A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu, no km 511 da BR-101, em Itabuna, no sul da Bahia, um motorista de um veículo Ford KA, que fazia ultrapassagem proibida. Com ele, foram encontrados 26 quilos de maconha. A ação contou com auxílio e informações repassadas pela Polícia Militar da Bahia (Cipe Mata Atlântica).
Durante a abordagem, foram solicitados os documentos do veículo e do condutor, quando a equipe percebeu um nervosismo e contradições do motorista. Diante das respostas desencontradas, os policiais resolveram aprofundar a fiscalização no carro e encontraram uma quantidade de maconha in natura (não prensada) escondidas no porta-malas.
O homem, que trabalha como motorista por aplicativo, disse que “pegou” a maconha em Porto Seguro, no extremo-sul da Bahia e ganharia R$ 1.500,00 para transportar a droga até Aracaju (SE). Morador de São Cristovão (SE), ele acabou preso em flagrante e apresentado na Delegacia de Polícia Civil em Itabuna.
A Serasa informou, nesta segunda-feira (9), que 10 milhões de consumidores poderão quitar dívidas por apenas R$ 50. A ação faz parte do 26º Feirão Limpa Nome, que permite renegociar dívidas atrasadas com até 99% de desconto. O feirão começou na semana passada.
Participam da iniciativa mais de 50 empresas de diversos segmentos, como lojas de departamento, companhias telefônicas, bancos e faculdades. A estimativa é que as ações podem dar a possibilidade para 64 milhões de consumidores regularizarem sua situação. O feirão vai até o dia 30 deste mês.
Para participar, o consumidor pode acessar um dos canais digitais da Serasa: site do Serasa Limpa Nome, WhatsApp (11 99575-2096) e aplicativo.
Nesta edição, a negociação poderá ser feita em mais de 7 mil agências dos Correios em todo o país. A ação permitirá ainda que, após a quitação da dívida, o consumidor tenha sua pontuação aumentada e assim obtenha melhores condições de crédito nas próximas compras.
Segundo a Serasa, o Brasil tem atualmente 62,7 milhões de pessoas com dívidas em atraso, das quais 15 milhões no estado de São Paulo. Apenas na capital paulista, há 4,2 milhões de pessoas inadimplentes. AB.
Nesta segunda (9), a Bahia chegou ao total de 363,986 infectados pela covid-19 desde o início da pandemia. Deste total, 350.388 já estão recuperados – sem sintomas – da doença e 7.818 não resistiram à doença, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). O número de pessoas infectadas e que estão em isolamento ou internadas (casos ativos) chega a 5.780.
Todos os 417 municípios baianos registraram casos da doença, com maior proporção em Salvador (25,67%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes são Ibirataia (8.940,70), Almadina (6.661,79), Itabuna (6.657,82), Aiquara (6.567,70) e Madre de Deus (6.518,75).
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 748.474 casos descartados e 85.304 em investigação até as 17 horas desta segunda-feira. Na Bahia, 29.537 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.
O ex-deputado e candidato a prefeito de Itabuna pelo PT, Geraldo Simões, comemorou a receptividade na retomada às visitas aos bairros. No final de semana, Geraldo visitou algumas comunidades e se disse entusiasmado com a recepção na Mangabinha. Ele e o vice, Jairo Araújo (PCdoB), ressaltaram a emoção e as demonstrações de carinho do eleitor.
Prefeito de Itabuna por dois mandatos, Geraldo tenta o governo local pela quarta vez. Ele ressalta a acolhida por onde passa e a lembrança do eleitor do que foram as duas gestões – 1993-1996 e 2001-2004.

“Por onde tenho passado as pessoas dizem que querem votar em nossa chapa, querem o 13 na urna e na gestão em 2021. A virada é nas ruas”, afirma Geraldo.
O candidato a prefeito de Itabuna pelo PSD, Augusto Castro, disse que deverá ampliar parcerias com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), caso eleito, “em vários setores da Administração pública, principalmente para colocar para funcionar projetos e serviços da Prefeitura que estão parados ou funcionam mal”.
