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Wenceslau Júnior iniciou a carreira política no final dos anos 80, como integrante do movimento estudantil. Foi dirigente do DCE da Uesc e da União da Juventude Socialista. Aos 40 anos, o membro do PCdoB já está em seu terceiro mandato na Câmara de Itabuna e é um dos pré-candidatos do partidão a deputado estadual.

Num bate-papo com o Pimenta, o vereador analisa as possibilidades de vir a ser o primeiro comunista a representar o sul da Bahia na Assembleia Legislativa. Ele também analisa as mudanças sofridas pelo PCdoB para se manter no jogo político e comenta sobre a postura maleável que adotou no relacionamento com o governo Azevedo.

Segundo o entrevistado, o prefeito de Itabuna é melhor do que seu antecessor no quesito diálogo, mas deixa a desejar quando o assunto é a gestão do município. O vereador observa ainda que Itabuna e região estão prestes a receber um volumoso pacote de investimentos, mas o governo está “dormindo”.

Confira os principais trechos da conversa:

Você tem uma relação próxima com o governo do DEM e recentemente o jornalista Eduardo Anunciação afirmou que você tem cargos no governo. Isso é verdade?
Assim que surgiu essa notícia, eu liguei para o jornalista Eduardo Anunciação, que é uma pessoa a que eu respeito muito, e disse que a fonte dele era furada e mentirosa. Eu aceito qualquer tipo de crítica, desde que tenha fundamento. Disse a ele, e repeti no plenário, que rasgaria meu diploma de vereador e renunciaria ao mandato se aparecesse qualquer pessoa indicada por mim para trabalhar na Prefeitura de Itabuna.

Mas você tem um bom relacionamento com o governo…
Não tenho nenhum cargo e tenho independência. As pessoas estão acostumadas a um tratamento hostil quando se está em partidos opostos, mas eu costumo dizer que Lula e o governador Jaques Wagner mudaram essa história ao propor uma relação chamada republicana. Durante a campanha eleitoral, você se posiciona e apresenta seus projetos à população e pós-eleição a gente tem que buscar não só fazer as críticas à gestão da qual discordamos do ponto de vista ideológico, mas também procurar dar algum tipo de contribuição à população que nos elegeu.

Como assim?
 Quero dizer que eu tenho a independência suficiente para fazer os embates que considerar justos e necessários e, ao mesmo tempo, condição de ajudar a cidade de Itabuna, não o prefeito Azevedo. Em todos os embates ocorridos na Câmara de Vereadores durante a atual gestão, eu estive do lado da oposição, como foi no episódio da nomeação da Juliana Burgos (procuradora do município), na luta pela convocação dos concursados, na luta pela redução do número de parcelas nos convênios para aquisição da patrulha mecânica, na luta contra a política nefasta da Emasa contra os consumidores, que é uma política de espoliação, combinada com a prestação de um serviço de péssima qualidade, assim como denunciei e continuo denunciando as mazelas do serviço de saúde de Itabuna. Tenho uma posição de tranquilidade e muita independência.

O que mudou no Wenceslau vereador do período em que o prefeito era Fernando Gomes, na comparação com o atual mandato?
O tratamento que o prefeito Fernando Gomes tinha com a Câmara de Vereadores, sem nenhum tipo de resposta nem diálogo, isso criou uma intransigência do ponto de vista da relação entre os dois poderes. Hoje a gente pode dizer que há uma mudança. O governo tem seus equívocos, mas está aberto ao diálogo e há um respeito maior.

Em todos os embates ocorridos na Câmara de Vereadores durante a atual gestão, eu estive do lado da oposição.

 

O atual governo é melhor que o anterior?
 Do ponto de vista da relação e do diálogo, com certeza.

