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Considerado – pelo menos pelo prefeito de Itabuna – como membro da bancada governista, o vereador Gerson Nascimento (PV) subiu o tom das críticas contra a gestão municipal. Nesta quarta-feira, 9, ele condenou as obras das avenidas do Cinquentenário e Pedro Jorge, afirmando que o Capitão Azevedo “não trabalha com planejamento adequado”.

O membro do PV fez observações acerca do novo piso que está sendo utilizado para a construção dos passeios da Cinquentenário, cuja qualidade também é contestada pela Caixa Econômica Federal. Para Nascimento, por ser “de encaixe”, o piso trará dificuldades para a locomoção de deficientes visuais e mulheres com determinado tipo de calçado.

Sobre a Pedro Jorge, o vereador atacou a obra de saneamento, a “menina dos olhos” de Azevedo. Nascimento considera a intervenção equivocada, por não ter se preocupado com o destino do esgoto. “Os dejetos serão lançados sem tratamento no Rio Cachoeira, o que é mais um presente de grego para o nosso rio”, lamentou.

Na segunda-feira, 7, o prefeito convidou vereadores para visitar as duas obras e Nascimento se recusou a fazer parte do tour.

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As qualidades do ex-secretário de Assuntos Governamentais e Comunicação de Itabuna, Walmir Rosário, que pediu exoneração do cargo na semana passada, foram destacadas em diversos pronunciamentos na tarde desta quarta-feira, 9, na Câmara de Vereadores de Itabuna. Os elogios partiram de integrantes da esquerda à direita.

Um dos que elogiaram Rosário foi o comunista Wenceslau Júnior. Ele ressaltou que o ex-secretário atuou com competência, mas foi vítima de “conflitos internos”.

Ao novo titular da pasta, Ramiro Aquino, que também recebeu elogios, Wenceslau desejou sorte. “Ramiro é tão competente quanto Walmir, mas espero que ele receba melhor tratamento no governo”, disse.

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O quorum nas próximas reuniões do prefeito Azevedo com a sua bancada deverá sofrer uma baixa. Nesta terça-feira, 8, após participar de encontro com o alcaide e visitado algumas obras, ao lado de outros seis vereadores, Raimundo Pólvora (PPS) sentiu um “abalo sísmico” no estômago e reclamou:

– Pô, o prefeito nos convida e não serve nem sequer um almoço. Não venho mais.

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Após a redução no valor do duodécimo, a Câmara de Vereadores de Itabuna entrou numa economia de guerra. Desde março, já foram demitidos assessores e o funcionamento da casa ficou restrito ao período vespertino. Exceto às sextas-feiras, quando a Câmara tem expediente apenas na parte da manhã.

Pelo visto, a economia feita até agora não tem sido suficiente. Segundo informações, a direção da casa estuda a possibilidade de abrir as portas apenas três dias por semana, a fim de reduzir ainda mais as despesas.

Há também no legislativo quem defenda um endurecimento na relação com o Executivo, já que o prefeito teria se comprometido a restituir o duodécimo ao valor antigo, mas não cumpriu a promessa.

Ontem, Azevedo reuniu-se com a sua bancada, fez sua choradeira e conseguiu fugir do assunto que não saía da cabeça dos vereadores. Agiu como o sujeito que, ao ser abordado por um pedinte, retruca ligeiro: “se conseguir alguma coisa, arrume pra dois”.

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O ex-vereador itabunense Luís Sena, do PCdoB, confirmou na manhã desta quarta-feira, 9, a possibilidade de vir a ocupar a suplência de Lídice da Mata (PSB), pré-candidata ao Senado na chapa de Jaques Wagner.

Em entrevista ao radialista Cacá Ferreira (Rádio Nacional de Itabuna), Sena disse que há uma articulação para que o suplente seja do PCdoB e seu nome é cogitado. “Acredito que a definição saia neste fim de semana”, afirmou. A sugestão partiu dos dirigentes regionais do PCdoB, conforme noticiado pelo Pimenta.

