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Sérgio Oliveira

Após toda a polêmica gerada pela derrota para o Bahia de Feira, de goleada, dentro de casa, culminando na demissão do técnico Célio Costa, não terá desculpas para que o time do Itabuna não enfrente o time de Conquista de igual para igual neste domingo.

Se houve algum mal-estar entre o grupo e o técnico, supostamente um boicote ao cabra, este não está mais no Itabuna (inclusive, retornou ao time o jogador que afastado por ele e que teria sido a causa da suposta insatisfação do grupo).

Vamos ver o que acontece e, conforme o resultado, as desculpas que serão encontradas desta vez (de problemas psicológicos – hipótese defendida pelo radialista e vereador Roberto de Souza, no programa de rádio da Silmara Souza, logo após a derrota – até o próprio boicote, corpo mole, falta de empenho – hipótese esta levantada pelo presidente do Itabuna, Ricardo Xavier, no mesmo programa, durante sua participação, em entrevista concedida – e por aí vai).

Eu estou de olho e dizendo isso antes, ainda na noite do sábado, para que, depois do jogo, não sejam inventadas novas desculpas, pois contra fatos não há argumentos!!!

Lembro-me que, ao final do referido programa de rádio, na noite da quarta-feira pregressa, o que se dizia era o seguinte: “A diretoria e o presidente do Itabuna se reunirão, ainda esta noite, e cabeças irão rolar!”.

Vamos aguardar!

Sérgio Oliveira é professor da Uesc e torcedor-sofredor do Itabuna.

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Marco Wense

Dilma Roussef em visita ao estado (Foto Manu Dias).
Dilma Roussef em visita ao estado (Foto Manu Dias).

A prioridade do PT nacional, com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é a eleição da ministra Dilma Rousseff para o cobiçado e disputadíssimo Palácio do Planalto.

O presidente Lula já bateu o martelo em relação aos palanques regionais: não vai participar de nenhum ato político nos Estados com dois ou três candidatos a governador da mesma base aliada.

Cabe ao PT, com a decisão do presidente Lula, não criar mais problemas para a difícil eleição de Dilma, que tem pela frente um bom e competitivo concorrente, o tucano José Serra, governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB.

É bom lembrar que o lulismo é infinitamente mais forte do que o petismo. Os radicais de plantão devem ser afastados das negociações envolvendo a legenda, os partidos aliados e a sucessão estadual.

O PT, no entanto, não pode, em nome dessa prioridade para eleger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), aceitar tudo. Não pode perder a compostura e, muito menos, a autoestima.

PMDB

Ministro Hélio Costa.
Ministro Hélio Costa.

Chega a ser constrangedor, quase que uma humilhação, a insistência de setores do PMDB com o nome do deputado Michel Temer (SP) para vice-presidente na chapa encabeçada pela petista Dilma Rousseff.

A lista tríplice sugerida pelo presidente Lula, para que Dilma escolha o seu vice – quem vai escolher é Lula –, é motivo mais do que suficiente para que o PMDB descarte o carrancudo Temer.

O presidente da Câmara dos Deputados, como vice de Dilma, não acrescenta nada. Nada mesmo. É como se a ministra estivesse sozinha. Aliás, o estilo fechado do parlamentar é muito parecido com o da petista.

O melhor companheiro de chapa para Dilma Rousseff é, sem dúvida, Hélio Costa, que é peemedebista e ministro das Comunicações. O licenciado senador mineiro ocupa a primeira posição nas pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas.

DOBRADINHA

As chamadas dobradinhas, uma espécie de “Cosme e Damião” do processo político, estão cada vez mais aceleradas.

Aqui em Itabuna, a do vereador Solon Pinheiro com ACM Neto, respectivamente pré-candidato ao Parlamento estadual (PSDB) e a deputado federal (DEM-reeleição), é a mais comentada.

O democrata sempre foi bem votado em Itabuna, onde tem um eleitorado cativo, formado por históricos, enraizados e fiéis carlistas. O voto no parlamentar é uma forma de homenagear o falecido senador Antonio Carlos Magalhães.

Como é que ACM Neto vai “medir” o trabalho de Solon em Itabuna? Reunião com dezenas de pessoas, com a maioria aparecendo porque recebeu alguma contrapartida, não quer dizer nada. É só oba-oba.

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Daniel Thame | danielthame.blogspot.com

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W. S. O. e J. S. S. não são apenas duas iniciais, embora seja melhor que continuem  conhecidos assim, para poupá-los de novos constrangimentos.

Porque, de constrangimentos e de privações W. S. O. e J. S. S. já devem estar cheios.

W. S. O. e J. S. S. são feitos de carne, osso e alma.

Talvez mais osso do que carne, talvez nem liguem para essa coisa de alma ou nem tenham tempo para se preocuparem com isso, dadas as necessidades menos transcendentais e mais reais de suas vidas.

W. S. O. e J. S. S. são dois meninos de Itabuna, meninos da Bahia, meninos do Brasil.

Meninos de um mundo absurdamente desigual.

W. S. O. e J. S. S. cresceram num meio em que lhes falta tudo, da comida que sacia a fome aos serviços básicos que garantem uma existência digna.

Integram aquela legião que a estatística aponta como excluídos sociais. Exclusão que uma considerável parte da população brasileira traz no código genético, passando de pai para filho, ainda que seja necessário destacar a validade de programas como o Bolsa Família, porta de acesso para que milhões de brasileiros rompessem a barreira da miséria absoluta e adentrassem, mesmo que de forma modesta, ao planeta cidadania.

