Encontra-se em estado grave o jovem Noelton Mendes Silva, que levou dois tiros na noite de ontem (04), no encerramento da festa de São Pedro, em Ipiaú. Um elemento cuja identificação não foi revelada pela polícia disparou cinco tiros contra o rapaz, errando três.
Uma das balas atingiu Noelton na altura da coluna cervical, o que pode deixá-lo paraplégico. A vítima foi atendida inicialmente no Hospital Geral de Ipiaú, mas em função da gravidade de seu estado acabou sendo transferida para o Hospital Prado Valadares, em Jequié.
O fato foi considerado pela polícia como um acontecimento isolado no São Pedro em Ipiaú, onde foram registradas poucas ocorrências. Sessenta policiais militares trabalharam na festa.
As informações são do site Notícias de Ipiaú.
Se uma imagem vale mais do que mil palavras, como diz o chavão, ainda que uma palavra possa também valer mais do que mil imagens, só há uma palavra que talvez traduza a foto de Oziel Aragão: dor.
A dor de uma mãe impotente diante da morte brutal do filho único, um jovem de apenas 18 anos, executado com 20 tiros, na porta de casa.
Quase um tiro para cada ano da breve vida do rapaz.
Como têm sido breves as vidas dos nossos adolescentes e dos nossos jovens, abatidos em pleno voo pela brutalidade, empurrados pela falta de oportunidades para a estrada invariavelmente de mão única das drogas e da marginalidade.
Sim, o jovem assassinado tinha envolvimento com o tráfico de drogas e sua morte, pela forma como ocorreu, tem todas as características de vingança.
Mas o que chama a atenção e nos remete a uma reflexão não é necessariamente o corpo ensangüentado e sem vida, estendido no chão.
É o desespero, indescritível, da mãe diante do filho que se foi precocemente.
Ela, na sua dor que dói em todos nós, reflete um pouco da dor de tantos pais e tantas mães que vêem, impotentes, seus filhos queridos se desviarem para o caminho errado, não raramente por falta de oportunidades de seguirem o caminho certo.
A dor da mãe, que a foto faz doer ainda mais, é daquelas coisas que desmontam qualquer teoria simplista.
Reflete a dor de todos os que não caem na armadilha simplista de que se trata de um marginal a menos, porque poderia haver sim um marginal a menos se esse e tantos jovens não tivessem, primeiro no consumo de drogas e depois no tráfico e seus subprodutos, a saída para a exclusão em que quase sempre vivem.
A dor da mãe, que a foto faz doer ainda mais, é daquelas coisas que desmontam qualquer teoria simplista, porque não se trata de um simples caso de polícia (ou da falta de polícia) e sim de algo mais amplo.
Que passa, necessariamente, pelo comprometimento das autoridades e de toda a sociedade, para que habitemos uma cidade, um estado, um país e um planeta onde a desigualdade não empurre tantos jovens para a carnificina.
Nem produza cenas como a dessa mãe diante do filho morto, em que um jovem tenta amparar a mulher e um cachorro, se inteligência tivesse, certamente estaria a conjeturar quem são os verdadeiros animais. Daniel Thame é jornalista e autor do livro Vassoura.
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No início desta tarde, no São Caetano, bandidos numa moto dispararam tiros fatais contra um homem de aproximadamente 30 anos, pele clara e cabelos pintados. Morte instantânea. Ele empurrava outra pessoa numa cadeira de rodas. Esta não foi atingida, apesar de uma bala provocar um rombo considerável na cadeira na qual estava.
Os bandidos chegaram atirando e nem se importaram com os policiais “Cosme e Damião” que estavam do outro lado da avenida Manoel Chaves (Kennedy). Deflagram os tiros e saíram em disparada.
O morto e o homem na cadeira de rodas, suspeita a polícia e confirmam populares, foram vítimas da guerra do tráfico de drogas. Os dois teriam ligações com traficantes da região do Pedro Jerônimo e Daniel Gomes, bairros periféricos de Itabuna, distantes menos de dois quilômetros do local do crime. O sobrevivente resistia e usava uma capa para proteger o rosto dos flash de jornais e sites.
