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De Serra a Dilma, os presidenciáveis melhor posicionados nas pesquisas de intenções de voto abriram o horário eleitoral gratuito na televisão, há pouco, dando uma lustradinha na biografia. Marina Silva (PV) preferiu falar de meio ambiente. Abaixo, confira vídeos dos principais programas, pescados no Youtube.
José Serra (PSDB)

Marina Silva (PV)

Dilma Rousseff (PT)

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Dilma seria eleita no 1º turno
com 51% dos votos válidos

O Ibope divulgou há pouco a sua mais recente pesquisa sobre a disputa presidencial brasileira. Dilma Rousseff (PT) aumentou a sua vantagem em relação a José Serra (PSDB) para onze pontos percentuais e foi a 43%. O tucano pontua com 32%. Marina Silva (PV) manteve os 8% da pesquisa anterior.
Em relação à pesquisa divulgada no dia 6, Dilma cresceu quatro pontos (eram 39%) e Serra caiu dois (34%).
A pesquisa contratada pela TV Globo e Estadão ouviu 2.506 eleitores de 12 a 15 de agosto e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais.
Os demais candidatos não pontuaram na pesquisa. São eles Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU). Mas esse contingente significaria 1% das intenções de voto nesta pesquisa.
7% dos eleitores votariam em branco ou nulo e 9% se disseram indecisos quanto às opções de voto. A diferença de 11 pontos percentuais também aparece numa disputa de segundo turno entre a petista e o tucano: 48% a 37%.
Conforme o Ibope, considerando-se apenas os votos válidos, Dilma teria 51%, Serra 38% e Marina 10%, mas a margem de erro de dois pontos não confirmaria essa possibilidade.

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O cientista político César Romero coordena um estudo que examina a “geografia do voto” nas eleições presidenciais de 1989 a 2006 e uma das suas conclusões desmente a história de que o voto no PT é o dos pobres do Norte e Nordeste, beneficiados pelo Bolsa Família, enquanto os do PSDB são os dos ricos do Sul e Sudeste.
A divisão não se dá exatamente dessa forma e o estudo de Romero aponta a existência de uma “cadeia de interesses” a determinar o rumo do eleitor em cada região.
No Nordeste, por exemplo, o voto petista não seria predominantemente do pobre, mas também dos ricos e “remediados”, que se beneficiam indiretamente da política de combate à pobreza. Isto porque os pobres recebem a ajuda financeira, compram no comércio e isso produz um ciclo virtuoso nas economias locais.
Já no Sul, o estudo aponta uma insatisfação do grande empresário exportador, que vê com maus olhos a valorização do real frente ao dólar, causadora de alegados prejuízos às exportações.
E tudo, como sempre foi na história da humanidade, se explica a partir de questões de ordem econômica.

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Marco Wense

OS CONCORRENTES: Souto, Wagner e Geddel (Foto Google).

Paulo Souto e Geddel Vieira Lima, respectivamente candidatos ao governo da Bahia pelo DEM e PMDB, tem a mesma opinião em relação ao horário eleitoral que começa no próximo dia 17.
O ex-governador e o ex-ministro acham que vão crescer nas pesquisas de intenção de voto com o início da propaganda no rádio e na TV. Geddel diz que vai se aproximar de Souto, que, por sua vez, diz que vai se afastar mais ainda do peemedebista.
As últimas consultas populares, incluindo a do instituto Datafolha, apontam o candidato do PT, Jaques Wagner (reeleição), na dianteira. E mais: seria reeleito logo no primeiro round.
A turma de Wagner também acha que o ex-ministro das Relações Institucionais do governo Lula, que passou incólume pelo escândalo do mensalão, vai crescer nas pesquisas.
Como é improvável que Wagner, em um eventual segundo turno, fique de fora da disputa pelo Palácio de Ondina, a briga entre Souto e Geddel promete muitas emoções e, quem sabe, a depender do andar da carruagem, uma troca de farpas.
Souto versus Geddel. A expectativa fica por conta de quem vai dar a primeira alfinetada no esperado horário eleitoral.

