Jef Rodriguez se apresenta no Flié e na Casa Brasileira
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O MC Jef Rodriguez desembarca neste final de semana em Ilhéus, sua terra Natal, para dois shows. O primeiro será nesta sexta-feira (11), às 19h30min, no Colégio Estadual de Tempo Integral Professor Carlos Roberto Arléo Barbosa, localizado no antigo CSU, na Barra, zona norte da cidade, com entrada franca, durante o Festival Literário Estudantil do Litoral Sul (Flié).
Cantor e compositor da banda OQuadro e filho de Banco Central, Jef vai apresentar o repertório de seu primeiro álbum solo, Spiritual EP (ouça aqui).
CASA BRASILEIRA
O segundo encontro com o público ilheense está marcado para sábado (12), às 20h, na Casa Brasileira, espaço de eventos culturais situado na Rua David Maia, 182, próximo ao Aeroporto Jorge Amado, no Pontal. No Sarau Ritmo e Poesia, Jef dividirá o palco com Ize Duque (ouça o álbum autoral da artista grapiúna), DJ Lukas Horus e Natigrê. O ingresso custa R$ 40 e pode ser adquirido neste link.
Ricô reúne amigos em grande show no Dilazenze, hoje (4), às 20h
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O Dilazenze, em Ilhéus, recebe, hoje (4), a partir das 20h, a festa The Ricô Summer Experience. O músico Ricô, anfitrião da noite, receberá os DJs Màja, Múcio e Danley. Baixista d’OQuadro, Ricô também terá ao seu lado parte dos integrantes da banda, Rodrigo da Lua, Victor Santana (Orixáfricano), Jahgga, Jef Rodriguez e DJ Mangaio.
No seu trabalho solo, Ricô explora ritmos da World Music, com pegada MPB. Lançou, em 2023, o disco C’est La Vida, que reúne dez músicas autorais (confira matéria sobre – e ouça – o álbum).
Os ingressos da festa são limitados e estão no último lote, a R$ 36. Para garantir o seu, é só fazer um Pix para a chave 73 9 8835-8487, em nome de Fabiane Conceição Silva Ribeiro, e enviar o comprovante para o WhatsApp do mesmo número telefônico.
Sede do bloco afro homônimo e ligado ao Terreiro de Matamba Tombenci Neto, de Mãe Ilza, o Espaço Cultural Dilazenze fica na Avenida Brasil, nos Carilos, na Conquista.
Quando a letra de Missa do Rosário dos Pretos acaba, um saxofone entra em cena. Durante a execução dessa parte da música no show de pré-lançamento do álbum C’est la Vida, em Ilhéus, Ricô puxou um coro, e a plateia o acompanhou. Nesse momento, olhou para um amigo que assistia a tudo diante do palco, o professor e músico Wilfredo Lessa. A troca de olhares sinalizava que eles já esperavam a resposta do público ao ouvir a canção pela primeira vez. Para se ter ideia do nível de interlocução que mantêm, numa entrevista ao PIMENTA, Ricô chamou Wilfredo de guru.
Agora, com o disco disponível em todas as plataformas digitais, o site recorreu ao guru para discutir aspectos do primeiro álbum solo de Ricô, que é baixista da banda OQuadro e forma o duo Ziminino com Rafa Dias (RDD).
“Se você ouvir Fogos de Artifício para o Precipício à Vista, primeira composição de Ricô para OQuadro, os elementos que vão gerar esse atual momento dele já estão ali”, inicia Wilfredo Lessa. Para ele, com essa estreia, a banda expandiu sua linguagem musical a partir de um contraponto construtivo. “Tanto que a música virou um hino, todo mundo canta, os fãs d’OQuadro adoram”.
No seu amadurecimento, continua Wilfredo, Ricô traz a influência do trip hop inglês em diálogo com a música popular brasileira. “É uma onda mais ligada à MPB, mas também voltada para a modernidade, para Massive Attack, Portishead, Everything but the Girl, bandas que influenciaram a gente nos anos 90, 2000”.
Também ressalta a importância do contato especial que Ricô estabeleceu com a obra de Marcelo Yuka (1965-2019), com quem trabalhou no projeto F.U.R.T.O, criado pelo músico carioca após deixar O Rappa.
