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Trabalhador foi até a cidade, exibir o "supercacau" (foto Maurício Maron/JBO)
Trabalhador foi até a cidade, exibir o “supercacau” (foto Maurício Maron/JBO)

Nem nos tempos em que era chamado de “fruto de ouro” se teve notícia de um cacau com 43 centímetros e 3,5 quilos.

Pois na tarde desta quinta-feira, 26, o “supercacau” foi registrado pelas lentes do jornalista Maurício Maron, do Jornal Bahia Online.

Segundo Maron, o fenômeno se deu na plantação do cacauicultor Aloísio Santos Filho. E o trabalhador que colheu o gigante foi até a cidade mostrá-lo ao dono da fazenda.

“Quem passava pelo local ficava impressionado”, conta o jornalista.

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Cacau é amazônico e no Brasil é produzido em maior escala no sul da Bahia.
Cacau é amazônico e no Brasil é produzido em maior escala no sul da Bahia.
Ao contrário do que se imaginava até então, o cacau é amazônico – e não centro-americano – e já era consumido há 5,5 mil anos, apontou uma pesquisa desenvolvida por vários arqueólogos equatorianos e franceses, que, por sinal, chegaram a encontrar restos de uma grande cultura no sudeste do Equador.

Este grupo encontrou evidências químicas e físicas de cacau da variedade “fino de aroma”, muito apreciada atualmente pela indústria do chocolate, nos vestígios de recipientes encontrados na província de Zamora Chinchipe, na Amazônia equatoriana.

Francisco Valdez, que dirige a missão de pesquisa na jazida Santa Ana-La Florida, no cantão Palanda de Zamora Chinchipe, declarou à Agência Efe que o cacau foi criado na alta Amazônia e de lá, de alguma forma, foi levado à América Central.

“Na realidade, o cacau não é original dessa região, da América Central, como pensávamos até agora, pois se presume que, inclusive, há 7 mil anos ele já existia na bacia alta da Amazônia”.

Seu uso social foi iniciado há 5,5 mil anos, segundo as provas de carbono 14 em que foram submetidos os vestígios encontrados na cultura Mayo-Chinchipe-Marañón, descoberta em 2002 na região e que aparentemente se estendeu pela floresta peruana até o maior afluente da parte alta do rio Amazonas.

Na América Central, existem dados do uso do cacau, por parte da cultura Olmeca, que nos remetem há 3 mil anos, quando obteve um desenvolvimento importante e se estendeu pela Guatemala, Honduras e Nicarágua, além do México e da América do Norte.

“O cacau é amazônico e, por algum mecanismo, foi levado a esta região da América Central, onde ganhou uma importância cultural muito importante”, acrescentou Valdez, que lidera o projeto em Zamora Chinchipe, com o auspício dos institutos de Patrimônio Cultural (INPC) do Equador e de Investigação para o Desenvolvimento (IRD) da França.

Leia a íntegra na Folha

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A cabruca desperta o interesse do mundo

Coluna Tempo Presente (A Tarde)

Duas décadas depois que o flagelo da vassoura-de-bruxa dizimou a economia cacaueira, provocando um êxodo rural sem precedentes, mortes e uma dívida bilionária, algo de novo surge no cacau. O superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart, apresenta um projeto que, no atacado, pretende recuperar a expectativa positiva de plantar e colher, valorizar as terras e, de lambuja, resgatar a autoestima dos produtores, fazendo com que seus próprios bens sejam suficientes para quitar as dívidas antigas e tocar a vida.

O Projeto de Conservação Produtiva, já em fase de testes em cinco propriedades de Barro Preto, ancora-se num elemento simples e de forte apelo: o compromisso do produtor de preservar a mata atlântica priorizando o plantio no modelo cabruca, conquistando o reconhecimento certificado pelos órgãos do setor sobre a sustentabilidade ambiental e, também,estimulando pequenas indústrias de beneficiamento, outra reviravolta histórica.

A pretensão é fazer dinheiro também com madeira, aproveitando as mortas e retirando as exóticas (especialmente a jaqueira), com a obrigatoriedade de o produtor plantar três nativas para cada exótica suprimida.

Com a preservação da fauna, flora e recursos hídricos, a terra por si só vai valer muito mais. É algo auspicioso numa área em que a descrença geral dá o tom da reza. Mas só falta o governador Jaques Wagner assinar o decreto para o sonho virar realidade.

