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Azevedo: temporada ruim.

É certo que as pesquisas locais detectavam uma rápida deterioração da popularidade do prefeito Capitão Azevedo (DEM), mas estas eleições mostraram que o mandatário itabunense tem baixa capacidade de transferência de votos para os seus candidatos.
O prefeito “elegeu” como seus tanto Roberto Britto como Luiz Argôlo, ambos do PP e candidatos à Câmara Federal. Os dois saíram “magrinhos” das urnas em Itabuna. Argôlo com 4.289 (4,49% dos votos válidos) e Britto com 1.823 votos (1,91%).
Pior, ele deu zignal em Augusto Castro, do PSDB, que acabou eleito deputado estadual, e apoiou o também tucano Solon Pinheiro, que sonhava com uma vaga à Assembleia Legislativa. Castro teve 8.019 votos em Itabuna, ante 2.345 de Solon, este derrotado.
Pior ainda: nem bem confirmada a sua eleição a deputado estadual, Coronel Santana (PTN) mandou avisar ao ocupantes temporários do Centro Administrativo Firmino Alves que em 2012 disputará a prefeitura de Itabuna. Santana, apesar de ser apontado como santo protetor de Azevedo desde os tempos da Ciretran, foi preterido neste pleito de 2010. Resultado: saiu daqui com 13.143 votos. Pra ele, melhor assim.
E, para temperar essa salada indigesta, mais uma: Azevedo não colocou a cara na campanha de nenhum candidato ao governo, apesar de “fazer sabão” com Paulo Souto, Jaques Wagner e Geddel Vieira Lima. Liberou seus secretários para as campanhas de Geddel e Souto. E deixou Wagner – o eleito – chupando dedo.
As urnas de Itabuna também deixaram em maus lençóis os ex-prefeitos Fernando Gomes e Geraldo Simões. Fernando apoiou os candidatos a deputado Renato Costa (estadual) e Lúcio Vieira Lima (federal). Renato foi derrotado na sua pretensão de retorno à Assembleia Legislativa. Obteve aqui pouco mais de 7,6 mil votos. FG deu a Lúcio só 1.218 votos em Itabuna.
Geraldo Simões teve depositado no seu cesto itabunense apenas 23.639 votos, ante 35 mil em 2006. Por isso, sua votação em todo o estado também foi mais baixa do que há quatro anos. Ele diz que a queda tem a ver com as críticas da imprensa ao seu mandato e à informação de que não mais concorreria à reeleição…

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Pode-se até questionar a coerência da lei, mas o fato é que ela determina a instalação de placas indicativas onde existem radares para controlar a velocidade dos veículos. Os motoristas apressadinhos, logicamente, agradecem a previsão legal que os impede de ser pegos desavisados.
Em Ilhéus, porém, há pelo menos três “pardais” (apelido do equipamento), instalados nas avenidas Itabuna e Lomanto Júnior, além da via principal do bairro Savóia, a que dá acesso às praias da zona norte. Mas nenhuma informação sobre a presença dos mesmos.
Nesses pontos, o limite de velocidade é de 50 quilômetros por hora, embora haja motoristas que passem “voando”. Estes já estão recebendo em suas casas uma belíssima multa, decorada com a foto do veículo envolvido na infração.
A grande maioria, no entanto, certamente irá recorrer da penalidade, alegando exatamente a falha da Prefeitura em não colocar placas informando a presença dos radares. É, como se diz no mundo forense, causa ganha.

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A coisa tá feia em Itapé, onde o prefeito Jackson Rezende, do PP, testou seu cacife eleitoral e acabou vendo os candidatos por ele apoiados para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa terem votações aquém do esperado no município.
Para aumentar o desespero do prefeito, os candidatos que tiveram o apoio de Humberto Matos e Pedro Jackson Brandão, seus adversários, foram melhor aquinhoados pelas urnas.
Segundo informações, a decepção de Rezende vai se materializar na demissão de funcionários de confiança, aos quais o prefeito acha que faltou empenho na campanha.
Alterado às 12h55min.