Na manhã desta segunda (9), Augusto teve audiência com a reitora da UFSB, Joana Angélica Guimarães, quando falou dos projetos que pretende desenvolver, além de fazer um relato sobre a campanha quando vem apresentando aos eleitores temas do Plano de Governo.
“Se o povo nos garantir o mandato de prefeito, vamos precisar melhorar a interlocução com as universidades federal e estadual e as faculdades na execução do nosso projeto em favor da população”, reafirmou o candidato da Coligação Mudar Para Fazer. Augusto disse à reitora que mantém apoios em Brasília e Salvador para que a Prefeitura de Itabuna passe a prestar bons serviços às pessoas. “Contamos com importantes apoios, inclusive no Congresso Nacional”.
NOVOS CURSOS
A reitora Joana Angélica Guimarães anunciou novos curso no próximo ano em Ciências Agroflorestais – Engenharia Florestal e Engenharia Agrícola e Ambiental – para o campus Jorge Amado. Além disso, assegurou que a Reitoria passará a funcionar no antigo prédio do Fórum Ruy Barbosa, no centro de Itabuna, e que, até meados de 2021, será concluída a primeira etapa das obras da sede da UFSB, com pavilhão de aulas na área norte da cidade, próximo ao Bairro Nova Califórnia, limítrofe à sede regional da Ceplac.
No próximo ano, a Universidade Federal do Sul da Bahia também ganhará três laboratórios na área molecular, ampliando os estudos e enfrentamento do covid-19. Segundo a Reitoria, a Universidade tem como modelo a ênfase nos bacharelados interdisciplinares e cursos profissionais de segundo ciclo nos campi de Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. Outra novidade são os colégios universitários (Cuni) que funcionam por meio de convênio com o governo estadual.Leia Mais
A Pfizer disse nesta segunda-feira (9) que sua vacina experimental contra a covid-19 mostrou ser 90% eficaz na prevenção da doença, com base em dados iniciais de um estudo amplo, numa grande vitória na luta contra a pandemia que matou mais de 1 milhão de pessoas, abalou a economia global e causou impacto no cotidiano das pessoas.
A Pfizer e sua parceira alemã BioNTech são as primeiras farmacêuticas a anunciarem dados bem-sucedidos de um ensaio clínico em larga escala com uma potencial vacina contra o novo coronavírus. As empresas disseram que, até o momento, não encontraram nenhuma preocupação de segurança com a candidata a imunizante e que esperam pedir autorização para uso emergencial da vacina nos Estados Unidos (EUA) neste mês.
Se obtiver a autorização, o número de doses da vacina será limitado inicialmente. Uma das questões pendentes é por quanto tempo a vacina fornecerá proteção. No entanto, a notícia divulgada dá esperanças de que outras vacinas em desenvolvimento contra o novo coronavírus também possam se mostrar eficazes.
“Hoje é um grande dia para a ciência e para a humanidade”, disse Albert Bourla, presidente executivo e chairman da Pfizer, em comunicado. “Estamos atingindo esse marco crucial em nosso programa de desenvolvimento de vacina no momento em que o mundo mais precisa, com as taxas de infecção atingindo novos recordes, hospitais ficando superlotados e economias sofrendo para reabrir.”
A solidão das urnas é democrática e infiel, e, no apagar das luzes, às 17 horas, muitas vezes chegam a decepção, a angústia e os tantos questionamentos que os tapinhas nas costas, cômodos porém falsos, ludibriaram. Muita calma nesta hora, Senhores! Dia 15 é logo ali!
Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br
O ano é 2020, e a poucos dias das eleições municipais a sensação é de que as pessoas esqueceram disso. Principalmente os iniciantes, estejam eles como candidatos, assessores ou meros colaboradores deste universo extremamente sedutor, que infla egos e expõe arrogâncias desnecessárias.
Em Itabuna o jogo é um tanto misterioso. Poderia contar inúmeras passagens, mas irei me ater a duas delas. Lembro de um momento em que eu morava em Aracaju, sempre apaixonada por jornalismo e política. Vim votar. Almocei na casa de Eduardo Anunciação, maior articulista político regional da época, com quem compartilhei a evolução do PT na capital sergipana através do então prefeito Marcelo Déda. “Tio, este é o momento do Partido dos Trabalhadores. Vou tirar um cochilo. Quando acordar, vou na casa de Geraldo Simões (PT). Quero lhe apresentar a ele, ainda, que será reeleito hoje!”
