorme quantidade de apoios fechados pelo prefeito de Itabuna pode ensejar verdadeira paralisação das repartições municipais. É capaz de todo dia os secretários terem que dispensar seu pessoal para caminhadas, comícios, carreatas e outras atividades da temporada eleitoral.
Coisas de um prefeito que se transformou, mal comparando, em uma verdadeira “piriguete” política. Só é preciso tomar cuidado com as crises de ciúmes que podem acometer os corações magoados.

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Muitos tomam Loiola por um bobo da corte, um lelé da cuca, um matuto… Vá lá que um desses adjetivos ou mais de um se aplique ao presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, mas isso no momento é o que menos importa.
Loiola, como se diz, jogou m… no ventilador e a sujeira está espirrando em quem até pouco tempo fanfarroneava com status de novo rico pelos restaurantes de Itabuna. De onde vinha tanta pose e, em alguns casos, tanta ostentação explícita de um patrimônio crescente e incompatível com os ganhos oficialmente comprovados?
A suposta abilolação de Loiola, que tem sido apontada como um inconveniente para um ocupante da presidência da Câmara, é de todo conveniente neste momento. Quem, além de um abilolado, teria coragem de quebrar o silêncio para revelar a sujeira institucionalizada e sedimentada na Câmara de Vereadores de Itabuna?
Ora, os loucos ou socialmente indesejáveis são os seres mais propensos a quebrar as regras, chutar o balde, botar a boca no trombone. Só eles se dispõem a dar com a língua nos dentes até mesmo quando o mal que sai da boca também lhes prejudica.
O vereador Ricardo Bacelar fala em “delação premiada”, uma expressão que em direito penal vale para definir a atitude do bandido que, interessado em reduzir a pena pelos próprios delitos, estica o dedo em direção aos comparsas.  Teria o nobre Ricardo cometido um ato falho? Freud explica.
Não há ingênuos na Câmara de Vereadores de Itabuna. Há muito quem circula por aquela casa ouve falar em empresas fantasmas, contratos que beneficiam diretor A, esquema que atende o diretor B. Fala-se pelos cantos em gente que desvia dinheiro, apontam-se relações empregatícias espúrias. Tudo à boca pequena, nas implacáveis ondas sonoras da “rádio-peão”.
Agora que o “maluquinho da Câmara” bagunçou o coreto, ainda que sob o risco de também ser atingido pelos escombros, alguns falam em Comissão Especial de Inquérito, uma forma de enquadrar a devassa em termos civilizados. Ou, quem sabe, produzir uma investigação daquelas que começam com muita expectativa e terminam com enorme frustração.
O mesmo Bacelar disse ontem que o momento é de descobrir os culpados e preservar a imagem da Casa. Ora, que imagem, se a face do legislativo municipal a essa altura do campeonato está mais para carranca do São Francisco? Mais fácil está descobrir os culpados, pois todos na Câmara, por ação ou omissão, contribuíram para enlamear aquela que há muito tempo não pode mais ser chamada de Casa do Povo.

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Mais novidades sobre a Casa da Mãe Joana, a forma como muitos vêm chamando a Câmara de Vereadores de Itabuna. O Pimenta desconfiou e um advogado consultado pelo blog confirmou: a nomeação de Indira Carvalho Santana para um cargo na Secretaria Parlamentar contém irregularidade.
Indira, amiga íntima do casal Loiola, ocupava cargo de confiança no município, na Secretaria de Trânsito. O ato que a nomeou para a Câmara diz que ela foi cedida “sem ônus” pelo Executivo, mas esse tipo de cessão só pode ser feita se o servidor for efetivo. Não é o caso.
“É um erro crasso, coisa de quem não tem a menor noção de administração pública”, comentou o nosso consultor jurídico.
Claro que o amigo Loiola ordenará que se dê um jeito nessa barbeiragem. Afinal, o homem agora descobriu que tem uma caneta na mão e, enquanto houver tinta, ele está mandando ver.

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Da esq. p/ dir.: Wenceslau, Roberto de Souza, Claudevane Leite e Bacelar. O segundo pode passar de aliado a alvo de investigação

Os vereadores Wenceslau Júnior (PCdoB), Claudevane Leite (PT) e Ricardo Bacelar (PSB) resolveram dar um “freio de arrumação” na Câmara descontrolada de Itabuna. Nesta quinta-feira, 26, o trio protocola pedido de instalação de uma Comissão Especial de Inquérito, que investigará uma série de denúncias que pululam no legislativo municipal.
Para que o pedido seja aprovado, são necessárias cinco assinaturas. Bacelar afirma que outros vereadores já se dispuseram a subscrever a proposta. “A casa está numa situação insustentável. O presidente sumiu e fica de longe dando canetadas”, afirma o vereador do PSB.
Ainda segundo Bacelar, “é necessário preservar a Câmara e não permitir que a briga de Roberto de Souza e Loiola destrua a imagem da casa”. A CEI, de acordo com ele, vai investigar denúncias envolvendo contratos irregulares com empresas terceirizadas, existência de assessores fantasmas e desvios de recursos”.
Wenceslau Júnior também confirma o pedido de instalação da CEI. “Vamos investigar, colher documentos e se for preciso cortar na carne, vamos cortar”, declara.