Fiocruz divulga nota técnica em defesa da vacinação infantil
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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou hoje (28) nota técnica em que defende a importância de vacinar crianças de 5 a 11 anos contra covid-19. A Fiocruz avaliou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou uma análise técnica rigorosa para autorizar a aplicação dos imunizantes em crianças dessa faixa etária e que a vacinação infantil já foi iniciada em outros países, sendo ferramenta fundamental no controle da pandemia.
“Ainda que em proporções de agravamento e óbitos inferiores aos visualizados em adultos, as crianças também adoecem por covid-19, são veículos de transmissão do vírus e podem desenvolver formas graves e até evoluírem para o óbito”, diz a Fiocruz, que acrescenta que eventos adversos pós vacinação têm se mostrado raros e menos frequentes que as complicações e óbitos causados pela covid-19.
Os pesquisadores da fundação elencam que a vacinação de crianças vai reduzir formas graves e óbitos pela covid-19 nessa faixa etária, além colaborar potencialmente na redução das transmissões e ser uma das mais importantes estratégias para o retorno e manutenção segura das atividades escolares presenciais. A Fiocruz argumenta que a vacinação de crianças é uma “alternativa robusta” para garantir a continuidade do ensino presencial, o que permite a identificação e cuidado de alunos com diferentes vulnerabilidades, muitas acentuadas pela pandemia.
Segundo Tereza Paim, exigência de receita médica para vacina é descabida
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A secretária da Saúde da Bahia, Tereza Paim, informou nesta sexta-feira (24) que o estado não exigirá prescrição médica para vacinar crianças de 5 a 11 anos contra covid-19. Endossada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), a decisão contraria recomendação do Ministério da Saúde.
Para Tereza Paim, a recomendação do governo federal é descabida, pois a segurança da vacina da Pfizer foi atestada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Além disso, o imunizante já foi aplicado em mais de 7 milhões de crianças no mundo.
“Não podemos exigir que, neste momento, com tantos agravos da saúde, em meio a uma pandemia, a surtos de H3N2, enchentes em algumas regiões do Brasil, incluindo a nossa Bahia, crianças não possam ter acesso ao imunobiológico”, argumentou a secretária.
O governo federal, responsável pela compra das vacinas do Programa Nacional de Imunizações, ainda não adquiriu os imunizantes infantis, que têm formulação específica para o público de 5 a 11 anos. A Bahia tem 1,3 milhão de crianças nessa faixa etária.
Governador bateu martelo na tarde desta quinta-feira (23): "A decisão está tomada"
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O governador Rui Costa (PT) anunciou que a Bahia não terá Carnaval em fevereiro de 2022. O estado tem 2,4 milhões de pessoas que ainda não completaram o ciclo vacinal contra a covid-19. “Além disso, estamos lidando com uma epidemia de gripe, que tem sobrecarregado o sistema de saúde”, acrescentou o petista, em mensagem publicada na tarde desta quinta-feira (23) numa rede social.
No entanto, Rui não descarta a possibilidade de discutir formato alternativo para a folia. “Precisamos ter responsabilidade com a saúde e a vida das pessoas. Realizar o Carnaval no modelo tradicional, como uma festa em larga escala, se mostra inviável. Mais pra frente, avaliaremos o que pode ser feito e em que condições”, escreveu.
Ele também informou que vai conversar com os gestores municipais para avaliar alguma forma de apoio às pessoas que tiram seu sustento da festa. “Neste momento, repito o meu apelo de sempre, que vale tanto para o #coronavírus quanto para o vírus da gripe: use máscara e vacine-se!”, concluiu.
Veja posições de Ilhéus e Itabuna no ranking estadual da corrida contra o vírus
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Levantamento do PIMENTA mostra o percentual de uso das doses de reforço de vacina contra covid-19 enviadas aos dez municípios mais populosos da Bahia. Os dados são do painel de acompanhamento da cobertura vacinal da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e foram atualizados às 16h desta quarta-feira (22). Confira.
Barreiras, no oeste da Bahia, recebeu 13.404 doses para reforçar a imunização contra o coronavírus e aplicou 10.703 ou 79,8% delas, tendo o maior percentual dos dez municípios mais populosos do estado.