À noite, com as urnas abertas, Fernando Gomes era o prefeito da cidade!
Em 2012, Azevedo era prefeito, adorado pela grande massa. “Temos um Sassá Mutema, idolatrado na periferia”, me disse uma das jornalistas da campanha, que teria vindo de fora apresentar o programa, no auge da ostentação do seu então grupo político.
Na véspera das eleições o clima era de total comemoração. Cargos e até novos salários sendo combinados. “Manu, você vai assumir a Comunicação da Emasa! Você está pronta!”, escutei. Calada estava, calada continuei. Os homens que acham que sabem tudo ignoram que as mulheres nascem com um negocinho chamado sexto-sentido e, no mínimo, ele me dizia que aquilo tudo que eu estava presenciando era de uma soberba surreal. No outro dia, Vane era o prefeito eleito!
O mundo é vasto, e o mundo político é traiçoeiro. Por vezes, quem está do seu lado nem está caminhando realmente com você. A solidão das urnas é democrática e infiel, e, no apagar das luzes, às 17 horas, muitas vezes chegam a decepção, a angústia e os tantos questionamentos que os tapinhas nas costas, cômodos porém falsos, ludibriaram. Muita calma nesta hora, Senhores! Dia 15 é logo ali!
Manuela Berbert é publicitária.
Após sete meses o oferecendo capacitações somente a distância por conta da pandemia, o Sebrae em Ilhéus retoma a realização de eventos presenciais no sul da Bahia. A programação para os municípios de Ilhéus e Itabuna já está disponível e todas as atividades seguirão às recomendações de segurança sanitária estabelecidas pelos decretos municipais.
Entre os dias 16 e 22 de novembro, acontece o evento de maior destaque do mês, a Semana Global de Empreendedorismo (SGE). A organização do evento é feita pelo Sebrae e parceiros que são referência do ecossistema empreendedor brasileiro como Aliança Empreendedora, Anjos do Brasil, Anprotec, Artemisia, Brasil Júnior, Conaje, Endeavor, Junior Achievement e a Rede Mulher Empreendedora (RME).
Com o tema “Retomada da Economia e o Papel do Empreendedorismo”, a 13ª edição da SGE promete mobilizar todo o país. Ilhéus e Itabuna sediarão uma série de palestras gratuitas nas Agências de Atendimento do Sebrae. Serão oferecidas mais de 200 vagas em capacitações presenciais. A programação do evento pode ser acessada através do site www.empreendedorismo.org.br .
Também serão ofertadas oficinas para produtores rurais destinadas a quem deseja aprender a como gerenciar, negociar e calcular os custos de produção no campo. Essas atividades serão realizadas em parceria com os sindicatos de produtores rurais dos municípios da região. Para participar gratuitamente, basta acessar o Portal Sebrae ou entrar em contato pelos telefones (73) 3634-4068 ou 99974-2263 Ilhéus / (73) 3613-9734 ou 99974-2262 Itabuna.
Os empreendedores de Ilhéus poderão se inscrever para as capacitações Como funciona o MEI (16); Como iniciar seu próprio negócio (17); Como elaborar controles financeiros (18); Como criar um negócio utilizando as redes sociais (19); e Sexta da Oportunidade (20).
Já em Itabuna, a programação inclui as capacitações Como iniciar seu próprio negócio (16); Como funciona o MEI (17); Como criar um negócio utilizando as redes sociais (18); Como elaborar controles financeiros (19); e Sexta da Oportunidade (20). As atividades, nos dois municípios, acontecem sempre às 14h.
Uma estudante do ensino médio do Instituto Federal da Bahia (Ifba), Raphaella Gondim, conseguiu desenvolver biocombustível a partir da banana. Raphaella faz o curso técnico integrado de Química e encontrou em propriedades da polpa da banana da prata, um potencial para transformar a biomassa em etanol e, a partir daí, criar um combustível sustentável.
