Decisão cita alterações de notas e favorecimento de parentes e servidores || Foto PMM
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Do PIMENTA

A Justiça suspendeu os efeitos da homologação do Concurso Público nº 001/2026 da Prefeitura de Macarani e proibiu novas convocações, nomeações e posses. A juíza Giselle de Fátima Cunha Guimarães Ribeiro concedeu liminar em ação popular ajuizada por Victória Lima Lacerda Paes Leme. A decisão, assinada na sexta-feira (14), também suspende os efeitos da primeira convocação de aprovados.

A ação, a qual o PIMENTA teve acesso, tem como réus o Município de Macarani, a prefeita Selma Souto (PSD), o Instituto Brasileiro Educar Conquista (Ibec), responsável pela organização do concurso, e outras pessoas. A autora apontou supostas fraudes, direcionamento de vagas e favorecimento de parentes da prefeita, agentes políticos, secretários e servidores municipais. Também relatou diferenças entre os resultados preliminar e definitivo, com alterações expressivas de notas e candidatos que apareceram nas primeiras colocações somente após a fase de recursos.

Ao analisar o pedido, a magistrada afirmou existir “presença manifesta e robusta da probabilidade do direito”, com respaldo na documentação apresentada. A decisão cita um procedimento instaurado pelo Ministério Público da Bahia após a Promotoria de Justiça de Macarani receber quase 40 representações sobre possíveis irregularidades e fraudes. A apuração reúne relatos de mudanças abruptas de notas, alterações anormais de classificação e problemas relacionados às cotas destinadas a pessoas com deficiência, pretos, pardos, indígenas e quilombolas.

A decisão também considera o histórico do Ibec, contratado pela Prefeitura por meio de dispensa de licitação. A juíza menciona problemas registrados em outros concursos organizados pela entidade. Um dos exemplos citados foi o certame de Potiraguá, alvo de anulação judicial após constatação, segundo o documento, de irregularidades como quebra de isonomia, vazamento de conteúdo e favorecimento de candidatos.

MUDANÇAS NAS CLASSIFICAÇÕES

A magistrada detalha casos que considera relevantes para sustentar a existência de indícios de direcionamento. Um deles envolve João Paulo Felix Porto, identificado na decisão como cunhado da prefeita. Candidato a guarda municipal, ele aparecia na 40ª posição do resultado preliminar, com 65 pontos. No resultado definitivo, passou para 90 pontos e chegou ao 2º lugar, dentro das duas vagas imediatas oferecidas para o cargo.

Outro caso citado é o de Cleides José Lisboa, identificado como secretário municipal de Cultura e Turismo. Ele não aparecia entre os classificados no resultado preliminar para assistente social, mas surgiu em 1º lugar no resultado definitivo, com 83 pontos. A decisão também registra que a segunda colocada no cargo é esposa de um vereador.

Para enfermeiro, as duas vagas imediatas ficaram com candidatos que já mantinham vínculos com a administração municipal. A decisão identifica a primeira colocada como enfermeira contratada temporariamente e o segundo colocado como enfermeiro contratado e filho de um ex-vice-prefeito. A lista também reúne outros servidores e pessoas relacionadas à administração entre os classificados.

A magistrada cita ainda João Frederico Silveira Gomes, 1º colocado para engenheiro civil e servidor temporário da Secretaria Municipal de Obras; Rodrigo Ribeiro Pedral Sampaio, ex-secretário municipal de Administração e 1º colocado para zootecnista, com 100 pontos; e Renato Costa Pereira, diretor escolar da rede municipal e 1º colocado para psicopedagogo.

Edimilson Souza Silva, que já trabalhava no Hospital Municipal, não aparecia no resultado preliminar para técnico de radiologia e surgiu na 1ª colocação definitiva. Derlane Santos Souto, identificado como irmão da prefeita Selma Souto, passou da 26ª posição preliminar para a 8ª colocação no resultado final para porteiro.

A decisão também menciona o concurso para professor de séries iniciais. Das cinco vagas imediatas, três ficaram, segundo o julgamento, com pessoas que já tinham vínculo com a administração. Entre elas está Elma Borges Souto, identificada como irmã da prefeita, que ficou em 4º lugar.