O ex-vereador comunista deixou clara a disposição de assumir o desafio. “Não fujo da raia e estou à disposição da luta política”, adiantou-se Luís Sena.

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O deputado estadual Jota Carlos (PT) já se queixou da variedade de apoios selados pelo federal Geraldo Simões, do mesmo partido e com quem formou aliança decisiva em 2006. Para a eleição que se avizinha, Geraldo está fechando várias dobradinhas, inclusive com o próprio JC. Outros parceiros são Fábio Santana (PRP), Rosemberg Pinto (PT) e até a evangélica Ângela Sousa (PSC).

O ex-parceiro monogâmico de GS, entretanto, não quer ficar se lamentando. Ao contrário, fez como aquela esposa do presidente sul-africano Jacob Zuma. E antes que algum apressadinho tire conclusões precipitadas, o blog não quer dizer que Jota Carlos arrumou um segurança fortão. O que ele fez foi investir-se do direito de ter outros parceiros… políticos.

Sendo assim, muitos dos sindicatos que apoiam a reeleição do deputado estão com Geraldo, mas deixando alguns diretores livres para fechar outras alianças. E o próprio Jota Carlos está diversificando seus apoios, como faz em Jequié, cidade na qual dobrou com o pré-candidato petista a deputado federal, Sérgio da Gameleira.

Em suma, o casamento entre GS e JC existe, mas é do tipo moderno.

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Recusando-se a fazer número para eleger deputados do DEM, o PTN ameaça abandonar a campanha de Paulo Souto e colar no peemedebista Geddel Vieira Lima. Segundo informações do site Bahia Notícias, a previsão é de que a representação do DEM na Assembleia Legislativa encolha dos atuais 12 para oito deputados. O PTN, por outro lado, elegeu apenas um parlamentar em 2006 (João Carlos Bacelar, o penúltimo entre os eleitos) e corre o sério risco de ficar sem nenhum se fechar aliança com o DEM.

O PSDB também não aceita (veja aqui) coligar na proporcional com o Democratas e estes, por sua vez, ameaçam fazer corpo mole a campanha de José Serra caso os tucanos permaneçam resistentes ao enlace.

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O prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, foi entrevistado há pouco pelo repórter Paulo Leonardo (Rádio Difusora) e falou sobre os sucessivos sequestros de recursos do município pelo INSS. Indignado com a situação, que deixa o governo asfixiado financeiramente, o prefeito disse que tem administrado com pouco dinheiro, mas com honestidade.

Em dado momento da entrevista, Azevedo afirmou que em seu governo não existem casos de desvio de verbas e revelou que tolera alguns defeitos, mas não aceita improbidade. “Podem falar que no governo tem incompetente e preguiçoso, mas ladrão não tem”, ressaltou o governante, com toda veemência.

Assim, Azevedo demonstrou que repudia o “rouba, mas faz”. Mas, em lugar desta má-conduta administrativa, ele apregoa outra, que também não é lá muito louvável: o “não rouba, nem faz”.

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José Barreira, discursando ao lado de Wagner. Um pedaço da família está com Geddel

Em Caetité, no sudoeste baiano, o político José Barreira sempre foi conhecido por buscar manter-se ao lado de quem ocupa o poder. Seja de que partido for.

Barreira, hoje prefeito do município, é do PSB e publicamente apoia a reeleição de Jaques Wagner. Mas escalou o sogro e dois cunhados para dar total suporte à campanha do peemedebista Geddel Vieira Lima.

O prefeito também diz apoiar a eleição do ex-secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, para deputado federal. Porém, quem goza de grande prestígio no governo de Caetité é o deputado José Rocha, do PR, que disputa novo mandato.

Lotear a família para aumentar as chances de conquistar um naco de poder é hábito conhecido na política. Em Ilhéus, por exemplo, isso acontece com a deputada estadual Ângela Sousa (PSC), que está com Wagner (ocupa diversos cargos na máquina estadual), Geddel (por conta do partido) e Paulo Souto (o filho, Mário Alexandre, é secretário do PSDB e apoia o democrata).