DOBRADINHAS

O já descrente eleitor fica sobressaltado com as tais das “dobradinhas” que aparecem em época eleitoreira e, depois, como num passe de mágica, desaparecem para sempre.
Aliás, a “dobradinha” mais esperta da eleição de 2010 é, sem dúvida, a que Geraldo Simões fez com Ângela Souza (PSC).  A deputada, que busca sua reeleição para o Parlamento estadual, vai apoiar o petista em Ilhéus.
O petista, no entanto, além de não pedir um só voto para Ângela no seu principal reduto, que é Itabuna, não faz nenhum esforço para que geraldistas ilheenses votem na candidata evangélica.
É a dobradinha do “toma-lá” sem o “dá-cá”. Da ingenuidade enfrentando a esperteza.

FERNANDO GOMES

Se não fosse José Serra, a chapa completa do ex-prefeito Fernando Gomes seria a mesma de Geddel, candidato ao governo da Bahia pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro, o pragmático PMDB.
O ex-prefeito de Itabuna e o ex-ministro da Integração Nacional vão votar em Renato Costa (deputado estadual), Lúcio Vieira Lima (federal), os dois senadores da chapa majoritária e o próprio Geddel para o cobiçado Palácio de Ondina.
O voto diferente fica por conta da sucessão presidencial, já que Geddel vota na petista Dilma Rousseff e Fernando Gomes no tucano José Serra.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Os tucanos buscam explicações para a queda do presidenciável José Serra e o aumento do percentual de votos da petista Dilma Rousseff. O deputado federal baiano Jutahy Júnior (PSDB) dizia que apenas 25% dos entrevistados pelo Datafolha assistiram à entrevista de Serra ao Jornal Nacional, da Globo, na quarta. A pesquisa foi concluída na quinta, 12.
O Datafolha, no entanto, joga uma ducha de água fria na esperança tucana. Conforme a Folha de São Paulo, edição de sábado (14), 50% das entrevistas para esta pesquisa foram realizadas na quinta, um dia após a entrevista de Serra ao Jornal Nacional. Pior: os percentuais de intenções de voto mantiveram-se praticamente inalterados desde os números captados na segunda, 9, até a quinta, 12.
O dado acima pode apontar duas coisas: a influência do JN no voto é baixíssima e a petista Dilma Rousseff tem crescimento consistente e o contrário se dá com José Serra.

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O ex-deputado federal Roberto Jeferson, pelo Twitter, comentou a atuação do presidenciável José Serra (PSDB) na entrevista concedida ao Jornal Nacional, da Rede Globo, há pouco.
Citado na bancada, Jefferson disse no microblog que os apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes “foram mais amenos” com José Serra.
Uma das perguntas espinhosas do casal para Serra no JN foi sobre a aliança do tucano com o PTB, envolvido no Mensalão do Governo Lula e tido como responsável-mor pela corrupção nos Correios.
Mais adiante, Jefferson diz que os jornalistas do JN “amarelaram” diante de Serra e “foram violentos com Dilma e Marina”. Na Globo, Serra defendeu Jefferson. “”Os personagens principais nem foram do PTB, foram do PT”.
Deixemos o Jefferson de lado. Confira a sabatina no vídeo abaixo e tire as suas conclusões:

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Serra volta ao estado na sexta (Foto Pimenta).

Essa vem do Tempo Presente, d´A Tarde:
José Serra estará de volta a Salvador na próxima sexta. Motivo oficial: vem lançar o seu Plano Nacional de Segurança Pública.
Em tese, o alvo é o governador Jaques Wagner, já que a oposição vai bater forte em (in) segurança no horário eleitoral.
Mas é mais que isso. Ele vem também tentar botar gás na campanha, que aqui na Bahia faz água enquanto tucanos e democratas trocam cotoveladas explícitas.