– Ele gravou os baixos do último disco de Yuka. É o nosso amigo que foi mais próximo a ele, quando morava no Rio. É muito significativo, porque, se você pensar n’O Rappa com Yuka compositor, as temáticas do disco de Ricardo também estão ali: um sentimento antissistema, de busca por justiça, integração com a negritude, com a nossa vontade diaspórica de poder, de ascensão, de mostrar que é possível. E um confronto com a violência, quando ele diz: “Só peço que não me mate, brother”.
ATABAQUES NO COMBATE
O álbum C’est la Vida manifesta uma espiritualidade que não fecha os olhos para “as questões de fogo” do Brasil e do mundo, aponta Wilfredo. “É um amadurecimento de uma geração que está buscando paz espiritual, mas não deixa de entender a vida social como luta, como um lugar de batalha, de combate contra a opressão”.
Para ilustrar seu raciocínio, o professor de inglês recorreu à expressão “atabaques no combate”, da música Intermitência, de Ziminimo. Segundo ele, essa é uma boa síntese de um movimento de espiritualização, de busca do autoconhecimento, que não se desconecta dos conflitos em marcha na sociedade.
Com rara habilidade para encadear referências sem perder o fio da meada, Wilfredo Lessa fez uma leitura psicossocial do show de pré-lançamento citado anteriormente. “Foi uma celebração. Para minha geração, pessoal dos anos 90, foi mágico, porque a gente sonhou ouvir Massive Attack, Portishead, com aquele tipo de sonoridade eletrônica e, ao mesmo tempo, visceralmente física, numa música que tivesse um valor espiritual”.
O som de Ricô, segundo Wilfredo, materializa o que, de alguma forma, já estava sendo concebido em meados dos anos 90, quando a cena ilheense ganhava bandas como Ruanda e, depois, OQuadro. Por isso, afirma, C’est la Vida é obra de coroação geracional.
“É a realização de um sonho da minha geração inteira, que alguém tivesse a capacidade de fazer aquele som e, claro, ter respaldo melódico, harmônio e de letra para dizer as coisas que a gente sente, para trazer essa angústia para fora. Uma das coisas mais importantes do trabalho de Ricardo é a maneira como ele lida com a angústia da pós-modernidade, com a maneira como nós estamos perdidos emocional e mentalmente dentro desse mundo de múltiplas escolhas”.
VOLTA AO BRASIL
Ricô mora na França com a família. Ele antecipou ao PIMENTA que desembarca em Ilhéus no dia 20 de novembro. Na volta ao País, o primeiro show confirmado será com Ziminino, no dia 5 de dezembro, no Rio de Janeiro. Para mais informações sobre a agenda, confira no Instagram (rico_thebass). O álbum C’est Vida pode ser ouvido em qualquer plataforma, a exemplo do canal do artista no YouTube.
Nego Freeza: mutimba é a celebração antes da luta || Fotos Silla Cadengue
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O MC Nego Freeza, d’OQuadro, acaba de lançar Mutimba, música em parceria com o DJ e produtor Fabiano K’boko, recifense radicado na Alemanha. Nesta conversa com o PIMENTA, Freeza fala do novo som e da relação que estabeleceu com a cultura do Recife, onde o artista de Ipiaú, no sul da Bahia, vive há sete anos.
A palavra mutimba, segundo Freeza, remete a uma manifestação moçambicana do período da revolução anticolonial (1964-1974), que encerrou quatro séculos de colonização portuguesa em Moçambique. “K’boko já tinha o beat e uma pesquisa sobre isso. Mutimba era a dança que os guerrilheiros faziam antes das batalhas, na época da luta pela independência de Moçambique”. Ao invés do aspecto bélico, a música enfatiza a celebração, conta o MC.
Na capital pernambucana, Freeza encontrou na discotecagem uma forma de se manter no universo da música. Desde 2018, é um dos DJs residentes da festa Estrela Negra, ao lado de Patrick Torquato, baiano de Paulo Afonso. A vida no Recife também o apresentou a outros modos de ser preto, diz o músico. “Perceber esse jeito peculiar de ser preto pernambucano é muito importante pra mim. É um outro jeito de olhar para a cultura que vem de África. É a diáspora com seu jeito próprio de se manifestar em Pernambuco”.
