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A OAB de Itabuna programou para a próxima sexta-feira, 23, a partir das 1830min, uma palestra com o tema “Propaganda/campanha eleitoral e causas de inelegibilidade”. O evento, que será realizado no auditório da FTC (Faculdade de Tecnologia e Ciências), terá como palestrante o advogado e ex-presidente da subseção da Ordem na Bahia, Dinailton Oliveira.
As inscrições para a palestra são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone 73.3613-1892 ou email itabuna@oab-ba.org.br. Os participantes terão direito a certificado.

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O advogado Andirlei Nascimento, presidente da subseção itabunense da OAB,está preocupado com as obras de revitalização da Avenida do Cinquentenário. Nesta manhã, em entrevista ao programa “Bom Dia Bahia” (Rádio Nacional de Itabuna), Nascimento declarou que o projeto não atentou para as limitações de mobilidade dos portadores de deficiência.

“Vamos sugerir adequações e, se não formos atendidos, o caminho será adotar as medidas judiciais cabíveis”, alertou o presidente da OAB.

É mais uma dor de cabeça para o Capitão…

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Peluso cassou a palavra do presidente da OAB e levantou a ira dos advogados

Quase uma semana após entrevero entre o presidente do STF, Cezar Peluso, e  o da OAB, Ophir Cavalcanti, a seccional baiana da Ordem emitiu nota de solidariedade ao representante maior da advocacia nacional.

Cavalcanti teve sua palavra cassada por Peluso durante uma sessão plenária do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do qual o magistrado também é presidente. O dirigente da OAB quis falar após o voto do relator, o que Cavalcanti viu como tentativa de ferir os princípios do contraditório e do devido processo legal. Após o mau-estar, o STF aprovou acórdão referendando o posicionamento do presidente.

Para a OAB baiana, o ato de Peluso foi “descortês”.  Em nota, a entidade manifestou que o presidente do Supremo deve “manter a mesma reciprocidade de consideração e respeito dispensados pelos advogados à magistratura brasileira”.

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Itabunenses levaram pleito à desembargadora Telma Brito

O projeto do novo fórum de Itabuna está orçado em R$ 7 milhões e a verba que o Tribunal de Justiça tem em seu orçamento deste ano para investimentos em infra-estrutura é de apenas R$ 3,5 milhões. Diante da limitação de ordem financeira, a presidente do TJ, desembargadora Telma Brito, recomenda a busca de alternativas para viablizar a nova sede do judiciário itabunense.

A desembargadora recebeu nesta manhã uma comissão formada pelo presidente da subseção local da OAB, Andirlei Nascimento, o prefeito Capitão Azevedo, seis vereadores e o superintendente regional do DNIT, Saulo Pontes. O órgão federal já disponibilizou um terreno de 8 mil metros quadrados para o fórum, doação que deverá ser oficializada em breve.

Ainda com essa “mãozona” do DNIT, talvez seja necessário outros reforços. A possibilidade de uma parceria com órgão público ou privado foi cogitada durante a audiência. Outra possibilidade é de que o fórum seja construído em módulos, para que a obra se encaixe no orçamento do TJ.

O que animou os participantes da audiência foi a boa vontade da presidente em buscar uma solução e seu posicionamento de que o novo fórum de Itabuna é prioridade. O mesmo projeto já vem sendo discutido há cinco presidências do Tribunal e nunca foi tão grande a esperança de que finalmente vire realidade.

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Uma comitiva liderada pelo presidente da OAB/Itabuna, Andirlei Nascimento, e o prefeito José Nilton Azevedo encontra-se na sede do Tribunal de Justiça da Bahia, para audiência com a presidente daquela corte, desembargadora Telma Brito. Também estão presentes o superintendente regional do DNIT, Saulo Pontes, que ofereceu área para a construção do novo fórum de Itabuna, e um grupo de vereadores.

