Manoel Porfírio e César Porto vão presidir as câmaras de Itabuna e de Ilhéus
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As câmaras de vereadores de Itabuna e de Ilhéus definiram, nesta quarta-feira (1º), a composição de suas mesas diretoras para o biênio 2025-2026. O Legislativo itabunense será presidido pelo vereador Manoel Porfírio (PT).

A gestão será composta, também, por Thales Silva (Republicanos) na vice-presidência; Ricardo Xavier (Cidadania) na primeira secretaria; e Babá Cearense (PP) na segunda secretaria.

Já em Ilhéus, o vereador César Porto (PP) volta ao comando da Câmara de Vereadores, que foi presidida por ele no biênio 2019-2020. O progressista terá ao seu lado, na Mesa Diretora, a vice-presidente Rúbia Carvalho (Agir); o primeiro secretário Tandick Resende (UB); e o segundo secretário Nal Araújo (UB).

Município terá quase R$ 1,5 bilhão para gerir no próximo ano || Foto PMI
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A Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada ontem (26) pela Câmara de Vereadores, estima receita de R$ 1.474.433.300 para o município de Itabuna no próximo ano. Conforme determinação constitucional, o orçamento reserva 25% da receita para a educação e 15% para a saúde. Além disso, o cálculo está de acordo com o Plano Plurianual em vigor (2022-2025), informa a assessoria do Legislativo.

Ao encaminhar o projeto para apreciação do Legislativo, o Executivo afirmou que a alocação dos recursos públicos priorizou a redução das desigualdades sociais no município. Também argumentou que “as propostas do Executivo são ambiciosas, mas factíveis, pois visam à concretização de políticas públicas alinhadas com as necessidades dos moradores de Itabuna”.

A LOA limitou os créditos especiais a 75% da receita estimada para 2025. Também prevê a necessidade de autorização expressa do Legislativo para a abertura de crédito.

Porfírio recebeu alta depois de exames || Foto CMI
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O vereador Manoel Porfírio (PT) deu entrada no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, após uma crise de pressão alta. Ele chegou à unidade de saúde ontem (3) e foi transferido para o Hospital Calixto Midlej Filho, onde passou por bateria de exames.

Já recuperado, com a pressão estabilizada, o parlamentar deixou o hospital da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna nesta quarta-feira (4). A crise pode ter sido reação a uma mudança nos hábitos do vereador, que deu início a uma dieta restritiva e ao uso de medicação para emagrecer, conforme apuração do PIMENTA.

Reeleito com 3.485 votos, a maior votação para vereador da história de Itabuna, Manoel Porfírio costura apoio político para ser candidato a presidente da Câmara de Vereadores sem adversário.

Legislativo valida Programa de Desligamento Voluntário || Foto Divulgação
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Os vereadores de Itabuna aprovaram, nesta quarta-feira (27), a Lei n.º 2.697/2024, que institui o Programa de Desligamento Voluntário de Servidores do Poder Executivo de Itabuna (PDV), destinado aos servidores que desejam encerrar seus vínculos com o município. A adesão é voluntária, reforça a Prefeitura em nota.

De acordo com a Prefeitura de Itabuna, o PDV garante benefícios como o recebimento integral do salário de dezembro e do décimo terceiro, além de uma indenização mensal por 18 meses. Os valores variam conforme o salário atual, podendo chegar a até R$ 7.500, com um mínimo de R$ 1.510,00, livres de impostos e descontos.

O PDV está disponível para todos os servidores municipais, incluindo os da Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania (Ficc), Fundação Marimbeta e Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna (Fasi).

No seu site, a Prefeitura vai disponibilizar uma calculadora online para o servidor poder simular os efeitos de eventual adesão ao Programa de Desligamento Voluntário.

NEGOCIAÇÃO 

A lei foi aprovada com 11 votos a favor e uma abstenção. Segundo a vereadora Wilma de Oliveira (PCdoB), também representante do Sindicato dos Servidores Municipais, um dos pontos centrais da negociação com o Governo foi o aumento do período de pagamento da indenização mensal, que saltou de 12 para 18 meses, como aprovado pelo Legislativo. Atualizado às 14h29min para acréscimo de informações.

Vencedor e vencidos em Itabuna: Augusto, Pancadinha, Chico França, Isaac Nery e Cleonice Monteiro || Foto Reprodução
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Com exceção do deputado Fabrício Pancadinha, que precisa correr trecho para se qualificar já em 2026, todos os outros terão 4 anos pela frente para aprimorar seus projetos, sejam pessoais ou coletivos. O populismo, por si só, terá dificuldades em vencer uma eleição em Itabuna.