O apresentador do Alerta Total, Tom Ribeiro, conhecido pelo bordão “o vento soprou e o barraco desabou”, vivenciou bem de perto uma situação igual às tantas que exibe diariamente em seu programa na TV Cabrália / Record News.
Na noite desta terça-feira, pouco antes das 10 horas, Ribeiro estava em casa,no bairro da Conceição quando ouviu quatro disparos de arma de fogo. Esperou a “poeira baixar” e saiu para ver o que havia ocorrido, encontrando um homem ferido com uma bala no abdome.
Dos quatro tiros, apenas um atingiu a vítima, identificada como José Ailton, vulgo Zé Grilo. Ainda no local, ele contou que o autor dos disparos foi um elemento que apontou como “Aécio do Zizo”. O motivo da tentativa de homicídio seria uma rixa surgida quando Zé Grilo passou temporada engaiolado no raio B do conjunto penal de Itabuna.
O apresentador do Alerta reconheceu que há uma grande diferença entre fazer a cobertura da criminalidade e vivenciá-la na própria vizinhança. Alarmado com a crescente violência no bairro da Conceição, onde ontem à noite houve ainda outra tentativa de tentativa de homicídio (na Rua Bela Vista, contra um ladrão conhecido como Zumbi), Ribeiro já pensa em se mudar.
Em tempo: “Aécio do Zizo”, suspeito de ter atirado em Zé Grilo, foi preso ontem mesmo pela Polícia Militar.
O Brasil vai investir R$ 410 milhões até o final deste ano no combate ao crack. Os recursos estão previstos no Plano Integrado para Enfrentamento do Crack, lançado recentemente pelo presidente Lula. O dinheiro será investido em treinamento de profissionais de saúde e assistência social para acompanharem usuários e famílias. É o advento de um luta longa, contra uma droga nova, devastadora, que por ser barata alcança muitos usuários e que o governo precisará do apoio de estados, municípios e da sociedade para enfrentar o problema.
É um ledo engano pensar, contudo, que a idéia surgiu de dentro do gabinete do presidente. Apesar da hipersensibilidade do companheiro Lula, coube a igreja católica, ao longo dos anos, o papel de conduzir a opinião pública até o cerne desta problemática: a família. Ao convocar, todos os anos, a sociedade a refletir através das Campanhas da Fraternidade, a igreja católica assumiu o seu papel pastoril, soerguendo a instituição familiar a sua condição suprema, de núcleo da sociedade.
Quem também defende esta tese é o governador Jaques Wagner. Enfadonho e repetitivo para alguns, o chefe do executivo baiano convoca, rotineiramente, independente do muxoxo deste ou daquele, como se fosse um rabino, pastor ou padre, principalmente no interior do estado, os pais e as mães desta Bahia afora a acompanharem o dia a dia dos seus filhos.
Assim como a igreja católica, Lula e Wagner assumem o papel dos verdadeiros líderes, dando o exemplo de cima, compartilhando responsabilidades, sem fáceis promessas, nem tão pouco palavras ao vento. Fazem isso porque sabem que é uma discussão que extrapola as capilaridades dos governos, adentrando necessariamente no bojo das famílias brasileiras. É uma luta de todos.
Por outro lado, o governo não deixa de cumprir o seu papel. Planejamos uma ação dividida em áreas como saúde, segurança e assistência social aos ex-consumidores de crack, além de uma campanha nacional de prevenção e conscientização sobre o risco da droga. Já estão sendo instalados 11 postos de fronteira que ajudarão no combate ao tráfico de crack no país.
Arregaçar as mangas significa reavivar as conversas familiares, dispondo de mais tempo para os entes.