Feira de Santana tem o segundo melhor aproveitamento, com 68.868 doses recebidas e 49.920 (72,5%) aplicadas. Salvador ocupa o terceiro lugar. A capital baiana aplicou 399.441 (69,1%) das 578.868 doses de reforço a que teve acesso.
Itabuna aparece na quarta posição. A cidade do sul da Bahia utilizou 48% ou 14.031 das 29.225 das doses que recebeu. O quinto lugar é de Vitória da Conquista, com 18.084 vacinas de reforço aplicadas, o equivalente a 38,3% do total recebido pelo município (47.174).
Lauro de Freitas está na sexta posição. O município da Região Metropolitana de Salvador aplicou 12.648 (34,9%) das 36.246 doses recebidas. O sétimo lugar é de Ilhéus, que usou 6.102 (29,7%) das 20.525 doses enviadas à cidade.
Com a aplicação de 10.712 (23%) das 44.876 doses recebidas, Camaçari ocupa o oitavo lugar do ranking. A penúltima posição é de Teixeira de Freitas, que recebeu 12.642 doses e utilizou 2.474 (19,6%).
Juazeiro, no norte do estado, amarga a décima e última posição da lista, pois utilizou apenas 3.248 (11,4%) das 28.401 doses recebidas.
Nota técnica do Ministério da Saúde prevê quarta dose de vacina para público específico
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Nesta segunda-feira (20), o Ministério da Saúde divulgou nota técnica que indica a quarta dose da vacina contra a covid-19 para imunossuprimidos que tomaram a dose de reforço há quatro meses.
A medida vale para pessoas com imunodeficiência primária grave, HIV ou aids, em quimioterapia contra câncer, transplantados e em hemodiálise, além de outras doenças e condições clínicas.
VACINA PARA CRIANÇAS DE 5 A 11 ANOS
O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, havia estabelecido prazo de 48h, na última sexta-feira (17), para que o governo federal apresentasse o plano de vacinação de crianças de 5 a 11 contra a covid-19. Hoje (20), a pedido da Advocacia Geral da União, ele estendeu o prazo até o dia 5 de janeiro.
Anvisa aprova uso da vacina contra covid-19 para crianças || Foto Geovana Albuquerque/Agência DF
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina produzida pelo consórcio Pfizer-BioNTech, a Comirnaty, contra a covid-19 em crianças com idade de 5 a 11 anos.
A aprovação foi anunciada hoje (16), após avaliação técnica da agência, sobre o pedido apresentado em novembro, indicando o uso da vacina para este público.
O gerente lembrou que as análises contaram com a participação de diversos especialistas tanto da Anvisa como de outras entidades. “Verificamos segurança e tolerabilidade, em uma primeira fase. Nela foram aplicadas doses diferentes. Com base no resultado, chegamos à conclusão de que deveriam ser aplicadas 10 microgramas, quantidade inferior à aplicada em adultos”, disse.
Ele acrescentou que, na comparação entre crianças de 5 a 11 com pessoas de 16 a 25 anos [considerando as doses correspondentes a cada grupo], foi identificada a presença de anticorpos nas crianças.
“Observamos desempenho satisfatório da vacina também contra a variante Delta”, ressaltou. “E não há relato de nenhum evento adverso sério, de preocupação ou relato relacionado a casos muito graves ou mortalidade por conta da vacinação. Esse perfil de segurança é muito importante”, completou.
A vacina da Pfizer-BioNTech já havia sido autorizada para aplicação em adolescentes com idade a partir de 12 anos.
Segundo a Anvisa, a dose da vacina para crianças será diferente daquela utilizada para pessoas a partir de 12 anos. Os frascos também terão cores distintas para evitar erros na aplicação.
Representantes de escolas e de sindicatos de professores da Inglaterra descrevem um cenário de caos nas unidades de ensino, à medida que a variante Ômicron se propaga pelo país. Os níveis de ausência estão aumentando, e o governo de Boris Johnson é cobrado a adotar medidas adicionais de proteção das comunidades escolares.
