Escândalo em laboratório do Rio de Janeiro || Reprodução/Google Street View)
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A Polícia Federal confirmou, nesta quarta-feira (16), que abriu inquérito para apurar o caso de infecção pelo vírus HIV de seis pacientes transplantados no Rio de Janeiro. A investigação está em andamento, sob sigilo. Outras instituições também estão com apurações em andamento. Entre elas, Polícia Civil, Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Rio.

Pelo menos seis pacientes foram identificados como infectados por HIV após receberem o transplante de rins, fígado, coração e córnea vindos de duas pessoas portadoras do vírus. Antes, os órgãos foram testados pelo Laboratório de Patologia Clínica Dr. Saleme (PCS). Porém, as análises laboratoriais indicaram que os materiais não eram reagentes para o HIV.

Em nota divulgada hoje, o Ministério da Saúde afirmou que foi notificado da suspeita de transmissão em setembro, pela Secretaria de Saúde do Rio, e de imediato emitiu recomendações urgentes à Central de Transplantes do Rio de Janeiro e aos órgãos de controle.

Entre as principais recomendações estavam a localização e notificação imediata dos demais receptores de órgãos e tecidos dos mesmos doadores infectados, com realização de testes laboratoriais específicos para detecção de HIV, considerando o possível período de janela imunológica no momento do transplante.

NOTIFICAÇÃO

Também foi solicitada a notificação dos serviços de hemoterapia fluminense e nacional para avaliação e monitoramento de qualquer doação de sangue vinda do doador ou relacionada ao mesmo período, para prevenir a transmissão do HIV e outras doenças por transfusão de sangue.

Adicionalmente, o Ministério diz ter reforçado a obrigatoriedade de rastreabilidade total do processo no laboratório, incluindo identificação de lotes e períodos de janela imunológica, que é o tempo entre a exposição ao vírus e a produção de anticorpos suficientes para serem detectados por testes.

O Ministério da Saúde ratificou também que a segurança dos receptores de transplantes e de sangue, assim como a integridade do Sistema Nacional de Transplantes e da Rede de Sangue e Hemoderivados, são prioridades absolutas da pasta.

Na sexta-feira, o Ministério da Saúde tinha classificado a transmissão do HIV por meio de transplantes de órgãos como grave e manifestou  apoio aos pacientes e suas famílias. A própria ministra da Saúde, Nísia Trindade, determinou que os pacientes infectados por HIV, bem como seus contatos, recebessem total apoio e atendimento especializado do SUS.

Diante da situação, na sexta-feira, o Ministério da Saúde solicitou a interdição cautelar do Laboratório PCS Saleme/RJ. A pasta determinou ainda que a testagem de todos os doadores de órgãos no Rio de Janeiro volte a ser feita, exclusivamente, pelo HemoRio, utilizando o teste NAT, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Da Agência Brasil.

Polícia Federal combate a compra de votos no interior da Bahia || Foto Divulgação
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A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (4), a Operação Compra de Voto para cumprimento de três mandados de busca e apreensão, no município de Caraíbas. A investigação foi iniciada pelo Ministério Público Eleitoral, que recebeu a denúncia, com áudios em que uma suposta servidora pública do município.

De acordo com as investigações, a servidora oferece R$ 800 a um eleitor para que ele votasse em um candidato a prefeito, também promete, caso o candidato vença as eleições, conseguir um emprego para o eleitor.

Nos áudios é possível ouvir que o acordo foi pagar o valor em duas parcelas de R$ 400. A servidora da prefeitura ainda diz que, caso o eleitor soubesse de outras pessoas interessadas, também poderia indicar a ela. Os interlocutores comentam também sobre o fornecimento de combustível e pagamento de passagens para que eleitores residentes em outros municípios se dirijam até Caraíbas para votar.

MAIS SUSPEITOS

Há indícios do envolvimento de outro servidor da Prefeitura Caraíbas, em desfavor de quem foi cumprido um dos mandados de busca. Esse segundo funcionário público também estaria negociando com eleitores os valores para compra dos votos.