Raphaella explica que o trabalho vai associar dois fatores importantes, que são o reaproveitamento de uma biomassa que seria descartada e a produção de um bioetanol que emite menos gases de efeito estufa, pois o mesmo é obtido a partir de uma matéria-prima alternativa à cana-de-açúcar.
“Nosso maior desejo, meu e do meu grupo de pesquisa, é que haja a produção de um trabalho que beneficie a sociedade devido aos fatores de sustentabilidade”, disse, ao relembrar que a inspiração para desenvolver este projeto surgiu durante as pesquisas sobre a produção de bioetanol.
“Fiquei curiosa sobre como funcionavam as etapas de produção desse biocombustível, e percebi que o mesmo pode ser produzido a partir de diferentes biomassas, então comecei a pesquisar sobre possíveis opções e percebi o grande potencial das bananas como matéria-prima para a produção do etanol. Esse potencial se deve tanto às altas taxas de açúcares na fruta, como às altas taxas de perda e desperdício da mesma”.
VANTAGENS ECONÔMICAS
De acordo com a pesquisadora, o diferencial desse estudo é que ele apresenta não só vantagens ambientais, como também vantagens econômicas, visto que o projeto não necessita de custos com a aquisição da biomassa, uma vez que a mesma seria descartada.
“Além disso, uma das nossas hipóteses é que o etanol obtido da banana apresente vantagens no rendimento quando comparado ao etanol da cana-de-açúcar. Os benefícios além de ambientais tornam-se também econômicos, pois esperamos que o “Bananol”, nome que batizamos o produto, apresente um melhor custo-benefício quando comparado a outras opções e, assim, possa ser utilizado amplamente pela população, que costuma evitar o produto devido ao alto custo comparado à gasolina”, destacou.Leia Mais
A Operação Leão de Neméia, do Ministério Público do Estado de Goiás (MPE-GO), investiga fraude nas pequisas eleitorais. Na última quinta-feira (5), A Polícia Civil de Goiás cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em Goiânia e na cidade vizinha Aparecida de Goiânia contra empresa que “produziu e divulgou 349 pesquisas suspeitas em 191 dos 246 municípios goianos”, segundo nota do MPE-GO.
De acordo com a Operação Leão de Neméia, a empresa cometeu crimes em campanhas eleitorais municipais, e os responsáveis, além de pagar multa, poderão ser presos por seis meses a um ano. As eleições ocorrem no próximo domingo (15) em 5.568 municípios.
“As fraudes consistem em produzir pesquisas que não refletem a realidade das intenções de voto dos eleitores, com desobediência dos requisitos exigidos na legislação eleitoral, em bairros inexistentes e com oferta criminosa de manipulação de dados em favor de candidatos”, descreve a nota do Ministério Público de Goiás.
A iniciativa do MPE-GO atendeu ofício circular do Ministério Público Federal, que anexava planilha elaborada pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), com lista de nomes e endereços de empresas que informavam ter realizado pesquisas eleitorais com recursos próprios no ano de 2020.
Segundo a planilha, essas empresas registraram quase 1.300 pesquisas na Justiça Eleitoral até a terceira semana de agosto, valor total até R$ 27 milhões. Sete de cada dez pesquisas registradas teriam sido custeadas com recursos das próprias empresas.
De acordo com a Apeb, o número de pesquisas autofinanciadas segue aumentando em todo o país. Até o dia 1º de novembro, das 7.334 pesquisas registradas, 4.741 indicavam ter financiamento próprio (64%).
Foi a proporção inédita de pesquisas com recursos próprios que chamou atenção da associação de empresas de pesquisa de opinião.
“Causou estranheza para nós. As empresas de pesquisas são empresas que vivem de prestar serviço e cobrar por isso. Elas não dispõem de recursos próprios para fazer milhares de pesquisas em centenas de municípios com recursos próprios”, relata à Agência Brasil João Francisco Meira, presidente do Conselho de Opinião Pública da Abep.
A advogada Ana Raquel Gomes e Pereira, especializada em direito eleitoral, também questiona a prática da pesquisa autofinanciada.