Entre as medidas que os diretores das escolas e os sindicatos de professores reclamam, informa nesta terça-feira (14) a edição online do jornal britânico The Guardian, estão a utilização de máscaras nas salas de aula, regras mais apertadas de isolamento e melhor ventilação dos espaços internos.
Os efeitos da propagação da covid-19, especialmente da variante Ômicron, são sentidos entre populações escolares. Nas regiões mais afetadas, há turmas que estão sendo enviadas para casa, com aulas online, devido ao número de professores doentes ou em isolamento.
Segundo o sindicato NASUWT, em algumas das escolas inglesas, até metade do quadro de professores está ausente por doença ou isolamento. A estrutura sindical defende o adiamento do início do segundo período e a montagem de instalações de testagem da covid-19 nos estabelecimentos escolares, no próximo mês de janeiro.
O jornal cita uma carta do secretário-geral do NASUWT, Patrick Roach, ao secretário da Educação: “Pedimos que evite uma repetição da confusão e do caos que, no ano passado, afetou a confiança parental e do público e minou o árduo trabalho de professores e diretores de escolas em seus preparativos no início de 2021”.
“Um anúncio imediato, por parte do governo, de medidas adicionais para os colégios é, pensamos, essencial antes de a maioria das escolas e colégios fecharem para as férias de Natal”, acrescentou Roach na carta enviada nessa segunda-feira.
O secretário britânico da Educação, Nadhim Zahawi, pediu maior adesão do pessoal escolar às doses de reforço da vacina contra a covid-19, afirmando que, por agora, não vê razões para que se decrete o fechamento generalizado de escolas..Em contraste ao otimismo do titular da Educação, o secretário da Saúde, Sajid Javid, reconheceu que o governo não está em condições de garantir que as escolas permanecerão de portas abertas. O responsável pela Associação Nacional de Diretores Escolares, Paul Whiteman, colocou também a tônica no “realismo”.
“Já há caos em algumas escolas com o impacto da onda de Ômicron. Atrasar a ação até que a vacinação faça efeito pode, na verdade, manter as crianças foras das escolas em longo prazo. O governo deve agir para encontrar soluções de ventilação, protocolos sensatos e eficazes de isolamento e levantar a pressão desnecessária da inspeção e outros fardos burocráticos. Dessa forma podemos concentrar-nos em manter as crianças onde elas devem estar”, advertiu.
Também citado pelo The Guardian, um porta-voz do Departamento de Educação lmbrou que o governo já está adotando medidas “que vão ajudar a lidar com a variante Ômicron, incluindo o pedido aos alunos mais velhos e ao pessoal escolar que utilizem máscaras em áreas comuns e às escolas secundárias, que forneçam testes no início do próximo período”.
MAREMOTO DA ÔMICRON
Na noite de domingo (12), o primeiro-ministro britânico dirigiu-se ao país para pedir à população, a partir dos 18 anos, que tome as doses de reforço da vacina contra a covid-19, diante do que descreveu como a perspectiva de “um maremoto de Ômicron”.
Antes da declaração de Boris Johnson, as autoridades de saúde do Reino Unido elevaram para quatro o alerta da pandemia, perante a propagação da nova cepa.Leia Mais
Confira horários e locais da campanha a partir desta terça-feira (14)
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A Secretaria de Saúde de Itabuna divulgou novo calendário da campanha de vacinação contra a covid-19. As unidades Básicas e de Saúde da Família ofertarão a vacina nesta terça-feira (14), além de quinta (16) e sexta-feira (17), das 8h às 11h e das 13h às 16h.
O imunizante está disponível para maiores de 18 anos, para a aplicação da primeira ou segunda dose. Já o público com idade acima de 49 anos, que tomou a segunda dose há 5 meses ou mais, está apto a receber a terceira dose.
Pessoas que perderam a data de retorno da segunda dose serão atendidas nesta terça (14), das 17h às 20h, na UniFTC. No mesmos horário e local, adolescentes de 12 a 17 anos receberão a segunda dose da Pfizer, desde que tenham recebido a primeira até 15 de outubro.
Conforme a Secretaria, os documentos necessários são RG, CPF ou Cartão do SUS, caderneta de vacinação e comprovante de residência. No caso de trabalhadores da saúde, também é exigida a carteira do conselho profissional ou declaração do empregador ou cartão de vacina com registro da segunda dose.
