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O sindicalista Jairo Araújo, liderança dos comerciários no sul da Bahia, prefere não levar em conta as pesquisas divulgadas nos últimos dias. Ontem, o Ibope dava 14 pontos de vantagem para Dilma Rousseff (PT) e o Datafolha de hoje revela um diferença parecida em relação a José Serra – uma frente de 12 pontos. E explica a descrença:
– Pra mim, há uma massa de eleitores que ainda está entre um e outro.
Jairo tem preferência por Dilma e participa de mobilizações para atrair mais votos para a petista. Há pouco, estava na praça Adami, centro de Itabuna, participando de um bandeiraço. Para ele, é essa massa “volátil” que decidirá se teremos um presidente ou uma presidenta.

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O título da nota poderia ser “o Burro e a Formiga”, com o primeiro personagem representando, naturalmente, a estupidez, e o segundo, a fragilidade, a incapacidade de vencer uma força que se impõe a tudo no governo do prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo.
A história tem a ver com a sucessão de calotes que resultaram no fechamento do Restaurante do Povo. Segundo o site Cia da Notícia, há tempos o secretário da Ação Social, José Formigli Rebouças, vinha reclamando ao secretário da Fazenda, Carlos Burgos, dos atrasos de pagamento. E este, como de praxe, fazendo ouvidos de mercador.
A situação de desabastecimento chegou a tal ponto, que a coordenação do Restaurante passou a utilizar o “pinga-pinga” de R$ 2,00 deixado pelos clientes para comprar alimentos em Sacolões. Era uma compra irregular, pois esse dinheiro deveria ser depositado em uma conta do município, mas foi o jeito para dar uma sobrevida ao estabelecimento.
Não deu mais. A burrice, como tem frequentemente ocorrido neste governo, venceu.

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Pelo menos seis vereadores da Câmara de Itabuna estão sendo fortemente pressionados para dar uma virada de mesa e impedir que o primeiro-secretário Roberto de Souza (PR) assuma a presidência da casa a partir de janeiro. Quem ousa esboçar alguma independência é imediatamente enquadrado e colocado em seu devido lugar, como aconteceu esta semana com o vereador Raimundo Pólvora (PPS).
Pólvora deixou escapar, nos bastidores, que não participaria da operação para detonar o colega Roberto de Souza. A demonstração de rebeldia foi fulminada em uma conversa no gabinete do prefeito, no qual estavam presentes a toda-poderosa secretária Joelma Reis e o vereador Ruy Machado (PRP).
Durante o diálogo (na verdade, foi mais um monólogo), Pólvora foi advertido de que o futuro de suas demandas perante o Executivo está intimamente relacionado à sua atuação no combate a Roberto de Souza.
Pólvora tinha 11 indicados no governo, os quais foram exonerados no início de setembro. Desde então, ele tenta se recompor com o prefeito Azevedo, que estaria submetendo o vereador a uma espécie de “período de experiência”. Tipo assim: “se fizer tudo que o chefe mandar, os bezerrinhos voltarão a mamar…”.

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Daniel Thame

Quando ainda nem se falava em responsabilidade social, Manoel Chaves financiou através de suas empresas cursos de nível superior para funcionários e seus filhos