 

José Cássio Varjão

Em período pós-eleição, o senso comum costuma apontar, superficialmente, vencedores e perdedores dos embates eleitorais. Observando dessa forma, sem a profundidade necessária que o tema exige, essa conduta não contribui para a formação crítica de determinada metodologia, que, efetivamente, não corresponde à realidade do mundo político. Ganhar ou perder faz parte do processo. Assim, a vitória nem sempre representa o verdadeiro sucesso, como a derrota não significa um terrível fracasso, afinal, trata-se de resultado imediato e este não define o êxito ou o revés de uma trajetória. A longo prazo, é o trabalho sério, a capacidade de adaptação às nuances da política e a responsabilidade com o eleitorado que determinam o verdadeiro legado de um político.

Na política, a ideia de que “às vezes ganha-se perdendo e perde-se ganhando” reflete a complexidade das vitórias e derrotas eleitorais e do próprio processo político. Uma derrota eleitoral, por exemplo, pode servir como oportunidade para o candidato desenvolver uma visão mais madura, revisar seus planos, investir na sua formação ou especialização em políticas públicas e ouvir as necessidades do eleitorado de forma mais profunda. Essa experiência traz aprendizado e crescimento, e o candidato pode voltar mais forte e preparado, conquistando maior respeito e apoio no futuro. Como não lembrar de José Pepe Mujica: “não existe vitória nem derrota definitiva”.

O candidato mais preparado venceu as eleições em Itabuna, mas não somente. Rompeu uma regra que se prolongava desde a eleição de 2000. O instituto da reeleição contribuiu para a vitória de Augusto Castro e, para quebrar com a maldição da reeleição no município, ele contou, também, com as estatísticas a seu favor, visto que nas últimas três eleições, 2016, 2020 e 2024, os candidatos à reeleição saíram vitoriosos no pleito, com percentuais de 67%, 65% e 80%, respectivamente. Para além da reeleição, o prefeito de Itabuna ganhou também a condição de líder político regional, com seu nome ganhando força para presidir a UPB (União dos Municípios da Bahia).

Por outro lado, com expressiva votação, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PC do B e PV, também foi destaque positivo em Itabuna nessas eleições, com 7.752 votos. Manoel Porfírio foi o vereador mais bem votado, com 3.485 votos, seguido da vereadora Wilma, com seus 2.770 votos, concluindo com o vereador Paulinho do Banco e seus 1.497 votos. O PSD, partido do prefeito Augusto Castro, também elegeu três vereadores, que, somados, contabilizaram 6.643 votos. O Avante, do mesmo modo, elegeu três vereadores, perfazendo um total de 3.565 votos. Como observância da amplitude da vitória da Federação, o Avante obteve, com a eleição dos mesmos três vereadores, 45,98% da votação do grupo formado por PT, PC do B e PV.

Para além dos dados acima, a Federação ainda contribuiu na eleição de Augusto Castro, indicando o vice-prefeito, Júnior Brandão, do PV. Por conseguinte, como evento considerável, existem conversas avançadas, já com várias adesões, para indicação de Manoel Porfírio como candidato a presidente da Câmara de Vereadores, no biênio 2025/2026.

Em artigo científico de minha autoria, publicado em 2022, sobre a Volatilidade Eleitoral no município de Itabuna, nas eleições legislativas, constatei uma espantosa renovação de 2/3 dos vereadores entre os períodos de 2012/2016 e 2016/2020, ou seja, a cada eleição entraram 14 novos vereadores e somente 7 se reelegeram. Em 2024, a renovação foi de 57,14%, entrando 12 novos vereadores e continuando 9 vereadores. Para o período 2025/2028, a Câmara de Vereadores de Itabuna contará com 95,24% dos seus ocupantes, composto por homens. Um dado interessante entre esses três pleitos é que somente um parlamentar municipal foi reeleito nesse período, o vereador Ronaldo Geraldo, o Ronaldão.

Como conclusão desse estudo, que será atualizado a cada novo pleito, pude consumar que a renovação ocorrida na Câmara de Vereadores de Itabuna, nesse período, se deve à ação do eleitor utilizando como parâmetro à Teoria da Escolha Racional, quando esse cidadão/eleitor se utiliza de um custo-benefício do voto para escolher seu candidato, baseando-se na sua situação econômica e no assistencialismo presente no ambiente político. Corroborando com essa definição, a utilização do termo “da Saúde”, por exemplo, está presente no nome de quatro vereadores eleitos em 2024.

Na outra ponta, acerca dos candidatos que disputaram o cargo majoritário nessa eleição, fiquei surpreso, mas nem tanto, com a incipiência dos pretendentes ao Centro Administrativo Firmino Alves. Esperava um debate mais propositivo e enfático de quem deseja administrar um município que, em alguns anos, viu 15% da sua população praticar a migração forçada para outras regiões do estado e do país, por questões econômicas. Como o resultado inconteste, a enorme diferença de 35.709 votos entre o primeiro e o segundo colocados nessa disputa majoritária.

