O prefeito eleito de Itabuna, Vane do Renascer (PRB), anunciou que irá fazer auditoria em todas as áreas. Na entrevista que concedeu ao semanário A Região.
– É minha obrigação como gestor realizar uma auditoria. O levantamento será feito nas contas da prefeitura, Emasa, Fundação Marimbeta e Hospital de Base – disse Vane.
Estimativas apontam para dívidas superiores a R$ 50 milhões somente no primeiro quadrimestre deste ano. A dívida deixada do exercício passado para o de 2012 é de, aproximadamente, R$ 140 milhões.
O prefeito eleito deve ter, nesta semana, audiência com o governador Jaques Wagner e afirmou ter entre as suas prioridades a aceleração do processo de construção da Barragem do Rio Colônia, em Itapé. A barragem deve aumentar a vazão de água em Itabuna para, no mínimo, 1,4 mil litros por segundo.

Comércio, agências bancárias e repartições públicas não funcionam. O feriado é reconhecido por meio de decreto municipal.
A Trip vai operar voo diário direto entre Belo Horizonte e Vitória da Conquista a partir de Confins. O voo inaugural está previsto para 22 de outubro. Para isso, a companhia já recebeu autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A Azul também espera autorização da Agência para voo direto, em dezembro, segundo o site Panrotas.
Assessores do prefeito Capitão Azevedo agora discutem não apenas onde falharam, mas quais secretários e coordenadores eleitorais traíram a causa. Alguns estão arrependidos porque tinham 300 mil motivos reais para apostar na reeleição. Preferiram “economizar”.
Resultado: a vaca foi pro brejo.
De que adianta terra sem tecnologia adequada, sem financiamento e nas mãos de pessoas sem preparo para atuar no setor agropecuário, como, notoriamente, é o caso desses “indígenas”.
Cientistas de nações com baixo crescimento demográfico começaram a ficar impressionados com as altas taxas de fecundidade ocorridas recentemente no Sul da Bahia.
A economia desses países já sofre com a falta de mão de obra jovem, que é o sustentáculo das obrigações com os aposentados, cuja expectativa de vida é elevada.
Eles, então, resolveram se deslocar até o Sul da Bahia, para conhecer in loco esse verdadeiro prodígio da natureza, em que as pessoas já nascem jovens ou adultas.
Ao pesquisarem o “fenômeno” com mais intensidade, os cientistas descobriram que o tal milagre demográfico está contido numa pequena lata de tinta.
Aqui chegando, constataram que a depender da largura das listas pintadas no peito e no rosto, podem “nascer” de 15 a 20 índios. Isso mesmo: ali estava a solução do mistério da espantosa multiplicação da população indígena no Sul da Bahia, com a vantagem de que, já “nascidos” adultos, podem invadir e tomar propriedades produtivas, legalmente estabelecidas há décadas e com grandes investimentos feitos pelos seus legítimos proprietários.
Tratando seriamente dessa grave questão, parece-nos que há uma certa cegueira por parte dos organismos oficiais que reconhecem como área indígena terras ocupadas por micro, pequenos e médios produtores rurais, que dali tiram o sustento de suas famílias.
De que adianta terra sem tecnologia adequada, sem financiamento e nas mãos de pessoas sem preparo para atuar no setor agropecuário, como, notoriamente, é o caso desses “indígenas”.
Cai-se num jogo de faz de conta, em que as terras são entregues aos índios e posteriormente retornam às mãos de seus antigos proprietários, ainda que por vias tortas. Em troca de algumas benesses, as coisas continuam como sempre estiveram, numa demonstração de que a Justiça nem sempre é necessariamente justa, nem eficaz.
No mundo real, é preciso que essa situação, que tanta insegurança tem gerado no Sul da Bahia seja pintada com as tintas do bom senso, artigo que parece andar escasso para algumas de nossas autoridades.
Helenilson Chaves é presidente do Grupo Chaves.
LÍNGUAS BLINDADAS CONTRA OS BÁRBAROS