Os vereadores se integraram à comitiva já em Salvador, uma vez que preferiram não utilizar o ônibus fretado pela Prefeitura para a viagem. Enquanto os representantes do município e da OAB acordaram de madrugada e pegaram a BR-101 às 4 da manhã, os nobres edis optaram por viajar de avião. Representam o legislativo na audiência os vereadores Clóvis Loiola, Ricardo Bacelar, Roberto de Souza, Solon Pinheiro e Claudevane Leite.

Bem que os vereadores poderiam poupar o já depreciado duodécimo, evitando o gasto com passagens e diárias. No “buzu” de Azevedo, eles viajariam de graça.

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Foi adiada para esta sexa-feira (07), às 11 horas, a audiência que os representantes da OAB/Itabuna terão em Salvador com a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Telma Brito. Os advogados irão tratar sobre os encaminhamentos para que o judiciário receba a doação de uma área do DNIT, no bairro São Caetano, onde deverá ser construído o novo Fórum de Itabuna.

A partir de entendimentos com  a OAB, o superintendente regional do DNIT, Saulo Pontes, informou sobre a viabilidade da doação. A falta de uma área para instalar o fórum vinha sendo um impedimento ao projeto. Juízes da comarca estiveram com a presidente do TJB  na semana passada para discutir o mesmo assunto.

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Há forte “ruído” no relacionamento entre a subseção itabunense da OAB e o judiciário local. Sem pedir reservas, o advogado Andirlei Nascimento, presidente da Ordem, afirma que Itabuna tem a justiça mais infame da Bahia. E o Estado, como se sabe, possui o judiciário com a pior avaliação no País.

Nesta terça-feira(04), em entrevista na rádio Nacional (programa Bom Dia Bahia), o juiz da 4ª Vara Cível, Waldir Viana, tentou, mas não conseguiu evitar a polêmica com o advogado.

Confrontado com a avaliação desconcertante sobre a atuação dos juízes da comarca, Viana pediu que o presidente da OAB apresentasse as estatísticas e recomendou cuidado para não se falar”sem conhecimento de causa”.

O clima não é dos melhores, tanto que começa a existir divisão até mesmo onde se deveria exclusivamente somar.  A OAB manteve entendimentos com o DNIT, envolvendo a doação de uma área para a construção do novo fórum de Itabuna. E havia marcado para esta quinta-feira (06) visita à presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Telma Brito, com o objetivo de discutir o assunto e obter o aval para tocar o projeto.

Com a visível intenção de evitar que os advogados continuassem “sozinhos na foto”, um grupo de magistrados partiu rumo a Salvador na semana passada e antecipou o encontro com a presidente do TJB. Telma Brito recebeu o pessoal da toga, teceu loas à proposta, determinou a realização de novas etapas para que ela seja concretizada e a OAB não apareceu na foto nem como papagaio de pirata.

Fogo nas vaidades! Para a comunidade, o melhor seria que as duas instituições aparassem suas arestas e harmonizassem suas estratégias para dar a Itabuna um judiciário célere e que não continue oferecendo a pior das injustiças, que é a justiça tardia.

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Burgos: decisão é administrativa (Pedro Augusto).

Atingido por uma medida da juíza da 2ª Vara Crime de Itabuna, Cláudia Panetta, o secretário da Fazenda de Itabuna, Carlos Burgos, disse que continuará advogando, independente da proibição da magistrada.

Ao repórter Fábio Luciano, do Pimenta, o secretário observou tratar-se “de uma decisão administrativa, da juíza”, mas que continuará advogando no caso do cafetão Jeferson Cabral, o Jefinho, “naturalmente”. Jeferson matou a ex-namorada Camila Vieira Santos, num motel de Itabuna (relembre aqui).

O secretário foi perguntado ainda se obteve, nessa questão, apoio da subseção da OAB-Itabuna. Ele voltou a enfatizar que se tratava de uma decisão administrativa da magistrada e complementou afirmou que não foi procurado por nenhum dos dirigentes da Ordem dos Advogados.