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Os moradores do condomínio Águas de Olivença já não sabem a quem apelar. Desde a semana passada convivem com o odor insuportável exalado dos restos mortais de uma baleia jubarte encalhada na praia de uma das regiões mais visitadas de Ilhéus.
Homens da prefeitura foram até o local, fizeram uma “cova rasa” e empurraram o corpo da baleia, deixando boa parte descoberta. Fedentina horrível, segundo descreve quem passa por lá.
Teremos um feriadão pela frente neste final de semana e imaginemos o espanto de turistas (já que o município tá nem aí para os moradores do condomínio)…

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Nota impagável do Bahia Notícias:
Para quem pensou que o fenômeno Tiririca iria se alastrar pelo país, pelo menos na Bahia não foi o que aconteceu. Celebridades, dos mais diversos segmentos, deram com os burros n’água nas eleições deste ano. A lista é grande, mas só para citar alguns notáveis, Popó (PRB) foi nocauteado no primeiro round, Léo Kret (PR) e Porreta da Mata Escura (PSL) urraram de dor, o sistema foi bruto com Uziel Bueno (PTN), a camisa de Jean Nanico (PTB) ficou desbotada e a “kirica” de Gerônimo (PV) ficou sem “bussanha”.
Ainda faltou bala na agulha para a “delegata” Patrícia Nuno (PMDB) e o glamour para a socialite Fabíola Mansur (PSB), oftalmologista nas horas vagas. Por falar em high society, o barão Flavinho (PR) ficou mais indigente que o vetado Neto Pobre (PRTB). No dial, o rádio de Dona Raquel (PSDB), proprietária da Piatã FM, que autointitulou-se “a rainha do pagode”, ficou afônico, e a Sheila Varela (PRB) só conseguiu um cartão vermelho. O Pastor Manassés (PSB), por sua vez, precisará de reabilitação.
Já o Coronel Santana (PTdoB), aquele que foi flagrado a receber suposto dinheiro de propina de compra de viaturas pela Operação Nêmesis, não conseguiu transferir a fama obtida nas páginas policiais para as urnas.

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A executiva nacional do PV aprovou um documento que propõe liberdade para os diretórios regionais no segundo turno da sucessão presidencial. Assim, em cada estado a legenda poderá apoiar Serra (PSDB) ou Dilma (PT), de acordo com as peculiaridades locais.
Na Bahia, por exemplo, os verdes sempre foram mais próximos do PT, enquanto em São Paulo eles têm sido aliados históricos do tucanos.
A tendência é de que o apoio de Marina Silva, terceira colocada nas eleições, seja pessoal, não implicando no posicionamento do partido.

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Nesta terça, 5, o governador reeleito Jaques Wagner é um dos entrevistados do programa Bom Dia Bahia, apresentado na rádio Nacional de Itabuna pelos jornalistas Ederivaldo Benedito e Maria Luísa Couto, às 7 horas da manhã.
Além de fazer uma leitura da sua reeleição e dos resultados das urnas baianas para os parlamentos estadual e federal, Wagner falará sobre novo secretariado e a disputa ao Palácio do Planalto. O novo presidente brasileiro será escolhido no dia 31 de outubro.
Conforme a produção do Bom Dia Bahia, o programa também terá como entrevistados o deputado estadual eleito Gilberto Santana (Coronel Santana), do PTN, e o vereador Wenceslau Júnior (PCdoB).
O comunista saiu das urnas como o mais votado para a Assembleia Legislativa em Itabuna, mas, por enquanto, ficará na 1ª suplência (leia mais sobre o assunto).

