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O pré-candidato a deputado federal Wenceslau Júnior (PCdoB) avalia que a revogação da reforma trabalhista e do teto de gastos da União deve ser a primeira medida para a retomada do crescimento da renda média dos trabalhadores e da atividade econômica do país.

Advogado e professor de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), o pré-candidato critica a política econômica do Governo Bolsonaro. “Ao invés de buscar soluções para ofertar alimentos e combater a fome no país, o atual governo federal mente para o povo, dizendo que privatizar as empresas públicas irá resolver os problemas da carestia do Brasil, mas não vai. A disparada da inflação é resultado da sua má gestão”, acrescentou.

Para Wenceslau, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o único pré-candidato à presidência da República capaz de vencer o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições deste ano e de liderar, a partir de 2023, a reconstrução socioeconômica e institucional do país.

– São 33 milhões de brasileiros em insegurança alimentar. Juntos com Lula, vamos mudar essa história, aderindo ao movimento Abaixo a carestia que a panela está vazia! – conclamou o comunista, referindo-se ao manifesto lançado por movimentos sociais no Dia Internacional da Mulher, em março passado.

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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou nesta terça-feira (5) que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o suposto esquema de corrupção no Ministério da Educação (MEC) será instaurada depois das eleições. Segundo Pacheco, a decisão foi tomada em acordo com os líderes partidários e também valerá para as CPIs do crime organizado e do desmatamento ilegal na Amazônia.

“A ampla maioria dos líderes entende que a instalação de todas elas deve acontecer após o período eleitoral, permitindo-se a participação de todos os senadores e evitando-se a contaminação das investigações pelo processo eleitoral”, escreveu Rodrigo Pacheco no Twitter.

Os senadores Jean Paul Prates (PT-RN) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) discordaram da decisão e pretendem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para assegurar que a CPI do MEC seja instaurada antes das eleições.

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O presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva (PT) arrastou multidão no cortejo do 2 de Julho, sábado, em Salvador. Era tanta gente que adversários do petista chegaram a dizer que uma foto do ato, divulgada pela campanha, seria montagem. A equipe do ex-presidente derrubou a suspeita com um vídeo de sugestivos 13 segundos. Confira.

COLADO

O pré-candidato a governador pelo PT, Jerônimo Rodrigues, não desgrudou de Lula no cortejo da Independência do Brasil na Bahia. Difícil encontrar foto em que o presidenciável não apareça com o aiquarense ao seu lado. Tudo dentro da estratégia petista, que trabalha para colar Jerônimo à imagem de Lula.

CIRO DE SEMPRE

No cortejo do 2 de Julho, o presidenciável Ciro Gomes foi provocado por gritos de “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”. O pedetista reagiu com o destempero de sempre, rodando o polegar de uma mão sob a palma da outra, para, no gesto mudo, chamar o adversário petista de ladrão.

QUEM VAI É COELHO

Com Roma na garupa, Bolsonaro participa de motociada em Salvador

Para desacreditar as sondagens eleitorais que apontam a dianteira de Lula na corrida presidencial, bolsonaristas costumam recorrer ao datapovo, insinuando que, nas ruas, a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PL) é maior do que a captada pelos institutos de pesquisa. No 2 de Julho, contrariando o mantra dos seguidores, Bolsonaro achou melhor evitar o datapovo e apostou numa motociata.

GARUPEIRO

O pré-candidato a governador pelo PL, João Roma, participou da motociata na garupa de Bolsonaro. Na carona do presidente, Roma já conseguiu atrapalhar os planos eleitorais de ACM Neto, segundo disse o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima em entrevista ao PIMENTA (leia aqui).

BLOCO DO EU SOZINHO

Neto arrasta multidão de azul e evita presidenciáveis

Já o pré-candidato a governador pelo União Brasil, ACM Neto, levou multidão às ruas da capital, mas evitou os presidenciáveis, seguindo sua estratégia de guerra contra a nacionalização do pleito estadual.

