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O pré-candidato a governador pelo PT, Jerônimo Rodrigues, disse observar a tentativa, por parte de outro pré-candidato, de criar confusão sobre quem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoia na disputa pelo governo baiano. “Mas, Lula tem pré-candidato na Bahia e sou eu”, emendou o petista, nesta terça-feira (19), em entrevista à rádio Princesa FM.

A observação de Jerônimo foi uma cutucada no ex-prefeito de Salvador ACM Neto (UB). Também pré-candidato a governador, Neto tem afirmado que a corrida presidencial não terá peso definitivo na eleição ao Governo da Bahia. Até o momento, ele não declarou apoio a nenhum presidenciável.

Hoje (19), em entrevista à rádio Metrópole, Neto também fez provocações. Sem citar nomes, disse que seus adversários falam mais dos padrinhos políticos do que de si mesmos. Foi uma referência velada ao esforço que Jerônimo e João Roma (PL) fazem para se vincular às imagens de Lula e do presidente Jair Bolsonaro (PL), respectivamente.

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O deputado federal José Nunes (PSD) foi nomeado secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE) pelo governador Rui Costa. A nomeação está publicada na edição de hoje (19) do Diário Oficial do Estado.

Com esta operação, Paulo Magalhães reassume em Brasília. Ele havia retornado à condição de suplente com a saída de Josias Gomes (PT) da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) em março para disputar a reeleição.

Nunes já não iria para a reeleição à Câmara Federal. Ele trabalha a pré-candidatura do filho Gabriel Nunes há mais de um ano.

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A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, foi registrada hoje (18) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffman, assumiu a presidência da federação. Luciana Santos (PCdob) e José Luís Penna (PV) são o vice e segundo vice-presidente, respectivamente.

A Assembleia Geral da Federação terá 60 membros. Nove deles serão indicados pelos partidos, de modo equânime, 3 por cada. Já as outras 51 cadeiras serão distribuídas conforme a proporção dos votos obtidos por cada partido nas eleições de 2018 para a Câmara dos Deputados. Cada partido terá de indicar no mínimo 30% de mulheres e no mínimo 20% respeitando o critério étnico-racial.

A nota conjunta dos partidos indica a construção de uma frente ampla em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como necessidade histórica para restaurar a democracia e reconstruir o Brasil. Clique em Leia Mais para conferir a íntegra do comunicado.

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O ex-ministro da Cidadania João Roma (PL) prometeu não esquecer as regiões oeste e extremo-sul da Bahia, caso seja eleito governador da Bahia. O pré-candidato falou em criar “mecanismos de interlocução direta” dos municípios com o governo.

– Ao contrário do que acontece atualmente, não esqueceremos essas regiões onde a Bahia prospera. Queremos uma Bahia integrada para orgulhar o nosso Brasil – afirmou o pré-candidato nesta segunda-feira (18) em entrevista a emissora de rádio em Teixeira de Freitas, extremo-sul baiano.

Roma ainda lembrou as enchentes registradas no extremo-sul, em dezembro passado, período em que ele esteve à frente do Ministério da Cidadania. “O governante tem que ir aonde o povo está. Conhecer o problema e buscar soluções. Vamos trabalhar por toda a Bahia sem esquecer nenhuma região”.

“PAI DO AUXÍLIO BRASIL”

Durante a entrevista à Eldorado FM, Roma se intitulou “Pai do Auxílio Brasil” e ouviu mensagem de ouvinte. “A grande satisfação do homem público é o reconhecimento de seu trabalho. O Auxílio Brasil é uma ajuda do estado para o cidadão superar a dificuldade. Todos nós enfrentamos dificuldades na vida”, comentou João Roma.

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Governador baiano eleito e reeleito em primeiro turno em 2014 e em 2018, Rui Costa acredita ter a receita para o ex-presidente Lula ampliar as intenções de voto e ganhar a eleição já em 2 de outubro:

– Acho que ele precisa falar mais pro centro e pros religiosos, falar mais de família, tal… Se fizer essa inclinação, acho que dá para levar no primeiro turno – disse ele, nesta Quinta-Feira Santa (14), em entrevista a Mário Kertész, na Metrópole, acrescentando também a necessidade de abrir, logo, interlocução com o empresariado.

