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Servidores rejeitam proposta que cortava salários (Foto Fábio Bomfim/Ilhéus 24h).
Servidores rejeitam proposta que cortava salários (Foto Fábio Bomfim/Ilhéus 24h).

Os servidores ilheenses decidiram manter a greve iniciada em 22 de julho. A assembleia foi realizada nesta manhã de quarta (25), no Ginásio de Esportes Herval Soledade. Os servidores consideraram a proposta do prefeito Jabes Ribeiro indecente, pois acabava anulando a reposição inflacionária.

O prefeito acenou com reposição de 5,84%, mas cortando 20% do salário de 90% dos trabalhadores. Cobrindo a assembleia, o Ilheús 24h informa que a proposta foi considerada indecente pelos servidores. Neste momento, há manifestação do funcionalismo na região central.

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A greve dos servidores municipais de Ilhéus pode chegar ao fim amanhã (25), após o prefeito Jabes Ribeiro finalmente acenar com proposta de concessão de reajuste de 5,84% para todas as categorias e 7,97% para atender à política nacional do piso do magistério.

O prefeito sinalizou até com a redução de 30% do próprio salário e de 20% dos demais comissionados como forma de economia para atender à reivindicações dos servidores. O entrave, no entanto, pode ser a redução de 20% da jornada para servidores que recebem acima de R$ 1 mil.

O prefeito acena com atendimento à proposta feita pelos trabalhadores há um mês, após o governador Jaques Wagner afirmar que poderia participar das negociações e aconselhar o prefeito a negociar em vez de buscar culpados (relembre aqui).

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Paralisação em 2012 afetou 100% das agências bancárias em Itabuna (Foto Pimenta/Arquivo).
Paralisação em 2012 afetou 100% das agências bancárias em Itabuna (Foto Pimenta/Arquivo).

O brasileiro deve se preparar. Além da greve dos Correios iniciada nesta quarta-feira (18) na maioria dos estados, inclusive na Bahia, outra paralisação programada é a dos bancários. A categoria cruza os braços por tempo indeterminado nesta quinta (19) para cobrar aumento salarial de 11,93%.

A decisão de entrar em greve foi tomada em assembleia e após a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) oferecer praticamente a reposição das perdas inflacionárias do período. A contraproposta foi de 6,1%, rejeitada pela categoria.

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(Foto Eduardo Martins).
(Foto Eduardo Martins).

Servidor da Prefeitura de Ilhéus sugere ao presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), Paulo Maracajá, um espacinho para escutar o funcionalismo da Terra de Gabriela. “Talvez, ouvindo nosso relato, Maracajá seja solidário à nossa causa, pois o prefeito que chora pitangas lá em Salvador é o mesmo que aumentou o número de cargos comissionados e os salários dos mesmos”, pontua.

E o mesmo servidor conclui o raciocínio lembrando que Jabes Ribeiro tem firmado contratos suspeitos, fartamente denunciados pela oposição ou mesmo pelos sindicatos do funcionalismo. A greve geral já dura mais de 50 dias.

A alfinetada no presidente do TCM tem a ver com entrevista que Maracajá deu à Tribuna da Bahia e disse estar preocupado com a situação de Ilhéus (relembre), a partir dos relatos feitos a ele pelo prefeito Jabes Ribeiro. E a alfinetada tem a ver com o conflito de números entre o prefeito e servidores. Os sindicatos dizem que o gasto com pessoal corresponde a, aproximadamente, 55% das receitas líquidas, enquanto Jabes fala em até 68%. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) estipula percentual máximo de 54%.

Os servidores já apresentaram ao prefeito sugestões para redução de despesas e a contradição entre discurso e prática na gestão municipal. Até mesmo uma lista com os altos salários e a ampliação de cargos de confiança – que são de livre nomeação – foi vazada…

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Dom Mauro defende diálogo e conclama ilheenses a não perder a esperança.
Dom Mauro vai mediar crise

O prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP), bateu à porta da Igreja Católica Apostólica Romana para pedir socorro na briga que trava há quase dois meses com os cinco sindicatos que representam diferentes categorias do funcionalismo. Em greve por tempo indeterminado, os trabalhadores exigem que o prefeito feche acordo na campanha salarial, concedendo reajuste de 5,84% e, no caso dos professores, elevação de 7,97% para nivelar o salário com o piso nacional.

