Emasa pede liberação de aumento de vazão na Barragem do Colônia para oxigenar o Cachoeira || Foto Pedro Augusto/Arquivo
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O longo período de estiagem nas bacias dos rios Almada e Cachoeira, responsáveis pelo abastecimento de água de Itabuna, tem preocupado a Gerência Técnica da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). O Brasil vem passando por uma das maiores crises hídricas dos últimos 90 anos, correndo grave risco de haver apagão elétrico em função da falta de chuvas.

Segundo o gerente Técnico da Emasa, João Bitencourt, a diminuição do volume das calhas dos rios que abastecem a cidade já apontam a diminuição da vazão. “É muito importante que com a chegada das estações mais quentes – primavera e verão – todos façam o consumo de água consciente, evitando o desperdício para que a Emasa não seja obrigada a realizar um programa de racionamento no futuro”, apela.

BARRAGEM DO COLÔNIA

Bitencourt já manteve contato com a direção da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb), que administra a barragem do Rio Colônia, situada no município de Itapé, para aumentar o volume da vazão que vem por gravidade até a estação de captação e tratamento de água da Emasa, no Nova Ferradas, zona oeste de Itabuna.

“O aumento da vazão da Barragem do Rio Colônia, além de ajudar no abastecimento de Itabuna, contribuirá para manter o nível do espelho d’água do Rio Cachoeira no centro da cidade”, afirma João Bitencourt.

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A Uesc é a prova maior de união e vitória dessa região. Foi um sonho de toda a sociedade que virou realidade. Foi fruto da articulação e envolvimento de todos. Não houve divisão. Houve integração, e essa energia e exemplo precisam ser colocados em prática como fio na luta pelo nosso patrimônio Rio Cachoeira.

Rosivaldo Pinheiro | rpmvida@yahoo.com.br

Os tempos atuais exigem cada vez mais responsabilidade do conjunto da sociedade em relação ao desenvolvimento sustentável. O tema, embora importante, sempre fica no imaginário de parte da população das cidades e parece algo intangível. Sempre aparece nas discussões eleitorais dos municípios a cada quatro anos.

A cidade de Itabuna e a região sempre têm ligação umbilical com a bacia do Cachoeira e com o próprio rio, sempre foi uma fonte de inspiração, cantado em verso e prosa, uma fonte inesgotável de história e estórias, mas que sofre com a falta de empatia e responsabilidade de todos nós ao longo do tempo. Itabuna, por exemplo, nasceu a partir do Cachoeira.

Essa desatenção abrange do setor público ao privado e, nesse caso, não cabe citar exceções, pois se existem, são incipientes para mexer nas estruturas de estado. Destacá-las seria mais um subterfúgio para esses mecanismos. Em Itabuna e em outras cidades as pessoas literalmente deram as costas para o rio, construindo em suas margens e fazendo os seus lançamentos de esgoto diretamente no curso d’água do Cachoeira.

Pensar o Rio Cachoeira é tarefa urgente, importante e necessária e obriga toda a sociedade a sair da posição de letargia, dos muros da reclamação e falação para o papel de agente de transformação. Precisamos agradecer a todos que fazem do Rio uma fonte de pesquisa e contribuem com seus estudos. Toda essa contribuição faz nascer a hora da virada. A hora de sermos pragmáticos e dizermos com ações concretas: o Rio Cachoeira é a nossa voz!

Aconteceram dois encontros nessa semana na Uesc, o primeiro no dia 31 de agosto e o segundo no dia 1° de setembro. Foram encontros liderados por Itabuna, tendo a Amurc e o CDS Litoral Sul como parceiros. Estiveram na formatação dessa discussão UFSB, UESC, Embasa, Emasa, Portal Santo Agostinho, Ramboll e comitê das bacias hidrográficas do leste, com a participação de diversos outros técnicos e estudiosos da temática.

Foi Um rico encontro, sem donos da verdade, sem arroubos, sem personalismo, nem mesmo mesa oficial foi formada, justamente para rompermos com o formalismo, colocando todos em pé de igualdade. Algumas cidades demostraram maior envolvimento: Itabuna, Ilhéus e Floresta Azul, sendo as demais representadas pela Amurc e CDS-LS. Aliás, cabe aqui destacar a participação de Luciano Veiga, gerente executivo das duas entidades e vice-presidente do Comitê das Bacias do Leste, mas sentimos a ausência de representantes direto dos demais municípios envolvidos.

