Não vai ficar barato o rolo compressor usado pela turma do governo municipal para eleger a nova presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Maria das Graças dos Santos Souza. A reunião do conselho que elegeu a nova diretoria foi na tarde-noite desta terça-feira. Ainda na manhã desta quarta o conselheiro Jurandir Nascimento entrega ao promotor Clodoaldo Anunciação um relatório das supostas irregularidades que teriam garantido a vitória da nova presidente. O conselheiro vai pedir a anulação da eleição.
No rosário de denúncias tem de tudo: de ilegalidade do ato – conselheiros sem mandato votaram -, a falsidade na indicação de entidade representativa. De acordo com a denúncia que chegará às mãos do promotor, Maria das Graças se apresentou como candidata com a chancela da CUT Regional. Mas a legislação diz que o candidato deve fazer parte de alguma entidade que tenha endereço e atuação no município, o que, segundo a denúncia, não é o caso da CUT Regional.
Outro problema é o voto dos diretores dos núcleos regionais do Conselho. Estes diretores, que representam a comunidade das quatro regiões em que o município foi dividido, são eleitos pelo voto popular. O mandato de todos expirou no último dia 7 e, como não foi realizada nova eleição, eles não poderiam votar. Mais uma situação esdrúxula: entidades que têm dotação orçamentária da Prefeitura, como o Albergue Bezerra de Menezes, se apresentaram como representantes do segmento comunidade.
Mas, para quem chegou de corpo aberto à reunião que definiu a nova diretoria, o que causou maior estranheza, de verdade, foi a sintonia entre o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região e figuras ilustres do fernandismo – e agora do azevedismo -, como o professor Francisco Carlos, ex-Direc 7. Articularam e levaram.


