Na avaliação de Rui, Lula “está bem em São Paulo, como nunca esteve”. O petista citou a liderança de Fernando Haddad (PT) na corrida ao governo de São Paulo como “muito sintomático” do bom momento de Lula.

Ainda afirmou que o ex-presidente está muito bem em dois dos principais colégios eleitorais baianos: “[Em] Duas cidades [onde] ele nunca ganhou, Conquista e Itabuna, ele tá disparado”.

A recomendação a Lula para falar ao centro, família e empresariado, segundo Rui, foi feita na viagem do líder petista a Salvador, no último dia 31. “Deixa eu oficializar a campanha, deixa eu oficializar”, respondeu Lula diante do conselho, conforme o governador baiano.

Ainda conforme Rui, a pré-campanha do presidenciável petista deverá ser oficializada em 7 de maio.

ACM NETO NERVOSO E SEM CAPILARIDADE

Rui Costa se diz animado com a pré-campanha e os números de sondagens na Bahia tanto para a presidência como para o governo estadual, com Jerônimo Rodrigues (PT), e ao senado, com Otto Alencar (PSD). Ele chegou a citar números de pesquisas, porém o PIMENTA não reproduzirá porque o levantamento não foi registrado.

No microfone da Metrópole, aproveitou para cutucar ACM Neto,pré-candidato ao Palácio de Ondina pelo União Brasil. “Os eventos dele são todos muito fracos. Ele aproveitou para pongar em evento oficial [por falta de público]. Gongogi, Aramari. A gente tem foto de todos os eventos que ele vez. Todos vazios”, ironizou.

O petista citou Camaçari e Santa Maria da Vitória. “Santa Maria da vitória, que [o prefeito] ficou com eles, tinha auditório enorme. Só as três primeiras filas [tinham gente]. O resto [estava] vazio. [ACM Neto] Tem o nome, mas fragil, não tem capilaridade.

MAIS LEVE SEM LEÃO

Mário questionou o governador se ele estava sentindo falta do vice-governador João Leão. “Estou me sentindo mais leve”, respondeu.

Noutra estocada em ACM Neto, disse que adversários ficarão ainda mais nervosos [com pesquisas] e “vão quebrar painéis de carro”.

A fala irônica de Rui seria alusão a suposta crise nervosa do ex-prefeito de Salvador, na semana passada, ao receber resultados de sondagens pela Bahia. Ainda afirmou que, para o senador Jaques Wagner, João Roma (PL) vai tirar considerável fatia de votos de Neto.

“A MIL POR HORA”

O governador se vê a mil por hora nas articulações eleitorais pela Bahia. A esposa, afirmou Rui na entrevista, afirma que não trabalhou tanto em 2014 e 2018 como agora. Ressaltou que está ouvindo mais e articulando mais e trabalhando regionalmente para fortalecer a chapa. Confira a entrevista a partir dos 24 minutos.

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) falou sobre três dos pré-candidatos a governador da Bahia, ACM Neto (UB), Jerônimo Rodrigues (PT) e João Roma (PL), em entrevista divulgada pela TV Aratu nesta quarta-feira (13). Ele disse que apoia a pré-candidatura de Roma, atacou Jerônimo e poupou Neto.

Segundo Bolsonaro, o ex-prefeito de Salvador fez algumas críticas ao seu governo, o que o presidente atribui à falta de reconhecimento pelo que fez por estados e municípios na pandemia. “Mas, pessoalmente, não tenho nada contra ACM Neto, mas ajudo e vou ajudar no que for possível o João Roma”.

Para Bolsonaro, Roma é um herói por enfrentar o que o presidente chama de velha política. “É uma nova esperança. Sangue novo”, disse, antes de elogiar a atuação do aliado quando esteve à frente do Ministério da Cidadania.

Já ao petista Jerônimo Rodrigues, ex-secretário de Educação da Bahia, Bolsonaro reservou ataques. “A educação na Bahia é a pior do Brasil, então é isso que o PT está apresentando como sucessão para o governo do estado, o pior secretário de Educação do Brasil candidato ao governo do estado”, declarou o presidente, que voltou a investir no discurso do antipetismo.