As condutas investigadas podem se amoldar aos crimes de compra de votos, previsto no Código Eleitoral, com incidência de pena de até 4 anos de prisão e pagamento de multa; e de captação ilícita de sufrágio, com incidência de pena de multa e de cassação do registro ou do diploma.

O material apreendido em Caraíbas, no sudoeste da Bahia, será analisado e a investigação continuará, com implementação de outras diligências, para apurar a eventual participação de outros agentes nos fatos delituosos.

Marão fala de precatórios, candidatura de aliado e operação policial || Foto Divulgação
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O prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), concedeu entrevista à Rádio Bahiana, quando abordou alguns assuntos, dentre eles o pagamento dos precatórios do Fundef e eleições 2024, na noite desta quarta-feira (2). “Hoje o trabalhador é respeitado no município de Ilhéus. Quero continuar trabalhando, quero pagar mais que o salário mínimo”, disse o prefeito.

O prefeito ainda abordou pesquisa eleitoral e enalteceu o desempenho do seu candidato na disputa à Prefeitura, Bento Lima, também do PSD e igualmente acusado em investigações da Polícia Federal e Justiça Federal.

“Teo, há muita injustiça”, bradou ao apresentador. “Recebi pesquisa na segunda-feira. Enquanto não tem culpa, é preciso acreditar. Nosso grupo está animado. Creio em Deus. Vamos continuar com proposta”, afirmou.

Sobre os precatórios do Fundeb o prefeito foi generoso. Disse que herdeiros de quem tinha direito serão beneficiados. O locutor festejou a audiência da emissora e nas redes sociais. “Tudo isso que você sofre vai passar. O que importa é o resultado nas urnas “, disse o apresentador da Rádio Bahiana de Ilhéus ( 1.310 kHz).

Operação flagra desmatamento no sul da Bahia || Foto Divulgação
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A sétima edição da “Operação Mata Atlântica em Pé” descobriu mais de 500 hectares com supressão ilegal de vegetação nativa na Bahia. O desmatamento foi identificado em 13 municípios do litoral norte, sul, baixo sul e Vale do Jiquiriçá. Em 60% dos casos, foi confirmada a supressão de vegetação nativa com indício de irregularidade.

Segundo o promotor de Justiça Augusto César Matos, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Ceama), mais de 90% dessas áreas já estavam cadastradas no Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir), demonstrando que, apesar do registro, o desmatamento ilegal continua a ocorrer.

No sul da Bahia, foram apurados 35 alertas nos municípios de Belmonte, Santa Luzia, Canavieiras e Una. No total, mais de 370 hectares de áreas desmatadas estão sendo objeto de embargos e os responsáveis serão multados pelas infrações cometidas e penalizados judicialmente.

USO DE TECNOLOGIA

As áreas foram identificadas a partir de 100 alertas de desmatamento da plataforma MapBiomas, que possibilita a detecção em alta resolução de desmatamentos e infrações ambientais, além dos alertas do programa Harpia do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e da Polícia Federal.

A operação contou com a colaboração de diversas entidades, utilizando tecnologia avançada de monitoramento por satélite, como a plataforma MapBiomas. Trata-se de um programa de alertas e emissão de relatórios de constatação de desmatamento que usa tecnologias de monitoramento e tratamento de dados desenvolvido pelo projeto MapBiomas, iniciativa multi-institucional que une universidades, empresas de tecnologia e organizações não governamentais.

Com o suporte dessas ferramentas, as equipes de fiscalização puderam identificar rapidamente os focos de desmatamento e atuar diretamente no campo, aplicando autos de infração e determinando a paralisação das atividades ilegais.

“A Operação Mata Atlântica em Pé é um exemplo de como o uso de tecnologia pode auxiliar no combate ao desmatamento. O monitoramento por satélite, aliado a parcerias entre instituições ambientais e o Ministério Público, tem permitido uma fiscalização mais eficiente e ágil”, afirmou o promotor.

O representante do Ministério Público acrescenta que a operação reforça a necessidade urgente de ações mais firmes para preservar esse bioma tão importante para a biodiversidade e o equilíbrio ambiental do estado e do país.

