A invasão da prefeitura de Conceição do Almeida anteontem por ciganos, para emparedar o prefeito Armando Neves (PT), endividado com eles, é inusitada pela forma de cobrança exacerbada; mas ciganos na cena política interiorana da Bahia é muito mais comum do que se supõe, e não é de hoje.
Aliás, é rotina. Em grandes eventos políticos, eles circulam desenvoltos oferecendo dinheiro. Em ano eleitoral, como 2016, tanto a oferta é maior como a pressão para os endividados pagarem suas dívidas.
Eles até ameaçam auxiliares e familiares dos prefeitos (e há precedentes de assassinato dos tais), mas só matam a ‘fonte pagadora’ quando esgotam todos os mecanismos de pressão (na tora). Acuados, os prefeitos fazem o diabo para pagar.
Nesse cenário, surgem outros personagem, os urubus da política, que aproveitam a carniça do jogo do submundo.
Em julho do ano passado, Rielson Lima, prefeito de Itagimirim, foi assassinado e disseram que foram ciganos, mas as investigações apontam que o suspeito é o vice, Rogério Andrade, hoje prefeito.
Ou seja, são usados como álibi. Como diz o poeta, é triste, mas existe.
Tempo de leitura: 2minutosRui recomenda à oposição ganhar poder no voto (Foto Daniel Thame).
A oposição ao governo de Dilma Rousseff tenta jogar o Brasil em uma aventura e levar o país a um abismo social com a proposta de impeachment da presidente da República, na opinião do governador baiano, Rui Costa. Ao responder a um questionamento do Pimenta, Rui disse que o país já viveu um golpe e é necessário respeitar a escolha do eleitor.
– Vivemos um golpe em 64. O povo brasileiro não precisa de golpe, mas de respeito ao voto. Quem está fora do poder e quer chegar lá um dia novamente, terá que ter, acima de tudo, responsabilidade com o Brasil e não jogar o país numa aventura ou abismo – disse ele em uma entrevista logo após entregar trecho de 19 quilômetros pavimentados da BA-654, em Itacaré, no sul da Bahia.
Para Rui, o povo pobre será quem mais sofrerá por uma aventura da oposição, caso ocorra impeachment. “O Brasil não pode passar por isso, por que quem vai pagar o preço alto de um abismo social e político é o povo mais simples, mais pobre”.
Por fim, o governador baiano recomendou paciência aos opositores da presidente Dilma. “O que eu digo à oposição é que tenha paciência, cative o povo, apresente proposta e respeite o voto. Esperem a próxima eleição, para ganhar [o poder] no voto”, disse ele ao ser questionado se a base aliada teria forças para impedir a cogitada queda da presidente.
O prefeito Claudevane Leite (Vane) prepara uma dança das cadeiras em seu governo. Se levada a termo, poderá atingir pastas como as de Governo, Assistência Social e Saúde.
A pasta da Saúde poderá ter novo titular a partir de agosto. O secretário Eric Ettinger pode entregar o cargo ainda neste mês ou ser convidado a fazê-lo.
Uma certeza: se não houver uma chacoalhada na gestão, Vane deverá abandonar qualquer esperança de um novo mandato. E chacoalhar não significa trocar seis por meia dúzia.
Tempo de leitura: 2minutosPolíticos citados por Ricardo Pessoa em delação premiada (Fotomontagem Brasil 247).
Do Brasil 247
Os depoimentos do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, em seu termo de colaboração premiada, homologado pelo ministro Teori Zavascki, agitam a República.
Pessoa citou figuras proeminentes de praticamente todos os partidos, incluindo figurões da oposição. Entre eles, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e o deputado Julio Delgado (PSB-MG). Aloysio foi vice na chapa de Aécio Neves e Delgado se notabilizou como relator da cassação de José Dirceu.