VAGAS FORA DO EDITAL

Outro ponto destacado pela Justiça envolve a diferença entre o número de vagas criadas e aquelas efetivamente oferecidas. Segundo a decisão, os Projetos de Lei nº 064/2025 e nº 065/2025 criaram 151 vagas. O edital, porém, ofereceu somente 46 vagas para os mesmos cargos. Assim, 105 postos, equivalentes a 69,5% do total criado, ficaram fora da oferta imediata. As oito vagas previstas para pedagogo também não foram disponibilizadas.

A magistrada classificou essa situação como “represamento ilícito de vagas”. Para ela, o modelo adotado permitiria manter candidatos ligados à administração no cadastro de reserva para possíveis nomeações futuras. A juíza considerou que o conjunto apresentado nesta fase indica possível afronta aos princípios constitucionais da moralidade, impessoalidade, publicidade, isonomia e legalidade.

CONCURSO PARALISADO

Ao justificar a urgência, a juíza considerou o risco de consolidação de situações difíceis de reverter. A Prefeitura homologou o concurso em abril e publicou, em maio, decreto convocando os primeiros classificados. A magistrada avaliou que permitir nomeações e pagamentos enquanto persistem as suspeitas poderia provocar prejuízos aos cofres municipais e ampliar a insegurança jurídica. Mais de 3 mil candidatos participaram do concurso.

A liminar suspendeu a eficácia do Decreto nº 2.049/2026, que homologou o concurso, e os efeitos do Decreto nº 2.060/2026, responsável pela primeira convocação. A ordem impede investidura, exercício e pagamento de vencimentos aos candidatos abrangidos pelo decreto. A Prefeitura também não poderá fazer novas convocações ou nomeações, inclusive de candidatos do cadastro de reserva, até nova decisão judicial.

A juíza estabeleceu multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento injustificado. A penalidade poderá atingir solidariamente o Município e o patrimônio pessoal da prefeita Selma Souto, sem prejuízo da eventual apuração de crime de desobediência e ato de improbidade administrativa. A Justiça determinou ainda que o Município e o IBEC cumpram a suspensão no prazo de 24h.

Os réus serão citados para apresentar defesa no prazo de 20 dias. O Ministério Público também será intimado e deverá informar à Justiça o andamento do procedimento preparatório que apura as denúncias relacionadas ao concurso.

A decisão tem caráter provisório e não representa a anulação definitiva do concurso. A própria magistrada ressalta que a liminar apenas paralisa temporariamente os efeitos da homologação e impede novos provimentos enquanto o processo avança. Caso a ação popular seja julgada improcedente, os atos administrativos poderão ser retomados.

Desembargador João Augusto Alves de Oliveira Pinto faleceu na madrugada de hoje
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Desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o itabunense João Augusto Alves de Oliveira Pinto faleceu na madrugada desta terça-feira (19), em Salvador. O magistrado lutava contra as complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), sofrido em 2024.

O TJ-BA informou que velório e sepultamento do desembargador baiano ocorrerão às 14h desta terça-feira, na Capela A do Cemitério Jardim da Saudade, na capital baiana.

João Augusto Pinto tinha 72 anos. O desembargador formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e chegou a exercer mandato de vereador em Ibicaraí, no sul da Bahia, nos anos 1980, quando deixou a carreira política para ingressar na magistratura.

Como juiz, atuou em várias comarcas, dentre elas a da sua cidade natal. Há dois anos, foi agraciado com o título de cidadão ilheense. O magistrado ingressou no Tribunal de Justiça da Bahia em 2013.

Juízes da Comarca de Porto Seguro são investigados por corrupção || Reprodução TV Globo
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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra três juízes acusados de violação ética, corrupção, agiotagem e falsidade ideológica. A decisão foi publicada na edição do Diário da Justiça Eletrônico (DJE) desta segunda-feira (14), assinado pela desembargadora Cynthia Maria Pina Resende. Os investigados foram afastados dos cargos.

Os magistrados Fernando Machado Paropat, Rogério Barbosa de Sousa e Silva e André Marcelo Strogenski são investigados por violar o Código de Ética da Magistratura e a Lei Orgânica da Magistratura Nacional.

Fernando é investigado por concussão (violação dos princípios da administração pública), advocacia administrativa (usar influência para benefício próprio), improbidade administrativa e agiotagem. Rogério é acusado por improbidade administrativa e agiotagem. André também é investigado por improbidade.

