Salário mínimo terá aumento de R$ 120 || Foto Marcello Casal Jr Agência Brasil
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O Governo Federal enviou, nesta segunda-feira (31), ao Congresso Nacional proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. Entre pontos previstos estão o valor do salário mínimo de R$ 1.741, inflação de 3,6% e crescimento do produto interno bruto (PIB) de 2,46%. O aumento de R$ 120 do mínimo (hoje R$ 1.621) representa uma alta de quase 7,4% no valor nominal. O ganho será de 2,3 pontos percentuais acima da inflação projetada para este ano.

A LOA ainda apresenta as expectativas de arrecadação e a fixação de quanto o governo gastará em cada área. Conforme o texto, o Executivo prevê taxa básica de juros (Selic) em 12,53% e câmbio médio de R$ 5,22 para o dólar. Já o superávit primário, que é a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, deve ficar em R$ 18,6 bilhões, valor que representa pouco mais de 0,1% do PIB.

Pela Constituição Federal, a Lei Orçamentária Anual, que trata do Orçamento, deve ser entregue pelo Poder Executivo até 31 de agosto de cada ano, com a previsão de ser aprovada até dezembro. A proposta do Executivo para a Lei Orçamentária Anual de 2027 será examinada inicialmente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Depois, a matéria será apreciada pelo Congresso Nacional e seguirá para sanção do presidente Lula.

O Congresso Nacional ainda precisa votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/2026). A matéria deveria ter sido votada até o dia 17 de julho. Como não houve a votação, a tendência é que o texto seja analisado agora neste segundo semestre.

A LOA é o documento que estima receitas e fixa as despesas públicas para o ano seguinte. A lei busca garantir que o dinheiro arrecadado dos cidadãos seja aplicado de forma clara, planejada e responsável. Em outras palavras, determina a verba que será aplicada em áreas cruciais como saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura. Embora a iniciativa seja do Executivo, os parlamentares podem inserir mudanças no texto.

Despesa ainda consome quase 40% do salário mínimo líquido || Ilustração PIMENTA
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O custo da cesta básica caiu em Ilhéus e Itabuna no mês de julho, segundo levantamento da Universidade Estadual de Santa Cruz. O conjunto dos 12 alimentos passou a custar R$ 596,53 em Ilhéus, redução de 8,74%. Em Itabuna, o valor chegou a R$ 595,79, após recuo de 7,06%.

A diferença entre as duas cidades ficou em apenas R$ 0,74. As trajetórias, no entanto, foram diferentes. Desde janeiro, o custo aumentou 7,79% em Ilhéus e 3,21% em Itabuna. Na comparação com julho do ano passado, houve redução de 1,16% no mercado ilheense e alta de 0,59% no itabunense.

A queda de julho não ocorreu de maneira uniforme. Em Ilhéus, 11 dos 12 produtos pesquisados ficaram mais baratos. A banana foi a única exceção, com alta de 5,09%. Em Itabuna, seis itens subiram, cinco caíram e o açúcar permaneceu estável.

O tomate teve influência decisiva no resultado. Cálculos feitos com base nas tabelas do boletim do projeto Acompanhamento do Custo da Cesta Básica (ACCB) mostram que o produto respondeu por cerca de 79% da redução líquida registrada em Ilhéus e 91% da queda em Itabuna. Considerando somente os outros 11 alimentos, o recuo seria de 2,14% e 0,76%, respectivamente.

O alívio do mês também contrasta com a pressão acumulada sobre produtos importantes. Nos últimos 12 meses, o feijão aumentou 47,63% em Ilhéus e 43,96% em Itabuna. A carne ficou 11,82% e 12,09% mais cara, respectivamente.

Mesmo depois da redução, a cesta consome quase 40% do salário mínimo líquido. Um trabalhador precisa dedicar 87h e 32 minutos para comprar os alimentos em Ilhéus e 87h e 24 minutos em Itabuna.

Haddad prevê economia de R$ 327 bilhões em cinco anos || Foto Agência Brasil
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As medidas de corte de gastos obrigatórios apresentadas pelo governo federal nesta semana devem ser votadas na Câmara dos Deputados e no Senado até o fim deste ano, segundo preveem o Executivo e as lideranças do Congresso Nacional.