Jabes tem afirmado que o comprometimento da receita com a folha torna inviável a concessão de reajuste, posição confirmada pelo presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, Paulo Maracajá, que chegou a alertar o prefeito para o risco de punições em caso de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os servidores não se comovem com os números apresentados pelo prefeito e insistem na pauta de reivindicações. Já no desespero, Jabes apelou ao bispo diocesano Dom Mauro Montagnoli, que concordou em ser mediador na busca de uma solução. “Coloco-me à disposição para participar de qualquer encontro destinado a buscar uma saída e espero poder colaborar para que Ilhéus e sua população saiam desse impasse”, afirmou o religioso.

A vontade do bispo esbarra na resistência dos sindicatos, que fizeram assembleia hoje e ratificaram as reivindicações. Eles dizem que somente a assinatura do acordo da campanha salarial poderá encerrar a greve.

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Manifestante protesta contra apresentador do Tabuleiro

Uma caminhada de servidores públicos municipais em Ilhéus, nesta sexta-feira, 23, teve atos de hostilidade contra a rádio Conquista FM e o apresentador Erivaldo Vila Nova, que comanda o programa “O Tabuleiro”.

Os servidores seguiam pelo bairro da Conquista e, ao passar em frente à rádio, alguns militantes fizeram gestos obscenos e xingaram o comunicador. Vila Nova tem feito críticas à greve dos servidores, que já dura mais de 30 dias, mas disse estranhar as ofensas, por já ter cedido espaço em seu programa a lideranças do funcionalismo.

A caminhada no bairro da Conquista, segundo os sindicatos, teve como objetivo contrapor uma suposta ação do governo que visaria desgastar os grevistas junto à população.

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Em greve há quase um mês, os servidores municipais ilheenses fazem nova sinalização de que têm interesse em retomar as atividades.

Os sindicatos que representam as cinco categorias do funcionalismo já haviam dispensado o ganho real, limitando-se a exigir a recomposição dos salários diante das perdas acumuladas com a inflação. Nesta sexta-feira, 16, as entidades decidiram em assembleia que o governo não precisará pagar de imediato os valores da revisão retroativos à data-base dos servidores.

A proposta será feita ao governo nesta segunda-feira, 19, e caso haja acordo, a greve será encerrada. Os sindicatos dizem que continuam dispostos a fazer parte de uma comissão para analisar a gestão municipal e propor medidas para tirá-la da crise.

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Reunião lotou plenário da Câmara de Vereadores hoje.
Reunião lotou plenário da Câmara de Vereadores hoje.
Gustavo Kruschewsky diz que lei obriga Jabes a fazer reposição salarial.
Gustavo Kruschewsky diz que lei obriga Jabes a fazer reposição salarial.

A reunião dos servidores municipais de Ilhéus com representantes de entidades também serviu para esclarecer um ponto polêmico nas discussões do prefeito Jabes Ribeiro com o funcionalismo. Jabes sempre alega que estaria, legalmente, impedido de conceder reajuste devido ao limite de gastos com pessoal estar na faixa dos 68%.

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) já havia se posicionado em questão semelhante, em Una, e respondeu que, mesmo nessas situações, a gestão pode repor as perdas com base nos índices da inflação. Os servidores estão na quarta semana de greve e cobram reposição de 5,84%.

Gustavo Kruschewsky, representante da OAB-Ilhéus na reunião, disse que a reposição é legal e o prefeito comete improbidade administrativa quando nega o reajuste.

– Não adianta o prefeito alegar que não vai dar a reposição. Ele tem a obrigação constitucional. E não adianta pedir parecer do Tribunal de Contas dos Municípios, que o parecer é esse aí que já foi dado colocando que a reposição é legal e obrigatória.

