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A cidade de Buerarema, no sul da Bahia, registrou o primeiro homicídio após a liberação de todos os presos de sua cadeia pública. Segundo informações do site Radar Notícias, a vítima foi José Henrique de Souza, conhecido como “Sassá”, que tinha envolvimento com o tráfico de drogas.
Não há relação comprovada entre o crime e a libertação dos presos, mas essa é uma das hipóteses cogitadas. Sassá foi morto com pelo menos 15 golpes de faca e teve a orelha esquerda decepada. A polícia encontrou o corpo na cozinha da casa onde o traficante morava, na Rua H, bairro Santa Helena.

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Pode haver (nova) reviravolta na política de Buerarema. Para quem imaginava que havia acabado a gincana político-eleitoral do município sul-baiano, hoje parte do processo que julga se Mardes Monteiro é ou não “ficha suja” subiu novamente para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
E, para continuar as fortes emoções políticas, o juiz ainda não havia analisado se o decreto legislativo que julgou irregulares as contas de Mardes Monteiro da primeira vez em que assumiu a prefeitura, em 2005. Antônio Hygino deve se posicionar se o documento é ou não verdadeiro, conforme entendimento do Tribunal Superior Eleitoral.

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O delegado-chefe da Polícia Civil da Bahia, Joselito Bispo, afirma que faltou uma melhor comunicação entre os poderes Executivo e Judiciário para resolver a situação da cadeia pública de Buerarema. Mais cedo, o juiz Antônio Hygino apontou omissão do Estado na situação.
Por falta de estrutura física adequada, o Ministério Público requereu a interdição da cadeia, no que foi atendido pelo magistrado. Este determinou a liberação dos 19 presos que ocupavam a carceragem.
À reportagem do jornal A Tarde, Bispo frisou que “nas comarcas onde a comunicação flui sem ruídos, com integração entre as instituições, não temos encontrado dificuldade para buscar soluções”. Segundo o delegado, a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanose a Superintendência de Assuntos Penais da Polícia Civil já estavam elaborando um cronograma para a remoção dos presos para Salvador.

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O juiz da comarca de Buerarema, Antônio Hygino, deu entrevista nesta quarta-feira, 1º, no programa Alerta Total (TV Cabrália), justificando sua decisão de libertar os presos provisórios da cadeia pública daquela cidade.
Hygino esclareceu que a medida foi tomada em acolhimento a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público, seguida também de perícia realizada pela Polícia Civil, que comprovou a inexistência de condições para manter a cadeia pública em funcionamento. “Poderia haver uma rebelião e a responsabilidade seria minha”, declarou o juiz.
Na entrevista, o magistrado responsabilizou o Governo do Estado pela situação. “Os presos foram soltos porque o Estado foi omisso”, criticou. Segundo Hygino, a recuperação da cadeia pública custaria aos cofres públicos o valor de R$ 80 mil.
O juiz também observou que não haveria como transferir os presos para Ilhéus ou Itabuna, já que as unidades prisionais destas cidades já se encontram superlotadas. Entre os presos que foram libertados, há suspeitos de homicídio e tráfico de drogas.

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O juiz Antônio Hygino, da comarca de Buerarema, determinará a liberação de todos os presos que se encontram na cadeia pública daquela cidade. A medida resulta de solicitação do Ministério Público, que constatou a total inviabilidade para o funcionamento da carceragem.
Problemas como superlotação e as péssimas condições de higiene foram constatados pelo MP e também pelo Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia (Sindpoc). A cadeia é mantida em um antigo prédio cedido pela Prefeitura e, além dos presos de Buerarema, também recebe infratores de Jussari e São José da Vitória.
Informações do site Radar Notícias

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Dilma, Sara e Vilma: acusação de tráfico internacional de mulheres (Fotomontagem Pimenta).

Lailim Gomes dos Santos, uma das dezenas de vítimas do tráfico internacional de mulheres em Buerarema, disse temer pela vida da sua família. Ontem, Lailim concedeu entrevista ao repórter Roger Sarmento, da TV Santa Cruz, e afirmou que o convite para trabalhar como doméstica na Espanha partiu da escrivã da Vara Cível em Buerarema, Dilma Rodrigues Pinheiro.