ELA EXISTE E ESTAVA LÁ

Sofia Manzano (ao centro) no Bloco do Poder Popular

A cobertura da maioria dos veículos encobriu a presidenciável Sofia Manzano (PCB) no 2 de Julho. Se o critério jornalístico fosse pontuação nas pesquisas eleitorais, a pré-candidata a presidente Simone Tebet (MDB) deveria receber o mesmo tratamento, mas o que se vê é o contrário. Tebet foi mostrada ad nauseam pelos jornalões, que esqueceram Sofia. Mas, a comunista estava lá, acompanhada pelo pré-candidato a governador Giovani Damico (PCB), o deputado estadual Hilton Coelho (PSOL), pré-candidato à reeleição, e a pré-candidata a deputada federal Ana Karenina (PCB).

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BALANÇO DO ITAPEDRO

ItaPedro recebeu 250 mil pessoas, segundo Prefeitura || Foto Pedro Augusto

A Prefeitura de Itabuna estima que, nas quatro noites do ItaPedro, 250 mil pessoas compareceram ao local da festa. O ponto alto foi no sábado (2), quando cerca de 100 mil pessoas curtiram os shows da banda Lordão e outras atrações. Segundo o governo municipal, o sucesso do evento foi tamanho que já o incluiu no calendário dos festejos juninos do Nordeste.

FALA, PREFEITO

Augusto: ItaPedro coloca Itabuna no mapa dos grandes eventos

Do prefeito Augusto Castro (PSD) sobre o ItaPedro:

– Itabuna é uma cidade importante para a Bahia. Uma tradição nordestina, como a festa de São Pedro, precisava ser resgatada e realizada de modo que pudesse ser incluída no calendário dos grandes eventos da Bahia e do Nordeste por vários fatores, dentre eles, a estrutura, som, palco, decoração, atrações, além da movimentação da economia local formal e informal.

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PROMESSA DE OBRA ALHEIA

Canteiro de obras do Hospital Regional Costa das Baleias

ACM Neto promete construir grande hospital no extremo-sul da Bahia, se for eleito. Acontece que a obra já é tocada pelo governo Rui Costa, como lembrou o ex-secretário da Saúde do Estado e pré-candidato a deputado federal Fábio Vilas-Boas:

– Tem candidato ao governo precisando melhorar sua assessoria e evitar desinformação quando fala da saúde na Bahia. O hospital que diz que vai construir no extremo-sul já está sendo construído por Rui Costa em Teixeira de Freitas.

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DUPLA DE TRÊS

Quando Maiara e Maraísa iniciaram sua apresentação no Viva Ilhéus, o prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), foi na cola, mandando abraços para a multidão. Como o show era da dupla e não do trio, a produção convidou o mandatário a se retirar do palco. A cena viralizou. Assista.

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CUMPRA-SE

O empresário Mauir Lucas, Luca Lima (PSDB), conquistou na Justiça o direito de retomar seu mandato de vereador, cassado pela Câmara de Ilhéus em agosto passado. O presidente do Legislativo municipal, Jerbson Moraes (PSD), ainda não cumpriu a ordem de reempossar Luca Lima no cargo. Jerbson terá prazo de 48h para fazê-lo, contadas a partir do momento em que for notificado.

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A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) dará sua colaboração ao processo de revisão do Plano Diretor Participativo de Ilhéus com o seminário: Que cidade queremos?, marcado para o dia 13 de julho (quarta-feira), às 19h, no Auditório Jorge Amado, no Campus Soane Nazaré de Andrade.

A iniciativa é do Departamento de Ciências Econômicas e do Programa de Pós-graduação em Economia Regional e Políticas Públicas, com apoio de estudantes e professores de Geografia e da especialização em Planejamento de Cidades.

De acordo com os organizadores do seminário, o objetivo é reunir informações técnicas e científicas para colaborar com a revisão do Plano Diretor, principal ferramenta de planejamento do desenvolvimento urbano do município.

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Do PIMENTA

Três institutos registraram pesquisas para aferir o humor do eleitorado baiano em relação à disputa de 2022 ao Governo Estadual e ao Senado e à presidência da República.

O primeiro resultado deve ser conhecido na próxima terça-feira (5). O Instituto Paraná já está em campo para ouvir 1.640 eleitores da capital e do interior em levantamento contratado pelo Bahia Notícias, de Salvador.