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Da coluna Tempo Presente (A Tarde):
Aliados de Paulo Souto que estavam com ele e a comitiva de Serra anteontem em Bom Jesus da Lapa ficaram horrorizados com os santinhos da dupla tucana Jutahy Magalhães (federal) e Augusto Castro (estadual) que estavam sendo distribuídos entre romeiros.
O santinho tem o número de Castro, depois o de Jutahy, deixa os dois senadores em branco, suprime completamente o de governador e coloca Serra presidente.
Quem tem aliados como esses…

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A pesquisa Ibope/TV Bahia divulgada ontem à noite traz números que, se confirmados nas urnas, podem trazer uma bela vantagem para a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) no cenário nacional, principalmente quando se leva em conta que o seu principal adversário, José Serra (PSDB), quase não sai daqui. Ainda ontem, o tucano visitou Bom Jesus da Lapa.
Vamos ao levantamento: ouviu 1.008 pessoas, de 3 a 5 de agosto, e apresentou Dilma com 56% dos votos contra 23% de Serra. A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV) aparece com 5%. Os demais candidatos não pontuaram.
Na espontânea, Dilma aparece com 39% e Serra pontua com 12% e Marina, 3%. Em um cenário de segundo turno, quando confrontados Dilma versus Serra, a petista impõe 61% a 26%. A margem de erro do levantamento é de 3 pontos percentuais.

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A presidenciável Dilma Rousseff manteve os cinco pontos de vantagem sobre o tucano José Serra em uma nova pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, divulgada há pouco. Dilma tem 39% e Serra manteve os 34% registrados no levantamento divulgado na semana passada.
Marina Silva (PV) alcançou 8%, sendo 7% na pesquisa anterior. Os demais candidatos não pontuaram, sendo que o percentual de indecisos atingiu 12% e o de intenções de votos brancos e nulos ficou em 7%.
O Ibope apresentou cenário de segundo turno entre Serra e Dilma. A petista bate o tucano por 44% a 39%.
Confira mais da pesquisa

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A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quinta-feira, 5, aponta que 47,1% dos entrevistados creem que a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) vencerá as eleições presidenciais de 2010. Para outros 30,3% o vencedor será o ex-ministro e ex-governador paulista José Serra (PSDB). Segundo o instituto, 2,2% acreditam na vitória de Marina Silva (PV).

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O jornal A Tarde passou uma lupa nos programas eleitorais protocolados por Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) e constatou que a dupla, digamos, tá nem aí para esse pedacinho de Brasil chamado Bahia. A estratégia dos principais candidatos, observa o diário soteropolitano, é “tratar os temas regionais apenas nas visitas que realizam nos estados”.
Foi assim que o presidenciável José Serra falou de resolver o problema do aeroporto de Ilhéus quando enfrentou dificuldades para pousar no município sul-baiano. Ou falou de cacauicultura quando esteve em Itabuna. “No documento, eles tratam de suas propostas no atacado, expondo as principais linhas dos programas sem particularizar as ações locais, nos estados e dos municípios”.
Diz ainda a publicação que “Serra gosta de tratar do tema da violência quando passa na Bahia, pois sabe que esse é um dos principais problemas do Estado. Dilma, nos discursos em solo baiano, enfatiza o que pretende fazer aqui: a ampliação dos programas sociais, os projetos de irrigação e a conclusão das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em especial a Ferrovia Oeste-Leste, e o Porto Sul”. Já Marina Silva (PV), fala em seu programa de forma genérica e recorre ao termo “desenvolvimento sustentável”.

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Marco Wense

A cúpula do tucanato, alojada na Avenida Paulista, tem três importantes preocupações com a eleição presidencial: 1) o crescimento da candidata do PT, Dilma Rousseff, nas regiões sul e sudeste. 2) o impressionante poder de transferência de votos do presidente Lula. 3) a própria Dilma Rousseff.
As preocupações 1 e 2 já são fatos. A petista começa a incomodar os tucanos nos seus redutos, onde Serra está na frente de Dilma nas pesquisas. Sobre Lula, é inquestionável o seu carisma e o fato de Dilma contar com o maior “cabo eleitoral” da história do Brasil.
Só falta agora, para o desespero do PSDB, é a candidata Dilma mostrar que tem luz própria, ou seja, que pode caminhar com os próprios pés, que pode se virar sozinha, independente do PT e, principalmente, do presidente Lula.
Portanto, o debate na Band, dia 5 de agosto, quando Dilma fará uma “acareação” com Serra, é de suma importância. Se Dilma sair bem, será o início da conquista dos votos pela própria Dilma. A Dilma com luz própria.
NO LIMITE