À posição da subseção da OAB, Rodrigo Cardoso, presidente do Sindicato dos Bancários de Ilhéus, disse não ter dúvidas a respeito da legislação que obriga o gestor a conceder a reposição. “É um direito que está muito claro na lei e deve ser respeitado”, disse o líder sindical. A reunião contou com representantes do Sindicacau, Instituto Nossa Ilhéus e associações de moradores.

 

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Greve geral em Ilhéus mobiliza cerca de 4,5 mil servidores.
Servidores preparam manifestações

Diante do impasse na campanha salarial deste ano, servidores da Prefeitura de Ilhéus, em greve há quinze dias, optaram por adotar novas estratégias a partir desta semana. Como forma de pressionar o governo a retomar as negociações, os cinco sindicatos que representam o funcionalismo realizarão caminhadas e outros atos públicos na cidade.

A linha de ação foi decidida em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira, 5, quando os servidores também deliberaram pela continuidade da greve. Outra decisão pode facilitar a retomada do diálogo com o governo: os grevistas declararam que abrem mão do ganho real sobre os salários, passando a exigir somente a reposição das perdas com a inflação medida de junho de 2012 a maio de 2013, o que dá um índice de 5,84%. Já os professores cobram o cumprimento do piso nacional, o que implica em reajuste de 7,97%, retroativo a janeiro.

Na semana passada, o prefeito Jabes Ribeiro solicitou ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) esclarecimento sobre as despesas do governo que devem ser consideradas como gastos com pessoal. O gestor sustenta que hoje há um comprometimento de 78% das receitas com a folha, o que é contestado pelos sindicatos.

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Depois de ter passado pela “Terra da Gabriela” e conversado com os manifestantes do movimento Reúne Ilhéus, o deputado estadual Marcelino Galo (PT) fez reparos à postura do prefeito Jabes Ribeiro. Na opinião do parlamentar, o gestor precisa tomar para si a responsabilidade de resolver a questão do transporte coletivo (o movimento exige redução da passagem).

“O prefeito precisa trazer pra si a resolução de um problema grave como a questão do transporte público. E garantir o imediato retorno dos serviços do município com abertura de negociação efetiva”, referindo-se também à greve dos servidores municipais.

Para o petista, é necessário olhar as manifestações que ocorrem em Ilhéus de maneira integrada aos movimentos observados nacionalmente. “As mobilizações que ocorrem em todo Brasil não são diferentes em Ilhéus. As ruas passam um recado claro para os governantes e para nós políticos em geral. É necessário ouvir todas as pautas dos trabalhadores em greve e do movimento Reúne Ilhéus. A pauta é justa e deve ser negociada imediatamente”, orientou.

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O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) foi chamado a dar a palavra final sobre a polêmica instalada em Ilhéus em torno das despesas da Prefeitura que devem ser consideradas como gasto com a folha de pagamento. Nesta quarta-feira, 31, o prefeito Jabes Ribeiro esteve com o presidente da corte de contas, Paulo Maracajá, e solicitou um parecer acerca da matéria.

Ribeiro tem números que indicam um impacto de 78% das receitas com a folha de pessoal (leia entrevista com o prefeito). Os servidores, em greve há quase duas semanas, duvidam dos números oficiais.

Como já tem uma ideia do que dirá o TCM, o prefeito espera contar com esse respaldo para convencer o funcionalismo.

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Grevistas ofereceram café da manhã aos manifestantes do Reúne Ilhéus (foto Maurício Maron/JBO)
Grevistas ofereceram café da manhã aos manifestantes do Reúne Ilhéus (foto Maurício Maron/JBO)

Um momento de demonstração de solidariedade entre grupos que protestam por questões diversas em Ilhéus. Na manhã desta quarta-feira, 31, os manifestantes do “Reúne Ilhéus” saíam das barracas onde estão acampados há 16 dias, em frente à Prefeitura, quando receberam mais que um “bom dia” dos servidores do município, em greve e também num plantão há mais de uma semana no mesmo local, na esperança de amolecer o coração do prefeito Jabes Ribeiro.