INDÚSTRIA CULTURAL E CULTURA POPULARFreeza: “a gente faz o caminho, mas é o orixá que dá linha”
Como essas particularidades se manifestam? “Por exemplo, nas religiões de matriz africana. Por mais que existam elementos parecidos, você percebe a diferença da Bahia. E tem a cultura popular. Pernambuco conseguiu manter a cultura nas ruas”, diz Freeza, tecendo crítica ao que chama de indústria do axé music. Segundo ele, a monocultura do axé, patrocinada por uma visão enviesada de política cultural, foi um rolo compressor sobre as manifestações populares da Bahia, inclusive no interior do estado.
– A gente tinha um Governo que só investia nesse gênero, e vários elementos da cultura popular foram se perdendo, porque não havia manutenção disso por parte dos administradores do Estado. Aqui em Pernambuco, percebo que há uma coisa da cultura popular que você olha e fala: porra! Isso é África. Sabe? As cores, o toque, o maracatu, caboclinho e o cavalo marinho têm muito de África. Para mim, estar aqui, vendo isso de perto e entendendo como funciona, é algo que agradeço ao orixá. Nada na vida é em vão. A gente faz os caminhos, mas é o orixá que dá linha -.
Outro elemento distintivo da cultura popular no Recife é a presença da poesia nas ruas, avalia Nego Freeza, relatando os encontros com o poeta Miró da Muribeca, ícone da arte urbana recifense falecido em julho de 2022, aos 61 anos. “No Mercado da Boa Vista, tive a oportunidade de conversar várias vezes com o saudoso poeta Miró, de ver o lançamento das poesias dele pra todo mundo. Você percebe que é algo da cultura local, não foi implantado ali, é natural”.
As andanças em Pernambuco também levaram o MC a experimentar outras facetas como artista. Na série Lama dos Dias, ele interpreta um DJ. A história tem como pano de fundo o início dos anos 1990 e, ainda que de forma indireta, retrata o caldo de cultura que daria origem ao Manguebit, diz Freeza, que também participou do documentário Filho de Todos os Santos. Mas, essa é outra história.
A Prefeitura de Ilhéus convidou a banda OQuadro para abrir o Viva Ilhéus 488 anos, no próximo dia 17, mas os compromissos dos integrantes do grupo, agendados com antecedência, não permitiram que o convite, feito a 9 dias da data pretendida, pudesse ser aceito.
O governo municipal fez o convite na última quarta-feira (8), um dia após o PIMENTA veicular entrevista em que o MC Jef Rodriguez, membro d’OQuadro, questionou a ausência da banda na programação da festa o que, segundo ele, é regra na relação do grupo com o poder público local, independentemente da gestão.
Há 25 anos na estrada, OQuadro tem currículo de peso. A banda ilheense tem três álbuns (OQuadro, Nêgo Roque e Preto Sem Açúcar) e traz na bagagem a experiência em grandes palcos, no Brasil e fora do país. Nos últimos 10 anos, todos os shows que fez na Terra Natal esgotaram a bilheteria. O lançamento do seu primeiro disco, em 2012, está no rol dos momentos grandiosos do Teatro Municipal de Ilhéus. Recentemente, o grupo emplacou a música Tá amarrado na trilha sonora da novela Segundo Sol (TV Globo) e na série animada Velozes e Furiosos (Netflix).
Sentado diante da câmera, o MC Jef Rodriguez, 43, tenta imaginar os motivos pelos quais, apesar desse currículo, a banda de que faz parte não foi convidada para tocar no Viva Ilhéus 488 anos, maior festa promovida pela Prefeitura de Ilhéus nos últimos anos, com programação de 25 a 28 de junho, aniversário da cidade.
De partida, diz que a falta de convite para as festas da cidade não é novidade, é regra, independentemente do governo da vez. “Eu não estou falando exclusivamente dessa gestão”, reforça, antes de insistir no questionamento da ausência recorrente. “Qual é a questão, mano? A gente ri de nervoso”, desabafa o músico, que procurou o PIMENTA para se manifestar sobre o assunto, o que o faz na entrevista a seguir. Assista e confira a resposta da Prefeitura ao final da publicação.