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Agricultores e técnicos em dia de campo em Barro Preto (Foto Divulgação).
Agricultores e técnicos em dia de campo em Barro Preto (Foto Divulgação).

O projeto de conservação produtiva desenvolvido pela Ceplac já conta com um braço financeiro. Apresentado a produtores rurais e técnicos, o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) disponibilizará até R$ 205 milhões para culturas sustentáveis na Bahia, a exemplo do cacau, financiado pelo BNDES.

Para o superintendente da Ceplac na Bahia, Juvenal Maynart, tanto o cacau cabruca como o cultivado em sistema agroflorestal com seringa se encaixam nos requisitos do ABC. Isso, afirma, permite dizer que o projeto Conservação Produtiva “já conta com seu braço financeiro”.

Além de cacau, o programa financiará, no estado, ações de recuperação de pastagens degradadas, de plantio direto na palha (aproveitando palha da cultura anterior-grãos), tratamento de dejetos animais, incentivo a florestas plantadas e sistemas agroflorestais. Confira reportagem da TV Santa Cruz sobre o programa.

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“JUDIAR” JÁ TEVE DIAS DE INTRANSITIVO

Ousarme Citoaian | ousarmecitoaian@yahoo.com.br

01AurélioO verbo “judiar”, que o leitor Jorge sugeriu para ser analisado, tem significado discutido. Aceito o mais corriqueiro, encontrado no Aurélio, que remete a um povo: “tratar como antigamente eram tratados os judeus”: massacrar, atanazar, magoar, atormentar, amargurar, angustiar, infernizar, aperrear, flagelar, mortificar, torturar, importunar – para ficarmos apenas em uma dúzia de sinônimos. Admira-me que a definição no Priberam sequer mencione aquele povo. Recuando a tempos pré-Aurélio, encontra-se que “judiar”, então verbo intransitivo, significava “maltratar judeus”.

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Palavra que sugere ofensa a um povo

Hoje, possui sentido gramaticalmente mais amplo, tendo virado transitivo indireto (“judiar de”). Setores mais preconceituosos empregam este verbo com o sentido de “agir como judeu”, pejorativamente, é claro. “Judiar” (tanto quanto seus derivados) é palavra evitada em alguns meios, pelo seu potencial de ofensa aos judeus, havendo até campanhas para que ela seja banida da língua portuguesa. Para o rabino Henry Sobel, o termo não tem carga pejorativa e precisa ser mantido para que nos lembremos dos preconceitos que o religioso diz “do passado” (mas eu tenho dúvidas).

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03JudiaçãoNordeste: “por que tamanha judiação?”

A ideia dele é de que essa lembrança nos livre do cruel preconceito que descambou no holocausto da Segunda Guerra. “Não fomos nós que maltratamos. Nós, os judeus, fomos maltratados”, diz Sobel. Discussões à parte, o termo, desvestido de preconceito, foi lembrado por Humberto Teixeira (Asa Branca): “Quando olhei a terra ardendo/ qual fogueira de São João/ eu perguntei a Deus do céu, ai/ por que tamanha judiação” e Lupicínio Rodrigues (“Mas acontece que eu não esqueci/ a sua covardia,/ a sua ingratidão/ a judiaria/ que você um dia fez/ pro coitadinho do meu coração”, enquanto Zeca Pagodinho, numa boa, canta “Judia de mim, judia…”

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ENTRE PARÊNTESES, OU


A intimidade que os manuais condenam
A TV Globo, que ultimamente tem a programação quase circunscrita à visita do Papa e ao nascimento de mais um herdeiro do trono inglês, tem tratado o líder da Igreja Romana com excessiva intimidade – nada recomendável nos manuais de redação: é Francisco pra lá, Francisco pra cá, como se falassem de algum jogador de futebol, cantor de pagode ou figura popular do tipo. Autoridade, qualquer foca sabe, precisa ter o cargo anteposto ao nome. Do jeito que a coisa vai, se o papa Francisco ficar muito tempo no Brasil os repórteres logo passarão a chamá-lo de… Chiquinho.

