Tempo de leitura: 2 minutos

2014-08-03-00-49-47-447183903Mário Bitencourt | Carta Capital
A literatura, a música e as novelas ligaram no imaginário popular o cacau e a Bahia. O estado nordestino continua a ser o maior produtor nacional, mas a expansão do plantio se dá em outra região. É no Pará, em meio à floresta, que o fruto tem se expandido com maior velocidade e mais eficiência (a produtividade chega ao dobro das plantações baianas). “O plantio aumentou muito nos últimos anos. O solo menos desgastado contribui para obtermos melhores resultados”, diz o agrônomo Jay Wallace da Silva e Mota, superintendente da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira do Pará. A disponibilidade de financiamento é uma das principais explicações para os bons resultados. O estado é o único com mecanismo de apoio específico ao setor, o Fundo de Apoio à Cacauicultura. A área plantada deve aumentar em mil hectares neste ano.
O preço internacional do produto subiu 21% em 2013, terceiro ano de déficit de produção em relação ao consumo mundial. A defasagem deverá continuar. A produção africana enfrenta condições climáticas desfavoráveis e a demanda é puxada pelo aumento do consumo de chocolate na Ásia, de 6,9% no ano passado, com previsão de atingir 6,6% neste ano. O aquecimento do mercado e a utilização dos estoques deverão estimular a produção brasileira. O consumo mundial de cacau é de 4,2 milhões de toneladas.
Em 2013, a produção do Pará atingiu 79,8 mil toneladas (30% do total nacional) e a da Bahia, 158,1 mil toneladas. A produtividade paraense cresce 15% ao ano desde 2000 e atingiu 916 quilos de amêndoas por hectare, enquanto a baiana não chega a 500 quilos. O setor tem 17 mil produtores e gera 240 mil empregos diretos e indiretos.
A Bahia industrializa todo o cacau produzido no Brasil. As 15 fábricas de chocolate são remanescentes do período áureo da cultura, dizimada pela praga da vassoura-de-bruxa a partir da década de 1980. Muitos produtores não conseguiram se recuperar do endividamento gerado pela crise e ficaram sem recursos para investir em novas tecnologias e na recuperação do solo esgotado pela exploração intensiva.
Leia mais na Carta Capital

Tempo de leitura: 2 minutos

Cerca de 30 mil pessoas visitaram o festival na edição de 2013.
Cerca de 30 mil pessoas visitaram o festival na edição de 2013.

A ideia de reunir em um só evento as cadeias produtivas do cacau e do chocolate era ousadia demais para 2009. Deu muito certo. Cinco anos depois, o Festival Internacional do Cacau e do Chocolate da Bahia já está consolidado. E ganhou uma edição paraense.
A sexta edição do festival internacional baiano começa na próxima quinta (24), no centro de convenções de Ilhéus, às 19 horas. Serão quatro dias de promoção do chocolate de origem e de fomento aos negócios da cacauicultora.
O evento reunirá a Feira do Chocolate, Ateliê do Chocolate e o II Fórum sobre Produção de Cacau e Chocolate de Origem 100% Brasileira, além de música regional.
FÓRUM
O fórum reunirá especialistas, fabricantes e consumidores interessados nas discussões em torno do chocolate e cacau de qualidade. Mediado pelo jornalista e crítico Josimar melo, terá participação do produtor e pesquisador João Tavares, e do presidente e fundador da Harald, Ernesto Neugebauer.
Participam também o diretor agrícola e comercial da CooperBahia, Eimar Rosa; e a diretora de hospitalidade e gastronomia da Laureate Brasil, Rosa Moraes; e Cíntia Lima, chocolatière e sócia-proprietária da Chocolat Des Arts.
chocodayCHOCODAY E COZINHA SHOW
O festival terá espaço para troca de experiências sobre a produção mundial de cacau e chocolate, o ChocoDay.
Quem busca receitas culinárias envolvendo o chocolate, haverá o Cozinha Show, com a participação de chefs renomados, como Alexandre Bispo (“Chocolate: uma paixão nacional), Giuliana Cupini (pastilhagem de chocolate para doces de luxo) e André Bispo (técnicas de decoração). A Cozinha será sempre das 16h às 21h, nos dias 25, 26 e 27.
Cozinhashow mvu
A programação completa do evento pode ser conferida no site http://www.festivaldochocolate.com/bahia/2014/.