Na área da saúde, até o final deste ano, será dobrado o número de leitos para receber dependentes químicos. Hoje são 2,5 mil leitos que devem ser ampliados para 5 mil. Iremos ampliar os Consultórios de Rua, postos que levam equipes de saúde – assistentes sociais, auxiliares de enfermagem e profissionais de saúde mental – até os locais onde os usuários de drogas se reúnem. Vamos desarticular as cracolândias.
Para o êxito dessas tarefas é preciso unificar a sociedade. Mas, especialmente, rediscutir de maneira sistemática o papel da família e da religião para combater o crack. Neste sentido, arregaçar as mangas significa reavivar as conversas familiares, dispondo de mais tempo para os entes. Tornar os templos religiosos em locais propícios para conversar, sem discriminações, sem amarras, abertos para o diálogo com as pessoas e os seus problemas.
Infelizmente, vão surgir neste período eleitoral candidatos com soluções mágicas, munidos por varas de condão encontradas numa esquina qualquer chamada “oportunismo”. Mas, como diria Santo Agostinho, “o orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios”. E sabemos que não será com o orgulho que iremos vencer a luta contra o crack no Brasil.
Yulo Oiticica é deputado estadual (PT) e presidente das frentes parlamentares da Juventude e da Assistência Social na Assembléia Legislativa da Bahia.
O site Fala Bahia, de Salvador, narra mais um banho de sangue na noite baiana. Neste sábado (05), cinco homens de uma mesma família foram executados em Barra do Gil, localidade do município de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica. De acordo com informações de testemunhas, eles dormiam em casa quando oito pessoas invadiram o local e distribuíram tiros para todos os lados.
Segundo o titular da 24ª Delegacia de Polícia, Lucio Ubirace Gomes, a chacina está relacionada com o tráfico de drogas na região de Nazaré das Farinhas. As esposas das vítimas e filhos receberam ordem para sair da casa antes das execuções.
Tempo de leitura: 2minutosClayton: vítima de emboscada.
Um homem apontado como suspeito de matar o delegado Clayton Leão morreu em confronto com a polícia por volta das 17h em Camaçari, na região metropolitana de Salvador. Ele estava em companhia de uma outra pessoa, que fugiu durante a abordagem policial, em Jauá, litoral do município. O nome do suspeito, no entanto, não foi divulgado.
O carro usado no assassinato do delegado da polícia civil foi incendiado pelos marginais. O GM Corsa, branco e de placas vermelhas, foi encontrado em um dos acessos ao Polo Petroquímico de Camaçari.
O delegado Clayton Leão Chaves, 33, foi executado nesta manhã de quarta-feira, 26, enquanto concedia entrevista ao vivo, por telefone, à rádio Líder FM, de Camaçari. O policial não pôde comparecer aos estúdios da emissora e dava a entrevista enquanto levava sua esposa ao trabalho.
Corsa usado no crime (Foto Raimundo Rui/Líder FM).
Clayton estacionou o carro numa estrada que liga Arembepe a Camaçari, conhecida como Cascalheira. Depois de quase 10 minutos de bate-papo com os apresentadores da rádio, ouviu-se o delegado falar “peraí, peraí”. Em seguida, estampidos de três tiros. A mulher do policial não foi atingida nem sofreu ferimentos. O corpo do policial será sepultado nesta quinta-feira, 27, às 10h, no Campo Santo, Federação, em Salvador.
Itabuna pode encerrar 2010 com número recorde de assassinatos. Até aqui, foram 77 homicídios neste ano. São estes números e a realidade assustadora do polo regional de serviços e comércio que estarão em debate no programa Bom Dia, Bahia (rádio Nacional), nesta quarta-feira, a partir das 7 horas.
Sobre o tema, os apresentadores Ederivaldo Benedito e Maria Luísa vão entrevistar o juiz da Vara da Infância, Marcos Bandeira, o promotor público Alan Góis e o comandante do Policiamento da Região Sul, Ivo Santos. Abaixo, Edson Gomes canta Criminalidade.