Seriam três meses ajudando a filha de Dilma, Sara Pinheiro, que trabalharia em Reus como telefonista. A verdade só foi descoberta quando a jovem de 25 anos chegou à cidade espanhola. Ao tentar se negar a fazer o primeiro programa, Lailim teria sido advertida com a lembrança de uma dívida de 6 mil euros (13,7 mil reais) pelos “custos” da viagem e estada na Europa.

DEPORTADA

A primeira viagem frustrada de Lailim ocorreu em 26 de abril do ano passado, quando a imigração a deportou por dispor de pouco dinheiro para subsistência de três meses na Espanha. No dia 18 de maio de 2009, ela finalmente conseguiu entrar no País. Ela foi obrigada a se prostituir, além de ser mantida em cárcere privado.

Tanto Sara e Dilma Pinheiro como Vilma Pinto e Jocelma Bacelar Cardoso, apontadas por Lailim de liderarem o tráfico no sul da Bahia, estão presas no Conjunto Penal de Itabuna. Lailim diz que conseguiu fugir da Espanha por contar com a ajuda de um cliente.

INVESTIGAÇÃO NO FÓRUM

Ela denunciou todo o esquema à Polícia Federal, que iniciou as investigações e monitorou todos os passos de Dilma, Vilma e Sara e também chegou a Jocelma Cardoso. A delegada que preside o inquérito, Denise Dias, afirmou que as investigações foram feitas a partir do fórum da Comarca de Buerarema.

Conforme apurou o PIMENTA, desde ontem casas de familiares de Lailim foram desocupadas. Também foi apurado que Vilma Pinto, irmã de Dilma, poderá assumir a “culpa” pelo tráfico internacional de mulheres.

A estratégia, no entanto, pode se revelar furada, já que a Polícia Federal baseou seu pedido de prisão preventiva em investigações que contaram com o auxílio de interceptações telefônicas autorizadas judicialmente. A preventiva foi decretada pela Justiça Federal em Itabuna.

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Uma personagem que se identifica como “Patrícia Lima” usou a internet para contar como funcionava o esquema de aliciamento e tráfico internacional de mulheres na região de Buerarema.
A quadrilha foi desarticulada nesta quarta (24) pela Polícia Federal, que chegou aos nomes de Sara Pinheiro, Dilma Pinheiro, Vilma Ferreira e Jocelma Cardoso. Sara é filha de Dilma e sobrinha de Vilma. Jocelma é amiga do trio. Todas estão presas (leia mais).
ABORDAGEM NO ORKUT
“Sara passa o dia todo olhando orkut das meninas de Buerarema e outros lugares e estudando o perfil [para] ver o quanto ganha com isso”, contra “Patrícia”.
Após analisar os perfis, Sara buscava aproximação com a “presa” e dizia que necessitava de alguém para ajudá-la em Reus, na Espanha, onde residia e trabalhava supostamente como telefonista.
Nas contas de “Patrícia”, Sara lucrava entre nove mil e dez mil euros por mês com o tráfico e exploração de mulheres. “Ela tem ajuda da mãe, da Vilma, da mulher de cá e de outras pessoas”.
TRAFICANTES SÃO “AMIGAS DO HOMEM”
A traficante teria levado cerca de 50 jovens para a Espanha nos quase oito anos de tráfico. As presas preferidas eram as jovens pobres com filhos ou sem estudos, “sem condições para se manter”.
Somente quando chegava na Europa, a vítima descobria que teria de pagar seis mil euros em supostas dívidas contraídas com Sara e as demais participantes do esquema.
Patrícia diz que as mulheres agem de forma ousada porque são “amigas do homem”. A Polícia Federal deverá trabalhar para descobrir quem é a autoridade que agia como protetora do esquema de tráfico e prostituição. “Patrícia” também afirma que a quadrilha agia sem temor porque “tem autoridade ao redor delas”.
15 PROGRAMAS POR DIA
A suposta vítima diz que havia um esquema de intimidação das famílias das vítimas do esquema de prostituição. Cada uma delas eram obrigadas a fazer até 15 programas por dia. Além de Buerarema, mulheres de Pau Brasil também eram aliciadas.