E do ponto de vista da gestão?
Aí o governo deixa muito a desejar. É um governo que não conseguiu se organizar, se planejar para preparar a cidade. Já falei diretamente ao prefeito em algumas oportunidades que Itabuna precisa se preparar para o que está vindo aí. Não estão se dando conta, ainda estão dormindo. Itabuna, Ilhéus e região vão receber milhares de pessoas nos próximos cinco, dez anos, em razão dos investimentos.  Diga-se de passagem que pela primeira vez em trinta anos, governo federal e governo estadual se unem na região, que esteve esse tempo todo abandonada pelo carlismo e pelos governos neoliberais de Fernando Henrique e outros presidentes que antecederam a Lula. A região vai entrar num processo de ebulição econômica, com mais de R$ 25 bilhões em investimentos, e as cidades não estão se planejando para isso, infelizmente.

Os prefeitos alegam falta de recursos para gerir os municípios. Como você vê esse argumento?
Essa é uma realidade, mas não apenas nos municípios. O próprio governo federal e o governo Wagner em determinado momento enfrentaram dificuldades em razão da queda na arrecadação. Os municípios também sofreram e vêm sofrendo, porque não houve ainda a recuperação da arrecadação. Creio que isso deva melhorar até o final desse ano e em 2011. Mas é nessa situação que as pessoas que estão à frente das prefeituras devem demonstrar capacidade de gerenciamento. Se você tem menos recursos, você deve enxugar mais em determinadas áreas, precisa planejar melhor e otimizar os recursos, que são escassos. É uma vergonha Itabuna estar até hoje em situação irregular no Cauc (Cadastro Único de Convênios o Governo Federal) devido a problemas de gestões anteriores, e não sei por que razão, o governo não entra com uma medida judicial. Não sei se é por algum pacto com Fernando Gomes, que não entra com uma ação contra esse ex-gestor, responsabilizando-o e limpando o nome do município, que perde investimentos devido à inadimplência.

Quanto o município tem perdido?
Para você ter uma ideia, eu consegui viabilizar um convênio para o projeto Segundo Tempo em Itabuna, para atender 2.500 crianças e adolescentes. Na hora de assinar o convênio, cadê as certidões negativas? Não tinha, e infelizmente a Secretaria de Esporte perdeu a oportunidade de trazer um investimento como esse, sobretudo num momento de crise da violência entre os jovens. Itabuna foi apontada como uma das cidades com maior vulnerabilidade juvenil à violência.

Não podemos esquecer que o PCdoB correu o risco de desaparecer.

 

Como você analisa que em meio a toda essa crise a Prefeitura gaste quase meio milhão de reais na contratação de artistas caros para comemorar o centenário do município?
Cada governo tem a sua concepção e uma das razões para eu não indicar pessoas para compor esse governo é essa forma que o prefeito tem de gerir a cidade . Quando assumiu a gestão, Azevedo fez um carnaval em plena crise de dengue, que matou pessoas em Itabuna. Um governo que tem responsabilidade deveria suspender a festa e investir os recursos que seriam gastos nela para atacar o problema da dengue. Em seguida, ele quis organizar um São João, o que não ocorreu graças às reações do Ministério Público e da Câmara de Vereadores. Agora, se fala em crise, mas se investe uma quantidade razoável de recursos para comemorar o centenário. Poderia realizar atividades mais culturais, de resgate da memória. Está chegando o centenário e Itabuna não tem um museu, não tem nada que resgate a memória da construção dessa cidade.

Mas o governo quer festa.
Tem muita coisa mais importante do que fazer festa. Comemoração a gente faz quando se está bem, com saúde, mas a cidade em crise, com várias dificuldades, eu não vejo muita coisa para se comemorar.

A Câmara de Vereadores pretende se posicionar com relação a isso?
Eu penso em convocar a comissão organizadora para ir até a Câmara de Vereadores, até porque não se tem muita publicidade acerca do que vai ser feito. Queremos que eles apresentem a programação, para que possamos sugerir, ajudar de alguma forma a melhorar a imagem de Itabuna.

A atual composição da Câmara é melhor que a anterior?
Na verdade, cada composição do legislativo tem as suas características. Hoje nós temos jovens vereadores que estão iniciando o mandato e já se destacando em algumas ações, como a defesa dos direitos do consumidor, apresentação de projetos, articulação com as associações de moradores. Vejo que efetivamente a Câmara vem tendo um desempenho razoável. Claro que nós perdemos quadros como Luís Sena, Acilino, Edson Dantas, César Brandão e outros que acabaram deixando de estar presentes na legislatura, mas há novos vereadores que estão dando o seu recado.