O pré-candidato do PT respondeu os ataques de Bolsonaro. “Lamentável a desinformação do presidente que persegue a Bahia e os baianos. Iniciamos uma revolução na educação. Neste momento são R$ 3,5 bi em requalificação e novas escolas. Nosso foco são os estudantes que mais precisam, gente do povo. É um presidente que não cuida de gente”, escreveu Jerônimo, nesta quarta, numa rede social. Atualizado às 13h42min.

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O prefeito de Gongogi, Adriano Mendonça (PSD), confirmou apoio ao pré-candidato a governador da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, e disparou críticas contra Rui Costa, nesta terça-feira (12) em evento que marcou o aniversário de 60 anos do município do sul do Estado.

– Não atendo mais ligações do governo, não atendo mais ligações da Serin (Secretaria de Relações Institucionais), não atendo mais telefonema de ninguém deles, porque estou cheio. É ano político e estão usando a máquina pública para correr atrás de votos, é uma vergonha. Tem de abraçar o povo nos quatro anos da administração e não às vésperas das eleições. Agora não adianta prometer mais nada – afirmou Adriano Mendonça.

Ao lado de Neto, Adriano reforçou ter feito na cidade obras apenas com recursos próprios ou com emendas dos deputados Marcelo Nilo (sem partido) e Ronaldo Carletto (PP). O prefeito não chegou a citar nome de deputado estadual. Na sequência, voltou a falar de apoio a Neto. “Os seus oito anos de administração em Salvador o credenciam para transformar a Bahia”, afirmou.

ACM NETO AGRADECE

Neto agradeceu o apoio de Adriano Mendonça. O prefeito é do partido presidido pelo senador e candidato à reeleição Otto Alencar, o PSD. “Eu quero ser um amigo, parceiro de sua gestão e do trabalho transformador que você está fazendo nesta cidade. Juntos, vamos superar os desafios de seu município e de toda a região”, disse ACM Neto.

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O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou nesse domingo (11), em Seabra, que o processo de criação da Universidade Federal da Chapada Diamantina (UFCD) foi paralisado após o impeachment da ex-presidente Dilma Roussef (PT), em 2016. Segundo Otto, os governos que sucederam o da petista não manifestaram interesse em dar continuidade ao projeto.

“Nós começamos o trabalho para trazer pra Chapada a Universidade Federal da Chapada. Isso foi encaminhado pelo Ministério da Educação. Em 2016, com a cassação da presidente Dilma, esse processo foi parado, completamente parado”, lamentou o senador, que é pré-candidato à reeleição.

O parlamentar disse que o governo federal desprezou a iniciativa pelo fato de o governo baiano ser dirigido por adversários políticos do Palácio do Planalto. “Quando o governo federal discrimina um estado na área de educação, ele merece o repúdio do povo baiano em todos os momentos. Nós haveremos, com a fé que tenho e com a força do povo da Bahia, de voltarmos a colocar no Palácio do Planalto o ex-presidente Lula”, concluiu.

O ato em Seabra contou com a presença do pré-candidato a governador pelo PT, Jerônimo Rodrigues, que lidera o trabalho de formulação do Programa de Governo Participativo (PGP) para o Governo da Bahia.

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O economista Nelson Marconi, professor e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), coordena o programa de governo do presidenciável Ciro Gomes (PDT). No Seminário Petrobras não é problema, Petrobras é solução, ele apresentou as diretrizes gerais das mudanças que o grupo propõe à gestão da petroleira (vídeo abaixo do texto).

Desde outubro de 2016, a Petrobras adota o preço de paridade de importação (PPI), que consiste em impor ao consumidor brasileiro os preços do mercado internacional de petróleo, cotados em dólar. Os efeitos dessa política são conhecidos. No Brasil, o preço médio do botijão de gás de 13kg chegou a R$ 113,00. O litro da gasolina custa, em média, R$ 7,192. Já o diesel tem preço médio de R$ 6,60.

O PPI costuma ser defendido como fatalidade, uma determinação incontornável, como se o Brasil fosse mero importador de petróleo, mesmo sendo um dos 12 maiores produtores do mundo.