Tempo de leitura: 2 minutos

Ricardo RibeiroRicardo Ribeiro | ricardorib.adv@gmail.com
 

É inegável que a região mudou seus paradigmas, depois de muito chorar pela vassoura espalhada.

 
O sociólogo Selem Rashid Asmar costuma definir o sul da Bahia como “uma pobre região rica”. Paradoxo constatado ainda no tempo em que o cacau sustentava praticamente sozinho a economia desta ponta do território baiano. A riqueza então existente estava concentrada nas mãos de poucos, o que explica a interessante definição rashidiana.
Pensamento semelhante é externado pelo professor Alessandro Fernandes, economista e pró-reitor de Extensão da Universidade Estadual de Santa Cruz. Segundo ele, há 40 anos a região era considerada próspera em função do bom momento da cacauicultura. No entanto, afirma o professor, os indicadores sociais de hoje são melhores que os daquela época, o que à primeira vista é difícil de compreender.
Como se sabe, houve uma praga chamada vassoura-de-bruxa no meio do caminho, que destruiu lavouras, expulsou 250 mil trabalhadores do campo, desvalorizou terras. Em cidades como Ilhéus e Itabuna, assistiu-se ao crescimento de favelas, ampliação da miséria, surgimento de contingentes sem perspectiva.
Acontece que, além do estrago, a vassoura deixou como legado uma região que se reinventou. Da monocultura de cacau, para a diversidade produtiva e a fabricação de chocolate; da riqueza nas mãos de poucos, para uma melhor distribuição da terra, com o fortalecimento da agricultura familiar. Hoje, existem novas políticas públicas que ajudam a fixar o homem no campo.
É inegável que a região mudou seus paradigmas, depois de muito chorar pela vassoura espalhada. Presenciei recentemente, na arena virtual, um debate de temperatura elevada sobre a questão, com o nosso amigo Gerson Marques defendendo a melindrosa tese de que a vassoura-de-bruxa foi boa para o sul da Bahia. Entendi o argumento como uma defesa da mudança de mentalidade em uma região até então presa a um modelo produtivo atrasado.
Não chegaria a classificar a vassoura como algo positivo para a região, pois o preço foi demasiadamente alto, principalmente para os milhares de desempregados e suas famílias, ainda hoje atingidos pelas consequências da praga em múltiplas formas. A aplaudida mudança de paradigmas, que ocorreu “pela dor”, nada mais é do que uma reação necessária de uma região que chegou ao fundo do poço, mas tem plenas condições de se recuperar em novas bases, e seguir em frente.
Nosso desejo é de que esta venha a ser, futuramente, uma “rica região rica”. E os caminhos estão traçados para que assim seja.
Ricardo Ribeiro é advogado e editor do BA24Horas.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Heitor e Alexandre lançam perfume a base de chocolate (Foto Mercado do Cacau).
Heitor e Alexandre lançam perfume a base de chocolate (Foto Mercado do Cacau).

perfume chocolateDo Mercado do Cacau
Dois produtores sul-baianos desenvolveram um perfume de chocolate. A inovação partiu dos cacauicultores baianos Heitor Drummond e Alexandre Gedeon que produzem o fruto do cacau à sombra da Mata Atlântica nas regiões de Ilhéus e Uruçuca, sul da Bahia, e para agregar valor ao produto investiram no cheiro do chocolate.
– Todo mundo ama o chocolate, é atraído pelo aroma do doce, então, porque não ter também o cheiro do chocolate? – questiona Heitor, justificando a iniciativa.
O processo de fabricação da Phyla perfumes e cosméticos com aroma de chocolate é mantido em segredo, mas os produtores afirmam que para chegar à essência final do produto, foram necessários vários meses de pesquisa.
– Nós testamos várias amêndoas, buscamos o auxílio de perfumistas, químicos e pesquisadores para chegarmos a esse perfume que, de fato, lembra ao chocolate, afim de, fazer um produto agradável ao olfato e de ótima fixação – conta Alexandre.
Leia mais

Tempo de leitura: 2 minutos

Juvenal, ao centro, recebe Martiniano (à dir) e conversam sobre decreto
Juvenal, ao centro, recebe Martiniano (à dir) e conversam sobre o Decreto da Cabruca

