Tempo de leitura: < 1 minuto

imageA pesquisa Ibope/Estadão revela que caiu de oito para seis pontos a diferença entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).
O percentual de votos válidos revelou oscilação de Dilma de 54% para 53% e Aécio saindo de 46% para 47%. O levantamento ouviu 4 mil eleitores.
Dilma manteve 49%, enquanto Aécio saiu de 41% para 43%, nos votos totais.
O percentual de indecisos se manteve em 3%. O universo de brancos e nulos oscilou de 7% para 5%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo 01221/2014.

Tempo de leitura: 3 minutos

Dilma disputa reeleição na condição de favorita (Foto Arquivo Net)
Dilma disputa reeleição na condição de favorita (Foto Arquivo Net)

Da Agência Brasil
A candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff destacou o crescimento do nível de empregos nos últimos 12 anos no país e disse que esta é uma prioridade de seu governo, como foi no governo Lula.
“Saiu hoje (ontem) a Pesquisa Metropolitana do Emprego, do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística], que aponta aumento o emprego. O desemprego foi reduzido para 4,9% – é o menor da série histórica para setembro”, disse a candidata. Ela acrescentou que o Brasil é o pais com a menor taxa de desemprego, “o que é muito importante, porque não é isso que ocorre no mundo”.
De acordo com Dilma, o Brasil é um dos países com menor taxa de desemprego do mundo, com acumulado nos últimos quatro anos de 5,78 milhões de postos de trabalho criados e aumento de 1,5% no rendimento médio real do trabalho, conforme dados da Pesquisa Metropolitana do Emprego.
“O aumento do salário e a redução do desemprego são as duas principais conquistas do meu governo e do [governo do] presidente Lula. Nesse período [2003-2014], enquanto o mundo desempregou 60 milhões de trabalhadores, criamos 20 milhões de postos de trabalho. Na crise, fala-se da perda de 100 milhões de postos de trabalho; nesse período, criamos 12 milhões de postos”, disse a candidata.
Segundo Dilma, os direitos trabalhistas também foram ampliados no período, com iniciativas como a PEC (proposta de emenda à Constituição) das Domésticas, a que garantiu a herança para famílias de taxistas e a que garante o pagamento do adicional de periculosidade para mototaxistas e motofretistas e o aumento do aviso prévio de 30 para 90 dias.
Sobre os ânimos acirrados entre os militantes do PT e do PSDB na reta final da campanha eleitoral, Dilma pediu tranquilidade e que o debate seja feito apenas no campo das ideias. “É uma eleição bastante disputada. Gostaria que isso [confronto] não ocorresse. No final, o clima fica mais quente, mas, desde que fique no campo das ideias, isso é democracia”, enfatizou a candidata, que disse não ter visto, nas manifestações de que participou atitudes de agressão. “Eu vi muito mais uma atitude de festa, de comemoração.”
Sobre denúncias de que beneficiários do Bolsa Família receberam mensagens de celular informando que, caso seu adversário Aécio Neves, do PSDB, vença as eleições, o benefício seria cortado, Dilma disse que não sabia. Ela afirmou, porém, que se isso tiver sido feito por alguém de dentro do governo, o responsável será identificado.
“Estamos em um momento pré-eleitoral, em uma situação extremamente conflituada”, acrescentou Dilma, dizendo que tem escutado coisas “estarrecedoras” sobre ela e pessoas de sua família. “Então, vamos ver direitinho de onde vem [o boato], quem fez e como é que fez, porque boato é o que não está faltando por aí”, concluiu.
Leia Mais

Tempo de leitura: 3 minutos

Ato com Dilma em Petrolina reuniu cerca de 30 mil pessoas, segundo PM (Foto Ichiro Guerra)
Ato com Dilma em Petrolina reuniu cerca de 30 mil pessoas, segundo PM (Foto Ichiro Guerra)

Reportagem de Carlos Madeiro e Wellington Ramalhoso para o UOL
Dilma disputa reeleição (Foto Fabio Pozzebom/ABr).
Dilma disputa reeleição (Foto Fabio Pozzebom/ABr).