Viaturas da Polícia Federal em frente ao Palácio Paranaguá, em Ilhéus || Foto José Nazal
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Agentes da Polícia Federal fazem nova operação, nestas primeiras horas da manhã de terça-feira (1°), no comitê central da campanha do candidato a prefeito de Ilhéus, Bento Lima (PSD), na Avenida Soares Lopes, e em endereços também ligados ao prefeito Mário Alexandre (Marão), inclusive Palácio Paranaguá. Um posto de combustível também foi alvo.

Os policiais chegaram aos locais por volta das 6h de hoje. No comitê de Bento, foram dois agentes uniformizados, com coletes. Uma viatura estava há pouco no Palácio Paranaguá, onde fica o “coração financeiro” da Prefeitura de Ilhéus, a Secretaria de Finanças.

Agente da PF na entrada do comitê de Bento, na Soares Lopes, nesta terça-feira

“CORONELISMO”

A operação deflagrada hoje investiga crimes eleitorais em municípios baianos. As buscas e apreensões ocorreram em Ilhéus, Salvador e Conceição do Coité, de acordo com a PF. Os nove mandados foram expedidos pela Justiça Federal em Ilhéus, após representação da PF e parecer favorável do Ministério Público Federal.

Em Ilhéus, os mandados foram cumpridos no Palácio Paranaguá, no comitê de Bento Lima e no Posto Leléu, na Avenida Itabuna. De acordo com a corporação, investiga-se o uso ilegal da estrutura da Prefeitura em favor de candidatura governista, com uso de servidores, veículos e combustíveis públicos, a partir de superfaturamento de contatos.

OPERAÇÃO BARGANHA

Na última quinta-feira (26), a Polícia cumpriu mais de 10 mandados de busca e apreensão contra Marão, Bento, o ex-procurador-geral Jefferson Domingues Santos e empresários, quando foram apreendidos cerca de R$ 900 mil em espécie, dos quais R$ 27 mil na residência do prefeito.

Era a Operação Barganha, que investiga corrupção em contrato de R$ 45 milhões do lixo. De acordo com delação premiada, empresa teria feito repasses mensais para o grupo do prefeito a partir de dinheiro de contratos da limpeza pública. Atualizado às 8h05min.

Jerônimo caminha com Adélia nesta terça-feira (1º), na Conquista || Foto Fernando Vivas/Arquivo
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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) fará caminhada com a candidata a prefeita de Ilhéus pelo PT, Adélia Pinheiro, na Conquista, às 15h desta terça-feira (1º). A concentração será na Praça Santa Rita e terá, ainda, a participação de deputados estaduais e federais e de secretários de estado, conforme a campanha da petista.

A caminhada será a primeira a contar com a presença de um governador em eleições municipais desde 2004 em Ilhéus. Adélia demonstrou força política ao atrair para Ilhéus a participação de ministros do Governo Lula, a exemplo de Rui Costa (Casa Civil), Margareth Menezes (Cultura) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência da República), além do ex-governador e líder do Governo Lula no Senado, Jaques Wagner.

Jerônimo deveria participar de caminhada com Adélia, no Vilela, na última sexta-feira (27), um dia após operação que atingiu o governo do prefeito Mário Alexandre e a candidatura de Bento Lima (PSD). Os dois sofreram mandados de busca e apreensão. Nos bastidores, partidários do prefeito e do candidato do PSD enxergaram viés político-eleitoral na Operação Barganha, da Polícia Federal, autorizada pela Justiça Federal (reveja aqui).

Coronel Resende retira candidatura a prefeito de Ilhéus
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O bolsonarista Capitão Resende (PL) anunciou, neste sábado (28), a desistência da candidatura à Prefeitura de Ilhéus. A decisão é para, segundo o presidente estadual do partido, João Roma, evitar a vitória do PT no município sul-baiano. Roma informou ainda que o partido apoiará o candidato Valderico Júnior (União Brasil). Assiste ao vídeo no final do texto.

