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Ninão, ao centro, com Fernanda Silva e Walmir Assunção no Uruçuca Folia.
Ninão, ao centro, com Fernanda Silva e Walmir Assunção no Uruçuca Folia.

A figura de Eduardo Almeida “Ninão” sempre esteve ligada ao deputado federal Geraldo Simões. Os dois caminhavam juntos, politicamente, desde 1995. Hoje, a criatura rompeu politicamente com o criador.
Ninão decidiu apoiar o deputado federal Valmir Assunção, que tenta renovar o mandato em outubro. No plano estadual, ele apoiará o ex-presidente do PT baiano Jonas Paulo, que tentará vaga à Assembleia Legislativa. O apoio de Ninão a Valmir foi costurado pelo também petista Murilo Brito, esposo da prefeita Fernanda Silva, de Uruçuca.
Numa rápida entrevista ao PIMENTA, Ninão explica as razões para o rompimento anunciado desde o final do ano passado, quando ele não seguiu orientação de Geraldo e decidiu apoiar Everaldo Anunciação, de quem é amigo desde a década de 90, na disputa pela presidência estadual do PT. O candidato de Geraldo era o jornalista Ernesto Marques. Confira
PIMENTA – Você estava com Geraldo há quase vinte anos, por que decidiu apoiar Jonas Paulo para estadual e o deputado federal Valmir Assunção?
EDUARDO ALMEIDA (NINÃO) – A Bahia está em um novo momento. Jonas e Valmir têm muito a contribuir com o PT da baiano nessa nova caminhada.
PIMENTA – É um rompimento só no plano político?
NINÃO – Respeito e reconheço a liderança de Geraldo, mas não concordo com  maneira como o Geraldo vem se relacionando com os partidos aliados, principalmente em Itabuna. Precisamos ter uma relação mais aberta com os aliados nos planos federal e estadual. Hoje o PT de Itabuna enfrenta dificuldades com a política adotada nos últimos anos.
PIMENTA – Como fica o PT para 2016 em Itabuna?
NINÃO – Temos que pensar direito. Aqui em Itabuna, como disse, há dificuldade para se relacionar com os aliados no nível estadual. O PT terá que fazer um trabalho de reaproximação em nível municipal. Se quiser ganhar a prefeitura em 2016, tem que buscar nomes que sempre foram aliados nossos.

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helinton ceplacO diretor geral da Ceplac, Helinton Rocha, pode pensar em não fazer muito piseiro por essas bandas de agora em diante.
O homem, que também se faz conhecer pela alcunha de “Tom”, assumiu o cargo dizendo que tinha linha direta com a presidenta Dilma, “profunda conhecedora da Ceplac”, nas palavras dele, pisou feio na bola com os ceplaqueanos na semana passada. Mais uma vez.
Foi durante uma reunião com lideranças das diversas entidades de defesa dos funcionários do órgão, formadas por aliados dos deputados Josias Gomes e Geraldo Simões.
Para elogiar Geraldo, disse que Josias era um deputado “que não opera, e se porta de forma ambígua nas demandas da Ceplac”.
A declaração do diretor causou mal-estar para todos. “Para os aliados de Geraldo, que não precisa de uma puxada dessas, e para os de Josias, que têm consciência de que a luta pelos interesses da Ceplac fazem parte da agenda constante do parlamentar”, afirma um dos presentes à reunião.
Só para ilustrar, segundo esse ceplaqueano, foi Josias quem agendou a única reunião que o diretor teve com o ministério do Planejamento, quando ainda se falava em concurso para a Ceplac. “Logo ele, tão próximo da presidenta Dilma, não consegue sequer agendar uma reunião dessas”.
Os comentários dão conta de que, aos poucos, o diretor que chegou com a licença 007 – numa referência ao espião britânico James Bond –, vai se tornando um Zero Um, como na cena antológica do filme Tropa de Elite, de José Padilha. “Não demora e ele ‘pede pra sair’”, prevê o ceplaqueano indignado.
O problema é que na obra de Padilha, o Zero Um foi “desistido” pelo impiedoso Capitão Nascimento. Relembre a cena…