“Qual é a intenção de um instituto de pesquisa, que sobrevive de fazer pesquisa, fazer uma pesquisa por conta própria e divulgar essa pesquisa? Aqui no interior de Goiás, a gente vê institutos de pesquisa que nunca ouviu-se falar. Foram juridicamente constituídos recentemente e estão fazendo pesquisas com resultados questionáveis, inclusive quando feitas apenas em um bairro”, detalha.
O presidente do Conselho de Opinião Pública da Abep assinala outras impropriedades nos registros das pesquisas autofinanciados, como o custo dos levantamentos sob suspeita.
“São empresas que oferecem serviços a preços completamente impossíveis. Cem pesquisas em 100 lugares diferentes, com tamanho de amostra diferente, todas custando R$ 2 mil cada uma. Nós não temos certeza se quer se essas pesquisas tenham sido de fato executadas.”
Meira calcula que uma pesquisa com 500 entrevistas na amostra deva custar “no mínimo” R$ 30 mil.
PESQUISA FALSA REPERCUTE
O sociólogo Dione Antonio Santibanez, especialista em pesquisas de opinião, também enfatiza a incongruência dos valores declarados.
“Pesquisa eleitoral é cara. Envolve contratação de pessoal, uso de tecnologia e custo de deslocamento. Não existe pesquisa em valor acessível”, pondera.
Santibanez pontua que falta controle da Justiça Eleitoral sobre a realização das pesquisas. “O sistema de registro acaba sendo inócuo. Ele não funciona para preservar a acuidade e a qualidade das pesquisas. Ele acaba ajudando a quem frauda”, critica lembrando que a divulgação de pesquisa falsa pode repercutir nos resultados do pleito: “que o eleitor pode ser induzido por resultado de pesquisa, isso é fato.”
O especialista sugere que as empresas devam prestar mais informações sobre cada pesquisa eleitoral. “Se além de registar o plano amostral resumido, questionário e a nota fiscal, fosse colocado o relatório com os resultados e o banco de dados, seria ótimo para todo mundo: para o eleitor, paras os pesquisadores, para a academia que pode ter interesse nesses dados.”
João Francisco Meira, da Abep, concorda com a sugestão. “O relatório da pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral deveria conter todas as respostas referentes a todas as perguntas contidas no questionário, para que elas possam eventualmente ser analisadas por interessados.”
Ele acrescenta recomendações para garantir transparência e lisura dos levantamentos: “seria interessante que no registro de pesquisas autofinanciadas que venha uma demonstração da situação financeira da empresa, para que possa demonstrar que tem condições de executar o trabalho com recursos próprios ao mesmo tempo que ela tem que apresentar uma informação fidedigna assinada por contador.”
A advogada Ana Raquel Pereira, que já fez representações contra pesquisas suspeitas, espera maior atuação do Ministério Público e da Justiça Eleitoral.
“Essa questão das pesquisas têm sido muito delegada para os partidos e para os candidatos. Não é costume ver a impugnação de uma pesquisa eleitoral por iniciativa do MP, a menos que seja uma coisa muito escrachada.”
PROPAGAÇÃO NAS REDES SOCIAIS
Pereira ressalta que há outros tipos de crimes com a divulgação das pesquisas especialmente feitas por redes sociais e canais de mensagens espontâneas como WhatsApp.
“A questão das pesquisas eleitorais fraudulentas não é necessariamente uma novidade no mundo eleitoral. No entanto, com a facilidade de propagação das notícias pelas redes sociais isso tomou uma amplitude muito maior”, afirma.
Ana Raquel ainda acrescenta que “o modus operandi tem tido variações. Pode-se divulgar uma pesquisa totalmente fraudulenta, que se utiliza o nome de um responsável técnico que não tem mínima noção de que o nome dele está declarado na pesquisa. Tem pesquisa sendo divulgada com suposto registro no Tribunal Superior Eleitoral. E tem também a divulgação de pesquisa que não foi feita que se utiliza do nome de um instituto de pesquisa, e o instituto não sabe”.
IBOPE
Procurado pela reportagem, o Ibope não indicou nenhuma fonte para falar sobre as fraudes, mas o instituto de pesquisa de opinião há mais anos em atividade no Brasil confirmou que é comum ter que desmentir pesquisas que são divulgadas em seu nome.