Conforme Marconi, os defensores do PPI argumentam que, sem ele, a Petrobras não teria condições de importar petróleo refinado em quantidade suficiente para atender a demanda interna, mas, hoje, a empresa mantém ociosa parte da sua capacidade de refinamento. Portanto, conclui Marconi, a mudança da política de preços da Petrobras deve partir da revisão do seu modelo de produção. “[Isso] requer que a Petrobras volte a produzir refino no país”.

Revisado o modelo de produção da empresa, acrescenta o economista, a Petrobras terá condições de estabelecer a política de paridade de preço de exportação (PPE). Segundo ele, a estatal não vai ignorar o valor do petróleo no mercado internacional, mas, na hora de definir seus preços, levará em conta os custos reais de produção, de modo a garantir lucratividade e, ao mesmo tempo, atender aos interesses da economia nacional. Assista.

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O prefeito de Camamu, Enoc de Souza, Irmão Enoc (PP), e seu grupo político decidiram apoiar a pré-candidatura do ex-secretário de Gestão e Inovação de Itabuna, Zé Alberto, a deputado estadual. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (8), em reunião com a presença de Alberto, Enoc, outras lideranças de Camamu e o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD).

Para Enoc, Zé Alberto representa renovação da política na Bahia e reúne as condições necessárias para corresponder às demandas das regiões sul, baixo-sul e extremo-sul do estado.

Recém-filiado ao PSB, José Alberto Lima é advogado e, no dia 1º de abril, deixou o governo Augusto Castro para se dedicar à construção da pré-candidatura à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), com aval do prefeito.

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O PSB indicou, formalmente, a intenção de ter o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente na chapa do ex-presidente Lula (PT), nesta sexta-feira (8), em São Paulo. Alckmin e Lula participaram do ato.

A indicação será submetida ao PT, que, segundo Lula, receberá Alckmin como um velho companheiro. Para o ex-presidente, a dupla que forma com o ex-tucano acumula a experiência política necessária à reconstrução do Brasil.

O petista disse que sua provável aliança com Alckmin é demonstração muito forte de que diferenças programáticas podem ser superadas pela comunhão de princípios, como a defesa do Estado Democrático de Direito, numa referência às ameaças de golpe de estado feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

No seu pronunciamento, Alckmin lembrou que Lula e ele entraram na política no processo de redemocratização do país. “É lamentável, presidente Lula, eu que entrei na vida pública como o senhor lá atrás para redemocratizar o Brasil, nós termos hoje um governo que atenta contra a democracia e atenta contra as instituições”, disse.

O PT planeja oficializar a pré-candidatura de Lula à presidência da República no próximo dia 30, também São Paulo.

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Termos representações femininas é uma obrigação que perpassa campo partidário e seus times, senhores! Uma obrigação moral de contribuir para a evolução da sociedade.

 

Manu Berbert | manuelaberbert@yahoo.com.br

O número de mulheres líderes na política tem crescido, mas ainda assim é muito abaixo do esperado e preciso. O machismo ainda grita, mesmo que velado. A dúvida ainda paira no ar quanto às intenções de muitas, e cabe a nós, homens e mulheres conscientes de um novo tempo, irmos de encontro a isso. Sem divisões ou cotas, mas com incentivo e apoio, o que falta a muitas. Já me faltou também!

Quando fui convocada para integrar a formação de um novo grupo político em Itabuna, liderado por ACM Neto, Paulo Azi e Enderson Guinho, ainda no ano passado, contei os motivos que teriam me feito desistir, lá atrás. Relatei os percalços vividos até então e fui impulsionada justamente a combatê-los.

Recentemente, assistimos a mais uma mulher recuar em Itabuna. E o que me chocou foi perceber que tal medida causou uma repercussão muito mais expressiva do que a sua própria inserção na política baiana. Independentemente de lado, time ou partido, precisamos nos alertar para o principal debate que isso nos traz: quando uma mulher desiste, ela impacta e enfraquece diretamente todo o movimento.

Estamos diante da maior transformação e revolução feminina dos últimos tempos em diversos aspectos, principalmente no empreendedorismo e seu poder de transformação. Porém, um estudo realizado pela União Interparlamentar mostra que, entre 192 países, o Brasil aparece na 142ª colocação do ranking de participação de mulheres na política nacional.