Como restam apenas três semanas para o início do recesso parlamentar, a ideia é que o Projeto de Lei Complementar (PLC) e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tratam do corte de gastos sejam apreciados na Câmara nas próximas duas semanas e, no Senado, na última semana de trabalhos legislativos, de 16 a 20 de dezembro.

Já a reforma tributária da renda só deverá ser apreciada em 2025 com objetivo de começar a valer em 1º de janeiro de 2026. As medidas preveem a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil e a taxação extra de 10% para quem recebe acima de R$ 50 mil.

Reunido com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, nesta quarta-feira (28), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), comprometeu-se a votar os textos ainda neste ano.

“Nosso compromisso no Senado é que, tão logo a Câmara dos Deputados aprecie a PEC e o PLC, o Senado submeta diretamente ao plenário para que possa ser ratificado em revisão àquilo que a Câmara fizer em relação a esse pacote”, explicou Pacheco. Segundo o senador, por enquanto, não foram apresentadas pelas lideranças restrições ao pacote.

Na reunião com líderes da Câmara na noite desta quarta-feira (27), o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), também se comprometeu a analisar os projetos ainda neste ano, segundo confirmou a assessoria do parlamentar alagoano.

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Foto Marcello Casal Jr/ABr
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O salário mínimo em 2025 será de R$ 1.502, com aumento nominal de 6,39%. O reajuste consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025, enviado nesta segunda-feira (15) ao Congresso Nacional.

O reajuste segue a projeção de 3,25% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento de 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023. A estimativa também consta do PLDO.

O valor do mínimo tinha sido confirmado mais cedo pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista à emissora de televisão GloboNews. No entanto, o Ministério do Planejamento confirmou a estimativa somente após a divulgação do PLDO.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.582 para o salário mínimo em 2026, de R$ 1.676 para 2027 e de R$ 1.722 para 2028. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

No ano passado, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019.

Segundo o Planejamento, cada aumento de R$ 1 no salário mínimo tem impacto de aproximadamente R$ 370 milhões no Orçamento. Isso porque os benefícios da Previdência Social, o abono salarial, o seguro-desemprego, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e diversos gastos são atrelados à variação do mínimo. Na Previdência Social, a conta considera uma alta de R$ 66,7 bilhões nas despesas e ganhos de R$ 63,1 bilhões na arrecadação.

O valor do salário mínimo para o próximo ano ainda pode ser alterado, dependendo do valor efetivo do INPC neste ano e da nova política de reajuste. Pela legislação, o presidente da República é obrigado a publicar uma medida provisória até o último dia do ano com o valor do piso para o ano seguinte.

Em 2024, o salário mínimo está em R$ 1.412, com ganho real de 3% em relação a 2023. O valor de R$ 1.412 corresponde ao INPC acumulado nos 12 meses terminados em novembro de 2023, que totalizou 3,85%, mais o crescimento de 3% do PIB em 2022.

Novo piso nacional começa a valer a partir de 1º de janeiro || Foto ABr.
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O salário mínimo passará a R$ 1.412 a partir de 1º de janeiro de 2024, conforme decreto presidencial publicado hoje (27), no Diário Oficial da União (DOU). Atualmente, o valor é de R$ 1.320. O reajuste de R$ 92 (6,97%) está previsto no Orçamento Geral da União para o próximo ano.

A definição do novo valor considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a variação do Produto Interno Brito (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas no país. A fórmula foi aplicada de 2004 a 2019 e retomada em 2023. A volta da política de aumento real do salário mínimo (acima da inflação) foi dos principais compromissos de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

EXPANSÃO DO MERCADO INTERNO

Conforme o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), por aumentar o poder de compra do salário mínimo, a política de aumento real reflete na expansão do mercado consumidor interno e no fortalecimento do sistema de seguridade social do País.

O Dieese também ressalta os efeitos positivos da previsibilidade da fórmula de reajuste do piso nacional. “A predefinição do aumento
do aumento possibilita o ajuste gradual do sistema produtivo, tanto no que diz respeito aos setores intensivos em trabalho quanto aos setores produtores de bens voltados às famílias trabalhadoras de baixa renda”, conclui o Departamento, em nota técnica sobre o período anterior de vigência da política de valorização real do salário.

