Tom Ribeiro já disse que aceita compor chapa como vice de Augusto || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

Augusto Castro (PSD) foi o político de vitória mais expressiva na disputa pela Prefeitura de Itabuna em duas décadas. Há quatro anos, ele saiu das urnas com 40.868 votos ante 17.817 do segundo colocado, o ex-prefeito Capitão Azevedo, então no PL e hoje no União Brasil, numa peleja em que ainda havia dois monstros eleitorais dos anos 1990 e 2000 e protagonistas de fla-flu eleitoral na terra de Jorge Amado – Geraldo Simões (PT) e Fernando Gomes, que buscava a reeleição e o sexto mandato como prefeito.

Em 2020, Augusto Castro disputava a principal cadeira do Centro Administrativo Firmino Alves pela segunda vez. A superação da então desconhecida covid-19 depois de mais de 40 dias em estado gravíssimo na UTI do Hospital Calixto Midlej Filho ajudou a içar o ex-tucano na disputa passada em um cenário que contou com nomes de peso e novatos em ascensão, a exemplo do médico Isaac Nery.

O desafio em 2024 será baixar mais a rejeição e escalar nas intenções de voto para buscar quebrar o tabu da reeleição a prefeito no município sul-baiano. A primeira tentativa por aqui foi há 24 anos. Desde lá, quem tentou, naufragou. Fernando Gomes em 2000 e 2020, Geraldo Simões em 2004 e Azevedo em 2012.

SEM FERNANDO, GERALDO E MANGABEIRA

Augusto não terá pela frente dois dos adversários de quatro anos atrás – Fernando Gomes, falecido, e Geraldo Simões, abatido na interminável prévia do PT. Nem o médico Antônio Mangabeira, que flutuou entre o PDT e o bolsonarista PL, hoje sob o domínio do engenheiro Francisco França. São três a menos, porém enfrentará um nome que, embora em viés de baixa nos últimos dois meses, é grande ameaça: o ex-vereador e hoje deputado estadual Fabrício Pancadinha, do Solidariedade.

Na primeira pesquisa registrada em 2024 no TRE-BA, sob o número BA-06062-2024, e divulgada neste final de semana, a da Ampla, Pancadinha marcou 28,5% ante 24,2% de Augusto. A situação de empate técnico levou preocupação ao QG do deputado, que, no entanto, pôde com o seu grupo apontar a rejeição considerada alta (acima de 29%) do principal adversário.

Pesquisa, aliás, mas a qualitativa, ajudará Augusto Castro a definir o vice da sua chapa. O nome mais falado até o momento é o de Tom Ribeiro, apresentador do Balanço Geral (TV Cabrália/Record).

Tom Ribeiro já admitiu interesse e posicionou-se. “Meu nome está à disposição e quero dar minha contribuição para o desenvolvimento da cidade e a melhoria das condições de vida da população”, disse o Tom, que não poupou elogios ao noivo (reveja aqui).

O apresentador do programa popular de maior audiência da TV regional começou a ser tratado como uma opção para a vice pelo próprio entorno de Augusto Castro no início deste ano. Era estratégia para tentar igualar o jogo com Pancadinha na periferia.

PESQUISA QUALITATIVA

Hoje, com o jogo virando, não se descarta o nome ligado ao Republicanos, mas a definição vai levar em conta outros fatores:

– A vice está aberta. O pensamento inicial é [fazer] uma pesquisa qualitativa para melhor direcionar a tomada de decisão [de escolha do nome] – afirmou uma fonte do governo ao PIMENTA sem deixar de elogiar o apresentador e nome do Republicanos.

Autor da emenda, Pancadinha, à esquerda, entrega chave da ambulância ao prefeito Augusto Castro || Foto GovBA
Tempo de leitura: 2 minutos

Quando Augusto Castro (PSD) era deputado estadual, obteve recursos e equipamentos para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, o Hospital de Base de Itabuna.

Para cada ato, os gestores à época agradeciam publicamente. Até mesmo na gestão do tido como nada republicano Fernando Gomes, seu adversário nas urnas em 2016 e 2020 na disputa pelo Centro Administrativo Firmino Alves.

Hoje, Augusto é o gestor de Itabuna.

Ontem, o prefeito estava no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, para receber ambulância que o deputado estadual Pancadinha destinou ao município por meio de emenda impositiva.

Nas suas redes sociais, Augusto ignorou o papel de Pancadinha, seu provável adversário em 2024, e atribuiu a si o papel de articulação com o governo do estado para receber a ambulância.

Nos informes oficiais, inclusive no site do município, também foi omitido o papel do deputado estadual Pancadinha para assegurar a ambulância a Itabuna. O município tinha o dever de informar a origem – derivada de emenda de um deputado e ex-vereador do município.

No site da Prefeitura, entrega “apenas” com Augusto, Jerônimo, Roberta Santana e o vice-governador Geraldinho || Foto GovBA

Quem acompanha as redes do prefeito ou as oficiais, pode ter a impressão de que Augusto pediu a ambulância a Jerônimo Rodrigues. E o governador, de pronto, atendeu. Assim, sem intermediário.

O governo local omitiu, escondeu o papel do outro agente político local, hoje na Assembleia Legislativa por meio do voto.

Augusto, republicano em muitas de suas ações, parece ter optado pela pequenez neste episódio.

