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Torre de para-raio removida por falta de manutenção

É público e notório que nuvens negras pairam há muito tempo sobre o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, de Itabuna. Mas o que não se sabia é que essa situação não se dá apenas no sentido figurado da coisa…
Uma inspeção constatou que o Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas do hospital está em desacordo com as normas regulamentares. As torres de para-raios não recebem manutenção adequada e três das seis que havia no prédio precisaram ser removidas. Técnicos afirmam que o aterramento existente não protege os equipamentos do hospital contra raios e relâmpagos.
De acordo com a perícia realizada no Hblem, a exposição às descargas elétricas tem provocado danos em equipamentos eletroeletrônicos, a exemplo de monitores cardíacos, aparelhos de raio x, mamógrafos e estabilizadores.
Vejam como é triste a sina desse hospital: não encontra soluções entre os que estão aqui na terra, e do céu só está recebendo mesmo descarga elétrica…

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Em meio às discussões travadas nesta sexta-feira, 12, na audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa em Itabuna, coube ao deputado estadual Gilberto Santana (PTN) detonar a esperada “bomba”.
De acordo Santana, os recursos que faltam ao Hospital de Base, Cemepi e Maternidade Ester Gomes, sobram no hospital de olhos Day Horc, do médico Rui Cunha. O deputado informou que, num período de 68 dias, a clínica oftalmológica recebeu R$ 8,7 milhões do SUS.
Além de classificar o valor como exorbitante, Santana foi pra cima do Conselho Municipal de Saúde. Segundo ele, o órgão tem sido omisso com na fiscalização dos repasses do SUS em Itabuna.

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A via-crúcis da saúde pública em Itabuna terá mais um capítulo nesta sexta-feira, 12, quando os deputados da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa estarão na cidade para participar de uma audiência pública. Até o momento, o foco político tem prevalecido no debate, mas aqui não estamos nos referindo à política em seu melhor sentido, que é o de  almejar e trabalhar pelo bem da coletividade.
Ultrapassa as raias da irresponsabilidade um nível de discussão em que representantes de Estado e Município só faltam calçar luvas de boxe, enquanto nas unidades de saúde faltam outras luvas, esparadrapo, gaze e equipamentos essenciais. Ao mesmo tempo em que figuras investidas na posição de autoridades trocam farpas, seres humanos morrem num Hospital de Base em precárias condições de funcionamento.
Certa vez, ocorreu um acidente grave com funcionários de uma poderosa multinacional e logo veio a artilharia contra a empresa, acusada de ser a responsável pelo fato ocorrido. Diante da pressão, um executivo da companhia afirmou que aquele não era o momento de se discutir culpa, mas sim de atender e suprir as necessidades das pessoas atingidas.
Em Itabuna, faz-se exatamente o contrário. A opção aqui tem sido politizar da maneira mais vergonhosa, mesquinha e cruel possível uma questão em que o socorro às “pessoas atingidas” se faz urgente. Não achamos que as responsabilidades devam ser ignoradas, muito pelo contrário. Contudo, não é aceitável permitir o sofrimento diante de mortes que poderiam ser evitadas, caso o hospital funcionasse em condições decentes.
Resolvido o primeiro problema, que é atender às necessidades dos seres humanos, as autoridades têm sim que discutir o melhor modelo para a gestão do hospital, investigar desvios e ilícitos, e punir criminosos que se locupletam em uma estrutura feita para salvar vidas. Nesse ponto, as instituições podem e devem cumprir o seu papel, o que inclui o Ministério Público, que tem permanecido num espantoso afastamento e mutismo, quando a saúde pública em Itabuna beira a calamidade.
Nesta sexta, os deputados estaduais discutem o assunto em Itabuna. Um deles, o Coronel Gilberto Santana, indicou há pouco a irmã para o Hospital de Base, no que até o momento se resume sua contribuição. Ele e os demais podem fazer algo mais ou o que se verá nesta audiência vai ser apenas mais do mesmo, as velhas trocas de acusações, poses para jornal, releases que nada dizem e nenhuma solução?
Os pacientes esperam para ver… Nem todos, é verdade. Muitos morrerão antes.

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Os deputados que integram a comissão de saúde da Assembleia Legislativa estarão nesta sexta-feira, 12, em Itabuna. Pela manhã, a partir das 8h30min, participam de audiência pública no auditório da Unime, onde autoridades do município e do Estado voltarão a apresentar seus pontos de vista sobre os problemas da saúde.
Fora o costumeiro “reme-reme”, há promessa de pelo menos um assunto que deverá fazer o chão tremer. Segundo informações preliminares, será apresentada a história de uma privilegiadíssima clínica oftalmológica de Itabuna que, em meio ao perrengue geral do setor, receberia R$ 3 milhões por mês do SUS.
Se tem muita catarata para tratar ou se o problema é mesmo olho grande, não se sabe. Mas o fato é que tem gente com o globo ocular focado nessa derrama. O Ministério Público, inclusive, deverá submeter o caso a um exame de vista.

