A desembargadora Ivana de Magaldi, acompanhada por advogados, durante visita a Ilhéus || Foto OAB
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Representantes da subseção de Ilhéus da OAB marcaram presença na ação correcional promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5) nas duas varas da Justiça do Trabalho no município. Responsável pela fiscalização, a desembargadora e corregedora Ivana Mércia Nilo de Magaldi também se reuniu com advogados.
“Fico feliz em poder ouvir as demandas da advocacia de Ilhéus e lutar para que sejam implementadas no âmbito do TRT5. Esta correição busca justamente entendimentos e ajustes para facilitar e dinamizar os trâmites desta unidade”, explicou a desembargadora, que esteve na cidade na quarta-feira (4).
Presidente da subseção ilheense da Ordem, o advogado Jacson Cupertino afirmou que, mesmo com um quadro de servidores motivados e ágeis na Justiça do Trabalho, a fiscalização do TRT-5 ajuda no aperfeiçoamento dos serviços judiciais.
“A OAB sempre estará presente na defesa dos interesses da sua advocacia. A Justiça do Trabalho é um instrumento ágil e eficiente do nosso judiciário e devemos participar efetivamente de sua melhoria trazendo as demandas daqueles que militam na área e conhecem seus problemas”, acrescentou.
Ao PIMENTA, a assessoria da OAB informou que uma das demandas dos advogados que militam na Justiça do Trabalho na região é direcionada à Caixa Econômica Federal. A categoria solicitou que o banco passe a identificar os depósitos judiciais com os números dos processos que lhe deram origem, de modo a evitar confusão e facilitar o recolhimento dos valores.
Não posso deixar de contar o que acontecia com um conhecido, sem formação superior, que ao ir a instituições importantes, fazia uma ligação telefônica prévia para saber se o doutor fulano de tal (ele mesmo) já tinha chegado e deixava um pseudo recado para ele mesmo.
Walmir Rosário
O título de doutor enobrece aos que são distinguidos por essa forma de tratamento, não resta a menor dúvida. Entretanto não há legislação pertinente no Brasil que destine essa honraria aos diplomados (existem dúvidas). Mas no Império, a forma de tratamento de doutor aos advogados, estava na forma da lei, melhor, do Decreto Imperial de 1º de agosto de 1825, de Dom Pedro I.
E para reforçar, dois anos depois, em 11 de agosto de 1827, uma nova Lei Imperial cria os cursos de Ciências Jurídicas e Sociais em São Paulo e Olinda e introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico; dispõe sobre o título (grau) de doutor para o advogado. Vale dizer que até hoje a validade dessa legislação é questionada, embora não haja revogação explícita ou tácita, inclusive no novo Estatuto da OAB, criado por lei.
E durante todo esse tempo as discussões sobre o título de doutor ao advogado dá o que falar, muitas vezes por ser confundido com os títulos de Doutorados Acadêmicos regidos pela Lei nº 9.394/96 (lei de Diretrizes e Bases da Educação). Sem dúvida, além de diplomado em Ciências Jurídicas (Direito), o doutor precisa estar com o registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Nos ambientes jurídicos, especialmente nos fóruns, esse tratamento ganha ares de sagrado, a começar pelo endereçamento de qualquer petição ao juízo, e dou um exemplo: “Exmo. Sr. Dr(a). da (…) Vara tal, da Comarca Tal)”, além do qualificado tratamento de Excelência – em todo o texto – dispensado ao magistrado. Ritual que deve ser cumprido rigorosamente.
Se no campo jurídico o doutor faz parte como exigência, o meio médico não dispensa esse tratamento. Lembro-me bem que na faculdade o acadêmico em direito começa a colocar o “trem nos trilhos” desde cedo, com as recomendações dos professores – advogados, promotores, juízes – para que os alunos se ambientem no futuro campo de trabalho.
E para ilustrar, conto aqui uma passagem verdadeira, embora me reserve ao direito de omitir os atores, no sentido de evitar qualquer constrangimento do pretérito. Muitos de nós éramos amigos de alguns professores e durante uma aula um aluno chamou o professor pelo seu nome de batismo, omitindo o sagrado tratamento de doutor, no que foi imediatamente repreendido.