A previsão da safra 2013/14 de cacau no Brasil acaba de ser finalizada pela Ceplac. Os números são animadores: 260 mil toneladas. Apenas a Bahia contribui com 160 mil toneladas, número que pode chegar a 180 mil, com a regulamentação da lei ambiental da Bahia, por meio do Decreto da Cabruca, que está saindo do forno, e com tratos fitossanitários.
Os dados foram atualizados pelo Ministério da Agricultura. A demanda da indústria chocolateira é de 245 mil toneladas de amêndoas.
– O Brasil volta a ser autossuficiente na produção de cacau, com um excedente, nos termos de hoje, de 15 mil toneladas. Com o decreto, a previsão é aumentar a produção, somente na Bahia, em mais 20 mil toneladas, que até poderiam ser exportadas – comemora o superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart.
Sobre o decreto,  Maynart afirma ao PIMENTA que recebeu na manhã dessa sexta-feira (4) a visita do chefe de Gabinete da Secretaria de Relações Institucionais do Governo da Bahia (Serin), Martiniano Costa.
– Ele nos informou que nos próximos dias será apresentado o relatório da análise da Procuradoria-Geral do Estado, o que possibilita a assinatura pelo governador Jaques Wagner.
Martiniano Costa diz que entende que a regulamentação se trata de uma questão de inclusão social, já que vai permitir o aumento da produtividade nas áreas de cabruca. “Entendemos que essa agilidade na assinatura é de fundamental importância para a produção de cacau em áreas de cabruca, e  interessa a Ceplac, conforme constatamos nessa reunião com o superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart”.
Os produtores de cacau aguardam com ansiedade esse documento, já que vai permitir uma maior entrada de luz nas plantações de cacau, o que permitirá o aumento da produtividade. “Além disso, com a possibilidade de maior produtividade, vai gerar uma valorização da terra, o que, por sua vez, aumentará o valor que poderá dado como garantia nos contratos de financiamentos da produção, pelos agentes financeiros”, destaca Maynart. Atualizado às 18h18min

Tempo de leitura: < 1 minuto

Cerca de 270 funcionários da Cargil em Ilhéus cruzaram os braços nesta quinta (23) contra a demissão de 16 trabalhadores neste mês. A empresa é acusada de mandar embora dirigente sindical e funcionários com doença ocupacional.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Moageiras de Cacau (Sindicacau), Luiz Fernandes, afirma que o protesto é uma advertência. “Estamos paralisando os serviços por 24 horas”, disse, enfatizando que demissão de sindicalista e funcionários doentes é ilegal. “Demitem sem ao menos informar o porquê”.
O sindicato está encaminhando os funcionários com doença ocupacional ao INSS, segundo Fernandes, e estudante medidas judiciais a serem adotadas contra a decisão da Cargil. A unidade da multinacional em Ilhéus tem 270 funcionários e mais 200 contratados via empresas terceirizadas.
DIRETORES AUSENTES
O blog entrou em contato com a unidade, mas não havia nenhum responsável para explicar as demissões. O atendente informou que funcionários que ocupam cargo de direção estão fora da fábrica e devem retornar somente após o fim da paralisação.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Augusto cobra agilidade nas indenizações.
O processo de esvaziamento da Ceplac,  assunto de postagem do PIMENTA, foi criticado em pronunciamento feito nesta quarta-feira (22) pelo deputado Augusto Castro (PSDB), na Assembleia Legislativa da Bahia. O parlamentar condenou também a escassez de recursos para as pesquisas do órgão vinculado ao Ministério da Agricultura.
“É um absurdo que a Ceplac, que já contribuiu tanto com suas pesquisas para a cacauicultura no Brasil, esteja sendo esfacelada pelo governo federal, sem poder realizar um concurso para preencher as vagas deixadas pelos servidores que se aposentaram”, comentou o deputado.
Para Augusto Castro, o enfraquecimento da Ceplac, aliado à falta de apoio aos cacauicultores pelo governo federal, é que prejudica a recuperação das lavouras de cacau no Sul da Bahia.  “O Brasil também está perdendo espaço para país muitos menores, como o Equador, que está produzindo muito mais cacau”, criticou o parlamentar.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Conforme noticia o Blog do Thame, uma carga de 12 mil toneladas de cacau, proveniente de Gana, está sendo desembarcada no Porto de Ilhéus. Metade do carregamento é destinada à Nestlé e a outra parte será dividida igualmente entre a Barry Callebaut e a Cargill.
A importação de cacau por uma região que já foi a maior produtora mundial do produto foi motivo de protestos no ano passado, mas as indústrias alegam que precisam do cacau africano para evitar queda na atividade do parque moageiro e, consequentemente, demissões.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Uma doença mais devastadora do que a vassoura-de-bruxa está atacando cacaueiros numa fazenda do Recôncavo Baiano e já preocupa produtores. O foco da doença foi registrado na Fazenda  Engenho D´Água, no Distrito de Monte, em São Francisco do Conde.
No início desconfiou-se se tratar de uma variação mais agressiva da vassoura de bruxa, mas como os frutos atacados eram de clones resistentes (PH-16 e CCN-51) e após análise feita na Estação da Ceplac em Linhares, no Espírito Santo,  pesquisadores chegaram à conclusão de que pode se tratar de uma nova praga, a “Cochonilha rosada”, causada pela cochonilha Maconelliccocus hirsutus.
A praga tem mais de 300 hospedeiros, entre eles café, seringueira, citros, hibiscos ou graxa, quiabeiro, ingazeira, etc. Até então, a cochonilha não havia sido constatada em cacaueiros.
Confira mais em Blog do Thame