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Além de prestar homenagem ao líder camponês Juraci Santana e prestar solidariedade à família do agricultor, o deputado federal Geraldo Simões (PT-BA) denunciou ontem, na Câmara dos Deputados, que houve descaso federal na proteção a Juraci Santana.
Segundo Geraldo, Juraci relatou as ameaças aos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Gleisi Hoffmann (então ministra da Casa Civil) e, por três vezes, à Polícia Federal, além do Incra. Mesmo assim, não obteve proteção. O petista também comentou sobre o processo de demarcação no sul da Bahia.
– A nossa região tem um processo de demarcação de terras equivocado, que joga filhos contra pais, irmãos contra irmãos e companheiros de assentamento contra companheiros de assentamento – observou o deputado.
Ele ainda enfatizou a ação violenta dos supostos tupinambás e que a Força Nacional de Segurança foi escorraçada da área do conflito. “Recolheram as armas, botaram mochila nas costas e se retiraram”. Menos de quatro dias depois da retirada da Força Nacional, o produtor foi executado. Confira o vídeo do pronunciamento.

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Geraldo critica ministro da Justiça, acusado de ser omisso em conflito no sul da Bahia.
Geraldo critica ministro da Justiça, acusado de ser omisso em conflito no sul da Bahia.

O deputado federal Geraldo Simões (PT-BA) culpou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pela nova onda de violência na área de 47,3 mil hectares disputada por agricultores e índios e autodeclarados tupinambás. Nesta madrugada, um agricultor do Assentamento Ipiranga foi assassinado (confira post abaixo). Juraci Santana havia relatado ao deputado as ameaças feitas por supostos tupinambás.
– O ministro recuou e retirou a base [de pacificação] que estava no limite do conflito, no Rio Cipó. Quando ele retirou, [o cacique] Babau fez três dias de festa e retomou as quatro fazendas [onde houve reintegração na semana passada] – disse Geraldo ao PIMENTA.
A base de segurança (ou de pacificação) foi desmontada menos de duas semanas após a sua instalação. O ministro, acusa Geraldo, ordenou o desmonte após audiência com Babau, em Brasília. A Força Nacional deixou a área na noite de sexta-feira (7).
O parlamentar petista foi ainda mais duro com José Eduardo Cardozo. “Ele não assume as suas funções de ministro. Quer fazer média com entidades internacionais. Devemos ao ministro da Justiça, que não controla os seus órgãos, como a Funai, a insegurança no meio rural”.
Geraldo citou as invasões e conflitos no Extremo-Sul do Estado e as novas invasões em Itaju do Colônia, nesta semana. “Na região de Pau Brasil e Itaju, [os índios] querem ampliar a reserva. Era 8 mil hectares, passou para 50 mil e agora querem 80 mil”. Para ele, Cardozo tem se eximido de suas responsabilidades como ministro.

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Geraldo Simões 3O deputado federal Geraldo Simões disse na última quarta (5) que está preocupando com a paralisação das obras de construção da Barragem do Colônia, em Itapé.
O parlamentar defende esta obra desde o seu primeiro mandato como prefeito de Itabuna (1993-1996) e conseguiu elaborar projeto na última passagem pelo centro administrativo (2001-2004).
Após comemorar o anúncio da obra em janeiro do ano passado, Geraldo agora lamenta a interrupção da mesma. A paralisação ocorre porque a construtora que venceu a licitação cobrou mais dinheiro. Alegou que o montante destinado para erguer a barragem não era o suficiente (R$ 18 milhões).
A empreiteira pediu aditivo, o que jogaria o valor para R$ 37 milhões. O governo estadual não aceitou e cogitou um destrato e nova licitação. O lenga-lenga já dura quase seis meses… e a obra parada. Geraldo defendeu, ainda na quarta (5), que governo baiano e empreiteira se entendam o mais rápido.
A obra é tida como solução para o abastecimento de água em Itabuna pelos próximos 50 anos. À grita de Geraldo, somou-se o tucano Augusto Castro (veja post abaixo). Espera-se que outros tomem reforcem o grupo, afinal a cidade tem outros parlamentares, como o petista Josias Gomes e o deputado estadual Coronel Santana – sem esquecer de Ângela Sousa, que anda fazendo piseiro em Itabuna atrás de voto.
É preciso que mais parlamentares falem a mesma língua. Pelo menos, neste caso.