O registro aqui é didático, não visa polemizar nem criar cisões; ao contrário, serve de alerta pela importância estratégica deles na construção e fortalecimento do braço político dessa ação em nível de região, afinal, a pauta nos une: recuperação ambiental, social e econômica da região passa pela recuperação do Rio Cachoeira, especialmente com a chegada de novas oportunidades advindas do Porto Sul.

Para não perdermos de vista a luta que estamos iniciando, tem simetria com a que fizemos com a Universidade Estadual de Santa Cruz. Não à toa, escolhemos a Uesc para sediar os dois eventos iniciais na luta pelo nosso Cachoeira. A Uesc é a prova maior de união e vitória dessa região. Foi um sonho de toda a sociedade que virou realidade. Foi fruto da articulação e envolvimento de todos. Não houve divisão. Houve integração, e essa energia e exemplo precisam ser colocados em prática como fio na luta pelo nosso patrimônio Rio Cachoeira.

Rosivaldo Pinheiro é economista, especialista em Planejamento de Cidades (Uesc) e subsecretário de Planejamento de Itabuna.

Eventos vão discutir alternativas para despoluição do Rio Cachoeira || Foto Emasa
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Uma empresa dinamarquesa, a Ramboll Environ, promete apresentar diagnóstico da situação do Rio Cachoeira, nesta terça-feira (31) a técnicos de instituições como as universidades Estadual de Santa Cruz (Uesc) e Federal do Sul da Bahia (UFSB), Embasa e Inema, a partir das 14h30min, no auditório Paulo Souto, da Uesc.

Segundo um intermediário da Ramboll, o itabunense Adson Franco, a empresa reuniu todas as informações e diagnósticos de instituições sobre o Rio Cachoeira. A promessa, segundo ele, é de apresentação de “soluções mais baratas e ecológicas” para despoluição do rio.

Presidente da Emasa, Raymundo Mendes Filho cré que os eventos dos próximos dois dias são o primeiro passo para apontar resposta concreta para o problema da poluição que afeta o Rio Cachoeira. “Essa parceria entre a Emasa, Prefeitura de Itabuna e as empresas Portal Santo Agostinho e Ramboll Envirou mostra a determinação da atual gestão em envolver outros agentes para recuperar o Rio Cachoeira”, salienta.

O diretor de Projetos da Secretaria de Planejamento de Itabuna, Rosivaldo Pinheiro, se mostra entusiasmado com o que será apresentado pela Ramboll aos agentes envolvidos. “A Câmara Técnica de amanhã e o Workshop do dia 1º serão o ponto de partida de um projeto maior que é devolver a vida ao nosso Rio Cachoeira e precisamos envolver toda nossa sociedade nesse desafio”, destaca.

As engenheiras da Ramboll Environ, Alejandra Devecchi, que é gerente de Planejamento Urbano, e Kathlen Procópio, que atuou no monitoramento das ações de recuperação dos danos causados pelo rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG) apresentarão os diagnósticos e soluções encontradas pela empresa dinamarquesa para a recuperação do Rio Cachoeira.

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Em Resposta, Nando escreveu “ainda lembro o que eu estava lendo / só pra saber o que você achou/  dos versos que eu fiz / e ainda espero resposta”. Ele queria um perdão. Ela nunca respondeu. E sei lá, hoje eu resolvi que iria falar de AMOR…

Manuela Berbert 

Estava refletindo sobre a velocidade das redes sociais e da notícia, a quantidade de fake news gerada incessantemente e tentando, no meio dessa atribulação mental toda, esquematizar a linha de trabalho da equipe de comunicação que está me acompanhando em uma nova fase à qual estou embarcando. É que é tudo tão rasteiro que se a gente não se percebe, embarca em um efeito dominó de sentimentos dúbios e chega lá no final do dia exaurido, se perguntando. “Eu tive um dia ruim por qual razão, mesmo?”, sem se dar conta que foi lá naquele Bom Dia lotado de desaforos morais e políticos na palma das mãos.

Sei lá se estou certa ou errada, mas quero falar do que é bom! Mostrar o que vale à pena da vida e da Bahia! Perpetuar no espaço o que vale o nosso tempo de verdade! “Talvez seja a hora de tirar de cena os textos mais pessoais, que me afastam da Manu jornalista e me conectam diretamente com uma mulher mais sensível que nem sempre gosto de mostrar ao mundo”, pensei, naquela caminhadinha matinal marota no país Itabuna, ao redor do Rio Cachoeira. Mas sei lá, numa pandemia, onde nada faz muito sentido, tudo anda fazendo mais sentido ainda.

