Os irmãos Fabrício e Henrico Santos, que se enfrentaram no último Baiano de Karatê || Foto Cida Santos
Tempo de leitura: 2 minutos

Do PIMENTA

O karatê sempre esteve na vida de Fabrício e Henrico Costa dos Santos, de 17 e 15 anos. Quando nasceram, o pai deles, Fabrício Xavier dos Santos, 43, já era adepto do Kyokushin, um dos estilos da arte marcial. Há nove anos, os irmãos se matricularam no Kyokushin Itabuna, no Centro, dos senseis Haroldo Moreira e Igor Veloso. E não pararam.

Moradores do bairro Nova Ferradas, estudam de manhã no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães. Nas noites de terça e quinta e aos sábados, têm aulas de karatê. O ritmo é mais puxado quando a formação cotidiana na luta se soma ao treinamento para as competições, explica Fabrício Costa ao PIMENTA. Mas a dupla tem dado conta do recado.

Fabrício acabou de conquistar o Campeonato Baiano de Karatê, na categoria juvenil, disputado no último dia 27, em Salvador. Já havia levado o título de lutador revelação do evento, em 2024.

Henrico segue o mesmo caminho. Campeão baiano no ano passado, na categoria infantojuvenil, ficou com o segundo lugar neste ano, no juvenil, derrotado pelo irmão na final. “É muita emoção. Torcia para os dois”, assegura Maria Aparecida Tavares Costa, 39, mãe dos caratecas.

Após duelo, Fabrício e Henrico dividem pódio do Baiano 2025, em Salvador || Foto Cida Santos

SONHOS SEM PATROCÍNIO 

Até o momento, os irmãos não têm patrocínio. A família banca as despesas nas competições. No Baiano, os quatro viajaram de carro próprio para a capital do estado, custeando também a hospedagem. “Em Itabuna, ninguém patrocina, ninguém valoriza o esporte de luta”, lamentou Fabrício Costa.

Atualmente, a dupla treina por uma vaga no Campeonato Brasileiro de Karatê 2026. O título nacional é um dos sonhos dos irmãos, que já conquistaram a faixa azul, a quinta das oito faixas do Kyokushin. “Eu quero ter mais resistência e aperfeiçoar meus golpes”, afirma Henrico, que chega a fazer 500 repetições abdominais em uma sessão de treino.

Lutar no Ultimate Fighting Championship (UFC), organização de Artes Marciais Mistas (MMA, na sigla em inglês), é outro sonho no horizonte de Fabrício. Questionado sobre as referências no mundo da luta, respondeu que admira os também caratecas Glaube Feitosa e Francisco Filho, consagrados com o título honorífico de shihan, atribuído aos grandes mestres das artes marciais.

Gincana envolveu turmas do Ensino Médio do Modelo, em Itabuna
Tempo de leitura: < 1 minuto

Para celebrar a Semana do Meio Ambiente, a CVR Costa do Cacau promoveu a Gincana da Sustentabilidade, no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, no bairro Lomanto Júnior, em Itabuna. Numa parceria com a BioSanear, a ação envolveu duas turmas do 1º ano do Ensino Médio e buscou reforçar, de forma lúdica e interativa, conceitos ambientais.

As empresas produziram e distribuíram apostilas para os estudantes, com conteúdos sobre gestão de resíduos sólidos, reciclagem, compostagem doméstica e saneamento básico. O material serviu de base para os desafios da gincana, permitindo que os alunos se preparassem previamente.

Durante a atividade, os estudantes participaram de provas com perguntas de múltipla escolha e desafios práticos, todos relacionados à sustentabilidade. A especialista socioambiental da CVR, Angélica Tomassini, considerou excelente o desempenho dos alunos. A maioria dos alunos acertou as questões e demonstrou grande interesse pelos temas abordados.

“Para nós, a educação ambiental precisa ser divertida. Os estudantes precisam entender que ela acontece todos os dias e que eles são os verdadeiros protagonistas da mudança que precisamos”, destacou Angelica.