Em tempo: na foto acima aparecem Pancadinha, Jerônimo, Augusto e a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana.

Morre ex-presidente da Emasa Isaias Mendes
Tempo de leitura: < 1 minuto

Morreu no sábado (4), aos 70 anos, Isaías Mendes Lima Filho, ex-presidente da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). De acordo com familiares, o ex-presidente da empresa itabunense não resistiu a complicações cardíacas e faleceu, em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia em que faria mais um aniversário. O corpo será sepultado na capital mineira.

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro, e o presidente da Emasa, Raymundo Mendes Filho, divulgaram nota lamentando o falecimento e destacando a passagem de Isaías pela empresa municipal. “Sua passagem pela presidência da Emasa, durante o quarto governo do ex-prefeito Fernando Gomes, foi marcada pelo equilíbrio das contas e valorização dos funcionários”, disse Raymundo Filho.

Além de presidir a empresa de saneamento de Itabuna, Isaías Mendes Lima Filho também foi diretor do Grupo Chaves e professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia (UniFTC/Itabuna), hoje Unex. Ele deixa esposa, Sandra, os filhos Flávia e Lucas e netos.

O ex-governador Rui Costa (PT) com o ex-prefeito e já falecido Fernando Gomes || Foto PMI
Tempo de leitura: 4 minutos

 

 

 

Fernando Gomes também foi um adversário contumaz do Partido dos Trabalhadores (PT). E, para desgosto dos petistas itabunenses, fez acordos com os governadores Jaques Wagner e Rui Costa, dos quais passou a ser “amicíssimo desde criancinha”.

 

Walmir Rosário

Para acalmar os ânimos mais exaltados, de logo deixo evidenciado que não vou fulanizar qualquer um dos eleitos ou derrotados nas últimas eleições por esse Brasil afora. O que pretendo é apenas e tão somente, pelo que consigo vislumbrar, demonstrar que o antigo comportamento dos eleitores foi transferido para os políticos. Se antes as pelejas entre os políticos se davam apenas nos discursos, nos microfones, agora vão às vias de fato.

E suas excelências não economizavam os empolados adjetivos encarregados de desacreditar os feitos políticos do colega parlamentar. Fora disso, eram unha e carne, como se diz, no tratamento no cafezinho, no recôndito dos gabinetes, ou nos famosos restaurantes, locais onde se decidiam mais que o plenário. É que havia o chamado espírito esportivo, o jogo limpo, ou o fair play, como queria o ilustre Barão de Coubertin.

Lembro-me bem de certos políticos que eram conhecidos pela sua violência verborrágica, capaz de inebriar seus cabos eleitorais e seguidores, quando das promessas de fazer e acontecer para derrotar, desmoralizar o adversário. Claro que do outro lado a massa ficava enfurecida e volta e meia quando se encontravam numa acirrada campanha eleitoral o resultado era a contagem de feridos nos hospitais e farmácias.

Após 31 de março de 1964, os políticos se reuniram em apenas dois partidos: a Aliança Renovadora Nacional (Arena) e Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e essa difícil acomodação era feita em sublegendas. Se a convivência aberta ao público não era boa entre os membros das duas agremiações, internamente a convivência, às vezes, nunca foi assim tão salutar. Odiavam-se e toleravam-se como mandam as regras sociais.

Nessa época um fato inusitado foi registrado na Câmara de Itabuna, em que um único – se não me engano – vereador emedebista foi eleito presidente do legislativo, embora a maioria esmagadora era filiada à Arena. Os parlamentares municipais arenistas distribuídos nas sublegendas 1, 2 e 3 não conseguiram separar suas divergências partidárias e preferiram eleger Raimundo Lima, um comunista abrigado no MDB.

Não posso esquecer a disputa nos comícios, principalmente os frequentados por Fernando Gomes, candidato da oposição, emedebista oriundo do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), e os arenistas vindos da União Democrática Nacional (UDN), do Partido Democrático Social (PDS), dentre outros. Em cima dos palanques eram promessas de brigas e mortes caso se encontrassem. Cada qual mais valente que outro.

Os discursos encantavam a multidão, principalmente por desafiar os poderosos, os militares da revolução de 64. E a plateia vibrava, se sentia representada, por um salvador Davi contra o perverso gigante Golas. No outro palanque, as promessas eram basicamente a mesma, e os seguidores de cada lado não viam a hora do juízo final, quando seriam cumpridas as promessas solenemente feitas nos palanques.

Pois bem, em Itabuna a oposição se muda de vez para a prefeitura com a eleição de José Oduque, com Fernando Gomes tomando assento na Secretaria da Administração, à época uma das mais poderosas. Destemido, Fernando Gomes se elege prefeito e a política fica, ainda mais acirrada. Eram os arenistas no Governo Federal e da Bahia e os emedebistas em Itabuna, sempre reclamando do tratamento recebido a pão e água.

Com isso, a cada obra feita, a cada carro comprado, junto com a logomarca da prefeitura vinha a inscrição em letras maiores: “Adquirido com recursos próprios”. E era preciso industrializar Itabuna a todo o custo. E nos jantares na casa Calixtinho Midlej se reuniam Antônio Carlos Magalhães e Fernando Gomes – políticos considerados impetuosos – para tratar dos interesses de Itabuna entre copos de whisky, taças de vinho e pratos de pitus.