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Instalou-se um clima de suspense e medo em Santa Cruz da Vitória, cidade sul-baiana situada a 71 quilômetros de Itabuna. Segundo informações, uma “profissional do sexo” desembarcou naquela pacata comunidade, de apenas 6.700 habitantes, e vinha explorando com reconhecida e notória competência o negócio ao qual se dedica.
A atividade ia de vento em popa até que surgiu a notícia de que a mulher é HIV positivo e teria fugido de outra cidade após  ser acusada de infrigir o artigo 130 do Código Penal (“Expor alguém, por meio de relações sexuais ou qualquer ato libidinoso, a contágio de moléstia venérea, de que sabe ou deve saber que está conaminado”).
A informação deixou alguns preocupados e outros em pânico, além de colocar em alerta os gestores da saúde pública. O caso é grave…

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Gustavo César, diretor do HGLVF (Foto JBO).

O estado de saúde do diretor do Hospital Geral Luiz Viana Filho, Gustavo César, é considerado grave. Ele passou mal após um almoço no qual o cardápio foi fatada.
Gustavão foi levado com um quadro de infecção generalizada para o Hospital São José, na madrugada de domingo, e transferido para o Luiz Viana Filho, ontem, após crise hepática.
Ainda ontem uma UTI aérea foi deslocada para levar o diretor do hospital para Salvador, mas o estado delicado fez com que a equipe médica optasse pela permanência do paciente em Ilhéus.
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Pessoas que fazem tratamento do diabetes em Itabuna sofrem com a falta de seringas para aplicação de insulina. A prefeitura destina, no máximo, 30 unidades para pacientes que precisariam de 90 por mês, conforme preconizam especialistas em saúde.
A orientação do município é reutilizar a seringa por três vezes ao dia, o que acaba provocando diversas erupções na pele do paciente. A seringa, não custa lembrar, é descartável, senhores.
Não pode!

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Provedor da Santa e presidente da Bamin, durante visita ao Hospital São José (foto Maurício Maron)

A empresa Bahia Mineração confirmou nesta quinta-feira, 3, um apoio financeiro e gerencial para a Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus. Os termos do convênio foram acertados durante reunião do presidente da empresa, José Viveiros, com o provedor da Santa Casa, Eusínio Lavigne, num encontro que também teve a presença do vice-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre.
A Santa Casa enfrenta graves dificuldades financeiras, com um déficit que alcança R$ 350 mil por mês. O desequilíbrio entre receitas e despesas já provocou greves de funcionários por atraso de pagamento e gerava uma ameaça constante de interrupção no fornecimento de insumos e medicamentos.
Pela parceria acertada hoje, a Bahia Mineração arcará com os custos de uma obra de reforma e ampliação do pronto-atendimento  e vai assumir o fornecimento das refeições no Hospital São José. Antes de definir esse apoio, foi feita uma consultoria e produzido um diagnóstico sobre a situação da Santa Casa. Estão previstas mudanças gerenciais com o objetivo de melhorar o atendimento e reduzir o déficit da instituição.
Viveiros lembrou que a Bamin aguarda a conclusão do processo de licenciamento ambiental para instalar sua base operacional em Ilhéus a assegurou que a empresa terá um compromisso social significativo na região. O presidente da empresa declarou que o apoio oferecido à Santa Casa já seria uma demonstração desse compromisso, “que se dá em razão da urgência do socorro necessário à instituição”.

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A falta de cirurgiões plantonistas no Hospital Geral Luiz Viana Filho, de Ilhéus, motivou a transferência de vários pacientes para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, na madrugada desta segunda-feira, 1º. Cilene Pinto, coordenadora administrativa do Hblem, diz que os pacientes foram recebidos por uma solicitação do diretor-médico do HGLVF, Jorge Matos.
Ao todo, foram recebidos no hospital itabunense oito pacientes da cidade vizinha durante a madrugada. Todos deram entrada no pronto-atendimento e foram levados em seguida para o centro cirúrgico.
“Foi uma necessidade do Regional, cujo diretor-médico é nosso parceiro e nos solicitou esse apoio”, afirma a coordenadora.

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Matéria publicada hoje pelo jornal A Tarde revela a terrível situação de grande parte das unidades básicas de saúde de Ilhéus. Segundo a reportagem de Ana Cristina Oliveira, dos 37 postos existentes no município, 16 funcionam precariamente.
“Em geral, dispõem de médico, enfermeiro, técnico em enfermagem e agente comunitário, mas estão desabastecidos de medicamentos, insumos básicos para urgência e até material de higiene”, informa o jornal soteropolitano.
Planejadas para garantir uma estratégia de prevenção de doenças e reduzir a demanda pelos hospitais, as unidades básicas têm importância vital para a saúde da população. No caso de Ilhéus, melhor dizendo, elas teriam essa importância, se funcionassem.