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O PCdoB baiano vive a expectativa de aumentar de 3 para 4 o número de deputados eleitos para a Assembleia Legislativa (AL-BA). Isso, porque ainda são aguardados os julgamentos dos “fichas sujas” Carlos Brasileiro (PT) e Maria Luiza Laudano (PTdoB). O veredicto será do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Caso as duas candidaturas caiam e os votos destes sejam considerados inválidos, os comunistas ficam com mais uma cadeira na AL-BA. Quarto mais  votado do partido na disputa por vagas na AL-BA, o vereador itabunense Wenceslau Júnior seria o premiado.
Na madrugada desta segunda-feira, 4, ocorreu uma situação inusitada com Wenceslau. Funcionários do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) informavam à presidência do PCdoB que o partido faria quatro deputados estaduais, mas alertavam para o fato de que ainda faltavam 2 mil votos a serem computados.
Foi o suficiente para a militância ocupar as ruas de Itabuna e fazer uma carreata. Quase uma hora depois, a notícia: a vaga era do petista Yulo Oiticica, que vai para o seu quarto mandato. Hoje à tarde, Wenceslau conversou com o Pimenta. Até brincou com a situação. “O povo naquela carreata, numa euforia, e como é que a gente diz que não mais estávamos eleitos?”.
O vereador também pode ganhar a vaga caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considere válidos os 290 votos atribuídos a Wilson Ramos, o Wilson Tiba. Até agora eles não foram computados porque o também comunista apresentou problemas na documentação de registro de candidatura.
Independente de a vaga “acontecer” ou não, Wenceslau comemora o fato de ter sido o segundo mais votado entre os candidatos a deputado estadual do eixo Ilhéus-Itabuna. A candidatura que obteve mais votos (43.588) foi a de Ângela Sousa (PSC), de Ilhéus. Wenceslau foi mais bem votado que os eleitos Coronel Santana (PTN) e Augusto Castro (PSDB).
“ELEGER DILMA, PRESIDENTE”

Para o “cururu”, o momento agora é de “mobilizar a militância para eleger a primeira mulher presidente do Brasil”, numa clara referência à petista Dilma Rousseff, que disputará o segundo turno presidencial contra o tucano José Serra. “O Brasil cresceu muito com Lula e devemos eleger Dilma para dar continuidade a este projeto”, prega.
Wenceslau prefere não discutir, ainda, as eleições de 2010, mas reconhece que o PCdoB saiu das urnas com força para disputar a prefeitura de Itabuna. Seja com ele ou com o ex-vereador Luís Sena. Ou o presidente da Bahiagás, Davidson Magalhães.
O cururu desconversa sobre nomes. Prefere falar da “força do PCdoB”. Mas prega, antes de tudo, a união do campo progressista. A força do partido, diz, será vital também para acelerar ações e projetos estaduais e federais para o sul da Bahia e, principalmente, Itabuna. Noutra ponta, ele afirma que a reeleição de Jaques Wagner demonstra o acerto das políticas desenvolvidas pelo “campo progressista”.

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Do Comunique-se
A Folha de S. Paulo conseguiu, por meio de uma liminar (antecipação de tutela), tirar o site Falha de S. Paulo do ar. A página foi criada a cerca de 20 dias e fazia uma paródia do jornal, com críticas à cobertura do veículo (clique na imagem ao lado para vê-la ampliada).
O site era mantido por Lino Ito Bocchini e Mario Ito Bocchini, que pretendem recorrer da decisão da 29ª Vara Cível de SP, que condena os irmãos a pagarem multa diária de R$ 1.000 caso descumpram a determinação.
A alegação da Folha de S.Paulo para mover a ação é o “uso indevido da marca” na página de paródia. O processo contém mais de 80 páginas.
Para Lino Bocchini, a atitude da Folha foi “violenta”. “Não recebemos nenhum e-mail antes, nenhuma ligação. A liminar chegou direto. É uma ação muito violenta”, afirmou. O jornalista disse ainda que o veículo se contradiz com o processo. “Eu sempre li a Folha e concordei com os editoriais que defendem a liberdade de expressão. Mas agora a Folha vai contra tudo o que ela defendeu”, criticou.
O Twitter do Falha de S. Paulo e um vídeo crítico, que satiriza uma campanha do jornal, continuam no ar, mas os autores temem que a Justiça decida retirá-los.