Desde o início do mês, com o acirramento da disputa entre o empresário Valderico Júnior e a professora e médica Adélia Pinheiro, que o Coronel Resende era pressionado a retirar a candidatura para apoiar o concorrente e agora aliado. Nos últimos dias, o candidato bolsonarista viu a dificuldade crescer, com o abandono de aliados. Dentre os que deixaram o barco estão os candidatos a vereador Jaciara Veríssimo (PL) e Kleber Pizza (PL), e o membro da Executiva do PL, Senival.

O capitão Resende também comunicou, por meio de carta aberta, a desistência da disputa. Ele informou que estava acatando uma decisão do diretório estadual do Partido Liberal e seguindo as diretrizes estabelecidas pela Executiva Nacional do partido. O ex-candidato disse ainda que o objetivo é evitar a vitória do Partido dos Trabalhadores em Ilhéus.

João Roma admitiu que somente dois candidatos – Valderico e Adélia, têm chance de vencer a disputa para prefeito de Ilhéus. O presidente do PL também agradeceu o empenho e a compreensão do Capitão Resende por, segundo Roma, entender o atual cenário. Antes de Resende, Valderico recebeu o apoio do ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP), que se retirou da disputa no início da campanha eleitoral.

Além de Valderico e Adélia, o ex-secretário municipal de Gestão e Inovação Bento Lima (PSD) segue na disputa. Candidato do prefeito Marão, ele virou notícia nacional nesta semana, por ser um dos alvos de uma operação da Polícia Federal para investigar início de desvio de dinheiro público em Ilhéus. O candidato divulgou nota negando participação em irregularidades e reafirmando sua candidatura.

Bento Lima, de óculos, ao lado do prefeito Marão; ambos criticam operação
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Alvo da Operação Barganha nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (26), o candidato a prefeito de Ilhéus pelo PSD, Bento Lima, negou que vá se retirar da disputa pela sucessão do prefeito Mário Alexandre, Marão.

O ex-secretário de Gestão diz ter sempre trabalhado “com legalidade e compromisso” na administração pública. “Mesmo diante dessa operação da Polícia Federal, que investiga atos de 2020, e acontece a poucos dias das eleições, sigo firme e confiante”, afirmou.

Bento Lima afirma ter atuado profissionalmente dentro da regularidade. “Vamos juntos, firmes e fortes, nessa reta final, para construir a Ilhéus que todos nós queremos”, disse ele, sinalizando manutenção de candidatura, apesar da Operação da PF e de o Diretório Estadual do PSD, comandado pelo senador Otto Alencar, orientá-lo a deixar a disputa.

OPERAÇÃO A 10 DIA DAS ELEIÇÕES

Também por meio de nota, o prefeito Mário Alexandre, acusado de fraude em processos licitatórios que somariam até R$ 90 milhões, criticou que a Operação Barganha, desdobramento das investigações que apontaram desvios de recursos da Covid-19, tenha sido deflagrada a 10 dia das eleições.

Marão negou que tenha sido apreendida grande quantidade de dinheiro na Prefeitura ou em sua casa. Em sua residência, afirmou, havia apenas R$ 27 mil para pagamento de despesas pessoais.

O prefeito de Ilhéus ainda apontou o dedo também em direção aos opositores, acusando-os de usar, de forma sensacionalista, as informações divulgadas pela Polícia Federal. As críticas ao prefeito foram mais intensas da parte de petistas em Ilhéus numa escalada de tensão que aumentou desde que a candidata à Prefeitura de Ilhéus pelo PT, Adélia Pinheiro, obteve o apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e foi anunciada caminhada dela com o governador Jerônimo Rodrigues no Vilela, nesta sexta-feira (27).

Marão não chegou a mencionar nomes, mas o alvo principal da reclamação dele foi direcionada à campanha de Adélia Pinheiro (PT). Ainda era manhã desta quinta-feira (26), quando Adélia postou em seu perfil no Instagram cards e vídeos citando desde Marão a Valderico Reis e Jabes Ribeiro por envolver o nome de Ilhéus em escândalos. “Ilhéus não merece mais tanta vergonha”, dizia a capa em carrossel da postagem (veja o post clicando aqui).