Resumir a vitória esmagadora da candidata à reeleição Dilma Rosseff (PT) no Nordeste no primeiro turno ao pagamento do Bolsa Família seria minimizar os avanços em várias áreas obtidos da região neste século.
No primeiro turno, a petista teve uma vantagem de 12,2 milhões de votos sobre o tucano na região. Aécio foi o mais votado no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste, mas na soma do país ainda ficou com 8,3 milhões de votos a menos do que a candidata à reeleição, o que mostra a importância do Nordeste na definição do resultado.
As duas pesquisas divulgadas pelo Datafolha nesta semana confirmam o favoritismo da presidente na região no 2º turno. O levantamento mostra que o Nordeste apresenta o maior desequilíbrio entre os candidatos nas intenções de voto. Dilma alcança a marca de 70% dos votos válidos enquanto Aécio não passa de 30%.
Em relação à primeira pesquisa feita pelo Datafolha no segundo turno, entre os dias 8 e 9 de outubro, a vantagem da presidente na região cresceu oito pontos percentuais.
Assim como em 2010, a discussão sobre o “voto nordestino” voltou a ser alvo de críticas nas redes sociais. Logo após a confirmação da vitória de Dilma no primeiro turno, uma série de internautas lançou ataques aos nordestinos na internet.
Além disso, uma declaração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao UOL colocou mais lenha na fogueira. “O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”, afirmou.
Para especialistas consultados pelo UOL, os votos são reflexo do pujante crescimento econômico, das obras e do triplo de estudantes do ensino superior na região.
Segundo o Banco Central, a economia nordestina cresceu 2,55% no segundo trimestre de 2014. Nenhuma região consegue resultado tão expressivo e a tanto tempo seguido. Pela medição do IBGE, a economia do Brasil encolheu 0,6% de abril a junho.
O crescimento da economia pode ser explicado pelos ganhos econômicos da região.
Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), entre 2001 e 2012, o nordestino teve o maior ganho de renda entre todas as regiões, o que fez com a participação da base da pirâmide social caísse 66% para 45% –ou seja, mais de 20 milhões de pessoas deixaram a pobreza.
Um dos dados que explicam esse ingresso na classe média é a geração de empregos com carteira assinada. Em 2002, 4,8 milhões de nordestinos tinham emprego formal. No final do ano passado, eram 8,9 milhões.
Segundo o Carvalho, o Bolsa Família não é que sustenta a maioria dos nordestino, já que existem menos beneficiários que pessoas que recebem Previdência ou emprego formal –que pagam valores bem maiores.
“O Nordeste possui 17 milhões de famílias. Atualmente, são 8,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada, 8,7 milhões de previdenciários e 7 milhões de famílias cobertas pelo programa Bolsa Família. Ou seja, a renda, ainda que mínima, chega praticamente a todos os domicílios”, explica o professor de Economia da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), Cícero Péricles Carvalho. Confira íntegra da matéria

Tempo de leitura: < 1 minuto

carteira de trabalhoA taxa de desemprego, medida pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), atingiu 4,9% em setembro deste ano, a menor para o mês desde o início da série histórica iniciada em 2002.
Houve queda de 0,5 ponto percentual em relação à taxa observada em setembro do ano passado (5,4%). A pesquisa foi divulgada hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O índice também é numericamente inferior ao registrado em agosto deste ano (5%). Apesar disso, o IBGE não  considera a variação estatisticamente significativa. A PME é realizada em seis regiões metropolitanas do país.
O contingente de desempregados ficou em 1,2 milhão de pessoas em setembro deste ano, significando estabilidade em relação a agosto deste ano e queda de 10,9% na comparação com setembro do ano passado.
Já a população ocupada ficou em 23,1 milhões de pessoas, o que significa que, apesar da queda da taxa de desemprego, não houve geração de postos de trabalho tanto na comparação com agosto deste ano quanto em relação a setembro do ano passado.

Tempo de leitura: 3 minutos

sócratesartigoSócrates Santana | soulsocrates@gmail.com

A partir da aprovação da lei contra a prática de nepotismo, a noção entre público e privado no país passou a figurar com mais rigor pelos corredores do poder. O uso de recursos públicos para benefício pessoal ou familiar também ganhou contornos de crime, mas, infelizmente, ainda batalha para obter a alcunha consensual de imoral.