Foi perceptível a falta de harmonia entre apresentar projetos e planos de governo, elemento preponderante de uma candidatura, e partir para o confronto com o adversário, como se esse fosse o fator fundamental da disputa. Jacques Séguéla, publicitário francês, disse que “a comunicação é como uma droga. Em doses adequadas é medicamento, em doses elevadas, veneno fatal”. O equilíbrio é a palavra-chave, mas há candidaturas que nascem fadadas ao fracasso.

Como as eleições nas grandes cidades são necessariamente estadualizadas, as lideranças políticas do estado marcam presença, com os olhos no horizonte de 2026. A definição posicional dos chamados opositores do prefeito Augusto Castro e, por conseguinte, do governador Jerônimo Rodrigues, nas eleições municipais, foi um tanto confusa, deteriorou-se na fase embrionária por individualismo político, tudo isso com o aval do vice-presidente nacional do União Brasil. Algumas possibilidades de coalizão, que eventualmente poderiam ter acontecido, trariam mais dificuldades para o candidato do PSD, com destaque para a palavra “tratorado”, efusivamente pronunciada pelo Capitão Azevedo, vítima da escolha majoritária do cacique do partido.

O desfecho de toda candidatura passa por alguns fatores que são inerentes intrinsecamente ao candidato, como potencial de votos, exigindo capacidade de liderança, habilidade de discurso e o seu carisma. Também existem os fatores internos de pressão, como seu grupo político, partido e bases financeiras da campanha. Ultrapassadas essas duas etapas, vem o objetivo primordial da campanha, o eleitor, e aí, por último, chega-se aos adversários. Aqui encontramos uma das regras mais conhecidas do marketing eleitoral: “Numa campanha, metade do esforço se faz no seu próprio quintal e metade no quintal alheio”. Portanto, a grande virtude do político é mostrar suas qualidades, de um lado, e as deficiências de seus adversários, de outro.

Existem algumas mensagens que os resultados das urnas em Itabuna mostram, mas que nem sempre são captadas pelo agente político. Nessas eleições, foram poucas as pesquisas divulgadas, apesar de partidos e candidatos fazerem internamente as suas, sem registrar no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Daí surge um detalhe que é de conhecimento de toda a população, mas, às vezes, imperceptível. Todos os candidatos a prefeito de Itabuna, com exceção de Chico França, já eram conhecidos da população, portanto, com teto limitado para crescimento. O candidato do PL, que teve seu nome inserido na cédula pela primeira vez, era a incógnita da eleição.

Uma observação que não é peculiar a Itabuna, mas inerente ao nosso sistema político, são as sucessivas candidaturas que concorrem tanto nas eleições municipais como gerais, que são completamente distintas uma da outra. A magnitude eleitoral de uma eleição municipal se restringe à abrangência territorial do município, enquanto a eleição estadual a amplitude é muito maior e o disparate entre elas está na concorrência. O atual vice-prefeito, Enderson Guinho, foi o candidato a deputado federal, por Itabuna, mais bem votado em 2022, com 15.218 votos. Não conseguiu se eleger vereador em 2024. O candidato Isaac Nery concorreu a deputado federal em 2022, obtendo 15.155 votos. Para prefeito em 2024, 8.259 votos. Fabrício Pancadinha teve, em 2022, para deputado estadual, 27.338 votos. Em 2024, 29.620 votos para prefeito, com a concorrência somente de três opositores, maior visibilidade e com aporte financeiro considerável.

Também como fato em destaque, são as sucessivas trocas de partido pelos candidatos. O candidato Isaac Nery já participou de três eleições, em 2020, para prefeito; em 2022, para deputado federal; e em 2024, para prefeito novamente, por três partidos diferentes, Avante/70, Republicanos/10 e PDT/12, respectivamente. Se por um lado essa permuta busca melhores condições para a disputa, não mais que isso, por outro, confunde o eleitor menos observador, escancarando o personalismo político do candidato em detrimento ao partidarismo. Situação semelhante ocorreu com vários vereadores, idem com o Capitão Azevedo e com o vice-prefeito Enderson Guinho.

Outra observação gira em torno da candidatura dita de direita nas eleições municipais de Itabuna, que, num primeiro momento, deduz-se que não foi bem-sucedida. Se levarmos em consideração a votação obtida por essa direita e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2022, que obteve 52.768 votos, ou 47,07% dos votos válidos, a candidatura Chico França, que contou com vídeos com o próprio JB, obteve somente 12,95% dos votos do ex-capitão. Assim, fica cristalinamente demonstrado que esse percentual de votos obtidos em 2022, pelo ex-presidente foi distribuído entre todos os candidatos, inclusive – e principalmente, para Augusto Castro. Com o personalismo político, algumas pessoas votam em determinado candidato por rejeição a outrem, ou seja, por eliminação. O que garante que, em nova eleição entre Jair Bolsonaro e outro adversário, ele conservará esse percentual de votos em Itabuna?

