O militar Capitão Azevedo se apresenta como um político moderno e democrático (nada a ver com o seu partido, o DEM), mas os gestos e atos são de quem deve ter adorado a ditadura – e resolvido adotá-lo como método.
Hoje pela manhã, Azevedo e o secretário de Indústria e Comércio, Carlos Leahy, determinaram a retirada de uma tenda da praça Adami, onde estavam sendo recolhidas assinaturas da população contra o aumento ilegal da tarifa de água.
A tenda foi instalada na praça há quase uma semana e havia recolhido cerca de seis mil assinaturas contra o reajuste. A justificativa do governo é a de que a instalação teria sido ilegal.
Ilegal mesmo foi o aumento assinado por decreto pelo prefeito Azevedo, e depois por ele reconhecido como “ilegal”. O governo, aliás, faz manobras na Câmara dos Vereadores para não ressarcir, integralmente, os clientes da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa).
De acordo com informações de bastidores, a decisão de retirar a tenda da praça foi para atingir politicamente o vereador Roberto de Souza (PR), o primeiro (e das pouquíssimas vozes) a contestar o aumento ilegal da Emasa.
No ato truculento, até ameaçaram de prisão as pessoas que recolhiam as assinaturas contra o reajuste (clique aqui e confira porque o reajuste foi ilegal).




