Já na quinta-feira (7), deverá ser divulgado o resultado da pesquisa do Instituto Ideia com 1.000 eleitores. O levantamento foi contratado pela revista Exame e será feita por telefone.

O último dos três levantamentos é o da Real Time Big Data. Contratado pela Rede Record/TV Itapoan, da Igreja Universal, o resultado deverá ser conhecido na sexta-feira (8). Para esta pesquisa, devem ser ouvidos 1.500 eleitores baianos, presencialmente.

OS NOMES POSTOS

As pesquisas já devem captar as repercussões da movimentação de candidatos no 2 de Julho em Salvador, tanto para presidente como para governador. Os candidatos ao Senado também participaram, assim como os presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT), Simone Tebet (MDB) e Sofia Manzano (PCB).

A disputa à sucessão na Bahia tem, até aqui, cinco nomes. Além do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB), concorrem ao cargo máximo em solo baiano Giovani Damico (PCB), Jerônimo Rodrigues (PT), João Roma (PL) e Kleber Rosa (PSol).

Ao Senado Federal pela Bahia, os nomes até aqui conhecidos são os de Cacá Leão (PP), Otto Alencar (PSD), Raíssa Soares (PL) e Tâmara Azevedo (PSol). Neste ano, a disputa à Câmara Alta tem apenas uma vaga por estado.

CONVENÇÕES E REGISTRO DE CANDIDATURAS

As convenções para definir os nomes dos candidatos ocorrerão no período de 20 de julho a 5 de agosto, quando também serão conhecidos os concorrentes à Assembleia Legislativa, num total de 63 cadeiras, e à Câmara dos Deputados. A Bahia tem 39 assentos na Câmara Federal.

O registro de candidaturas poderá ser feito até 12 de agosto, conforme calendário divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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O pré-candidato do PT ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues, participa do ato de 2 de Julho, em Salvador, neste sábado, acompanhado do presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva.

“É uma alegria para a Bahia voltar a fazer o que fez há quase 200 anos: construir a independência para que o Brasil sonhe com a esperança, com emprego, com trabalho. A nossa caminhada é para garantir a dignidade restabelecida, com Lula presidente”, declarou Jerônimo, ao chegar no Largo da Lapinha.

O governador Rui Costa e o senador Jaques Wagner, ambos do PT, também participam da celebração dos 199 anos da Independência do Brasil na Bahia, a exemplo do pré-candidato a vice-governador Geraldo Júnior (MDB) e do senador Otto Alencar (PSD), pré-candidato à reeleição.

Após as festividades, o grupo governista segue com Lula para ato político no estacionamento da Arena Fonte Nova.

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Presidente de honra do MDB baiano e ex-deputado federal, Lúcio Vieira Lima afirma que o discurso acalorado do seu irmão, Geddel Vieira Lima, durante ato nesta sexta (1º), não pode ser interpretado como declaração de guerra ao pré-candidato do União Brasil ao Governo da Bahia, ACM Neto.

Com a mão esquerda apoiada numa muleta e a direita ao microfone, Geddel disse aos militantes e pré-candidatos do MDB que não terá sua atuação política cerceada para além das limitações que já o impedem de exercê-la plenamente. Na sequência, o ex-ministro subiu o tom e referiu-se a Neto e ao prefeito de Salvador, Bruno Reis (UB).

– Vamos deixar claro. Vamos, por exemplo, falar do adversário nosso tido como mais forte, o ex-prefeito e seu menino, o prefeito. Para ficar bem claro, não reconheço na Bahia e não reconheço no Brasil ninguém com autoridade política ou moral para apontar o dedo para o calvário que tenho enfrentado, e com coragem!

Nesta entrevista ao PIMENTA, além de classificar o discurso do irmão como desabafo, Lúcio Vieira Lima analisa a disputa pelo Governo do Estado e aposta no crescimento da chapa do pré-candidato do PT, Jerônimo Rodrigues, que tem o emedebista Geraldo Júnior na vice.