Ele mencionou pagamentos de R$ 7,5 milhões à campanha da presidente Dilma Rousseff, em 2014. Citou ainda pagamentos de R$ 1 milhão ao ex-ministro Edison Lobão, do PMDB, de R$ 5 milhões ao ex-senador Gim Argello (PTB-DF), de R$ 200 mil ao senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), de R$ 150 mil ao deputado Júlio Delgado (PSB-MG) e de R$ 20 milhões ao ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL).
Pessoa também citou doação de R$ 2,5 milhões ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e de R$ 1 milhão a ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, além de R$ 750 mil ao deputado José de Fillipi e R$ 1 milhão ao deputado Arthur Lira (PP).
Em Brasília, a presidente Dilma convocou uma reunião de emergência no Palácio da Alvorada. Dois de seus principais ministros, Edinho Silva e Aloizio Mercadante, foram citados por Pessoa.
Mercadante afirmou que todas as doações captadas em 2010, quando concorreu ao governo de São Paulo, foram declaradas.
Abaixo a lista:
-Campanha de Dilma em 2014: R$ 7,5 milhões (o delator citou o então tesoureiro da campanha, Edinho Silva, hoje ministro)
– Campanha de Lula em 2006: R$ 2,4 milhões
– Ministro Aloizio Mercadante (PT): R$ 250 mil
– Senador Fernando Collor (PTB): R$ 20 milhões
– Senador Edison Lobão (PMDB): R$ 1 milhão
– Ex-Senador Gim Argello (PTB) R$ 5 milhões
– Senador Ciro Nogueira (PP): R$ 2 milhões
– Senador Aloysio Nunes (PSDB): R$ 200 mil
– Senador Benedito de Lira (PP): R$ 400 mil
– Deputado José de Fillipi (PT): R$ 750 mil
– Deputado Arthur Lira (PP): R$ 1 milhão
– Deputado Júlio Delgado (PSB): R$ 150 mil
– Deputado Dudu da Fonte (PP): R$ 300 mil
– Prefeito Fernando Haddad (PT): R$ 2,6 milhões
– Ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto: R$ 15 milhões
– Ex-ministro José Dirceu: R$ 3,2 milhões
– Ex-presidente da Transpetro Sergio Machado: R$ 1 milhão
Tempo de leitura: < 1minutoRui Costa com a filha recém-nascida, Malu (Foto Instagram).
Anunciada pelo prefeito Jabes Ribeiro em coletiva há 20 dias, a visita do governador Rui Costa a Ilhéus, no próximo domingo (28) foi cancelada. Rui aproveitará a licença paternidade para curtir Malu, a filha recém-nascida.
É a quarta vez que Rui adia visita a Ilhéus, agora por um justo motivo. Mas os ilheenses andam com pulga atrás da orelha. No domingo, o gestor estadual receberia Comenda de São Jorge dos Ilhéus.
A última das visitas chegou a ser anunciada para 13 de junho, durante a sétima edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, mas Rui não veio. Atribuiu-se a ausência à espera por Malu, que acabou nascendo na madrugada de ontem.
Um velho político baiano, contavam os oposicionistas, costumava brindar mulheres com uma boa gorjeta pra elas alardearem qual o tamanho do pênis dele. Superfaturando alguns centímetros, claro.
O tamanho do pênis preocupa grande parte dos homens. Já a maioria das mulheres (uma das pesquisas aponta 58%), não considera o principal item para a relação sexual. Mais importante, afirmam as mulheres, é a qualidade.
O guitarrista dos Rolling Stones, Keith Richards, escreveu no livro Vida, que a namorada de Mick Jagger não se divertia com o pênis minúsculo dele. “Ele tem um par de bolas enorme, mas isso meio que não compensava”, alfinetou.
Questionada sobre a descrição, a ex de Jagger, Marianne Faithfull, disse que não era exatamente isto, mas perto. A obra tem mais de 600 páginas, no entanto, para aumentar a fúria do líder da banda, estas linhas foram as mais comentadas.
