Prefeitura e Sindicato dos Servidores Municipais de Ilhéus (Sinsepi) finalmente entraram em acordo na manhã desta sexta-feira, 1º, com o governo se comprometendo a quitar os salários de dezembro do ano passado à medida que a justiça libere os recursos bloqueados. Ficou acertado ainda que não haverá corte dos dias não trabalhados durante a greve, além do pagamento do adicional de insalubridade aos funcionários que têm direito ao complemento. Um levantamento sobre estes servidores foi realizado, de acordo com a Prefeitura, pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur).
A nova gestão já criticou a anterior por gastos excessivos com o pagamento da insalubridade, o que teria gerado despesa de R$ 400 mil na folha de dezembro. O governo diz que, na realidade, esse gasto não deveria ser superior a R$ 70 mil e não se sabe se esta conta será revista.
Feito o acordo, o Sinsepi recomendou que a categoria retorne ao trabalho. Também ficou acertada a manutenção das comissões responsáveis pela discussão dos passivos salariais.
Ainda em dificuldades com os servidores em função dos salários de dezembro, não pagos pela gestão anterior, o prefeito ilheense, Jabes Ribeiro (PP), fez um apelo aos trabalhadores nesta quinta-feira, 31. Segundo ele, a paralisação deflagrada por setores do funcionalismo é injusta.
“Reunimos com os sindicatos, mostramos a situação financeira do município, nos esforçamos para pagar antecipadamente os salários de janeiro, restando apenas o pagamento de um setor da educação; criamos três comissões, com membros dos sindicatos, para pensar uma forma de pagar os salários e benefícios não pagos pela gestão anterior, portanto não vejo razões para greve”, avaliou o gestor.
Ribeiro disse que a administração encerrada em dezembro inchou a folha de pagamentos da Prefeitura. Segundo ele, no último mês de 2012 a despesa com horas extras atingiu R$ 400 mil e 790 servidores receberam adicional de insalubridade. O prefeito afirmou que, em janeiro, constatou-se que somente 70 trabalhadores têm direito ao complemento.
Saúde e administrativo fecham acordo. Educação terá nova audiência (Jeremias Barreto).
Os representantes do funcionalismo municipal de Itabuna decidiram há pouco encerrar a greve iniciada nesta terça-feira, 29. A deliberação pelo retorno às atividades ocorreu em assembleia, após reunião com membros do governo intermediada pelo Ministério Público do Trabalho. O salário de dezembro será quitado em seis parcelas. A primeira deverá ser paga em 13 de fevereiro.
A greve foi deflagrada em protesto contra o atraso no pagamento dos salários de dezembro de 2012. A nova gestão alegava que a administração anterior não deixou recursos em caixa para quitar a dívida com o funcionalismo, que atinge um montante de R$ 11,3 milhões.
Inicialmente, o governo propôs aos funcionários o pagamento dos salários em 16 vezes, o que foi recusado pelos servidores. Na tarde desta quarta-feira, 30, a Prefeitura melhorou a proposta, que passou a ser de parcelamento do débito em seis vezes, a partir de fevereiro.
Segundo a dirigente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), Wilmaci Oliveira, os cerca de 300 funcionários da equipe de apoio da educação receberão os atrasados de uma só vez, no dia 13 de fevereiro. Já os professores, vinculados a outro sindicato, negociam à parte com o governo e não estão incluídos no acordo fechado hoje.
A dirigente ressaltou que a proposta não foi a ideal, mas a possível de ser alcançada, pois a outra opção era o caminho judicial, que implicaria em demora para se chegar a uma solução. PROFESSORES
Os professores rejeitaram nova proposta de parcelamento apresentada pelo governo e que resultaria em pagamento do salário de dezembro em 12 vezes. Os representantes do município não aceitaram proposta de parcelamento em quatro vezes. Alegaram falta de condições financeiras. Uma nova audiência foi marcada para o dia 19 de fevereiro, seis dias antes do ano letivo, programado para 25 de fevereiro. Atualizado às 22h56min
Os professores da rede municipal em Itabuna farão assembleia hoje à tarde para cobrar o pagamento do salário de dezembro e terço de férias. A assembleia está marcada para as 14h, no auditório do Edifício Módulo Center, na Beira-Rio.