A menina Ana Manoela Marques Santos, de nove anos, foi encontrada no final da tarde desta segunda-feira, 24, no bairro Urbis II, em Eunápolis. Morta e com sinais de violência sexual.
Ana Manoela foi raptada no último sábado, quando retornava da igreja evangélica que sua família frequentava. A menina era criada pelos avós.
Testemunhas viram Erasmo Gonçalves, 31, levando a criança em uma bicicleta. Condenado por estupro, Gonçalves se encontrava em liberdade condicional. Foi preso logo após o rapto, em uma casa na periferia de Eunápolis. Familiares e conhecidos de Ana Manoela haviam espalhado cartazes com a foto da menor, na esperança de ainda encontrá-la com vida.
Gonçalves é definido pela polícia como um assassino frio. Em 2001, ele teria matado um homem em Canavieiras e ingerido sangue da vítima.
As estatísticas da violência em Itabuna apontam, pelo menos, 77 homicídios em 2010. O final de semana violento e com a polícia civil em greve registrou seis homicídios no município sul-baiano que é vice-líder nas estatísticas da violência na Bahia, segundo estudo do Instituto Sangari.
Dos seis homicídios, quatro ocorreram no Gogó da Ema, no domingo (confira). Nesta madrugada de segunda-feira, 24, por volta das 2 horas, foi assassinado o pintor Erlan Conrado dos Santos, morto a tiros após discussão em um bar no Fátima. Ontem à noite, outro homicídio: Leandro Borges Barbosa, de 22 anos, executado no bairro Pedro Jerônimo, por volta das 20 horas. Socorrido por populares, foi levado ao Hospital de Base de Itabuna, mas não resistiu.
Uma adolescente de 15 anos foi estuprada na noite deste sábado, 22, na cidade paulista de Sorocaba, que fica a 92 quilômetros da capital. A jovem se encontrava em um baile de debutantes, onde ingeriu bebidas alcoólicas e teria perdido o celular. No momento em que procurava o aparelho, foi agarrada por um rapaz e levada para o vestiário masculino.
A menina diz ter reagido e gritado por socorro, mas ninguém ouviu. Em função da violência do estupro, ela teve que ser submetida a uma cirurgia reparadora.
A polícia já tem a identidade do principal suspeito e aguarda a decretação de sua prisão temporária pela Justiça.
Quatro pessoas foram assassinadas em um barraco no Gogó da Ema, na região do São Caetano, em Itabuna. As execuções ocorreram por volta da 1h deste domingo. Três homens invadiram um barraco na rua Hélio Aragão e efetuaram os disparos, informa o Xilindró Web.
Das quatro vítimas, só uma foi identificada até agora. Chamava-se Hugo Soares da Silva Filho, 45 anos. Outro executado pelos bandidos foi reconhecido apenas pelo prenome Lucas.
Os homens estavam fortemente armados. Usaram escopeta, espingarda calibre 12 e uma metralhadora. O atendimento foi feito pela Polícia Militar, já que a Civil está em greve desde o dia 19. As investigações somente serão iniciadas com o fim da paralisação nacional.
O estudante José Denisson da Silva Neto, de 17 anos, foi assassinado brutalmente na porta do Colégio Ciso, em Itabuna, na tarde de quinta-feira, dia 20.
Denisson estava na porta da escola, quando dois homens se aproximaram em uma moto e um deles deflagrou quatro tiros que atingiram o estudante na perna direita, abdome, braço esquerdo e nas costas. O jovem, que cursava a oitava série, morreu na hora.
“Não, José Denisson não era apenas um estudante e sim um jovem envolvido com o tráfico de drogas, que morreu numa guerra pela disputa dos pontos de venda”, bradaram os simplistas, reverberando o noticiário policial, quase que com o alivio de que há um marginal a menos em circulação.
Mas não é tão simples assim.
José Denisson era apenas um estudante, jovem da periferia paupérrima de Ilhéus que se mudou para a periferia paupérrima de Itabuna.