No seu jeitão em se fazer parecer grosseiro para ganhar a confiança e o voto do eleitor, Fernando Gomes, àquela época dizia com muita propriedade: “Não tenho inimigos na política, só adversários”. Na campanha pela criação do Estado de Santa Cruz, Fernando Gomes enfrentou toda a máquina do Estado da Bahia, liderada por Antônio Carlos Magalhães, num massacre sem precedentes.

Pouco tempo depois, o Toninho Malvadeza se transforma em Toninho Ternura e Fernando Gomes era o convidado pra lá de especial no palanque de ACM. As farpas trocadas foram esquecidas com uma rapidez impressionante pelos seguidores dos dois políticos, que agora trocavam juras de amor eterno e muitos votos nas urnas. E o receio das fragorosas derrotas se transformaram em expressivas vitórias.

A partir desse expressivo acordo, as obras chegavam a Itabuna com mais frequência e nunca mais foi vista a expressão adquirido ou construído com recursos próprios nas placas dos feitos e veículos municipais. Já com assento garantido nas hostes carlistas, Fernando Gomes continuou conversando com todos os segmentos políticos, até mesmo com os ferrenhos adversários.

Fernando Gomes também foi um adversário contumaz do Partido dos Trabalhadores (PT). Quando perdeu a eleição para Geraldo Simões, no dia seguinte em entrevista de rádio avisou aos eleitos que preparassem a equipe de transição (a primeira de Itabuna). E, para desgosto dos petistas itabunenses, fez acordos com os governadores Jaques Wagner e Rui Costa, dos quais passou a ser “amicíssimo desde criancinha”.

Como ele bem dizia: Não tenho inimigos, mas adversários políticos.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Tribunal identificou sobrepreço e irregularidades em licitação do Candinha Doria
Tempo de leitura: < 1 minuto

A família e o espólio do ex-prefeito de Itabuna Fernando Gomes terão que devolver R$ 279.447,06 aos cofres estaduais, decidiu a Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) nesta quarta-feira (19). A decisão ocorreu em julgamento de prestação de contas do convênio 03/2018, firmado pela Prefeitura e a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) quando Fernando era prefeito.

O convênio se refere ao apoio financeiro da Companhia na segunda etapa de construção do Teatro Municipal Candinha Doria, inaugurado em 2019 com shows de grandes artistas, dentre eles Ivete Sangalo. A auditoria do TCE identificou “graves falhas na execução do convênio”, a exemplo de sobrepreço na aquisição de materiais e irregularidades no processo licitatório.

Os conselheiros ainda aprovaram a aplicação de multa, de R$ 10 mil, a José de Anxieta Moita, diretor de Edificações de Prédios Públicos da Conder, além do encaminhamento de cópia dos autos ao Ministério Público Estadual, para a adoção de medidas que considerar cabíveis.

Tempo de leitura: 4 minutos

Quem pode se tornar o herdeiro do espólio eleitoral do ex-prefeito Fernando Gomes, falecido em 24 de julho? A coluna Arriba Saia, do PIMENTA, conversou sobre o assunto, nas duas últimas semanas, com o cientista político Cássio Varjão, o jornalista e advogado Walmir Rosário e o comentarista político Marco Wense.

Membro da Sociedade Brasileira de Ciência Política, Cássio Varjão disse que os votos de Fernando tendem a se dispersar. No entanto, também considera que o estilo de Azevedo pode atrair parte desse eleitorado.

– Azevedo vai para os bairros e abraça o povo. Tem esse traquejo que Fernando tinha. Sob esse aspecto, leva vantagem, mas é precoce dizer. Ele pode ter uma pequena vantagem de conseguir mais votos, mas ninguém vai ficar com 100% ou 80% dos votos. Vai ser dividido – aponta.

Para Marco Wense, o maior quinhão será de Azevedo. “Ele tem o estilo mais parecido com o de Fernando, é do mesmo campo político, do populismo, e não é afeito a um ambiente político que requer um discurso mais apurado. Ele gosta desse contato direto com o eleitor, como Fernando também gostava. Considero Azevedo uma cria política de Fernando Gomes. É um fernandista histórico”.

DIVERGÊNCIA

Walmir, Cássio e Wense opinam sobre destino do eleitorado fernandista

Walmir Rosário não vê o Capitão em condições privilegiadas para receber a herança política de Fernando. “Como prefeito, Azevedo procurou se distanciar de Fernando Gomes e, nessas últimas campanhas, tem mostrado que não sabe organizar o pessoal dele. Não tá sabendo ciscar pra dentro. É bem diferente de Fernando”.

DISPERSÃO

Os antigos eleitores do ex-prefeito e ex-deputado federal vão se dispersar muito, segundo Walmir.

– O espólio de Fernando Gomes não vai maciçamente pra ninguém. Isso é fato. Não se fabrica vários Fernandos. É igual a Antônio Carlos Magalhães. Quando Antônio Carlos Magalhães morreu, todo o seu espólio foi dividido e grande parte foi para a esquerda – parece até brincadeira. Foi para o centro e para a esquerda; para a direita ficou pouco. No caso de Fernando Gomes, vai ser a mesma coisa.

MARIA ALICE

O papel de Maria Alice na Itabuna pós-Fernando

Cássio Varjão enfatizou a importância das pessoas que cercam as lideranças políticas. Segundo ele, no grupo liderado por Fernando Gomes durante quatro décadas, Maria Alice destacou-se no papel de articuladora política e continuará a exercê-lo, ainda nos bastidores, sem a herança direta dos votos.