DISTRIBUIÇÃO DE MUDAS

Durante toda a semana, a CVR participou das atividades da Semana do Meio Ambiente, promovida pela Associação de Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna (Aacrri). No estande da empresa, foram distribuídas cerca de 600 mudas de cacau, jambo, ipê rosa, jaca, graviola, pitanga e murta. Ainda rolaram ações educativas com estudantes e distribuição de folhetos sobre educação ambiental. No sábado (7), a empresa apoiou e participou das celebrações do Dia Nacional do Catador, com uma caminhada pela Avenida do Cinquentenário, também em Itabuna.

Portaria oficializa mudança do nome do antigo Colégio Modelo || Foto PIMENTA
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Secretaria da Educação da Bahia (SEC) publicou, nesta segunda-feira (29), a Portaria nº 479/2024, que mudou o nome do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães (LEM), em Ilhéus, para Colégio Estadual de Tempo Integral Jorge Amado. O documento foi assinado pela secretária da Educação em exercício, Rowenna dos Santos Brito.

Ao PIMENTA, o professor Eusner Teles, vice-diretor do Colégio, explicou que a alteração do nome atende a uma demanda da comunidade, manifestada em reunião do Colegiado Escolar, instância deliberativa formada por representantes dos alunos, pais, professores, funcionários e direção da escola. “Nos reunimos no início deste mês, a decisão foi tomada e comunicada à Secretaria”, disse.

Segundo o vice-diretor, com a extinção do Colégio Estadual Eduardo Catalão, os alunos foram transferidos para o agora Colégio Estadual de Tempo Integral Jorge Amado, e a mudança do nome completou a fusão das unidades.

TRANSPORTE

Segundo Eusner Teles, devido à pouca disponibilidade de linhas do transporte público, os alunos do Jorge Amado enfrentam dificuldade para chegar à escola, que fica na Avenida Governador Roberto Santos, no bairro Esperança. O problema tem causado evasão escolar, lamenta o educador.

Na avaliação do vice-diretor, a Avenida deveria ser contemplada com mais linhas e horários de ônibus, pois é um dos vetores de desenvolvimento do município, com a UPA 24h, Polícia Federal, unidade do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia e a nova sede da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin).

Alunos e professores do Colégio Modelo celebram desempenho no Enem 2023
Tempo de leitura: 5 minutos

Quando foi criado, em 1998, o Exame Nacional do Ensino Médio teve 116 mil participantes. Nessa época, não era instrumento de seleção de estudantes para o ensino superior. Essa função foi incorporada em 2004, com o Programa Universidade Para Todos (Prouni), que usa as notas do Enem para distribuir bolsas de estudo em faculdades particulares.

A partir de 2009, o Exame ganhou o formato de vestibular nacional e, em 2016, bateu o recorde de inscritos, 6.136.000. O número de participantes caiu bruscamente nos anos seguintes, descendo a 2.269.000 em 2021, como registrado no gráfico a seguir, do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Evolução do número de inscritos no Enem (em milhares) || Fonte Inep

Apesar do encolhimento, o Enem ainda é a principal chave de acesso ao ensino superior no Brasil. Não à toa, escolas usam os resultados de seus alunos como vitrine da educação que oferecem. Nessa época do ano, são comuns os outdoors com fotos de estudantes acompanhadas das siglas das universidades para as quais foram selecionados. A sopa de letrinhas é um certificado de qualidade escolar.

Sem outdoors, mas com 30 egressos aprovados em universidades públicas, o Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, repaginou o perfil no Instagram para mostrar o sucesso dos alunos no Enem. A boa nova ganhou a cidade e tem levado pais de estudantes a procurar o Colégio em busca de vagas para os filhos, conta a diretora da escola estadual, Nai Aboboreira, em entrevista ao PIMENTA.

SONHO

Luísa e o professor Thiago Carvalho, orientador do Clube de Robótica

A maioria dos aprovados do Modelo de Itabuna vai estudar na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). É o caso de Luísa Teixeira dos Santos Cardoso, de 18 anos, caloura de Medicina Veterinária. Ao PIMENTA, ela disse que sempre sonhou em estudar Veterinária por causa de Flor, a gata com quem viveu por 12 anos.