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Mouse é “rato” em Portugal e na França
O termo online não foi absorvido por aquelas línguas, como ocorreu aqui: o francês diz “em linha” (en ligne); o português, também. Outro exemplo: mouse, em Portugal, virou rato; na França, souris (rato); o inglês site é, em terras d´além-mar, sítio; entre os franceses, idem (site). Uma lembrança anterior à informática me sopra a palavra nylon: o francês conservou a grafia, mas adaptou a pronúncia para… nilón! São línguas que se respeitam e se defendem. Tivemos aqui, lá pelo início dos oitenta, discussão a propósito de falarmos Sida (Síndrome de imunodeficiência adquirida) ou Aids (Acquired immune deficiency syndrome), venceu a segunda, de goleada. Colonizados acham que até doença fica chique, desde que in English.
Os jogos de 2016 serão “paraolímpicos”

A PREMONIÇÃO DE FERNANDO LEITE MENDES
Tocam a campainha na casa de Fernando Leite Mendes, no Rio, ele vai atender. Era um fotógrafo do Correio da Manhã, confuso e, pelo sotaque, português: “– O senhor Júlio está?” “– Aqui não mora nenhum Júlio”. O homem saiu, e logo voltou. “– Perdoe-me a insistência, mas eu qu´ria falar com o senhor Júlio de Castilhos…” “– Ah, o doutor Júlio de Castilhos não sabia que o senhor viria procurá-lo e morreu há exatamente 60 anos, em 1903. Se soubesse, talvez tivesse esperado”.“– Ora, pois, então esta não é a Rua Dr. Fernando Leite Mendes?” “– Ainda não, mas deverá ser daqui a 60 anos”. Fernando virou nome da rua, 48 anos depois (a história é contada pelo jornalista Sebastião Nery).
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Alberto Hoisel: “Lei, te emendes!”

A FALTA QUE FAZ O DICIONÁRIO “POÉTICO”
Uma amiga me inquire a respeito de palavras “poéticas” – se há termos adequados para escrever poesia. Pelo que entendo, não. Dizer que sim seria admitir a existência de um dicionário apropriado para os poetas, de sorte que bastaria adentrar a livraria, comprar a última edição revista, atualizada e ampliada, depois sair por aí desembestado a escrever sonetos, elegias, odes, éclogas, epopeias, versos concretos, abstratos, brancos, pretos (ou afrodescendentes?) e o que mais nos desse na telha. Isto já nem seria um dicionário, mas uma usina de talentos, fabricando, como em desenfreada linha de montagem, drummonds, camões, cecílias, florbelas e bilacs à mancheia (para fazer o povo pensar).
As palavras estão à nossa disposição

O destino (ou a morte) batendo à porta
A anedota de que as quatro notas que abrem a peça (tente sol-sol-sol-mi) significariam o destino (ou a morte!) batendo à porta carece de valor científico: um ex-secretário do velho Ludwig, aspirante à notoriedade, teria inventado estas e outras inverdades a respeito do músico, após o desaparecimento deste. Outra curiosidade: as três notas iniciais (três sons breves e um longo) correspondem à letra V no Código Morse. Não por acaso, a Quinta foi executada pela BBC de Londres, em 1965, logo após a morte de Winston Churchill – o estadista britânico usava o V (de Victory/Vitória) como gesto de incentivo a todo foco de resistência à agressão nazista.
(O.C.)

Itabuna recebe, na próxima quarta, 17, a Mostra Itinerante JorgeCineAmado, no Centro de Cultura Adonias Filho. Com entrada franca, o evento tem sessões às 8h e 19h. Pela manhã, será exibido o filme Capitães da Areia, de Cecília Amado. À noite, o público terá a oportunidade de assistir aos documentários Jorjamado no Cinema, de Glauber Rocha, e Jorge Amado, de João Moreira Sales.
A mostra em homenagem ao centenário de nascimento de Jorge Amado também traz palestra com o jornalista e crítico de cinema Adalberto Meirelles, que abordará a obra do escritor grapiúna e adaptações feitas para o cinema.
O evento passará por 15 municípios baianos e tem como principal foco, segundo a produtora e atriz Eva Lima, “despertar o interesse pela cultura baiana e nacional, contribuindo assim positivamente para sua formação cultural e tornando seu imaginário mais rico, mais significativo e inclusivo”.