MARIA ALICE 2

Walmir Rosário faz a mesma leitura.

– Maria Alice não conseguiria herdar esse espólio como candidata, mas quem tiver Maria Alice do lado vai conseguir chegar a um monte de gente, porque ela tem liderança. Muita gente vai para o lado que ela for. A figura a ser conquistada pelos políticos será Maria Alice, porque ela pode trazer muitos seguidores de Fernando Gomes.

O PESO DA MÁQUINA

Sede da Prefeitura de Itabuna: ímã de apoio

Perguntamos a Walmir Rosário se Augusto Castro poderia reivindicar, com o eventual apoio de Maria Alice, quinhão da herança política de Fernando.

– Se ele for inteligente, sim. Ele está no poder, tem ferramentas que os outros não têm. O prefeito é o único que pode sair atrás desse povo e conseguir. Fora isso, vai ser um espólio muito dividido – respondeu o mestre.

__________

TABU…

A mensagem (e a punição) das urnas

O tabu da reeleição a prefeito de Itabuna deve ser interpretado, segundo Cássio Varjão, a partir de duas ressalvas. A primeira é a de que, em 2008, Fernando Gomes não tentou a reeleição, pois teria que transpor os obstáculos legais que viria a superar em 2016. E, naquele ano, lembra o cientista político, o então prefeito Claudevane Leite também não tentou novo mandato. Portanto, em dois contextos importantes da política grapiúna, o tabu não foi colocado à prova.

…E PUNIÇÃO

A outra chave interpretativa, continua o pesquisador, é a constatação de que o eleitor itabunense, tomado como sujeito coletivo, apreendeu a punir seus representantes políticos na intimidade da urna.

ENCARGOS DA HERANÇA

Cássio Varjão acrescenta que o espólio eleitoral em debate não tem histórico invicto. “Fernando teve duas derrotas como prefeito de Itabuna. Perdeu pra Geraldo [Simões, do PT, no ano 2000] e perdeu pra Augusto agora, em 2020. Mas é indiscutível que foi o político de maior destaque da região. Se Fernando tivesse morrido no exercício do cargo, [o destino da herança política] teria um apelo maior”, acrescentou.

RECEITA (DE CAPITAL) ANTITABU  

O prefeito Augusto Castro (PSD) tem mais de dois anos de governo pela frente, lembra Cássio, “pode vir forte para a reeleição e quebrar esse tabu”.

Perguntamos ao cientista político qual seria o impacto do projeto de reurbanização de Itabuna numa eventual tentativa de reeleição de Augusto, que negocia a tomada de empréstimo internacional de até US$ 30 milhões para viabilizar as obras.

– Itabuna precisa de infraestrutura. São vários os problemas das cidades hoje; moradia inadequada, invasão que vira favela, etc. Com dinheiro na mão, todo mundo resolve a vida – respondeu Cássio, ressalvando que falava em tese sobre o projeto, pois não o conhece.

COM QUEM ALICE ESTÁ?

Maria Alice, a mais fiel escudeira do fernandismo em Itabuna, está mais próxima de Augusto Castro. Até conversa com Capitão Azevedo (PDT), mas o chamego é com o hoje prefeito – e desde o ano passado.

No entorno de Augusto, há quem defenda participação mais ativa, no governo municipal, da principal assessora de Fernando em 40 anos de política. Ela pode atuar em pastas como Governo. Caberia apelas a ela definir quando e onde jogar. Antes, há que se respeitar o luto.

Tempo de leitura: 5 minutos

A notícia da morte de Fernando Gomes abalou a calmaria comum nas tardes de domingo e ganhou contorno oficial com o anúncio da ex-secretária Maria Alice Pereira, que militou ao lado do ex-prefeito de Itabuna por 44 anos. Ainda sob o impacto da perda, na manhã desta terça-feira (26), ela se afastou da multidão que lotava o Teatro Candinha Doria, onde o corpo de Fernando foi velado, e, por telefone, conversou com a coluna Arriba Saia, do PIMENTA.

“Fernando é único”, declarou Maria Alice. “Com seu jeito [direto, dizia] sim, sim, não, não. Às vezes era um pouco bruto, mas era pelo amor que ele tinha a essa terra”, acrescentou, antes de prometer que dedicará a vida à perpetuação do legado político do também ex-deputado federal.

Fernando costumava repetir que, mesmo se morresse na China, seu corpo teria que ser sepultado em Itabuna e pediu que Maria Alice se responsabilizasse pela concretização do desígnio. “Se não, eu não vou ter sossego, ele dizia”.

PRA CUBA, MAS VOLTE

Alice relembra episódio com ACM, Fernando e Paulo Souto

Pedimos que a ex-secretária de Governo de Itabuna relembrasse episódio representativo da personalidade do amigo. Ela contou que, em 1996, antes de assumir o terceiro mandato de prefeito, Fernando disse ao governador Paulo Souto que construiria o Hospital de Base.  Segundo Alice, Paulo Souto tentou desencorajar a empreitada, apontando as limitações do município.

“Governador, eu me garanto”, retrucou Fernando Gomes, conforme Maria Alice. “Ele mandou um engenheiro daqui pra Cuba, porque diziam que a melhor referência hospitalar estava em Cuba”. Dois anos depois, em setembro de 1998, o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães foi inaugurado.