Chico Buarque num documentário sobre Vinicius de Moraes conta, entre gargalhadas, o que o poeta dizia sobre esta questão: “Se puder escolher quem quero ser ao reencarnar, quero ser eu mesmo. Com o pau um pouquinho maior.”
Para quem deseja ainda nesta vida aumentar o tamanho, há várias ofertas na internet. O experiente urologista itabunense Júlio Brito garante: não funciona, esqueça. Tudo enganação.
Um velho político baiano, contavam os oposicionistas, costumava brindar mulheres com uma boa gorjeta pra elas alardearem qual o tamanho do pênis dele. Superfaturando alguns centímetros, claro.
Algumas, em vez de fazer a enganosa propaganda, contavam toda a história. Nas rodas de fofocas, os oposicionistas se deleitavam. Nestas conversar os aliados saiam discretamente. Afinal, não é fácil defender o chefe em assunto tão delicado.
Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas semanais no Pimenta.
Tempo de leitura: < 1minutoNazal colocou dedo na ferida.
O prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, fez divulgar que pagou os salários atrasados deixados pelo seu antecessor, Newton Lima. José Nazal, ilheense que tem crédito (e cabeça) para ser prefeito daquela terra, anotou que Jabes estava mentindo.
Pego na mentira, “Jabinho” tratou de amenizar o estrago nas redes sociais e ontem divulgou que “apenas” pagou os servidores efetivos, deixando contratados e comissionados de fora, à espera do que não virá.
Com senso de justiça, Nazal também observa que pagar os atrasados é obrigação do gestor. E que o mesmo Jabes deixou o governo, em 2004, com os servidores sem receber o devido. Antes que alguém o ataque, Nazal não omite ter feito parte das duas gestões. E, por fim, faz um adendo à nota da prefeitura que elogia os servidores efetivos que “não ingressaram com ações na justiça, dando a entender que os comissionados entraram”:
– Esqueceram de dizer que “alguns buscaram esse direito”, creio que por não acreditarem receber de forma espontânea. Não recebi, não vou receber. Não entrei na justiça, nem vou entrar, como também não reclamei judicialmente em 2004, quando saí com crédito.
No programa especial Entre Páginas, um dos melhores da Bahia, coordenado por Mário kertész, o escritor Lira Neto, autor da trilogia Getúlio, conta a primeira decisão/lição política do ex-presidente Vargas.
Quando criança Getúlio, filho do general Vargas, brincando com um amigo dentro de casa, quebrou acidentalmente um quadro de um ídolo do pai. Temendo o castigo fugiram e se esconderam em cima de uma árvore.
Furioso, o general mandou os capangas da fazenda buscarem os garotos. Com o passar das horas, a mãe começou caminhar de um lado para outro demonstrando preocupação. Depois tensão. Da árvore, os garotos acompanham tudo. Ao anoitecer o amigo sugere que é hora de retornar. Getúlio diz: “não, vamos aguardar o desespero.”
Na manhã do dia seguinte vendo o desespero total, ele fala ao amigo: “agora sim, é hora de descer”. Voltam e são recebidos com festa pelos pais e amigos. O general nem se lembrou do quadro quebrado.
Segundo Lira Neto, o próprio Getúlio contava esta história dizendo que foi a sua primeira lição política: “Jamais descer do umbuzeiro antes da hora”.
No dia 24 de agosto de 1954, acuado por grupos de direita liderados por Carlos Lacerda, Getúlio definitivamente decidiu descer de outra árvore, a árvore da vida.
Marival Guedes é jornalista e escreve crônicas semanais no Pimenta.
Tempo de leitura: < 1minutoCarlos Coelho assume liderança do Governo na Câmara (Foto Pedro Augusto).
Por meio de mensagem ao legislativo, o prefeito Claudevane Leite confirmou o nome de Carlos Coelho (Pros) para a liderança do Governo na Câmara. O médico e vereador ocupará a função de forma interina. César Brandão (PPS) recupera-se de cirurgia.