A determinação do Tribunal de Justiça considerou a decisão colegiada do Tribunal Pleno, no julgamento da Sindicância nº 0000740-55.2024.2.00.0805, na Sessão Plenária Administrativa realizada em 19 de março de 2025. A sindicância interna apontou as supostas irregularidades. Informações do Correio24h.

Decisão da Justiça confirma eleição no Cidadelle House || Reprodução
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Nesta segunda-feira (31), o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) cassou decisão de primeira instância que havia suspendido a eleição para escolha do novo síndico do Cidadelle House, condomínio residencial de luxo localizado na Rodovia Ilhéus-Itabuna. O pleito havia sido suspenso pela juíza Carine Nassri da Silva, da 2ª Vara dos Feitos de Relação de Consumo, Cíveis, Comerciais e de Acidente de Trabalho da Comarca de Ilhéus. Hoje era o último prazo, conforme a defesa, para a definição do comando do condomínio.

Francisco de Oliveira Bispo, da Terceira Câmara Cível, deferiu o pedido de antecipação de tutela que assegura a permanência Petrônio Medeiros Neves como síndico, que foi assesssorado pelo escritório Bandeira Advocacia, do advogado Marcos Bandeira .

“Deve-se garantir a permanência do atual síndico”, decidiu o magistrado, ressaltando estarem presentes requisitos “de probabilidade do direito e do perigo da demora e, ainda, considerando que não cabe ao Poder Judiciário a intromissão em atos interna-corporis do Condomínio Agravante”.

Jacson Cupertino comemora nomeação de juiz titular para comarca de Una || Foto Arquivo
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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) nomeou o magistrado Bruno Borges Lima Damas como juiz titular da Comarca de Una, no sul do estado. O ato foi comemorado pela subseção ilheense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que há muito tempo cobrava, do TJ, a nomeação de juízo titular para a comarca.

“Nossa Subseção não mediu esforços para que o Tribunal de Justiça da Bahia fizesse esta nomeação. Uma Comarca sem um juiz titular provoca um acúmulo de processos e depõe contra a cidadania e o direito fundamental à justiça”, disse o presidente da OAB Ilhéus, Jacson Cupertino. “Representamos a Casa das Liberdades e precisamos de celeridade e eficiência do judiciário”, completou.
Augusto Castro recebe medalha e diploma de desembargador do TJ baiano || Foto Divulgação
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A Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) homenageou o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), com a Medalha Desembargador Adolfo Leitão Guerra. A honraria e o diploma foram entregues em evento no Auditório Desembargador Olny Silva, no Tribunal de Justiça, em Salvador, nesta segunda-feira (13).

Para Augusto Castro, a honraria é o reconhecimento da mais alta corte de justiça do Estado ao seu trabalho de homem público. “Essa condecoração por parte do TJ-BA representa a aprovação do nosso papel como homem público, quando trabalhamos na promoção da regularização fundiária em Itabuna nesses mais de dois anos à frente do município, onde implantamos diversas políticas sociais”, salientou Augusto Castro.

Na cerimônia do Tribunal baiano, foram homenageados chefes do Poder Executivo que promoveram a regularização fundiária em suas cidades, além de corregedores e juízes. Assessores e a primeira-dama, Andrea Castro, acompanharam o prefeito.

Desembargador Nilson Castelo Branco foi eleito presidente do TJ-BA || Foto Divulgação
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O desembargador Nilson Soares Castelo Branco foi eleito – em primeiro turno – o novo presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em votação nesta quarta-feira (17). Ele obteve 31 votos ante 24 de Carlos Roberto Santos Araújo e comandará o Tribunal de Justiça baiano no período 2022-2024.

Foram eleitos, também, os desembargadores Gardênia Pereira Duarte para a 1ª Vice-Presidência; Márcia Borges Faria para a 2ª Vice-Presidência; José Edivaldo Rocha Rotondano para a Corregedoria-Geral da Justiça; e Edmilson Jatahy Fonseca Júnior para a Corregedoria das Comarcas do Interior.

Conduzida pelo presidente do Judiciário, Lourival Almeida Trindade, a sessão contou com a presença de 55 Desembargadores e ocorreu virtualmente, com transmissão ao vivo pelo site institucional do TJ-BA. A eleição foi realizada em escrutínio secreto, para cada um dos cargos, por meio do sistema de votação eletrônica.