Tempo de leitura: < 1 minuto

38º Fórum do Turismo da Bahia - Foto Divulgação (2)

O trecho da BA-262 que liga as cidades de Ilhéus e Uruçuca será transformado em um corredor turístico denominado “Estrada do Cacau e do Chocolate”. A ideia leva em conta o importante patrimônio natural, a história das fazendas da região, bem como a arquitetura de suas sedes e, naturalmente, a gastronomia.

A apresentação dessa receita ocorreu na sexta-feira (13), no Centro de Convenções de Salvador, durante o 38º Fórum do Turismo da Bahia. No evento, representantes do Governo da Bahia e da Associação do Turismo de Ilhéus (Atil) assinaram protocolo para a implantação da estrada temática. Estavam presentes os prefeitos de Ilhéus e Uruçuca, Jabes Ribeiro (PP) e Fernanda Silva (PT); o secretário do Turismo da Bahia, Domingos Leonelli; o secretário do Turismo de Ilhéus, Alcides Kruschewsky e a senadora Lídice da Mata (PSB).

O projeto foi exposto pelo presidente da Atil, Marco Lessa. Segundo ele, ao longo da Estrada do Cacau e do Chocolate o visitante conhecerá detalhes da lavoura cacaueira – da plantação do fruto até sua transformação em chocolate. Nas fazendas, móveis, objetos coloniais e surpresas, como uma espada que pertenceu ao imperador D. Pedro II e uma carta papal.

A expectativa da Atil é de que o corredor esteja totalmente formatado até julho de 2014, com portais e sinalização turística. No trajeto, haverá seis fazendas organizadas com receptivo e uma delas – a Fazenda Mucambo – será transformada em hotel, com 16 suítes.

Tempo de leitura: < 1 minuto
Stand do Brasil no Salon du Chocolat
Stand do Brasil no Salon du Chocolat

O publicitário Marco Lessa, organizador do stand do Brasil no Salon du Chocolat de Paris, encerrado neste domingo (03), festeja os resultados obtidos pelo país durante o evento. Segundo ele, foi a melhor participação, consideradas as cinco vezes em que os brasileiros marcaram presença na França.

A representação brasileira contou com 250 expositores, da Bahia, do Pará e do Amapá, muitos dos quais produzem chocolates finos e miram o exigente mercado europeu. Segundo Lessa, a expectativa agora é para os dois próximos Festivais do Cacau e Chocolate, programados para o período de 3 a 6 de abril, em Belém-PA, e de 25 a 27 de julho, em Ilhéus.

Com relação a Paris, os produtores acreditam ter aberto novos caminhos para fechar bons negócios. “Vários contatos foram feitos para comercialização de amêndoa, conhecemos novas tecnologias de maquinário, pudemos divulgar os dois festivais, sem contar com a boa acolhida francesa dos chocolates gourmets”, diz o organizador do stand.

Tempo de leitura: < 1 minuto
Audiência não teve representantes de ministérios nem do Banco do Brasil (Foto Divulgação).
Audiência não teve representantes de ministérios nem do Banco do Brasil (Foto Divulgação).

A audiência pública promovida pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, ontem, reforçou a falta de prestígio do agronegócio cacau em Brasília. O ministro da Agricultura, Antônio Andrade, não compareceu, assim como o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. O encontro também avaliaria os cortes orçamentários sofridos pela Ceplac.