Se, por um lado, uma parcela da sociedade mostra ojeriza às cotas para negros nas universidades públicas, por outro, revela naturalidade ao enobrecer privilégios como se fossem direitos hereditários. É o caso explícito de 60 famílias no Brasil, que se enraizaram nas entranhas da cultura política deste país e, a cada eleição, apresentam para o eleitor a sua árvore hereditária como se fosse uma credencial para ocupar qualquer cargo público, inclusive, a Presidência da República.
Há alguns anos, o sociólogo Demétrio Magnoli dedicou 400 páginas para identificar as políticas de promoção da igualdade racial no Brasil com a organização social norte-americana e o nazismo. Deu ao livro o título Uma gota de sangue: história do pensamento racial. Faz críticas a classificação dos seres humanos a partir do critério de raça e defende o conceito de nação contra o que chama de “construção ideológica de uma nação negra”. Trata-se de uma refinada argumentação contra uma política de “exceção” supostamente em curso no país. É, sem dúvida, o mais tergiverso manuscrito conceitual contra o modo petista de governar, mas, também é o maior exemplo para quem – erroneamente – classifica como iguais PT e PSDB.
Ao contrário do que muitos pensam o sociólogo paulista não só deu argumento para os nobres atacarem o ato “discriminatório positivo” deste governo, mas, também distinguiu de maneira singular a política de desigualar os desiguais até se tornarem efetivamente iguais, mediante a geração de desigualdades em sentido inverso ao ato discriminatório no Brasil. É tudo uma questão de tempo, literalmente. Sendo assim, o que se vê é uma completa dissimulação da ordem cronológica da história, onde “os que mandam simulam as virtudes dos que servem”, como diria Friedrich Nietzsche.
Leia Mais

Tempo de leitura: < 1 minuto

petrobrasAs inscrições no concurso da Petrobras terminam nesta segunda (20). A empresa oferece total de 8.088 vagas para profissionais com níveis médio ou superior. Delas, 663 são para contratação imediata e as demais para formar cadastro de reserva.
As inscrições devem ser feitas no site da Cesgranrio, responsável pela aplicação das provas (www.cesgranrio.org.br). De acordo com edital, a Bahia terá 776 vagas, mas para contratação imediata são 62 vagas, sendo 58 para cargos de nível médio e as demais para quem possui nível superior.
A previsão é de que as provas sejam aplicadas em 7 de dezembro. A taxa de inscrição varia de R$ 40,00 (nível médio) a R$ 58,00 (superior).

Tempo de leitura: 2 minutos

dinheiro3As empresas aumentaram em 6,6% a busca por crédito em setembro na comparação com o mês anterior, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Na comparação com setembro do ano passado, a demanda das empresas por crédito cresceu 19,1%. No acumulado de janeiro a setembro, a procura das empresas por crédito teve elevação de 4,3% ante o mesmo período do ano passado.
As micro e pequenas empresas foram as que mais procuraram por crédito com expansão 7,1% frente a agosto. Nas médias empresas a busca por crédito ficou estagnada e nas grandes empresas ocorreu retração de 0,3%. No acumulado do ano, as grandes empresas lideraram a alta da demanda empresarial por crédito com expansão de 7,3% frente o mesmo período do ano passado. Nas micro e pequenas empresas o crescimento neste mesmo período foi de 4,7% e nas médias empresas houve recuo de 3,1%.
O maior crescimento da demanda das empresas por crédito em setembro foi das empresas do setor comercial com alta de 8,0% na comparação com agosto. Na indústria o crescimento foi de 5,2%, e no setor de serviços por crédito foi de 5,4%. Nos dez primeiros meses do ano, a expansão da demanda empresarial por crédito foi maior no setor de serviços (6,6%). Na Indústria, a evolução foi de 6,5% e no setor comercial, 1,7%.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a maior quantidade de dias úteis em setembro deste ano, a sazonalidade mais forte devido à necessidade de formação de estoques para o Dia das Crianças e as medidas de estímulo ao crédito anunciadas pelo Banco Central ao final de agosto, impactaram positivamente a demanda das empresas por crédito em setembro.