Cheguei em casa, abri as redes sociais e me deparei com uma pessoa contando que Nando Reis teria escrito a música Resposta após o termino de seu relacionamento com Marisa Monte, meio inconformado com o fim do romance e das suas ligações profissionais. Eles eram, além de namorados, parceiros musicais, e Nando enviava suas letras para que ela desse sempre uma olhadinha. Várias partes da canção fazem menção à artista e ao que viveram, como a citação de Ainda Lembro, que é um dos grandes sucessos de Marisa. Em Resposta, Nando escreveu “ainda lembro o que eu estava lendo / só pra saber o que você achou/  dos versos que eu fiz / e ainda espero resposta”. Ele queria um perdão. Ela nunca respondeu. E sei lá, hoje eu resolvi que iria falar de AMOR…

Manuela Berbert é publicitária e edita o manuelaberbert.com.br

Uma árvore caiu na Rua Antônio Muniz
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Em menos de 24 horas, choveu em Itabuna o que estava previsto para um mês. De acordo com a Coordenadoria de Defesa Civil, são mais de 100 milímetros por metro quadrado de água que caíram no município do sul da Bahia desde domingo (1°). Somente nas primeiras horas da noite de ontem choveu 98 milímetros.

Moradores do São Roque perdem móveis

A chuva causou alagamentos em, pelo menos, 20 bairros e na região central da cidade. No bairro Pontalzinho, além de vários imóveis invadidos pela água, uma árvore caiu na rua Antônio Muniz, bloqueando uma das principais vias de acesso ao Cemitério Campo Santo e ao Hospital Calixto Midlej Filho (Santa Casa) por mais de uma hora.

Na rua Água Branca, no bairro São Roque,  mais de 100 imóveis foram invadidos pela água.  Os moradores perderam camas, sofás, geladeiras, fogões, mesas, cadeiras e armários, dentre outros móveis. Pelo menos cinco casas foram destruídas, a maioria parcialmente. Os desabrigados estão na casa de parentes e amigos. A Prefeitura de Itabuna disponibilizou a Escola Municipal Brasília Baraúna, no São Roque.

Houve inundações em bairros, loteamentos e outras áreas ribeirinhas do Rio Cachoeira, que recebeu grande volume de água na noite. Moradores da Vila Cachoeira estão entre os prejudicados pela inundações.

Ponte do Tororó no Rio Cachoeira, em Itabuna || Foto Arquivo Walmir Rosário
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Gostaria de, em cima das pontes atuais e das que serão construídas, poder apreciar o Cachoeira revitalizado na Itabuna altaneira que sempre acostumamos a ver. Espero um dia possa ter essa oportunidade, assim como todos os itabunenses – daqui e de fora – que aprenderam a amar essa terra.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Confesso que sou um pouco saudosista, mas quem há de resistir àquelas boas lembranças dos tempos de criança e adolescente? Poucos insensíveis, diria eu, recordando a belezas e a funcionalidade do rio Cachoeira dos anos 1950/60. A beleza plástica está quase toda registrada nas telas dos nossos artistas, com suas pedras à mostra, às vezes nem tanto, pois também serviam de “quarador” para as centenas de lavadeiras de ganho, ou de casa, que utilizavam as abundantes águas.

Labutavam, ainda, nas águas do velho Cachoeira pescadores – alguns especializados – de pitus, calambaus e camarões; peixes das mais variadas espécies, em sua maioria nobre, a exemplo de robalos, jundiás, tucunarés; os areeiros, que retiravam a areia para as construções com suas canoas e transportadas nos jegues; tipo de transporte também utilizados para levar água (de gasto e de beber) às residências que não dispunham de água encanada, artigo (melhor, serviço) raro à época.

Com poucos esgotos in natura (tratamento também não existia) despejando no nosso rio, era o local da higiene corporal de muitos moradores, alguns que se exibiam com saltos e braçadas durante a natação num simples banho. As águas límpidas – embora salobra – era um convite, inclusive durante a noite quando alguns se aventuravam a mergulhar e nadar sorrateiramente para furtar os peixes capturados nas grozeiras e outras armadilhas colocadas em frentes às residências.

Os donos sabiam quem eram os larápios, mas nada de chegar às vias de fato, bastava uma simples censura, como geralmente assim fazia Pepê, hoje o advogado Pedro Carlos Nunes de Almeida, que tinha suas armadilhas ali na rua da Jaqueira, hoje avenida Fernando Cordier. Nos tempos atuais, mesmo com os parcos recursos, poucos se aventurariam a entrar nas águas superpoluídas do nosso velho rio, ainda mais com peixes suscetíveis a todos os tipos de doenças.