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Do Jornal Bahia Online:
Após terem anunciado o cancelamento no repasse de recursos públicos para 16 postos e centros de saúde de Ilhéus e de não ter sido recebidos pelas autoridades municipais, técnicos da Secretaria Estadual da Saúde resolveram dar uma nova chance ao sistema público do município.
Remarcaram a reunião, que estava prevista para acontecer na última quinta-feira e que não ocorreu pela ausência do secretário interino, Uildson Henrique Nascimento, para a próxima sexta-feira (29).
Nela, técnicos do estado e do município, além de membros do Conselho Municipal de Saúde, vão debater as condições de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde do município e entregar ao governo municipal uma agenda de trabalho no sentido de melhorar o serviço prestado à população.
Leia texto completo.

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Do Jornal Bahia Online:
Dezesseis postos e centros de saúde de Ilhéus, no sul da Bahia, vão ficar sem receber um só centavo proveniente dos cofres do estado da Bahia, enquanto o governo municipal não assumir a recuperação da rede básica de saúde e mostrar interesse em assinar um plano de recuperação do setor que vive um drama sem precedentes, com falta de medicamentos, profissionais médicos e com uma estrutura física completamente comprometida.
A decisão ocorreu após um problema “diplomático” enfrentado por quatro técnicos da secretaria estadual da Saúde, que estiveram em Ilhéus para apresentar o plano de recuperação, mas, segundo foi apurado, sequer foram atendidos pelo secretário municipal interino da pasta, Uildson Henrique Nascimento, nomeado semana passada pelo prefeito Newton Lima para comandar a secretaria até o final deste mês.
Leia texto completo.

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Do Trombone
E a situação do senhor Geraldo Magela, o glorioso secretário da Saúde? Um secretário que não conseguiu resolver os problemas da atenção básica, não solucionou o atendimento do Hospital de Base e viu, em sua gestão, o quase fechamento de um hospital infantil e uma maternidade, além de expor o município ao ridículo ao “romper” com o estado, exatamente quem lhe repassa a grana que mantém a estrutura funcionando e pode ser a única tábua de salvação no curto prazo.
Um ótimo currículo para a degola, não?
Só que o homem não cai. Mas, e se caísse? Quem o prefeito Capitão Azevedo poderia chamar para salvar a saúde em seu governo e somar uns pontinhos na sua busca pela reeleição?
Não tem. Lembremos que o próprio Magela já foi uma ‘solução’ importada.
Famoso mato sem cachorro.
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A enquete do PIMENTA, que perguntou qual o melhor nome para o programa do prefeito de Itabuna no rádio, apurou que para 57% de nossos leitores o institucional deveria ser batizado com um sonoro “Respeita o povo, Azevedo”. Exatamente 1440 pessoas opinaram e 814 delas cobraram maior consideração do alcaide (confira).
Atrás, com 23% das preferências, ficou a sugestão “Acorda, Azevedo”, seguida de “Fala, demolidor” (referência à destruição do antigo prédio do Colégio Divina Providência e da Sala Zélia Lessa). Este nome seria o melhor para 12% dos que responderam à enquete.
O simpático e inofensivo “Bom Dia, Azevedo” foi escolhido por 8% dos leitores.
NOVA ENQUETE – Você já pode opinar em uma nova enquete do PIMENTA. O blog quer saber o que você pensa sobre a crise do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, cenário de um “cabo-de-guerra” entre os governos do estado e do município.
Quem está com a razão nessa briga? Clique aí ao lado e expresse o que você pensa a respeito.

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As velhas negociatas, desvios de recursos e inchaço da folha com contratos e indicações políticas há muito impedem que a Secretaria da Saúde de Ilhéus tenha uma gestão eficiente. Até mesmo secretários aparentemente bem-intencionados, como era o caso do recente Jorge Arouca, foram manietados pela bandalheira reinante naquele setor de tão delicadas responsabilidades.
Agora, pela primeira vez, um gestor pelo menos admite tal descontrole e a necessidade de ações enérgicas. O secretário interino Uildson Henrique afirmou ao radialista Gil Gomes que a comissão gestora nomeada pelo governo já determinou o cancelamento de contratos com suspeita de vícios e investiga indícios de desvios que podem chegar a R$ 5 milhões. 
Segundo o secretário interino, a recuperação da saúde de Ilhéus exige remédio amargo e ele diz que as primeiras doses estão sendo ministradas. Resta saber se o tratamento vai se resumir a isso, pois é impensável que não haja punição para os larápios que se fartavam com dinheiro público enquanto a população sofria nas unidades de saúde.
Aliás, talvez não se deva realmente esperar tanto…