Ao assumir a função de representante do governo no legislativo, o membro do Pros afirmou esperar “corresponder à confiança demonstrada pelo prefeito Vane com zelo na defesa dos interesses da administração junto aos vereadores”.
Tempo de leitura: 2minutosLula e presidente Dilma confirmam participação em congresso do PT em Salvador.
Afastando rumores, a presidente Dilma Rousseff confirmou a sua participação na abertura do Congresso Nacional do PT, na próxima quinta-feira (11), em Salvador. A vinda foi confirmada pela alta cúpula ao final da tarde de hoje.
A presidente da República chegará à capital baiana ao final da tarde do dia 11, de acordo com fontes do PIMENTA na capital baiana e em Brasília.
Dilma deverá chegar ao evento acompanhada do principal nome do partido, o ex-presidente Lula. O ex-mandatário deverá participar do congresso na quinta e na sexta-feiras.
A abertura do congresso do partido está marcada para as 19h da quinta, no Hotel Pestana, no Rio Vermelho. O evento deverá ter a participação de mais de 800 delegados, além de convidados brasileiros e estrangeiros.
MOVIMENTOS PRÓ E CONTRA
O evento em Salvador deverá mobilizar movimentos pró e contra o governo. Movimentos sociais ligados à esquerda preparam boas-vindas à presidente Dilma.
A promessa é de uma grande mobilização em favor da mandatária da República. A expectativa é reunir em torno de 10 mil pessoas. O ato também será de boas-vindas ao ex-presidente Lula.
Na outra ponta, grupos que apoiaram o ex-candidato a presidente da República Aécio Neves (PSDB) informaram que farão manifestações na área do congresso petista. A ação é vista como afronta ao partido que comanda o Brasil e a Bahia, mas algo próprio da democracia.
O capitão da PM João Carlos Dias, que ocupava a Superintendência de Trânsito de Ilhéus, caiu. Como adiantado pelo PIMENTA, Dias pediu o boné depois de ver o projeto que regulamenta o uso das motocicletas de 50 cilindradas, as cinquentinhas, ter vários pontos vetados pelo prefeito Jabes Ribeiro.
Dias era entusiasta do projeto de lei que foi emendado e aprovado pela Câmara. Nos bastidores, o superintendente havia dito que, caso houvesse veto, ele pediria exoneração. E assim ocorreu.
Na última sexta-feira (5), o prefeito o exonerou. Em seu lugar, assumiu o agente de trânsito Isaac Vinhas, homem de confiança do secretário Isaac Albagli.
Tempo de leitura: 2minutosAzevedo pode se filiar ao PTB
O ex-prefeito Capitão Azevedo, de Itabuna, pode arrumar as malas e desembarcar, a qualquer momento no PTB, hoje comandado pelo vereador Ruy Machado. A probabilidade de Azevedo deixar o DEM e filiar-se ao partido de Ruy aumentou após o processo de fusão dos dois partidos desandar.O DEM quer que 60% do comando da nova sigla seja entregue aos diretórios estaduais. O PTB é contra à ideia. O principal opositor ao plano dos democratas é o ex-deputado Roberto Jefferson, hoje em prisão domiciliar.
Se Azevedo for para o PTB e o partido permanecer na base governista estadual, as chances de um acordo político entre o ex-prefeito e o ex-deputado federal Geraldo Simões (PT) aumentam. Os dois políticos conversaram há dez dias. A conversa foi casual, mas o construtor da ponte, o vereador Ruy Machado, analisa cenários.
“TRAIÇÃO DE AUGUSTO”
Sabe-se que, por ora, Azevedo somente não topa aliança eleitoral com o deputado estadual Augusto Castro. Azevedo desconfia que foi o parlamentar quem disseminou que ele estaria fora da disputa em 2014, quando também disputou uma vaga à Assembleia Legislativa. Azevedo terminou como o mais votado em Itabuna, mas faltou fôlego fora daqui.