O consumo de drogas foi o caminho natural de uma existência em meio a grandes dificuldades e nenhuma perspectiva de futuro.
(Foto Pimenta na Muqueca – 20.05.10).
Um perfil que se encaixa perfeitamente no padrão de crianças e adolescentes que são recrutados pelos traficantes.
De consumidor, ele passou a vendedor de drogas.
Um desses inúmeros soldadinhos do tráfico, que comercializam pequenas quantidades em portas de escolas e bares, ganhando um dinheirinho que mal dá pra sustentar o próprio vício.
E que de tão abundantes no, digamos, mercado, acabam se tornando absolutamente descartáveis, visto que não faltam peças de reposição.
José Denisson foi apenas mais uma peça descartada nessa engrenagem macabra, em que o tráfico encurta a vida de milhares de jovens e adolescentes.
No momento em que José Denisson deixou de ser apenas estudante para se tornar estudante e soldadinho do tráfico, selou o próprio destino.
Morreu como morrem tantos e tantos soldadinhos, tombados numa guerra que quase sempre só atinge a parte de baixo do submundo das drogas.
É lícito supor que se existissem políticas públicas de inclusão de jovens e adolescentes, José Denisson não estaria na porta do colégio, onde encontrou a morte, mas na sala de aula, onde poderia encontrar um futuro melhor.
Inúteis perorações, verborragia pura, diante de um corpo estendido no chão, diante dos colegas de escola, testemunhas de uma lição de violência cotidiana que assusta, mas que não se faz absolutamente nada para evitar.
Não foram apenas quatro tiros que mataram José José Denisson.
Foi também uma arma letal que atende pelo nome de omissão.
Daniel Thame é jornalista, blogueiro e autor do recém-lançado Vassoura.
Mais uma para o rol das histórias dos assaltos frustrados em Itabuna. Um rapaz nervoso, trêmulo como se aquela fosse a sua primeira vez, depois de chegar arrotando valentia, saiu com o ‘rabo entre as pernas’, ao ter sua arma tomada pela vítima. O fato ocorreu no interior do frigorífico Frigosul, na avenida Juracy Magalhães, ontem à noite.
Antônio Barbosa Neto anunciou o assalto, apontando um revólver 38, carregado, para o proprietário do frigorífico, que estava no caixa. Este, ao perceber que o molecote à sua frente tremia mais que vara verde, também sacou seu brinquedinho da gaveta e desafiou Neto, que desistiu de sua tarefa e resolveu fugir. Foi capturado pela polícia em seguida e levado ao Complexo Policial.
Um jovem de 17 anos morto na porta da escola. Quatro tiros. Não era necessariamente um estudante, mas alguém que estava ali disputando espaço para venda de drogas. Morreu na guerra do tráfico, do crack, que tantas vítimas invisíveis têm feito em Itabuna.
Ouço o rádio no dia seguinte ao crime. Reflexões sobre a violência crescente, a juventude que se perde, a epidemia do crack. Um taxista é entrevistado e defende a ditadura, pena de morte. Fala-se da violência como se ela fosse um fantasma, como se as causas não estivessem ligadas diretamente ao modo de vida da própria sociedade, como se fosse uma elocubração de algum inferno longínquo e não do inferno em que muitos têm transformado as próprias vidas, as próprias casas…
Pais imaturos, inseguros, incompetentes para a responsabilidade de colocar um ser humano no mundo e prepará-lo para o mundo. Pais que não ensinam valores, não orientam, não dão exemplo e não percebem a lenta e progressiva deformação do caráter dos filhos, consequência direta de uma criação absurda.
O crime e o crack não são fantasmas nem surgem do nada. São produtos diretos do que nossa sociedade tem feito ou deixado de fazer. De uma sociedade que idolatra o consumo, o imediato, a futilidade e não pensa no que virá depois. Culpa-se a falta de emprego e oportunidades, mas não é isso. É na família corrompida e deformada que está a raiz de todo o mal.