E O CACAU BAIANO QUASE CHEGOU À CHINA

05ChinaLá pelos anos 60, a China era um lugar longínquo e misterioso, a que os mais bestas um pouquinho chamavam “Cortina de Bambu” (em oposição à “Cortina de Ferro”). Pois o Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau (CCPC), de Itabuna, decidiu lançar nosso principal produto agrícola naquele imenso mercado e para lá queria mandar um “embaixador”, mas não encontrava ninguém com coragem suficiente para tal empreitada. Foi quando se apresentou como candidato ao “sacrifício” um de seus dirigentes, Adélcio Benício dos Santos, o Dr. Adélcio – líder político de extrema direita, rico, advogado, pícnico, nervoso, ternos bem cortados, sapatos de cromo alemão e grande amor pelas viagens.
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De que forma se narra o inenarrável?

Dr. Adélcio não apenas foi à China, como voltou inteiro e mais lépido e fagueiro do que antes. Devido a esse ato de destemor-quase-heroísmo (pago pelos produtores, obviamente), ele se fez habitué dos voos para a terra do velho Mao, na tentativa de levar os chinas a consumir chocolate produzido com cacau sul-baiano. Se vendemos alguma amêndoa nessa aventura, desconheço. Mas conheço uma entrevista de rádio (“meninos, eu ouvi!”), quando Dr. Adélcio voltou da primeira viagem. O repórter (teria sido o bom Waldeny Andrade?): “Dr. Adélcio, que tal a experiência de conhecer a China?” O entrevistado, dado ao falar empolado: “Inenarrável”. Desce o pano.

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A FEIRA DE GARANHUNS PARA O MUNDO

7DominguinhosCai o pano também sobre um dos mais representativos artistas do Nordeste, o sanfoneiro, cantor, compositor e arranjador Dominguinhos (nascido José Domingos de Morais, em Garanhuns/PE). Dominguinhos era bem mais do que um “forrozeiro”, conforme setores mais preconceituosos costumam identificar os músicos regionais nordestinos: tocava xote, maracatu e baião, é claro, mas também bossa-nova, jazz e o que mais viesse. Filho espiritual de Luiz Gonzaga, foi aprendiz, seguidor e quem esteve mais próximo de ocupar o lugar sagrado do Rei do Baião. Talento reconhecido nacionalmente, Dominguinhos veio de família de agricultores pobres e cantou nas feiras, como forma de sobreviver.
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Tudo começou com uma “pé de bode”

Quando Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira criaram Asa branca, em 1947, Dominguinhos estava com seis anos – e já tinha uma sanfona “pé de bode” que ganhara de presente. A dupla não sabia que estava criando o hino do sertão, o canto de uma raça, grito contra a seca, a miséria, a dor, a tristeza, o sofrimento. Ao gravar Asa branca, colegas de Luiz Gonzaga correram o pires no estúdio, dizendo que aquilo era musica de cego, para pedir esmola (pobres almas!). Dominguinhos, por sua vez, não imaginava a que altura seria levado por aqueles acordes ainda tatibitates, cruzando, anos depois, com o mais famoso sanfoneiro do Brasil. No vídeo, um pouco dos quatro: Dominguinhos, Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira e Asa branca. Os artistas se vão, a (boa) obra permanece.

(O.C.)

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A proposta de estender o prazo da renegociação da dívida dos cacauicultores, objeto de emenda do deputado federal Geraldo Simões (PT), foi aprovada nesta quarta-feira, 10, pela Câmara. A matéria está incluída em emenda aglutinativa à Medida Provisória 610/2013.

A emenda abrange também proposição do deputado Valmir Assunção (PT), que perdoa os débitos de 40 mil agricultores familiares assentados no Nordeste. No caso da cacauicultura, a proposta é de prorrogar a negociação até 31 de dezembro de 2014.

“Agora a MP vai tramitar no Senado e vamos lutar para que seja aprovada rapidamente, sem mudanças”, afirma Simões.

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Dilma Rousseff e Wagner, ao centro, lançam preço mínimo para o cacau e Plano Safra.
Dilma Rousseff e Wagner, ao centro, lançam preço mínimo para o cacau e Plano Safra.

O cacau tem agora a garantia de um preço mínimo: R$ 75,00 a arroba. O anúncio foi feito neste início de tarde, em Salvador, pela presidente Dilma Rousseff. A inclusão do cacau na Política de Garantia do Preço Mínimo (PGPM) era uma das grandes reivindicações dos produtores sul-baianos.