A questão que envolve Burgos é controversa. Há quase 10 anos, a OAB do Espírito Santo havia proibido Carlos Burgos de advogar. O hoje secretário conseguiu reverter a decisão. A juíza itabunense entendeu que, como secretário municipal, ele está proibido de exercer a profissão. No entendimento de alguns juristas, a atuação de Burgos só estaria vedada em questões relacionadas ao município.

Confira a decisão da juíza Cláudia Paneta (clique aqui).

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A subseção itabunense da OAB promove palestra nesta quarta-feira, 28, dentro da proposta de facilitar a constante atualização dos profissionais do direito. Com início previsto para as 19 horas, no salão nobre do Fórum Ruy Barbosa, a palestra vai abordar o tema “O regime de bens no casamento e sua repercussão no direito sucessório”.

Quem fala é o advogado Antônio Carlos Macedo, professor de Direito Civil na Uesc.

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Caso deem certo as articulações para que o DNIT ceda uma área ao Tribunal de Justiça da Bahia, visando à construção do novo Fórum de Itabuna, haverá outra movimentação, esta com o objetivo de mudar a denominação da sede do judiciário local.

Em vez de Ruy Barbosa, a “Águia de Haia”, a placa de inauguração traria no alto o nome do juiz Paulo Pontes de Souza, falecido no início da década de 80.

O magistrado teve atuação destacada em Itabuna e, além disso, a homenagem seria também uma forma de agradecer ao superintendente regional do DNIT, Saulo Pontes de Souza, filho do homem.

A ideia é do presidente da OAB, Andirlei Nascimento.

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O advogado Andirlei Nascimento, presidente da subseção da OAB de Itabuna, acaba de entrar em contato com o Pimenta, informando sobre uma vitória histórica que pode estar sendo conquistada pelo judiciário local.

Após a “novela” em torno da doação de uma área à margem da Avenida Princesa Isabel, no bairro Banco Raso, para a construção da nova sede do Fórum, finalmente surge uma esperança de solução.

Como se sabe, o Tribunal de Justiça exigia que a área destinada à construção do fórum estivesse livre de qualquer impedimento, o que não era o caso do terreno da Princesa Isabel. Este é objeto de litígio entre a Prefeitura e a fámília Kaufmann, o que acabou por inviabilizar a execução do projeto.

Buscando um outro caminho, Andirlei Nascimento manteve contato recentemente com o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Saulo Pontes de Souza. O objetivo: conseguir a doação de uma área que o órgão federal tem próximo à Prefeitura, ao lado da atual sede da Justiça do Trabalho.

As conversas avançaram e Nascimento convidou juízes da comarca local para uma reunião neste final de semana com outros membros da diretoria da OAB e o próprio Saulo Pontes.  No encontro, foi assinado protocolo de intenção para que o terreno de 8 mil metros quadrados seja transferido para o Tribunal de Justiça.

REUNIÃO NO TJB

“Todos consideraram a proposta muito boa e eu quero aqui ressaltar as qualidades do superintendente do DNIT, que é um grande itabunense”, elogia o presidente da OAB. Saulo Pontes se comprometeu a cuidar de todos os trâmites legais para a doação, que fica a depender agora exclusivamente do aceite do Tribunal de Justiça.

O presidente da OAB afirma que até no máximo o dia 20 deste mês pretende se reunir com a desembargadora Telma Brito, presidente do tribunal, para tratar do assunto. Nascimento ressalta que a construção do novo fórum irá mudar a história do judiciário local. “Poderemos ampliar o nosso número de juízes de 11 para 22, cumprindo o que determina a lei de organização judiciária”, ressalta.

A situação do Fórum Ruy Barbosa é caótica. Faltam espaços para os serventuários e juízes, comprometendo o próprio atendimento aos cidadãos.

Atualmente, por exemplo, a Vara da Infância e da Adolescência, além de alguns cartórios, funcionam em um imóvel alugado, ao custo de R$ 180 mil por ano. Apesar de cara, a estrutura é considerada imprópria, sendo alvo de muitas queixas tanto de serventuários como dos cidadãos que recorrem aos serviços ali prestados.