Também revela o cálculo de ACM Neto sobre a pré-campanha e, com uma tirada, explica o posicionamento do MDB baiano na eleição presidencial. “Como vou eleger deputado e fazer campanha contra Lula na Bahia?”. Leia.

PIMENTA- O cenário atual é de renascimento do MDB?

Lúcio Vieira Lima – Não. [Em 2020], o MDB mostrou que não estava morto. Saiu das urnas como o quinto partido em número absoluto de votos, reelegendo os prefeitos das duas maiores cidades do interior [Feira de Santana e Vitória da Conquista]. Elegeu dois vereadores e fez o presidente da Câmara de Salvador. Neste ano, foi desejado por todos os candidatos a governador. Indicamos o [pré-candidato a] vice-governador da chapa do PT na Bahia, que é o quarto colégio eleitoral do Brasil. Portanto, o MDB não morreu. Só renasce quem morre. A história da política mostrou isso.

Não falo apenas do MDB da Bahia, mas de toda a estrutura política. Há poucos anos, o mundo sofreu uma revolução de internet, onde se mudava presidente porque o povo ia às ruas. Teve partido na França que foi criado pra uma eleição e ganhou. O próprio PSL, à época [2018], se aliou a Bolsonaro, saiu com a segunda maior bancada da Câmara Federal e o presidente da República. Além disso, o MDB é a costela de Adão [do sistema partidário brasileiro]. Não foi o MDB que diminuiu, outros partidos surgiram e cresceram.

O senhor descreve uma onda de fora para dentro da política, dos chamados outsiders? Essa onda refluiu? 

Como toda onda, ela vem e vai. Se ela vem mais forte, o surfista pega, marca ponto e é campeão. Ele depende da onda. Essa onda ocorre desde o tempo de Fernando Collor. Ele foi um outsider que se aproveitou daquele momento de descontentamento do povo, em cima [da imagem] do caçador de marajás, e chegou à vitória. Bolsonaro foi outro caso. [São] como eclipses, ocorrem te tantos e tantos anos.

 

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Com a decepção com esse governo que você chama de outsider, a política tradicional, partidária, começa a ocupar novamente os espaços.

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E o que temos neste ano?

Com a decepção com esse governo que você chama de outsider, a política tradicional, partidária, começa a ocupar novamente os espaços. Na verdade, como a política está com a fama tão ruim, os partidos perdem quadros, [enquanto] quadros que poderiam entrar na política por competência terminam sem estímulo. É um terreno fértil – e mais ainda com a internet – para que candidaturas de oportunidade, esporádicas e populistas vendam um discurso fácil à população. Não há renovação do sistema político. Você vê a dificuldade de se encontrar uma terceira via [na eleição presidencial].

Quais são as expectativas para as eleições proporcionais no estado?

Vamos fazer de dois a três [deputados] federais. Os favoritos seriam, não pela ordem, Ricardo Maia, ex-prefeito de Ribeira do Pombal; Uldurico Pinto, atual deputado, da família dos Pinto, do extremo-sul; e Fábio Vilas-Boas, ex-secretário de Saúde do Estado. [Na Alba], queremos fazer três, mas chegaremos a quatro, com certeza. Temos Rogério Andrade; Lúcia Rocha; Matheus; Geraldinho; Ana Clara, mulher do ex-prefeito de Paulo Afonso; Joelson Martins, de Santa Luz, filho do ex-prefeito e ex-deputado Joelson Martins; e Lú de Ronny, de Feira de Santana. São nomes que terão de 30 a 40 mil votos.

 

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[ACM Neto] está em campanha ao governo há dez anos. Inclusive, chegou a fazer uma pré-campanha toda na eleição passada.

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E o cenário da eleição majoritária?

Só vai ter posição concreta quando começar a campanha de televisão e rádio. O pré-candidato do União Brasil está em campanha ao governo há dez anos. Inclusive, chegou a fazer uma pré-campanha toda na eleição passada e, na prorrogação, desistiu, mas está sempre candidato, candidato, candidato.