Os servidores traziam pães, bolos, biscoitos e garrafas com sucos de frutas para oferecer aos jovens que reivindicam redução no valor da passagem de ônibus. O gesto comoveu a molecada e quem passava por ali. Alguns transeuntes quiseram dar um jeito de mostrar que não estão indiferentes e doaram uma graninha para reforçar o caixa e a despensa dos acampados.

Presidente da Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI), Enilda Mendonça comentou o significado do gesto. “Estão aqui os nossos filhos, o futuro da cidade que precisa de respeito e apoio”, disse ao Jornal Bahia Online. Em torno da “mesa” farta, os dois grupos fizeram uma oração, agradecendo pelo alimento e clamando por gestores mais sensíveis às demandas do povo.

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greveios

A greve dos servidores públicos municipais de Ilhéus entra na terceira semana, sem sinal de acordo à vista. Nesta segunda-feira, 29, os cinco sindicatos que representam categorias diferentes do funcionalismo anunciaram que a paralisação das atividades continua por tempo indeterminado.

Os servidores questionam números apresentados pelo governo sobre a folha de pagamento e denunciam excessos na contratação de servidores comissionados e terceirização de serviços. Em assembleia na manhã desta segunda, servidores também reclamaram de “ameaças” que teriam sido feitas pelo prefeito Jabes Ribeiro e por secretários municipais.

Enquanto durar a greve, os representantes do funcionalismo prometem se concentrar todos os dias, a partir das 8 horas, em frente à sede do governo. Nesta terça, 30, no mesmo horário, haverá assembleia de professores no plenário da Câmara Municipal.

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Apesar da proposta feita na tarde desta segunda-feira, 22, pelo prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, aos sindicatos que representam os servidores (ver nota logo abaixo), as lideranças do funcionalismo continuam céticas diante dos números sobre a folha de pagamento apresentados pelo governo.

Em nota distribuída após a reunião de ontem, a APPI Delegacia Sindical Costa do Cacau, que representa os professores, acusa o prefeito de “insistir em números mentirosos” para alegar que o comprometimento das receitas do município com a folha de pessoal estaria próximo de 70%, acima do limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A opinião, segundo a nota, é compartilhada pelos representantes dos cinco sindicatos que participaram da reunião com o prefeito.

Na mesma nota, os sindicalistas afirmam que o retorno ao trabalho está condicionado à apresentação de uma proposta de reajuste salarial.

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Prefeito se reuniu com sindicatos e representantes da sociedade civil (foto Gidelzo Silva)
Prefeito se reuniu com sindicatos e representantes da sociedade civil (foto Gidelzo Silva)

Diante das dúvidas que pairam em torno dos números apresentados pela Prefeitura de Ilhéus acerca das despesas com pessoal, o prefeito Jabes Ribeiro (PP) propôs nesta segunda-feira, 22, a criação de uma comissão para conferir os gastos.

Ribeiro se reuniu no auditório da Justiça Federal com membros do Conselho de Observadores do Pacto por Ilhéus, representantes do movimento Reúne Ilhéus, dos sindicatos dos servidores e vereadores. Além da comissão para esmiuçar as despesas com o funcionalismo, que o governo afirma se encontrarem além do limite determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o gestor sugeriu que se crie outra comissão para destrinchar as planilhas das empresas de ônibus.

Sobre o funcionalismo, os sindicatos questionam os números apresentados pelo governo. Ao tempo que este afirma estar consumindo mais de 70% das receitas com pessoal, as entidades representativas dos trabalhadores calculam um valor abaixo de 55%.

Enquanto não se tira “a prova dos nove”, os servidores seguem com as atividades paralisadas. Na reunião desta segunda, Ribeiro conclamou os funcionários a retornar aos seus postos de trabalho, argumentando que “a cidade não pode parar”.

Passagem – A segunda comissão proposta pelo prefeito teria como objetivo esclarecer dúvidas sobre o faturamento líquido das empresas de transporte coletivo. O governo diz que esse estudo é necessário para se discutir a viabilidade do pleito do movimento  Reúne Ilhéus, que exige a redução do preço da passagem, de R$ 2,40 para R$ 2,00.