Os novos gestores da Prefeitura de Itabuna alegam que o ex-prefeito Capitão Azevedo (DEM) deixou o governo sem recursos para quitar a pendência com os educadores. O ano letivo na rede municipal de Itabuna está previsto para começar em 25 de fevereiro.
Greve atinge serviços do Hospital São José.
Os funcionários do Hospital São José estão dispostos a só retornar ao trabalho quando a direção da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus quitar os salários atrasados. São 300 funcionários atingidos pelos três meses de atrasos. O décimo terceiro salário também não foi pago pela instituição.
Já os médicos da unidade enfrentam um mês de atraso. Ainda não há sinalização, por parte da direção da Santa Casa, de quando os salários serão pagos. Os trabalhadores estão em greve desde o último sábado, 19.
Apenas 30% dos funcionários do São José estão trabalhando, em sistema de revezamento, atendendo aos casos de urgência na unidade médica, segundo a direção do Sindicato dos Trababalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi).
A Santa Casa enfrenta disputa interna e denúncias de desvios e favorecimentos contra a provedoria. As denúncias foram feitas pelo médico José Lourenço em série de artigos publicados na internet.
O aparato de segurança que serve ao prefeito de Ilhéus, Newton Lima, pode estar com os dias contados.
Na quinta-feira, 29, durante evento na Associação Comercial de Ilhéus, chamou atenção a presença de aproximadamente 20 guardas municipais, que protegiam o gestor (confira aqui). Mas a corporação está na iminência de cruzar os braços, devido ao atraso de salários.
Os guardas terão assembleia nesta segunda-feira, 3, para decidir novas medidas para pressionar o governo a regularizar sua situação. A categoria já está em greve, mas mantém 30% do efetivo em atividade, o que garante inclusive a proteção pessoal do prefeito.
A partir de segunda, é possível que a greve tenha adesão de todos os guardas.
Tempo de leitura: < 1minutoRui Oliveira, presidente da APLB, promete mais uma paralisação
Depois de paralisar as atividades nas duas últimas terças-feiras (ontem e na semana passada), professores da rede estadual prometem novo esvaziamento das salas de aula para o dia 13 de dezembro. A categoria discorda das regras definidas para o reajuste salarial aprovado segunda, 25, pela Assembleia Legislativa.
A lei aprovada prevê aumento de 14% (7% este mês e mais 7% em março do ano que vem), conforme fora acertado durante a greve de 115 dias, encerrada em agosto. O problema é que a elevação não contempla aposentados e pensionistas, como exige a categoria. Segundo o governo, a questão é que a proposta aprovada não materializa um plano de reajuste, mas de carreira, que só atende a quem se encontra na ativa.
A Secretaria Estadual da Educação esclarece que todos os professores licenciados e contratados, ainda que tenham sido deslocados para escolas de redes municipais, serão beneficiados com a promoção.
Usuários do serviço do transporte coletivo em Itabuna acusam o Sindicato dos Rodoviários de descumprir o acordo que garante 40% da frota em circulação durante a greve. Pessoas que estudam ou trabalham à noite, como funcionários do Shopping Jequitibá, dizem estão passando o maior sufoco na hora de voltar para casa, pois os ônibus simplesmente desaparecem após as 22 horas.
Para quem mora em bairros mais afastados, a situação é de desespero.
A Prefeitura de Ilhéus poderá ter mais um problema nesse fim de governo, com a possibilidade de ser afetada a vida dos milhares de alunosda rede municipal de ensino. Nesta sexta-feira, dia 9, os professores da rede municipal se reúnem para deliberar sobre o que farão diante dos sucessivos atrasos de salários.