Sem medo de errar ou ser interpretado como politicamente incorreto, até as inundações do rio Cachoeira eram de encher os olhos e correr o mundo com as notícias da invasão das águas na pujante Itabuna. E olhe que naquela época não existia internet ou redes sociais, ganhava o mundo através dos jornais, telégrafo e dos microfones das rádios Clube, Difusora e Jornal, já que os serviços de alto-falante Tabu (bairro Conceição) e a Voz da Cidade não tinham longo alcance.

Passada a refrega, o comércio contabilizava seu prejuízo, refazia seus planos e tudo voltava à normalidade. A economia cacaueira dava o seu ar da graça e todos voltavam a ser o grapiúna de sempre, rico mesmo sem ter dinheiro no bolso, mas com muito crédito na praça. Nenhuma cidade do porte de Itabuna possuía o número de agências bancárias numa mesma avenida, a Cinquentenário, e todas funcionando, emprestando dinheiro e recebendo aplicações da venda do cacau.

Voltando ao comércio, a Cinquentenário e adjacentes se impunham com a galhardia de seus luminosos, confeccionados em gás neon, apagando e acendendo em intervalos diferentes, como só se viam nas grandes metrópoles pelo mundo afora. E os visitantes ficavam de “queixo caído” com nossa beleza feérica, tanto assim que muitos anos depois um conhecido biólogo da capital fluminense (à época Niterói), José Zambrotti, enchia os pulmões para nominar Itabuna como a Broadway brasileira.

Nem parecia que meses atrás tinha sofrido a grande catástrofe e, assim como no comércio, indústria e serviços maiores, a vida do rio voltava ao normal, com todos utilizando o que as águas produziam e permitam que fosse retirado para o bem do homem. Até as pontes voltavam ao normal. Me refiro às pontes do Tororó (conhecida como dos Velhacos), estreita, baixa e somente para pedestres, e a do Marabá, cujo nome, Miguel Calmon, ainda é desconhecido da maioria da população, que eram interditadas.

Hoje maltratado, o rio Cachoeira ainda tenta sobreviver, mesmo contra a falta de vontade dos nossos governantes, que pela importância dos rios, já poderia merecer tratamento diferenciado, com um projeto de despoluição desde sua nascente até o chamado “mar de Ilhéus”, onde deságua. Atualmente nenhum artista plástico dedicaria parte do seu tempo para retratar seu leito tomado pelas baronesas, criadouro do mosquito da dengue, ou as águas fétidas e de cor encardida pelo caldo derramado pelos esgotos.

Mesmo assim, ainda tenho a esperança de vê-lo, se não como o de antigamente, mas um rio importante na nossa vida e na socioeconomia do itabunense, do grapiúna. Gostaria de, em cima das pontes atuais e das que serão construídas, poder apreciar o Cachoeira revitalizado na Itabuna altaneira que sempre acostumamos a ver. Espero um dia possa ter essa oportunidade, assim como todos os itabunenses – daqui e de fora – que aprenderam a amar essa terra.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

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A passarela sobre o Rio Cachoeira, construída pela Prefeitura de Itabuna há quase três anos, necessita de manutenção. A ação do tempo descasca a pintura e a oxidação (ferrugem) se apresenta em alguns pontos da estrutura. Além disso, o piso tem leves fissuras que, embora não signifique risco algum, revelam problemas de construção que parece não ter levado em conta a ação dos ventos.

Inaugurada em janeiro de 2018, Passarela da Ilha do Jegue precisa de manutenção

O descaso com equipamentos e mobiliário urbano é recorrente em Itabuna. Veja-se o exemplo do mobiliário do Calçadão da Rui Barbosa e da Praça Olintho Leone que também apresentam má conservação.

Barragem do Colônia, em Itapé, volta a sangrar com período chuvoso
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A Barragem Colônia, em Itapé, no sul da Bahia, “sangrou” com o período chuvoso nas cabeceiras dos rios Colônia e Salgado, afluentes do Cachoeira. A barragem, que tem capacidade para acumular mais de 62,6 milhões de metros cúbicos de água, é responsável pelo abastecimento da populçao de Itapé e de parte de Itabuna.

Desde ontem (12), a Prefeitura de Itabuna faz a remoção, no leito do Cachoeira, de baronesas acumuladas na estrutura de sustentação da Ponte do Marabá, que liga o centro aos bairros Góes Calmon e Jardim Vitória, além do Shopping Jequitibá. A barragem em Itapé também regula o fluxo do Cachoeira.

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É preciso preparar os cidadãos/cidadãs para estas questões, envolver o poder público, manter um planejamento urbano, não como um projeto de um gestor público, mas como um projeto de município, um projeto de Estado.