Hoje, por exemplo, o cacau está sendo cotado a R$ 72,00 a arroba no eixo Itabuna-Ilhéus. Para assegurar um preço mínimo, o Governo Federal, por meio da Companhia Nacional de Alimentos (Conab), age comprando estoques a fim de regular mercado.

A política de preço mínimo foi um dos motivos que levaram produtores sul-baianos a protestar queimando sacas de cacau, em março, em frente ao Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus. Eles também questionavam o aumento de importação de cacau africano (contaminado) para abastecer os parques de indústrias moageiras ou de chocolate em Ilhéus e Itabuna. Antes, a Ceplac, em novembro do ano passado, puxou discussão pelo preço mínimo (relembre aqui).

Ontem, na abertura do Festival do Chocolate e Cacau, em Ilhéus, o governador Jaques Wagner já antecipava que o anúncio do preço mínimo para o cacau seria feito hoje pela presidente. Outra cultura que será incluída na política de preço mínimo é o sisal. Marival Guedes, de Salvador, e Redação.

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Aberto ontem à noite, Festival do Chocolate e Cacau vai até domingo (Foto Pimenta).
Aberto ontem à noite, Festival do Chocolate e Cacau vai até domingo (Foto Pimenta).
Wagner e Marco Lessa na abertura do festival (Foto Pimenta).
Wagner e Lessa na abertura do festival (Foto Pimenta).

A verticalização da cadeia produtiva do cacau é um dos desafios do Sul da Bahia e foi a mensagem presente na abertura da quinta edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Bahia, em Ilhéus, ontem. “Mais importante do que onde estamos é onde podemos chegar”, afirma o diretor da MVU Eventos e idealizar do evento, o publicitário Marco Lessa.

O governador Jaques Wagner foi na mesma linha e ressaltou a evolução do festival em cinco anos, quando saiu de três para 14 o número de produtores de chocolate no sul da Bahia em exposição no Centro de Convenções de Ilhéus. “Temos o cacau e não podemos abrir mão de transformá-lo em chocolate para agregar valor. Por isso temos lutado pelo bom preço do cacau e realizado uma série de ações para apoiar os produtores baianos”, disse Wagner.

As condições para fabricar chocolate com alto teor de cacau são ressaltadas por Lessa como fatores que podem qualificar ainda mais o destino turístico Costa do Cacau. “Temos condições de ser o mais qualificado destino de chocolate do mundo”, disse. Num discurso pontuado pelo combate à ideia de “esperar por milagres”, o publicitário e idealizador do festival apresenta outro desafio. “Vamos cobrir essa região de mais esperança”.

Wagner degusta chocolate com 70% de cacau fabricado em Ibicaraí (Foto Pimenta).
Wagner degusta chocolate com 70% de cacau (Foto Pimenta).

Nessa linha, o publicitário aponta avanços também na intenção de transformar esse apelo em produto turístico, a exemplo da da Rota do Cacau, Rodovia Ilhéus-Uruçuca (BA-262), que tem no seu trajeto belas e conservadas fazendas de cacau e áreas de produção de chocolate. “Não se deve esperar por milagres, mas fazer [acontecer”. A Rota do Cacau é roteiro que está sendo formatado pela Associação de Turismo de Ilhéus (Atil) com a Secretaria Estadual de Turismo.

O FESTIVAL

O Festival do Chocolate e Cacau da Bahia foi aberto ontem (3) e será encerrado no próximo domingo (7). No Centro de Convenções de Ilhéus, haverá palestras com nomes renomados da cadeia do cacau – dentre eles, chocolatiers, oficinas, Feira do Cacau, ChocoCine e espaço para o público infantil (Fábrica de Chocolate), além de concurso de amêndoas.  A entrada é gratuita.

A área de exposição reúne estandes de produtores de chocolates finos com concentração de cacau que chega a 70%, a exemplo da Cacau Bahia, de Ibicaraí, e a Modaka Cacau Gourmet, de Barro Preto. O evento reúne 50 expositores e espera atrair cerca de 30 mil pessoas nos cinco dias.

 

Saulo Fernandes é uma das atrações do festival deste ano.
Saulo Fernandes é uma das atrações do festival deste ano.