Conforme a assessoria de imprensa do instituto nesta campanha eleitoral já teve que desmentir pesquisas para intenção de votos em candidatos a prefeitos ou vereadores nas cidades de Betim (MG), Dourados (MS), Fortaleza (CE), Guaxupé (MG), Paulínia (SP), São João do Meriti (RJ), Soure (BA), Uberaba (MG) e Vitória (ES).
Como já reportado pela Agência Brasil, a divulgação de pesquisas eleitorais é arbitrada pela Lei no 9.504/1997. Conforme a lei, só podem ser publicadas as pesquisas que entidades, empresas ou institutos de pesquisa de opinião tenham registrado junto à Justiça Eleitoral, ao menos cinco dias antes da divulgação.
Desde 2014, a Justiça Eleitoral tornou disponível o aplicativo Pardal para denúncias sobre a campanha eleitoral. As versões do aplicativo podem ser acessadas na internet, no site do Tribunal Superior Eleitoral.
Com um pênalti convertido por Rodriguinho, aos 53 minutos da etapa final, o Bahia venceu o Botafogo por 1 a 0, na noite deste domingo (8), na Arena Fonte Nova, em Salvador. Com o resultado, o Tricolor chega ao 14º lugar do Campeonato Brasileiro, com 22 pontos. Já time Carioca caiu para a 17ª posição e está na zona de rebaixamento da competição, com 20.
Uma partida bem estudada nos primeiros 20 minutos, com equilíbrio na posse de bola e poucas finalizações para ambos os lados. Depois, o Bahia se soltou e chegou em chute de Elias aos 24, que passou por cima do gol. O Botafogo respondeu logo na sequência com Bruno Nazário, que recebeu de Matheus Babi na entrada da área, ajeitou e mandou rente à trave, levando muito perigo ao time da casa.
O Tricolor voltou ao ataque aos 37, em cabeceio de Lucas Fonseca para o chão, como recomenda o manual. A bola tinha endereço, mas Saulo foi buscar no cantinho.
GOL ANULADO PELO VAR
O Bahia chegou a abrir o placar aos 43: Fessin recebeu de Nino Paraíba e chutou na zaga. Na sobra, ele cabeceou e o goleiro acabou colaborando. No entanto, a arbitragem revisou o lance e anulou a jogada por falta de Nino Paraíba na construção do lance.
Na segunda etapa, o Bahia começou tentando empurrar o Botafogo no campo de defesa e teve uma boa quantidade de finalizações, mas levou pouco perigo. As duas equipes também reclamaram de pênaltis, mas a arbitragem mandou seguir.
Gilberto teve boa chance aos 35 minutos, mas a bola passou à esquerda do goleiro. O jogo se encaminhava para um 0 a 0 morno, mas o Tricolor baiano teve um pênalti a seu favor marcado aos 49 do segundo tempo: o centroavante do Bahia tentou chutar e a bola desviou no braço de Marcelo Benevenuto. Na cobrança, Rodriguinho tirou de Saulo e sacramentou a vitória.
A Secretaria de Saúde de Itabuna confirmou, neste domingo (8), mais cinco mortes em decorrência do novo coronavírus. O município do sul da Bahia está entre os com mais óbitos causados pela Covid-19 no estado. Do início da pandemia até agora, são exatos 335 moradores de Itabuna que não resistiram à doença.
O município caminha para atingir a marca de 14 mil casos de novo coronavírus. Já são 13.769 infectados pelo vírus. Desse total, existem 239 casos ativos (pessoas doentes), segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
O número de pacientes internados em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) segue estável. São 16 pacientes desde ontem. Os dados mostram também estabilidade na quantidade de pessoas internadas em enfermaria. Ontem eram 19 e, hoje são 20.
O número de curados do novo coronavírus passou de 13.190, no sábado (7), para 13.199 neste domingo.
Uma colisão envolvendo um Pálio, de placa JMK-4024, e uma viatura da Polícia Militar da Bahia deixou pelo menos três pessoas feridas e um soldado morto, na tarde deste domingo (8), na BR-415 (Ilhéus-Itabuna). O PM Gilbervan Rodrigues das Neves, de 36 anos, não resistiu aos ferimentos.