Tempo de leitura: < 1 minuto

eleições 2014

A disputa ao governo estadual será definida apenas em segundo turno em 14 unidades da federação. O Ibope aferiu intenções de voto em cada um desses estados também para a presidência da República.
De acordo com os números divulgados, a maior vantagem percentual de Dilma Rousseff (PT) ocorre no Ceará (78% dos votos válidos ante 22% de Aécio Neves). O tucano impõe maior diferença no Distrito Federal (69% a 31%).
Importante notar que alguns dos estados possuem menos que 1%, cada um, do eleitorado nacional, a exemplo do Acre e Roraima. Dos relacionados, os que possuem maior peso são Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará e Goiás.
Confira os cenários em levantamento pescado pelo blog no site do Ibope (percentual dos votos válidos).
Acre
Dilma – 35%
Aécio – 65%
Amapá
Dilma – 61%
Aécio – 39%
Amazonas
Dilma – 59%
Aécio – 41%
Ceará
Dilma – 78%
Aécio – 22%
Distrito Federal
Dilma – 31%
Aécio – 69%
Goiás
Dilma – 40%
Aécio – 60%
Mato Grosso do Sul
Dilma – 45%
Aécio – 55%
Pará
Dilma – 56%
Aécio – 44%
Paraíba
Dilma – 60%
Aécio – 40%
Rio de Janeiro
Dilma – 53%
Aécio – 47%
Rio Grande do Norte
Dilma – 65%
Aécio – 35%
Rio Grande do Sul
Dilma – 49%
Aécio – 51%
Roraima
Dilma – 38%
Aécio – 62%

Tempo de leitura: 3 minutos

ricardo bikeRicardo Ribeiro | ricardo.ribeiro10@gmail.com
 

Caso vença as eleições, Dilma terá que repensar sua política de alianças e deverá propor medidas para fortalecer as instituições, tornando-as bem menos vulneráveis à ação dos marginais que existem nos quadros de PT, PSDB, PMDB, DEM, PP, PCdoB, entre outros partidos.

 
Um texto publicado por Zeca Baleiro no Facebook diz muito sobre a posição de grande parte dos eleitores do PT neste momento. O artista vota em Dilma, mas salienta que a decisão não é cega, apaixonada ou desprovida de crítica.
Nas redes, tem sido comum ver ataques do tipo: quem vota no PT ou é burro ou está se beneficiando da corrupção. A primeira ideia (no caso, a burrice) foi vitaminada pela opinião preconceituosa do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, que se referia particularmente aos eleitores do Nordeste. A segunda, que inclui o eleitor na aludida bandalheira, traz o preconceito de quem, muitas vezes, mede os outros com a régua que usa para aferir seus próprios vícios.
Como se trata de uma eleição extremamente polarizada e acirrada, desapareceu o espaço para o meio termo e o equilíbrio, que não se confundem com a posição de quem fica em cima do muro. É plausível, sim, votar no PT pelo reconhecimento de que os governos Lula e Dilma melhoraram os indicadores sociais, tiraram mais de 40 milhões de brasileiros da pobreza extrema, reduziram o déficit habitacional, investiram mais do que as gestões anteriores na construção e recuperação de estradas, ferrovias e portos.
O Brasil, de acordo com o Banco Mundial, foi um dos raros países que conseguiram enfrentar a última crise e, ao mesmo tempo, melhorar a renda dos mais pobres. Há queixas relacionadas ao baixo crescimento e ao recente aumento da inflação, mas é preciso reconhecer e aplaudir a opção de proteger o emprego (hoje com um dos índices mais elevados do mundo) e manter os programas sociais.
Baleiro, de maneira sincera e isenta, observa também os pontos negativos. Por exemplo, o PT, em nome de uma governabilidade de sérios danos colaterais, cultivou parcerias espúrias com representantes do que há de mais atrasado na política brasileira. Caso vença as eleições, Dilma terá que repensar sua política de alianças e deverá propor medidas para fortalecer as instituições, tornando-as bem menos vulneráveis à ação dos marginais que existem nos quadros de PT, PSDB, PMDB, DEM, PP, PCdoB, entre outros partidos.
Quando o assunto é corrupção, lamentavelmente, os dois lados em disputa terão balas à vontade para trocar entre si, sem que se chegue jamais à conclusão de qual poleiro é mais sujo. O debate, porém, longe de ser inócuo, é até saudável. Hoje, os eleitores com um mínimo de discernimento – independentemente da escolha que tenham feito – já perceberam que a rapinagem não será combatida de verdade se não houver reforma política e uma mudança legislativa que leve à punição exemplar dos larápios de colarinho branco.
Infelizmente, ainda há aqueles que, contagiados pelo desejo de mudança, em princípio altamente positivo, deixaram-se inocular pela ideia de que a corrupção surgiu em Brasília a partir do momento no qual o PT subiu a rampa do Planalto. Uma visão desplugada da realidade, mas sugerida e estimulada pela grande imprensa, que não esconde sua preferência pela candidatura tucana. Pena que os autores da tese de que toda safadeza tem DNA petista não manifestem o menor compromisso com uma discussão séria sobre o que realmente precisa mudar.
Ricardo Ribeiro é advogado e blogueiro.