Bento Lima e o sinal amarelo do PSD Estadual
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Desde 2020, a gestão do prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), vem sendo alvo de operações da Polícia Federal. A desta quinta-feira (26) foi diferente. Atingiu o coração do governo do político com mandados sendo cumpridos contra o próprio Marão, Bento Lima, servidores e empresários a 10 dias das eleições municipais. A Polícia Federal baseou-se em delação premiada de um ex-secretário para descobrir desvios com licitações fraudulentas no montante de quase R$ 90 milhões.

A notícia ganhou destaque no noticiário nacional com amplo espaço nas maiores audiências de canais televisivos. Dentre eles o Jornal Hoje, da Rede Globo, trouxe Marão como chefe da organização criminosa. E Bento como seu operoso braço direito. Ambos deverão se defender quando tiverem acesso ao inquérito que correm em sigilo.

Não esperando a temperatura baixar, o Diretório Estadual do PSD informou, por meio de nota, que vem acompanhando atentamente o desenrolar dos fatos. Indo além, recomendou ao ex-secretário de Gestão, hoje prefeiturável, que tire seu nome da disputa pelo comando do Centro Administrativo, na Conquista.

– Diante das evidências reveladas até o momento pela investigação, que também envolve o prefeito Mário Alexandre, o PSD-BA considera prudente aconselhar Bento Lima a retirar sua candidatura a prefeito de Ilhéus – aconselha o PSD estadual em nota que pode ser conferida, na íntegra, abaixo.

NOTA OFICIAL

O Diretório Estadual do Partido Social Democrático (PSD) está acompanhando atentamente as publicações na imprensa sobre a operação da Polícia Federal em Ilhéus, que inclui, entre os investigados, o candidato a prefeito pelo partido, Bento Lima. Em conformidade com o estatuto do PSD e com os valores que fundamentam a atuação partidária, será instaurado um procedimento interno para a apuração dos fatos. O processo garantirá a ampla defesa e o contraditório, ao final do qual será tomada uma decisão sobre a permanência de Bento Lima como filiado e candidato a prefeito.

Diante das evidências reveladas até o momento pela investigação, que também envolve o prefeito Mário Alexandre, o PSD-BA considera prudente aconselhar Bento Lima a retirar sua candidatura a prefeito de Ilhéus. Tal orientação está alinhada com os princípios de ética e transparência que o partido defende, tanto na Bahia quanto em âmbito nacional, visando preservar a integridade e os valores do PSD.

Viaturas da Polícia Federal durante operação nesta quinta-feira (26) em Ilhéus || Foto Divulgação/PF
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No início da tarde desta quinta-feira (26), a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Ilhéus emitiu nota oficial para informar que a operação deflagrada pela Polícia Federal deriva de inquérito que “tramita em sigilo de justiça”. Durante a operação que mira o prefeito Mário Alexandre, Marão, e o ex-secretário de Gestão e candidato a prefeito, Bento Lima, ambos do PSD, a PF apreendeu R$ 915 mil em espécie (reveja aqui).

Ainda na nota, a Assessoria de Comunicação informa que a gestão está colaborando com o que for necessário para a investigação. “A Prefeitura de Ilhéus segue firme em sua postura de cooperação com as autoridades, prestando todas as informações que forem requeridas”.

Abaixo, confira a íntegra da nota.

Nota à Imprensa

A Prefeitura de Ilhéus vem a público informar que a operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (26) decorre de um inquérito que tramita em sigilo de justiça e afirma que sempre colaborou e continuará colaborando com o que for necessário.

É importante destacar que situações como essa contribuem para que os fatos sejam devidamente esclarecidos, reforçando o compromisso da administração com a transparência e a justiça. A Prefeitura de Ilhéus segue firme em sua postura de cooperação com as autoridades, prestando todas as informações que forem requeridas.

Por fim, a Prefeitura reitera sua confiança nas instituições e no devido processo legal, permanecendo à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.