Após a derrota em uma eleição, o político precisa fazer algumas escolhas, podendo seguir alguns passos estratégicos no sentido de fortalecer sua imagem e preparar o terreno para uma possível nova candidatura. Começando por analisar os erros e acertos de campanha, continuar a se aproximar das suas bases eleitorais, fortalecer a presença nas redes sociais e na mídia, estar inserido nos projetos comunitários e sociais, construir novas alianças políticas, enfim, preparando um plano a longo prazo. Por fim, a profissionalização dos agentes políticos em gestão e políticas públicas é fundamental para um mandato eficaz e alinhado com as necessidades da população. Quando políticos possuem conhecimento técnico e compreensão sólida das ferramentas de gestão pública, eles são mais capazes de formular e implementar políticas que realmente impactem a vida das pessoas de maneira positiva e duradoura.

Com exceção do deputado Fabrício Pancadinha, que precisa correr trecho para se qualificar já em 2026, todos os outros terão 4 anos pela frente para aprimorar seus projetos, sejam pessoais ou coletivos. O populismo, por si só, terá dificuldades em vencer uma eleição em Itabuna.

José Cássio Varjão é cientista político

Reeleita com 2,7 mil votos, Wilma continuará sendo voz feminina solitária na Câmara de Itabuna
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Nos próximos quatro anos, Itabuna terá, novamente, apenas uma mulher ocupando cadeira na Câmara de Vereadores. Serão 20 homens e só uma representante feminina na composição do legislativo itabunense, apesar das mulheres serem maioria do eleitorado. A vaga será ocupada pela vereadora Wilma, do PCdoB, reeleita com expressivos 2.770 votos, terceira maior votação entre todos os concorrentes ao legislativo local.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de mulheres eleitas para as câmaras municipais de vereadores no país cresceu 13% neste ano no comparativo com o pleito de 2020. Porém, em Itabuna não houve avanço nesse sentido. Wilma continua sendo a única mulher.

Mas chama a atenção que neste pleito ela obteve mais que o triplo de votos do anterior, obtendo uma das 5 maiores votações para a Câmara Municipal na história de Itabuna – e a maior entre as mulheres.

Outro feito de Wilma: tornou-se a primeira vereadora reeleita no município desde a redemocratização. A segunda candidata com maior número de votos ficou na 32ª posição geral. Missionária Raimunda (UB) obteve 1.055 votos.

MANDATO SOLITÁRIO

Wilma é servidora pública municipal e presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itabuna (Sindserv) a três mandatos. Apesar de se sentir muito feliz com a reeleição, ela revela frustração por continuar sozinha na Câmara na próxima legislatura.

– Meu desejo era que tivéssemos outras mulheres para termos mais força na luta pelas pautas femininas. Durante este primeiro mandato me senti só na defesa dos direitos e na busca por políticas públicas voltadas para as mulheres. Vou seguir sozinha, infelizmente, mas muito empenhada. Tenho a grande responsabilidade de representar as mulheres itabuneses – afirma

De acordo com Karla Ramos, diretora de formação da União Brasileira de Mulheres (UBM) e doutoranda do Programa sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da UFBA, na realidade dos municípios brasileiros ainda há o grande desafio de incluir mais mulheres nos espaços de poder, o que resultará em mais leis e políticas públicas que atendam às demandas femininas.

– É importante termos mulheres nas Câmaras Municipais para que as nossas ideias e reivindicações sejam respeitadas e levadas em consideração. Precisamos ter participação nas decisões que afetam as nossas vidas – reforça Karla Ramos.

Wilma novamente será o único nome feminino na Câmara de Itabuna || Foto Divulgação
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Os eleitores foram às urnas e renovaram 57,1% das cadeiras do legislativo itabunense neste domingo (6). Das 21 vagas, 13 serão ocupadas por novos vereadores, a partir de 1º de janeiro. Um deles, Babá Cearense, retorna à Casa depois de não ser reeleito em 2020. Dos cinco mais votados hoje, 4 foram reeleitos.

Manoel Porfírio (PT) foi o campeão de votos ao Legislativo

O mais votado na disputa no legislativo foi Manoel Porfírio. O petista e ex-líder do Governo Augusto Castro obteve 3.485 votos. O presidente da Câmara, Erasmo Ávila (PSD), vem na sequência, com 2.872 votos. Ele fez campanha com apoio de vários setores econômicos e de grupos também ligados à causa animal.