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Geraldo está entre os primeiros em número de discursos.
Geraldo está entre os primeiros em número de discursos.

O ranking dos deputados federais que mais sobem à tribuna para expor sobre problemas nacionais ou regionais tem um baiano na liderança: Amauri Teixeira (PT).
Na sequência, levando em conta apenas a bancada baiana, aparecem Alice Portugal (PCdoB) com 119 discursos. O PT segue nas posições seguintes com Valmir Assunção (115), Geraldo Simões (114) e Afonso Florence (114).
A oposição aparece com a metade do espaço ocupado na tribuna, com Jutahy Júnior (PSDB), que discursou 57 vezes durante o ano, número próximo ao de Claúdio Cajado (DEM), 54, e Antônio Imbassahy (PSDB), 27.
BANCADA DO “SILÊNCIO”
Já a “Bancada do Silêncio” é liderada por Marcos Medrado (SDD), que não subiu à tribuna uma vez sequer em 2013. Na sequência, vêm Erivelton Santana (PSC) e Luiz Argôlo (SDD), que se pronunciaram apenas duas e quatro vezes, respectivamente. Com informações do Bahia Notícias.

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marco wense1Marco Wense

Geraldo anda dizendo que Magalhães, que é o diretor-presidente da Bahiagás, vem gastando o dinheiro da empresa na campanha para deputado federal.

O relacionamento político entre o PT e o PCdoB de Itabuna sempre foi marcado por intrigas, picuinhas, traições, falsidades, desconfianças e até ofensas pessoais.
O pega-pega é velho, vem da política estudantil na então Fespi, quando comunistas e petistas se digladiavam pelo comando do Diretório Central dos Estudantes, o cobiçado DCE.
Quando se juntam, como aconteceu em várias sucessões municipais, é por interesse e conveniência, já que a união se torna indispensável para derrotar os adversários comuns.
O PT e o PCdoB são inimigos ferrenhos quando estão separados no processo eleitoral. PCdoB versus DEM ou PT versus PSDB são confrontos civilizados quando comparados a uma disputa PT versus PCdoB.
O mais recente duelo envolve as duas figuras emblemáticas do petismo e do comunismo tupiniquins, sem dúvida o ex-prefeito Geraldo Simões e o ex-vereador Davidson Magalhães.
Geraldo anda dizendo que Magalhães, que é o diretor-presidente da Bahiagás, vem gastando o dinheiro da empresa na campanha para deputado federal.
Defensores de Davidson, irritadíssimos com Geraldo, lembram que o ex-alcaide, em vez de se preocupar com a vida alheia, deveria cuidar da sua condição de réu nos processos que tramitam na justiça.
E mais: corre à boca pequena a informação de que o PT vai reivindicar o comando da Bahiagás assim que Davidson se afastar da presidência para concorrer ao Parlamento.
Dois bicudos não se beijam. Geraldo Simões e Davidson Magalhães sequer se abraçam. É melhor assim do que abraço de tamanduá.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Flávio fala durante ato de posse na sede do PT (Foto Josivaldo Dias).
Flávio fala durante ato de posse na sede do PT (Foto Josivaldo Dias).

O empresário Flávio Barreto tomou posse, ontem à noite, como presidente do diretório municipal do PT de Itabuna. Num ato simples, na sede do partido, Flávio disse que “o PT está de portas abertas a todo itabunense”.

O evento contou com o deputado federal Geraldo Simões e o prefeito de Ibicaraí e presidente da Amurc, Lenildo Santana, além de políticos regionais.

Mas um dos fatos que marcaram a posse foi a ausência da professora Miralva Moitinho. Ela deveria transmitir o cargo ao novo dirigente.