Assessoria de Comunicação
Prefeitura de Ilhéus

 

POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA OPERAÇÃO BARGANHA CONTRA MARÃO E O CANDIDATO BENTO LIMA

Polícia apreendeu arma e material com os suspeitos || Divulgação
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Quatro suspeitos de fazer parte de uma facção criminosa paulista e que planejavam atacar instituições financeiras e carros-fortes no interior da Bahia foram mortos numa operação policial, na noite de sexta-feira (20). O bando foi interceptado durante a Operação Blindagem.

Durante o trabalho de inteligência da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) para combater o tráfico de drogas e armas na Bahia, as forças federais e estaduais detectaram um plano para roubos de valores na região do recôncavo baiano. A meta do grupo era atacar dois carros-fortes na região do município de Governador Mangabeira e uma agência bancária no município de Santa Bárbara.

Após o compartilhamento de informações, os policiais encontraram os criminosos em um sítio em Barra do Jacuípe, município de Camaçari, conforme informou a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Os nomes dos quatro criminosos mortos não foram divulgados.

CONFRONTO NO SÍTIO

Ao chegaram ao imóvel e, durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais foram recebidas por disparos de armas de fogo, iniciando o confronto. Três integrantes do grupo criminoso foram atingidos. Eles chegaram a ser socorridos, mas não resistiram.

O trio respondia por diversos roubos a instituições financeiras nos estados do Piauí e Maranhão. De acordo com a polícia, um deles já tinha passagem por tentativa de homicídio contra um delegado da polícia civil no Estado do Piauí.

Na operação foram apreendidos um fuzil, duas pistolas, carregadores, explosivos e miguelitos (artefatos utilizados por assaltantes para furar pneus).

Equipes da FICCO Bahia, PF e PM, durante buscas na região, encontraram o quarto integrante do grupo criminoso em um veículo roubado. Ele também entrou em confronto com os policiais, foi ferido e não resistiu. Pistola, carregador, munições e explosivos foram apreendidos.

Varreduras são realizadas com o objetivo de capturar outros integrantes da facção criminosa.

Silvio Almeida, ministro dos Direitos Humanos, é demitido depois de acusação || Foto Marcelo Camargo/ABr
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu, na noite desta sexta-feira (6), demitir o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, depois das denúncias de assédio sexual.

“O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual”, informou a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em nota. “O governo federal reitera seu compromisso com os direitos humanos e reafirma que nenhuma forma de violência contra as mulheres será tolerada”, completou a nota.

A Polícia Federal abriu investigação sobre o caso. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu procedimento preliminar para esclarecer os fatos.

Silvio Almeida estava à frente do ministério desde o início de janeiro de 2023. Advogado e professor universitário, ele se projetou como um dos mais importantes intelectuais brasileiros da atualidade ao publicar artigos e livros sobre direito, filosofia, economia política e, principalmente, relações raciais.

SUCESSO TAMBÉM COMO ESCRITOR

Seu livro Racismo Estrutural (2019) foi um dos dez mais vendidos em 2020 e muitos o consideram uma obra imprescindível para se compreender a forma como o racismo está instituído na estrutura social, política e econômica brasileira. Um dos fundadores do Instituto Luiz Gama, Almeida também foi relator, em 2021, da comissão de juristas que a Câmara dos Deputados criou para propor o aperfeiçoamento da legislação de combate ao racismo institucional.
Acusações

As denúncias contra o ministro Silvio Almeida foram tornadas públicas pelo portal de notícias Metrópoles na tarde desta quinta-feira (5) e posteriormente confirmadas pela organização Me Too. Sem revelar nomes ou outros detalhes, a entidade afirma que atendeu a mulheres que asseguram ter sido assediadas sexualmente por Almeida.

“Como ocorre frequentemente em casos de violência sexual envolvendo agressores em posições de poder, essas vítimas enfrentam dificuldades em obter apoio institucional para validação de suas denúncias. Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, explicou a Me Too, em nota.

MINISTRA ENTRE AS VÍTIMAS

Segundo o site Metrópoles, entre as supostas vítimas de Almeida estaria a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

Horas após as denúncias virem a público, Almeida foi chamado a prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias. A Comissão de Ética da Presidência da República decidiu abrir procedimento para apurar as denúncias.