Tempo de leitura: 2 minutos

Mariana FerreiraMariana Ferreira | mariana.sferreira90@gmail.com
 

O que parecia um fenômeno imbatível e impositivo da vida foi passo a passo minado por ações agressivas e muitas vezes contestadas, rotuladas como assistencialistas e eleitoreiras. Mas, assim como a fome é criação do ser humano, a segurança alimentar também o é.

 
Em meio a tantos e exaustivos embates dessa campanha eleitoral, vi na página do Facebook da Dilma que a Globo a mandou retirar um vídeo por não ter autorização de uso. Sem necessidade aqui de julgar sobre a relação Globo x Dilma – já há tantas declarações e percepções sobre isso –, fui ver o vídeo. Enfim, fala de uma reportagem sobre o retrato da fome no Brasil que repercutiu no mundo e ganhou vários prêmios. O conteúdo é forte, mostra o Brasil do ano 2001.
No vídeo é possível ver como há tão pouco tempo a vida era tão difícil e em muitos casos insuportável para as pessoas do grupo de baixa renda. Não pela violência, não por acidentes, mas pela fome. Sem fazer apologia a Lula e Dilma, que é a minha candidata, é verificável que é realmente impressionante o ritmo acelerado de evolução em relação à fome e à miséria no país.
Àquela época, que não está tão distante assim, a reportagem da Globo versou que “proeza era criança viva, e bebê recém enterrado era acontecimento banal”. Revelou ainda que “no Brasil, a cada 5 minutos morria uma criança, a maioria de doenças da fome”. Um médico sanitarista foi entrevistado e ele informou que, de acordo com o Unicef, morriam cerca de 290 crianças por dia nessas condições, o que correspondia, também segundo o órgão, a dois boeings 737 de crianças mortas por dia.
É incrível ver como o que parecia impossível há tão pouco tempo, e tão discutido por Milton Santos, geógrafo que no mesmo ano gravou um documentário sobre o assunto (meses antes de sua morte), desmanchou-se no ar, como quem apenas esperava alguém para intervir. E foi assim que comer mostrou-se ser, além do óbvio, um ato político.
O que parecia um fenômeno imbatível e impositivo da vida foi passo a passo minado por ações agressivas e muitas vezes contestadas, rotuladas como assistencialistas e eleitoreiras. Mas, assim como a fome é criação do ser humano, a segurança alimentar também o é. Santos, um mestre de fato e de direito, ficaria orgulhoso ao saber que, hoje, o seu Brasil deu exemplo mundial e foi honrosamente retirado do Mapa da Fome da ONU. Um feito para encher os brasileiros de orgulho.
Segue o link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=-A9zEQ1-ODQ#t=166
Mariana Ferreira é comunicóloga.

Tempo de leitura: 2 minutos

João Rosário entre atletas campeãs brasileiras e mundiais.
João Rosário entre atletas campeãs brasileiras e mundiais.