AÇÃO ITINERANTE
A Secretaria Municipal de Saúde montará postos itinerantes de vacinação na Praça Alice Monteiro, no bairro Santo Antônio, nesta terça-feira (14), com atendimento das 8h às 12h. Na quarta-feira (15), no mesmo horário, será a vez da população da Califórnia.
Também na quarta-feira, das 14h às 18h, a equipe itinerante de vacinação atuará na Praça dos Capuchinhos, no bairro Conceição
Determinação também vale para terceirizados do estado
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Os servidores estaduais devem comprovar imunização contra a covid-19 até esta terça-feira (14), conforme instrução normativa da Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb). A determinação também vale para empregados de empresas que prestam serviço ao governo estadual.
Para comprovar que recebeu a vacina em primeira, segunda dose ou dose única e o reforço, o servidor deve preencher termo de autodeclaração, no Portal RH Bahia, e anexar o comprovante.
Os servidores públicos e militares estaduais, assim como os empregados públicos que, por justa causa, não puderem se submeter à vacinação, deverão anexar, em campo próprio do Portal RH Bahia, relatório médico que ateste as razões impeditivas para o não recebimento da imunização.
MONITORAMENTO
As unidades de Recursos Humanos dos órgãos e entidades do Poder Executivo estadual serão responsáveis pelo monitoramento contínuo do registro das informações vacinais dos servidores. No caso de descumprimento das etapas do cronograma vacinal, servidores deverão ser notificados para que façam o preenchimento da autodeclaração e a anexação do comprovante de imunização, sob pena de afastamento cautelar de suas funções e do respectivo cômputo de falta ao serviço.
Constatada a recusa injustificada do servidor em se submeter à vacinação, deverá ser instaurado processo administrativo disciplinar pela autoridade competente para apuração de responsabilidade. Os servidores que não preencherem a autodeclaração e não anexarem o comprovante da imunização podem ser enquadrados por violação dos deveres contidos nos incisos III e IV do art. 175 da Lei nº 6.677/1994 (civis), ou no inciso IV do art. 51 da Lei nº 7.990/2001 (militares).
TERCEIRIZADOS
As prestadoras de serviços e entidades parceiras também deverão realizar a comprovação da vacinação dos seus colaboradores que prestam serviços ao Estado. A documentação comprobatória deve ser apresentada às diretorias gerais ou órgãos correspondentes.
Ômicro representa risco global muito alto para a saúde, segundo a OMS
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Agência Brasil
A variante Ômicron, do coronavirus, já detectada em mais de 60 países, representa risco global “muito alto”, com evidências de que foge à proteção vacinal, mas os dados clínicos sobre sua gravidade continuam limitados, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A Ômicron está rodeada de incertezas consideráveis. Detectada pela primeira vez no mês passado na África do Sul e em Hong Kong, ela tem mutações que podem levar à maior transmissibilidade e a mais casos de covid-19, informou a OMS em resumo técnico divulgado nesse domingo (12).
“O risco geral relacionado à nova variante de preocupação Ômicron permanece muito alto por uma série de razões”, disse a entidade, reiterando a avaliação inicial que fez da cepa em 29 de novembro.
“E, em segundo lugar, as evidências preliminares sugerem potencial fuga imunológica humoral contra infecções e altas taxas de transmissão, o que poderia levar a novos surtos com graves conseqüências”, acrescentou a organização, referindo-se à potencial capacidade do vírus de escapar da imunidade proporcionada pelos anticorpos.
A OMS citou algumas evidências preliminares de que o número de pessoas sendo reinfectadas com o vírus aumentou na África do Sul.
Embora as descobertas preliminares na África do Sul sugiram que a Ômicron pode ser menos grave que a variante Delta – atualmente dominante em todo o mundo – e todos os casos relatados na região da Europa tenham sido leves ou assintomáticos, ainda não está claro até que ponto a Ômicron pode ser inerentemente menos virulenta, disse a OMS.
“São necessários mais dados para entender o perfil de gravidade. Mesmo que a gravidade seja potencialmente menor do que para a variante Delta, é esperado que as hospitalizações aumentem como resultado do aumento da transmissão. Mais hospitalizações podem representar um fardo para os sistemas de saúde e levar a mais mortes.”