Num de seus mais belos poemas, Carlos Drummond de Andrade, ao relembrar a cidade de sua infância, escreveu, num misto de saudade e melancolia, que Itabira era apenas um retrato amarelado na parede.
Em Itabuna, cidade que não tem entre suas virtudes preservar a memória de personagens que foram protagonistas de sua história, um de seus maiores empreendedores tornou-se um retrato abandonado num corredor obscuro.
Manoel Chaves foi um empreendedor no sentido exato da palavra. A partir de um pequeno negócio, à custa de muito trabalho e com visão de futuro, montou um império que se estendeu pelos ramos de produção, comercialização e industrialização de cacau, setor imobiliário, comércio, construção civil e telecomunicações.
Manoel Chaves, numa época em que muitos transformavam as riquezas do cacau em apartamentos de luxo em Salvador, Rio de Janeiro e na Europa, investiu na modernização de uma cidade que ele adotou como sua. Plantou prédios, lojas, indústrias e semeou desenvolvimento.
Quando ainda nem se falava em responsabilidade social, Manoel Chaves financiou através de suas empresas cursos de nível superior para funcionários e seus filhos e ofereceu-lhes condições para que pudessem melhorar de vida, apoiou artistas de muito talento e poucos recursos, manteve creches e colaborou com instituições beneficentes. Além disso, concedia aos colaboradores de suas empresas vantagens que iam além das leis trabalhistas. Tudo isso sem fazer alarde ou marketing pessoal.
Manoel Chaves é, seguramente, um dos principais personagens de Itabuna nesse seu primeiro século de vida. Se algum reconhecimento público ganhou, foi o nome de uma avenida no bairro São Caetano, que muitos ainda chamam pelo nome anterior, presidente Kennedy.
Merecia mais, muito mais.
Não o teve em vida porque sempre foi uma figura discreta, de mais ação e menos exposição.
Não o tem depois que faleceu, pela falta de memória da cidade.
Gente como Manoel Chaves, e também Firmino Alves, José Soares Pinheiro, JJ Seabra e outros personagens marcantes de Itabuna, deveriam merecer bustos em praças públicas, darem nome a escolas e serem lembrados às novas gerações como exemplos para uma cidade que, a despeito de todas as crises por que passou e passa, é capaz de se redescobrir e dar a volta por cima, justamente por conta dessa chama empreendedora, dessa força atávica de superar desafios.
Uma chama que Manoel Chaves simbolizou como poucos.
Manoel Chaves não merece ser apenas um retrato amarelado na parede da memória itabunense.
E, menos ainda, ser um retrato abandonado num corredor de um dos prédios que ele construiu como mostra a foto que ilustra esse texto.
Daniel Thame é jornalista, blogueiro e autor do livro Vassoura.

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Esta avenida fez parte do "pacote de obras" entregue por Azevedo em julho

Na falta do que incluir no recheio do “pacote de obras” do centenário de Itabuna, festejado no mês de julho, o governo municipal deu uma de esperto e inaugurou obras inconclusas, como a revitalização da Avenida Pedro Jorge.
Há três meses, a via que liga os bairros São Pedro e São Caetano foi apresentada ao cidadão como obra pronta e acabada. Mas é só passar por lá que se vê como a realidade é diferente da ficção governista.
Um trecho da avenida com 1 quilômetro de extensão permanece praticamente intransitável e as obras estão há muito tempo paralisadas. Mas o cidadão-leitor-eleitor-contribuinte não duvide de que o “campo de guerra” seja novamente relacionado na lista de “inaugurações” do governo Azevedo, no centésimo-primeiro aniversário de Itabuna.
Haja óleo de peroba!

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Enquanto pode, Loiola usa e abusa da caneta

Enquanto parte dos vereadores opera para destituir Clóvis Loiola (PPS) da presidência da Câmara, ele segue promovendo mudanças na casa, dando sequência a um processo que começou com as exonerações do diretor Administrativo, Alisson Cerqueira, e do chefe do Setor de Recursos Humanos, Kleber Ferreira.
Agora, o presidente anuncia – por meio de edital – que fará licitação para contratar uma nova empresa para a prestação de serviços na área de publicidade. Editais com os respectivos anexos do processo licitatório estão na Secretaria Parlamentar, à disposição dos interessados.
O que é estranho, porém, é o curtíssimo prazo para a apresentação de propostas, já que a abertura dos envelopes está programada para o próximo dia 3 de novembro, após o feriado de Finados. Coincidentemente, no mesmo dia a CEI que apura irregularidades na Câmara deverá apresentar seu relatório. E é provável que o documento inclua Loiola entre os envolvidos nos malfeitos.

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A Câmara de Vereadores de Itabuna abriu o prazo para a apresentação de emendas ao anteprojeto da Lei Orçamentária Anual de 2011. As sugestões poderão ser protocoladas na Secretaria Parlamentar, a partir desta quinta-feira, 28, até o dia 21 de novembro. Além de vereadores, entidades e também os cidadãos têm direito de apresentar emendas à proposta do orçamento.
Uma audiência pública para discutir a matéria foi programada para o próximo dia 11, a partir das 15 horas, no plenário da casa.

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O Sindicato dos Servidores Públicos de Itabuna (Sindserv) realizará uma manhã de protestos nesta quinta-feira, 28, a partir das 10 horas. A mobilização será na Praça Adami, centro da cidade, e a entidade pretende denunciar os “abusos que vêm sendo cometidos pelo governo municipal contra os servidores”. Na lista de reclamações, constam os baixos salários e o não-pagamento de horas extras, adicionais e comissões.
A Prefeitura também é acusada de descumprir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em maio com o Ministério Público do Trabalho, que previa a regularização dos pagamentos de salários no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães.