A Secretaria de Comunicação Social (Secom) informou, em nota, que “o governo federal reconhece a gravidade das denúncias” e que o caso está sendo tratado com o rigor e a celeridade que situações que envolvem possíveis violências contra as mulheres exigem”. A Polícia Federal (PF) informou hoje que vai investigar as denúncias.

Em nota divulgada pela manhã, o Ministério das Mulheres classificou como “graves” as denúncias contra o ministro e manifestou solidariedade a todas as mulheres “que diariamente quebram silêncios e denunciam situações de assédio e violência”. A pasta ainda reafirmou que nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada e destacou que toda denúncia desta natureza precisa ser investigada, “dando devido crédito à palavra das vítimas”.

Pouco depois, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, publicou em sua conta pessoal no Instagram uma foto sua de mãos dadas com Anielle Franco. “Minha solidariedade e apoio a você, minha amiga e colega de Esplanada, neste momento difícil”, escreveu Cida na publicação. Da Agência Brasil.

Polícia Federal cumpre mandados na Bahia || Foto Divulgação/PF
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A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram as fases V e VI da Operação Patronos, que investiga a participação de advogados em negociações de decisões judiciais de desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia. Nesta fase da investigação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão contra advogado investigado.

Foi determinado ainda, por um dos ministros relatores, o bloqueio de aproximadamente, R$ 37 milhões em bens e valores dos investigados, em razão das suspeitas de sua origem ilícita. Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de capitais.

Polícia Federal cumpre em Ilhéus mandado contra acusado de campanha de ódio|| Foto Arquivo
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Policiais federais cumpriram, na manhã desta quinta-feira (22), em Ilhéus, no sul da Bahia, mandado de busca e apreensão para apurar uma série de crimes relacionados a discriminação de raça, origem e opção sexual.

A Polícia Federal iniciou a ação depois de identificar um dos responsáveis pelo envio de mensagens pela internet contendo “conteúdo de ódio”. O morador de Ilhéus é um dos integrantes do grupo que usava espaços virtuais para troca de mensagens criminosas, segundo investigações.

A pedido da Polícia Federal a justiça quebrou sigilos telemáticos para chegar aos autores dos crimes virtuais. No cumprimento do mandado de busca e apreensão, foram apreendidos computadores e celulares que serão periciados para identificar outros autores dos referidos crimes.

Os investigados devem responder pelos crimes de praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, além de fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime.

Operação Perséfone cumpre mandado na Conquista, em Ilhéus || Foto PF
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Imóvel localizado na Conquista, em Ilhéus, foi alvo de um dos 16 mandados de busca e apreensão da Operação Perséfone, deflagrada hoje (6) pela Polícia Federal. De acordo com a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), a execução da ordem judicial contou com o apoio ostensivo da Rondesp Sul e da 68ª Companhia Independente de Polícia Militar. “Trata-se de local sensível, com presença de facções criminosas”, informou a força-tarefa.

A Operação mira esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro com ramificações em diversas cidades de cinco estados do Brasil: Sergipe, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Bahia.

Cerca de 80 policiais cumpriram 10 mandados de prisão temporária e 16 mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Criminal de Aracaju em residências e empresas situadas, além da capital sergipana, nos municípios de São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro, Umbaúba e Tobias Barreto, todos em Sergipe. Os policiais também revistaram imóveis em São Paulo (SP), Mundo Novo (MS), Grajaú (MA) e Feira de Santana.

As investigações, iniciadas por levantamentos operacionais e de inteligência do Ficco/SE, revelaram que os envolvidos no tráfico de drogas da região metropolitana de Aracaju remetiam grandes quantias de dinheiro para terceiros, que transferiam esses valores para pessoas físicas e jurídicas em outros estados.

Segundo a PF, o  esquema de lavagem de dinheiro empregava empresas fantasmas na movimentação de milhões de reais provenientes dos delitos. O Juízo também determinou o bloqueio de R$ 4,5 milhões em contas e bens dos investigados.