A vereadora Wilmaci Oliveira, Wilma (PCdoB), será o único nome feminino na casa. O mandato de defesa de causas coletivas e do funcionalismo público rendeu à servidora municipal mais quatro anos no Legislativo e 2.770 votos.

Na quarta colocação, um novato, o ex-secretário de Transporte e Trânsito de Itabuna Thales Silva (Rep), com 2.381 votos, visto como pessoa jovem, mas com passagem habilidosa no comando da Pasta. Reeleito, Sivaldo Reis (PSD) amealhou 2.157 votos.

CÂMARA GOVERNISTA

A nova legislatura será majoritariamente governista. Dos 21 eleitos ou reeleitos, cerca de 80% são de partidos que estavam coligados com o prefeito Augusto Castro, que fez história em Itabuna ao ser reeleito – e com vantagem de quase 35,7 mil votos para o segundo colocado, Fabrício Pancadinha (SDD).

CONFIRA QUEM SÃO OS ELEITOS E REELEITOS

Manoel Porfírio (PT) – 3.485 votos (R)
Erasmo Ávila (PSD) – 2.872 votos (R)
Wilma (PCdoB) – 2.770 votos (R)
Thales Silva (Rep) – 2.381 votos (E)
Sivaldo Reis (PSD) – 2.157 votos (R)
Luiz Junior da Saúde (PSDB) – 1.967 votos (R)
José Carlos da Saúde (SDD) – 1.896 votos (E)
Silas da Saúde (PSD) – 1.614 votos (E)
Zé Alberto (PSB) – 1.527 votos (E)
Paulinho do Banco (PCdoB) – 1.497 votos (E)
Ricardo Xavier (CID) – 1.476 votos (R)
Ronaldão (REP) – 1.408 votos (R)
Babá Cearense (PP) – 1.376 votos (E)
Eldon Orêa (Avante) – 1.330 votos (E)
Bruno Bileco (PSB) – 1.313 votos (E)
Kaiá da Saúde (PP) – 1.155 votos (R)
Denilton Santos (Avante) – 1.133 votos (E)
Danilo da Nova Itabuna (UB) – 1.129 votos (R)
Zói Amigo de Itabuna (Avante) – 1.102 votos (E)
Robson Rigaud (DC) – 845 votos (E)
Delegado Clodovil (PL) – 817 votos (E)

Coligação de Augusto reúne mais de 190 pré-candidatos a vereador || Foto Divulgação
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A coligação Itabuna não pode parar terá 193 candidatos a vereador na disputa pelas 21 cadeiras da Câmara Municipal, informou a coordenação de pré-campanha de Augusto Castro, que entra na disputa com o desafio de quebrar o tabu da reeleição no município sul-baiano.

A coligação reúne os partidos PSD, Republicanos, Progressistas, PCdoB, PT, PV, PSB, Avante, PSDB, Cidadania, Agir, Podemos e PRTB. O quantitativo de pré-candidatos a vereador está sendo confirmado com as últimas convenções dos partidos que formam o arco de aliança eleitoral do prefeito.

– Os nomes indicados pelos partidos na nossa coligação representam segmentos importantes da comunidade. Vamos eleger uma grande bancada na Câmara, porque o trabalho dos vereadores é fundamental no nosso projeto de manter Itabuna no rumo do desenvolvimento – disse Augusto.

Ruy Machado diz que faltam propostas claras para Itabuna
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Pré-candidato a vereador pelo Solidariedade, o ex-presidente da Câmara de Itabuna Ruy Machado crê em índice considerável de renovação do legislativo local em 6 de outubro. “Hoje temos uma Câmara totalmente subserviente ao Poder Executivo”, avalia.

Diante de legislativo submisso ao Executivo, crê Ruy, a renovação será positiva. “A ruptura desse sistema vai fazer bem para Itabuna. Temos bons pré-candidatos, com boas chances de vitória. Essa renovação, por si só, já será muito positiva”, afirma.

O ex-presidente da Câmara é filiado ao partido do deputado estadual e, numericamente, líder da última pesquisa registrada e divulgada no município, Fabrício Pancadinha (SDD). Porém, afirma ter dito ao parlamentar baiano que é independente em relação a ele e aos demais pré-candidatos. Abaixo, veja resumo de entrevista.

O senhor já foi vereador por três mandatos e foi presidente do Poder Legislativo. Qual papel a Câmara pode efetivamente desempenhar para ajudar no desenvolvimento de Itabuna?