A ausência, aliás, tem a ver com o clima da disputa pelo diretório. A ex-presidente foi “alvejada” por mover recurso contra a posse do novo dirigente, acusado de usar recursos externos na campanha do partido.

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Flávio da ComonteA Direção Nacional do PT rejeitou recurso apresentado pela chapa de Zaquêl Oliveira e o empresário Flávio Barreto (Flávio da Comonte) teve a posse confirmada, na presidência do PT de Itabuna, para a próxima quinta-feira (12).

Zaquêl, por meio da presidente do diretório, Miralva Moitinho, apresentou recurso alegando que Flávio havia recorrido a auxílio financeiro externo para a disputa à presidência do diretório petista.

Como prova, foram reunidas camisas de campanha com o nome de uma loja de material de construção. A defesa alegou que a ata da eleição não havia registrado nenhum problema na disputa. O documento foi assinado pela comissão eleitoral e pelos dois lados da disputa.

O julgamento foi levado ao diretório estadual, mas acabou “subindo” e foi analisado ontem pelo Diretório Nacional. Flávio tem o apoio do deputado federal Geraldo Simões. A vitória do empresário pegou de surpresa vários petistas que negociavam um “acordão” ou novo pleito, mas sem Flávio na cabeça da chapa.

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Cunhada do deputado federal Geraldo Simões, a advogada Genilva de Jesus Feitosa foi nomeada para a unidade do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) de Itabuna.

Ela assumirá o segundo cargo mais importante da unidade que é gerenciada por Fernanda Galvão.

A nomeação foi criticada, internamente, por aliados de Geraldo. “Só reforça a imagem de projeto familiar”, acrescentou um dos críticos.

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marco wense1Marco Wense

O resultado da eleição para o Palácio de Ondina pode mudar o cenário eleitoral de 2016. Se ganha Geddel Vieira Lima, o ex-prefeito Fernando Gomes vira um potencial candidato pelo PMDB.

A pré-candidatura do deputado estadual Augusto Castro à sucessão do prefeito Claudevane Leite vai depender do desempenho do tucano (PSDB) na eleição de 2014.

O primeiro passo é se reeleger. A reeleição é imprescindível para que o parlamentar consiga se viabilizar como postulante ao comando do cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves.

Mas não é só o segundo mandato que é importante. Castro pode até ter o dobro de votos do pleito anterior (31.062) e ficar sem força para disputar o processo sucessório.

Uma boa votação em Itabuna é indispensável. Em 2010, Castro obteve quase oito mil votos. Uma projeção feita por ele mesmo sem levar muito em conta as pesquisas de intenção de voto.

E qual seria a votação para credenciar Augusto Castro como pré-candidato à sucessão municipal de 2016? A resposta é não menos de 15 mil votos.

E quem seriam os adversários do tucano? A priori, salvo algum acidente de percurso, seja ele da vida ou da lei, o ex-prefeito Geraldo Simões e o atual Claudevane Leite (PRB).

Geraldo como única opção viável do PT. Claudevane buscando sua candidatura natural a um segundo mandato se não ficar impossibilitado pelo fim do instituto da reeleição.

Bom mesmo para Castro é o ex-alcaide José Azevedo ficar inelegível. Confirmada a inelegibilidade, o tucano teria o apoio de dois ex-gestores: o próprio Azevedo e Ubaldo Dantas.

O resultado da eleição para o Palácio de Ondina pode mudar o cenário eleitoral de 2016. Se ganha Geddel Vieira Lima, o ex-prefeito Fernando Gomes vira um potencial candidato pelo PMDB.

Uma coisa é certa: Augusto Castro dorme, acorda e, de tanto sonhar com a prefeitura de Itabuna, termina se esquecendo de escovar os dentes.

O REI DO CARLISMO

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Moncorvo, de blusa branca, em homenagem a Luís Eduardo Magalhães.

Onde anda Vivaldo Moncorvo? Como anda sua saúde? Vivaldo é natural de Senhor do Bonfim. Por iniciativa do então vereador Ely Barbosa, recebeu o título de cidadão itabunense (1995).