– Doutor! Pode ir se acostumando por aqui, pois nos tribunais não há espaço para intimidades. Lá o tratamento é formal e a quebra desse preceito poderá causar sérios dissabores a quem infringir essa norma. Portanto, reserve esse tratamento chulo para a mesa de bar – repreendeu com sisudez o mestre.
Se no ambiente jurídico o tratamento é uma regra que extrapola as paredes dos tribunais, fora dele são vistas com desdém por algumas pessoas que afirmam ser o tratamento de doutor apenas para os que defenderam teses acadêmicas. Ledo engano, o doutor na academia está estipulado em outro diploma legal, a Lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).
Apesar de presente na legislação brasileira, o título de Doutor remonta a tempos antigos, o século XII, conferidos aos filósofos, a exemplo de Doctor Sapientiae, Doctor Angelicus, dentre outras denominações. E ainda existe o de Doutor Honoris Causa, concedido a personalidades de destaque (nem sempre). Há quem diga que doutor é todo aquele sabe e pode ensinar, neste caso, poderíamos incluir os mestres, especialistas e professores sem esses títulos.
Embora muitos acadêmicos não concordem, costumo dizer que teses são construídas diariamente por muitos profissionais e expostas a um público especializado, que o analisa, aprova, constrói e desconstrói, de acordo com a veracidade da peça. O advogado nos tribunais, os médicos em suas pesquisas, os jornalistas nos seus textos, os engenheiros nos projetos e materiais.
Ao tentar mostrar uma divergência corriqueira, posso ser criticado por falar asneiras num assunto de deveras importância, que exige muita pesquisa e capacidade intelectual para reunir conhecimentos e relacioná-los, argumentá-los. Acredito que se gasta muita saliva para debater qual o título de doutor que tem validade, pois todos são amparados em lei.
Não posso deixar de contar o que acontecia com um conhecido, sem formação superior, que ao ir a instituições importantes, fazia uma ligação telefônica prévia para saber se o doutor fulano de tal (ele mesmo) já tinha chegado e deixava um pseudo recado para ele mesmo. Ao chegar se apresentava à secretária, que o tratava por doutor à vista de todos e passava a informação. E ele se sentia satisfeito e feliz da vida.
Muitas vezes não há diferença entre o conhecimento intelectual e científico expostos no dia a dia pelo profissional, de um título impresso num simples cartão de visitas.
Solenidades terão a presença da diretoria estadual da OAB || Foto Divulgação
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A Ordem dos Advogados do Brasil dará posse às novas diretorias das subseções de Ilhéus, Coaraci e Itabuna, no sul da Bahia, para o triênio 2025-2027. A presidente da OAB na Bahia, Daniela Borges, vai conduzir as três solenidades, que também contarão com a presença de outros diretores estaduais da instituição de classe.
A primeira será hoje (13), às 18h, no auditório da Faculdade de Ilhéus, onde tomam posse o presidente reeleito da subseção local, Jacson Cupertino, e a vice-presidente Flávia Bastos. A nova diretoria também reúne o secretário-geral Nelson da Cunha, a secretária adjunta Carla Caetano e o tesoureiro Daniel Mendonça.
A cerimônia em Coaraci está marcada para esta sexta-feira (10h), às 10h, no Fórum Desembargador Mário Albiani. Assumem a representação local da OAB a presidente Daniela Santos de Souza, o vice Lucciano Moreira, a secretária-geral Ana Júlia de Souza, o secretário adjunto Paulo Rodrigo Sandes Teixeira e a tesoureira Maria Helena de Paula.
Já a solenidade itabunense será nesta sexta-feira (14), às 19h, Terceira Via Hall. A diretoria da subseção de Itabuna tem o presidente Thiago Cruz, a vice Marla de Oliveira, o secretário-geral Ícaro de Freitas, a secretária adjunta Aline de Queiroz e o tesoureiro Murilo Reis Silva.
Para Daniela Borges, já é possível saber que as direções da OAB nos três municípios farão bom trabalho. “As novas diretorias vão avançar ainda mais e trazer muitas novidades para a região. Sei que todos estão com o maior gás para fazer muitas entregas nesse triênio. Estamos muito ansiosos e confiantes”, disse.