Liliane Pólvora
O primeiro Campeonato Brasileiro de Kettlebell Lifting será realizado em São Paulo, no próximo domingo (19). O evento, que é organizado pela Federação Brasileira de Kettlebell Lifting – FBKL, visa desenvolver o Kettlebell Sport no Brasil, promovendo a troca de experiências e cooperação entre os participantes.
O itabunense João Rosário, um dos organizadores do evento e atual presidente da FBKL, explica que a federação foi fundada com o objetivo de divulgar o kettelbell e organizar campeonatos de kettlebell lifting no país. Ele destaca ainda que os vencedores do primeiro campeonato estabelecerão o recorde oficial das provas no Brasil.
Rosário reside atualmente em Joinville, Santa Catarina, e é profissional de referência na modalidade no país, sendo o percursor do treino com kettlebell no estado em 2009.
Como treinador, levará quatro atletas catarinenses para disputar o campeonato, duas delas são as atuais campeãs americanas de kettlebell. “Nicole Zaniz e Flávia Karolina foram campeãs americanas de Kettebell na prova Long Cycle, onde o kettlebell é levado da altura do joelho até o peito e do peito até acima da cabeça, no USA Nationals 2014, realizado no mês de agosto em Nova Iorque”, explica.
A COMPETIÇÃO
Um peso no formato de uma bola de ferro com alça que possibilita a execução de movimentos específicos e que, segundo especialistas, melhora o condicionamento físico geral com ganho expressivo de força. Além do uso para fitness, o kettlebell lifting é uma modalidade esportiva com campeonatos mundiais organizados e atletas que fazem preparação específica para o esporte.
No domingo (19), atletas do país participam do primeiro Campeonato Brasileiro, que terá quatro provas:  Snatch (5 min) e o Jerk (5 ou 10 min), Long Cycle (5 ou 10 min) e Biathlon (jerk + snatch) (10 min) nas modalidades iniciante e amador, masculino e feminino, divididas por categoria de peso corporal.
Leia Mais

Tempo de leitura: < 1 minuto

Mulher de Clésio Andrade é ligada a Aécio Neves e preside TCE-MG (Divulgação).
Mulher de Clésio Andrade, ligada a Aécio, preside tribunal (Divulgação).

Após a presidente Dilma Rousseff (PT) criticar em embate televisivo sobre o investimento do governo de Minas Gerais na saúde, relatórios técnicos do Tribunal de contas de Minas Gerais (TCE) sobre as contas do Estado foram retiradas do ar nesta quarta-feira (15).
Os documentos foram um recurso da candidata à reeleição para provar que o investimento mínimo constitucional para a pasta (12% da receita estadual) não foi cumprido pelo candidato a presidente e ex-governador de Minas, Aécio Neves. Ela chegou a pedir, no debate da TV Band nesta terça-feira (14) que eleitores verificassem no site para confirmar o resultado. Ainda foi afirmado pela petista que houve um desvio de R$ 7,6 bilhões.
Logo após a declaração da presidente, o site saiu do ar pelo grande número de acessos, segundo versão do próprio tribunal. Ao voltar, os pareceres técnicos citados por Dilma, correspondentes ao período entre 2006 e 2012, não estavam mais disponíveis.
O órgão não confirmou a exclusão de documentos da gestão tucana e publicitou, pouco tempo depois, que todas as contas do governo Aécio Neves (2003-2010) foram aprovadas. O ex-governador sempre contou com apoio político dos conselheiros do TCE.
A atual presidente do órgão, Adriene Andrade, foi indicada conselheira por Aécio Neves e é mulher do ex-senador Clésio Andrade (PMDB), réu do mensalão tucano. As informações são da Folha de São Paulo.

Tempo de leitura: 3 minutos

Valéria Ettinger1Valéria Ettinger | lelamettinger@gmail.com

Tenho me deparado com as mais absurdas tentativas de minar o trabalho do professor: salários insuficientes, desrespeito, culpa por baixos resultados e  índices de avaliação, cobranças sem medidas, gerando uma gama de doenças emocionais, sem falar na ausência de segurança no trabalho.