A despedida da gatinha foi traumática, recordou Luísa, atribuindo a morte de Flor a um erro médico. “A gente não conhecia a médica que fez a cirurgia. Ela fez um procedimento horrível na minha gata. Corremos para uma clínica de Itabuna, mas, infelizmente, foi tarde”. A perda ocorrida em 2019 quase fez a jovem desistir da Veterinária. Mas, ela ressignificou o trauma e investiu no sonho de infância.

Moradora de Itajuípe, Luísa acordava às 4h30min para ir à escola na cidade vizinha. Às quartas-feiras, ficava no Colégio também à tarde, para as atividades do Clube de Robótica Modelo, sob a orientação do professor de Física Thiago Carvalho. A estudante avalia que a experiência multidisciplinar do Clube foi decisiva para seu percurso no Ensino Médio, com a abordagem da metodologia Steam, sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática.

“A gente estudava tudo, desde como fazer um motor funcionar até como as cores daquele robô influenciavam na percepção das pessoas. Consegui aperfeiçoar não só o que eu via em sala de aula, mas também adquiri conhecimentos de fora, que foram muito bem aplicados no Enem”, resumiu.

FOCO

Bruno e sua medalha na 25ª Olimpíada Brasileira de Astronomia

Bruno Costa, de 18 anos, mora no Condomínio Gabriela, em Itabuna. A exemplo de Luísa, também fez todo o Ensino Médio no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães e frequentou o Clube de Robótica. Programador iniciante, foi aprovado para Ciência da Computação na Uesc. Para ele, tanto a robótica quanto as aulas formais fizeram diferença na preparação para o Enem. “E os nossos professores maravilhosos, que ajudaram pra caramba”, emendou.

Questionado sobre o que diria aos novos alunos do Modelo, recomendou foco e disciplina. “Se você reconhecer a capacidade que tem, entre no clube de robótica, não fique de brincadeira, se esforce, porque o futuro para essas pessoas é grande. No clube de robótica, se você se esforçar, alcança”, assegurou o estudante, medalhista na 25ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia, de 2022.

DEDICAÇÃO

Rafae (de laranja), com os pais, a irmã e a diretora Nai (no centro)

Quem também conhece e exalta a importância do foco na jornada do Enem é o estudante Rafael Ramos, de 18 anos, novo aluno de Medicina da Uesc. “Sou aluno de escola pública e meus pais são trabalhadores que me incentivaram desde cedo a estudar. Minha trajetória foi marcada por muito esforço. Não pensava em Medicina como minha profissão dos sonhos, mas, com alguns empecilhos que apareceram em minha vida e com bastante incentivo do meu pai, decidi tentar passar nesse curso”, explicou o futuro médico ao PIMENTA, por mensagem de texto.

Egresso do Colégio Modelo de Itabuna, Rafael frequentou a escola de manhã e manteve rotina obstinada de estudos no tempo livre. Após o breve descanso do almoço, voltava a estudar às 13h30min e levava até as 17h. Para relaxar, uma atividade física antes da janta e do terceiro turno de lições, que seguia até as 22h. Era assim de segunda a sexta. Só diminuía o ritmo nos finais de semana. “Mas não deixava de estudar nem mesmo nesses dias”.

ORGULHO

Educadores do Modelo: Thiago Carvalho, Márcia Alessandra Guimarães, Alex Nascimento, Nai Aboboreira, Maria Goretti Silva, José Carlos Gabriel, Fábio Souza e Herbert Damasceno

À frente do Colégio Modelo de Itabuna, a diretora Nai Aboboreira fez questão de ressaltar o resultado da escola como fruto de trabalho em equipe, sem esconder o orgulho do seu time. “Sinto gratidão por estar em uma posição em que a gente pode fazer a diferença na vida desses meninos, com todo o apoio que a gente tem da equipe do Modelo. Não é só a gestão, a coordenação, os professores. São, também, os funcionários, os pais”.

Luísa, Bruno, Rafael e tantos outros colegas encerraram sua jornada no Modelo, mas não estarão sozinhos daqui para frente. Junto com os pais e responsáveis, a equipe do Colégio criou uma rede de apoio para ajudar os estudantes na graduação. “Vamos apoiar e ver o que eles precisam para superar as dificuldades que vão enfrentar por lá também, porque não é só passar. É permanecer no curso e se tornar um bom profissional. É isso que a gente quer”.