SAMBÔ E SAULO FERNANDES

O evento também reúne expressões da música nacional com shows pagos. Neste ano, as atrações confirmadas são o conjunto Sambô e Saulo, ex-Banda Eva, na Arena Chocolate (Concha Acústica). Sambô se apresenta nesta quinta, às 22h, e o show de Saulo será no sábado (6). Ingressos podem ser adquiridos no Stand do Carioca e Encantur (Ilhéus) ou no Shopping Jequitibá (Itabuna). Na área livre, no Centro de Convenções, todas as noites haverá shows gratuitos de artistas regionais.

SERVIÇO

Festival do Chocolate e Cacau
Quando: 3 a 7 de Julho
Onde: Centro de Convenções de Ilhéus
Entrada franca (exceto shows de Sambô e Saulo, na Concha).

Confira programação completa no site www.festivaldochocolate.com/2013/

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Pelo menos 7 mil toneladas de cacau importado de Gana devem desembarcar, nos próximos dias, no Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus, segundo o presidente do Instituto Pensar Cacau, Águido Muniz. A origem do produto também levanta suspeita de riscos ambientais pela importação, também, de pragas.

Produtores sul-baianos alegam concorrência desleal do cacau africano, principalmente porque ocorre em um momento em que há crescimento da produção baiana. “Vamos mobilizar a região para evitar que as importações continuem”, disse Águido ao Blog do Thame.

O presidente do Instituto Pensar Cacau enxerga “mais prejuízos aos produtores” se a estratégia das empresas instaladas em Ilhéus e Itabuna for mantida, pois força a um rebaixamento do valor do produto internamente, sem citar os riscos ambientais.

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Cacauicultor (centro) faz protesto e acusa governo.
Cacauicultor (centro) faz protesto e acusa governo.

Cerca de cinco mil pessoas participaram dos protestos, ontem (30), no Rio de Janeiro, contra os gastos públicos nos eventos da Fifa. Enquanto o Brasil aplicava um chocolate na Espanha, o produtor de cacau Dorcas Guimarães se juntava a mais pessoas para denunciar o que classifica como resultado do bioterrorismo no sul da Bahia.

Para o produtor, o governo esconde o “crime de terrorismo biológico no cacau da Bahia”, como está expresso no cartaz. Ao lado, uma bruxa porta outro cartaz como os mesmos dizeres, mas em inglês. A vassoura-de-bruxa, segundo cálculos, desempregou cerca de 250 mil pessoas no Sul da Bahia.

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Wagner no Festival do Chocolate 2011 divulgação
Wagner participou da edição de 2011.

O governador Jaques Wagner assegurou participação na abertura da quinta edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau. O evento começa em 3 de julho, no Centro de Convenções de Ilhéus. A confirmação partiu do cerimonial do governador.
Durante quatro dias, haverá workshop, concurso de amêndoas de cacau, rodadas de negócios e shows (Saulo Fernandes e Sambô). O festival é promovido pela APC e MVU Evento e tem apoio do Pimenta. O evento deste ano espera atrair cerca de 30 mil pessoas.

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helenilson-chaves1Helenilson Chaves

Tanto no caso das dívidas do cacau como da invasão de propriedades rurais por supostos indígenas, falta-nos capacidade de organização e a chama que marcou os nossos pioneiros, sempre prontos a encarar as adversidades.

Hoje eu me vi comemorando o perdão das dívidas da lavoura cacaueira, tão injustas quanto impagáveis, já que são frutos de erros absurdos e de orientações equivocadas quando do surgimento da vassoura de bruxa e seus efeitos devastadores.
No sonho, evidentemente eu era africano e não sul-baiano e brasileiro.
Quando acordei, brasileiro e sul-baiano, amante dessa terra, me dei conta de que o mesmo governo brasileiro que perdoou dívidas de países africanos, tem sido implacável com uma região que tanto contribuiu com a economia da Bahia e do Brasil e que há duas décadas atravessa a pior crise de sua história.
Longe do confortável mundo dos sonhos, vivemos uma triste realidade em que nos faltam lideranças efetivamente comprometidas nos falta capacidade de mobilização, a ponto de sensibilizar as autoridades. Décadas de individualismo, um dos mais perversos subprodutos do cacau, parecem ter tirado a nossa capacidade de união.
E, sem união, não se vai a lugar nenhum.
Vejamos o caso dos produtores do Mato Grosso, que tiveram suas propriedades, adquiridas de forma legítima, invadidas por indígenas. Eles se mobilizaram, protestaram, reivindicaram e com isso a presidenta Dilma Rousseff teve que conter a política da Funai, claramente favorável a demarcações de terras que não respeitam critérios técnicos e desafiam o bom senso.
No Sul da Bahia, o que vem ocorrendo é um verdadeiro absurdo, com famílias que ocupavam legalmente suas terras e delas tiram o sustento, sendo expulsas por supostos tupinambás, que não raro usam da violência para invadir propriedades, amparados por um relatório da Funai.
Trata-se de um documento típico de burocratas que desconhecem a realidade regional e teimam em impor uma reserva que, se demarcada, trará enormes prejuízos socioeconômicos para a região, além de criar um clima hostil, de consequências imprevisíveis.
Tanto no caso das dívidas do cacau como da invasão de propriedades rurais por supostos indígenas, falta-nos capacidade de organização e a chama que marcou os nossos pioneiros, sempre prontos a encarar as adversidades.
Uma letargia que está cobrando a conta. E ela vem na forma de desesperança e estagnação.
Talvez tenhamos alguma coisa a aprender com os africanos…
Helenilson Chaves é presidente do Grupo Chaves.