De acordo com a APPI-APLB, entidade que representa a categoria, o pagamento do mês de setembro saiu apenas no final de outubro. Já o salário de outubro, que deveria ter sido creditado até ontem (dia 5), ainda não apareceu nas contas.
Uma paralisação poderá ser deflagrada já na semana que vem, complicando o encerramento do ano letivo.
Os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) aprovaram na noite de ontem a deflagração de uma greve por tempo indeterminado em, pelo menos, 18 estados e no Distrito Federal.
Conforme balanço parcial das assembleias, aprovaram a paralisação a partir de ontem os trabalhadores dos Correios em Alagoas, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Em Minas Gerais e no Pará, a categoria já havia iniciado a greve na semana passada.
O comando de negociação da Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) reivindica 43,7% de reajuste, R$ 200 de aumento linear e piso salarial de R$ 2,5 mil. Quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, reivindicam 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100,00. O salário-base inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942,00. Da Agência Brasil.
Tempo de leitura: < 1minutoFuncionários do Hospital São José decidem entrar em greve.
Os funcionários do Hospital São José, da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, decidiram entrar em greve a partir da próxima terça-feira, 14. A decisão foi tomada durante assembleia realizada ontem, 10, e se deve aos constantes atrasos de salário.
De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna e Região (Sintesi), Raimundo Santana, as conversas com a provedoria da Santa Casa não tiveram evolução, o que levou os trabalhadores a deflagrar a greve na próxima terça.
Santana disse que o sindicato buscou até mesmo a mediação da Delegacia Regional do Trabalho, mas não houve resultado. Uma ação obrigou a Santa Casa ilheense a celebrar acordo para quitação de salários. “Entretanto, a instituição não tem honrado as decisões”, afirma.
A Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (Andes), principal entidade representativa dos professores de instituições federais de ensino, divulgou hoje (26) comunicado oficial rejeitando a nova proposta do Ministério do Planejamento.
De acordo com o sindicato, o texto foi encaminhado às universidades de todo o país, a fim de embasar assembleias que acontecerão entre hoje e segunda-feira (30). Nos encontros, será votado o posicionamento de cada instituição sobre o fim ou continuidade da greve dos docentes, que já dura 71 dias.
O comando nacional de greve da Andes reuniu-se ontem ainda pela manhã para debater a proposta do governo, e as discussões se estenderam até a madrugada de hoje. O documento afirma que as alterações nos percentuais de aumento apresentadas pelo Planejamento “foram dirigidas às situações que demonstravam maior perda de valor real até 2015”, mas que, mesmo assim, “a maioria dos docentes terá valor real reduzido nos seus salários”. Informações da Agência Brasil.
O governo precisa dispor de mais esforços. Independente do fim da greve, a lição de casa é aprender como lidar com uma greve que começou com um objetivo de classe e é transformada numa disputa pelo comando do sindicato.
No dia 16 de julho, a APLB Sindicato de Jacobina anunciou o final da greve no município. Da mesma maneira de dezenas de municípios, não aderiu, portanto, a continuidade do movimento grevista, a exemplo da capital baiana. Com isso, a paralisação perdeu força e diminui os espaços de pressão no estado. O enfoque, contudo, hoje, não é a continuidade ou não da greve. Não é o mérito ou não da greve. Não é, principalmente, a força ou não da greve. O enfoque é o limite da greve, o sentido da greve, não apenas para os professores, mas, especialmente, para a população.
A população reconhece o mérito da greve dos professores. Aliás, qualquer reivindicação da categoria é encarada de maneira positiva pela população. A educação é e será – permanentemente – um fator de reivindicação encarado de maneira legítima e indelével pelas pessoas. Portanto, não é o mérito da greve dos professores que é avaliado. Não seria justo.
Só que não é possível convencer a sociedade de uma luta – por intermédio do uso da greve – apenas sob o olhar dos professores. A greve é um instrumento de manifestação pública construído pela classe trabalhadora. Sendo assim, possui domínio de toda a classe trabalhadora.