Lotado na Cipe Cacaueira, Gilbervan chegou a ser levado para o Hospital Costa do Cacau, em Ilhéus, mas não resistiu aos ferimentos. Outros policiais feridos foram socorridos para esse mesmo hospital. Não há informação sobre o estado de saúde dos demais PMs que estavam na viatura.
Com o impacto da colisão, a viatura da Polícia Militar saiu da pista e colidiu com uma árvore. A frente do Pálio também ficou completamente destruída. Não há informações sobre os ocupantes do veículo de passeio.
A cantora Vanusa faleceu, na madrugada deste domingo (8), na casa de repouso em Santos (SP), onde estava morando há mais de 2 anos. Vanusa Santos Flores era de Cruzeiro, município do interior de São Paulo.
Por meio de nota, a assessoria de imprensa da artista disse que um enfermeiro percebeu que Vanusa estava sem batimentos cardíacos por volta das 5h30min da manhã. Imediatamente chamaram uma unidade móvel de pronto atendimento (UPA) que constatou insuficiência respiratória como a causa da morte.
A assessoria informou que ontem Vanusa teve um dia muito feliz com a visita da Amanda, a filha mais velha. Cantou, brincou, riu, se alimentou bem. Nos últimos anos, a cantora teve depressão e ficou muito debilitada devido a problemas gerados pelo uso de medicamentos tarja preta em excesso.
De agosto a setembro deste ano, a cantora esteve internada no Complexo Hospitalar dos Estivadores. O filho caçula Rafael Vannucci está viajando para São Paulo para tratar dos trâmites do enterro e mais informações serão repassadas no final do dia.
CARREIRA
Vanusa Santos Flores nasceu em 22 de agosto de 1947, na cidade de Cruzeiro, estado de São Paulo, sendo criada nas cidades mineiras de Uberaba e Frutal. Aos 16 anos, tornou-se vocalista do conjunto Golden Lions. Em uma das apresentações foi ouvida por Sidney Carvalho, da agência de propaganda Prosperi, Magaldi & Maia, que a convidou para ir a São Paulo. Saiba mais sobre a cantora em leia mais.
No dia seguinte, ao chegarem à emissora para apresentarem a resenha esportiva, o jovem Borrachudo, destaque no jogo, esperava os radialistas para que consertassem um mal-entendido que lhe causou dissabores em casa.

O futebol é pródigo em tudo! E por isso mesmo – acredito eu – a razão de tanto sucesso. No futebol, as coisas erradas acabam dando certo e nem mesmo o politicamente correto consegue sobreviver. Ainda bem! É o futebol que faz muitos jogadores famosos – alguns conceituados –, embora efêmeros, não importa, embora também seja perverso com outros tantos que vão do céu ao inferno em bem pouco tempo.
Se todo o jogador que se preze pudesse jogar como atacante, marcando gols, por certo estaria em alta constante com a torcida, endeusado pelos feitos, um drible desconcertante ali, um gol de placa para ganhar o jogo, quem sabe o campeonato. É a glória. Já outras posições, principalmente as defensivas, já não conseguem sempre conviver com esse clímax, que digam os goleiros.
Pra não ter que encompridar esse “nariz de cera”, vamos ao que interessa: os apelidos dos jogadores. Sejam eles oriundo da infância – de casa ou da rua – ou os recebidos nos campos de futebol. Não causa espanto que uma grande parte dos apelidos tenha sido dados pelos cronistas esportivos – notadamente os repórteres de campo e narradores de partidas inconformados com a pronúncia ou bizarria.
No nosso futebol paroquiano – seja Itabuna, Ilhéus ou Salvador – os jogadores conhecidos por apelidos não são poucos e muitos fizeram história sem se importar de como passaram a ser conhecidos. O importante era jogar bola, e bem, seja em que posição atuasse. Há também casos em que os nossos cronistas esportivos simplesmente não gostaram do apelido e passaram a chamá-lo pelo nome, o que nem sempre deu certo.