O ex-prefeito também credita a Augusto traições que resultaram em rejeição de suas contas na Câmara de Vereadores em 2013. A amigos mais próximos, lembra que ajudou Augusto colocando uma empresa da família do deputado na prefeitura (consultoria jurídica) e, na campanha de 2010, fortaleceu o tucano ao fazer com que cargos comissionados da Emasa (Empresa Municipal de Águas e Saneamento) apoiassem – e trabalhassem – pelo eleição do novato à época. Os olhos até marejam quando o capitão lembra do que ele chama de “traição de Augusto”.
Gabriel Nascimento | gabrielnasciment.eagle@hotmail.com
Achacar é um termo que vem do hebraico e quer dizer explorar, extorquir, espoliar, tornar refém. É exatamente isso que faz Eduardo Cunha, hoje, enquanto presidente da Câmara dos Deputados.
O Brasil tem um achacador geral da República. Há pouco tempo ninguém ouvia falar nele. Há pouco tempo era um tesoureiro sistemático de campanhas, um radialista conservador, um defensor das pautas da moral cristã. Tudo mudou e ele chegou ao centro do poder, deixando refém a República e as políticas públicas que há mais de uma década vêm mudando esse país.
Achacar é um termo que vem do hebraico e quer dizer explorar, extorquir, espoliar, tornar refém. É exatamente isso que faz Eduardo Cunha, hoje, enquanto presidente da Câmara dos Deputados. Pautas historicamente enterradas por seu teor conservador estão voltando com força. A redução da maioridade penal, medida inconstitucional, quem diria, passou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Ontem, os trabalhadores assistiram à Lei Áurea sendo revogada pelo achaque. Primeiro, FHC desmontou o Estado, abandonando um modelo varguista de obrigação de intervenção para uma tentativa de garantia de bem-estar social. Com o desmonte do Estado, a Lei de Responsabilidade Fiscal impôs limites à contratação, fazendo com que a terceirização fosse uma opção de contratação. Agora Eduardo Cunha desmonta os direitos trabalhistas, aprofundando as reformas neoliberais e rejeitando um modelo varguista de garantia de diretos à classe trabalhadora através da Consolidação das Leis do Trabalho.
No final do século XX, sociólogos questionavam Marx, atualizando o marxismo, sobre a análise do mesmo de que, com a evolução histórica do capitalismo, o proletariado ia se tornar uma classe universal e o capitalismo ia perder força no globo. Atualizando o marxismo, com a última fase do capitalismo, é o contrário que vem ocorrendo. O proletariado é cada vez mais fragmentado e o capitalismo cada vez mais universal.
A terceirização é o último dos estágios de fragmentação da classe trabalhadora. Com a regulamentação e possibilidade de terceirizar qualquer tipo de serviço, o trabalhador perde a identidade coletiva. Fragmentado o trabalhador, é mais fácil ter domínio sobre o seu trabalho através das condições de produção.
Perdendo a identidade coletiva, advoga-se uma individualidade que demarca a competição ao invés da solidariedade e cooperação. Sem identidade coletiva, o trabalhador não consegue se organizar em entidades classistas e a tão demarcada autorrepresentação não passa de uma utopia pós-moderna.
A regulamentação da terceirização é o enterro sistemático da CLT e de seus mais de 60 anos. O Brasil levou séculos para expandir a classe trabalhadora, como foi nos últimos dez anos, para as forças motoras do capital desregulamentarem as condições de trabalho durante uma noite difícil em nossa história. É isso que representa a regulamentação da terceirização: o arcabouço que leva à desregulamentação das condições de trabalho. Terceirizado o trabalhador, suas condições são precárias, seus salários são menores, a eles são garantidos menos direitos, com mais possibilidades de alienação de sua força de trabalho, sem relação direta entre empregador e trabalhador, representando mais lucro para o empregador. Por outro lado, o Estado, já desmontado, sofre consequências: há dificuldade de intervenção para garantia de direitos do trabalhador, já fragmentado, dificultando a política de garantia do salário social indireto.
