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Secretário diz que postura da Sesab é absurda e autoritária

O jornal Agora, de Itabuna, traz neste sábado uma matéria na qual o secretário municipal da Saúde, Geraldo Magela, afirma sem rodeios que a Secretaria da Saúde do Estado opera deliberadamente para sabotar a rede de atendimento do SUS em Itabuna. Magela diz que já solicitou providências ao Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) e ao ministro Alexandre Padilha, para resolver a questão.
Reclamando de prejuízos decorrentes da perda da gestão plena, o secretário acusou a Sesab de ser responsável pelas filas nas unidades básicas de saúde. “As pessoas estão dormindo nas filas das unidades de saúde, não por culpa do município, mas porque a Sesab está cortando exames que deveriam estar disponíveis”, declarou Magela ao jornal.
A publicação também ouviu uma prestadora de serviços ao SUS, não identificada, que falou de dificuldades para manter os atendimentos. “Quando a demanda ultrapassa a cota estabelecida para determinado procedimento, o que sempre acontece, as pessoas ficam sem realizar exames porque a Sesab retém os recursos”, apontou a prestadora.
Geraldo Magela voltou a repelir a ideia de transferir a gestão do Hospital de Base para o Estado, alegando que os hospitais já administrados pela Sesab também enfrentam problemas. A possibilidade de terceirizar a gestão também não é aceita pelo secretário, que briga pela ampliação dos repasses financeiros para R$ 2 milhões mensais, ficando o município responsável por uma contrapartida de R$ 500 mil.
O secretário também citou na matéria os problemas enfrentados pelo Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi) e pela Maternidade Esther Gomes, ambos sob ameaça de fechar as portas. Apesar de serem instituições privadas, os dois hospitais dependem do SUS para sobreviver, mas as mudanças na forma de apuração dos serviços teria gerado sérias dificuldades tanto para o Cemepi como para a maternidade. Magela disse que a forma como a Sesab trata o assunto é “absurda” e “autoritária”.

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Depois de alguns dias acéfala, a Secretaria de Saúde de Ilhéus tem novo titular. Mas interinamente. Trata-se do servidor fazendário Uildson Henrique Nascimento, que já integra uma comissão criada para avaliar a situação financeira e administrativa da Pasta, como informa o Bahia Online. Uildson fica no cargo até a conclusão dos trabalhos da comissão, quando então assumirá a Saúde o empresário e vereador Paulo Carqueija.
A pasta enfrenta uma das mais sérias crises. Há dois dias os servidores estão em greve e postos de saúde não funcionam. Os médicos do Samu 192 ameaçam paralisar as atividades na próxima segunda (18), quando atenderão apenas os casos graves.

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O deputado estadual Augusto Castro (PSDB) cobrou uma solução para o impasse  criado entre a Prefeitura de Itabuna e a Secretaria da Saúde do Estado, em torno da gestão deste setor no município.
Castro, que indicou Geraldo Magela para a Secretaria Municipal da Saúde, mencionou a situação do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães e do Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi), este em vias de fechar as portas.
O Hospital de Base é administrado pelo município, mas depende do Estado para manter seu funcionamento.  A Prefeitura tem pleiteado a ampliação dos repasses para a instituição, mas o governo da Bahia defende que a gestão do hospital seja transferida para o Estado. No caso do Cemepi, que é um hospital privado, mas com quase 100% dos atendimentos pelo SUS, o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, já afirmou que não tem como ajudar.
Para o deputado, “a população não pode ficar sofrendo enquanto não se chega a um acordo”. Ele defende que Estado e município encontrem uma forma de compartilhar responsabilidades na gestão da saúde, inclusive adotando uma estratégia para que o Cemepi não feche as portas.
Castro disse ainda que a questão partidária dificulta uma solução para a crise. Ou seja, para ele a falta de “química” no relacionamento entre PT (Estado) e DEM (Município) está atrapalhando a gestão da saúde em Itabuna.
 

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Toda a estrutura da Secretaria da Saúde de Itabuna será transferida ainda este mês para o prédio onde funcionavam as Varas da Justiça do Trabalho, na Rua Barão do Rio Branco, centro da cidade. O imóvel passa por uma reforma, que deverá ser concluída em menos de dez dias, já que a intenção é realizar a mudança das unidades no dia 25 de julho.
Funcionarão no novo prédio inclusive os serviços da Central de Regulação do SUS, hoje abrigados em um prédio na Avenida Inácio Tosta Filho. Segundo o secretário Geraldo Magela, centralizar os serviços “visa assegurar uma melhoria no atendimento à população nos diversos serviços prestados pela Secretaria Municipal da Saúde”.