Mais informações sobre a nova variante são esperadas para as próximas semanas, afirmou a OMS.
Novembro mostrou que a vacinação é o melhor caminho para conter a pandemia de Covid-19. O mês registrou o menor número de mortes pela doença desde abril de 2020. Em relação a outubro deste ano, a queda na quantidade de óbitos foi de 38%, segundo o Ministério da Saúde.
A melhora na situação epidemiológica chega depois de o Brasil aplicar mais de 315 milhões de doses de imunizantes. Até o momento, mais de 90% da população vacinável está com ao menos uma dose no braço, o equivalente a quase 160 milhões de pessoas do público-alvo, informa o Ministério da Saúde. Cerca de 80% da população tomaram duas doses da vacina, o que corresponde 139,4 milhões de pessoas.
Os bons números não param por aí: na semana passada, o Brasil registrou a menor média móvel de mortes pelo coronavírus em 2021. A baixa foi de 93% se comparado com o pico da pandemia registrado em abril deste ano.
Ministro Luís Barroso determinou a exigência de comprovante vacinal para entrada no país
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O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o comprovante de vacina para viajante que chega do exterior no Brasil só pode ser dispensado por motivos médicos, caso o viajante venha de país em que comprovadamente não haja vacina disponível ou por razão humanitária excepcional.
Barroso deferiu parcialmente cautelar pedida pelo partido Rede Sustentabilidade na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 913. O ministro pediu que a decisão seja enviada para referendo em uma sessão extraordinária do plenário virtual da Corte.
Na decisão, ele entendeu que há urgência para o tema em razão do aumento de viagens no período que se aproxima e pelo risco de o Brasil se tornar um destino antivacina.
“O ingresso diário de milhares de viajantes no país, a aproximação das festas de fim de ano, de eventos pré-carnaval e do próprio carnaval, aptos a atrair grande quantitativo de turistas, e a ameaça de se promover um turismo antivacina, dada a imprecisão das normas que exigem sua comprovação, configuram inequívoco risco iminente, que autoriza o deferimento da cautelar.”
Na ação, a Rede pediu que o governo federal adotasse medidas recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ingresso no país a fim de conter a disseminação da covid-19.
Depois da ação, o governo editou a Portaria Interministerial 611/2021, que passou a exigir, para o estrangeiro que chegar ao Brasil, o comprovante de vacina ou, alternativamente, quarentena de cinco dias seguida de teste negativo para o vírus antes de ser permitida a circulação em território nacional.
Ao analisar o caso, o ministro lembrou que o Supremo Tribunal Federal tem obrigação constitucional de proteger os direitos fundamentais à vida e à saúde. “Já são mais de 600 mil vidas perdidas e ainda persistem atitudes negacionistas”, completou Barroso. Ele lembrou das diversas decisões já tomadas pelo STF durante a pandemia, como a que estipulou vacinação obrigatória com possibilidade de impor restrições a quem se recusar.
Para o ministro, a portaria interministerial atende em parte as recomendações da Anvisa em relação aos viajantes, mas o texto “apresenta ambiguidades e imprecisões que podem dar ensejo a interpretações divergentes, em detrimento dos direitos constitucionais à vida e à saúde em questão”.
Ele completou que permitir a livre opção entre comprovante de vacina e quarentena seguida de teste “cria situação de absoluto descontrole e de consequente ineficácia da norma”.
Barroso decidiu que a portaria sobre os viajantes que chegam ao Brasil deve ser interpretada nos termos das notas técnicas nºs 112 e 113/2021, expedidas pela Anvisa, e levando em conta que a substituição do comprovante de vacinação pela alternativa da quarentena somente se aplica: 1- aos viajantes considerados não elegíveis para vacinação, de acordo com os critérios médicos vigentes; 2- que sejam provenientes de países em que, comprovadamente, não existia vacinação disponível com amplo alcance; 3-por motivos humanitários excepcionais.