Isso significa que o bom ou o mau uso da greve por professores, médicos, jornalistas ou operários, influencia positivamente ou negativamente em toda e qualquer manifestação que faça uso deste instrumento de disputa da sociedade. A greve dos professores da rede estadual de ensino, portanto, é de todos nós. Para o bem ou para o mal, a greve dos professores é de toda a classe trabalhadora.
Mas, se a greve dos professores é de todos nós, a continuidade ou não dela também é de responsabilidade de todos nós. É uma decisão de todos nós. Estudantes, motoristas, cozinheiros, comerciantes, todos nós. Nós devemos estabelecer o limite da greve. E, o limite da greve, não é – simplesmente – o limite do professor. Não é até quando o professor aguenta viver sem salário, sem dinheiro, sem alimento. O limite da greve é o limite da população.
Recentemente, a Bahia viveu a greve da PM. Esta greve não terminou simplesmente porque os policiais militares resolveram descruzar os braços. A greve cessou porque a população resolveu encerrar o apoio dela.
Todo sindicalista reconhece a frase: “Um passo em frente, dois passos atrás”. Isso representa a hora de avançar e recuar. Avançar com a aprovação de 10% do PIB para a educação, aprovado com 100%. Avançar com a criação de universidades federais na Bahia, tendo como protagonista da expansão universitária no país um governo petista, bem como, avançar com o aumento do piso salarial dos professores no Brasil.
Mas é preciso recuar também quando rotulam (e nós deixamos) o uso da greve como uma válvula de escape esquerdista, por mais justa que seja. O parâmetro da greve não está no caráter dela. Por princípio, toda greve é justa. Infelizmente, uma parcela significativa da sociedade encara toda e qualquer manifestação grevista como o império da baderna. Alguns veículos de comunicação, por sinal, classificaram a Bahia como “A república sindical, a república da greve”. Ou seja: demonizam o uso da greve e satanizam os sindicatos, confrontando os trabalhadores contra outros trabalhadores. Este é o jogo traiçoeiro da oposição.
Mas é preciso deixar claro também que o limite da greve não é o limite do orçamento do governo. O fato de ter sido eleito e composto majoritariamente por trabalhadores requer deste governo mais disposição para dialogar, mais vontade política para equacionar o orçamento segundo o anseio da classe trabalhadora. Isso significa que o governo precisa dispor de mais esforços. Independente do fim da greve, a lição de casa é aprender como lidar com uma greve que começou com um objetivo de classe e é transformada numa disputa pelo comando do sindicato.
Os servidores da Saúde ameaçam entrar em greve na próxima terça, 10, caso a Prefeitura de Itabuna não faça pingar na conta bancária o salário de junho. Até ontem à noite, nada. A direção do Sindicato dos Servidores e Funcionários Municipais (Sindserv) critica os atrasos constantes na saúde.
Os servidores ensaiam grande protesto contra o prefeito Capitão Azevedo, tudo na tentativa de fazer com que se respeito, no mínimo, o prazo legal para quitar salário, o quinto dia útil de cada mês subsequente.
Os servidores da saúde em Itabuna ameaçam entrar em greve a partir das 7h de amanhã (13), caso a Prefeitura de Itabuna não pague o salário de fevereiro. Os atrasos de salário na Secretaria de Saúde de Itabuna são constantes e a categoria decidiu pela paralisação em assembleia realizada na frente da secretária, na rua Barão do Rio Branco, no Alto Mirante, hoje pela manhã.
A direção do Sindicato dos Servidores Municipais de Itabuna (Sindserv) foi recebida pelo secretário Geraldo Magela. Karla Lúcia, presidente do Sindserv, diz que só o pagamento abortará a greve de amanhã. A Pasta tem aproximadamente 2 mil funcionários, entre efetivos, contratados e comissionados.