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A produção de cacau na safra temporã de 2010 será em torno de 20% superior à registrada no ano passado, segundo a TH Consultoria e Estudos de Mercado. No período de maio a setembro deste ano, foram colhidas 1,24 milhão de sacas de cacau, ante 1,02 milhão em 2009.
O aumento na produção resultou em queda na importação do produto no período de maio a setembro (497,7 mil sacas no ano passado contra 155,7 mil em 2010). O preço da arroba do cacau, entretanto, caiu 17%, conforme a Valor Data, do jornal Valor.

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Uma leitora atenta deste blog identificou no ato a inspiração para a frase que o secretário da Administração de Itabuna, Gilson Nascimento, colou hoje na porta de sua sala (confira). A mensagem de que “Não importa o temporal, o bem sempre vencerá o mal” foi retirada – pasmem! – de um episódio do desenho He-Man, sucesso nos anos 80 (além de atenta, nossa leitora tem memória prodigiosa).
No vídeo abaixo, está a fonte em que o secretário bebeu:

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O Datafolha foi o primeiro instituto a registrar pesquisa sobre o segundo turno da corrida presidencial, disputado entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
3.220 eleitores serão consultados em todo o país na quinta e sexta-feiras (7 e 8). O levantamento foi contratado pela Folha e pela Rede Globo, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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José Roberto de Toledo | Estadao.com

Em uma campanha despolitizada, na qual a maior parte dos eleitores votou com o bolso, um tema relacionado a valores morais e religiosos levou a eleição para o segundo turno. A internet foi vital para acelerar e multiplicar esse processo.
O migração de votos de Dilma Rousseff (PT) para Marina Silva (PV) na reta final da corrida presidencial se explica, principalmente, pela guinada de parte do eleitorado evangélico da petista para uma candidata que compartilha sua fé. Motivo: a descriminalização do aborto.
No momento seguinte, eleitores católicos, influenciados pela pregação de padres e bispos contra a legalização do aborto, também deixaram de votar em Dilma.
Enquanto Marina cresceu em praticamente todo o País, a reação do tucano foi concentrada em Estados como São Paulo. Serra conseguiu virar a eleição no Estado onde foi governador.
A polêmica em torno do aborto foi potencializada por uma campanha “viral” na internet. Vídeos de pastores evangélicos pregando contra o voto no PT por causa da posição do partido em favor da descriminalização viraram hits. Um deles foi visto mais de 3 milhões de vezes nas últimas semanas.
Outro vídeo muito propagado na internet mostra a contradição de Dilma sobre a legalização do aborto. Contém trecho dela defendendo a mudança da legislação em entrevista feita no fim de 2007, e depois exibia imagem recente da candidata dizendo ser contra a descriminalização.
As buscas pelo binômio “Dilma + aborto” no Google cresceram 1.500% em setembro – o que dá uma indicação de como o tema passou a ser uma preocupação dos eleitores.
A campanha de Dilma reagiu organizando uma reunião de última hora com líderes religiosos evangélicos e católicos. O movimento não foi suficiente para estancar a perda de votos, ao menos não na quantidade suficiente para garantir a vitória no primeiro turno.
Marina acabou sendo a maior depositária desses votos, chegando a quase 20% dos válidos. Essa votação da candidata do PV abriga dois tipos de eleitores, muito diferentes.
De um lado, votam nela jovens de alta escolaridade desencantados com PT e PSDB e que se identificam com a proposta ambientalista de Marina. De outro, mulheres de classe média baixa e pobres que votam na candidata verde porque ela é evangélica e contra a legalização do aborto.
O destino do voto desses dois contingentes em maior ou menor peso para Dilma ou para Serra determinará o resultado do segundo turno.

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Reeleito ao governo baiano com 63,8% dos votos, Jaques Wagner falou nesta tarde sobre a aproximação dos petistas com os eleitores apaixonados por Marina Silva, conforme o Terra.
Além de elogiar a ex-petista, Wagner diz que Marina é maior do que o partido ao qual está filiada.
– Marina é maior do que o PV. O PV que me desculpe, mas ela é uma liderança maior. Temos que olhar os eleitores que se apaixonaram por Marina e os que se apaixonaram por Dilma.