João José || jjsantos@uesc.br

A chuva que atingiu a cidade de Itabuna não foi a causa para o alagamento do seu principal centro comercial: a Avenida do Cinquentenário, como também outros espaços da cidade. O que aconteceu na sexta feira (06/03/20) consistiu em um chamamento para a questão do planejamento urbano, do planejamento da cidade em nível macro.

Se constrói aleatoriamente, inclusive onde a “natureza já deu o seu recado que é área natural, que é preciso poupar estes espaços, para o seu papel enquanto agente de transformação”.

Pois bem, as cidades não nascem aleatoriamente. A aglomeração de pessoas em determinada região tem a ver com algo ligado à produção: seja natural, comercial, ou mesmo aquelas impulsionadas pela ação humana. Um exemplo é a busca pelo ouro, as incursões de terrenos por populares, proximidade de determinado polo mercantil, etc.

Entretanto, nestes possíveis nascimentos de uma localidade/cidade, é de crucial importância a ação do poder público, no planejamento, no redirecionamento para área apropriada para habitação humana.

As Cidades de Ilhéus e Itabuna são peculiares nestas questões climáticas. No caso de Ilhéus, praias, manguezais, rios etc. Portanto, Itabuna está mais ligada a área do Rio Cachoeira, assim como ocupações de extensões inadequadas para residir.

Logo, as causas das enchentes e alagamentos não estão relacionadas apenas com fatores naturais. Igualmente, podem estar relacionadas a ações humanas ou até mesmo pela junção dos dois fatores. É notório que isso pode acontecer por causa de um problema na atmosfera, por causa do aquecimento global ou de uma catástrofe climática natural.

Ruas e avenidas alagadas durante chuva da sexta (6), em Itabuna.

Por outro lado, é preciso preparar os cidadãos/cidadãs para estas questões, envolver o poder público, manter um planejamento urbano, não como um projeto de um gestor público, mas como um projeto de município, um projeto de Estado. Assim, tem-se a oportunidade de tentar minimizar os possíveis estragos provocados pelas chuvas.

Portanto, para evitar que as enchentes continuem originando mais prejuízos, é preciso uma conscientização coletiva. Consequentemente, parar de jogar lixo ao chão, que, por sua vez, entope bueiros e galerias construídas para reter e impedir o acúmulo de água das chuvas nas ruas.

João José é graduado em Ciências Sociais, mestrando em Educação e especialista em Planejamento de Cidades; Gestão Municipal; e História do Brasil.

Consumidor de baixa renda terá cobrança de água suspensa
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O prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, assinou Decreto 13.575, de 28 de fevereiro, autorizando o reajuste de 4,53% nas tarifas de água e esgoto no município.  AO aumento será aplicado pela Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa) nas contas com vencimento em maio.

De acordo com o decreto, o reajuste será aplicado para todas as categorias de consumidores. Atualmente, moradores  de bairros como Califórnia, Fátima,  São Roque,  Conceição, São Caetano, Monte Cristo e Santo Antônio, incluídos na faixa intermediária, pagam, em média R$ 41, sendo R$ 28,26 da tarifa de água e R$ 12, 72 de taxa de esgoto.

Decreto autoriza aumento na conta de água

Mas esses valores podem ser revisados a qualquer momento, pois uma liminar da justiça de Itabuna determinou, em 2018,  a redução de 70% para 45% na tarifa de esgoto. A decisão judicial acatou uma ação do Ministério Público da Bahia (MP-BA). O órgão provou que a empresa deixa de tratar mais de 70% do esgoto lançado no Rio Cachoeira e cobrava por um serviço que não oferecia ao consumidor itabunense.

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Luiz Conceição | jornalistaluizconceicao2@gmail.com

No dia seguinte, a natureza em fúria fez o rio avançar ainda mais. Desta vez pela Avenida do Cinquentenário e demais vias e praças na parte baixa do centro, inundando lojas de tecidos, sapatos e acessórios e eletrodomésticos, residências, agências bancárias, depósitos de cacau…

 

Há 50 anos o céu cinzento de dezembro era prenúncio de chuvas e de muita fartura. Fazendeiros e comerciantes estavam animados com aquele tempo, porque chuva nesta época do ano significava mais fruto de cacau na safra e mais dinheiro na caixa registradora e circulando, irrigando a economia.

A vida das famílias seguia com a expectativa das festas de fim de ano. Para alguns estudantes, era fim do ciclo primário e do ginásio, para onde muitos de nós ansiávamos chegar com o exame de admissão.