Daniela Borges e Fabrício Barros (sentado) durante reunião em Salvador || Foto Divulgação
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A Ordem dos Advogados do Brasil elencou as principais demandas da advocacia do Recôncavo Baiano em ofícios e requerimentos destinados ao Tribunal de Justiça da Bahia, responsável pela administração das comarcas estaduais. As prioridades foram definidas em reunião na última sexta (12), em Salvador, com a presença da presidente da OAB na Bahia, Daniela Borges; e do presidente da subseção da Ordem em Cruz das Almas, Fabrício Barros.
Nos documentos, a entidade de classe solicita a instalação dos juizados especiais na Comarca de Cruz das Almas; aplicação das provas do Exame da Ordem na mesma cidade; nomeação de juízes titulares tem todas as comarcas da região; elevação das comarcas de Muritiba e de Castro Alves; e nomeação de juízes leigos e conciliadores.
Também participaram da reunião os advogados Marcelo Matos e Hermes Hilarião, diretores da Ordem. A OAB reafirmou, em nota, seu compromisso com a advocacia do Recôncavo Baiano, buscando sempre o fortalecimento da classe, a defesa das prerrogativas, a celeridade processual e uma Justiça eficiente, que atenda os anseios da sociedade.
Representantes da sociedade civil protestam contra transferência da 3ª Vara do Trabalho
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Há menos de um mês, no último dia 15, em Brasília, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho promoveu solenidade de premiação da Comissão Nacional de Efetividade da Execução Trabalhista. O objetivo do prêmio é reconhecer o trabalho de juízes e demais servidores que se esforçam para garantir o resultado final dos processos trabalhistas, que é o pagamento (a execução) da dívida gerada por relação de trabalho, quando o julgamento é favorável ao reclamante, o trabalhador. Na cerimônia, a 3ª Vara do Trabalho de Ilhéus venceu a categoria nacional das varas de médio porte, que recebem até 750 casos por ano.
Ontem (11), advogados, sindicalistas, políticos e outros representantes da sociedade civil de Ilhéus voltaram a se manifestar contra a transferência da 3ª Vara do Trabalho para Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, conforme intenção anunciada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5). “Essa transferência é como se a população de Ilhéus e região estivesse sendo punida pelo excelente desempenho da 3ª Vara do Trabalho”, disse ao PIMENTA o advogado e presidente da OAB em Ilhéus, Jacson Cupertino, referindo-se ao histórico de premiações do juízo.
Jacson Cupertino critica decisão do TRT-5
Jacson relata que, na semana passada, durante audiência em Salvador, a OAB/Ilhéus demonstrou ao presidente do TRT-5, desembargador Jéferson Alves Silva Muricy, que a suposta falta de demanda para a 3ª Vara do Trabalho de Ilhéus é resultado de uma distribuição desproporcional das ações, que, segundo o advogado, estão se concentrando nas outras duas varas da mesma comarca, a 1ª e a 2ª.
“Demonstramos, claramente, que houve algum problema na distribuição dos processos. Nos últimos três anos, notamos, pelo [portal] Justiça em Números, que a distribuição de processos não foi proporcional em Ilhéus, concentrando as ações na 1ª e na 2ª varas, reduzindo bastante para a 3ª. Parecia que não estavam sendo distribuídos para ela”, disse o representante da advocacia ilheense. Segundo ele, o presidente do Tribunal negou a ocorrência da desproporcionalidade na distribuição das reclamações trabalhistas.
“NÃO É POR AÍ”
Jacson Cupertino também aponta falta de transparência no processo decisório da transferência da vara judicial, afirmando que a comunidade ilheense não tem sequer a data em que ela será efetivada. Apesar disso, diz acreditar que a interlocução com o Tribunal, na tentativa de manter o juízo em Ilhéus, continua aberta.
Para o advogado, trata-se de uma disputa política, e o ato desta terça-feira (11) mostrou que as forças sociais de Ilhéus estão mobilizadas e unidas. “Nós fomos coesos, com várias lideranças sindicais e políticas que compareceram ao evento para demonstrar força e unicidade. O grito é único, de manutenção da Vara do Trabalho”.