Infelizmente esse não é o caso de W. S. O. e J. S. S., detentores da Bolsa Miséria e habitantes do planeta fome.

W. S. O. e J. S. S. são exemplos de que ainda há muito que ser feito, um longo caminho a ser percorrido para que eles e seus colegas de infortúnio deixem de ser apenas estatística.

Ou iniciais que impedem suas identificações.

Poderiam ser Wilson e João, por exemplo, colegas de escola e de time de futebol, filhos de dona Maria e seu José e de dona Antonia e seu Pedro, trabalhadores que moram num bairro onde existe saneamento, lazer, escola de qualidade e posto de saúde que funciona de verdade.

Mas são apenas W. S. O. e J. S. S., que além de engrossarem a estatística da exclusão social, agora engrossam também a estatística de menores que cometem ato infracional.

Na noite de quarta-feira, W. S. O. e J. S. S. foram apreendidos pela Polícia Militar e encaminhados ao Complexo Policial de Itabuna.

O “crime” que eles cometeram: furtar comida, brinquedo e material escolar num supermercado do Shopping Jequitibá.

Para alguns, W. S. O. e J. S. S. estavam pisando no primeiro degrau da escada da criminalidade.

Idiotice pura.

W. S. O. e J. S. S., ao pegarem comida, brinquedo e material escolar sinalizaram apenas as necessidades básicas de que eles foram privados.

Caso efetivamente subam novos degraus nessa escalada infame, a culpa é menos deles e mais de quem deveria zelar para que meninos e meninas como eles tenham presente e tenham futuro.

Um presente e um futuro que lhes está sendo roubado.

Quem é mesmo o ladrão nessa história?

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Daniel Thame é jornalista e blogueiro

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Marco Wense

Paulo Souto: desistência?
Paulo Souto: desistência?

Nos bastidores, longe do povão de Deus, o comentário é que com Paulo Souto e Geddel na disputa pelo Palácio de Ondina, a chance de reeleição do governador Jaques Wagner, logo no primeiro turno, aumenta.

A pré-candidatura de Souto, para muitos analistas políticos, não só daqui como do eixo Rio-São Paulo, não vai decolar. Além de um discurso insosso, o democrata estaria perdendo o espaço de oposição para o ministro Geddel.

Segundo o jornalista Ricardo Noblat, o presidenciável José Serra “quer juntar na Bahia o DEM do ex-governador Paulo Souto com o PMDB do ministro Geddel. De preferência com Geddel para o governo e Souto para o Senado”.

Algumas lideranças do DEM já admitem, em conversas reservadas, a hipótese da desistência de Paulo Souto, que sairia candidato ao Senado na chapa encabeçada por Geddel.

Essa insistência de Serra em unir o PMDB e o DEM da Bahia, com o aval do comando nacional dos partidos, defenestrando a pré-candidatura de Paulo Souto, é a prova inconteste de que a reeleição de Wagner no primeiro turno é mais do que provável.

O MACACO E O TUCANO

O governador Jaques Wagner vem sendo alvo de uma avalanche de críticas em relação aos gastos do governo com publicidade. Os tucanos acham que o petista está passando do limite.

O orçamento do Estado de São Paulo com publicidade para 2010, segundo o editorial da Folha de São Paulo, está estimado em R$ 204 milhões. O governador de lá é o tucano José Serra, pré-candidato à presidência da República.

A sabedoria popular costuma dizer que “macaco não olha para o próprio rabo”. No caso em tela, envolvendo o presidenciável do PSDB, “o tucano não olha para o próprio bico”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Marco Wense

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Toda vez que é questionado sobre o segundo turno da sucessão estadual, na hipótese de ficar de fora da disputa pelo Palácio de Ondina, o ministro Geddel Vieira Lima sai pela tangente.

O ministro Geddel (Integração Nacional) tem um prazo limite para tergiversar diante da sua posição em relação ao processo sucessório, mas especificamente no tocante ao segundo round.

Esse prazo encerra na conversa que deverá ter com o presidente Lula assim que se desincompatibilizar do ministério para disputar o cobiçado cargo de governador da Bahia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com sua popularidade lá nas nuvens, vai cobrar uma posição de Geddel diante de um eventual segundo turno com o petista Wagner e o democrata Paulo Souto.

Lula, que não criou nenhum obstáculo para a construção de dois palanques para a presidenciável Dilma Rousseff, vai exigir do ministro uma contrapartida, que é o apoio ao governador Jaques Wagner.

O ministro Geddel, com a desincompatibilização – condição sem a qual não poderá ser candidato –, se quiser indicar o seu substituto no ministério da Integração Nacional, terá que apoiar Wagner na segunda etapa.

Não tem cabimento Geddel indicar o seu sucessor e, depois, junto com ele, apoiar o candidato do DEM, partido que o presidente Lula escolheu como seu principal adversário na eleição de 2010.

O presidente Lula, que não é nenhum “menino” e, nem tão pouco, um “Zé Mané”, não vai aceitar um Geddel escorregadio, titubeante, saindo pela tangente. Um Geddel, digamos, atucanado, em cima do muro.