Por último, a regulamentação da terceirização representa o aguçamento dos pilares de uma sociedade autoritária. Fragmentada a classe trabalhadora, localizada em lugares comuns da produção, sem direitos e à deriva, sem representação e direito a ser representada, as ações práticas são mediadas por situações autoritárias da relação patrão X empregado, sem mediação estatal ou da sociedade civil. Ou seja, o princípio de mercado se desenvolve em detrimento do Estado e da comunidade. Na esfera privada espera-se autoritarismo, política do favor e toda ordem que faz o poder ser vertical, masculino, branco, heterossexual e burguês.
Gabriel Nascimento é mestrando em Linguística Aplicada pela UnB, vice-presidente da Associação Nacional de Pós-graduandos e presidente da Associação de Pós-graduandos da Universidade de Brasília.
Duas perguntas são pertinentes: 1) o instrumento da delação premiada só vale para o PT, PMDB e o PP? 2) Por que as doações ao PSDB não são consideradas como propinas?
Concordo com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em relação ao projeto de Lei que visa punir – com perda do registro – os partidos políticos que receberam ou venham receber recursos ilegais ou derivados de corrupção.
Vou mais longe: tem que cassar o mandato dos candidatos que recebem dinheiro sujo, deixando-os inelegíveis para o resto da vida. O dito cujo tem que ser execrado da vida pública.
O engraçado é que pela Operação Lava Jato, o PT e o PSDB, só para citar duas legendas, já teriam seus registros cancelados, sem falar no que vem pela frente com a instalação da CPI do SwissLeaks – HSBC.
Com contas secretas na Suíça, famosos e conhecidos brasileiros doaram dinheiro a candidatos do PSDB, PT, PSDC, PV, PMDB, PSC, DEM, PP, PROS, PTB, PRB e PSB. Pelo andar da carruagem, vamos ficar sem partidos.
E mais: levantamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que as empreiteiras investigadas pela Lava Jato doaram aos diretórios nacionais do PT e do PSDB valores equivalentes.
Duas perguntas são pertinentes: 1) o instrumento da delação premiada só vale para o PT, PMDB e o PP? 2) Por que as doações ao PSDB não são consideradas como propinas?
Com efeito, veja o que disse o doleiro Alberto Youssef sobre a conhecida Lista de Furnas: “Aécio Neves levava US$ 100 mil por mês”. Vale ressaltar que o esquema durou quase todo o governo FHC.
O telhado do tucano e ex-presidenciável Aécio Neves é de vidro. Quem tem rabo preso é desprovido de credibilidade. Não passa de um simulacro de “paladino da moralidade”. Um falso moralista.
A presidente Dilma Vana Roussef tinha razão quando disse que não ia ficar “pedra sobre pedra”. E as pedras maiores são o PT e o PSDB.
Tempo de leitura: < 1minutoMarcelo Nilo pode anunciar saída do PDT ainda hoje.
Capitaneados pelo presidente da Assembleia Legislativa baiana, Marcelo Nilo, deputados estaduais pelo PDT estão reunidos neste instante com o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi.
Os parlamentares discutirão com o dirigente nacional os critérios de escolha do novo diretório estadual. A depender da resposta de Lupi, Nilo e os demais deputados estaduais eleitos pelo PDT (Euclides Fernandes, Roberto Carlos, Paulo Câmera e Vitor Bonfim) deixarão o partido.
Eles não concordam com os novos rumos dados à legenda pelo presidente estadual, Félix Mendonça, que preferiu manter aliança com o prefeito de Salvador, ACM Neto, e rompeu politicamente com o governo baiano.
Enquanto Félix decidiu aliar-se ao prefeito democrata, os deputados estaduais pedetistas preferem manter aliança com o governador Rui Costa. A aliança está sendo reforçada com a indicação do novo presidente da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), feita por Marcelo Nilo. A ala dos deputados estaduais já comanda a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri).
Acompanhado dos demais deputados, o presidente deixou o legislativo, há pouco, para a reunião com Luppi.