Ilhéus, segundo Jacson Cupertino, dá sinais evidentes de desenvolvimento econômico, com tendência de aumento das demandas trabalhistas à Justiça. “Isso é notável. Basta fazer uma caminhada e você percebe a modificação da cidade”, acrescentou, argumentando que a diminuição da presença do TRT-5 no município, se confirmada, vai na contramão da história.
“Temos problemas em outras varas. E uma vara que foi premiada, um juízo que estava sendo premiado, que já tinha dois prêmios, não podemos perder, como punição, porque juízes e servidores exerceram um trabalho decente. Não é por aí”.
Manifestantes vão se reunir em frente aos fóruns trabalhistas de Ilhéus (foto) e Itabuna
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As subseções da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Ilhéus e Itabuna participam, nesta quarta-feira (28), a partir das 9h, da mobilização em defesa da competência da Justiça do Trabalho. Os atos vão ocupar as ruas em frente às unidades da Justiça do Trabalho em Ilhéus e Itabuna, nos bairros Malhado e São Caetano, respectivamente.
Segundo o movimento, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) restringiram, de forma indevida, o poder da justiça especializada nas relações de trabalho. “É um ato nacional, em todas as capitais do País e em várias cidades do interior. O objetivo é sensibilizar a sociedade civil e demonstrar preocupação com o esvaziamento da competência da Justiça do Trabalho”, explica a advogada Aline Gomes, ex-vice-presidente da OAB de Itabuna, em entrevista ao PIMENTA.
Aline Gomes: posição do STF enfraquece direitos sociais
APLICATIVOS DE TRANSPORTE
Aline citou como exemplo as reclamações trabalhistas que pedem o reconhecimento de vínculo de emprego entre motoristas e empresas donas de aplicativos de transporte. Conforme a advogada, o STF tem derrubado decisões em que a Justiça do Trabalho reconheceu o vínculo. No Supremo, até aqui, prevalece o entendimento de que a Justiça do Trabalho não pode julgar esse tipo de processo.
Para Aline Gomes, que integra a Comissão de Direito Sindical da OAB/BA, o posicionamento do STF é inconstitucional. “Ao nosso ver e das entidades que fazem a manifestação, isso viola a própria Constituição, que diz que a competência para esse tipo de julgamento é da Justiça do Trabalho”.
A advogada observa que as decisões do Supremo desestimulam o registro do contrato de emprego, que assegura os direitos econômicos associados ao trabalho, como salário, horas extras, férias, décimo terceiro e adicional noturno. Na prática, afirma, “o STF enfraquece a Justiça do Trabalho e os próprios direitos sociais, que foram conquistados com muita luta”.
JULGAMENTO
O julgamento da existência ou não de repercussão geral da matéria está em curso no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal. Até o momento, apenas os ministros Edson Fachin e Flávio Dino votaram. Ambos defenderam que o STF estabeleça decisão para uniformizar os julgamentos das reclamações trabalhistas que pedem reconhecimento de vínculo de emprego entre motoristas e empresas de transporte por aplicativos. O prazo da votação segue até a próxima sexta-feira (1º).
OAB emite nota de preocupação sobre estado de delegacias
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Nesta quarta-feira (20), a subseção ilheense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota sobre a situação das delegacias da Polícia Civil em Ilhéus e as deficiências na segurança pública na cidade. Segundo a Ordem, as condições de trabalho oferecidas pelo Estado aos policiais são precárias.
Os servidores, conforme a nota, trabalham em espaços insalubres e desprotegidos, incompatíveis com a dignidade da instituição policial e totalmente inadequados para a preservação dos direitos humanos e da cidadania.
A Ordem também recorda que o Governo da Bahia construiu prédio novo para receber as delegacias, mas ainda não informou quando pretende inaugurá-lo. As futuras instalações da Polícia Civil foram erguidas na Avenida Esperança, próximo da rodoviária.
Recentemente, a notícia de que a 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) estava sem condições mínimas de funcionamento causou grande repercussão em Ilhéus. Segundo denúncia do vereador Vinícius Alcântara (Cidadania), veiculada nas suas redes sociais, a unidade chegou a ficar sem internet e outros serviços básicos, o que inviabilizou até o registro de ocorrências.