Atividade interdisciplinar leva estudantes ao Centro Histórico
Tempo de leitura: < 1 minuto

Alunos do primeiro ano do Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães vão ter uma atividade de campo no Centro Histórico de Ilhéus, nesta terça-feira (4), com visita ao Museu da Capitania, no Palácio Paranaguá, à Casa Bahiana de Arte, à Casa de Jorge Amado e ao Bataclan. De acordo com a professora Ana Paiva, coordenadora pedagógica da escola, trata-se de uma dinâmica interdisciplinar, que vai envolver conhecimentos de arte, geografia e história.

Depois do percurso no Centro, o grupo almoçará na Casa Sá Barreto. Localizado na zona norte, o espaço guarda o acervo de peças artísticas e documentos históricos deixados pelo historiador que lhe dá nome. Na visita, os estudantes serão guiados pelo professor e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Ilhéus, Euzner Teles, que vai mediar o contato dos visitantes com a coleção.

A Rota Transportes e a Human Network do Brasil apoiam a iniciativa da escola. Segundo o presidente da instituição filantrópica, André Luís Fonseca, essa é uma oportunidade de promover o encontro da juventude com a memória de Ilhéus, “mostrando valores da cultura e o brilho da arte na terra de Jorge Amado.”

Estudante do interior tirou nota máxima em redação no último Enem
Tempo de leitura: 2 minutos

O estudante Helder dos Santos Lima, 19 anos, do município baiano de Xique-Xique, está entre os 28 estudantes do país que conquistaram a nota 1000 na Redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Esta é a terceira vez que ele alcança bom desempenho na redação, o que já contribuiu para o seu ingresso no curso de Direito na Universidade Federal de Goiás.

Filho da professora Juliana, da rede municipal, e do porteiro Nilton, Helder é só orgulho dos pais por todo apoio que sempre deram a ele para estudar. “Venho de uma família simples em que poucos tiveram acesso ao estudo, mas, mesmo assim, sempre fui estimulado a estudar para garantir o melhor no meu futuro”, conta.

Estou muito feliz e grato, principalmente aos meus pais, Juliana e Nilton, que sempre me deram incentivo para eu atingir esta conquista. Tive uma boa base no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, em Xique-Xique, onde conclui o Ensino Médio, e atribuo a minha conquista também ao meu permanente interesse pelo conhecimento”, revela.

ROTINA DE ESTUDOS

Helder conta que, em 2018, passou a ter uma rígida rotina de estudos nos três turnos: pela manhã estudava Português e treinava redação, em casa; pela tarde frequentava as aulas do colégio; e à noite fazia o cursinho do UPT, programa do Governo do Estado da Bahia que se destina ao fortalecimento das aprendizagens e à preparação dos estudantes concluintes e egressos das redes públicas de ensino estadual e municipais para os processos seletivos de ingresso no Ensino Superior.

“Naquele ano, fiz o Enem pela primeira vez e alcancei 680 pontos na redação, passando em primeiro lugar no curso de Direito da Universidade Federal de Goiás. Em 2019, mesmo já tendo ingressado no Ensino Superior, continuei fazendo o Enem, quando tirei 880 na redação e, no ano passado, alcancei a nota máxima na redação”, celebrou.

Nascido em Xique-Xique, onde sempre morou, Helder também teve residência fixa em Gameleira do Assuruá, no município de Gentio do Ouro, onde estudou por todo o Ensino Fundamental. Já o 1° e 2° ano do Ensino Médio foram cursados no Colégio Estadual Maria Quitéria, localizado em Itajubaquara, outro distrito de Gentio do Ouro.

Tempo de leitura: < 1 minuto

(Imagem ilustrativa)
(Imagem ilustrativa)

Um veículo roubado na última quinta-feira (27) em frente ao Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, foi abandonado pelos ladrões e recuperado pela polícia ontem (5) na estrada de acesso a Mutuns, no Semianel Rodoviário.
O carro foi levado por três bandidos no momento em que a dona do veículo estacionava o carro para que uma pessoa descesse no colégio. Um dos assaltantes apontou a arma para a cabeça de E.LF., obrigando-a a descer do veículo e entregar a chave (relembre aqui). A polícia ainda não conseguiu prender nenhum dos bandidos.