O dirigente do BB afirmou que não poderia se pronunciar quanto à dívida de R$ 1,08 bilhão dos agricultores devido ao “período de silêncio” imposto ao banco pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Esse período vai até 11 de novembro, quando o Banco do Brasil divulgará o seu balanço do terceiro trimestre.

Dos parlamentares da Bahia, compareceram Félix Júnior (PDT), Josias Gomes (PT), Lúcio Vieira Lima (PMDB) e Geraldo Simões (PT), além de Paulo Magalhães (PSD).

Como representantes dos cacauicultores, participaram da audiência Milton Andrade Júnior, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Ilhéus, Guilherme Moura, presidente da Câmara Setorial do Cacau, e Águido Muniz, do Instituto Pensar Cacau. A Ceplac foi representada por Juvenal Maynart, superintendente do órgão federal na Bahia.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Logo após o debate sobre os problemas da lavoura nesta terça-feira, em Brasília (ver nota abaixo), a turma do Instituto Pensar Cacau entra em campo com a missão de distribuir 150 cópias do documentário O Nó – Ato Humano Deliberado na capital federal. O filme, dirigido por Dilson Araújo, conta a história da disseminação da vassoura-de-bruxa no Sul da Bahia e defende a tese de que a praga foi espalhada por mãos criminosas.

O Instituto pretende, após a audiência pública na Câmara dos Deputados, entregar os DVDs nos gabinetes de parlamentares, Comissão de Direitos Humanos, TV Câmara, Conselho Federal da OAB e Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Até hoje, segundo o Pensar Cacau, cerca de 3 mil cópias d’O Nó já foram distribuídas.

Tempo de leitura: 2 minutos
Juvenal aposta em programa para aumento de produção.
Maynart participa de audiência em Brasília

A dívida dos cacauicultores e os cortes orçamentários da Ceplac serão discutidos nesta terça-feira (29), em Brasília, durante audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. O evento, proposto pelos deputados Josias Gomes (PT), Félix Júnior (PDT) e Márcio Marinho (PRB), debaterá os problemas da cacauicultura brasileira.

As dificuldades dos cacauicultores são antigas e conhecidas, e se aprofundaram a partir do fracasso do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira (PRLC), que levou o produtor a assumir dívidas para bancar medidas que se revelaram equivocadas.

Na Ceplac, a penúria também vem de algum tempo, mas se acentuou com os cortes orçamentários determinados pelo Governo Federal para 2013. Contudo, paradoxalmente, este é um ano em que o órgão tem se “reinventado”, com uma atuação mais focada na questão da sustentabilidade e na formatação de uma proposta que reconheça a importância ambiental e a possibilidade de gerar novas receitas com a cabruca (sistema agroflorestal em que remanescentes da Mata Atlântica servem de sombra para os cacaueiros).

Essa proatividade, no entanto, esbarra na falta de recursos. “Esse é um ano particularmente difícil para a Ceplac do ponto de vista do orçamento”, afirma o superintendente do órgão para a Bahia e o Espírito Santo, Juvenal Maynart, que participará da audiência pública desta terça. “É salutar que o Congresso Nacional chame para si o problema e discuta, junto com a comunidade da cacauicultura, formas de avançar nas soluções”, ele sugere.

Tempo de leitura: < 1 minuto
Prefeita Fernanda Silva, de Uruçuca, fala sobre o projeto, ao lado do secretário Nazal
Prefeita Fernanda Silva, de Uruçuca, fala sobre o projeto, ao lado do secretário Nazal

As cidades de Ilhéus e Uruçuca pretendem transformar a rodovia BA 262 em um novo roteiro turístico, com foco na história da cultura cacaueira. A ideia, na qual estão envolvidos o Sebrae e empresários da região, é utilizar fazendas, fábricas de chocolate, viveiros de mudas e a própria Mata Atlântica como atrativos.

Entre as fazendas que deverão fazer parte do roteiro, estão Riachuelo, Renascer, Almada e a Provisão, que já desenvolve atividades ligadas ao turismo rural. O projeto “rebatiza” a BA 262 como Estrada do Cacau e do Chocolate.

Um dos entusiastas da proposta é o secretário de Planejamento de Uruçuca, José Nazal. Segundo ele, o projeto inclui a restauração de um trecho de 12 quilômetros da velha ferrovia que cortava a região até meados do século XX, criando um passeio por dentro da mata.