O primeiro papel é a independência. É se libertar dessa subserviência ao poder Executivo. Prefeito não pode mandar na Câmara, assim como vereador não pode ter influência no Executivo. A Constituição diz que os poderes são harmônicos, mas independentes. Depois, o vereador não pode abrir mão de seu papel fiscalizador. Por fim, acredito que o vereador pode ser um mobilizador das forças vivas da cidade, no sentido de promover seu desenvolvimento. Temos aqui a tradição de uma grande participação das instituições, dos clubes de serviço, da sociedade organizada, ajudando o município, sugerindo ações, projetos. Perdemos tudo isso nos últimos anos, mas entendo que a gestão só tem a ganhar ouvindo a sociedade.

 

Temos aqui a tradição de uma grande participação das instituições, dos clubes de serviço, da sociedade organizada, ajudando o município, sugerindo ações, projetos. Perdemos tudo isso nos últimos anos, mas entendo que a gestão só tem a ganhar ouvindo a sociedade.

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O senhor fala da necessária independência entre os poderes. Não considera importante o prefeito ter uma tropa de choque na Câmara, uma bancada que lhe seja fiel?

Eu sou do partido do pré-candidato que lidera as pesquisas para prefeito, o deputado estadual Pancadinha. Claro que eu votarei nele e torcerei pela sua vitória. Mas digo a todos e a ele: sou independente. Se nós dois nos elegermos, cada um terá seu mandato e, aí sim, vamos conversar sobre Itabuna. Não posso ser candidato de um candidato. Eleito, estarei pronto para ajudar minha cidade, com independência e responsabilidade, ajudando o prefeito naquilo que for bom para a cidade. Como eu sei que ele, caso eleito, também terá essa visão, acredito que teremos uma grande gestão.

 

Pancadinha é um rapaz muito inteligente politicamente, que tem se destacado e tem atraído pessoas de grande peso político, a exemplo do deputado Elmar Nascimento (UB).

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Como o senhor avalia as críticas que algumas pessoas fazem ao deputado Pancadinha, sobre sua falta de experiência política e administrativa?

Primeiro, eu vejo que há muito preconceito em certas avaliações. O fato de Pancadinha estar há pouco tempo na política não o desabona, pelo contrário, se observarmos algumas práticas de políticos viciados. Por outro lado, ele é um rapaz muito inteligente politicamente, que tem se destacado e tem atraído pessoas de grande peso político, a exemplo do deputado Elmar Nascimento (UB). Caso seja eleito, ele deve se cercar de uma equipe que consiga dar as respostas que os itabunenses necessitam, especialmente na Saúde, na Educação e na geração de empregos.

O senhor falou sobre a relação de subserviência da legislatura atual ao Executivo. Acredita que haverá mudança significativa na próxima?

Acredito, primeiro, que vamos ter uma boa renovação. Hoje temos uma Câmara totalmente subserviente ao Poder Executivo. A ruptura desse sistema vai fazer bem para Itabuna. Temos bons pré-candidatos, com boas chances de vitória. Essa renovação, por si só, já será muito positiva. Após a eleição e posse, teremos a prova final, mas acredito que cabe à população e à sociedade organizada cobrar essa independência. Sou pré-candidato a vereador, então é natural que eu acredite na renovação, e sei que ela fará muito bem a Itabuna.

 

Estou preocupado com a falta de definições – ou mesmo de esboços – de projetos e propostas de governo entre os pré-candidatos a prefeito.

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Está satisfeito com os rumos da pré-campanha até aqui?

Estou preocupado com a falta de definições – ou mesmo de esboços – de projetos e propostas de governo entre os pré-candidatos a prefeito. Estamos vivendo uma das piores crises de gestão que essa cidade já viveu, mas não temos visto propostas claras no debate público. Vamos aguardar as definições das candidaturas para aí, sim, termos uma ideia do que cada um pensa ser o melhor para Itabuna. Por enquanto, só o disse-me-disse.

Reunião sobre a Zona Azul está marcada para terça (14), às 14h, na Câmara
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A Câmara de Vereadores de Itabuna convocou a direção da empresa TecGold, que administra o estacionamento rotativo da cidade, a comparecer à sede do Legislativo, na próxima terça-feira (14), às 14h, para esclarecer dúvidas e responder a queixas da população sobre o funcionamento da Zona Azul.

Segundo a Câmara, uma das principais insatisfações com o serviço é o número reduzido de monitores para o registro de parada e saída de veículos. Outra reclamação recorrente é a imposição de cobranças consideradas abusivas.

Demanda de segmentos empresariais do centro comercial de Itabuna, a Zona Azul foi retomada em janeiro passado, com tarifa de R$ 3,00 por carro e de R$ 1,00 por moto, a cada hora de parada. São 1.832 vagas para carros e 608 para motos. De segunda a sexta, o pagamento é exigido das 8h às 18h e, aos sábados, das 8h às 13h.