Waldomiro Borges foi prefeito de Jequié entre 1967 a 1971 e, por duas vezes, atuou como deputado estadual, entre 1975 e 1979 e entre 1979 e 1983. Informação do Bahia Notícias.
A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores em Itabuna ocorrerá somente na próxima terça, 16, após o registro de chapa que terá como presidente Wellington Rodrigues, Leléu (DEM). Nesta semana, a Justiça decidiu pelo afastamento de todos os vereadores e a imediata posse dos 13 suplentes.
O afastamento tem a ver com a Farra das Diárias investigada pelo Ministério Público estadual. Os vereadores afastados recorreram e a expectativa é de retorno em, no máximo, uma semana.
João Pedro Pitombo | A Tarde

O espólio representa um crescimento de 100% na votação do partido comparado às eleições de 2004, quando o PT ainda não havia sido eleito para o governo baiano, mas obteve 923 mil votos. “Esta votação é resultado de candidaturas competitivas e alianças consistentes”, avalia o presidente do PT, Jonas Paulo.
O desempenho do PT, contudo, ainda é inferior que o do PFL há oito anos, quando o partido ainda comandava o governo baiano. Na época, o hoje Democratas teve 2,0 milhões de votos, quando disputou 275 prefeituras.

A ação do MP coloca todos os membros da Câmara de Itabuna no mesmo nível. Tudo tem que ser apurado, porém separando alho de bugalho.
A ação desenvolvida pelo Ministério Público Estadual de Itabuna (MP) que culminou com o afastamento dos 13 vereadores da cidade, dentre esses o prefeito eleito Vane do Renascer e o seu vice, Wenceslau Júnior, é merecedora de muita reflexão. Como não poderia deixar de ser, o caso ganhou dimensão nacional, sendo um dos destaques do Jornal Nacional, da Rede Globo, na edição da quarta-feira, dia 10.
A ação penal do Ministério Público, denominada “Farra das Diárias”, além dos vereadores, atinge também alguns funcionário da casa legislativa. O prefeito e o vice-prefeito eleitos afirmam que, no período de 2009 a 2010, utilizaram diárias no valor de R$ 12.396,45 e R$ 11.167,09, respectivamente, o que totaliza R$ 23.563,54.
Por sua vez, o Tribunal de Contas dos Municípios ao analisar e rejeitar as contas do prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, relativas aos exercícios de 2009 e 2010, constatou que há irregularidades insanáveis no valor de R$ 23 milhões, envolvendo dentre outras a empresa Marquise, que faz a coleta de lixo da cidade. Esse caso nos chama a atenção, e é o merecedor da reflexão pedida no início desse texto.
Com exceção do Ministério Público Eleitoral, que tem suas ações limitadas apenas ao processo da eleição, nenhum membro do MP de Itabuna se manifestou em relação a esse fato. A suposta “Farra das Diárias” de Vane e Wenceslau – que consumiu do dinheiro público R$ 23.563,54, deve ser apurada, assim como o caso dos R$ 23 milhões em irregularidades insanáveis na gestão Azevedo.
Não quero com isso dizer que os mais de R$ 23 mil de Vane e Wenceslau são um pecado menor que os R$ 23 milhões de Azevedo, pois como ensinou minha sábia avó, “quem rouba uma caixa de fósforo, também é capaz de roubar um banco”. Nesse fato há dois pesos e uma medida. Por que os R$ 23 mil dos dois vereadores motivaram afastamento e bloqueio de bens e os R$ 23 milhões do prefeito – pelo que se divulga – passaram batidos?
O prefeito e seu vice afirmam que as despesas de suas diárias foram utilizadas a bem do serviço público, em viagens para a capital baiana para batalhar pela construção do novo fórum, em visitas ao TCM para fiscalizar as contas da prefeitura, a participação em cursos no Rio de Janeiro ministrados pela IBAM e em Brasília na busca da implantação da Universidade Federal na região.
A ação do MP coloca todos os membros da Câmara de Itabuna no mesmo nível. Tudo tem que ser apurado, porém separando alho de bugalho. Como também devem ser apurados os prejuízos insanáveis apontados pelo TCM causados ao município pela gestão atual no período de 2009/2010.
Nesse processo que envolve o futuro prefeito e o seu vice, o princípio da inocência passou a ser o princípio da culpa. Todos são inocentes até que se prove o contrário, inclusive o prefeito Azevedo. Por isso, vamos refletir.
Da Agência Brasil