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Saulo Fernandes é atração confirmada do Festival do Chocolate.
Saulo Fernandes é atração confirmada do Festival do Chocolate.

A organização do V Festival Internacional do Chocolate&Cacau fechou a grade de shows do evento anual realizado em Ilhéus. O grupo Sambô abre a programação musical no dia 4 de julho. Saulo Fernandes, ex-Banda Eva, fecha a grade no dia 6.
O festival já está consolidado no calendário de eventos baiano. A abertura será em 3 de julho, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, reunindo desde produtores de cacau a indústrias e chocolatiers.
Confira o site do evento
Realizado pela APC e MVU Eventos, o Festival do Internacional do Chocolate&Cacau deve atrair cerca de 30 mil pessoas. Neste ano, uma das novidades será a Feira dos Municípios.
O evento terá ainda o Chococine (espaço voltado a obras cinematográficas relacionadas ao universo do cacau e derivados), Chocolarte – espaço para artistas regionais – e o Planeta Chocolate, destinado ao público infantil. Atualizado às 17h34min (13/06/2013)

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Em março, produtores fizeram protesto contra baixos preços e importação de cacau (Foto Marcos Souza/Pimenta)
Protesto de produtores contra preços preços e importação de cacau (Foto Marcos Souza/Pimenta)

As discussões puxadas pela Ceplac, finalmente, deram resultado. O secretário executivo do Ministério da Agricultura, José Gerardo Fontelles, assegurou hoje a inclusão do cacau na Política de Garantia do Preço Mínimo (PGPM). A comunicação ocorreu durante reunião do secretário executivo com representantes da cadeia produtiva do cacau e entidades.
O valor mínimo será definido ainda nesta semana. A presidente Dilma Rousseff fará o anúncio durante o lançamento do Plano Safra. A estimativa de safra será feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com o auxílio da Ceplac. A previsão inicial é de produção de 255 mil toneladas de cacau na próxima safra, sendo 62,3% da Bahia.
Os produtores de cacau pleiteavam o preço mínimo para fazer frente à alta crescente da importação por parte das indústrias instaladas no Sul da Bahia, mesmo com a produção regional em ascensão. No dia 5 de março, produtores e assentados uniram-se em manifestação em frente ao Porto Internacional do Malhado e queimaram dezenas de arrobas de cacau (relembre aqui).

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geraldo15O deputado federal Geraldo Simões disse ao Política Livre ser contra a proposta do colega Félix Júnior, que vê na transformação da Ceplac em Embrapa-Cacau uma solução para parte dos problemas da lavoura.
Repetindo argumentos aqui expostos pelo PIMENTA nas primeiras horas desta sexta, Geraldo disse que a Embrapa não possui experiência com culturas permanentes, a exemplo do cacau, e poderia, no máximo, oferecer pesquisa.
– Ao contrário da Ceplac, que trabalha com culturas permanentes relacionadas ao cacau, pesquisa e expansão rural. Temos expertise no assunto. A Embrapa trabalha com cultura temporária e não conseguiu ir além de Cruz das Alma – disse.
Geraldo diz reconhecer em Félix autoridade para discutir o assunto cacau, mas a fusão Ceplac-Embrapa é um equívoco. Para ele, deve-se pensar em mais orçamento e concurso público para fortalecer a Ceplac.