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Nem todo advogado terá o gostinho do escolher os presidentes de subseção e da OAB/Bahia em urna eletrônica.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/BA) concordou em fornecer as engenhocas, mas ‘racionou’ a coisa. Com isso, a votação através de urna eletrônica ocorrerá em apenas 16 das subseções da OAB em todo o estado. Nas outras 15, o voto será em cédula impressa, à moda antiga.

Em tempo: as eleições ‘gerais’ na OAB, que também escolhem os membros do Conselho Federal, estão marcadas para o dia 25 de novembro.

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O advogado Andirlei Nascimento deu entrevista há pouco ao programa Cacá Ferreira, na Rádio Nacional. Foi-lhe perguntado sobre a divisão da família Burgos na eleição para subseção itabunense da OAB. Segundo informações que circularam na semana passada, o pai Carlos Burgos estaria apoiando Rafle Salume, enquanto a filha Juliana defende Nascimento para a sucessão de Oduvaldo Carvalho.

Quem garante ter o apoio de Carlos Burgos é o próprio Salume, que o mencionou em release dirigido à imprensa.

Nascimento se mostra surpreso. “Carlos Burgos é um grande amigo e foi, inclusive, um incentivador da minha candidatura. Eu desconheço que ele esteja apoiando outro nome”, afirmou o advogado.

Fica a dúvida se há realmente aquela divisão ou se Rafle Salume decidiu inflar o seu leque de apoios, no afã de demonstrar força.

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Na Prefeitura, eles estão juntinhos, coladinhos um ao outro e às respectivas cadeiras (a “Cola Sarney” ajuda), mas na eleição para a nova diretoria da OAB de Itabuna Carlos Burgos e a filha Juliana apoiam candidatos diferentes.

Juliana  está com Andirlei Nascimento e, em nível estadual, escolheu votar em Dinailton Oliveira, ex-presidente da seccional baiana. O pai apoia Rafle Salume em Itabuna e deve ficar com o atual presidente Saul Quadros, na OAB/BA.

Viva a democracia!

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O Pimenta conversou esta semana com o advogado e ex-presidente da OAB baiana, Dinailton Oliveira, e abordou temas polêmicos, como as denúncias que o atual presidente da Ordem, Saul Quadros, faz ao “ex”.

O advogado, que é candidato a um novo mandato na OAB, afirma que, ao contrário do que dizem seus adversários, deixou a entidade com dinheiro em caixa. Segundo o ex-presidente, a atual gestão peca pela falta de transparência (“hoje está tudo muito obscuro”, ele diz) e pela omissão no que diz respeito à defesa dos advogados e da sociedade.

Oliveira, que chegou a ser pré-candidato a prefeito de Itabuna em 2008, pelo PDT, assegurou que está “aposentado” da política partidária, mas revelou que, como cidadão, está mais afinado com a banda pedetista que se aliou ao governador Jaques Wagner.

Confira os principais trechos dessa conversa, logo abaixo:

Pimenta na Muqueca – O senhor classifica a atual gestão da seccional baiana da OAB como omissa. Em que a sua atuação como presidente da Ordem diferiu da atual?

Dinailton Oliveira – Eu acredito que todos os advogados já perceberam a atuação das duas gestões. Uma na qual eles se orgulhavam de pertencer aos quadros da Ordem. Era uma Ordem atuante, não só na defesa das suas prerrogativas, mas também na defesa do exercício da cidadania. Nós promovemos várias ações e, inclusive, fomos a primeira seccional a criar uma comissão de defesa dos direitos dos afrodescendentes, que agora o Conselho Federal da OAB também implantou. Foi um grande trabalho e até no Carnaval de Salvador a Ordem estava presente, combatendo a violência policial. Tivemos uma atuação marcante na defesa da cidadania. Entramos com várias ações, por exemplo, contra o aumento nos planos de saúde, contra a transposição do Rio São Francisco, que foi a última que o governo conseguiu derrubar. Entramos também com várias ações civis públicas em defesa do meio ambiente.