Moncorvo era o pefelista dos pefelistas. O mais fiel carlista da história política de Itabuna. Conheceu o então deputado federal Antonio Carlos Magalhães por intermédio de Ângelo Magalhães (irmão de ACM).

Do Poder Legislativo, Vivaldo Moncorvo recebeu o título de cidadão itabunense. Da modesta Coluna Wense, o “Rei do Carlismo”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Trabalhadores rurais foram tomados reféns ontem à noite (Foto Gilvan Martins).
Trabalhadores rurais foram tomados reféns ontem à noite (Foto Gilvan Martins).

O Diretório Estadual do PT decidiu suspender as eleições diretas do partido em Buerarema, no sul da Bahia. A decisão foi tomada devido ao clima de tensão e ameaças contra uma das chapas que disputam o comando do diretório municipal e que é composta por oito índios ou autodeclarados tupinambás.

Nesta tarde, o deputado federal Geraldo Simões disse que a Estadual do partido optou pela suspensão do Processo de Eleição Direta (PED) no município. O clima de tensão aumentou ainda mais ontem, quando supostos tupinambás fizeram reféns 15 produtores e trabalhadores rurais na região do Sururu, como informou em primeira mão o PIMENTA ontem à noite (confira aqui).

Ontem e hoje, produtores circulavam com carro de som convocando a população a impedir o PED do PT. Um dos argumentos era o de que uma das chapas é composta por tupinambás e autodeclarados tupinambás. Na última terça (5), a presidência da Câmara de Vereadores de Buerarema ainda hesitavam em liberar o espaço para a eleição do partido, e cogitou acionar a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança para inibir atos violentos na sede do município.

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Geraldo (de pé) era o alvo das vais de sindicalistas e comissionados ligados ao PCdoB (Foto Pimenta).
Geraldo era o alvo das vais de sindicalistas e comissionados ligados ao PCdoB (Foto Pimenta).

Comunistas ligados a sindicatos e ocupantes de cargos comissionados na Prefeitura de Itabuna erraram na dose, hoje, contra o deputado Geraldo Simões. Foi durante a solenidade que oficializou o retorno da Gestão Plena da Saúde, no Sest-Senat.

O grupo formado por aproximadamente 10 pessoas vaiou o deputado quando este foi convidado para compor a mesa do evento e no momento em que discursava. Em vez do revide, o petista preferiu a diplomacia, elogiando o prefeito itabunense:

– Itabuna fica devendo o retorno da Plena ao prefeito Claudevane Leite. Quero agradecer a [Jorge Solla] e parabenizar o prefeito Vane – disse Geraldo, que ganhou aplausos do auditório.

O grupo de comunistas não desistiu da estratégia nem mesmo com o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla. Primeiro, o secretário afirmou que ali não era espaço para vaias. E, ressalvando que homem público é suscetível a vaia e ele corria esse risco, fez elogios a Geraldo:

– A melhor gestão da Saúde de Itabuna foi a de Geraldo. Pode ser que me vaiem, mas, no passado, não há registro de outra [gestão] – afirmou, enfatizando que torcia para que o município tenha, na saúde, gestores ainda melhores.

Para completar, mencionou o diretor do Hospital de Base de Itabuna, Paulo Bicalho. E completou lembrando que o colega “fez parte da grande equipe de Geraldo Simões na saúde”. Mais aplausos. E a sensação de que os comunistas erraram na dose no evento que contava com o comunista e pré-candidato Davidson Magalhães.

O evento também foi de desagravo ao ex-secretário da Saúde de Itabuna, Renan Araújo. O comunista de quatro costados foi um dos nomes mais aplaudidos durante a solenidade. Solla também fez o desagravo, lembrando do esforço de Renan para que Itabuna retomasse a, como disse ele, “Dona Plena”.

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tiago-feitosaO empresário Thiago Feitosa, filho do deputado Geraldo Simões, aceitou convite do ex-prefeito João Henrique, de Salvador, filiando-se ao PSL.

Deixou o PT. Pela nova legenda, pode concorrer ao cargo de deputado estadual.