O QUE DIZ A PREFEITURA DE ILHÉUS
Ouvido pelo PIMENTA a respeito dos questionamentos do artista, o secretário de Cultura de Ilhéus, Geraldo Magela, disse que a manifestação causa estranhamento, pois apenas nesta terça (7), em decisão compartilhada com representantes de diversos setores da cultura, a pasta definiu a lista de artistas locais indicados para o Viva Ilhéus. Segundo o gestor, tanto o show solo de Jef quanto o da banda OQuadro foram indicados, mas a última palavra sobre as contratações cabe à Secretaria Municipal de Turismo, que ainda vai se manifestar sobre as indicações.
O show da Putorkestra! será o primeiro do Festival Ilhéus in Jazz, nesta Sexta-Feira Santa (15), a partir das 19h, na Praça Ruy Barbosa, Centro Histórico de Ilhéus. O PIMENTA conversou com o baterista Victor Santana e o saxofonista Zezo Maltez sobre a origem da banda e a missão de inaugurar o palco do evento, que também animará a noite deste sábado (16).
O grupo nasceu de modo despretensioso, relembra Victor. Numa sexta-feira, em setembro de 2021, ele e Zezo convidaram amigos para tocar no Delicious Pub, cervejaria da cidade. Victor sabia que o tecladista Daniel Tomy, após longa temporada em Minas Gerais, estava de volta a Ilhéus e o chamou para uma palinha. No embalo, Daniel convidou o baixista Ítalo Mendonça. O quarteto ganhou forma ali.
Naquela noite, quando o grupo fez um intervalo na apresentação, Victor se dirigiu a um dos espectadores e perguntou se havia gostado do som. “Porra! Uma puta orquestra, velho!”, respondeu o camarada, que, sem saber, batizava a banda recém-nascida.
“É UMA MISSÃO BOA”
O nascimento da Putorkestra! coincide com o período em que a eficácia das vacinas contra a Covid-19 permitiu maior flexibilização das medidas de distanciamento social. Com menos de seis meses, o grupo conquistou lugar cativo na Barrakítika, bar mais tradicional da boemia ilheense, onde se apresenta às terças, semanalmente. Também é figura fácil no Flow Burguer Bar e no Delicious Pub, novas casas da cena cultural sulbaiana.
A banda já desfruta de excelente aceitação, segundo Victor Santana, mesmo investindo em estilos que, hoje, não são os mais populares, como o jazz e a música instrumental brasileira. “Embora seja ainda um público no começo da formação, com poucos adeptos, por enquanto. É um tipo de arte que exige um pouco mais de atenção [do espectador]”, ressalva o baterista, que também é fundador da banda OQuadro.
Para Victor, os elementos definidores do jazz são liberdade, improvisação, não linearidade rítmica e interpretações singulares de uma música dançante. “Nada comercial”, resume.
– A gente prefere tocar uma parada mais underground pelo som e até pelo desafio à estrutura da música comercial. Divulgar um tipo de som mais diverso, não tão convencional assim. É uma missão boa. Sempre estive envolvido nisso, tocando como DJ, tocando rap com OQuadro, uma música mais diferente na época. Hoje em dia é comum, rap é pop, mas quando a gente começou era bem underground. É a mesma coisa com o jazz, né? Fico brincando, dizendo que o jazz vai ser o novo pop -.
Esse caminho, naturalmente, não é pioneiro, constata Victor. “Daniel [Tomy], por exemplo, com 13 anos, tinha banda com Mestre Sabará na bateria, com o pai dele, que é músico conhecido de São Paulo, Edmar Tomy”, diz, acrescentando que o baixista Ítalo Mendonça começou a carreira na banda Red Lion, de Ubaitaba.
COLHEITA NA NOITE
Na perspectiva de Zezo Maltez, a Putorkestra! é parte de um movimento de retomada da música instrumental na noite ilheense, que ganhou força nos últimos cinco anos. “A gente está colhendo o que vem plantando e regando ao longo desse tempo”, diz o saxofonista.