Na avaliação dos vereadores de Itabuna, até o momento, a empresa TecGold não tem dado resposta aos questionamentos sobre a prestação do serviço. A convocação foi proposta por cinco parlamentares, Manoel Porfírio (PT), Israel Cardoso (PMN), Erasmo Ávila (PSD), José Boaventura (PP) e Ronaldo Geraldo (Republicanos), e aprovada de forma unânime, na última segunda-feira (6).

Danilo é condenado em processo movido pela advogada Andrea Castro
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A Justiça determinou que o vereador Danilo Freitas (UB) pague indenização de R$ 10 mil por danos morais à advogada Andrea Castro, primeira-dama de Itabuna. A decisão desta segunda-feira (6) foi proferida em processo movido por Andrea no ano passado, após a sessão em que Danilo a chamou de “lassie” (relembre).

Andrea comentou a sentença. “Esse foi um reconhecimento da Justiça. Não podemos aceitar, como mulher, sermos desrespeitadas, ofendidas e violentadas com atos de misoginia”, afirmou. O dinheiro da indenização será doado à Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), acrescentou Andrea, que aguarda desfecho do caso na esfera criminal.

Danilo da Nova Itabuna, como é conhecido, emitiu nota de retratação ainda em junho de 2023. Apesar do pedido de desculpas, a Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Itabuna puniu o vereador, que ficou impedido de se pronunciar nas sessões legislativas de setembro a dezembro passado.

Vereadores também aprovaram bolsa para concursados
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A Câmara de Vereadores de Itabuna aprovou, em duas votações, o Piso Salarial do Magistério, fixado em R$ 4.580,57 em 2024. A quantia é 3,62% maior que a do salário-mínimo dos professores no ano passado, de R$ 4.420,55. O valor do Piso corresponde à jornada de 40h semanais.

Os vereadores também aprovaram o projeto que garante a Bolsa Formação para candidatos a cargos que demandam formação específica em concurso público do município. A ajuda de custo será de um salário-mínimo (R$ 1.412) por mês, enquanto durar o período de formação.

As duas matérias foram aprovadas na última terça-feira (5) e seguiram para a sanção do prefeito Augusto Castro (PSD).

Gérson Souza presidindo o Legislativo de Itabuna
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Gérson Souza é daquelas personalidades que nascem de 100 em 100 anos e que vêm à terra com a finalidade de servir, tornar o mundo melhor com sua colaboração e dos amigos que o cercam.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Walmir Rosário

Tabelião do Cartório do 1º Ofício de Itabuna (registro de pessoas e casamentos), Gérson Souza era uma das pessoas mais influentes nas instituições da cidade, pela dedicação com que tratava as obrigações assumidas. E no futebol não era diferente. Na seleção de Itabuna era considerado um dirigente insubstituível e que conduziu o selecionado ao hexacampeonato baiano de amadores.

Gérson Souza era homem de aceitar desafios, inclusive no futebol. Em 1947, época de poucas estradas e veículos, chefiou a delegação da Seleção de Itabuna na partida contra a Seleção de Valença. E não era fácil, pois as estradas eram péssimas e o transporte disponível era a carroceria de caminhão. Após 12 horas de viagem venceram, e a partida seguinte seria contra Santo Amaro, em Salvador, porém o campeonato foi cancelado.

Daí pra frente Gérson Souza não deixou mais a Seleção de Itabuna e foi um partícipe importante na criação do Itabuna Esporte Clube, o primeiro time profissional da cidade, em 1967. Mas até chegar lá, o “Marechal do Hexa” esteve presente em todos os momentos, simplesmente apoiando ou coordenando a seleção amadora, bem como a equipe de profissionais, sempre com bastante sucesso e determinação.

Com a bondade que fazia o afago quando necessário, era capaz de tomar decisões mais duras que o momento exigisse. E não precisava alteração, bastava uma conversa de pé de ouvido que tudo se acertava. Sua argumentação convencia, mesmo nos momentos mais cruciais. Sabia como ninguém motivar diretores, jogadores e comissão técnica, com palavras simples, porém bem colocadas.

Na última partida para a conquista do hexacampeonato, Gérson Souza não titubeou ao suspender uma das maiores estrelas da seleção, o ponteiro-esquerdo Fernando Riela, por não ter permanecido concentrado com os demais jogadores. Numa conversa franca entre ele, o técnico Gil Nery e Fernando, expôs os prejuízos do comportamento e os riscos de sua atitude. Resolveu arriscar e os itabunenses comemoraram o título.