E o segundo turno, como fica, deve perguntar o presidente Lula a um Geddel que não poderá ser evasivo diante daquele que foi o responsável direto por sua ascensão política.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia

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Carlos Mascarenhas | carlos.consultic@gmail.com

Ilhéus tem hoje um Pólo de Informática que, de acordo com informações do Sinec, produz 15% dos computadores comercializados no Brasil.

Porém, a história da informática na nossa região, na época chamada de “processamento de dados”, começa em 1970, com a instalação de um computador na CEPLAC.

A instalação contou com a participação inicial de quatro ilheenses: Carlos da Silva Mascarenhas, José Alberto Maia, José Dias Santos e Martial Batista Câmara, que foram selecionados e treinados por técnicos da IBM do Brasil. Ainda nesta época, outros ilheenses vieram se juntar à equipe. Foram eles Cecília Tavares, Marcelo Mendonça e Guy Valério.

Modelo de computador usado em 1970 pela Ceplac.
Modelo de computador usado em 1970 pela Ceplac.

Ilustramos este artigo com a foto de um computador IBM /360 modelo 25, mas na verdade o computador instalado na CEPLAC tinha menos recursos que o que aparece na foto, pois não tinha fitas e tinha apenas uma unidade de discos com dois drives.

Veja a seguir a configuração do primeiro Cérebro Eletrônico, como se chamava na época, instalado no interior do Estado da Bahia:

CONFIGURAÇÃO

    • – IBM /360, modelo 25
    • – 24 kbytes de memória
    • – 2 (duas) unidades de disco com 7,5MB cada
    • – 1 leitora/perfuradora de cartões de 80 colunas
    • – 1 impressora de 600 linhas por minuto com 132 caracteres por linha

Pois é, assim começou a história da informática na nossa cidade. E naquela época ninguém poderia imaginar que 40 anos depois teriamos aqui um Pólo de Informática. Apesar das dificuldades que atravessa, o pólo ainda é um grande gerador de empregos e renda.

Com a instalação de um Núcleo Softex ao seu lado, luta que deve ser encampada pelos nossos políticos, com algumas mudanças na legislação, com um aeroporto alfandegado e com um maior apoio do Governo do Estado, poderá vir a se  consolidar e ter uma importância ainda maior na nossa economia.

Carlos Mascarenhas é especialista em Tecnologia da Informação e mantém o blog da Consultic

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Valmir Assunção

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A construção da paz começa no coração das pessoas, é uma conquista coletiva. Esta foi uma das últimas mensagens da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns Neumann, proferidas no Haiti, no dia 12 de janeiro deste ano, antes do desastroso terremoto que matou cerca de 100 mil civis, inclusive a missionária. Ela deixará muitas saudades e um vazio enorme na luta por um mundo melhor para as crianças e adolescentes de todo o planeta que estão em situação vulnerável.

Retomando o sentido das palavras de Arns e da história da diáspora negra, que faz parte da origem do Haiti e do Brasil, principalmente da origem da Bahia, afirmo que, nós, baianos, temos de abraçar a luta do povo haitiano para minimizar as consequências desse desastre, como se fosse a nossa própria luta.

Estive no Haiti em 2005, numa missão internacional, na qual também participaram a atriz Lucélia Santos e diversos parlamentares e lideranças da América do Sul. Por mais de 15 dias, participei de encontros com lideranças da sociedade civil e do governo daquele país. Nesse tempo, pude ver de perto a pobreza e a miséria em que as pessoas vivem lá.

O Haiti foi um país que viveu muitos anos na ditadura, apesar de ter sido o primeiro a se tornar independente entre todos os outros da América Latina. Guarda, no entanto, de forma muito mais devastadora que o Brasil, as consequências do colonialismo e do imperialismo, como a condição de país mais pobre do continente.

Mais do que nunca, com os novos ventos que sopram na América Latina, é que nós, latino-americanos, temos que nos ajudar, temos que erguer os que estão mais abatidos. Por isso, nesse momento de tragédia no Haiti, é importante que cada um de nós, baianos, se torne solidário com esse povo.

E nenhum segmento, senão o movimento negro do nosso Estado, seria mais importante para liderar uma campanha de solidariedade ao povo haitiano. O que o governo Lula está fazendo são iniciativas importantes, mas nós, enquanto baianos, identificados com aquele povo, devemos também fazer nossa parte. Todas as religiões, todos os meios de comunicação, todas as forças políticas podem transformar isso numa mobilização do povo baiano.

Seria profundamente legítimo, por exemplo, que o carnaval de Salvador fosse o “Carnaval de Solidariedade ao Povo do Haiti”. Que os meios de comunicação incorporem essa campanha como uma tarefa importante da disseminação da solidariedade através da informação. Isso iria contribuir para a arrecadação de recursos e alimentação não perecível: um gesto que pode ser multiplicado em todo o Brasil.

Não basta ficarmos chocados com a tragédia, devemos agir, ajudar. Porque, como frutos da diáspora negra, o povo baiano tem uma co-responsabilidade social para com o povo haitiano.

Valmir Assunção é secretário de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza da Bahia e deputado estadual licenciado.

A construção da paz começa no coração das pessoas, é uma conquista coletiva. Esta foi uma das últimas mensagens da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns Neumann, proferidas no Haiti, no dia 12 de janeiro deste ano, antes do desastroso terremoto que matou cerca de 100 mil civis, inclusive a missionária. Ela deixará muitas saudades e um vazio enorme na luta por um mundo melhor para as crianças e adolescentes de todo o planeta que estão em situação vulnerável.