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A investigação aberta pela Polícia Federal e que desarticulou uma quadrilha de tráfico de mulheres em Buerarema tem a participação de quatro mulheres e um homem. Três delas moram no município e uma quarta reside na Espanha, onde recepcionava mulheres adolescentes e adultas oriundas de Buerarema.
A brasileira que reside na Espanha e recepcionava as aliciadas pelo tráfico é filha da escrivã Dilma Rodrigues Pinheiro. Sara Pinheiro foi presa em Salvador, quando retornava ao Brasil. Ela seria responsável pela “exportação” das vítimas. O esposo de Dilma, Alan Mendes, também foi detido para averiguações, mas foi liberado ainda em Buerarema.
Vilma Ferreira Pinto, irmã da escrivã do fórum local, também foi presa por ter participação no tráfico de mulheres. A quarta mulher é Jocelma Cardoso, conhecida no município como “Selma da Sucata”. A operação foi deflagrada na manhã desta quarta-feira em Buerarema.
Os detalhes da Operação Nêmesis serão conhecidos ainda nesta manhã. As prisões foram comandadas pela delegada Denise Dias. Quem reside no município diz que é grande o número de mulheres bueraremenses que foram aliciadas pela “rede” e hoje estão na Europa. Uma empregada doméstica aliciada pela quadrilha foi quem denunciou todo o esquema.
Atualizado às 11h24min

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O vereador Geraldo Aragão (PSC) foi eleito novo presidente da Câmara de Buerarema, em votação tensa nesta noite de terça (9). Foi içado à condição de presidente por 5 votos a 4. A eleição mobilizou todas as correntes políticas da cidade. Com as idas e vindas eleitorais em Buerarema, o cargo de presidente da Câmara é mais do que estratégico: Geraldão, como também é conhecido, pode se tornar o novo prefeito do município.
A pendenga judicial já dura um ano e meio e o prefeito eleito, Mardes Monteiro, já deixou o cargo por duas vezes, sendo substituído pelo presidente da Câmara. O presidente eleito é ligado ao ex-prefeito interino Eudes Bonfim (PR), seu colega de legislatura, mas teve uma forcinha de grupos ligados ao ex-prefeito Orlando Filho e ao segundo colocado nas eleições de 2008, Guima.

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Os índios tupinambás que estão promovendo ocupações em fazendas no sul da Bahia – nos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema – poderão fechar os acessos rodoviários a estas cidades no próximo dia 31 de outubro, quando acontece o segundo turno das eleições. A ameaça já chegou ao conhecimento da Polícia Federal, que adotará medidas para evitar os bloqueios.
Na manhã desta terça-feira, 26, o presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Ilhéus, Buerarema, Una e Canavieiras, Luiz Henrique Uaquim, falou no programa “Bom Dia Bahia” (Rádio Nacional) sobre o clima de tensão na área reivindicada pelos índios e que um relatório da Funai definiu como historicamente habitada pela etnia tupinambá.
Uaquim confirmou a ocorrência de nove invasões de terras na região neste mês de outubro (nesta segunda-feira, 25, o site Jornal Bahia Online divulgou que o número de ocupações já seria 18). Uma das propriedades ocupadas é um sítio do médico e empresário Eduardo Tarik Fontes, onde os índios mantêm um funcionário em cárcere privado.
“Já levamos as informações à Polícia Federal e as providências serão tomadas”, afirmou Uaquim. O representante dos pequenos produtores também falou sobre o risco de uma explosão de violência na área do conflito. Ele enfatizou que sua associação não se responsabilizará por “ações individuais”.

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Mais um exemplo do descalabro administrativo em Buerarema, no sul da Bahia. O Hospital Nossa Senhora Santana fechou as portas nesta sexta-feira, 15, e a direção orientou que os quase dez pacientes internados procurassem hospitais de Itabuna para continuar tratamento. O hospital é privado, mas era mantido com repasses do SUS e da prefeitura de Buerarema.
O curioso é que as portas da unidade foram fechadas dias depois do prefeito Mardes Monteiro retornar ao cargo. Ele é um dos três sócios do Hospital Nossa Senhora Santana, o único do município.