É lógico que, nesse momento, [Neto] pode aparecer na dianteira das pesquisas, porque Jerônimo é totalmente desconhecido. Foi secretário e, dentro das esquerdas, por exemplo, é um nome levíssimo pelo trabalho que fez junto aos movimentos sociais, cooperativas, a turma do interior, da agricultura familiar. Terminou sendo um nome melhor que o de Wagner e o de Otto. A força de Otto ou Wagner é ser candidato de Lula. Isso Jerônimo é. Wagner tem desgaste, não poderia ir para a campanha pra dizer vou fazer isso. Nego ia pergunta por que não fez. Jerônimo pode dizer o que vai fazer, nunca foi governador, mas isso implica na parte ruim do desconhecimento [do eleitorado].

 

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[Jerônimo] vai crescer. A eleição de Jerônimo é a mesma que foi de Wagner, de Rui e Dilma: é Lula.

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Dá tempo de superar essa dificuldade?

Quando se tornar mais conhecido, com a campanha, ele [Jerônimo] vai crescer. A eleição de Jerônimo é a mesma que foi de Wagner, de Rui e Dilma: é Lula. O grande desafio de Neto é colocar na cabeça da militância que a eleição não será nacionalizada, dizer que Lula não transfere votos como transferia antigamente e dizer que o pessoal de Lula vai votar nele, e que inclusive ele vota em Lula. É o tripé que ele montou pra segurar a pré-candidatura dele na frente das pesquisas o maior tempo possível, pra tentar tornar um fenômeno irreversível. Só que você tem João Roma, que Neto apostava que não cresceria e que não tiraria voto dele, porque o eleitorado de João Roma é carlista e continuaria votando em Neto.

É uma avaliação correta?

Não é isso o que está se observando. O que se observa é ACM Neto perdendo muito voto para João Roma, não vice e versa, porque é em função de Bolsonaro. Neto diz que quer o palanque aberto e apoia Bivar, Ciro, apoia todo mundo que aparecer como candidato. O bolsonarista, quando Neto diz que vai votar em Lula, isso implica em insatisfação da parte de Bolsonaro e do eleitor dele. Nego começa a querer votar em Roma.

Neto sempre me disse – não só a mim, mas a muitos interlocutores, que, para ele ganhar a eleição [no primeiro turno], Lula não poderia chegar a 60% [da preferência do eleitorado baiano] e João Roma não poderia chegar a 10%. As duas coisas já ocorreram. Pela própria análise dele, ele já não ganha em primeiro turno.

 

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Se tenho que eleger deputado e estão me cobrando, como vou ficar contra Lula na Bahia?

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O MDB lançou a pré-candidatura de Simone Tebet. Como observa esse movimento?

A Simone veio pro 2 de Julho, mas trazida pelo Cidadania. Sempre coloquei que o MDB respeitaria as peculiaridade locais. Por exemplo, o prefeito de Itapetinga, Rodrigo [Hage]. Como o PT é o adversário dele lá, ele não tinha condições de apoiar o PT. Tenho que respeitar, até porque a estrutura partidária brasileira e a legislação eleitoral não permitem esse grau de fidelidade, não tem nenhum tipo de punição que possa se tomar.

É a mesma coisa nos estados. Seria um contrassenso. Você tem as direções nacionais dos partidos e, no caso, do MDB, pressionando pra se fazer deputado federal, porque é deputado federal que dá o tempo de televisão e o fundo eleitoral. Ora, se eu tenho que eleger deputado e estão me cobrando, como vou ficar contra Lula na Bahia? Aí não consigo atender. Ou atendo a direção nacional, ficando com Simone, ou atendo a direção nacional, ficando com Lula e elegendo deputado.

Do ponto de vista pragmático, o caminho é Lula?

O caminho é Lula, mas os delegados [do MDB] da Bahia, quando chegarem na convenção [nacional do partido], vão apoiar a candidatura de Simone. Vão votar pela candidatura de Simone.

Geddel fez um discurso forte. Foi uma declaração de guerra ao grupo de ACM Neto?