Sempre ouvi dizer que ninguém nasce sabendo e que o ser humano é um livro de páginas em branco as quis, ao longo da vida, vão sendo escritas. Uma parte dessas páginas será redigida pela carga cultural e hereditária que carregamos, por serem estas as responsáveis pela formação e transformação da nossa identidade.
A cultura é a premissa básica que estabelece a maneira como pensamos e enxergamos a realidade que nos circunda. Nessa trajetória de aprendizado a família é o nosso primeiro núcleo do conhecimento, porque através dela iniciamos a construção dos nossos primeiros saberes, dos nossos valores e definimos os nossos primeiros padrões de comportamento.
Essas interpretações e identificações que delineiam a nossa forma de pensar e agir não são estanques, pois, ao longo de nossas vidas, irão sofrer mutações decorrentes das influências dos novos núcleos de conhecimento que acessamos, tais como a Escola.
Na escola, nos deparamos com uma figura fundamental para nossa formação intelectual e moral que é o Professor. Sem ele, o aprendizado não acontece, sem ele não construímos nossas identificações sociais e ideológicas, sem ele, jamais saberemos que caminho seguir e trilhar em nossas vidas.
Ser professor não é possuir a verdade absoluta, mas ter a capacidade de enxergar as diversas habilidades de orientar, com disciplina, sem ser autoritário, o seu discípulo para a vida. Não uma vida que se resume no aprendizado das letras, dos números ou da história, mas uma vida na qual o aprendiz possa enxergar suas múltiplas inteligências e ter a capacidade de construir suas próprias ideias e verdades, não ser um mero reprodutor dos saberes alheios.
Tive professores de diversas formas, uns mais autoritários, uns mais herméticos, uns mais brincalhões e uns mais afetivos, que deixaram suas marcas na minha formação e a todos eles deposito meu respeito e gratidão por todo um legado.
Mas, analisando a nossa história, observo que a figura do professor, ainda, não é valorizada em sua inteireza. Não falo só no componente financeiro, esse tão combatido pela classe, mas também no reconhecer o trabalho, no potencializar o professor das ferramentas necessárias para ser o que ele gostaria de ser, na importância desse ofício na formação de um povo e dos indivíduos.
Tenho me deparado com as mais absurdas tentativas de minar o trabalho do professor: salários insuficientes, desrespeito, culpa por baixos resultados e  índices de avaliação, cobranças sem medidas, gerando uma gama de doenças emocionais, sem falar na ausência de segurança no trabalho.
Com esse quadro, me pergunto: o que seria do homem sem o professor? O que seria do planeta e das sociedades futuras sem o professor, principalmente aqueles versados na pesquisa? O que ocorreria com as nossas crianças sem o professor? Como potencializar gerações futuras a terem uma boa educação se o instrumento que promove o aprendizado é renegado a condições de trabalho escravo?
Às vezes, me pergunto se a falta de reconhecimento do ofício vem de um histórico social de que a função professor era, no início, desempenhada por mulheres, ou até mesmo porque as pessoas, para serem bem-sucedidas, não precisavam ser letradas. O motivo pouco importa. O que de fato precisamos é mudar essa cultura de marginalização e desvalorização do professor para que eles possam retomar o entusiasmo e o amor pela profissão.
Parabéns a todos os professores que estão na trincheira, lutando por uma Educação de qualidade.
Valéria Ettinger é professora extensionista.