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Interessados têm até esta sexta-feira, 15, para se inscrever no processo seletivo simplificado da Prefeitura de Ilhéus. O objetivo é contratar profissionais para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) e para o Núcleo de Apoio à Estratégia de Saúde da Família (Nasf).
A seleção oferece, para o Nasf, vagas para enfermeiro, médico intervencionista, homeopata, psiquiatra, ginecologista, psicólogo, assistente social,  terapeuta ocupacional e professor de educação física. Para o Samu, as vagas são para técnico de enfermagem socorrista, auxiliar administrativo, rádio-operador e motorista.
Informações sobre o certame e formulário de inscrição podem ser encontrados no site www.ilheus.ba.gov.br. O processo seletivo será exclusivamente de análise curricular e de títulos, com caráter eliminatório e classificatório.

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Está praticamente se encerrando a agonia do Centro Médico Pediátrico de Itabuna. E não é por existir alguma solução à vista.
Segundo informações que chegaram ao PIMENTA, o Cemepi deverá fechar as portas nesta sexta-feira, 8, um dia que pode entrar para a história como um marco da falência da saúde pública em Itabuna.
O Cemepi tem 98% de sua clientela proveniente do SUS e recebe pela produtividade. O que entra, no entanto, não é suficiente para cobrir as despesas. Depois de muito tempo pagando funcionários e servidores na base de empréstimos, o que inclui juros extorsivos, atingiu-se o fundo do poço. O Estado já lavou as mãos, alegando que é apenas um repassador de recursos do Ministério da Saúde e não pode injetar dinheiro no hospital itabunense.
Na cidade, outros hospitais que dependem do SUS também enfrentam dificuldades. O Hospital de Base, maior unidade de urgência e emergência do sul da Bahia, vive em verdadeiro estado de calamidade. E um que pode seguir o mesmo caminho do Cemepi é a maternidade Esther Gomes.

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Cemepi vinha pagando funcionários graças a empréstimos. Não dá mais para continuar

O Centro Médico Pediátrico de Itabuna (Cemepi) poderá fechar as portas a qualquer momento. A notícia triste foi transmitida aos funcionários nesta terça-feira, 5, pela diretoria do hospital.

Sufocado pela falta de recursos, o Cemepi se arrasta desde que Itabuna perdeu a gestão plena da saúde, há três anos. A instituição sobrevive quase exclusivamente com os atendimentos prestados via Sistema Único de Saúde (SUS), que estão longe de cobrir todas as despesas. Há dívidas acumuladas com funcionários e fornecedores, sendo que os últimos pagamentos foram realizados graças a empréstimos.
Na reunião de ontem, a diretora do hospital, Lícia Mastique, disse que não seria mais possível seguir em frente com o rombo financeiro do Cemepi só aumentando.
Segundo a pediatra Thayane Mara Reis, o Cemepi realiza mensalmente cerca de 5 mil consultas e cada uma delas é remunerada a R$ 11,00 pelo SUS.  Na tentativa de conseguir algo mais para assegurar a sobrevivência da instituição, sua diretoria solicita há quatro meses um auxílio do Governo do Estado, mas até o momento nada foi sinalizado.
Logo mais, no Centro de Convenções de Ilhéus, vereadores itabunenses aproveitarão a presença do governador Jaques Wagner para lhe apresentar novo pedido de ajuda para o Cemepi. A esperança é convencê-lo da importância do hospital pediátrico, que atende 98% de seus pacientes pelo SUS.
 

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Do Estadão:
O governo federal gastou R$ 14,4 milhões para custear procedimentos de alta complexidade e internações de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que já estavam mortos.
Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou 9 mil casos de pagamentos indevidos em todo o País entre junho de 2007 e abril de 2010. Outros 860 procedimentos, referentes a pacientes que morreram durante a internação, foram pagos.
O relatório do TCU mostra que boa parte das hospitalizações ocorreu, mas em períodos distintos do informado no boleto de cobrança. A estratégia seria usada por administradores de hospitais para driblar o limite de reembolso mensal fixado pelo governo. Atingido o teto, eles empurravam as cobranças para o mês seguinte, alterando, assim, a data dos procedimentos.