A OBRA

A inauguração do hospital teve a presença do então senador Antônio Carlos Magalhães. “Grande é a obra. Maior, Fernando, é o seu idealizador. Você é um monstro”, disse ACM, ainda de acordo com o relato da ex-secretária.

A OBRA 2

Na sequência, Maria Alice enumerou outros feitos das cinco gestões de Fernando Gomes na Prefeitura, a exemplo da construção da Vila Olímpica e do trevo rodoviário que substituiu o antigo Trevo da Morte, obra erguida em parceria com os governos estadual e federal. “Fernando construiu 57 escolas em Itabuna”, completou.

O MITO

Cortejo fúnebre mobilizou milhares e enterro atraiu eleitores e fãs ao Campo Santo

A morte do ex-prefeito Fernando Gomes mostrou o tamanho do fenômeno político sul-baiano. Políticos de todas as cores prestaram homenagem ao itabunense. Além do governador Rui Costa, os dois principais pré-candidatos ao governo baiano, ACM Neto (UB) e Jerônimo Rodrigues (PT), vieram a Itabuna para a despedida do ex-prefeito e ex-deputado.

____________

Marão e o novo decreto de emergência

ROTEIA PRA MIM

A Oi obteve na Justiça autorização para suspender o fornecimento de internet  às repartições municipais de Ilhéus, o que foi feito na semana passada, segundo decreto publicado pelo prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD). Motivo: dívidas a perder de vista.

EMERGÊNCIA, PRA QUE TE QUERO?

No decreto, Marão pôs a Secretaria de Gestão em estado de emergência, autorizando que a pasta contrate nova fornecedora, de forma direta, sem perder tempo com licitação que exija concorrência.

NO VÁCUO

A coluna pediu o auxílio do superintendente de Comunicação do município, Emenson Silva, para esclarecer aspectos do decreto de emergência, na quarta-feira da semana passada (20). Via WhatsApp, ele respondeu que encaminharia a demanda à gestão. Até o momento, não obtivemos retorno.

___________

CIVILIDADE

Nazal e Marão se encontram no enterro de Fernando || Foto Cláudio Rodrigues

Marão e o ex-vice-prefeito José Nazal (Rede) se encontraram antes do sepultamento de Fernando Gomes, nesta terça-feira (26), em Itabuna. Hoje adversários na política, a dupla vencedora da eleição municipal de 2016 conversou civilizadamente.

___________

Jerônimo Rodrigues, Rui Costa e a promessa fora do G1

O PAGADOR DE PROMESSAS

Rui Costa (PT) levou para o Palácio de Ondina, mais uma vez, o título de maior pagador de promessas feitas pelos candidatos aos governos estaduais na campanha de 2018, segundo levantamento nacional divulgado hoje (27) pelo G1. O compromisso mais ousado de Rui, de fazer do ex-secretário estadual Jerônimo Rodrigues (PT) seu sucessor, não pode ser objeto da pesquisa, naturalmente, por não se tratar de promessa de governo, mas sim de correligionário.

__________

FARINHA POUCA…

Wenceslau teve nome rifado pela cúpula nacional do PCdoB || Foto Pimenta/Arquivo

Daniel Almeida e Alice Portugal são suspeitos de manobrar para que a direção nacional do PCdoB rife a candidatura de Wenceslau Júnior a deputado federal. Alice e Daniel disputam a reeleição.

GUILHOTINA

O temor da dupla é que um dos dois acabe por não renovar mandato para 2023, caso Wenceslau seja mantido na disputa por vaga na Câmara dos Deputados. A pré-campanha do ex-vereador de Itabuna estava forte e o seu lançamento, até aqui, foi o maior evento já feito por pré-candidatos a deputado no sul da Bahia.

QUOCIENTE ELEITORAL

A guilhotina que atingiu Wenceslau também tirou da disputa o vereador Augusto Vasconcelos, de Salvador. A insatisfação foi, como se diz, de norte a sul da Bahia. Aguarda-se para esta semana uma decisão das cúpulas estadual e nacional. Partidos que participam da federação com o PCdoB, como o PT, estão atentos.

__________

LUCIDEZ

Augusto, ao lado de Rui, no velório do ex-prefeito Fernando Gomes || Foto Roberto Santos/PMI

O prefeito Augusto Castro enfrentou dois testes nos últimos dias. Primeiro, o rompimento unilateral do vice-prefeito Enderson Guinho (UB). Depois, a morte do ex-prefeito Fernando Gomes. Decidiu não ir para o enfrentamento com Guinho. Apostou na agenda positiva de entrega de obras. Enfraqueceu a tática do ex-aliado de ganhar tração eleitoral com a cizânia.

GRANDEZA

Na morte de Fernando, Augusto mostrou-se solidário à família e amigos não apenas por palavras, mas gestos, como ressaltado por Maria Alice Pereira. O prefeito mobilizou equipe para que todas as honras fossem prestadas sem sobressalto. Agiu com a grandeza que o momento pedia.

_________

DESAGRAVO

Oziel foi duramente atacado ao noticiar quadro grave do ex-prefeito de Itabuna

Esta coluna se solidariza e presta homenagem ao repórter Oziel Aragão. O profissional foi duramente atacado, na semana passada, ao informar, com precisão, o quadro gravíssimo de saúde do ex-prefeito Fernando Gomes. A notícia dada por ele era dura, indesejável, sim, mas Oziel estava correto.