De forma nenhuma, não tem nada a ver. Foi uma fala de improviso, fez o desabafo dele. Não foi direcionado para A, B ou C, apenas exemplificou. O que ele disse – e você deve ter ouvido também – é que ele não tem que ser patrulhado por ninguém, quer exercer a cidadania dele, que não tem ninguém que tenha condição de patrulhar e, principalmente, porque todos ficaram atrás dele [em busca de aliança]. Também disse que o adversário mais importante é o pré-candidato do União Brasil, que foi citado como exemplo. [Geddel] falou que não aceitaria [provocação] de anônimo, de internet, forças ocultas, adversários.

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As pré-candidatas à Presidência da República do PCB e do MDB, Sofia Manzano e Simone Tebet, respectivamente, confirmaram presença na celebração da Independência da Bahia, neste sábado (2), em Salvador.

As  duas pré-candidatas ocupam posições distintas no campo político. Enquanto Tebet se apresenta como representante do centro democrático, espaço dominado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Sival (PT), Sofia faz pré-campanha à esquerda do lulismo, com pautas caras aos comunistas, como a redução da jornada de trabalho a 30h semanais para todos os trabalhadores. Economista e professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Sofia Manzano concedeu, recentemente, entrevista de fôlego ao PIMENTA (leia aqui).

LULA, CIRO E BOLSONARO TAMBÉM VÃO

Lula, Bolsonaro e Ciro já haviam anunciado presença no ato

Os presidenciáveis Lula e Ciro Gomes (PDT) já haviam anunciado participação no ato, a exemplo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

O petista, além de se juntar ao cortejo, participará de encontro político no estacionamento da Arena Fonte Nova, a partir das 11h, acompanhado do pré-candidato a governador da Bahia pelo PT, Jerônimo Rodrigues, do senador Otto Alencar (PSD), pré-candidato à reeleição, e de Geraldo Junior (MDB), presidente da Câmara de Salvador e pré-candidato a vice-governador.

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Moradores do Banco da Vitória interditaram, nesta sexta-feira (1º), a Ilhéus-Itabuna (BR-415). Eles reivindicaram a normalização das linhas de ônibus do serviço público de transporte. O protesto começou por volta das 7h e se estendeu até as 9h20min, causando grande congestionamento no trânsito.

Ao PIMENTA, o superintendente de Trânsito de Ilhéus, Valci Serpa, informou que outras duas manifestações ocorreram nesta manhã, uma no Iguape, na zona norte da cidade, e outra em frente ao Opaba Praia Hotel, na zona sul. “[Foi uma ação] orquestrada”, declarou. Após o fim das interdições, os manifestantes se reuniram na Praça Cairu, no Centro.

Perguntamos se as empresas de ônibus Viametro e São Miguel não obedeceram a determinação de retomada de 100% das linhas, feita pelo prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), em março passado. Serpa respondeu que o acordo judicial das concessionárias com o município as autoriza a manter 85% das linhas de ônibus em atividade, mas, segundo ele, 87% estão em operação.

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José Luiz Datena acabou de anunciar, há pouco, que não mais será candidato ao Senado Federal por São Paulo. Datena utilizou o espaço no programa Brasil Urgente, na Band, para fazer o anúncio.

O comunicador era pré-candidato ao Senado pelo PSC e liderava as pesquisas de intenções de voto. “A política não é o meu espaço natural”, disse ele ao abrir o programa hoje (30).

Confira, abaixo, vídeo em que ele confirma a desistência da pré-candidatura. 

 

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Dados da ocupação divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram recuperação continuada do mercado de trabalho. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) aponta que a taxa de desocupação ficou em 9,8% no trimestre móvel encerrado em maio.

O recuo foi de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre de dezembro de 2021 a fevereiro de 2022, quando a taxa ficou em 11,2%, e de 4,9 pontos percentual na comparação com o mesmo período de 2021, quando o desemprego estava em 14,7%. Segundo o IBGE, esta foi a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em maio desde 2015, quando o indicador registrou 8,3%.

Em números, o Brasil tem hoje 10,6 milhões de pessoas desocupadas. São 1,4 milhão de pessoas a menos frente ao trimestre anterior, o que representa um recuo de 11,5%. Na comparação anual, a queda foi de 30,2%, com 4,6 milhões de pessoas a menos desocupadas.