E hoje, como está?

Observe que, regimentalmente, o presidente da Ordem tem que ser o presidente da Comissão de Direitos Humanos. No entanto, o atual presidente é presidente da Comissão de Meio Ambiente porque ele tem uma parceria com os grandes empresários que não permite que qualquer outro colega possa entrar em alguma defesa em situações de agressão ao meio ambiente. É uma coisa absurda. E é ainda mais absurdo que essa gestão seja totalmente omissa na defesa das nossas prerrogativas e não tenha nenhuma ação que possa ajudar a quem está chegando na advocacia a desenvolver suas atividades. A cada dia que passa, há uma dificuldade tremenda para que os novos advogados sejam inseridos no mercado de trabalho.

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Essa gestão (da OAB) representa uma diminuta fatia da advocacia, que se beneficia do status quo vigente.

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O que torna tão difícil a vida dos novos profissionais da advocacia?

Nós tivemos um aumento muito grande no número de advogados nos últimos anos e isso criou uma distorção aqui na Bahia com o surgimento dos chamados mega-escritórios. Hoje nós temos dois deles em Salvador, que asfixiam a advocacia da Bahia. Não pela competência, mas pela influência que exercem no poder judiciário do nosso Estado. Isso é uma distorção porque, nos mega-escritórios, os sócios se tornam empresários da advocacia e alguns deles não passam de meros assalariados, com salários baixíssimos. Eu tenho dito que isso é uma negação da advocacia, que deve ser sempre independente, livre e altiva. Há uma responsabilidade direta da Ordem em corrigir essas distorções.

Há quantos advogados em atividade no Estado?

Hoje nós temos quase 30 mil advogados inscritos na Bahia e estamos passando por um momento de grande dificuldade, porque não existe uma ação enérgica para modificar esse quadro da justiça. Nós promovemos aquela luta, denominada “Justiça pra Valer”, e conseguimos como resultado um convênio entre o Conselho Nacional de Justiça e os três poderes da Bahia, para que em 180 dias os técnicos do CNJ fizessem o levantamento das necessidades e, após isso, as carências seriam sanadas. Pois a primeira coisa que eles (a atual gestão da OAB baiana) fizeram quando entraram foi pedir o arquivamento dessa representação, o que fez cair por terra o nosso convênio. Essa gestão representa uma diminuta fatia da advocacia, que se beneficia do status quo vigente. O que nós queremos é modificar para que a Ordem represente a maioria dos advogados e também atenda aos anseios da sociedade, que constantemente necessita de uma instituição com a credibilidade que nós temos para defender as suas questões mais agudas.

A OAB é omissa?

A Ordem é omissa em tudo. Esse índice de violência aí, parte dele se deve ao fato de termos uma justiça engessada. Um promotor de justiça de Ipiaú chegou a declarar que aqui na Bahia não existe justiça. A que se tem aí presente é a justiça contra o pobre, para deixá-lo mofando nas cadeias públicas. É preciso que nós advogados, que temos uma responsabilidade social muito grande, promovamos o combate a isso.

Não seria importante o surgimento de um nome novo para disputar a presidência da Ordem?

Eu lhe confesso que não gostaria, nesse momento, de ser candidato. Fiquei três anos calado, esperando o surgimento de alguém que viesse se contrapor a tudo isso, mas como não surgiu ninguém, os colegas me convocaram e eu aceitei. Já disse que na nossa nova gestão teremos uma missão, que vai ser estimular os colegas  a participar mais da política institucional. Certamente, com esse estímulo surgirão pessoas outras para dar continuidade à democratização que vamos imprimir no seio da Ordem dos Advogados.