“Espera-se que haja postura eficaz e eficiente para que seja garantido o devido respeito aos administrados, servidores públicos e profissionais da área jurídica”, diz trecho da nota da OAB.
Evento será gratuito e dará direito a certificado de participação
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O primeiro Encontro Ilheense de Direito Eleitoral será nesta sexta-feira (16), às 8h30min, no auditório da Justiça Federal, localizado na rua Ministro José Cândido, 80, no Centro de Ilhéus. O evento contará com palestras de especialistas em Direito Eleitoral.
A inscrição é gratuita e deve ser feita neste link. Os participantes terão direito a certificado. A iniciativa é da Comissão de Política Públicas da Subseção da OAB em Ilhéus, em parceria com a OAB-BA e a Escola Superior de Advocacia.
A Bahia tem 118 cursos de Direito em funcionamento, mas apenas 14 atendem aos requisitos mínimos de qualidade da Ordem dos Advogados do Brasil e, neste ano, receberam o Selo OAB Recomenda, que chegou à 7ª edição. O curso da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus, no sul da Bahia, integra a lista.
Completam a lista baiana os curso de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Universidade do Estado da Bahia (UNEB), com seis representantes; Faculdade Nobre de Feira de Santana (FAN); Universidade de Salvador (Unifcas); e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).
PRESIDENTE DA OAB DEFENDE MAIOR CONTROLE SOBRE CRIAÇÃO DE NOVOS CURSOS
Para o presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, a baixa proporção de faculdades recomendadas pelo Selo revela a necessidade de frear a proliferação desenfreada de cursos de direito e a ampliação indiscriminada de vagas naqueles já existentes.
“É uma importante tarefa cumprir o papel de guiar o controle de qualidade das instituições que formam os profissionais jurídicos. O que se busca, na parte teórica, é o estabelecimento de critérios objetivos e precisos para determinar os melhores cursos. Dessa forma, na parte prática, protegemos a própria sociedade e o cidadão contra abusos e injustiças que lhes venham a prejudicar”, aponta Simonetti.
A cada vez que um curso de Direito é criado, a OAB envia ao Ministério da Educação (MEC) um parecer. De acordo com Simonetti, uma das lutas da nova gestão da Ordem é tornar esse texto não apenas opinativo, mas de caráter vinculante, ou seja, submetendo a decisão final à Ordem, também.
Manoel Carlos Neto é o novo vice-presidente da Comissão de Direito Constitucional da OAB
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O jurista Manoel Carlos de Almeida Neto é o novo vice-presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB (gestão 2022-2025). Natural de Ilhéus e com atuação em Brasília e São Paulo, Manoel Carlos foi empossado nesta segunda-feira (14), pelo novo presidente nacional da OAB, Alberto Simonetti. A solenidade contou com a presença dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Ricardo Lewandowski.
“A Comissão Nacional de Estudos Constitucionais tem a incumbência de balizar os caminhos da OAB na defesa da Constituição e, sobretudo, nos valores que a integram, especialmente, defendendo esses valores perante a Suprema Corte do país”, definiu Ricardo Lewandowski.
Ato da OAB contou com a presença de ministros do Supremo Tribunal Federal
LANÇAMENTO
Durante a solenidade de posse do colegiado, Manoel Carlos Almeida Neto lançou o livro “O Colapso das Constituições do Brasil: uma reflexão pela democracia”. A obra recebeu elogio do ex-presidente da República José Sarney, que considera a pesquisa um trabalho insubstituível na literatura do Direito Constitucional.
Na semana de lançamento nacional, o livro ocupou a 12ª posição no top 100 de vendas pelo site da Amazon, no segmento “Especialidades profissional e técnico”, que fez esgotar a obra na editora Fórum.
Manoel Carlos é professor, doutor e pós-doutor em Direito pela USP. No próximo dia 25, assumirá a titularidade da Cadeira 39 da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), antes ocupada pelo fundador da instituição, José Cândido de Carvalho Filho.
Nesta quarta-feira (23), a União Brasileira das Mulheres (UBM) pediu que a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Ilhéus intervenha no caso do desaparecimento de Caroline Fernandes Miron.