A escolha do presidente foi decidida em primeiro turno. Concorreram ao cargo, os desembargadores Nilson Soares Castelo Branco (31 votos); Carlos Roberto Santos Araújo (24 votos); Cynthia Maria Pina Resende (0 voto), Gardênia Pereira Duarte (0 voto) e Jefferson Alves de Assis (0 voto), conforme a assessoria do Tribunal.

Presidente da UPB, Zé Cocá diz que decisão foi a mais correta || Foto Divulgação
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Prefeitos baianos receberam com alívio a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) de suspender o fechamento de 58 cartórios, em municípios do interior do estado. A medida, anunciada nesta quinta (19), acolhe o pedido da União dos Municípios da Bahia (UPB) para que a reestruturação proposta pelo TJ criasse ofícios únicos nas cidades, com todas as especialidades, sem a necessidade da extinção dos cartórios. A proposta foi encaminhada por ofício pelo presidente da UPB, Zé Cocá, aos membros da Comissão de Reforma do TJ-BA, desembargadores Jatahy Fonseca Júnior, Pedro Guerra, Ivone Bessa e Sérgio Cafezeiro.

“Agradecemos a sensibilidade dos desembargadores pela decisão acertada. Nossa população já é sofrida demais e seria um prejuízo grande impor que as pessoas percorressem longas distâncias para acessar os serviços da justiça. Quando se afasta esse atendimento do povo, afasta também o direito à cidadania, que foi preservado com essa decisão do TJ”, pontuou o presidente da UPB, Zé Cocá.

Em junho, uma comissão de prefeitos criada pela UPB se reuniu virtualmente com o desembargador Jatahy Fonseca Júnior para solicitar a ajuda do Tribunal de Justiça. Na ocasião, os gestores ressaltaram que a desativação causaria impacto social e econômico.

A prefeita de Mucugê, Ana Medrado, apontou prejuízos na expansão da indústria agrícola e imobiliária. “Somos um polo turístico consolidado e em crescimento. O município tem uma das maiores extensões territoriais da região, sendo a maior produtora de batata do Norte e Nordeste e a terceira maior do país. Nossa população, os produtores rurais e os investidores ficaram preocupados com a situação”, declarou a prefeita ao comemorar a permanência do cartório no município.

Tribunal de Justiça da Bahia suspende fechamento de cartórios
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O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) decidiu acatar as subemendas para suspender e frear o fechamento de 58 Cartórios localizados no interior do Estado. O fechamento deixaria a população afetada sem acesso a diversos serviços essenciais, como registros de propriedades, atas de assembleias e protesto de dívidas.

As emendas que propõem a reestruturação destas unidades e a criação de Ofícios Únicos nestes municípios, sem a necessidade da extinção dos cartórios, foram apresentadas pelos desembargadores Baltazar Miranda, Júlio Travessa e Joanice Guimarães, que acataram pedido do presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Zenildo Brandão, e acolhidas pelos membros da Comissão de Reforma do TJ/BA, desembargadores Jatahy Fonseca, Pedro Guerra, Ivone Bessa e Sérgio Cafezeiro.

Caso a proposta inicial fosse acatada e os cartórios fossem fechados, cidadãos dos municípios atingidos pela decisão passariam a ter que se deslocar até 73 quilômetros para poder registrar um imóvel, registrar atas de assembleias e outros documentos ou mesmo protestar uma dívida, como no caso dos moradores de Paratinga, que passariam a ter que se dirigir a Bom Jesus da Lapa para realizar estes serviços, antes disponíveis no município.
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O líder do Governo na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Rosemberg Pinto (PT), afirmou neste sábado (3) que viu com “surpresa” a decisão da Justiça baiana de suspender a tramitação, na Casa, do projeto de lei que autoriza o governo do Estado a alienar bens imóveis de sua propriedade.

A proposta prevê a venda de 27 imóveis localizados em Salvador e em municípios do interior baiano. Entre os imóveis previstos no projeto de lei, a Rodoviária de Salvador; o Parque de Exposições, na Avenida Paralela; o antigo Centro de Convenções da Bahia, no bairro do Stiep; e a sede do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), todos localizados na capital baiana.