A pedido do PIMENTA, Zezo deu sua opinião sobre o impacto do Ilhéus in Jazz na cidade, com shows em praça pública, no meio de um feriado prolongado. “Tende a ser muito positivo, por conta da atividade cultural que vai ser promovida. Cultura, lazer, negócios, entretenimento. É uma cadeia muito interessante. Para a banda, é massa ver o reconhecimento do nosso trabalho pelo convite recebido e poder tocar em uma estrutura bacana”.
Confira trecho do show da Putorkestra! no Oxe, É Jazz, festival realizado em Itacaré no último final de semana.
PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL
Nesta sexta, além da Putorkestra!, o Festival Ilhéus in Jazz apresenta DJ Neto Nogueira e Adelmo Casé & Funk Machine. A primeira atração cultural do sábado (16), às 17h, será o espetáculo Vida de Circo, da companhia Circo da Lua. À noite, sobem ao palco Juvino Filho e Quarteto e Eric Assmar.
O projeto é uma realização da Gamboa, A4 Comunicação e AMB Bussiness’n Fun e tem patrocínio do Governo da Bahia, por meio da Bahiatursa, Prefeitura de Ilhéus e da cervejaria Devassa.
OQuadro lançou “Preto sem açúcar”, seu terceiro álbum, nos primeiros minutos desta sexta-feira (5). Produzido pela Isé Música Criativa, o disco já está disponível em todas as plataformas de streaming, além do canal da banda no Youtube.
A lista de participações especiais inclui Jorge Du Peixe, Ellen Oléria, Xênia França, Vanessa Melo, Russo Passapusso e outros nomes consagrados da música brasileira. BillyFat, expoente da nova geração do rap de Ilhéus, Terra Natal d’OQuadro, marca presença na faixa Campo Minado junto com o Cronista do Morro.
“Preto sem açúcar” ainda marca a volta do MC Rans Spectro – e sua lírica corrosiva – à linha de frente da banda. Ouça.
Ellen Oléria e Xênia França estão no terceiro álbum da banda criada em Ilhéus
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As cantoras e compositoras Ellen Oléria e Xênia França estão na lista de parcerias do terceiro álbum da banda OQuadro, que será lançado neste mês pela Isé Música Criativa. O PIMENTA confirmou as informações com o MC Jef Rodriguez, que não pôde dar mais detalhes sobre o novo disco do grupo criado em Ilhéus, no sul da Bahia, mas falou de Spiritual, EP que lançou em setembro (confira aqui).
O Mc Jef Rodriguez, da banda OQuadro, trabalha no seu primeiro álbum solo, um EP com seis músicas. A produção musical coube ao mago Rafa Dias.
O PIMENTA perguntou a Jef se o novo trabalho segue a linha do rap que consagrou a banda ilheense. “Rap na minha linha”, respondeu, escondendo o jogo antes de dar uma pista do que vem por aí. “É a primeira vez que as pessoas vão poder me conhecer como artista fora do OQuadro”.
Nascido em Banco Central, distrito localizado a 60 quilômetros do Centro de Ilhéus, Jef conta que está levando sua escrita e interpretação para um caminho que torna mais perceptível o seu traço artístico. “Ainda não sei falar muito sobre. Tem muita coisa a ser produzida ainda, mas tá sendo um desafio gostoso”, avalia.
Talvez pelo percurso acadêmico da filosofia às artes, áreas de conhecimento atravessadas por reflexões sobre a linguagem, Jef fala do trabalho de compor como um artesão do verso. “Há sempre um cuidado com a palavra, com o que é dito. A gente evita desperdiçar linhas falando besteira. Isso é uma característica nossa. É uma marca. Quando as pessoas esperam algo d’OQuadro, independentemente de ser um trabalho solo, é uma escola, OQuadro se tornou referência dessa canetada, dessa preocupação com as linhas. É um processo seletivo mesmo, artesanal”.