O PCdoB se abriu a políticos de diversas origens, inclusive provenientes da direita. O que mudou nos comunistas?
O nosso partido tem essa tradição de ser um partido de militância, que busca a formação ideológica de seus militantes, mas nós estamos vivendo um período diferenciado. Em 1985, o PCdoB retornou à legalidade; em 1988, foi promulgada a nova Constituição Federal… E de lá para cá o Brasil vem vivendo um processo constante de ampliação do espaço democrático. O partido tomou essa decisão de se abrir mais, desde que as pessoas que vierem tenham ficha limpa. Aqueles que se adequarem à linha partidária vão permanecer e outros, até mesmo que se elegeram, podem não continuar, caso haja incompatibilidade da forma de gestão com as ideias que o partido defende. Não podemos esquecer que o PCdoB correu o risco de desaparecer, de se encolher a ponto de não participar do jogo atual da política. 

O senhor acredita que o PCdoB poderá eleger de três a quatro deputados estaduais. Como ficam suas expectativas de eleição nesse contexto?
Eu acho que aqui no sul da Bahia é a primeira vez que nós vislumbramos uma possibilidade concreta de eleição. Sempre tivemos candidaturas, desde 1994. Até 2002, nós disputamos num campo adverso, pois o carlismo controlava o Estado. Era uma situação desfavorável. Em 2006, a gente consolida o projeto Lula, vira o quadro na Bahia e o PCdoB cresce. Aqui na região sul, nós temos quatro prefeituras dirigidas pelo PCdoB, temos três vice-prefeitos, uns 35 vereadores. E o partido fez todo esse avanço na área institucional sem descuidar da sua marca principal, que é o movimento social. Consolidamos a CTB, retomamos a luta e a organização da juventude, com a UJS no movimento estudantil universitário, estamos buscando retomar a organização do movimento estudantil secundarista e estamos presentes no movimento sindical. Temos, além disso,  conseguido apoios fora do PCdoB, fazendo as alianças políticas necessárias para colocar nossa pré-candidatura num patamar de viabilidade. Estamos amealhando apoios fora do sul da Bahia, de modo que com certeza dessa vez o PCdoB tem uma chance muito grande de ter um deputado do sul da Bahia na Assembleia Legislativa.

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O presidente da CDL de Itabuna, Jorge Braga, concedia entrevista a um programa da TV Santa Cruz e comemorava as vendas do Dia dos Namorados, apesar dos transtornos causados pelas obras na avenida do Cinquentenário e a crise econômica.

O PIB brasileiro cresceu 9% no primeiro trimestre e o baiano, 9,5%. Onde está a crise falada pelo dirigente?

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As cidades de Ilhéus e Itabuna podem se dar muito bem, caso a emenda do senador Pedro Simon (PMDB), que redistribui os royalties do petróleo, seja sancionada pelo presidente Lula. A proposta aprovada ontem pelo Senado terá que voltar à Câmara dos Deputados e ainda corre o risco de ser vetada pelo governo.

Se virar lei, o projeto garantirá a Itabuna, por exemplo, um incremento de R$ 6.686.800,00 nas receitas no ano que vem. Ilhéus recheia o cofre com mais R$ 6.616.312,00.

A emenda de Simon prevê que a União faça o ressarcimento das perdas dos estados produtores (Rio de Janeiro e Espírito Santo). O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), já disse que Lula veta…

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A Comissão de Licitação da prefeitura de Itabuna foi colocada na parede. Em 21 de maio, o município publicou edital de carta-convite para contratar serviços de buffet para a Secretaria Municipal de Saúde. Quem se interessou, compareceu à sala da comissão para requerer cópia do edital. Informou-se que a carta-convite 001/2010 havia sido cancelada, e o edital não poderia ser liberado por isso.