Termos representações femininas é uma obrigação que perpassa campo partidário e seus times, senhores! Uma obrigação moral de contribuir para a evolução da sociedade em si. Pensemos nisto!

Manu Berbert é publicitária e empreendedora.

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Acácio Ferreira é o novo diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado, edição desta quinta-feira (7). Ele

Irmão do presidente da Câmara de Salvador, Geraldo Junior, José Acácio é advogado e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e já ocupou cargos importantes em diversos órgãos do Estado.

Professor de licitação, contrato e carências da Universidade Corporativa do Serviço Público (USC) e revisor da Lei nº 9.433/2005 de licitação e contratos do Estado da Bahia. O cargo estava sendo ocupado, interinamente, por Armado Castro nos últimos 15 dias.

ELEIÇÕES 2022

A SEI é autarquia vinculada à Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan). Acácio Ferreira foi nomeado na cota pessoal do governador Rui Costa, que o convidou para comandar a autarquia. Ele entregou cargo que ocupava no governo de Bruno Reis, em Salvador, após Geraldo Júnior tornar-se pré-candidato a vice-governador da Bahia na chapa do petista Jerônimo Rodrigues.

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O ex-candidato a prefeito de Maraú, Rogério Lemos (PDT), decidiu apoiar a pré-candidatura do advogado e ex-secretário de Gestão e Inovação de Itabuna, Zé Alberto (PSB), a deputado estadual, durante reunião nesta quarta-feira (6), em Itabuna.

Na disputa pela Prefeitura de Maraú, em 2020, Rogério ficou na segunda posição, tendo recebido 4.428 votos, o equivalente a 40,31% da votação válida. Já a pré-candidatura de Zé Alberto à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) foi apresentada na semana passada, com aval do prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD).

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A experiência do fascismo na Itália tinha, pelo menos, três características centrais: nacionalismo chauvinista, autoristarismo e antissocialismo. É revelador que o nascimento do Partido Nacional Fascista tenha se dado oito meses após a fundação do Partido Comunista Italiano, criado em 21 de janeiro de 1921. Quando recrudesceu o regime, a partir de 1925, Benito Mussolini o fez com apoio da burguesia industrial, da monarquia italiana e do Vaticano, que só romperam com o Duce nos estertores da Segunda Guerra.

No Ocidente, a experiência italiana serviu de modelo para os regimes destinados a conter a expansão do comunismo, impulsionada pela Revolução Russa de 1917. No Brasil, o Golpe de 1930, além de extinguir a República Velha, mobilizou as oligarquias nacionais contra a ameaça comunista. Nessa época, antes do segundo golpe de Getúlio Vargas, em 1937, os principais adversários ideológicos dos comunistas eram os integralistas, que emularam o discurso nazifascista quando Hitler e Mussolini ainda eram exaltados por fatias expressivas da sociedade brasileira.

O lema Deus, pátria e família, dos integralistas, ganhou eco na Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, que antecedeu o golpe responsável pela instauração da ditadura civil-militar, em 1º de abril de 1964. As reformas de base do então presidente João Goulart eram, segundo a propaganda golpista, a encarnação do comunismo no Brasil. Nas eleições de 2018, Jair Bolsonaro (PL) foi eleito presidente da República com sua adaptação do lema integralista: Brasil acima de tudo, Deus acima de todos. Às vésperas de tentar a reeleição, Bolsonaro retoma os ataques aos partidos e movimentos de esquerda, reduzindo o campo político adversário, mais uma vez, à ameaça comunista.

Nesta entrevista ao PIMENTA, o presidente do Sindicato dos Bancários de Ilhéus e ex-candidato a vice-prefeito, Rodrigo Cardoso, 43, resgata parte da história do Partido Comunista do Brasil no sul da Bahia e atribui a Jair Bolsonaro a peculiaridade da representação de um neofascismo antinacionalista. Também interpreta o significado da provável aliança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB) e defende a continuidade do projeto liderado pelo PT no governo baiano. Leia.

PIMENTA – Quando nasceu, oficialmente, o comunismo brasileiro?