Para ele, mesmo em voo solo, as referências da banda apontam o caminho. “As temáticas podem ser diferentes, podem ir a um lugar muito mais particular e intimista da vivência pessoal, mas não perdem esse controle de qualidade. Não sei se é um controle de qualidade, mas é um processo respeitoso, digamos assim, com as poéticas possíveis. Então, o que você pode esperar é um trabalho cuidadoso. O quanto as pessoas podem gostar ou não a gente nunca sabe. Eu não gosto de criar expectativas nem posso dizer se é bom ou ruim. Só posso dizer que é algo feito com carinho e cuidado”.
Confira o teaser do álbum, que vai ser lançado em 2021 com selo da produtora Isé.
Não conhece OQuadro ou está com saudades da banda? Ouça Nêgo Roque, segundo álbum do grupo.
BaianaSystem pediu para adiar show, segundo produtora || Foto Divulgação O show da BaianaSystem e da Banda OQuadro em Ilhéus foi adiado. A apresentação estava programada para as 21 horas deste sábado (21), na Concha Acústica. A produção local informou que o adiamento foi solicitado pela banda. “A banda, por motivos de força maior, pediu para que o show fosse adiado para uma nova data a ser confirmada”, disse a Beto Produções ao Blog do Gusmão. A produtora orientou o público a devolver ingresso nos pontos de venda para que seja reembolsado ou guarde-o para quando o show for confirmado, porém ainda sem previsão de data. Nos perfis da BaianaSystem nas redes sociais, o show permanece na agenda, embora oficialmente cancelado.
BaianaSystem fará show pela primeira vez em Ilhéus || Foto Divulgação
Uma das maiores revelações da música brasileira nos últimos tempos, a Banda BaianaSystem se apresentará na Concha Acústica de Ilhéus, no dia 21 de abril, às 21 horas, reunindo convidados especialíssimos, as bandas OQuadro e Bad Maria. Será a primeira vez da BaianaSystem em Ilhéus.
O nome da banda é uma junção de “guitarra baiana” e “sound system”. De acordo com os membros da BS, a ideia inicial era a utilização de bases novas e conhecidas em que a guitarra pudesse assumir o papel de “canto” nesse sistema, dividindo e dialogando com a voz.
BaianaSystem foi grande sucesso não apenas no carnaval de Salvador. Em São Paulo, reuniu cerca de 100 mil pessoas no carnaval prolongado. Arrastou a multidão com as suas tradicionais rodinhas e um som novo e letras que marcam, como Alfazema, essa uma parceria com Nação Zumbi. O som tem levado multidões a shows em várias capitais brasileiras, como Porto Alegre (RS) e Belém (PA).
O som de BaianaSystem é mistura de África, Brasil e Caribe, com ritmos extraídos do Ijexá, Afoxé, Dancehall, Pagodão, Sambareggae, Cumbia, Chula, Dub, Cabula, Kuduro, Samba Duro, Cantiga de Roda e Eletrônica.
O show em Ilhéus reunirá três bandas com som que traz ferramentas digitais, na avaliação da organização. “O conceito moderno de música em movimento, envolve novas possibilidades sonoras para a guitarra baiana, instrumento criado em Salvador, nos idos de 1940 e que foi responsável pela criação do trio elétrico”, explica a organização do show.
Tempo de leitura: 2minutosArtistas e alunos interagem no campus Jorge Amado, em Itabuna (Foto Felipe de Paula).
As artes geram conhecimento ou lazer? Os estudantes do Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Artes da Universidade Federal do Sul da Bahia estão aprendendo qual é a resposta: os dois. O cotidiano do Campus Jorge Amado vem sendo tomado pelas artes. Na próxima terça à noite (4), Rans Spectro, vocalista da Banda OQuadro, estará presente no campus para um papo sobre Hip-hop: arte, território e identidade.
O Universarte surgiu como uma proposta dos estudantes para criar um espaço das artes dentro do campus. Os talentos da comunidade acadêmica se juntam a convidados para que, por meio da música, da poesia, do desenho, da interpretação, todos possam apreciar a arte feita no sul da Bahia, valorizá-la e desenvolvê-la.
Rans Spectro, d´OQuadro, bate papo na UFSB na terça (Foto Divulgação).