A temida prova dava acesso à 1ª série ginasial. Era ritual de passagem da infância para a adolescência. Por isso, o resultado do exame de admissão era aguardado com ansiedade e medo por toda a família e não só por nós.

À medida que se aproximava o Natal era intenso o frenesi pelos presentes nas lojas e nas casas. Nessa época, chovia abundantemente no sul da Bahia, abençoado com a rica mata atlântica, ribeirões e rios fartos e cheios de peixes. Os índices pluviométricos registram no começo de todos os verões o início da quadra chuvoso do ano.

Passou a festa natalina. As chuvas ficaram ainda mais fortes e intensas. Transbordamento de riachos, ribeirões e cursos d’água e dos tributários – Salgado e Colônia – que formam o Rio Cachoeira que corta Itabuna em direção ao mar no litoral da velha Capitania de São Jorge dos Ilhéus.

Com o volume d’água crescendo a cada hora ficaram mais encorpados. O que era alegria do povo em ver o rio cheio de suas margens, junto com crianças e adolescentes em algazarra e férias, se transformou em medo, drama e terror a partir do dia 27 de dezembro.

As águas turbulentas, escuras e sujas do Cachoeira transbordaram da calha e alcançaram as parte baixas da cidade. Burundanga, Berilo e Bairro Mangabinha, na zona oeste. Cajueiro e Fátima, ao leste, e bairro Conceição, lado oposto ao centro da cidade, tiveram famílias desalojadas e desabrigadas.

No dia seguinte, a natureza em fúria fez o rio avançar ainda mais. Desta vez pela Avenida do Cinquentenário e demais vias e praças na parte baixa do centro, inundando lojas de tecidos, sapatos e acessórios e eletrodomésticos, residências, agências bancárias, depósitos de cacau…

O que era espetáculo virou tragédia, desespero.

As águas derrubaram casas, carregaram móveis e utensílios domésticos. No comércio se perderam mercadorias nos expositores, balcões e depósitos.  Alguns comerciantes foram vítimas de saqueadores que, desavergonhadamente, furtaram-lhes mercadorias em meio ao caos.

Muitos empregados no comércio arriscaram-se em proteger e salvar lojas e bens dos patrões, inclusive com a própria vida. Não se sabe ao certo quantos morreram enfrentando a correnteza forte das águas que em alguns locais do centro comercial do centro de Itabuna alcançou 2,5 metros, derrubando posteamento da rede de energia elétrica e sinais de trânsito, solapando marquises.

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A outrora culta e reluzente sociedade grapiúna é hoje arremedo do que foi antes da cheia desta Cachoeira que completa agora 50 anos. 

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Há todo um folclore posterior à tragédia de 1967 que, ao lado das enchentes do Rio Cachoeira em 1914 e 1947, figura com a mais espetacular e terrível de todas. Mesmo quem não se viu diretamente atingido não deixou de se condoer com parentes, amigos e vizinhos que perderam tudo.

Embora a cidade ainda viva, não tem nenhuma memória da mais famosa enchente de sua história que não foi fato isolado. Houve rumores do estrondo de uma barragem numa fazenda de criação de gado nas bandas de Santa Cruz da Vitória, então 36, fato noticiado de forma acanhada pela imprensa de então.

Há imagens de ruas e avenidas alagadas dos fotógrafos Newton Maxwell (Buião), Sabino Primitivo Cerqueira e Emerson Trindade Carregosa (Foto Emerson), dentre outros, ainda preservados em sites na Internet. A outrora culta e reluzente sociedade grapiúna é hoje arremedo do que foi antes da cheia desta Cachoeira que completa agora 50 anos.

As águas levaram consigo o balcão frigorífico, cadeiras e mesas do Vagão, bar e restaurante à cabeceira da Ponte do Marabá, margem direita do rio. Lá se reunia a intelectualidade e a promissora juventude da época de ouro do cacau para sorvetes, cuba libre ou hi-fi e bebidas diversas após sessões de cinema.

Janeiro chegou e com ele o socorro pelos Governos federal e estadual às vítimas, inclusive com a criação do atual bairro Lomanto e vacinações. O comércio teve pouca ajuda que se iniciou com caminhões de guarnições do Corpo de Bombeiros de Salvador lavando as avenidas, ruas e praças do centro.

Itabuna vive, mas nada recorda da trágica enchente de 1967. Além de destruir a dignidade das pessoas, bens e mercadorias, certamente a cheia lavou tudo, incluindo o amor à cidade e sua gente, além do que restou de nossa pouca memória que um dia nos faltará muita, mas muita falta. E não é porque não haja dinheiro para estudos e pesquisa sobre sua própria história.