Alguns apelidos são inesquecíveis e se encaixam perfeitamente nas pessoas – no caso os jogadores em questão – e o exemplo mais límpido é o de Pelé (Edson Arantes do Nascimento soa estranho); Garrincha, Mané Garrincha, tanto faz; Didi, o Folha Seca, o Príncipe Etíope, o Senhor Futebol, todos conhecem, mas se perguntarmos por Waldir Pereira…dará um trabalho danado para sabermos de quem se trata.
O Furacão da Copa também atende por Jair Ventura Filho, ou Jairzinho, sem qualquer problema, já o também botafoguense Heleno de Freitas era chamado de Príncipe Maldito, o que, convenhamos, não pega bem. Artur Antunes Coimbra ainda é chamado de Zico, um diminutivo dado pela família, mas os narradores da época gostavam de chamá-lo pela alcunha de Galinho de Quintino, sem qualquer problema.
Agora imaginem a mãe de um jogador de futebol ter que aturar a crônica esportiva chamar o seu mimoso filhote de Leandro Banana, Flávio Caça-Rato, Pinga (o herói do Hexa da Seleção de Itabuna). Cláudio Caçapa? Melhor a morte! Pior, ainda, é Cascata, Ruy Cabeção (ex-Botafogo), Yago Pikachu, Boquita, Rafael Ratão, embora pouco importassem que nomes os chamassem e sim o que futebol que jogavam.
Em certos casos os nomes de batismo e registro civil não pegam bem para um jogador de futebol. Imagine o narrador ter falar com rapidez que Parmênides passou a pela para Ariclenes, que driblou Pelópidas Guimarães. Esses nomes não deram certo nem no cinema e televisão, tanto que Ariclenes se transformou em Lima Duarte e Pelópidas passou a ser conhecido e chamado por Paulo Gracindo.
E assim é por esse mundo afora. Não foi diferente com um lateral-esquerdo do meu Botafogo do bairro Conceição, conhecido por Borrachudo. Para não perder a embocadura, nesta época o Botafogo de Rodrigo tinha o jovem Iaiá como um promissor goleiro e mecânico da empresa de ônibus Sulba. Ao ser convocado para Seleção de Itabuna não quis saber do apelido e só aceitava ser chamado por Aderlando, conforme lembra outro não menos famoso goleiro Raul Vilas Boas, também conhecido no futebol por Marcial (goleiro do Flamengo) pelas pontes que cometia para pegar as bolas altas.
Como sempre, a mídia acredita que sempre sabe das coisas e o grande narrador da época, Geraldo Santos (hoje Borges), e o repórter e comentarista Ramiro Aquino resolveram dar uma forcinha para Borrachudo. Apesar de experiente, a dupla nunca tinha visto um apelido desse, e logo no jovem reserva do Botafogo que assumiria a titularidade o apelido poderia ser um fator negativo.
Tudo combinado na emissora e no dia seguinte começa o jogo no velho campo da desportiva entre o Botafogo e Fluminense. E o nosso lateral-esquerdo fez valer sua ascensão e foi um dos destaques do jogo. Só que em vez de Borrachudo, os radialistas Geraldo Santos e Ramiro Aquino se esmeraram em chamar o jovem pelo seu nome de batismo: José Carlos, como tinham prometido.
No dia seguinte, ao chegarem à emissora para apresentarem a resenha esportiva, o jovem Borrachudo, destaque no jogo, esperava os radialistas para que consertassem um mal-entendido que lhe causou dissabores em casa. É que a senhora mãe de Borrachudo – agora José Carlos – passou-lhe o maior sabão por ele ter dito que jogaria naquela tarde e seu nome sequer apareceu no rádio. Ela não tinha ouvido uma vez sequer na transmissão.
Desse dia em diante a dupla Geraldo Santos e Ramiro Aquino desistiu do intento de mudar os nomes dos jogadores, se esmerando para tornar as transmissões mais humanizadas. José Carlos voltou a ser chamado de Borrachudo e o seu colega goleiro Aderlando, que não teve grande êxito na seleção itabunense, voltou a ser chamado pela crônica esportiva de Iaiá. Sem traumas!
Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.