Retomando o sentido das palavras de Arns e da história da diáspora negra, que faz parte da origem do Haiti e do Brasil, principalmente da origem da Bahia, afirmo que, nós, baianos, temos de abraçar a luta do povo haitiano para minimizar as consequências desse desastre, como se fosse a nossa própria luta.

Estive no Haiti em 2005, numa missão internacional, na qual também participaram a atriz Lucélia Santos e diversos parlamentares e lideranças da América do Sul. Por mais de 15 dias, participei de encontros com lideranças da sociedade civil e do governo daquele país. Nesse tempo, pude ver de perto a pobreza e a miséria em que as pessoas vivem lá. O Haiti foi um país que viveu muitos anos na ditadura, apesar de ter sido o primeiro a se tornar independente entre todos os outros da América Latina. Guarda, no entanto, de forma muito mais devastadora que o Brasil, as consequências do colonialismo e do imperialismo, como a condição de país mais pobre do continente.

Mais do que nunca, com os novos ventos que sopram na América Latina, é que nós, latino-americanos, temos que nos ajudar, temos que erguer os que estão mais abatidos. Por isso, nesse momento de tragédia no Haiti, é importante que cada um de nós, baianos, se torne solidário com esse povo.

E nenhum segmento, senão o movimento negro do nosso Estado, seria mais importante para liderar uma campanha de solidariedade ao povo haitiano. O que o governo Lula está fazendo são iniciativas importantes, mas nós, enquanto baianos, identificados com aquele povo, devemos também fazer nossa parte. Todas as religiões, todos os meios de comunicação, todas as forças políticas podem transformar isso numa mobilização do povo baiano.

Seria profundamente legítimo, por exemplo, que o carnaval de Salvador fosse o “Carnaval de Solidariedade ao Povo do Haiti”. Que os meios de comunicação incorporem essa campanha como uma tarefa importante da disseminação da solidariedade através da informação. Isso iria contribuir para a arrecadação de recursos e alimentação não perecível: um gesto que pode ser multiplicado em todo o Brasil. Não basta ficarmos chocados com a tragédia, devemos agir, ajudar. Porque, como frutos da diáspora negra, o povo baiano tem uma co-responsabilidade social para com o povo haitiano.

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Marco Wense

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O deputado Geraldo Simões, vice-líder do PT na Câmara Federal, compõe a ala da legenda que não concorda com a presença de dois “ex-carlistas” na chapa encabeçada pelo governador Jaques Wagner.

“Posso até concordar com um”, diz o ex-prefeito de Itabuna, se referindo ao conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Otto Alencar, pré-candidato ao Senado da República.

“Dois, não”. Como são duas vagas, o “não” do parlamentar tem nome: é o ex-governador da Bahia, César Borges, aquele da “água e óleo não se misturam”, numa alusão ao PT e ao então PFL.

O governador Jaques Wagner não descarta a possibilidade do PT ficar fora da disputa pelo Senado. De olho em uma vitória logo no primeiro turno, Wagner defende uma composição com os ex-governadores.

Pois é. Vem aí mais um imbróglio ou, então, se alguém assim preferir, mais um grande abacaxi para o bom governador descascar.

BEATLES

De George Harrison, o mais espiritualista dos Beatles: “Você pode ter tudo na vida. Nós somos os Beatles, não somos? Podemos ter tudo o que o dinheiro pode comprar. E toda a fama com que poderíamos sonhar. E daí? Não é amor. Não é saúde”.

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Marco Wense

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O Partido dos Trabalhadores de Ilhéus, quando comparado com o de Itabuna, presidido pela diretora da Direc-7, Miralva Moutinho, ex-filiada ao Partido Comunista do Brasil, é extremamente complicado.

A indecisão da legenda diante dos fatos políticos é uma constante. Essa instabilidade gera insegurança. Surge no imaginário do eleitor-cidadão-contribuinte uma espécie de “medo do petismo”.

Na trilha desse injustificado medo, vem a seguinte pergunta: o PT de Ilhéus, caso saia vitorioso na sucessão de 2012, está preparado para assumir o comando do Centro Administrativo?

Participando da administração Newton Lima (PSB), o PT tem a oportunidade de mostrar para o povo de Ilhéus que tem condições de governar a mais bela princesa do sul da Bahia.

O PT de Ilhéus, que vai ficar na frente de duas importantes secretarias – a da Saúde e de Planejamento –, não pode falhar, sob pena de enterrar de vez o legítimo sonho da conquista do cobiçado Palácio Paranaguá.

SUCESSÃO 2012

O PT de Ilhéus justifica a composição política com o prefeito Newton Lima com o argumento de que a neo-aliança é indispensável para o governador Jaques Wagner, que busca o segundo mandato (via reeleição).

Não é bem assim. Os petistas estão com os olhos voltados para o processo sucessório municipal. E mais: só aceitaram essa aliança porque o prefeito Newton Lima está legalmente impedido de disputar mais um mandato.

O prefeito Newton Lima, com a entrada do PT na administração, assume a condição de franco atirador. Se tudo ocorrer bem, parabéns para o chefe do Executivo. Do contrário, divide o ônus com os “companheiros”.

O PT tem que ser parceiro até o último minuto da administração. Não pode é usufruir das benesses inerentes ao poder e, depois, sair de fininho alegando que a tal da “herança maldita” foi um entrave. Uma treva.