Tempo de leitura: 2 minutos

 

Itabuna hoje mostra ao Brasil que, na política, existem, sim, diferenças ideológicas, diferenças partidárias, diferentes interesses, mas que o respeito às diferenças deve prevalecer.

 

Augusto Castro

Na próxima quinta-feira, dia 28, Itabuna completará 112 anos de emancipação político-administrativa. Ao longo de pouco mais de um século, o ex-prefeito Fernando Gomes teve 45 anos de sua vida diretamente ligada a esta cidade.

Itabuna e Fernando Gomes estão entrelaçados. O legado de Fernando está em cada canto do nosso município.

Entre nós, sempre prevaleceu o respeito. E reconheço em Fernando Gomes a figura de um grande líder político. Dono de uma personalidade única, despertava os mais diversos sentimentos entre aliados e adversários, mas, com um carisma genuíno, conquistava todas as pessoas que dele se aproximavam.

Soube cultivar a lealdade de seus aliados e eleitores. Itabuna e Fernando Gomes sempre serão inseparáveis. O povo desta cidade, por cinco eleições, confiou a Fernando o seu destino. Também lhe deu três mandatos de deputado federal, sendo um constituinte.

Todos nós políticos somos levados a diariamente tomar decisões importantes e complexas. Por vezes, erramos. Mas Fernando foi um político que nunca teve medo de tomar decisões e de assumir os bônus e os ônus de suas decisões.

Como político, nunca fugiu de uma boa briga em defesa de Itabuna. Principalmente, contra os poderosos. Sempre de cabeça erguida, conquistou parte da população da nossa cidade, com a imagem do político corajoso e determinado, mas aberto ao diálogo.

Com seu jeito simples, Fernando era um homem de grande visão política e administrativa. Conseguiu criar uma multidão de seguidores, que reconhecia nele o líder político.

Itabuna hoje mostra ao Brasil que, na política, existem, sim, diferenças ideológicas, diferenças partidárias, diferentes interesses, mas que o respeito às diferenças deve prevalecer. Itabuna mostra ao Brasil que essas diferenças, por maiores que sejam, tornam-se mínimas diante de um povo que reconhece os grandes nomes de sua história.

Parafraseando o saudoso presidente Getúlio Vargas, em sua carta testamento, eu digo: Fernando hoje deixa a vida para definitivamente entrar na história de Itabuna.

Nesse momento em que nos despedimos de Fernando Gomes, em meu nome, da minha esposa Andrea Castro, dos integrantes do nosso governo e, principalmente, da gente de nossa cidade, agradecemos a esse homem do povo por tudo que ele fez por Itabuna.

Solidarizo-me, mais uma vez, com seus familiares, amigos e aliados e peço a Deus que o receba em paz e com muita luz.

Augusto Castro é prefeito de Itabuna.

Tempo de leitura: < 1 minuto

O governador Rui Costa chega a Itabuna, em instantes, para a despedida ao ex-prefeito Fernando Gomes, falecido na tarde do último domingo (24). Ontem, Rui já havia lembrado do legado deixado pelo ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal (reveja aqui).

Para participar do velório e enterro de Fernando, o mandatário baiano suspendeu a agenda oficial que teria em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, nesta terça. Rui e Fernando se aproximaram politicamente ainda na disputa eleitoral de 2016 e se tornaram amigos declarados. À época, o ex-prefeito não contou com apoio de ACM Neto para disputar o comando do Centro Administrativo Firmino Alves. Os dois se reaproximaram neste ano. Neto esteve no velório ontem à tarde.

VELÓRIO NO TEATRO

O corpo de Fernando está sendo velado em uma das obras-símbolo da gestão local tocada em parceria de município e estado, o Teatro Municipal Candinha Doria. Após cerca de duas décadas de iniciado, o equipamento cultural foi concluído e inaugurado em julho de 2019, no último mandato do ex-prefeito, quando o estado liberou mais de R$ 21 milhões. O enterro do ex-prefeito está previsto para as 11h, no Cemitério Campo Santo, no centro da cidade. Atualizado às 8h05min.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Um cinegrafista amador registrou o momento em que uma mulher foi às lágrimas quando o cortejo do corpo do ex-prefeito Fernando Gomes passava pelo Centro de Itabuna, na manhã desta segunda-feira (25). Ao fundo, a música Amigo na voz de Roberto Carlos. A cena resume o clima pesaroso na atmosfera da cidade. Assista.

O corpo de Fernando chegou no início desta tarde ao Teatro Candinha Doria, onde é velado. O enterro será às 14h desta terça-feira (26), no Cemitério Campo Santo.

O jornalista e advogado Walmir Rosário, em artigo publicado hoje, recupera a trajetória de Fernando e o significado dele para a história de Itabuna (leia aqui).

Tempo de leitura: 4 minutos

 

Como deputado federal remou contra a maré, mexendo com os poderosos ao propor a criação do Estado de Santa Cruz, dividindo a Bahia em dois estados. Sofreu uma grande campanha contra nos meios de comunicação, mas não se abateu.