Comprovante de vacinação contra a covid-19 também passa a ser exigido por repartições estaduais
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A partir desta sexta-feira (10), os usuários do transporte intermunicipal da Bahia são obrigados a apresentar comprovante de vacinação contra a covid-19 para embarcar nos ônibus. A mesma exigência também passou a valer para o acesso a repartições públicas estaduais.
O cidadão pode comprovar que está vacinado com a caderneta impressa de imunização ou o certificado digital emitido pelo aplicativo Conect SUS, do Ministério da Saúde.
REGRAS
Conforme a resolução do Governo da Bahia, motoristas, agentes ou despachantes das empresas de ônibus não deverão permitir o embarque de passageiros sem que apresentem o comprovante de imunização. O descumprimento da norma configura infração administrativa gravíssima, punível com multa no valor de R$ R$ 3.763,04 e até mesmo anulação de licença da empresa responsável.
O documento a ser apresentado deverá comprovar uma das seguintes condições:
I – duas doses de vacina ou dose única, para o público geral;
II – uma dose da vacina para crianças e adolescentes alcançados pela Campanha de Imunização contra a covid-19, respeitado o prazo de agendamento para a segunda dose;
III – a terceira dose ou dose de reforço da vacina para o público alcançado por esta etapa da Campanha de Imunização contra covid-19.
BLITZ
A Agerba vai realizar operações de fiscalização em todo o estado, tanto nos terminais de ônibus como nas estradas. Durante as blitze, os fiscais da agência reguladora poderão exigir a apresentação do comprovante de vacinação. O uso de máscara facial de proteção continua sendo obrigatório durante as viagens.
O embarque de passageiros que não foram vacinados por prescrição médica poderá ser realizado mediante a apresentação de relatório médico que declare o motivo que o exime da vacinação.
Governo Bolsonaro estabeleceu medida sanitária nesta quinta-feira (9)
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Todas pessoas, brasileiras ou estrangeiras, que entrarem no Brasil por via aérea, a partir deste sábado (11), terão que apresentar documentos de teste negativo para a covid-19 e comprovante de vacinação, caso contrário vão ter que passar por uma quarentena de cinco dias na cidade de destino.
Na hipótese de voo com conexões ou escalas em que o viajante permaneça em área restrita do aeroporto, os prazos referidos serão considerados em relação ao embarque no primeiro trecho da viagem.
Até então, o viajante oriundo de outro país tinha que mostrar somente a Declaração de Saúde do Viajante (DSV), documento preenchido no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e um teste RT-PCR negativo feito até 72 horas antes do embarque.
A portaria interministerial, que trata das restrições, medidas e requisitos excepcionais e temporários para entrada no país, em decorrência dos riscos de contaminação e disseminação do coronavírus SARS-CoV-2 (covid-19) está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (9).
Para Lívia Mendes, exigência é válida, pois direito individual não sobrepõe risco coletivo
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A possibilidade de passar a exigir vacinação contra a covid-19 aos servidores municipais está em discussão na Prefeitura de Itabuna, conforme revelou ao PIMENTA a secretária de Saúde do município, Lívia Mendes, nesta terça-feira (7).
“Estamos fazendo o levantamento dos servidores que não se vacinaram. A Procuradoria ainda está discutindo conosco essa situação”, escreveu a gestora, em conversa via aplicativo de mensagens.
Médica, Lívia atuou na linha de frente contra a pandemia em momentos críticos da disseminação da doença em Itabuna. A pedido do site, ela disse o que pensa sobre a obrigatoriedade da vacinação para os servidores. “Acho que o direito do cidadão não deve se sobrepor a um risco coletivo e, na minha opinião, essa exigência é válida”.
O PEDIDO DO GOVERNADOR E O EXEMPLO DE ITACARÉ
No último dia 30, o governador Rui Costa (PT) pediu que os prefeitos baianos sigam o exemplo do governo estadual e tornem a imunização obrigatória para os servidores municipais. O prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio (PT), impôs a obrigatoriedade aos servidores do município na última quinta-feira (2).
Os decretos do Governo do Estado e da Prefeitura de Itacaré preveem exceção da obrigatoriedade para servidores por justa causa, a exemplo de condição de saúde que implique em risco de exposição ao imunizante, situação que deverá ser comprovada por atestado médico.