A professora Cynthia Santos Barra, coordenadora do BI em Artes no Campus Jorge Amado, acredita que esta iniciativa traz um imenso ganho, “tanto para o curso, que ganha um espaço de reafirmação de sua capacidade produtiva, criativa, quanto para a região, que vê sua arte sendo vivenciada, a princípio, no espaço acadêmico e, em seguida, nas ruas, praças e escolas das nossas cidades”.
A visita de Rans Spectro, da Banda OQuadro, faz parte de uma iniciativa do professor Felipe de Paula, como parte das atividades do componente Campo das Artes: saberes e práticas. “Como esse componente se destina a ser o primeiro contato dos graduandos em Artes com sua área de formação, pensei: por qual motivo não deveríamos debater alguns conteúdos do curso com artistas da região? Nessa lógica, já recebemos a poeta Daniela Galdino, os atores Ely Izidro e Márcia Mascarenhas e, agora, é a vez de Rans Spectro”, afirma o professor.
Com o tema Hip-hop: arte, território e identidade, Rans estará presente na turma de Campo das Artes falando sobre os modos que a arte do hip-hop dialoga com a identidade de um território, de suas vivências com OQuadro na relação com a constituição de uma arte universal que também não deixa de ser sul baiana.
O papo acontece na noite de terça, a partir das 19 horas. “Embora seja uma ação direcionada aos estudantes de artes, todos serão bem vindos para integrar forças na construção do conhecimento. A universidade, suas ações e saberes, são públicos”, afirma Felipe de Paula.
Tempo de leitura: < 1minutoOQuadro faz show em Itabuna no dia 8, n´O Bosque.
Cada vez mais consolidada entre os nomes mais relevantes do hip-hop e da música independente nacional, a banda OQuadro, após mais uma turnê na Europa, faz show em Itabuna, no espaço O Bosque, no próximo dia 08 de agosto.
Para o evento, o grupo ilheense traz a sua intensa musicalidade, letras sagazes e o peso do grave, que ajudaram a tornar bastante peculiar o seu som, e a conquistar fãs e admiradores em várias partes do Brasil – e do mundo.
Compõem a festa a banda itabunense Pastilhas, o projeto de música eletrônica Àttoxxa, e os seletores musicais do coletivo Afropangua.
Uma interessante alternativa de entretenimento para Itabuna e região, e que, com certeza, agitará a cidade.
Os ingressos custam R$ 20 e estão à venda a partir de sexta-feira (24), na Livraria Papirus (Ilhéus) e Lojas Backdoor (Itabuna e Ilhéus). O evento é uma realização da Isé Música Criativa e Target.
Tempo de leitura: 2minutosOs meninos d`OQuadro se apresentam em festival na Dinamarca (Foto Divulgação).
A banda ilheense OQuadro foi confirmada como uma das atrações do Roskilde Festival 2015, na Dinamarca. O evento também terá em sua programação o ex-beatle Paul McCartney e os rappers norte-americanos Pharell Williams e Kendrick Lamar.
Não será a primeira vez que banda baiana pisa em palcos internacionais. Em 2013, OQuadro circulou com duas turnês europeias, uma em maio, pelo projeto “Bass Culture Clash”, uma parceria entre a British Underground e a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), que propõe o intercâmbio entre artistas do Reino Unido e da Bahia. A outra experiência internacional foi em agosto daquele ano, tocando em festivais como Shamballa, Bestival e Number 6.
Além das turnês, a banda também integra os volumes 3 e 5 (faixa Tá amarrado) e volume 7 (Where I’m From) das coletâneas do Bahia Music Export, projeto da Secult que busca dar visibilidade à música contemporânea feita no estado para públicos e mercados de todas as partes do planeta.
Além de comemorar a estreia no Roskilde, a banda se prepara para lançar segundo álbum da carreira, ainda sem nome. O grupo é comandado pelos vocais de Jef Rodriguez, Rans e Freeza, pela percussão de Jahgga, guitarra de Rodrigo Dalua, pelas programações de Vic Santana e o baixo de Ricô.
Antes de embarcar para a Dinarmarca, a banda se apresenta em Salvador para um show no Largo Pedro Archanjo, no Pelourinho, no dia 9 de maio, às 21h.