Vice-presidente municipal do PCdoB, Cris Calabraro representou a UBM na audiência com os advogados Jackson Cupertino e Wanessa Gedeon, presidente e vice-presidente da OAB/Ilhéus, respectivamente. As advogadas Samilla Menezes e Talita Magalhães também participaram da reunião, assim como o sindicalista Luís Fernandes, dirigente estadual da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB).
Jackson Cupertino (camisa branca) afirma que OAB pedirá providências sobre o caso
Jackson Cupertino informou que vai oficializar pedido de providências e solicitar o apoio da seccional baiana da OAB. Movimentos feministas ligados à UBM vão pedir esclarecimentos sobre as apurações ao Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).
Mãe de duas filhas e ativista social, Caroline Miron foi candidata a vereadora de Ilhéus pelo PT em 2016. Foi vista pela última vez no dia 15 de fevereiro de 2020, num bloco de rua do Carnaval ilheense. Estava com o namorado, Rafael Cruz, principal suspeito pelo desaparecimento de Carol.
“QUEREMOS SABER”
“Queremos saber como andam as investigações. Não podemos deixar cair no esquecimento. Onde está Carol? Apelamos às autoridades que deem providências do caso. Convocamos todos os movimentos feministas a virem com a gente nessa luta, para buscarmos respostas”, afirmou Cris Calabraro.
O advogado Dinailton Oliveira, pré-candidato à presidência da OAB-BA
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As formas alternativas de solução de conflitos judiciais foram discutidas, na tarde desta sexta-feira (1º), pelo ex-presidente e pré-candidato à presidência da OAB-BA, Dinailton Oliveira, com advogados que atuam ou pretendem atuar no ramo da mediação e arbitragem. O encontro virtual foi intermediado pelo Conselho Nacional de Justiça Arbitral (Conaja), que tem sede em Salvador. Ele assegurou que na sua gestão o tema estará em destaque, inclusive com a oferta de cursos gratuitos pela Escola Superior da Advocacia (EJA), instituição da estrutura da Ordem.
“Eu mesmo sinto essa necessidade e vou fazer o curso. Precisamos nos atualizar com todas as ferramentas disponíveis para agilizar a prestação jurisdicional. A arbitragem é um caminho para a pacificação e a Ordem tem que estar atenta a todas as possibilidades, porque ela é um instrumento da advocacia como um todo e não apenas de grupos”, sustentou Dinailton. E alertou que as ferramentas devem ser vistas como opções para desafogar a Justiça.
CURRÍCULO
O presidente do Conaja, o advogado Fábio Nobre, apoiou a ideia da OAB promover cursos sobre mediação e arbitragem, chamando atenção para a inexistência da disciplina nos currículos dos cursos de Direito. “Não entendo a resistência da categoria também, porque o recurso extrajudicial para solução de conflito é previsto em lei”, esclareceu.
O advogado itabunense Dinailton Oliveira quer voltar à presidência da OAB-BA || Foto Antônio Queirós
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Radicado em Salvador desde 1993, o advogado itabunense Dinailton Oliveira, 65 anos, está em visita à terra natal. No último sábado (28), ele conversou com o PIMENTA sobre a intenção de voltar à presidência da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), cargo que exerceu de 2004 a 2006. Argumenta que pretende retomar o trabalho que, segundo ele, foi renegado por todos os sucessores. Trata-se da militância em defesa do aperfeiçoamento da estrutura do Poder Judiciário e das prerrogativas do exercício da advocacia.
Dinailton relembra que, na sua gestão, a partir do movimento “Justiça pra valer”, a OAB da Bahia articulou convênio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o Governo do Estado, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e a Assembleia Legislativa do Estado (Alba). O objetivo era fazer um levantamento das necessidades do Poder Judiciário e propor medidas para dinamizar o processamento das ações.
Feito o diagnóstico, os três poderes se comprometeram a adotar, num prazo de até 120 dias, as medidas recomendadas, a exemplo da contratação de mais servidores e juízes por meio de concurso. Já naquela época, um só juiz chegava a ter mais de 20 mil processos sob a sua responsabilidade, afirma Dinailton. “É humanamente impossível resolver os problemas da população com o Judiciário com essa estrutura”.
Dinailton afirma que os dirigentes que o sucederam na OAB pediram o arquivamento da representação ao CNJ e o convênio não foi à frente.