O PT, agora, é governo, é situação. Sai da cômoda posição de oposição, da crítica pela crítica, sem apontar soluções, para a de co-responsável pelo sucesso ou não do governo Newton Lima.

O PT, agora, tem telhado de vidro.

JABES

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O ex-prefeito Jabes Ribeiro, candidatíssimo à Assembleia Legislativa do Estado, com a aliança do PT com o governo municipal, passa a ser a maior liderança de oposição ao prefeito Newton Lima (PSB).

Os petistas torcem para que Jabes saia derrotado na eleição para o Parlamento estadual. A contrapartida do jabismo é que o PT seja um fiasco no governo Newton Lima.

Petistas e jabistas não podem ser protagonistas da nefasta política do quanto pior, melhor. Vamos torcer para que o PT tenha um bom desempenho na administração municipal e Jabes se eleja deputado estadual.

PS – Para Cosme Araújo, ex-vereador de Ilhéus, a aliança do PT com o prefeito Newton Lima é vapt-vupt. “Não dura mais do que seis meses”, diz o advogado.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Daniel Thame | www.danielthame.blogspot.com

O Haiti, que ocupa metade da ilha de Hispaniola, no paradisíaco mar do Caribe, nasceu como nação há cerca de 200 anos, destinada a ser um exemplo para o mundo.

Uma república forjada na luta de escravos libertos, num tempo em que a escravidão, aberta ou disfarçada, ainda era regra no continente e que outras ilhas e ilhotas ao seu redor ainda penavam como colônias dos países da Europa, antes de serem submetidas a ditaduras brutais.

Dona Zilda Arns, uma catarinense de fala suave e de gestos comedidos, criada na parte rica do Brasil desigual, nasceu para servir, para ser a estrada que pavimenta o acesso de milhares, talvez milhões, de pessoas à inclusão social.

Uma mulher assentada na fé católica, mas que entendeu que a fé necessita estar aliada à ação para quem pretende fazer valer a mensagem de Deus. E que, lançadas as bases da Pastoral da Criança, desenvolveu um trabalho que atingiu todas as partes do Brasil e foi adotado em outros países do mundo.

E é aí que ocorre o imponderável, o momento em que as histórias de dona Zilda Arns e do Haiti se encontram, para se unir em laços que o destino, numa de suas muitas trapaças, tornariam eternos.

O destino glorioso do Haiti trombou com fenômenos naturais como furações, vendavais e terremotos, que aliados a uma ditadura brutal e corrupta transformaram aquela parte da Hispaniola num dos países mais paupérrimos do mundo.

Um país em que, todos os anos, milhares de recém-nascidos e de crianças morrem de desnutrição, na fome endêmica e na ausência de serviços básicos como saúde e saneamento, que compõem um quadro de miséria apocalíptica.

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O espírito de solidariedade de dona Zilda Arns a empurrou de encontro ao Haiti, para onde seguiu disposta a implantar ações de combate à desnutrição.

Ela foi salvar vidas, porque a essência de Deus não está necessariamente na conquista de um hipotético reino dos céus, mas na preservação dessa dádiva maravilhosa que é a vida humana.

No momento em que as mãos desse anjo-humano chamado dona Zilda tocavam as crianças haitianas com o poder de oferecer-lhes um futuro, um terremoto destruiu o presente, o futuro e tudo o que encontrou pela frente, reduzindo o Haiti a escombros.

Levou também dona Zilda Arns. Se fosse possível celebrar a morte de quem tanto zelou pela vida, diríamos que ela morreu como morrem os que passam pela vida como protagonistas e não como meros expectadores: cumprindo sua missão, buscando a transformação através do trabalho voluntário e desprendido de vaidades.

O encontro, que se revelou trágico, da história de dona Zilda com a história do Haiti, talvez não seja obra do acaso.

É muito mais provável que seja um sinal.

O sinal de que, inspirados em seu exemplo, homens e mulheres de todo o planeta se unam num imenso abraço de solidariedade.

Agora, para salvar e reconstruir o Haiti.

Depois e sempre para livrar o mundo dos diversos haitis que existem espalhados pelo planeta.

Morta no Haiti, dona Zilda vive.

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Daniel Thame é jornalista e blogueiro