A surpresa se deu dias depois. A empresa Poliana Brito apareceu no Diário Oficial Eletrônico como “vencedora” da carta-convite até então “cancelada”. O contrato é de R$ 25.610,00 para “fornecimento de coffee break”. A vencedora, aliás, não teve concorrentes.

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O prefeito Capitão Azevedo participou de um programa de rádio, o Bom dia, Bahia (Nacional), e disse que seria suspeito atribuir nota ao seu governo. Deixou a tarefa aos eleitores, cidadãos itabunenses.

O Pimenta abre espaço, então, para que os nobres itabunenses deem nota à gestão democrata em Tabocas.

Nossa enquete está disponível no lado direito da home. Pense bem na nota e dê um clique na enquete.

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A TV Cabrália/Record News divulgou trechos das imagens que revelam o taxista Antônio Souza Santos, 63, beijando a boca de uma criança de quatro anos, numa loja de conveniência. O taxista foi preso preventivamente, por ordem da juíza da 1ª Vara Crime, Antônia Marina Faleiros. As imagens foram captadas pelo sistema de segurança do posto onde funciona a loja de conveniência, próximo à estação rodoviária de Itabuna. “Tonho Taxista” foi preso ainda na sua residência, no centro da cidade.

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Jai, o irreverente: "vai um chapeuzinho aí?" (Foto Pimenta).

Os ambulantes da avenida do Cinquentenário e praça Adami usam o bom humor para fisgar o cliente e faturar bem vendendo camisa, chapéu, bandeiras e adereços com as cores do Brasil nestes tempos de Copa do Mundo 2010. Há quem se fantasie todo e não se acanhe em levar à cabeça o chapéu “Corninho Brasileiro”, tudo em nome das boas vendas.

Jailson Souza Santos tem 34 anos, 15 deles como ambulante. Na praça Adami, ele montou a “Barraquinha da Alegria”, onde o torcedor pode encontrá-lo usando aquele chapeuzinho com as indefectíveis “pontinhas”… O chapéu, ele diz, é o mais procurado. Colocar o “chifrinho” na cabeça tem preço. Custa R$ 15,00.

E quem mais procura pelo produto, digamos, ‘tinhoso’?

– Rapaz, as meninas não resistem. Compram mermo, pra dar de presente aos namorados (ops!).

Para os menos encucados, tudo não passa de uma bela brincadeira, irreverência. Vale tudo para torcer pelo Brasil sem elevar a tensão. Outro adereço que vende bem é o “quepe da Anamara”, uma reprodução em verde e amarelo do objeto bastante usado pela ex-policial e ex-Big Brother. R$ 10,00, a peça.

Deleon e a camisa 10, de Messi (Foto Pimenta).

“Jai” não tem do que se queixar no quesito vendas. As obras na avenida do Cinquentenário lhe favorecem. Os clientes fogem da “bagunça” na avenida e “caem” na barraquinha de Jai ou na do “argentino” Deleon Pereira de Araújo.

Deleon é fanático. Ele resiste a usar o chapeuzinho “chifronho”, mas não larga a camisa 10… Não, não é a de Kaká. É a 10 de Messi, da Argentina, melhor do mundo em 2009 e concorrente a melhor da Copa 2010.

Jai, o colega de praça, ainda com o “chapéu chifre” na cabeça, se nega a posar ao lado de Deleon. “É um traíra”, diz, com ar sério. Deleon leva na brincadeira. Diz que é flamenguista (ou flamengo, né, Ousarme?) e vai torcer pela Argentina porque se sentiu traído pelo técnico Dunga. “Ele só levou Kaká”, reclama. Deleon fazia coro por nomes como Ganso, Neymar, Ronaldinho Gaúcho, Adriano…

"Pierrô" vende entre 20 e 30 bandeirinhas (Foto Pimenta).

Lá na praça Adami, o ninho dos ambulantes, o torcedor pode encontrar ainda camisas “oficiosas” a R$ 40,00 ou R$ 50,00. “São réplicas das originais”, se diverte o brincalhão “Jai”. E para deixar a ‘carenagem’ no clima da Copa, o torcedor pode levar óculos nas cores do Brasil a R$ 5,00. “É só de brinquedo”.