DOUTOR MOTORISTA
Parte importante da remuneração do advogado depende dos resultados dos processos e, enquanto a tramitação das ações pode demorar décadas, as contas a pagar não esperam. Isso tem levado membros da categoria a buscar trabalhos alternativos “Lá em Salvador, por exemplo, eu ando sempre de aplicativo Uber e já peguei inúmeros colegas dirigindo Uber, sendo motorista de aplicativo para sobreviver”, conta Dinailton.
Para ele, falta atitude proativa à da direção da OAB para dar suporte aos advogados em início de carreira. “Nossa Ordem, há muito, só tem visado interesses pessoais dos seus componentes. Não vi uma ação sequer para beneficiar a maioria. Ficam aí só fazendo festinhas, como se a grande maioria dos advogados não tivesse consciência política para perceber que a nossa instituição é uma arma muito forte para que eles possam sobreviver da advocacia e sejam respeitados”, disparou.
PRERROGATIVAS EM XEQUE
Preocupa Dinailton o modo como advogados são tratados no exercício da profissão. Para ele, o tratamento desrespeitoso contra a categoria parece ter virado regra e isso, muitas vezes, prejudica a qualidade da atuação profissional na defesa dos interesses dos clientes. “Hoje em dia, os advogados não estão sendo respeitados nas suas prerrogativas por ninguém, nem por policial, nem por delegado, nem por juízes, nem por Ministério Público. É como se estivéssemos numa terra arrasada.
Casos de truculência também são comuns. “Recentemente, um colega nosso teve a carteira quebrada por um policial quando ele se identificou como advogado. Tem coisas que, às vezes, a gente acha inacreditável que esteja acontecendo”, lamenta Dinailton Oliveira.
INADIMPLENTE NÃO VOTA
A eleição para a OAB-BA será na segunda quinzena de novembro de 2021 (a data ainda não foi definida). Dos mais de 76 mil inscritos na Ordem no estado, apenas 25 mil estão aptos a votar, estima Dinailton. Além dos profissionais que faleceram ou ingressaram em carreiras judiciais, os inadimplentes com a Ordem não têm direito a voto. O itabunense repudia a regra. “Eu sempre defendi que os inadimplentes têm direito de votar, porque eles não deixam de ser advogados”.
Ordem também formaliza autorização de lives que divulguem conteúdos educativos
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O Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) autorizou, na última quinta-feira (15), que advogados impulsionem conteúdos jurídicos e educativos em seus perfis nas redes sociais. No entanto, conforme a decisão da Ordem, o conteúdo impulsionado não poderá ofertar serviços nem usar propaganda para captação de clientes.
Além de investir na difusão dos conteúdos jurídicos, os advogados também poderão promover lives com propósito educativo.
As novas regras entrarão em vigor 30 dias após a publicação das diretrizes da OAB, ainda sem data definida.
IMPULSO
No vocabulário da publicidade, impulsionar significa comprar maior alcance de público para as publicações em plataformas sociais, a exemplo do Youtube, Instagram e Facebook. Sem o impulsionamento, os algoritmos dessas redes limitam a distribuição das publicações mesmo entre os seguidores de determinado perfil. Esse serviço é uma das principais formas de monetização das redes.
Numa analogia, é como se a plataforma sequestrasse a audiência do perfil, a quem é ofertada a opção de pagamento do resgate em dinheiro para voltar a aparecer nas telinhas dos próprios seguidores.
Início do 32ª Exame da Ordem ainda não tem nova data definida
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A Diretoria do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou hoje (27) a suspensão da prova objetiva do 32º Exame de Ordem Unificado, que estava marcado para o próximo dia 7. A entidade não definiu nova data para aplicação da prova. A medida se deve ao crescimento dos casos de Covid-19 em todas as regiões do país.
“Prioridade é garantir a segurança sanitária plena de todos os examinandos e profissionais envolvidos no Exame de Ordem e cumprir o compromisso constitucional de assegurar os preceitos fundamentais de direito à saúde e à vida”, diz o comunicado feito pela direção nacional da OAB.
O presidente da Ordem, Felipe Santa Cruz, lamentou o adiamento da prova, mas explicou que se trata de uma decisão responsável diante do momento difícil que o país atravessa.