Luiz Conceição é jornalista.

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Plano de revitalização Cachoeira será apresentado nesta quarta-feira
Plano de revitalização do Cachoeira será apresentado nesta quarta-feira|| Foto Maurício Maron

O Plano Estratégico de Revitalização da Bacia do Rio Cachoeira será apresentado para prefeituras dos municípios da bacia e parceiros nesta quarta-feira (25), às 9h, na Câmara de Vereadores de Ibicaraí. Participam do evento lideranças e beneficiários da região, prefeitos e representantes de instituições e entidades parceiras, como Ceplac, Comitê da Bacia Hidrográfica do Leste, Colegiado Territorial Litoral Sul

Coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), o Plano Estratégico contempla uma visão de curto, médio e longo prazos, traduzida em três fases de implementação, que contemplam o Plano de Governança, as áreas e estratégias prioritárias de ações de conservação, restauração, manejo florestal, manejo de solo, controle de erosão mudança de uso do solo.

Prevê também a requalificação de malha viária (vias e vicinais), remoção de sedimentos, esgotamento sanitário, contenção de encostas e margens, monitoramento hidrológico. O estudo inclui ainda o planejamento de diversos projetos-pilotos dessas estratégias, para serem implementados nas áreas prioritárias para revitalização.

ESTÃO PREVISTOS R$ 4 MILHÕES EM INVESTIMENTOS

O Plano Estratégico é uma das etapas do Projeto Cachoeira, inserido no Programa de Desenvolvimento Ambiental (PDA – Bahia), realizado pela Sema e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O investido no Plano é de R$ 1, 4 milhão, sendo que o valor total do Projeto Cachoeira é da ordem de R$ 4 milhões.

O objetivo do Projeto Cachoeira é a recuperação e preservação da Bacia do Rio Cachoeira, por meio de ações que promovem a proteção de nascentes e cursos d’água. Além do Plano Estratégico, realiza o Diagnóstico Ambiental Local, Restauração Florestal de 150 hectares de matas ciliares e o cadastramento de pequenas propriedades da agricultura familiar Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir).

Na programação do evento, serão apresentados os resultados já alcançados pelo projeto e as ações ainda em andamento, a exemplo do Cefir para pequenos proprietários no entorno da Bacia do Rio Cachoeira, que vai contemplar os municípios de Buararema, Ilhéus, Itabuna, Arataca, Barro Preto, Caatiba, Firmino Alves, Floresta Azul, Ibicaraí, Itajú Colônia, Itambé, Itapé, Itapetinga, Itororó, Jussari, São José da Vitória e Santa Cruz da Vitória.

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walmirWalmir Rosário | wallaw2008@gmail.com

 

Sem medo de errar ou ser interpretado como politicamente incorreto, até as enchentes do rio Cachoeira eram de encher os olhos e correr o mundo com as notícias da invasão das águas na pujante Itabuna. E olhe que naquela época não existia internet ou redes sociais.

 

Confesso que sou um pouco saudosista, mas quem há de resistir àquelas boas lembranças dos tempos de criança e adolescente? Poucos insensíveis, diria eu, recordando a belezas e a funcionalidade do rio Cachoeira dos anos 1950/60. A beleza plástica está quase toda registrada nas telas dos nossos artistas plásticos, com suas pedras à mostra, às vezes nem tanto, pois também serviam de “coarador” para as centenas de lavadeiras de ganho, ou de casa, que utilizavam as abundantes águas.

Labutavam, ainda, nas águas do velho Cachoeira pescadores – alguns especializados – de pitus, calambaus e camarões; peixes das mais variadas espécies, em sua maioria nobre, a exemplo de robalos, jundiás, tucunarés; os areeiros, que retiravam a areia para as construções com suas canoas e transportadas nos jegues; tipo de transporte também utilizados para levar água (de gasto) às residências que não dispunham de água encanada, artigo (melhor, serviço) raro à época.

Com poucos esgotos in natura (tratamento também não existia) despejando no nosso rio, era o local da higiene corporal de muitos moradores, alguns que se exibiam com saltos e braçadas durante a natação num simples banho. As águas límpidas – embora salobra – era um convite, inclusive durante à noite quando alguns se aventuravam a mergulhar e nadar sorrateiramente para furtar os peixes capturados nas grozeiras e outras armadilhas colocadas em frente às residências.