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O sofrimento pelo qual passou  a senhora Maria Isabel Santana, atropelada ontem em uma das avenidas mais movimentadas de Itabuna (ver nota abaixo), chamou atenção para um ponto: é comum nos hospitais de Itabuna os médicos que estão de “sobreaviso” não darem as caras quando um paciente precisa de socorro.
O problema com Dona Maria Isabel aconteceu no Calixto Midlej Filho, mas é bastante corriqueiro também no Hospital de Base. Por lá, os médicos recebem pelos plantões e pelos “sobreavisos”, mas muitas vezes, quando deveriam estar de prontidão para realizar algum atendimento, encontram-se indisponíveis e até ampliando os ganhos em consultas ou cirurgias eletivas, por exemplo.
O melhor de tudo, para os médicos, é que, independentemente da sua disponibilidade, o dinheirinho do “sobreaviso” entra todo mês… Uma maravilha!

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Uma idosa de 74 anos foi atropelada por volta das 17h30min, na avenida Princesa Isabel, no São Caetano, nesta sexta (1º), mas cinco horas e meia depois do acidente ela ainda espera por atendimento médico especializado no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. Maria Isabel Santana sofreu corte na cabeça e deslocamento na região do ombro e aguarda por um médico ortopedista.
Ela foi atropelada por uma motocicleta e socorrida pelo Samu 192, sendo logo depois encaminhada para o Hospital Calixto Midlej Filho. Após receber atendimento de um médico clínico, recomendou-se uma tomografia para avaliar a paciente. E aí, outro problema: o tomógrafo do hospital não funciona e dona Maria Isabel esperou ainda mais para ser transferida para o Hospital Manoel Novaes, onde havia tomógrafo, segundo um dos filhos da idosa.
A paciente sente muitas dores por causa do deslocamento ou fratura da clavícula, relata o filho Carlos Calazans. O médico ortopedista de sobreaviso não apareceu no hospital. Calazans diz que o setor de observação não possui cobertor, obrigando familiares a trazê-lo de casa.

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As fraudes no programa Aqui tem Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, já causaram um rombo de pelo menos R$ 4,19 milhões aos cofres públicos do país, segundo dados do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS).

A irregularidade consiste no uso de CPF e registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) de pacientes e médicos que, supostamente, nunca retiraram ou receitaram os medicamentos comercializados pelas farmácias fraudadoras.

Em alguns casos, até pessoas mortas são envolvidas.

Somente em Franca (400 km de São Paulo), quatro farmácias foram descredenciadas neste ano por fraudes no programa. Juntas, segundo o ministério, elas causaram um prejuízo de R$ 2,42 milhões. Na cidade, o Ministério Público Federal investiga 11 drogarias.

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O jovem Alexandre Simões, que recentemente mirou a Secretaria da Saúde de Ilhéus, agora está empenhado em assumir outro cargo na cidade. A “menina dos olhos” do rapaz passou a ser a direção do Hospital Geral Luiz Viana Filho (Hospital Regional). Nos bastidores, a movimentação é intensa para que saia a indicação.

O problema é que o nome de Simões não é unanimidade no PT ilheense e o “emplacamento” pode acirrar desavenças internas, que já não são pequenas.

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O Conselho Municipal de Saúde de Itabuna não pretende participar de uma reunião agendada para esta sexta-feira, 25, com a finalidade de discutir o processo de retorno da gestão plena da saúde para o município. A reunião ocorrerá a partir das 8h30min, no auditório do Hospital de Olhos Beira-Rio.

Segundo informações, foram convidados para o encontro representantes da Secretaria da Saúde do Estado, Ministério da Saúde, Prefeitura de Itabuna, Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) e o CMS. Este teria aceitado participar, mas depois recuou.

No governo municipal, o posicionamento do Conselho é visto como boicote político. Já o CMS afirma fazer uma oposição técnica, alegando que o município ainda não tem condições para retomar a gestão plena.

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O PIMENTA informou no dia 18 de março que o índice de infestação da dengue em Itabuna é atualmente de absurdos 14,72% e, se a cidade não enfrenta uma epidemia de proporção semelhante ou pior que a de 2009, é somente porque o vírus em circulação é do tipo 2, o mesmo que andava por aqui naquele ano fatídico.

Pois o sinal de alerta acaba de ser dado para o próximo verão. Na cidade de Niterói (RJ), já se noticia a chegada do vírus do tipo 4, para o qual a população não está imunizada. Nem lá nem aqui.

Do jeito que anda o combate à dengue em Itabuna, na base de mutirões e ações voluntárias, sem planejamento, rigor nem continuidade, o negócio tem tudo para ficar muito feio no próximo verão.

Que Deus nos proteja!!