Tempo de leitura: 4 minutos
Gostaria de escrever o primeiro texto do ano de 2010 sobre esse povo fantástico que é o brasileiro e sua classe política, tão honesta e imaculada.
Para falar de hoje, no entanto, vamos nos reportar aos anos de 1958 a 1963 e 1966 a 1969. O que aconteceu durante esses períodos? Foram as épocas em que atuaram por aqui dois diplomatas ingleses, que deixaram escritas suas impressões sobre o Brasil, as quais transcreverei para uma reflexão.
O primeiro, sir G. A. Wallinger, embaixador no Rio de Janeiro, deixou treze páginas em 1963 sobre o nosso país, quando da sua despedida, uma praxe entre os diplomatas ingleses chamada de valedictory despach – uma espécie de carta livre extra-oficial. Em alguns trechos podem ser lidos:
“Um aspecto a salientar é que todo governo no Brasil ainda é intensamente “personalista”. Os três presidentes a que me refiro são chamados, simplesmente, de Juscelino, Jânio e Jango. O tamanho do poder em mãos de um presidente brasileiro é relativamente maior do que o poder do presidente dos Estados Unidos, visto que, desde os tempos de Getúlio Vargas, o Congresso nunca conseguiu se contrapor a ele… Embora o presidente dependa do Congresso para a aprovação de leis, a influência do Poder Legislativo na condução da política está viciada pela natureza primitiva da organização dos partidos políticos. Os partidos, apesar das implicações ideológicas de suas denominações, são essencialmente clubes políticos, criados para prover máquinas eleitorais a seus membros; estes, por sua vez, são homens que optaram pela atraente, lucrativa e “suja” carreira política; são frequentemente desprovidos de qualquer compromisso social ou ideológico, ou do sentido de servir à nação. Como conseqüência, a lealdade partidária é subordinada ao interesse próprio”.
Um achado político extraordinário e que mostra, desde lá, os vícios que se perpetuam no poder e que não fazemos, nós, população, nada para contrariar.
O outro embaixador, sir John Writhesley Russell, na sua despedida, não deixou por menos. Em 1969, elaborou seu último despacho oficial elencando a riqueza do país e, no item 10, pergunta: “Por que, então, o Brasil não é um país rico e próspero?” Na resposta, Russell coloca:
“O estado da Guanabara tem mais funcionários públicos do que Nova York; a Petrobras, só em São Paulo, emprega um número maior de químicos do que a Shell no mundo inteiro; pode-se comprar qualquer coisa – de uma carteira de habilitação a um juiz do Supremo Tribunal Federal; o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro ganha 500 cruzeiros mensais, enquanto os aluguéis são três vezes mais altos do que em Londres e os hotéis da cidade estão entre os mais caros do mundo (e entre os de pior atendimento); o país tem apenas 18 mil milhas de estradas asfaltadas e em 1968 os brasileiros mataram 10 mil pessoas nas estradas – mais do que o total de soldados americanos mortos no Vietnã no mesmo ano. Como já escreveu Peter Fleming, ‘o Brasil é um subcontinente com um autocontrole imperfeito’”.
Ano novo, vida nova? Renovação em todo final e começo de ano? Festas de boas-vindas ao ano bom que se inicia? Nada disso parece ser efetivamente feito no Brasil, desde longas datas.
Por isso, ao comemorar as festas nesse ano que se encerra e neste ano que começa, pense na conjuntura político-cultural em que estamos vivendo, construindo e perpetuando para as gerações vindouras. Só depois, deposite os seus votos na urna da esperança que realmente renova!

Gustavo Atallah Haun | g_a_haun@hotmail.com

Gostaria de escrever o primeiro texto do ano de 2010 sobre esse povo fantástico que é o brasileiro e sua classe política, tão honesta e imaculada.

Para falar de hoje, no entanto, vamos nos reportar aos anos de 1958 a 1963 e 1966 a 1969. O que aconteceu durante esses períodos? Foram as épocas em que atuaram por aqui dois diplomatas ingleses, que deixaram escritas suas impressões sobre o Brasil, as quais transcreverei para uma reflexão.

O primeiro, sir G. A. Wallinger, embaixador no Rio de Janeiro, deixou treze páginas em 1963 sobre o nosso país, quando da sua despedida, uma praxe entre os diplomatas ingleses chamada de valedictory despach – uma espécie de carta livre extra-oficial. Em alguns trechos podem ser lidos:

“Um aspecto a salientar é que todo governo no Brasil ainda é intensamente “personalista”. Os três presidentes a que me refiro são chamados, simplesmente, de Juscelino, Jânio e Jango. O tamanho do poder em mãos de um presidente brasileiro é relativamente maior do que o poder do presidente dos Estados Unidos, visto que, desde os tempos de Getúlio Vargas, o Congresso nunca conseguiu se contrapor a ele… Embora o presidente dependa do Congresso para a aprovação de leis, a influência do Poder Legislativo na condução da política está viciada pela natureza primitiva da organização dos partidos políticos. Os partidos, apesar das implicações ideológicas de suas denominações, são essencialmente clubes políticos, criados para prover máquinas eleitorais a seus membros; estes, por sua vez, são homens que optaram pela atraente, lucrativa e “suja” carreira política; são frequentemente desprovidos de qualquer compromisso social ou ideológico, ou do sentido de servir à nação. Como conseqüência, a lealdade partidária é subordinada ao interesse próprio”.

Um achado político extraordinário e que mostra, desde lá, os vícios que se perpetuam no poder e que não fazemos, nós, população, nada para contrariar.

O outro embaixador, sir John Writhesley Russell, na sua despedida, não deixou por menos. Em 1969, elaborou seu último despacho oficial elencando a riqueza do país e, no item 10, pergunta: “Por que, então, o Brasil não é um país rico e próspero?” Na resposta, Russell coloca:

“O estado da Guanabara tem mais funcionários públicos do que Nova York; a Petrobras, só em São Paulo, emprega um número maior de químicos do que a Shell no mundo inteiro; pode-se comprar qualquer coisa – de uma carteira de habilitação a um juiz do Supremo Tribunal Federal; o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro ganha 500 cruzeiros mensais, enquanto os aluguéis são três vezes mais altos do que em Londres e os hotéis da cidade estão entre os mais caros do mundo (e entre os de pior atendimento); o país tem apenas 18 mil milhas de estradas asfaltadas e em 1968 os brasileiros mataram 10 mil pessoas nas estradas – mais do que o total de soldados americanos mortos no Vietnã no mesmo ano. Como já escreveu Peter Fleming, ‘o Brasil é um subcontinente com um autocontrole imperfeito’”.