 

Walmir Rosário 

Amados por muitos, odiado por alguns, assim era o político Fernando Gomes. Em toda sua história acumulou um cabedal político invejável, se elegendo prefeito de Itabuna por cinco vezes, deputado federal por duas vezes, uma delas o mais votado. Neste domingo (24), em que nos deixou, li numa postagem da História de Itabuna: “Todo o itabunense já foi fernandista pelo menos uma vez na vida”. Concordo plenamente!

Político altivo, Fernando Gomes sabia como ninguém conquistar seus eleitores, pelo jeito simples e sincero de tratá-los como se fossem amigos de infância, apesar de conhecê-los recentemente. Entrava nas casas e só parava na cozinha, após destampar as panelas, comer um tira-gosto, perguntar pelo cafezinho e sentar-se no sofá para trocar uns dois dedos de prosa. Muitos o criticavam chamando-o de populista, oportunista, aproveitador.

O bom mesmo era o resultado nas urnas, elevando Fernando Gomes um fenômeno político. Destemido, nos comícios encarava os adversários políticos, chamando-os para a briga, até mesmo com armas, se necessário. Nunca precisou chegar às vias de fato, limitando-se ao bate-boca através do microfone, como fazia com o todo-poderoso Antônio Carlos Magalhães.

Prefeito de Itabuna, sempre era convidado por Calixtinho Midlej para jantar com Antônio Carlos Magalhães, de forma civilizada, quando o assunto a ser tratado era o desenvolvimento de sua cidade. Um exemplo foi a vinda da Nestlé quando ainda secretário da Administração do prefeito José Oduque, inaugurada na gestão Fernando Gomes como prefeito.

Mas qual foi a escola política do menino nascido em Itamirim – hoje Firmino Alves – outrora município de Itabuna? O velho Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), acompanhando seu irmão, o ex-deputado estadual Daniel Gomes. Àquela época o PTB era chefiado pelo deputado Aziz Maron, que foi líder do governo Getúlio Vargas na Câmara dos Deputados, portanto, político graduado e de muitas regalias.

E o próprio Fernando Gomes foi beneficiário da experiência e poder de Aziz Maron, que o indicou para cargo na Estrada de Ferro Ilhéus-Conquista e, posteriormente para o Instituto de Pensão e Aposentadoria dos Comerciários (IAPC). Pessoa capaz de fazer novos amigos, Fernando vai trabalhar por conta própria, agora na comercialização de gado em toda a região.

Com a reorganização partidária, se muda com o irmão Daniel para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e se torna o braço-direito do prefeito José Oduque, que o indica como sucessor. Daí pra frente passou a caminhar com passos largos, deu continuidade à modernização de Itabuna, asfaltando a cidade, construindo obras importantes como escolas, ginásio de esportes e outros equipamentos urbanos.

Já na primeira campanha como candidato a prefeito, Fernando Gomes sofreu todo o tipo de difamação, na qual os adversários tentavam apresentá-lo como um homem que sequer sabia falar e sem competência para o cargo. Ouvindo o professor Flávio Simões, deu o troco aos adversários usando como marketing o apelido de Fernando Cuma, aproximando-o ainda mais das pessoas mais carentes.

Técnico em contabilidade e acadêmico em direito, deixou a faculdade para cuidar melhor dos interesses de Itabuna, como gostava de explicar sua saída da Fespi. Conhecia como ninguém o orçamento do município e as prioridades do investimento e custeio, tinha na memória todos os números, sem a necessidade de recorrer a fichas e computadores, o que deixava seus colaboradores assustados nas reuniões.

Por ser amado e odiado, era o político mais discutido de Itabuna e região, muitas das vezes mal interpretado pelo tom de voz alto e frases ininteligíveis, o que dava munição aos adversários. Como bom político que era, não guardava mágoas e tratava a oposição simplesmente como adversária, nunca como inimiga, tanto assim que fazia acordos com o centro, a direita e a esquerda, cumprindo-os, todos.

Em sua penúltima administração, resolveu, de uma tacada só, eliminar mais de mil cargos de confiança da estrutura do município, o que não foi bem recebido pelos eternos seguidores. Em seguida, promoveu um concurso público para diversos cargos, agora criticado pela oposição, de que seria um simples conchavo para colocar os amigos na prefeitura. Um grande engano. Como primeira medida indeferiu a participação de um secretário no concurso.

O político Fernando Gomes nunca ficou em “cima do muro” nas questões sobre Itabuna, às vezes aumentando a tensão em alguns temas. Na sua penúltima administração resolveu organizar a cidade, devolvendo as praças públicas ao povo, retirando ambulantes de todos os tipos e até moradores. Não se importou com as ferrenhas críticas e foi elogiado ao concluir as obras. O mesmo aconteceu no Centro Comercial.

Em 1992 deixou os petistas atônitos, assim que seu candidato, José Oduque, perdeu a eleição para Geraldo Simões. Enquanto eles reclamavam que recorreriam à justiça para conhecer as contas do município, no dia seguinte Fernando publica decreto formalizando a transição (a primeira democrática de Itabuna), colocando secretários e documentos à disposição do futuro governo.

Como deputado federal remou contra a maré, mexendo com os poderosos ao propor a criação do Estado de Santa Cruz, dividindo a Bahia em dois estados. Sofreu uma grande campanha contra nos meios de comunicação, mas não se abateu. A cada final de gestão prometia se aposentar, cuidar de suas fazendas, mas sempre voltava à prefeitura revelando que tinha sido chamado pelo povo.