Lembra da bagunçada Cinquentenário? Há quem ainda fature trabalhando em meio ao vai-e-vem de operários. Ainda fisga alguns clientes. “Tá melhorando um pouco”, comemora o “pierrô” Marcos José Santos, que vende bandeirinhas do Brasil. “Uma é três, duas fica por cinco reais”. Vende uma média de 20 a 30 bandeirinhas por dia. Não tem do que se queixar. Vai torcer feliz e com uns trocados no bolso.

Terça-feira, às 15h30min, o Brasil estreia na Copa. Enfrentará a Coreia do Norte, em Johanesburgo. Um bom resultado lá significa boas vendas para Jai, Marcos…

E Deleon? Esse torce pela Argentina, que estreia amanhã, contra a Nigéria, às 11h. Será que a preferência tem a ver com o desejo de ver o astro e técnico Maradona nu, hermano?

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A prefeitura de Itabuna sofreu novo bloqueio em suas contas. A “mordida” de hoje atingiu o valor de aproximadamente R$ 1,5 milhão, devidos ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A prefeitura havia negociado dívida com a previdência. Até honrava, mas deixou de repassar as contribuições de 2009, que eram descontadas do trabalhador e não repassadas ao INSS, a chamada apropriação indébita.

Desde março, foram bloqueados cerca de R$ 9,5 milhões do município. As sucessivas mordidas nas contas municipais são atribuídas a uma barbeiragem jurídica da Procuradoria-Geral do Município. Entretanto, há quem prefira ver nos bloqueios uma certa “perseguição a Itabuna”. Abre o olho, Capitão.

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A polícia prendeu o taxista Antônio Souza Santos, o Tonho Taxista, flagrado beijando na boca de uma criança de quatro anos. As cenas de pedofilia foram captadas pelo sistema de TV da loja de conveniência dos pais da vítima. “Tonho” atua na praça da estação rodoviária de Itabuna e era conhecido da família da criança.

A prisão foi decretada pela juíza da 1ª Vara Crime, Antônia Marina Faleiros, após analisar pedido da polícia. O acusado foi preso em casa, na rua Quintino Bocaiuva, no centro de Itabuna. O taxista ameaça se matar.

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Entrevistado há pouco pelo radialista Ederivaldo Benedito, no programa Bom Dia Bahia (Rádio Nacional de Itabuna), o prefeito José Nilton Azevedo recusou-se a dar nota à sua própria administração. Benedito mencionou três políticos petistas que avaliaram o prefeito: Geraldo Simões lhe deu nota 4, Josias Gomes foi generoso e aplicou um 8, enquanto Miralva Moitinho carimbou 3 sem dó.

Azevedo, por sua vez, saiu pela tangente e disse que o legitimado para fazer tal avaliação é o povo. “Eu seria suspeito, assim como são os que me avaliaram”, desconversou.

Ex-bancário, o secretário de Assuntos Governamentais e Comunicação, Ramiro Aquino, fez rapidamente sua continha e disse que Azevedo estava aprovado por média. “4+3+8 dá 15, que dividido por 3 é igual a 5 e com essa nota o prefeito passa”, brincou Aquino, o homem que calculava.

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Considerado – pelo menos pelo prefeito de Itabuna – como membro da bancada governista, o vereador Gerson Nascimento (PV) subiu o tom das críticas contra a gestão municipal. Nesta quarta-feira, 9, ele condenou as obras das avenidas do Cinquentenário e Pedro Jorge, afirmando que o Capitão Azevedo “não trabalha com planejamento adequado”.

O membro do PV fez observações acerca do novo piso que está sendo utilizado para a construção dos passeios da Cinquentenário, cuja qualidade também é contestada pela Caixa Econômica Federal. Para Nascimento, por ser “de encaixe”, o piso trará dificuldades para a locomoção de deficientes visuais e mulheres com determinado tipo de calçado.