Ano novo, vida nova? Renovação em todo final e começo de ano? Festas de boas-vindas ao ano bom que se inicia? Nada disso parece ser efetivamente feito no Brasil, desde longas datas.

Por isso, ao comemorar as festas nesse ano que se encerra e neste ano que começa, pense na conjuntura político-cultural em que estamos vivendo, construindo e perpetuando para as gerações vindouras. Só depois, deposite os seus votos na urna da esperança que realmente renova!

Gustavo Atallah Haun é professor

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Marco Wense

Lúcio ao lado de Geddel: calou a boca.
Lúcio ao lado de Geddel: um silêncio estranho.

O presidente estadual do PMDB, o polêmico e irreverente Lúcio Vieira Lima, irmão do ministro Geddel, na defesa do partido e dos peemedebistas, não deixa pedra sobre pedra.

No entanto, para a surpresa de todos, principalmente dos correligionários mais próximos, Lúcio optou pelo inesperado silêncio em relação ao artigo de Antonio Imbassahy (Jornal A Tarde, edição de 31-12-2009).

Antes de publicar alguns trechos, é bom lembrar que Imbassahy é o presidente estadual do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). O alvo é o prefeito de Salvador, o peemedebista João Henrique.

“É o retrato de uma administração marcada pela permissividade e ação midiática nocivas à vida da cidade”.
“A falta de planejamento e a imensa quantidade de promessas não-cumpridas, ainda presentes na memória de muitos, irritam os cidadãos”.

“Da bandeira do combate aos impostos prevaleceu a impostura! Tudo isso revela oportunismo e enganação, e leva ao descrédito e quebra de confiança da população junto à autoridade municipal”.

Comparando o seu governo – Imbassahy foi prefeito de Salvador – com o de João Henrique: “Salvador era bem-cuidada, com a autoestima da sua gente elevada, o que nos permitia seguidas avaliações positivas em várias pesquisas de opinião”.

E mais: “A administração da capital é, entre as avaliadas, a pior do país, algo que envergonha a nossa cidade”. E finaliza: “Em 2010, melhor sorte para a nossa amada Salvador”.

Pois é. O Lúcio, aquele Lúcio que não leva desaforo para casa, o Lúcio sem papas na língua, que chamou a então candidata Juçara Feitosa (PT) de “farofeira”, não disse nada. Ficou calado.

O comandante-mor do peemedebismo não quer nenhum tipo de atrito com os democratas e tucanos. Como acredita em uma disputa de Geddel com Wagner no segundo turno, espera o apoio do DEM e do PSDB.

E o prefeito João Henrique, que é a segunda maior liderança do PMDB da Bahia, que foi o alvo principal das bicadas de Imbassahy, vai ficar calado?

Quem cala, consente. Diz a sabedoria popular, infinitamente com mais crédito do que a “sabedoria dos políticos”, quase sempre voltada para a malversação do dinheiro público.

DEMOCRACIA

Se depender da família Carneiro, o pré-candidato Paulo Souto, do Partido Democratas (DEM), não retorna ao Palácio de Ondina, sem dúvida a morada mais disputada e cobiçada da Bahia.

O senador João Durval (PDT) e o prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB), são eleitores do ministro Geddel. O deputado Sérgio Carneiro (PT) e Luiz Alberto (PSB) vão votar na reeleição do governador Jaques Wagner.

O papai João Durval segue a orientação política do prefeito João Henrique. O voto de Yeda Barradas, a simpática mamãe, é uma grande dúvida. Na opinião da modesta coluna, esse enigmático voto é para Jaques Wagner.

Sem nenhum tipo de pressão e constrangimento, João Henrique, Sérgio Carneiro e Luiz Alberto procuram o seu próprio caminho. Além de filhos de João e Yeda, são também da democracia.

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Marco Wense

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A relação entre a Câmara de Vereadores e o prefeito, aí simbolizando os poderes Legislativo e Executivo, tem que ser assentada no respeito mútuo, na harmonia e imprescindível independência.

Quando os poderes começam a desprezar os elementares ensinamentos de uma boa convivência democrática, enveredando-se para a política do toma-lá-dá-cá, acende-se o sinal vermelho.

No frigir dos ovos, como sempre acontece, termina o eleitor-cidadão-contribuinte pagando um alto preço pela irresponsabilidade e a insensatez dos senhores homens públicos.

O mínimo que se pede ao prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, e ao vereador Clóvis Loiola, presidente do Parlamento municipal, é a compreensão de que o diálogo, o bom senso e a civilidade são ingredientes indispensáveis no relacionamento entre os poderes.

Que o ano de 2010 ilumine a consciência e o juízo dos políticos. Que seja um ano de política e não de politicagem.

PESQUISA

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Uma pesquisa para deputado federal, na vizinha e irmã cidade de Ilhéus, realizada entre os dias 15 e 16 de dezembro de 2009, foi publicada pelo conceituado blog do Gusmão.

A surpresa ficou por conta de ACM Neto, que ficou na primeira colocação com 16,8%. “Para ele que não tem nenhum vínculo com a cidade, nenhum serviço prestado, realmente é uma surpresa”, diz o blog.

A votação de ACM Neto é a prova inconteste de que o carlismo está vivo. É uma forma de homenagear o ex-senador Antonio Carlos Magalhães através do voto. Não tem outra explicação.

Raimundo Veloso (PMDB) vem logo atrás com 14%. O ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões (PT), é o terceiro colocado com 10,9%. Veloso e Simões são fortíssimos candidatos (reeleição).