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) acatou a solicitação do deputado estadual Hilton Coelho (PSOL) para a suspensão da tramitação do PL 24.160/21, enviada à Alba pelo Executivo estadual.

“O deputado Hilton Coelho nunca solicitou qualquer tipo de informação sobre o projeto, pelo menos a mim, como líder do Governo. Ele fez uma solicitação direta à Saeb que informou a ele no dia 14 de junho e, depois disso, em momento algum ele fez novas solicitações”, disse o parlamentar.

Rosemberg informou que a decisão será cumprida, mas disse ser “muito ruim a interferência do Poder Judiciário no Poder Legislativo”. “A Casa Legislativa tem seus ritos próprios. Em momento algum temos questionado o rito do Judiciário. Às vezes, algumas decisões que são tomadas [pelo Judiciário] geram perplexidade na sociedade, a exemplo de um processo do Tribunal Regional do Trabalho quando um juiz em fase de um recurso um valor de R$ 3 mil passa para R$ 200 mil. Isso são coisas surpreendentes”, criticou o líder governista.

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) prorrogou por mais um ano o afastamento da desembargadora Sandra Inês Rusciolelli Azevedo, do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA). Ela é investigada na Operação Faroeste por envolvimento no esquema de venda de sentenças judiciais.

A decisão foi proferida de forma unânime pela Corte Especial do STJ, na quarta-feira (5). Ela é contada a partir do dia 23 de março de 2021, quando venceu a primeira determinação. Essa decisão inicial foi dada em maio de 2020, de forma monocrática pelo ministro Og Fernandes, que é relator do processo.

Além de afastada, Sandra Inês está presa desde março de 2020, em uma das fases da Operação Faroeste. Ela é investigada pela suspeita de ter recebido propina de R$ 250 mil, para dar parecer favorável a uma empresa em um processo judicial.

Na decisão, Fernandes, afirmou que ela recebia o dinheiro por meio do filho. O ministro teve acesso a diálogos gravados, que mostravam o envolvimento da desembargadora Sandra Inês com a organização criminosa e com a venda das sentenças.

Sandra Inês foi exonerada do cargo de supervisora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJ-BA em abril de 2020.

Outros desembargadores, também investigados na Operação Faroeste, já haviam sido afastados e também tiveram prorrogação desse afastamento: Gesivaldo Nascimento Britto, José Olegário Monção Caldas, Maria da Graça Osório Pimentel Leal e Maria do Socorro Barreto Santiago e os juízes Sérgio Humberto de Quadros Sampaio e Marivalda Almeida Coutinho. Com informações do G1Bahia.

Desembargadora do TJ-BA será mantida na prisão
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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta terça-feira (6), o habeas corpus apresentado pela defesa da ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) Maria do Socorro Barreto Santiago e, seguindo parecer do Ministério Público Federal (MPF), manteve a prisão preventiva da magistrada. A desembargadora é ré na Operação Faroeste.

Deflagrada no fim de 2019, a investigação desvendou uma organização criminosa – integrada por membros da cúpula do Judiciário baiano – envolvendo a venda de decisões judiciais e outros crimes que tinham como propósito permitir a grilagem de terras no oeste do estado, segundo o MPF. O grupo atuava em três núcleos: judicial, causídico e econômico.

De acordo acordo com o MPF, o núcleo econômico era formado por produtores rurais dispostos a pagar por ordens judiciais que os permitissem legitimar a posse e a propriedade de imóveis onde exerciam as suas atividades. O jurídico contava com desembargadores e juízes, além de servidores do TJ-BA. Os primeiros, proferiam as decisões negociadas pelos operadores do esquema enquanto os servidores auxiliavam na elaboração de minutas e petições.

Já o núcleo causídico era formado por advogados que intermediavam as negociações entre membros dos núcleos jurídico e econômico, formalizavam os acordos e adotavam as providências judiciais e extrajudiciais necessárias para garantir o proveito obtido com as decisões judiciais negociadas.

ACUSADA DE MOVIMENTAR R$ 1,8 MILHÕES SEM ORIGEM

Em sustentação oral na sessão desta terça-feira, o subprocurador-geral da República Wagner Natal Batista reforçou a papel de destaque desempenhado pela desembargadora na organização criminosa, destacando haver elementos de prova de que ela tenha movimentado cerca de R$ 1,8 milhão sem origem ou destino declarados.