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O médico Mardes Monteiro assumiu a Prefeitura de Buerarema no último dia 21 de setembro, em cumprimento a um mandado da justiça eleitoral. Mas a comemoração pela vitória não pode durar muito porque a situação na administração do município é de caos total.
De acordo com o responsável pela contabilidade do governo, Rubens Rodrigues, o descalabro é tão grande que a gestão não tem sequer um histórico contábil. Há pendências junto à Receita Federal e INSS, como a não informação da GFIP e ausência de recolhimento do Pasep, além de dívidas volumosas com a Embasa e a Coelba.
Durante os 13 meses que passou à frente da administração, o ex-prefeito Eudes Bomfim não pagou as contas de água e a dívida acumulada supera os R$ 400 mil. Já o débito referente a contas de energia elétrica deixadas em aberto é de R$ 60 mil e ainda há uma dívida de R$ 412 mil com a Oi, mas essa é herança do governo Orlando Filho.
O prefeito recém-empossado ainda acusa a equipe anterior de dar destino incerto a bens do patrimônio municipal. Computadores, veículos e até geladeiras teriam desaparecido e Monteiro já disse que solicitará da justiça a expedição de um mandato de busca e apreensão.
O estado caótico não será resolvido a curto prazo, conforme salienta Rubens Rodrigues. Nos próximos meses, o governo deverá procurar reorganizar a folha, missão que tem dificuldades além da falta de recursos. “Levaram do RH até as fichas com os cadastros de servidores”, denuncia. Há várias categorias de funcionários com pelo menos dois meses de salários atrasados.
“Até o final do ano, a Prefeitura não terá condições de restabelecer seus trabalhos normais”, afirma Rodrigues. Ele ainda acrescenta que as pendências com INSS e Receita impedem que o município obtenha a CND (Cetidão Negativa de Débitos), o que inviabiliza a formalização de convênios financeiros.

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O juiz eleitoral de Buerarema, Antônio Hygino, reconduziu o prefeito Mardes Monteiro (PT) ao cargo em decisão tomada no início desta tarde de terça, 21. Ele conversou há pouco com o Pimenta e confirmou o deferimento do registro da candidatura petista. A diplomação do prefeito e do vice ocorrerá às 16 horas, no fórum local. Será a terceira posse de Mardes.
O prefeito conseguiu, judicialmente, anular a sessão da Câmara realizada em 21 de dezembro de 2007 e que julgou irregulares as suas contas no período em que ele ficou na prefeitura em 2005 (1º de janeiro e 30 de junho daquele ano). Ele alegou que, dentre outras irregularidades, não houve direito à ampla defesa durante a análise das contas.
Para completar, o Legislativo somente redigiu o decreto do ato em fevereiro de 2008, dois meses depois, o que motivou uma outra ação que ainda aguarda julgamento. Nesta ação, Mardes alega que o decreto é falso.

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A lentidão da Justiça Eleitoral em marcar a data da eleição suplementar em Buerarema foi criticada pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Marcelo Nilo (PDT), que visitou o município sul-baiano no último sábado, 4. O deputado estadual disse que respeita o Judiciário, mas acredita que ” a Justiça [Eleitoral] tá demorando muito para marcar o novo pleito”.
Há um ano e dois meses que o município é governado pelo presidente da Câmara de Vereadores, Eudes Bonfim (PR), que se tornou prefeito-interino por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), já que o eleito, Mardes Monteiro (PT), teve o registro de candidatura cassado e perdeu o mandato. “Só deve sentar na cadeira da prefeitura quem tiver a legitimidade do voto”, disse o presidente da Assembleia Legislativa, acrescentando ser “inaceitável que o presidente da Câmara governo os destinos” de Buerarema.
Apesar das críticas, Marcelo Nilo disse acreditar na imparcialidade da Justiça Eleitoral e espera que haja posicionamento nos próximos dias. A cidade vive caos administrativo e registrou cenas de destruição e vandalismo há pouco mais de dois meses, quando a Câmara foi incediada e destruída (relembre aqui).

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A prefeita de Madre de Deus, Eranita Brito de Oliveira (PMDB), teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), que anuncia eleições para um prazo máximo de 90 dias. A decisão, por 4×3, não é definitiva, claro.
Mas essa história de cassação de mandato e nova eleição virou uma xaropada sem fim no município de Buerarema, no sul da Bahia. O prefeito eleito, Mardes Monteiro (PT), foi cassado há mais de um ano e até hoje a antiga Macuco vive governada por um prefeito interino, o vereador Eudes Bonfim (PR). Mardes caiu por ter o registro de candidatura negado pela Justiça Eleitoral.
Para manter-se mais tempo no poder, o grupo de Eudes entrou com pedido de suspeição contra o juiz eleitoral local. Ou seja, tudo parou e só volta a ser julgado quando o tribunal analisar o pedido. Em Buerarema, há quem tenha perdido as esperanças de uma eleição suplementar. A cidade vive um completo quadro de desmando.