O ex-presidente estadual do PT, Josias Gomes, aparece com apenas 0,6%. Uma lamentável surpresa, já que algumas lideranças do petismo de Ilhéus esperavam um resultado melhor, perto de cinco pontos percentuais.

ACM Neto na frente de Raimundo Veloso, como diz o ditado popular, é de “lascar o cano”. Raimundo Veloso é o mais legítimo e autêntico representante do povo de Ilhéus.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Daniel Thame

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Ian Stafford é prefeito de Preesall, uma insossa cidadezinha no interior da Inglaterra.

Ou melhor, era.

Ele renunciou ao cargo depois que foi flagrado cometendo uma irregularidade. A população não perdoou aquilo que considerou má conduta do administrador que elegeu para zelar pela cidade.

E lá se foi o mandato de Ian Stafford.

Seu crime?

Roubar calcinhas.

Por fetiche ou por algum, digamos, desvio freudiano, o fato é que as câmeras que tudo vigiam, flagraram Ian, primeiro numa loja, depois numa casa, surrupiando as calcinhas de suas recatadas  cidadãs.

Pego com as calças, perdão, as calcinhas, na mão, Ian Stafford ficou sem o cargo, eventuais mordomias e voltou à sua antiga profissão de jardineiro, que lá na Inglaterra tem até certo status, mas nada que chegue perto da nobre função de prefeito.

E ainda teve que devolver as calcinhas às suas legítimas donas.

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José Roberto Arruda é governador de Brasília, a capital do Brasil, centro do poder político do país.

E tudo indica que continuará sendo

Ele não renunciou ao cargo, mesmo flagrado pelas câmeras cometendo aquilo que por aqui se chamada popularmente de gatunagem.

Arruda foi filmado, com uma qualidade de imagem que não deixa margem para interpretações dúbias, recebendo maços de dinheiro de um assessor que operava um generoso esquema de propinas em seu governo.

Teve a preocupação de sair com o dinheiro sem ser notado e para isso recorreu a uma proverbial sacola, dessas que gente honesta usa para fazer compras e alguns políticos usam para levar dinheiro roubado dos cofres públicos.

Se Arruda recorreu às sacolas, seus auxiliares, igualmente flagrados recebendo propinas, recorreram às cuecas para esconder o dinheiro, prática que nos últimos anos tornou-se padrão no Brasil, elevando a produção de modelos tamanho GG.

Com notória cara de pau, Arruda disse que o dinheiro da sacola era para compra de panetones para distribuir aos pobres no Natal. Rendeu muitas piadas, mas punição que é bom, nada.

E, por fim, mantido no cargo, Arruda passou ainda mais óleo de peroba na cara de pau, ao dizer que perdoava seus detratores e que pedia perdão por seus erros.

Como se, em vez de surrupiar recursos oriundos Deus e os corruptos sabem lá de onde, tivesse atravessado um sinal vermelho, deixado de ajudar uma velhinha a atravessar a rua ou roubado (ops) o pirulito de uma criança.

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De Ian Stafford, pode se dizer que deu o azar de ter nascido num país onde roubar calcinhas é crime, seja ele um jardineiro ou um prefeito.

De José Roberto Arruda, pode se  dizer que deu a sorte de ter nascido num país onde roubar é ou não é crime, a depender do status de quem rouba.

Pensando bem, nessa coisa de calcinhas e de cuecas, há que se inverter o espírito da coisa.

Sorte tem os ingleses e azar temos nós, brasileiros.

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Daniel Thame é jornalista e blogueiro

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Ricky Mascarenhas | http://blogdoricky.blogspot.com

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É triste. Não me interessa se é assim em todo lugar, o que importa é que estou falando da minha cidade, Itabuna, no interior da Bahia.

Com problemas de saúde, com muito custo consegui um atendimento médico, que por sinal fui muito bem atendido pelo Dr. Luís Duarte. Ele me passou alguns exames, entre eles um de Raio X e um eletrocardiograma.

Depois de rodar pra lá, rodar pra cá, ir em posto, esperar alguns dias, fui informado que teria que fazer um no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães e outro na Policlínica (não sei porque não foram os dois no mesmo lugar, já que ambos fazem os 2 exames).

Consegui marcar o Raio X para o dia 17 de dezembro, porém o da Policlínica não consegui marcar, pois alegaram  problemas técnicos e pediram pra retornar na outra semana.

Fiz o Raio X no dia marcado, e fui informado que só poderia pegar o resultado no dia 06 de janeiro (hoje).

Após uma semana que fiz o Raio X (dia 17.12) consegui marcar o eletro pro dia 08.01, portanto ainda vou fazê-lo.

Qual não foi a minha surpresa quando cheguei hoje ao Hospital de Base para pegar meu resultado do Raio X e sou informado que o exame talvez esteja pronto semana que vem, pois todos os médicos estão de férias.

Como pode uma coisa dessas? Que Referência em saúde nós somos? Quer dizer que não tem nenhum médico capaz de assinar um simples exame de Raio X? E se necessitasse de uma cirurgia, uma intervenção, algo parecido, como seria? Será que o eletrocardiograma que ainda vou fazer vai demorar tanto assim também?

Deixo aqui, o meu descontentamento, a minha revolta, e a minha tristeza.

Tomem alguma providência, imediatamente.

Ricky Mascarenhas é blogueiro