Em medida de busca e apreensão, foi constatado em seu poder uma centena de joias, 162 obras de arte e aproximadamente R$ 100 mil em dinheiro vivo, além de escrituras de diversos imóveis.

Durante uma das fases da Operação Faroeste, Maria do Socorro Santiago foi flagrada descumprindo ordem judicial expressa do Supremo Tribunal Justiça (STJ) de não manter comunicação com funcionários do TJ-BA, dando orientação para uma de suas ex-subordinadas no sentido de impedir a apreensão de um aparelho telefônico pela Polícia Federal.

“Ela, solta, poderia ocultar ou turbar a produção probatória, ainda que afastada do cargo, mormente quando a paciente já descumpriu em plena fase ostensiva da investigação anterior medida mais branda”, destacou Wagner Natal.

Prevaleceu no julgamento o entendimento do relator do caso no STF, ministro Edson Fachin, que acatou o pedido do MPF, tendo sido acompanhado pelos ministros Nunes Marques e Cármen Lúcia. Já os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes votaram pela concessão do habeas corpus para decretar medidas cautelares diversas da prisão.

STJ prorroga afastamento de desembargadores baianos
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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta quarta-feira (3), a prorrogação por mais um ano do afastamento cautelar de Gesivaldo Nascimento Britto, José Olegário Monção Caldas, Maria da Graça Osório Pimentel Leal e Maria do Socorro Barreto Santiago, do cargo de desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

A decisão atinge também Sérgio Humberto de Quadros Sampaio e Marivalda Almeida Coutinho, do cargo de juiz de direito daquele estado. Todos já estavam fora do exercício de suas funções por deliberação do colegiado desde 5 de fevereiro do ano passado. Por causa da proximidade da data de expiração da medida, o processo foi levado à apreciação dos demais ministros, em questão de ordem, pelo relator, Og Fernandes.

Deflagrada no fim de 2019, a Operação Faroeste desvendou uma organização criminosa – integrada por membros da cúpula do Judiciário baiano – envolvendo a venda de decisões judiciais e outros crimes que tinham como propósito permitir a grilagem de terras no oeste daquele estado, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

ATUAÇÃO EM GRUPO

De acordo com o MPF, o grupo atuava em três núcleos: judicial, causídico e econômico. O núcleo econômico era formado por produtores rurais dispostos a pagar por ordens judiciais que os permitissem legitimar a posse e a propriedade de imóveis onde exerciam as suas atividades. O jurídico contava com desembargadores e juízes, além de servidores do TJ-BA, conforme as investigações.

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De empregada doméstica a juíza na Bahia
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Com uma passagem marcante pela comarca de Itabuna, no sul da Bahia, a juíza Antônia Marina Aparecida de Paula Faleiros, de 60 anos, ainda se lembra da esperança que sentiu quando um banco privado chegou a sua cidade natal, Serra Azul de Minas, a cerca de 300 km de Belo Horizonte.

Ela conta que tinha 17 anos, era uma menina da roça, havia acabado de concluir o ensino médio e foi concorrer a uma vaga de emprego. “Fiz uma prova e sei que tinha ido bem, era ótima aluna”, conta. “Mas foi traumático, nem em último lugar fiquei”.

A magistrada contou que muito tempo depois, soube que a prova sequer foi corrigida. “Eu não pertencia àquele mundo privilegiado nem da aparência e nem da nascença”, conta Antônia, há 18 anos como juíza na Bahia. Atualmente, ela é titular uma vara na comarca de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

EXCLUSÃO MARCANTE

Foi a exclusão marcante “pela cara de pobre” na disputa pelo emprego que a levou a sair da cidade em busca de mais oportunidades. Em Belo Horizonte, morou na rua por meses e foi empregada doméstica por cinco anos. “De onde eu venho, levo uma lição de disciplina, coragem, determinação, de não desistir. É ilusão achar que todos estão no mesmo patamar de concorrência aos postos de poder. Meritocracia é uma ilusão em diferentes níveis do discurso.

Sem qualquer romantização de sua história, ela conta que o percurso da doméstica que chegou ao alto cargo do Judiciário foi uma longa caminhada, passo a passo, que começou quando, aos 22 anos, concorreu ao primeiro concurso público para ser oficial de Justiça, que exigia apenas o ensino médio. “Foi o mais marcante, porque me tirou da rua e me deu o mínimo para sobreviver.