Provavelmente, o sucesso da Seleção de Itabuna tenha sido a convocação de uma base permanente, com substitutos à altura. Craques não faltavam em Itabuna e muitos ainda ficavam de fora desta super equipe. Porém Gérson Souza não conseguia ver um craque de outra cidade jogar, que não o convencesse a vir fazer carreira no brilhante futebol de Itabuna. Na maioria das vezes dava certo.

Um desses “convocados” por Gérson Souza foi Albertino Pereira da Silva, o goleiro Betinho, que trouxe – junto com Zelito Fontes – de São Félix para Itabuna, primeiro para o Janízaros, e depois para o Itabuna Esporte Clube. Betinho se notabilizou ao participar de uma partida jogando pela Seleção de Ilhéus contra o Santos. Pela sua atuação, foi levado por Pelé para o time da Vila Belmiro, mas devido ao seu comportamento não fechou um vantajoso contrato.

Em 1970, com a renúncia do presidente do Itabuna Esporte Clube, o time entrou em decadência, e mais uma vez Gérson Souza se dispõe a colaborar com o amigo Gabriel Nunes, que condicionou presidir o Itabuna com a sua participação. Das cinzas, o Itabuna ressurge com um plantel sem grandes estrelas, mas conscientes do que poderiam fazer para dar a volta por cima.

Apesar do descrédito de muitos, o Itabuna ganhou o segundo turno e se sagrou vice-campeão baiano. Não fossem as forças poderosas do extracampo, por certo teriam alcançado o primeiro lugar. Graças à união e credibilidade dos dirigentes junto aos torcedores, o time conseguiu os recursos necessários para participar dos jogos, com o apoio pessoal da torcida, mesmo nas partidas mais distantes.

Gérson Souza é daquelas personalidades que nascem de 100 em 100 anos e que vêm à terra com a finalidade de servir, tornar o mundo melhor com sua colaboração e dos amigos que o cercam. Encarar os desafios era uma de suas especialidades. Desprendido, coordenava e secretariava instituições com a maior naturalidade, debatendo e assumindo responsabilidades para si e o seu grupo.

E a responsabilidade com que traçava planos e projetos transmitia segurança em todos os segmentos da sociedade civil, que abraçavam suas ideias, tornando uma causa em comum de Itabuna. Era impossível a ausência de Gérson Souza nos projetos sociais. Sempre procurado pelo Executivo, Legislativo – do qual foi presidente –, Judiciário e líderes da sociedade, solicitando seus experientes conselhos para novos empreendimentos.

Sabia encarar os compromissos com muita seriedade sem ser sisudo. Ao contrário, a alegria de Gérson Souza era inebriante e contagiava os que conviviam com ele. Daí, trabalhavam com afinco até atingir os objetivos em plenitude e comemoravam as vitórias com a mesma intensidade. Gérson Souza é daquelas figuras ímpares, sempre lembradas com carinho pelo que fez em vida, deixando saudosos os que ainda choram seu desaparecimento.

Walmir Rosário é radialista, jornalista, advogado e autor d´Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Câmara terá sessões extraordinárias para votar matérias de interesse do Executivo || Foto Divulgação
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O prefeito Augusto Castro (PSD) enviou à Câmara de Vereadores projeto de lei que institui o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) de Servidores. Para discutir a matéria, a Câmara abre, na próxima terça-feira (23), período de sessões extraordinárias, após convocação feita pela presidência da Casa.

Hoje, o município possui cerca de 7 mil servidores. Destes, quase 5 mil são estáveis e que poderão fazer a opção pelo desligamento voluntário.

Além do PDV de servidores, o prefeito encaminhou ao Legislativo, segundo o presidente Erasmo Ávila (PSD), “uma série de projetos”. Dentre eles, a criação do Programa Esporte e Juventude em Movimento, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, tocada por Alcântara Pellegrini.

Outra iniciativa é o PL de fomento à manifestação da cultura popular tradicional, com premiação por reconhecimento de trajetória dos blocos carnavalescos que participam da Lavagem do Beco do Fuxico. Há, ainda, o projeto de lei que institui bolsa formação para candidatos a cargos públicos com formação obrigatória.

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Manoel Porfírio (PT) deixou a presidência da Fundação Marimbeta (Sítios de Integração) para reassumir o mandato de vereador. O ato foi na manhã desta quinta-feira (26), no gabinete da presidência da Câmara de Vereadores de Itabuna.

Antigo líder do Governo Augusto Castro, Porfírio havia se licenciado do mandato em dezembro do ano passado para assumir a presidência da Fundação Marimbeta. Ele ficou no cargo até ontem (25), quando foi publicado o ato de exoneração no Diário Oficial do Município.

Com o retorno de Manoel Porfírio, Diego Pitanga retorna à suplência. Também petista, Diego passou a assumir posição crítica ao governo municipal. Ele deverá assumir, de vez, cargo de assessor da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), na cota do MDB.