O total de pessoas ocupadas atingiu o recorde da série iniciada em 2012, com 97,5 milhões. Uma alta de 2,4%, ou mais 2,3 milhões de pessoas, na comparação trimestral, e de 10,6%, ou 9,4 milhões de pessoas, na comparação anual. O nível da ocupação foi estimado em 56,4%, alta de 1,2 ponto percentual frente ao trimestre anterior e de 4,9 pontos percentuais em relação ao mesmo trimestre de 2021.

SUBUTILIZAÇÃO

A taxa composta de subutilização caiu 1,7 ponto percentual em relação ao trimestre móvel encerrado em fevereiro, para 21,8%. Na comparação com o trimestre encerrado em maio de 2021, a queda foi de 7,4 pontos percentuais. A população subutilizada ficou em 25,4 milhões de pessoas, uma queda de 6,8% frente ao trimestre anterior e de 23,8% na comparação anual.

A subocupação por insuficiência de horas trabalhadas atinge um contingente de 6,6 milhões de pessoas, número estável ante o trimestre anterior e 11,1% menor do que no mesmo período do ano passado. A população fora da força de trabalho caiu 0,8% na comparação trimestral, para 64,8 milhões de pessoas. Na comparação anual, a queda foi de 4,7% , o que representa 3,2 milhões de pessoas menos nessa situação.

A população desalentada está em 4,3 milhões de pessoas, uma queda de 8,0% em relação ao trimestre anterior, com menos 377 mil pessoas, e de 22,6% na comparação anual, o que representa 1,3 milhão de pessoas. O percentual de desalentados na força de trabalho ficou em 3,9% no trimestre móvel encerrado em maio.

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A Comissão Provisória do União Brasil (UB) em Ilhéus estabeleceu, nesta quarta-feira (29), as ações prioritárias do partido no município. Presidente municipal da sigla, o pré-candidato a deputado federal Valderico Junior comandou a reunião.

Segundo Junior, neste momento, o principal objetivo do UB é criar, nas comunidades ilheenses, espaços de debates e de capacitação política. “A gente quer mostrar para as pessoas a importância da participação na vida pública do município, do estado e do país”, acrescentou.

Para a advogada Evani Cavalcante, secretária-adjunta do UB-Ilhéus, o caminho é juntar forças com organizações sociais e associações comunitárias. “Conversamos sobre as ações que vamos começar a fazer em parceria com entidades da sociedade civil, para promover a consciência política das pessoas e também oferecer a oportunidade de qualificação profissional a jovens e adultos”, declarou.

A reunião desta quarta também contou com a presença do secretário-geral Roberto Freitas, do tesoureiro Rafael Ceo e do tesoureiro-adjunto Major Rosivaldo.

Vereador Luca Lima negou acusações e anunciou que vai processar ex-assessoras
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O juiz Alex Venícius Campos Miranda, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública de Ilhéus, anulou, nesta quarta-feira (29), a cassação do mandato do vereador Luca Lima (PSDB), votada em agosto de 2021 pela Câmara de Vereadores Ilhéus, e determinou a retomada do processo à fase interrogatória. A informação foi publicada pelo radialista Luke Rei no blog A hora da verdade e confirmada pelo PIMENTA.

Com isso, a Câmara deve reempossar Luca Lima no lugar do primeiro suplente do partido, Marisvaldo dos Anjos, o Baiano do Amendoim.

Ao conceder a liminar, o magistrado também afastou o presidente da Câmara, Jerbson Moraes (PSD), de todos os atos da retomada do processo de cassação. O afastamento dos atos processuais também alcança o vereador Ederjúnior dos Anjos (UB), que licenciou-se do Legislativo para comandar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação.

Na mesma decisão, o juiz ordena o pagamento de todos os subsídios de Luca Lima, contados a partir da data em que ele impetrou o mandado de segurança, em novembro de 2021, exceto as verbas de gabinete, que estão condicionadas ao exercício efetivo do mandato.

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O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA) ordenou, nesta terça-feira (28), que sejam suspensos todos os processos de pagamento não integralizados de bandas, artistas, shows, estruturas e demais gastos com o São João se encontra com o Pedrão de Eunápolis, festa promovida pelo município do extremo-sul do estado.