José Rocha reza pela mesma cartilha e, apesar de estar no PSB, tem um histórico ligado ao carlismo. Tanto que, para o Senado, ele está com a socialista Lídice da Mata, mas o outro voto está guardadinho para a direita. É de Cesar Borges (PR).

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Do UOL:

Após reunião sem a participação de representantes do PMDB, o PT e partidos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas Gerais decidiram apresentar aos peemedebistas chapa para a disputa do governo do Estado encabeçada pelo ex-prefeito petista de Belo Horizonte Fernando Pimentel. A vice seria ocupada por Clésio Andrade, presidente estadual do PR. O ex-ministro das Comunicações Hélio Costa (PMDB) seria o único candidato ao Senado da chapa.

Costa e Pimentel disputam a indicação do nome da base aliada para disputar o governo do Estado.

A nova versão, costurada após encontro na casa de Andrade que terminou no início da tarde deste domingo (6), foi referendada por representantes do PR, PT e PC do B. A proposta será apresentada ao PMDB ainda neste domingo e vai contra a vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e também do comando da campanha de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto.

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Paulo Lima (ou Paulo Índio) não poderia ser secretário em virtude do "ranço fernandista"

O radialista Reginaldo Silva conta em seu blog que o jornalista Paulo Lima teria integrado uma lista de seis nomes submetidos ao crivo do prefeito José Nilton Azevedo para substituir Walmir Rosário na Secretaria de Assuntos Governamentais e Comunicação. De acordo com Silva, ao deparar com o nome de Lima o prefeito teria feito o sinal da cruz, gritado um “Deus me livre” e dito que o candidato teria “ranço de Fernando Gomes”  (curioso é que para alguns isso é pré-requisito).

Para o cargo, o escolhido acabou sendo o jornalista Ramiro Aquino, que assume nesta segunda-feira, 7, às 10 horas, em uma cerimônia simples no gabinete do prefeito.

Silva, porém, diz que o prefeito revelou a um grupo de comunicadores que a nomeação de Ramiro seria em caráter interino. “Ninguém entendeu nada”, afirma o radialista, com a grande pretensão de entender a “intellingentzia” do governo Azevedo.

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Atingido pela entrevista do delegado aposentado da PF Onézimo Souza à revista Veja, o jornalista e consultor Luiz Lanzetta decidiu abandonar a campanha da petista Dilma Rousseff. Lanzeta era o responsável pela contratação dos integrantes da equipe de comunicação da campanha.

O delegado diz ter sido procurado pelo jornalista, com uma solicitação para que montasse um esquema de espionagem contra os tucanos. Ao “pedir o boné”, Lanzetta disse que o ato foi voluntário e isolado. Ele também afirmou que não chegou a existir central de arapongas e dossiês, uma vez que ninguém foi contratado.

(Com informações da Folha de S. Paulo)

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Dilma Rousseff pode ter dois palanques na Bahia, mas o presidente Lula virá ao estado na próxima semana para cumprir uma agenda eminentemente petista. Lula desembarca na capital baiana às 16 horas de quinta-feira, 10, sendo recepcionado pelo governador Jaques Wagner. Ao lado deste anfitrião, o presidente terá como uma das principais missões a assinatura de cooperação técnica com o Estado para a revitalização do Centro Histórico. O presidente irá também reinaugurar o Palácio do Rio Branco e autorizar obras de saneamento básico e construção de casas populares.

Ainda na Bahia, Lula vai inaugurar obras de infraestrutura e conjuntos habitacionais em Lauro de Freitas, cidade governada pela petista Moema Gramacho.

Os compromissos do presidente estão restritos a projetos tocados em parceria com “companheiros” do PT, o que levanta a dúvida se  estará presente às solenidades o deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB), pré-candidato a governador. Como se sabe, o partido de Geddel é aliado do PT em Brasília e inimigo ferrenho do mesmo partido na Bahia.