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Um grupo de pessoas que trabalharam na campanha do deputado federal eleito Félix Jr. em Itabuna, com intermediação de “Paulo Manchinha”, irmão do ex-prefeito de Itapé, Urbano Santos, reclama de que até hoje não recebeu o prometido pagamento. As tentativas de obter a contraprestação pelo esforço dedicado foram muitas, porém todas infrutíferas.
Uma das vítimas diz, ironizando, que o dinheiro que Félix lhe deve foi “amarrado no rabo da piaba”.

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O prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, decretou ponto facultativo para esta segunda-feira, 1º, quando somente irão funcionar os serviços essenciais. A folga, no entanto, não deverá ser tranquila para muitos secretários e ocupantes de outros cargos de confiança no governo.
Informações de bastidores dão conta de que nem todos “sobreviverão” ao Dia de Finados. Logo em seguida, quando estiverem resolvidas as incertezas eleitorais, virá – montada em uma tartaruga manca – a esperada reforma administrativa de Azevedo.

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Não está nada fácil a vida do relator da Comissão Especial de Inquérito que apura “mandraquismos” cometidos com o dinheiro público na Câmara de Vereadores de Itabuna. Segundo informações obtidas pelo Pimenta, o vereador Claudevane Leite, o “Vane” (PT) vem sofrendo assédio dos mais intensos para produzir um relatório “ao gosto do freguês”. Para agradar preferências, foi solicitada a exclusão de determinados “ingredientes”, desde que se mantenha o essencial para não descaracterizar a boa e velha pizza italiana.
Vane, que é evangélico, tem duas opções: pode juntar as mãos para fazer uma providencial oração, ou usá-las para preparar a massa. É esperar para ver.

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O presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna, Clóvis Loiola, salvou-se do pedido de afastamento que seria apresentado contra ele na tarde desta terça-feira, 26, no plenário do legislativo municipal. Seriam necessários oito votos para tirar o vereador do comando da casa e a alegação dos que apoiaram o requerimento era a de que Loiola vem cometendo uma série de desmandos.
Entendem seus algozes que não se pode, sequer, desassociar Loiola como alvo das denúncias de corrupção que ele mesmo fez, provocando um verdadeiro terremoto político em Itabuna. As acusações levaram à formação de uma Comissão Especial de Inquérito, cujo parecer fica pronto nesta sexta-feira, 29, conforme compromisso assumido pelo relator Claudevane Leite (PT).
Quem evitou a votação do pedido de afastamento de Loiola foi o vereador Solon Pinheiro (PSDB), que na “hora H” teria sentido a chamada “caruara”. Sendo assim, a falta de “cloro” (como Loiola se refere a quorum) mais uma vez salvou o presidente do legislativo.

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A caótica situação do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, não se reflete apenas na falta de insumos básicos para o atendimento aos pacientes, mas também na ausência de outros requisitos mínimos para que aquela instituição funcione com decência.
Exemplo: o hospital está sem água potável para os funcionários (pacientes e acompanhantes, então…) e quem tiver sede por lá é obrigado a comprar água mineral. O desrespeito é denunciado pelos servidores e certamente será mencionado na audiência pública programada para esta terça-feira, 26, a partir das 18 horas, no plenário da Câmara de Vereadores.
A reunião vai debater a proposta de estadualização do Hblem. Foram convidados representantes da Prefeitura de Itabuna, Governo do Estado e de mais de 120 municípios que mandam pacientes para o Base.

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O relator da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura irregularidades na Câmara de Vereadores de Itabuna, Claudevane Leite (PT), promete concluir esta semana  o seu parecer sobre o caso. A CEI foi instalada a partir de denúncias do vereador Clóvis Loiola, presidente do legislativo municipal, que apontou a existência de um esquema montado para desviar recursos públicos.
Segundo Vane, como o vereador é conhecido, o relatório será concluído até o dia 30 (sábado). No primeiro dia útil após esta data (provavelmente quarta-feira, 3 de novembro, já que na véspera do feriado de Finados as repartições públicas não deverão abrir), a CEI pretende encaminhar suas conclusões ao Ministério Público e ao Tribunal de Costas dos Municípios.
O relator não adianta detalhes sobre o conteúdo de seu parecer, mas afirma que ele aponta indícios de irregularidades e “desvios de conduta”.