RODRIGO CARDOSO – No dia 25 de março de 1922, em Niterói, fundado como Partido Comunista do Brasil (PCB). Em 1962, dentro de uma discussão interna do partido, uma ala mudou a sigla para PCdoB e outra mudou o nome para Partido Comunista Brasileiro, mantendo a sigla PCB. A gente pode dizer que, hoje, esses dois partidos são da herança da fundação do PCB de 1922.

Ainda existe disputa por essa herança?

Acho que não. Os dois partidos são herdeiros dessa tradição de luta em defesa do povo brasileiro, dos interesses nacionais, dos direitos sociais e dos direitos dos trabalhadores. Acho que isso não é mais visto como motivo de disputa.

Como o projeto revolucionário aparece no horizonte do PCdoB hoje?

O PCdoB entende que a luta pelo socialismo vive etapa, estrategicamente, defensiva desde o fim da experiência socialista no leste europeu. Apesar disso, já no século XXI, algumas experiências socialistas permanecem pujantes, como na China, que é a segunda economia do mundo e, potencialmente, a médio prazo, se tornará a maior. Outros países seguem firmes na luta pelo socialismo, além dos lutadores nos mais variados países do mundo. O cenário mais recente da crise estrutural do capitalismo, a crise financeira, apresenta a construção de uma alternativa socialista como necessidade para o mundo. No entanto, entendemos que esse é o processo de uma revolução longa, de retomada de iniciativa e de apresentação de um projeto socialista, com a consciência e a convicção de que o mundo, sob o capitalismo, estabelece um futuro muito difícil para as grandes massas e a maioria das nações.

Temos visto muitas comparações do comunismo como nazismo, a exemplo das declarações do youtuber Monark no programa Flow, que defendeu a legalização do partido nazista no Brasil. Como você analisa essa comparação?

Essa comparação só interessa aos fascistas e aos nazistas, tendo em vista que os comunistas foram os principais responsáveis pela derrota do nazi-fascismo na Segunda Guerra Mundial. Há uma contradição direta entre o comunismo e o nazi-fascismo. Quem estava alinhado com as experiências democráticas para derrotar o nazi-fascismo foi o bloco dos partidos e países socialistas. É absurdo estabelecer qualquer paralelo nesse sentido. O comunismo é uma ideologia humanitária, que busca a construção da igualdade, tanto da igualdade entre indivíduos, do ponto de vista dos direitos, quanto da igualdade econômica. O nazismo é a ideologia do racismo, da exclusão, da destruição, da barbárie. Esse é um paralelo falso. Alguns setores que buscam o liberalismo extremo acabam, na prática – e isso ficou muito claro na fala do Monark -, tentando naturalizar o nazismo.

No final da década de 1960, a vereadora Ida Viana Rêgo (MDB) deu apoio, em Ilhéus, à formação de um grupo de resistência armada à ditadura, que tinha militantes do clandestino PCdoB. Você tem informações sobre esse episódio?

A história dos comunistas em Ilhéus vem de Nelson Schaun, que era um intelectual, professor e teve relação com o movimento indígena do Caboclo Marcelino, dos tupinambás de Olivença. Na fase de pré-clandestinidade do período Vargas, Nelson Schaun foi uma das principais referências do Partido Comunista no sul da Bahia. Na ditadura, houve esse movimento clandestino, mas nós, do partido, temos poucas informações documentadas, apesar de termos rumores sobre essa questão. Durante o regime militar, Haroldo Lima era um dos principais dirigentes da Ação Popular, grupo da esquerda católica que acabou se incorporando ao PCdoB. Haroldo esteve na região, nessa tentativa muito embrionária de resistência armada, que não avançou. Posteriormente, na década de 1980, no processo de redemocratização, ainda na clandestinidade, mas funcionando dentro da ala progressista do MDB, os membros do partido vieram para a nossa região. Eram jovens militantes que tinham vínculo com o partido em Salvador. Foi o caso de Davidson Magalhães, de Itabuna, Gustavão, nosso principal dirigente de Ilhéus, doutora Fátima, advogada, doutor Renan. A partir daí, começaram a constituir a organização política do partido, que foi legalizado em 1985 e passou a se estabelecer na luta concreta da nossa região, tendo papel muito importante nos mais variados setores da juventude e dos trabalhadores. Militantes do PCdoB tiveram papel de protagonismo na luta pela estadualização da Uesc.