Ministro diz que salário mínimo pode ter novo aumento em maio || Valter Campanato/Agência Brasil
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o salário mínimo, atualmente no valor de R$ 1.302, deve passar por aumento ainda este ano. O último reajuste do piso nacional passou a valer no dia 1º de janeiro. “Nós estamos discutindo a busca de espaço fiscal para mudar o valor do salário mínimo ainda este ano. Se houver espaço fiscal, nós haveremos de anunciar uma mudança para 1º de maio”, afirmou o ministro em entrevista ao programa Brasil em Pauta, que vai ao ar neste domingo (12), na TV Brasil.

Além do novo reajuste, a retomada da Política de Valorização do Salário Mínimo também é uma das prioridades da pasta. De acordo com o ministro, a política mostrou bons resultados nos governos anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando Marinho foi ministro do Trabalho, entre 2005 e 2007.

“Conseguimos mostrar que era possível controlar a inflação, gerar empregos e crescer a renda, crescer a massa salarial dos trabalhadores do Brasil inteiro, impulsionado pela Política de Valorização do Salário Mínimo, que consistia em, além da inflação, garantir o crescimento real da economia para dar sustentabilidade, para dar previsibilidade, para dar credibilidade acima de tudo para todos os agentes. É importante que os agentes econômicos, o empresariado, os prefeitos, os governadores, saibam qual é a previsibilidade da base salarial do Brasil, e o salário mínimo é a grande base salarial do Brasil”, explicou.

“Veja, se esta política não tivesse sido interrompida a partir do golpe contra a presidenta Dilma e os governos tenebrosos do Temer e do Bolsonaro, o salário mínimo hoje estaria valendo R$1.396. Veja só: de R$1.302 para R$1.396 é o que estaria valendo o salário mínimo hoje. Portanto, foi uma política que deu muito certo”, destacou Marinho.

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Lula recebe dirigentes sindicais no Palácio do Planalto || Imagem TV Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu com mais de 600 dirigentes sindicais de todo o país, nesta quarta-feira (18), no Palácio do Planalto, em Brasília. Diferente de aparições públicas recentes, ele dispensou discurso escrito no pronunciamento aos trabalhadores, que reivindicam nova política de valorização real do salário mínimo e outras medidas, como a revogação de dispositivos da reforma trabalhista de 2017, a exemplo do que autoriza que negociações coletivas prevaleçam sobre a legislação mesmo quando estabeleçam termos menos vantajosos que a lei aos empregados.

As centrais sindicais defendem que o salário mínimo chegue a R$ 1.342,00 ainda neste ano. Desde de 1º de janeiro, o valor oficial saiu de R$ 1.212,00 para R$ 1.302,00. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o presidente não se manifestaram publicamente sobre essa reivindicação, mas também saíram em defesa de política de aumento real do poder aquisitivo dos trabalhadores.

Lula relembrou o cálculo adotado pelos governos do PT, que somava a inflação do ano à variação média do Produto Interno Bruto (PIB) nos dois anos anteriores para chegar ao percentual de reajuste do salário mínimo, o que assegurava aumento real de seu poder de compra.

Para discutir a fórmula de reajuste do salário, o Ministério do Trabalho vai montar uma comissão de negociação, reunindo representantes do Governo, dos sindicatos e dos empresários. O presidente também reafirmou o compromisso de isentar do Imposto de Renda quem recebe até cinco salários mínimos, compensando a perda de arrecadação com maior contribuição dos mais ricos. Segundo Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acertou ao afirmar que a reforma tributária deve ser aprovada ainda neste semestre.

No final do discurso, Lula conclamou os dirigentes sindicais a mobilizar a sociedade em defesa das pautas da classe trabalhadora. Segundo ele, a retomada de direitos eliminados nos últimos anos e a conquista de novos dependerão, também, da capacidade dos trabalhadores de pressionar o Governo.