Sobre a Pedro Jorge, o vereador atacou a obra de saneamento, a “menina dos olhos” de Azevedo. Nascimento considera a intervenção equivocada, por não ter se preocupado com o destino do esgoto. “Os dejetos serão lançados sem tratamento no Rio Cachoeira, o que é mais um presente de grego para o nosso rio”, lamentou.

Na segunda-feira, 7, o prefeito convidou vereadores para visitar as duas obras e Nascimento se recusou a fazer parte do tour.

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Os serviços de limpeza pública e saneamento básico também foram temas da crítica feita ontem (09) pelo vereador do PV, Gerson Nascimento, contra o governo itabunense. Segundo Nascimento, “a limpeza é cara e não vai bem”. Ele lembrou ainda que Itabuna não possui aterro sanitário e “o lixo é despejado em qualquer lugar”.

“Em pleno século XXI, quando a sociedade discute intensamente os temas ambientais, vemos com tristeza essa situação em Itabuna”, afirmou, lamentando também a falta de tratamento do esgoto lançado no Rio Cachoeira. Atualmente, a cidade de quase 220 mil habitantes lança quase 100% de seus dejetos “in natura” no rio.

Para o vereador, “é um absurdo que a população pague a taxa de esgoto e este serviço não seja realizado”.

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Luandson, a criança assassinada, e Alisson atendido pelo Samu após espera de 1 hora (Foto Xilindró Web).

A polícia ainda não identificou os três homens que executaram Luandson Passos Reis, 10 anos, no início da tarde desta quarta-feira, 9, no bairro Pedro Jerônimo, em Itabuna. O trio de bandidos visava Alisson Santos de Oliveira, 22, que levou tiros nas costas e no abdome.

O crime aconteceu na rua São Paulo, onde morava a criança que acabava de sair de casa para, segundo a família, “comprar sal”. Os homens chegaram fortemente armados e dispararam em Alisson e em Luandson.

Testemunhas dizem que os marginais efetuaram os disparos mesmo com Luandson inerte, no chão, após o primeiro tiro. Logo em seguida, os bandidos fugiram em um Volkswagen Polo.

O trio levou o veículo para a estrada Itabuna-Ibicaraí (BR-415). Nas proximidades de Ferradas, os bandidos tocaram fogo no carro e fugiram em duas motos, de acordo com testemunhas. Com informações do blog Xilindró Web.

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Os telefones do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) estão mudinhos desde o final de semana, gerando grandes transtornos. O hospital deixou de ‘adoçar’ a boca da Embratel. A dívida não é revelada. As principais vítimas são pacientes que precisam ser transferidos para outros hospitais, pois o Hblem não tem como enviar à central de regulação do Estado a solicitação de vaga, principalmente em Salvador.

Essas solicitações são enviadas por fax. Como a conta não foi paga, nem telefone nem internet funcionam no hospital itabunense. As famílias dos pacientes são obrigadas a ‘se virar nos trinta’, enviando faz a partir de empresas ou de suas próprias residências. É a saúde itabunense.

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A 7ª Diretoria Regional de Saúde (Dires) inaugurou nova sede da assistência farmacêutica em Itabuna. O setor, que passa a funcionar na antiga Unidade de Pronto Atendimento Valdenor Cordeiro, atende pacientes com diversas enfermidades, geralmente crônicas e progressivas. A maioria dos pacientes é formada por pessoas idosas, portadoras de doenças como como Mal de Alzheimer e de Parkinson, osteoporose, artrite e glaucoma.

O serviço especializado da Assistência Farmacêutica, anteriormente conhecido como programa de medicamentos de alto custo, é uma estratégia do Ministério da Saúde para facilitar à população acesso a medicamentos seguros e eficazes.

Segundo o diretor da 7ª Dires, João Marcos de Lima, mais de mil pacientes estão cadastrados no programa, que realiza uma média de 30 atendimentos por dia. É beneficiada não só a população de Itabuna, como também de municípios vizinhos.

Além do atendimento direto a pacientes, a Assistência Farmacêutica da 7ª Dires disponibiliza para as Secretarias Municipais de Saúde, medicamentos essenciais dos programas de Tuberculose e Hanseníase,  insulina e presta orientação aos municípios na estruturação de serviços.