Quando começa sua história no partido?

Cheguei ao partido no ano 2000. Quando entrei na Uesc, em 1998, já havia o movimento estudantil forte e combativo, com uma história muito bonita dos comunistas na luta pela estadualização da universidade. O camarada Wenceslau Júnior, em especial, era referência muito forte no nosso movimento estudantil. A parti daí, entrei na militância. Fui do Centro Acadêmico de Direito, do Diretório Central dos Estudantes, dos conselhos da universidade. Depois, ingressei no movimento dos trabalhadores, porque já era funcionário do Banco do Brasil e me integrei à luta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Quais são os desafios da atuação do PCdoB em Ilhéus, na Bahia e no Brasil?

Conquistamos um mandato na Câmara de Ilhéus, do vereador Cláudio Magalhães, primeiro vereador indígena da cidade. Essa vitória foi muito importante, como em Itabuna, o outro polo da nossa região, onde o partido elegeu a servidora e presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Wilmaci Oliveira. A existência dos parlamentares dá esteio muito forte para a militância do partido, que tem o desafio de ser instrumento da luta do povo. No caso da Bahia, temos relações com o Governo do Estado, tendo em vista que o partido faz parte da base, com Davidson [Magalhães] na Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda e com participação na Secretaria de Política para as Mulheres, na Bahiagás e outros setores do governo estadual, nesse sentido de atrair políticas públicas que ajudem o desenvolvimento da região e melhorem as condições de vida do nosso povo.

Do ponto de vista político-eleitoral, o desafio é tentar manter esse projeto que tem trazido muitos avanços para a Bahia, que começou com Wagner, segue com Rui Costa e, a partir de agora, será liderado por Jeônimo Rodrigues. E o PCdoB também tem o objetivo de eleger seus parlamentares. Na região, temos como centro da tática política-eleitoral a pré-candidatura de Wenceslau Júnior, ex-vice-prefeito e ex-vereador de Itabuna, a deputado federal. Do ponto de vista nacional, o centro da nossa atuação política é derrotar o bolsonarismo. O Brasil não aguenta mais. O povo brasileiro está sofrendo demais, com perda do poder de compra [do salário mínimo], gasolina nas alturas, inflação disparada, desemprego alto. Um país estagnado, sem projeto, que precisa ser reconstruído. Na nossa visão, nesse momento, isso passa por um papel muito importante da liderança do ex-presidente Lula.

Temos visto dois argumentos sobre a provável aliança de Lula com Geraldo Alckmin, que deverá ser o vice do petista. De um lado, aponta-se acerto devido à necessidade de ampliação da frente democrática contra a reeleição de Bolsonaro. Entretanto, há quem diga se tratar de capitulação à política econômica que o ministro Paulo Guedes representa. Qual é o significado dessa nova parceria?

Está à altura da gravidade do momento político que vivemos. Como falei antes, nós, comunistas, damos muita importância ao enfrentamento do fascismo. E Bolsonaro é um dos principais representantes do mundo de uma corrente neofascista, de uma política de extrema-direita que busca restringir os espaços democráticos. No Brasil, temos a peculiaridade de ser um neofascismo antinacional, que busca ser autoritário e destruir os direitos do povo, mas também entregar o patrimônio nacional, a preço de banana, a grandes interesses econômicos estrangeiros. O fundamental desse governo de Bolsonaro, o que leva à unidade [da oposição], é a ameaça à democracia. Alguns dizem que a democracia é o pior governo que existe, mas o melhor já inventado. A defesa da democracia, que foi conquista histórica do povo brasileiro, leva à necessidade da maior união possível. Não vejo nenhum problema nisso. Tenho convicção de que isso não passa, necessariamente, por concessões do programa econômico. Afinal de contas, Alckmin, enquanto possível candidato a vice-presidente, já foi para o PSB, partido de centro-esquerda, que tem convicções do seu programa e é mais alinhado com o programa de Lula e das esquerdas. Portanto, se entrar nessa aliança, Alckmin entrará comprometido com o programa de governo de reconstrução do Brasil.