O mesmo povo que agora o reverencia na sua partida. Morto, sim, mas sempre lembrado!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Numa nota assinada pelo presidente Erasmo Ávila (foto), a Câmara de Itabuna prestou homenagem ao ex-prefeito Fernando Gomes, morto neste domingo (24), aos 83 anos, após complicações decorrentes de forte crise hepática. A nota informa suspensão das atividades legislativas, nesta segunda-feira, por causa do luto decretado em Itabuna e em toda a Bahia.

“Dono de uma trajetória política intensa, Fernando também foi deputado federal e será eternamente lembrado por administrar o município em cinco mandatos, ser o responsável por grandes obras e uma indiscutível liderança, reconhecida por todos que o conheceram”.

CORTEJO

O corpo do ex-prefeito chegou a Itabuna às 10h50min, seguindo em cortejo por bairros e principais avenidas do município sul-baiano. O velório ocorrerá no Teatro Municipal Candinha Doria, com missa de corpo presente prevista para as 17h. O enterro será às 14h desta terça-feira (26).

Fernando Gomes anuncia aposentadoria política durante entrevista
Tempo de leitura: < 1 minuto

O corpo do ex-prefeito Fernando Gomes deverá chegar às 10h desta segunda-feira (25) ao aeroporto de Ilhéus. Haverá cortejo fúnebre com o corpo sendo transportado em caminhão do Corpo de Bombeiros de Ilhéus até Itabuna.

Uma das mais fiéis amigas do político em cerca de 40 anos de caminhada, a ex-secretária Maria Alice Pereira informou que o cortejo seguirá pelos bairros de Itabuna e principais avenidas.

O corpo será velado no Teatro Candinha Doria, obra concluída no último mandato do político como prefeito de Itabuna (2017-2020) e executada pelo município e governo estadual.

Também já estão definidos data e horário de sepultamento. O enterro será às 14h desta terça-feira (26), no Cemitério Campo Santo. Haverá uma missa de corpo presente às 17h, no Candinha Doria. Fernando era católico e devoto de Nossa Senhora das Graças.

Fernando Gomes faleceu na tarde deste domingo (24), exatamente 10 dias após ser internado com forte crise hepática. O estado clínico do paciente se agravou durante os dias e vários órgãos paralisaram.

No sábado (23), a equipe médica decidiu pela amputação de uma das pernas para tentar impedir o avanço de bactéria identificada desde quando ele fora internado no Hospital Aliança. Porém, não houve regressão e Fernando veio a falecer na tarde deste domingo.

Tempo de leitura: < 1 minuto

O prefeito Augusto Castro (PSD) disponibilizou uma aeronave à família para o translado do corpo do ex-prefeito de Itabuna Fernando Gomes, e para conduzir para Itabuna os parentes do político que se encontram em Salvador. Gomes faleceu na tarde deste domingo, no Hospital Aliança, na capital baiana, onde estava internado desde o dia 14.

O prefeito Augusto Castro também determinou que as instalações do Teatro Municipal Candinha Doria sejam disponibilizadas para o velório, onde a comunidade poderá se despedir do seu maior político.  O corpo do ex-prefeito deve ser sepultado na terça-feira (26), em Itabuna, onde ele teve uma carreira política de sucesso.

Minutos depois da morte de Fernando Gomes ser confirmada, Augusto Castro conversou com Rui Costa (PT), que lamentou profundamente a perda do líder político de Itabuna e região e também colocou à disposição do prefeito e familiares de Fernando Gomes a estrutura do Governo do Estado para fazer o translado do corpo.

Tempo de leitura: 2 minutos

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), e o prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), lamentaram, no início da noite deste domingo (24),  o falecimento do ex-prefeito Fernando Gomes. O agropecuarista e político morreu na tarde de hoje, em Salvador, onde estava internado desde o dia 14 deste mês.

Rui Costa também decretou luto oficial de 3 dias no Estado. “Quero manifestar meu pesar pela morte do ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal, Fernando Gomes. Que Deus conforte seus familiares, amigos e itabunenses”, escreveu o governador em sua conta no Twitter.

Augusto Castro lamentou o falecimento de Fernando Gomes e destacou a trajetória do ex-prefeito. “Decretei luto oficial por três dias em memória do ex-prefeito Fernando Gomes Oliveira, cuja trajetória política e administrativa é por todos reconhecida. Que descanse em paz”, disse em nota Castro.

MANDATOS

Os mandatos de Fernando Gomes foram de 1º de janeiro de 1977 a 31 de dezembro de 1982, 1º de janeiro de 1989 a 1992, 1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000, 1º de janeiro de 2005 a 31 de dezembro de 2008 e 1º de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020. Também foi deputado federal 1983 a 1988, (constituinte) 1987 a 1988 de 1995 a 1996.

Natural de Itabuna, onde nasceu no dia 30 de junho de 1939, filho de José Oliveira de Freitas e de Ester Gomes de Oliveira, fez curso técnico em contabilidade no Colégio Comercial de Itabuna, de 1961 e 1963, período em que se filiou ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Ao longo desses anos, dedicou-se a atividades agropecuárias em suas propriedades no sul e no sudoeste do estado.

Foi casado com Gislene Neiva Monteiro Oliveira, com que teve quatro filhos, e com Solange Cerqueira. Atualmente era casado com Sandra Neilma, com que tem duas filhas.