Como o senhor avalia a postura da OAB naquele episódio da denúncia de venda de sentenças no Tribunal de Justiça da Bahia, em que alguns advogados chegaram a ser presos?
Com certeza, e eu apontei essa situação com a maior propriedade porque a nossa gestão foi a que mais suspendeu advogados. Eu digo isso até com tristeza, mas foram advogados que não trilharam pelo caminho da ética. Naquele caso em especial, eu critiquei a posição da Ordem porque se falava que eles (os advogados) estavam sendo presos por envolvimento na compra e venda de sentenças. Ora, a compra e venda é um contrato bilateral e se alguém comprou é porque outro vendeu. E ali nós tivemos só advogados acusados de comprar sentença e não saiu nenhum nome de juiz ou desembargador que tenha vendido sentença. Aquilo foi um absurdo e a Ordem se omitiu. Sua única manifestação foi dizer que estava abrindo um processo administrativo para suspender previamente aqueles advogados. Como a gente costuma dizer no interior, “nesse mato tem coelho” porque todo mundo se calou: o poder judiciário e a Ordem.

Qual foi o resultado disso?

Nove advogados foram presos e tiveram sua imagem arranhada. Soube que alguns desses colegas estão passando privações. O fato é que não houve continuidade nas apurações e a Ordem não se posicionou, o que é um absurdo.

Em que situação financeira o senhor deixou a OAB, uma vez que o atual presidente diz que herdou um débito de R$ 600 mil?
Olha, isso não é verdadeiro. Eles têm uma auditoria da época em que eu entrei, referente à gestão anterior à minha. Eu os desafio a mostrar essa auditoria e a que eles fizeram sobre a minha gestão. Nós deixamos a Ordem, do ponto de vista administrativo e financeiro, numa situação muito melhor do que encontramos. Nós tivemos, inclusive, que fazer uma suplementação a um convênio que eles tinham feito, de 30 de novembro (de 2006) a 31 de março (de 2007), ou seja, de um período posterior à derrota deles nas eleições.Era um convênio de R$ 500 mil e, de 30 de novembro a 31 de dezembro, eles gastaram R$ 496 mil. Só deixaram R$ 4 mil para que eu cobrisse o convênio de janeiro até março. Foi isso que eles deixaram para mim, além de uma farra de contratações de pessoal na Ordem.

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Ao longo dos anos, este órgão (Ipraj) sempre serviu como cabide para a cúpula do Tribunal colocar lá seus parentes e afilhados.

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O acusam de ter tido vários títulos protestados na OAB.

É verdade quando eles falam que tivemos títulos protestados no primeiro ano, mas no segundo ano já não tivemos nenhum título protestado. O primeiro ano foi por conta do reflexo do que eles me deixaram. Eles me deixaram de forma tal, que era para eu me desmoralizar do ponto de vista administrativo e financeiro, mas eu cuidei do dinheiro dos advogados e cuidei bem. Eu reverti tudo em serviço. Nós fizemos várias sedes com o dinheiro da seccional e não do Conselho Federal, como eles têm feito aí em Feira de Santana e outros. Fizemos várias reformas em sedes e diversas ações, nenhuma com o dinheiro do Conselho Federal. Ao contrário do que ele (Saul Quadros) diz, nós é que atingimos o superávit.

O que faltou, então?

O que nos faltou foi divulgar essa gestão administrativa e financeira. Eles disseram que eu cometi inúmeras irregularidades. Os advogados, conhecendo como conhecem o atual presidente, se por acaso eu tivesse cometido uma pequena irregularidade, eu teria uma ação contra. Fizemos uma excelente gestão administrativa e financeira e tenho certeza de que, nessa próxima, se os advogados nos derem novamente a honra, de que vamos fazer muito mais.

Como o senhor vê a decisão do CNJ de determinar o fechamento do Ipraj?