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Escaldado com as inconstâncias do mundo político, o jornalista Ramiro Aquino é todo cautela quando indagado sobre sua nomeação para o cargo de secretário de Assuntos Governamentais e Comunicação do governo Azevedo. “Calma, a publicação ainda não saiu”, diz o experiente Ramiro.

O convite para o cargo, no entanto, é confirmado pelo jornalista, que deve ter sua nomeação oficializada nesta segunda-feira, dia 6. Ou seja, o homem será secretário antes do início da Copa do Mundo e já está escalando o time que vai entrar em campo.

Para a posição de diretor do Departamento de Comunicação, o “técnico” deverá convocar o também jornalista Joel Filho.

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O médico ilheense Ruy Carvalho compareceu ao Hospital Geral Luiz Viana Filho, no último sábado (29), numa solenidade de inauguração de novos equipamentos. Publicamente, recebeu um afago do governador Jaques Wagner. “Ruy, sei que você está no PV, mas nós aqui não somos restritivos”.

O médico estava ao lado do Galego. E sorriu com o gracejo. Carvalho concedeu uma rápida entrevista. E não economizou críticas à área política de Wagner. Nem ao próprio. Nem à direção nacional do seu atual partido.  “O PV é igual biruta de aeroporto. Não tem identidade política”.

As desilusões com o PT e, agora, com o PV, fizeram com que ele repensasse o desejo de, novamente, disputar uma vaga à Assembleia Legislativa. Sobre o seu destino no PV, diz apenas que sua decisão não passa desse mês. Acompanhe a entrevista.

O sr. continua no PV, sai candidato a deputado?

Olha, eu vi o PT se desvirtuando. Então, fomos para o PV, porque imaginávamos que havia compromisso com o ser humano, com as suas conseqüências. Eu disse “vou pro PV porque a gente tem condições de estar mais perto dos cidadãos”.

Decepcionou-se?

No PV, não há confronto de ideias, diálogo, negociação. Ou você reza na cartilha de quem tem a caneta na mão ou você fica no escanteio.

E tem que rezar na cartilha de quem?

Quem tem a caneta na mão são os presidentes nacional [França Penna], estadual [Ivanilson Gomes] e municipal[Robson Melo]. E o diálogo é daquele jeito… Então, se eles acham que tem de fazer aliança com Paulo Maluf, com o DEM, fazem. Eu acho que não é assim.

Quando o sr. chegou ao PV, logo defendeu que o partido apoiasse a reeleição de Wagner. Aquilo não desgastou a relação, criou esse atrito?

Quando eu conversei com Juliano [Matos, ex-secretário estadual de Meio Ambiente]… Olha, eu discordo, inclusive, da condução política do governador [Jaques Wagner]. Em dois anos e meio no PT, ele nunca nos prestigiou para nada. Nunca fui chamado para nada. Ele nunca me chamou para uma discussão sobre a região. Então, quando eu conversei com Juliano, eu perguntei se o PV iria apoiar a direitona. Por que, dos três, o menos ruim seria o Wagner.  Continua sendo.

E Juliano?

Ele me assegurou que não. Agora, eu acompanho um bom grupo. Juliano, Beth Wagner, Juca Ferreira, professor Jorge Portugal, Ari da Mata, essa turma histórica. Só que a caneta do PV não está com eles. Nós fomos batidos, enxovalhados. Por exemplo: Beth tá se lançando candidata ao Senado e eles dizendo que não. Já tem acordo do PV para apoiar o PMDB no segundo turno.

Se não for o PMDB, o PV apoiará o DEM, mas não apoia o PT.

E o senhor acredita que o PMDB vai para o segundo turno?

Se não for o PMDB, o PV apoiará o DEM, mas não apoia o PT. É isso: não apoia. O PV é igual biruta de aeroporto. Não tem identidade política. Eu achei que podia contribuir para dar identidade política, mas não aconteceu. O que é que eu posso fazer?

E o senhor, como fica?

Até junho [a entrevista foi concedida no sábado, 28], eu decido.