Caso deem certo as articulações para que o DNIT ceda uma área ao Tribunal de Justiça da Bahia, visando à construção do novo Fórum de Itabuna, haverá outra movimentação, esta com o objetivo de mudar a denominação da sede do judiciário local.
Em vez de Ruy Barbosa, a “Águia de Haia”, a placa de inauguração traria no alto o nome do juiz Paulo Pontes de Souza, falecido no início da década de 80.
O magistrado teve atuação destacada em Itabuna e, além disso, a homenagem seria também uma forma de agradecer ao superintendente regional do DNIT, Saulo Pontes de Souza, filho do homem.
A ideia é do presidente da OAB, Andirlei Nascimento.
A pequena Barro Preto (ex-Governador Lomanto Júnior), no sul da Bahia, fará 48 anos, no próximo sábado, 17, quando recebe, além do secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, o ex-ministro e pré-candidato ao governo baiano, Geddel Vieira Lima (PMDB).
Solla vai ao município inaugurar duas unidades do Programa Saúde da Família (PSF). Já o pré-candidato Geddel, confere a quantas anda o seu prestígio com o eleitorado. O peemedebista ainda fará tour por vários municípios sul-baianos.
(O prefeito Adriano Clementino, do PMDB, decidiu que a festa do aniversário, que terá quarto bandas, começará às 14h e será encerrada às 22h. A decisão tem a ver com a onda de violência e o avanço do tráfico de drogas na cidade de pouco mais de seis mil habitantes).
O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, é desportista e fez fama como jogador de futebol. Nem isso garante que a Secretaria de Esporte funcione a contento.
A Pasta é comandada por Ivanilton Lima. O homem causa urticária nos colegas, pois bate ponto no seu gabinete só uma ou duas vezes a cada 15 dias e não tem um só projeto para mostrar ao excelentíssimo chefe da birosca.
Na linguagem esportiva, diríamos se tratar de caso típico de time (ou jogador) que ganha sem suar a camisa. Não precisa nem dizer quem é que perde, né?
Os servidores do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) estão uma arara com o prefeito Capitão Azevedo (DEM). Apesar de termo de ajustamento de conduta (TAC) que obrigava o município a quitar parte dos salários até o quinto dia útil do mês, o salário ainda não pingou nas contas dos barnabés.
O governo promete pagar os 50% relativos a março na próxima quarta-feira, 14, e atribui o atraso ao bloqueio judicial de parte da receita do município.

O deputado Geraldo Simões, vice-líder do PT na Câmara Federal, creditou à área política do governo a derrota nas negociações com o PR baiano e o senador César Borges. “A coordenação política não trabalhou bem. Quem trabalhou melhor, levou a composição”, disse.
À provocação do Pimenta, sobre o elogio indireto ao ministro Geddel Vieira Lima, o petista não pestanejou:
– Nessa operação, ele foi mais competente que a área política do governo.
Para o parlamentar federal, no entanto, a reviravolta nas negociações não complica as chances de eleição de Wagner no primeiro turno. “Mas não deixa de ser um reforço para a candidatura de Geddel”.
Geraldo acredita que, mais do que nunca, o PT terá que desempenhar um papel mais ativo na campanha à reeleição de Wagner, sem que isso signifique, especificamente, mais um nome do partido na chapa majoritária. “Vamos ter que trabalhar mais [para que Wagner seja reeleito]. O PT tem que ser mais consultado, ouvido”.

O presidente do PT baiano, Jonas Paulo, assina nota pública em que, praticamente, chama o PR para a briga. Acusa o “chifre” político ao dizer que, “por razões próprias, o PR encerrou as negociações” para compor com a chapa governista – e cair nos braços do adversário Geddel Vieira Lima.
Jonas considera que o PR do senador César Borges fechou com os peemedebistas “certamente por sentir-se mais próximo dos métodos, da forma e dos trejeitos do PMDB de fazer política, decidiu buscar os ares em que melhor se adapta”.
Trata-se de menção subliminar (ou nem tanto) à imagem de autoritarismo atribuída aos irmãos Vieira Lima, que comandam a legenda peemedebista, e à origem dos líderes das duas legendas: tanto Geddel como César Borges derivam do carlismo.
A nota deixa claro que o fracasso das negociações com César Borges e o PR não vai alterar o perfil da chapa governista. Ou seja, uma das vagas ao Senado pertencerá a uma legenda mais alinha com o centro e a direita. Assim, Otto Alencar volta novamente a ser um dos nomes para a Senatoria, abrindo o espaço de vice possivelmente para Walter Pinheiro, do PT de Jaques Wagner.