Os donos sabiam quem eram os larápios, mas nada de chegar às vias de fato, bastava uma simples censura, como geralmente assim fazia Pepê, hoje o advogado Pedro Carlos Nunes de Almeida, que tinha suas armadilhas ali na rua da Jaqueira, hoje avenida Fernando Cordier. Nos tempos atuais, mesmo com os parcos recursos, poucos se aventurariam a entrar nas águas superpoluídas do nosso velho rio, ainda mais com peixes suscetíveis a todos os tipos de doenças.

Sem medo de errar ou ser interpretado como politicamente incorreto, até as enchentes do rio Cachoeira eram de encher os olhos e correr o mundo com as notícias da invasão das águas na pujante Itabuna. E olhe que naquela época não existia internet ou redes sociais, ganhava o mundo através dos jornais, telégrafo e dos microfones das rádios Clube, Difusora e Jornal, já que os serviços de altofalante Tabu (bairro Conceição) e a Voz da Cidade não tinham longo alcance.

Passada a refrega, o comércio contabilizava seu prejuízo, refazia seus planos e tudo voltava à normalidade. A economia cacaueira dava o seu ar da graça e todos voltavam a ser o grapiúna de sempre, rico mesmo sem ter dinheiro no bolso, mas com muito crédito na praça. Nenhuma cidade do porte de Itabuna possuía o número de agências bancárias numa mesma avenida, a Cinquentenário, e todas funcionando, emprestando dinheiro e recebendo aplicações da venda do cacau.

Voltando ao comércio, a Cinquentenário e adjacentes se impunham com a galhardia de seus luminosos, confeccionados em gás neon, apagando e acendendo em intervalos diferentes, como só se viam nas grandes metrópoles pelo mundo afora. E os visitantes ficavam de “queixo caído” com nossa beleza feérica, tanto assim que muitos anos depois um conhecido biólogo da capital fluminense (à época Niterói), José Zambrotti, enchia os pulmões para nominar Itabuna como a Broadway brasileira.

Nem parecia que meses atrás tinha sofrido a grande catástrofe e, assim como no comércio, indústria e serviços maiores, a vida do rio voltava ao normal, com todos utilizando o que as águas produziam e permitiam que fosse retirado para o bem do homem. Até as pontes voltavam ao normal. Me refiro às pontes do Tororó (conhecida como dos Velhacos), estreita, baixa e somente para pedestres, e a do Marabá, cujo nome, Miguel Calmon, ainda é desconhecido da maioria da população, que eram interditadas.

Hoje maltratado, o rio Cachoeira ainda tenta sobreviver, mesmo contra a falta de vontade dos nossos governantes, que pela importância dos rios, já poderia merecer tratamento diferenciado, com um projeto de despoluição desde sua nascente até o chamado “mar de Ilhéus”, onde deságua. Atualmente, nenhum artista plástico dedicaria parte do seu tempo para retratar seu leito tomado pelas baronesas, criadouro do mosquito da dengue, ou as águas fétidas e de cor encardida pelo caldo derramado pelos esgotos.

Mesmo assim, ainda tenho a esperança de vê-lo, se não como o de antigamente, mas um rio importante na nossa vida e na socioeconomia do itabunense, do grapiúna. Gostaria de, em cima das pontes atuais e das que serão construídas, poder apreciar o Cachoeira revitalizado na Itabuna altaneira que sempre acostumamos a ver. Espero um dia possa ter essa oportunidade, assim como todos os itabunenses – daqui e de fora – que aprenderam a amar essa terra.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

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Parte central de Itabuna com destaque para o Rio Cachoeira tomado pelas baronesas. A foto é de Robenilson Torres.
Parte central de Itabuna com destaque para o Rio Cachoeira tomado pelas baronesas. Também chamadas de aguapés, elas refletem o nível de poluição da água. Quanto mais poluído for o leito, maior será a presença de baronesas, que têm grande facilidade de proliferação. Esta é uma realidade que permeia não apenas o trecho itabunense do Rio. Desde os seus afluentes, o rio já surge gritando por cuidados. O problema surge rio acima e aqui se agrava. A foto é de Robenilson Torres.
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Cenário da bela Baía do Pontal foi modificado pelas baronesas.
Cenário da bela Baía do Pontal foi modificado pelas baronesas.

A chuva dos últimos dias na região sul modificou o cenário de uma das mais belas paisagens de Ilhéus, a Baía do Pontal. Toneladas de baronesas foram levadas para a baía com a cheia do Rio Cachoeira. A chuva deu uma paradinha, porém o grande volume de água tem carreado ainda mais material orgânico para Ilhéus. Já em Itabuna, um grande tapete verde se formou na Ponte do Marabá, como quase sempre ocorre a cada cheia do rio que corta a cidade e desemboca no município vizinho. A foto é de Luiz Fernandes Ferreira.