Dos 2.936 recursos de candidatos que tiveram o registro negado em função da Lei da Ficha Limpa, o tribunal já julgou 907. A lei, criada em 2010, determina, entre outras coisas, que ficam inelegíveis os candidatos condenados por órgão colegiado por crimes como o de improbidade administrativa.
Um levantamento parcial feito pela assessoria do TSE mostra que, entre os processos já recebidos ligados à Lei da Ficha Limpa, a maioria está relacionada a condenações por problemas nas prestações de contas dos candidatos.
São pelo menos 1.224 recursos. Em seguida vem as condenações criminais. Levantamento preliminar, feito em parte dos processos, apontou 252 recursos.
Os ilícitos eleitorais, como compra de votos ou transporte ilegal de eleitores, por exemplo, são responsáveis por 133 entre os 1.628 processos que fizeram parte do levantamento.

Enquanto a equipe do prefeito eleito de Ilhéus se posiciona contra algo transparente e que fortalece as manifestações culturais de um dos berços da cultura baiana, o ator global e ilheense Fábio Lago tornou público seu apoio ao convênio que cede a administração do prédio do Colégio General Osório ao Teatro Popular de Ilhéus. O convênio foi celebrado entre o TPI e a Prefeitura de Ilhéus.
Jabes e assessores expressam que não há convivência harmônica entre atividades teatrais e biblioteca. Até tentam jogar o Ministério Público estadual contra o negócio transparente que passa ao Teatro Popular a administração do imóvel por 20 anos, mas com regras que tornam plenamente possível a retomada do prédio do General Osório se a gestão do espaço público não seguir as cláusulas constantes de contrato.
Fábio Lago lembra que biblioteca e teatro podem viver juntos tranquilamente. E enfatiza o papel do grupo teatral ilheense: “O grupo [Teatro Popular de Ilhéus] faz um trabalho sério e importante para a cultura regional”.
Já Romualdo Lisboa, do TPI, elenca, pelo menos, dois espaços culturais onde biblioteca e teatro coexistem: a Biblioteca Central dos Barris e o Espaço Xisto Bahia, em Salvador, e o Centro Cultural de São Paulo, que reúne cinema, dança, música e literatura.
Quem se posiciona contra o projeto é porque, talvez, apresente resistência ao protagonismo do Teatro Popular de Ilhéus, uma turma que já ganhou prêmios nacionais e encanta plateias seja na Bahia, São Paulo, Paraná ou em qualquer lugar pela sua qualidade.
O prefeito eleito Jabes Ribeiro precisa vir a público – e de forma inequívoca – explicar os motivos dele e de sua tropa se posicionarem contra as intenções do TPI. Deveriam, sim, apoiar a iniciativa.
E, deixemos claro, não foi o grupo de teatro quem se dispôs a administrar aquele espaço. A proposta partiu da Prefeitura de Ilhéus e dos atuais gestores por reconhecimento às qualidades artísticas e de gestão do TPI, além de sua habilidade em atrair/captar recursos.
Aliás, aqui, outro ponto importante: o TPI tem com a Secretaria Estadual de Cultura convênio que garante recursos para administração de espaço cultural. Se a equipe do prefeito eleito “melar” o negócio transparente, o convênio com o governo baiano será desfeito. E Ilhéus e a cultura perderão mais uma fonte de receita.
Um lembrete: o protagonismo na cultura não deve ter monopólio.
Moradores do Alto Maron e da Avenida Amélia Amado estão reclamando do som abusivo até altas horas da madrugada em um novo posto de combustível da bandeira Ipiranga, na Avenida Amélia Amado, centro. E reclamam que não adianta apelar à polícia militar. Esta, cancelou as operações de combate à poluição sonora.
Ao recuar de sua decisão de adotar o horário de verão na Bahia, o governador Jaques Wagner desagradou em cheio as emissoras de televisão, de onde vinha a maior pressão para igualar o fuso dos baianos ao do centro-sul.
Wagner recusou-se a comprar a briga com 76% dos entrevistados de uma pesquisa sobre o tema que foram contrários ao horário de verão no estado.
Aos mais próximos, o governador diz que as emissoras poderiam ter feito uma campanha educativa a favor da adesão da Bahia e explicar os benefícios à população. Mas o desgaste, agora, ficaria só com ele.
