Tempo de leitura: 2 minutos

05112010-arquivoalunos1Entrar em sala de aula com crianças e adolescentes e um currículo para cumprir é uma atividade repleta de prazer e também de desafios. No Dia do Professor, comemorado hoje (15), docentes que estão há pouco tempo na sala de aula conversaram com a Agência Brasil sobre o dia a dia em escolas públicas e particulares, as dificuldades com estrutura, materiais didáticos e em prender a atenção dos alunos. Eles falaram também sobre a importância do diálogo e do respeito entre professores e estudantes. Apesar das dificuldades, lecionar é um sonho realizado para muitos deles.
Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis), da Organização para a Cooperação (OCDE), divulgada este ano, mostrou que são muitos os desafios a serem vencidos pelos professores do ensino básico. Quase 90% dos professores brasileiros acreditam que a profissão não é valorizada na sociedade. Mesmo assim, a maioria (87%) sente-se realizada com o trabalho. Também,  segundo a pesquisa, 20% do tempo em sala de aula são usados para controlar o comportamento dos alunos.
A formação é fator relevante quando se fala da carreira de professor. Os dados do Censo da Educação Superior mostram que, em 2013, os formandos em licenciaturas foram 201.353. O número vem caindo desde 2011, quando foram registrados 238.107 concluintes no grau acadêmico. Em 2012, foram 223.892. O número era 145.859 em 2003 e atingiu o pico dos últimos dez anos em 2009, com 241.536 concluintes em licenciaturas.
Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece metas a serem cumpridas no setor em dez anos, até 2024, todos os professores do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio devem ter licenciatura na área em que atuam. Esse percentual está em 32,8% nos anos finais do ensino fundamental e em 48,3% no ensino médio, segundo dados do Observatório do PNE, que reúne informações sobre cada meta e estratégia do plano.
O Ministério da Educação tem incentivado a formação dos professores com ações como o Programa de Consolidação das Licenciaturas (Prodocência), que oferece apoio financeiro a projetos pedagógicos inovadores que contribuam para melhorar os cursos de formação de professores da educação básica. Outra iniciativa é o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), desenvolvido em parceria com instituições de educação superior e secretarias de Educação dos estados e municípios, que estimula as licenciaturas.

Tempo de leitura: 2 minutos

Dilma e Aécio se enfrentaram no primeiro debate do 2º turno (Foto Site Band)
Dilma e Aécio se enfrentaram no primeiro debate do 2º turno (Foto Site Band)

Da Redação
A Band promoveu um dos mais tensos debates presidenciais da história. Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) confrontaram-se por mais de 1h20min. Corrupção, violência contra a mulher, Petrobras, programas sociais, economia e nepotismo foram assuntos mais presentes no debate.
O momento mais tenso ocorreu no terceiro bloco, quando Dilma Rousseff perguntou a Aécio as suas políticas de combate à violência contra a mulher. O tucano, sempre irônico até ali, mudou a fisionomia e abrandou mais a voz em quase todo o bloco. Recuperou-se no seguinte.
No questionamento sobre ações de proteção à mulher, ficou implícita mensagem de Dilma para Aécio, acusado de agredir a sua acompanhante, em 2009, com um empurrão e um tapa em evento da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio de Janeiro.
A história da agressão é contada pelo jornalista Juca Kfouri, da Folha de São Paulo e do portal Uol. A assessoria do candidato desmentiu a agressão à época, mas Kfouri disse que manteria a notícia (relembre aqui). À época, Aécio era governador de Minas Gerais.
Outros assuntos incômodos foram o Aeroporto de Cláudio (MG), construído em terras de um tio de Aécio e o emprego de famílias do candidato no governo mineiro. Aécio acusou a adversária de ser “leviana”.
CORRUPÇÃO
Dilma Rousseff abusou do tema Pronatec e foi “prensada” por Aécio em temas como a corrupção na Petrobras. O tucano repetiu gesto de debates anteriores e sacou da cartola uma ata da demissão de Paulo Roberto Costa da Petrobras, homem que terá que devolver mais de 25 milhões de dólares aos cofres públicos, dinheiro desviado da companhia petrolífera. Dilma defendeu-se dizendo que Costa foi demitido pelo seu governo, no início de 2012, e os fatos de corrupção vieram à tona dois anos depois.
O clima de tensão, aliás, permitiu à Band, segundo dados da própria emissora ficar por dois terços do tempo do debate na liderança da audiência em São Paulo. Os números, no entanto, não foram divulgados. A audiência é aferida por um instituto, o Ibope.
Dilma ainda retrucou afirmando que, diferentemente dos tempos petistas, os escândalos do período do Governo Fernando Henrique, do PSDB, não foram investigados. A presidente e candidata à reeleição teve desempenho titubeante nos blocos iniciais e melhorou a partir do terceiro bloco, quando citou os casos de nepotismo e a violência contra a mulher.