Como juíza criminal, ela sabe que nem sempre oferece a providência que o condenado quer; seu trabalho é impor penalidades. “Mas sempre olhando para o ser humano além do delito.” A situação rotineira de hoje a remete ao ofício do passado, quando foi empregada doméstica. “Havia uma patroa que fazia questão de manter uma enorme distância de mim”, conta. “E isso, justamente, na época em que eu passava a noite na rua, no ponto de ônibus.”

Antônia chegou a pedir para morar no quartinho dos fundos da casa da empregadora, mas o que ouviu, foi que “negrinha dentro de casa é tentação pra marido e filho”. “A negrinha, no caso, era eu”, diz a magistrada, ciente de que o preconceito de raça e e classe se perpetua nos corredores da Justiça. Leia mais no UOL.

Em 2011, Marina Faleiros concedeu entrevista ao PIMENTA na qual narra a sua incrível história de vida. A íntegra da entrevista pode ser conferida abaixo. A entrevista teve repercussão nacional. Os mais de 200 comentários se perderam com a mudança de empresa de hospedagem do site. Mas fica o incrível exemplo da juíza, mineira de origem, que é exemplo para todos nós. 

ENTREVISTA: A INCRÍVEL HISTÓRIA DE UMA JUÍZA DE ITABUNA

Tribunal de Justiça da Bahia suspende fechamento de cartórios
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O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) denúncia contra a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) Ilona Reis, e os advogados Marcelo Junqueira Ayres Filho, Fabrício Bôer da Veiga e Júlio César Cavalcanti Ferreira. Eles são acusados da prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e de pertinência em organização criminosa.

Segundo o apurado pelo MPF, os quatro pertenciam a um grupo criminoso cuja dinâmica era organizada em quatro núcleos: judicial, causídico, econômico e de defesa social. Este último foi criado depois, supostamente, para blindar os demais núcleos. Ilona Reis teve prisão temporária decretada em 14 de dezembro, e está presa preventivamente desde o último dia 19. Eles são investigados na Operação Faroeste.

“Os elementos probatórios reunidos durante as investigações revelam que ao menos quatro pessoas se associaram, com estabilidade e permanência entre setembro de 2019 e dezembro de 2020, com o objetivo de obter vantagens, sobretudo econômicas, mediante a prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro”, ressalta a denúncia do MPF.

A denuncia foi enviada na quarta-feira (30) ao STJ é e assinada pela subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo. De acordo com o MPF, os valores envolvidos na trama objeto da denúncia são estimados em R$ 800 mil, com pagamentos da ordem de R$ 300 mil em dinheiro com o objetivo de não deixar pistas da vinculação criminosa entre os integrantes da orcrim.

LÍDER DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA?

Conforme a denúncia, a organização criminosa montada pela desembargadora Ilona Reis, segundo relato e provas apresentadas por um colaborador, teve os advogados Marcelo Junqueira e Fabrício Bôer como principais operadores, cabendo ao colaborador pagar e confeccionar as decisões, dentro dos parâmetros ilícitos acordados entre os integrantes do grupo. Segundo o MPF, todos estavam ajustados para atuar em um organismo criminoso, e dispostos a fazer circular divisas ilícitas entre eles.

“Em linhas gerais, a desembargadora Ilona Reis teve atuação central na organização criminosa em questão, exercendo o comando do grupo. Não obstante, a subsistência do grupo criminoso dependia da articulação e operacionalização dos ilícitos, a qual se dava, majoritariamente, pelo intermediador Júlio César”, diz um dos trechos da denúncia.

Já o advogado Marcelo Junqueira tornou-se o operador da magistrada, agindo sob as ordens e atendendo os interesses dela, segundo o MPF. Foi apurado que ele negociava diretamente as decisões judiciais e atuava na operacionalização do recebimento dos valores em espécie pelo grupo criminoso, e que mantinha interlocução com Júlio César e Ilona Reis. Júlio era o responsável por redigir decisões judiciais, assinadas por Ilona, para beneficiar outro braço da organização criminosa que agia no Oeste baiano, liderado por Adailton Maturino. Veja mais detalhes em leia mais.

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