A determinação, obtida por meio de recurso do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e destinada à prefeita Cordélia Torres (UB), reforma, de modo parcial, a decisão de primeira instância que negou a suspensão da festa. Ou seja, o TJ-BA não proibiu a continuidade do evento, suspendendo apenas os pagamentos ligados ao festejo, que terá sua segunda etapa iniciada hoje (29) e seguirá até domingo (3).

Para que os pagamentos sejam retomados, o Tribunal exigiu a comprovação de todas as despesas da festa, que, segundo o MP-BA, prevê gastos de R$ 7,2 milhões. Ainda segundo o órgão, esse valor supera a previsão orçamentária de despesas do município com eventos festivos.

Responsável pela atuação do MP-BA no caso, o promotor de Justiça Rodrigo Rubiale explicou que o órgão não questiona a conveniência da festa nem a indução econômica que ela promove. “Mas, cumprindo sua obrigação legal, abriu procedimento para apurar a regularidade das contratações, como faz todo ano, e detectou possível ilegalidade quanto à adequação orçamentária dos gastos”, acrescentou.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, no âmbito no caso conhecido como Bolsolão do MEC. A ministra Cármen Lúcia fez o despacho nesta terça-feira (28).

A notícia-crime foi apresentada ao STF pelo deputado federal Israel Batista (PSB-DF), que acusa o presidente da República de interferir na investigação do escândalo do MEC, vazando ao ex-ministro informações sobre medidas que a Polícia Federal ou o Ministério Público Federal (MPF) poderiam solicitar à Justiça contra Milton Ribeiro.

No dia 9 de julho, em conversa telefônica interceptada por escuta judicial, o ex-ministro disse à filha que recebeu telefonema de Bolsonaro. Na ligação, segundo Milton Ribeiro, o presidente disse ter pressentido que o ex-ministro poderia ser alvo de medidas judiciais. “Ele acha que vão fazer uma busca e apreensão em casa. Sabe? É, é muito triste! Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios, né”.

No último dia 22, Milton Ribeiro foi preso de forma preventiva e, no dia seguinte, após habeas corpus, deixou a carceragem da Polícia Federal em Brasília. No mesmo 23 de julho, foram soltos os demais presos na Operação Acesso Pago, os pastores Arilton Moura Correia e Gilmar Santos e os ex-funcionários comissionados do MEC Helder Diego da Silva Bartolomeu e Luciano de Freitas Musse.

SUPOSTO ESQUEMA

De acordo com a notícia-crime, o ex-ministro e o quarteto citado acima teriam montado, com o suposto aval de Bolsonaro, um esquema de cobrança de propina a prefeitos interessados na liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O prefeito de Boa Esperança do Sul (SP), José Manoel de Souza (PP), afirma que o pastor Arilton Moura teria lhe cobrado propina de R$ 40 mil para facilitar a liberação de recursos. Manoel diz que negou o pedido. Segundo o prefeito, o município espera há mais de um ano por recursos solicitados para a ampliação de uma escola infantil e a compra de ônibus escolar.

EM GRAVAVAÇÃO, MILTON RIBEIRO ATRIBUIU “PEDIDO ESPECIAL” A BOLSONARO

A permanência do pastor Milton Riberio no Ministério da Educação (MEC) tornou-se insustentável quando foi divulgado, pela Folha de S. Paulo, trecho de uma conversa dele com prefeitos e religiosos, em março passado.

“Minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar. Não tem nada com Arilton [Moura]. É tudo com o Gilmar. Está entendendo, Gilmar?”, disse Milton Ribeiro na gravação.

Após a resposta de Gilmar, que estava no recinto, o então ministro emendou. “Por que ele [Gilmar]? Porque foi um pedido especial que o presidente da República fez pra mim sobre a questão do Gilmar”.

No despacho desta terça-feira (28), a ministra Cármem Lúcia notícia-crime narra quadro grave. Como Bolsonaro tem prerrogativa de foro especial pelo exercício do cargo, cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se a denúncia reúne indícios suficientes para a abertura de mais um inquérito no STF contra o presidente.