Com 31 anos, Feitosa fala de política, rebate que sua ida para o PSL seja a consolidação do projeto familiar de obtenção de mandatos na política e também fala do passado, quando acabou respondendo a processo sob acusação de ter participado de confusão em apartamento de um produtor rural. O caso deu polícia e foi parar na Justiça. Thiago fala em exageros típicos de período eleitoral por parte da imprensa e diz estar pronto. Confira abaixo:

BLOG PIMENTA – Por que essa opção de deixar o PT e ingressar no PSL?

THIAGO FEITOSA – Sempre acompanhei a carreira política da minha família. Sou apaixonado pelo PT e seus quadros, como Lula, Wagner, Dilma e Geraldo. Quando a segunda suplente de senadora [Juçara Feitosa] disputou as últimas eleições em Itabuna [2008 e 2012], diziam que se tratava de projeto familiar. Então, recebi convite do ex-prefeito João Henrique e do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, e do estadual, Toninho, para engrossar as fileiras do PSL.

PIMENTA – Mas aí continua o projeto familiar. Só muda o partido, não acha?

THIAGO – Mas não foi Geraldo quem me convidou nem estou com candidatura lançada. Fui convidado pelos dirigentes do PSL e busco nova compreensão de partido. E essa palavra independência tem batido em meu ouvido. É uma vontade minha, um espaço onde tivesse altivez e voz. Eu reuni minha família – pais e esposa – e optei por ser independente politicamente.

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Meu projeto não é individual, é no plural, só não é familiar.

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PIMENTA – Fora do PT?

THIAGO – Continuo dizendo que minha bandeira é outra, mas o sangue é vermelho. É a decisão mais importante de minha vida, aos 31 anos de idade. Espero ter acertado. Conto com muitos companheiros. Consultei diversos na região, ouvi minha turma. As pessoas entenderam que seria uma oportunidade. Meu projeto não é individual, é no plural, só não é familiar.

PIMENTA – Dá para superar as questões do passado, superar esta imagem?

THIAGO – Todos me conhecem. A política na região é muito acirrada. Confundem sigla, bandeira e ideologia partidária com família. Já sofri muito em Itabuna, como meu pai, por discriminação, antes por ser petista. Antes, ser do PT era feio, hoje que a gente governa a Bahia e o Brasil… Precisou de Geraldo Simões para mudar. E tinha aquela imprensa que não contribui com a região nem com o Brasil. Fica difamando as pessoas em vez de discutir projetos. Essa coisa de imagem acho que já foi superada. Sou pai de família, empresário. E podem perguntar: sou bom filho, bom marido, bom pai e bom amigo.

PIMENTA – E como ficou o processo de 2008?

THIAGO – O processo já passou o prazo. Quem tem todo o relatório são meus advogados.

— Clique em “leia mais”, abaixo, para conferir a íntegra da entrevista.

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Poucos deputados compareceram à audiência até agora.
Poucos deputados compareceram à audiência até agora.

A audiência pública na Assembleia Legislativa baiana, para tratar dos conflitos fundiários nos municípios de Buerarema, Ilhéus e Una, começou há quase uma hora e reúne, até o momento, apenas 7 dos 63 deputados estaduais. São eles Ângela Sousa, Augusto Castro, Yulo Oiticica, Timóteo Brito, João Carlos Bacelar, Rosemberg Pinto e Pedro Tavares. Por enquanto, dos deputados federais que tinham se comprometido a partir da audiência, apenas Geraldo Simões compareceu.

O conflito envolve pequenos produtores e índios tupinambás. Os tupinambás reivindicam uma área superior a 47 mil hectares, que abrange os três municípios sul-baianos. Além da baixa presença de deputados estaduais, a audiência não tem representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), Justiça Federal nem do Ministério Público Federal. Na mesa do evento, os produtores são representados por Luiz Uaquim.

De acordo com a assessoria, todos os órgãos foram convidados. Os tupinambás também não enviaram representantes. A audiência conta com aproximadamente 400 pequenos agricultores. A depender do resultado da audiência, eles podem realizar manifestação logo após o compromisso no legislativo estadual, segundo fontes do PIMENTA. O evento começou com 40 minutos de atraso.