“Reafirmamos o perfil e a composição da chapa majoritária de centro-esquerda e uma das vagas do Senado ocupado pela esquerda; além da abertura do nosso partido às coligações proporcionais”. A nota também esclarece que o PT lutará por composições, nas proporcionais, que garantam o crescimento das bancadas da própria legenda à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal. Confira a íntegra da nota clicando em “leia mais, logo abaixo:
Pescado da coluna Política tem graça, do site Política Hoje
José Serra (PSDB), que deixou o cargo de governador de São Paulo no início do mês, finalmente fez seu discurso como pré-candidato à Presidência da República. Liderando as pesquisas de intenção de voto, Serra está confiante e vai usar um slogan à altura da sua auto-estima eleitoral: “O Brasil Pode Mais”. A julgar pela sem-cerimônia com que o presidente Lula faz campanha para sua candidata nas barbas do TSE, se Dilma quiser seguir essa linha, o slogan do PT será “O Brasil pode tudo”.
A oferta do PMDB que convenceu o senador César Borges foi construir um chapão, formado por PTB, PR e PSC. Sem dúvida uma boa para republicanos que irão disputar eleições para a Câmara e a Assembleia Legislativa. Neste último caso, entre outros, Elmar Nascimento e Sandro Régis.
Calcula-se que o PR acrescente pouco na formação do quociente eleitoral (seria mais receptor do que doador). E isso significa que os outros partidos do chapão podem ir para o sacrifício.
No PSC, por exemplo, a deputada estadual Ângela Sousa será uma das grandes prejudicadas.
Marco Wense
Luiz Inácio Lula da Silva, em conversas reservadas, restritas a pessoas de sua inteira confiança, não cansa de dizer que só se elegeu presidente da República depois que conseguiu se livrar da ala do PT contrária a qualquer tipo de aliança.
O governador Jaques Wagner também se queixa dos petistas que só pensam no próprio umbigo, deixando o projeto maior – sua reeleição para o Palácio de Ondina – em segundo plano.
O grande perdedor do definitivo acordo do PMDB de Geddel com o PR do senador César Borges é, sem dúvida, o governador Jaques Wagner. Quem “ganha” são os petistas que fizeram de tudo para evitar uma coligação do PT com o PR.
Agora, com o PMDB e o PR unidos, junto com o PTB, PSC e o PRTB, a possibilidade de Wagner ser reeleito logo no primeiro turno fica mais difícil. A expectativa em torno de uma nova pesquisa de intenção de voto é grande.
Uma coisa é certa: o governador Jaques Wagner tem que assumir pessoalmente o comando das negociações políticas em torno da sua reeleição, sob pena de ressuscitar a hipótese de um segundo turno com Souto e Geddel.
É o PT versus PT, para o desespero do presidente Lula e do governador Jaques Wagner.
PS – O ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, foi o principal protagonista do movimento “Fora César Borges”.
RENATO COSTA
O bom médico Renato Costa, pré-candidato a deputado estadual, pode, mais uma vez, ser prejudicado pelo partido pelo qual tenta retornar ao Parlamento estadual.
Na eleição passada foi prejudicado pelo PSB de Lídice da Mata. Agora, com a coligação na proporcional do PMDB com o PR, corre o risco de não se eleger, o que seria uma grande perda para a Região, principalmente para o sul da Bahia.
Vale ressaltar que Renato, que é o presidente do diretório do PMDB de Itabuna, já foi eleito o melhor deputado estadual pela imprensa baiana.
Às 11h56min – A assessoria da presidenta do PSB, Lídice da Mata, entrou em contato com o Pimenta e nega que a coligação PMDB-PSB tenha prejudicado o ex-deputado Renato Costa. “Ele já concorreu pelo PMDB”, observou a assessoria.
Marco Wense também é articulista do Diário Bahia.

Terá início nesta terça-feira (13), às 19 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, a Conferência Municipal de Saúde. A abertura será com uma palestra enfocando a participação da comunidade na definição das políticas para o setor.
No dia 14, a partir das 8h30min, haverá mesa redonda sobre o tema “Consolidando o Pacto de Gestão”, apontando as responsabilidades nos níveis federal, estadual e municipal, com a participação de representantes das três esferas. Para as 10h20min, está programado debate acerca do financiamento e do fundo de saúde.
A programação segue, ainda na quarta-feira, na parte da tarde, com palestras e debates sobre “Gestão do Trabalho na Saúde”, “Reestruturação dos Conselhos”, “CMS Itabuna – Avanços e Desafios”, “Fortalecendo a Saúde do Trabalhador com Controle Social” e “Saúde do Trabalhador em Itabuna”.
Na quinta-feira (15), a conferência começa às 8 horas com a palestra “A saúde que temos e a que queremos”, seguida de debate e duas mesas redondas, com os temas “Modelo de Atenção e Organização dos Serviços”, “Organização da Assistência Farmacêutica” e “Atenção Básica de Itabuna”. A plenária final está marcada para as 16 horas.
Situações de negligência e até desumanidade como a descrita em post abaixo, envolvendo a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, fortalecem os argumentos dos que condenam privilégios que a instituição recebe do poder público. Mensalmente, por exemplo, a Emasa deixa de cobrar uns R$ 100 mil de conta de água da SCMI, benefício concedido por lei municipal que vigora desde 2008.