Toda indefinição política tem o seu limite e o seu preço. Ultrapassando esse referencial, o indeciso começa a ser menosprezado e, o que é pior, não levado a sério pelos que disputam o seu apoio.
O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo, precisa se definir em torno dos seus candidatos na eleição de 2010, principalmente em relação ao governo do Estado, se fica com Paulo Souto (DEM), Geddel (PMDB) ou Wagner (PT).
A indefinição do chefe do Executivo, eleito pelo DEM, depois de derrotar a petista Juçara Feitosa com uma frente de mais de 12 mil votos, já passou do limite do aceitável. O político tem que ter lado, não pode ficar agradando a gregos e troianos.
PDT
O Partido Democrático Trabalhista de Itabuna, o PDT, presidido aqui na Bahia pelo bom gaúcho Alexandre Brust, não compareceu no encontro do governador Jaques Wagner com as lideranças e os partidos políticos do sul da Bahia.
O PDT de Itabuna, hoje atrelado ao governo municipal, espera a decisão do prefeito Azevedo. Aliás, o presidente de fato do PDT é o prefeito democrata, já que não existe nenhuma orientação do comando estadual para que o partido se posicione a favor da reeleição de Wagner.
O PDT histórico, que apoia o legítimo projeto de reeleição do governador Jaques Wagner, marcou presença.

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Marco Wense
Quando o assunto é fugir de quem não anda bem nas pesquisas de intenção de voto, os políticos, com algumas raríssimas exceções, filiados a partido A, B ou C, são igualzinhos. A sabedoria popular costuma dizer que são todos “farinhas do mesmo saco”.
A sobrevivência política, quase sempre assentada nos interesses pessoais, fala mais alto. O fim justifica os meios. A luta passa a ser de “murici”, com cada um cuidando do seu próprio quintal.
Em decorrência da disputa desenfreada, obsessiva, sem escrúpulos e sem limites pelo poder, surge a figura do político rejeitado, o patinho feio do movediço, perverso e traiçoeiro processo eleitoral.
No estado de São Paulo, por exemplo, a candidata ao Senado pelo PT, Marta Suplicy, faz de tudo para descolar de Aloizio Mercadante, seu companheiro de partido e candidato a governador.
Pesquisa recente do instituto Datafolha, além de apontar uma frente de 33 pontos de Alckmin (PSDB) sobre o petista, sinaliza que 30% do eleitorado do tucano (4,5 milhões de votos) estariam dispostos a votar na ex-prefeita de São Paulo.
Marta, pensando exclusivamente na sua eleição, evita fazer qualquer crítica ao candidato do PSDB. Aliás, só falta dizer que o tucano é o melhor nome para comandar o cobiçado Palácio dos Bandeirantes.
Outro “patinho feio” é José Serra, candidato à presidência da República pelo tucanato. O ex-governador Paulo Souto, que quer retornar ao governo da Bahia pelo Partido do Democratas (DEM), evita falar que seu candidato é Serra.
A ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT e do “patinho” mais bonito da lagoa sucessória, o popular e carismático Luiz Inácio Lula da Silva, tem o dobro de votos de Serra na Bahia.
Agora, no quarto colégio eleitoral do país, pela pesquisa do Datafolha, surge o mais novo patinho feio da eleição de 2010: o prefeito de Salvador João Henrique (PMDB), filho do senador João Durval, eleito pelo PDT do saudoso Leonel Brizola.
João Henrique, para o desespero de Geddel Vieira Lima, candidato ao Palácio de Ondina pelo peemedebismo, foi o pior prefeito do Brasil entre os que foram avaliados pelo Datafolha.
O patinho feio de hoje pode se transformar no mais bonito dos patinhos e vice-versa. O ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, só para citar um exemplo bem tupiniquim, já não é tão rejeitado como antes.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.