Eu tenho conhecimento de um parecer da Procuradoria, quando da criação do Ipraj há mais de vinte anos, pela inconstitucionalidade do órgão. Agora, o CNJ veio confirmar essa inconstitucionalidade, mandando acabar com o Ipraj. Ao longo dos anos, este órgão sempre serviu como cabide para a cúpula do Tribunal colocar lá seus parentes e afilhados. Veja que A Tarde publicou recentemente que são mais de 400 cargos comissionados e mais de 400 de Reda. São mais de 800 pessoas contratadas sem concurso público no Ipraj. Aquilo é a pontinha do iceberg do que hoje se constitui a justiça baiana.

E com relação ao tratamento que o Tribunal de Justiça dá às comarcas do interior, como o senhor o analisa? Só para lembrar,  há mais de um ano o presidente da subseção da OAB de Itabuna, Oduvaldo Carvalho, encaminhou algumas solicitações à presidente do TJB, Sílvia Zarif, e até hoje não obteve resposta.
Para mudar essa realidade da Bahia, é preciso fazer um movimento muito forte. Na nossa gestão, nós estávamos nesse caminho e fomos interrompidos. Veio a atual gestão, que ficou submissa a tudo. Não só em Itabuna, mas no interior quase todo e até mesmo na capital, você tem dificuldades quase intransponíveis para que o cidadão tenha acesso à justiça. Na região de Irecê,  há oito juízes para cuidar de 21 comarcas. Itabuna está no caos há muito tempo. Há quantos anos se reclama das precárias condições do fórum, número reduzido de magistrados e reduzidíssimo de serventuários? O que nós queremos é construir um Estado que proteja o cidadão. O Poder Judiciário, que é o último estágio ao qual o cidadão pode recorrer para ter assegurados os seus direitos, está nessa situação calamitosa e é necessário que todos nós , advogados ou não, nos mobilizemos para mudar essa realidade.

Qual a sua opinião sobre o crescimento do número de cursos de Direito na Bahia, notadamente em faculdades particulares?
Temos hoje 56 instituições particulares que possuem faculdade de Direito na Bahia. O que eu tenho a dizer a esse pessoal que está chegando é que não se preocupe, pois se corrigirmos as distorções que eu enumerei, é possível absorver todos tranquilamente. Em termos comparativos, o Rio Grande do Sul tem quase 3 milhões de habitantes a menos que o Estado da Bahia e lá, em 2006, havia 89 mil advogados inscritos.

O senhor continua no PDT?
Continuo apenas como filiado. Em toda a minha vida, eu só tinha sido filiado ao MDB, depois PMDB. No ano passado, entrei no PDT, assumindo a presidência do partido em Itabuna, mas já passei o bastão para o Sargento Raimundo (ex-vereador). Eu me filio para exercer meu papel de cidadão na comunidade, mas na política partidária eu encerrei minha carreira. Quero me dedicar apenas à advocacia e, daqui a algum tempo, quem sabe, só ensinar, escrever. Eu gostaria de, mais tarde, escrever livros sobre alguns temas jurídicos polêmicos. Também desejo voltar a morar em Itabuna, porque adoro essa cidade.

Dentro do PDT, o senhor se identifica mais com a corrente do hoje governista Alexandre Brust ou do geddelista Severiano Alves?
Como cidadão, confesso que, entre Wagner e Geddel, eu estaria com Wagner. Estou falando até o que não deveria como candidato a presidente da Ordem, mas como cidadão eu não posso me omitir.

Seu ingresso no PDT em 2008 foi fruto de um desejo real de se candidatar a prefeito de Itabuna ou uma estratégia para tirar o partido do raio de influência de Geraldo Simões?
Eu entrei no PDT porque vários colegas insistiam para que eu me tornasse candidato a prefeito de Itabuna. Lógico que eu, como gosto de Itabuna e sempre fui proativo na participação política, sempre achei que Itabuna mereceria um governante que reunisse alguns predicados. Itabuna já foi a segunda cidade do interior e hoje é a oitava. Isso me entristece. Eu não entrei no PDT para tirar do raio de influência de Geraldo, tanto que eu estive próximo de apoiar a candidata do PT. Só não seguiu esse caminho porque não foi esse o desejo da grande maioria dos nossos candidatos a vereador.