Ocorre que a Santa Casa há muito vem se afastando de seu caráter de filantropia, que permanece forte apenas no nome. Se a casa já foi santa, hoje é muito mais uma empresa com evidente finalidade lucrativa, que tem diversos setores terceirizados, sob o controle de médicos que são também aguerridos homens de negócio.
Sendo assim, qual a razão de uma empresa que fatura – e não é pouco – receber tratamento caridoso de um poder público que não consegue atender sequer os que de fato precisam?
Outro dia, um amigo que se envolveu num acidente de trânsito, o qual deixou uma pessoa ferida, espantou-se quando o socorrista do Samu perguntou (foi a primeira coisa que disse ao abrir a porta da ambulância) se o sujeito caído ali no asfalto tinha convênio.
Como o cidadão não era cliente de nenhum plano de saúde, foi direto para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. Que, salvo engano, não é beneficiado com isenção nas contas de água.
Não se quer aqui condenar a Santa Casa nem manchar a sua história. Ela é uma instituição que marcou profundamente esses 100 anos de Itabuna, salvou muitas vidas sem se preocupar com a origem social, mas hoje isso é passado. E quem vive de passado não é hospital.

A discussão entre policiais e assessores da prefeitura durou quatro horas, segundo narra o Blog do Gusmão. Até um procurador jurídico do município foi acionado para livrar Jorge Farias. O diretor de Trânsito acabou autuado. Mas nada de guinchar o possante sem placa.
São tensos os últimos dias no Hospital Manoel Novaes, em Itabuna, por conta de vários casos de negligência médica. A preocupação da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna tende a aumentar. Pelo menos uma das famílias de pacientes vítimas do desprezo médico decidiu acionar, judicialmente, a Santa Casa.
A jovem Carolaine Magalhães Oliveira, de 17 anos, morreu com suspeita de gripe H1N1, no sábado da Semana Santa (relembre aqui). O resultado do exame para averiguar se foi esta doença que provocou o óbito da jovem deve chegar às mãos da família de Carolaine nesta segunda-feira, 12.
A vítima sofreu muito em busca de atendimento digno, que lhe foi negado por três vezes – apesar da mãe, Suzete, observar que o estado da jovem não era típico de uma gripe comum, simples, como afirmavam os “médicos”. Nas idas ao Novaes, médicos recomendavam um ou outro tipo de medicamento e mandavam a vítima para casa.
A jovem estava no sétimo mês de gestação e buscou o Hospital Manoel Novaes por quatro vezes, apresentando sintomas típicos da H1N1 ou de pneumonia, desde falta de ar, febre alta e vômito. A dor da família e da paciente aumentava. Um quarto médico reconheceu o quadro grave e recomendou atendimento no Hospital Calixto Midlej Filho. Lá, a mãe teve dificuldades para que a filha fosse atendida porque “não tinha convênio”.
Foram dias de dor por conta de três médicos que, a julgar pelo caso narrado, pouco têm de humanos. Carolaine viveu por mais um, dois dias. Uma cesariana permitiu que o bebê fosse retirado com vida. A família também teve que lidar com médicos e enfermeiros despreparados para caso de paciente com H1N1.
A essa história de negligência, some ainda o caso de Naila de Oliveira, um bebê de sete meses de idade que também foi vítima do despreparo (ou negligência) de médicos do mesmo hospital (relembre o caso).
O governador Jaques Wagner tentou colocar panos quentes, mas não era de brincadeira que o senador César Borges (PR) entabulava conversas com o deputado federal Geddel Viera Lima (PMDB), pré-candidato ao governo do estado.
Neste domingo (11) ocorreu o que as vacilações petistas tornaram inevitável: César fechou com Geddel, mediante a garantia de que terá uma chapa que agrade aos seus candidatos a deputado federal e a estadual.
A notícia pegou o PT com as “calças na mão” e promove uma reviravolta nas articulações eleitorais na Bahia. Ficou estabelecido que o PR, assim como o PMDB, terá dois palanques no Estado, e o PT precisará reorganizar suas estratégias, encontrando outro candidato para a vaga que resta na majoritária.
O nome mais cotado é o do deputado federal Walter Pinheiro. A decisão de Borges foi anunciada em nota pública encaminhada aos veículos no meio da tarde. Confira o teor da nota clicando no “leia mais”, logo abaixo.
Agulhão F. acha que a briga na Emasa, em que uma funcionária jogou uma lata de tinta na cabeça de um manifestante (reveja), não vai dar em nada. “A cabeça dos dois não comporta danos apreciáveis”, avalia, com otimismo, o trovador do Pimenta:
A diferença é bem pouca, deixando a briga empatada: a cabeça dela é oca, a dele é oca… e “pintada”!…






