– É preciso que vocês aprendam a fazer muita pressão, se não a gente não ganha isso. Vocês têm que fazer pressão em cima do Governo, porque se vocês não fizerem pressão, a gente pensa que vocês estão gostando. Não tenham nenhuma preocupação de falar: porra, nós não podemos pressionar, porque o Lula é o presidente. Não! É exatamente porque o Lula é presidente que vocês têm que fazer pressão, porque, com outro presidente, vocês não conseguem fazer pressão, porque a borracha bate muito forte. Vocês sabem disso – concluiu Lula.

Confira a gravação do encontro nas imagens da TV Brasil.

Presidente Lula se reunirá com dirigentes sindicais nesta quarta (18) || Foto Agência Brasil
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Na reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para esta quarta-feira (18), em Brasília, dirigentes de centrais sindicais pretendem solicitar que o salário mínimo no país chegue a R$ 1.342,00 ainda em 2023.

Desde 1º de janeiro, a remuneração mínima saiu de R$ 1.212 para R$ 1.302, um reajuste de R$ 7,42%, ou seja, 1,41% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que foi de R$ 5,93% no ano passado.

Recentemente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Governo avalia aumentar o salário para R$ 1.320,00, mas não confirmou o novo reajuste.

Além de discutir o valor do mínimo neste ano, os sindicalistas também pretendem fechar acordo que assegure nova política de aumento real do poder aquisitivo da classe trabalhadora.

Microempreendedor pagará novo valor mensal de contribuição
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O reajuste do salário mínimo de R$ 1.212,00 para R$ 1.320,00 impactou também no reajuste da contribuição mensal paga pelos Microempreendedores individuais (MEI). A contribuição mensal do MEI é calculada com base no salário-mínimo.

Com a revisão, a contribuição previdenciária do MEI (exceto caminhoneiro) passará a ser de R$ 66,00 (5% do salário-mínimo). Já o MEI Caminhoneiro pagará R$ 158,40 de contribuição previdenciária (12% do salário-mínimo). Junto com a contribuição previdenciária, o MEI que exerce atividades sujeitas ao ICMS pagará adicionalmente R$ 1, e aquele que exerce atividades sujeitas ao ISSQN pagará mais R$ 5.

Assim, o MEI pagará mensalmente entre R$ 67,00 e R$ 72,00 – a depender da sua atividade. Já o MEI Caminhoneiro pagará mensalmente entre R$ 159,40 e R$ 162,40. De qualquer forma, o valor do DAS é calculado automaticamente pelo sistema.

VENCIMENTO NO DIA 20

O Sebrae alerta que é por meio do pagamento em dia do DAS que o MEI garante benefícios previdenciários como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-reclusão, pensão por morte e salário-maternidade. O documento vence todo dia 20 de cada mês.

Para emitir, o MEI deverá acessar a seção “Já Sou MEI” do Portal do Empreendedor e escolher a opção “Pague sua contribuição mensal”. Há três formas de pagamento disponíveis: débito automático, pagamento on-line ou boleto de pagamento.

Os sistemas estão sendo atualizados para que as guias relativas ao ano de 2023 já tragam os novos valores de pagamento mensal. Lembramos que o pagamento da competência janeiro/2023 vence no dia 20 de fevereiro.

O novo salário-mínimo, que passa a valer a partir deste mês de janeiro, representa um aumento de R$ 108 em relação ao piso nacional do ano passado, uma alta de quase 9%.

Rui critica plano de desindexação de salário e aposentadoria
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O governador Rui Costa (PT) criticou o plano do ministro da Economia, Paulo Guedes, de desvincular da inflação o reajuste anual do salário mínimo, das aposentadorias e dos benefícios previdenciários, caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) seja reeleito no próximo domingo (30). A proposta do ministro veio a público, na semana passada, em reportagem da Folha de S. Paulo.

“Isso é um absurdo do governo federal, do Guedes, do Bolsonaro, de arrochar não só o salário mínimo. Ele quer arrochar os salários dos aposentados do Brasil. Não reajustar o salário dos aposentados, o salário mínimo [pela inflação], significa arrochar o salário dos pobres aposentados, que usam o dinheiro para sobreviver, dos velhinhos aposentados. Isso mostra a crueldade que eles estão preparando para depois da eleição”, declarou Rui Costa ao PIMENTA durante entrevista em Ilhéus.

Após a repercussão negativa do vazamento do plano, Paulo Guedes afirmou que o salário mínimo e as aposentadorias serão reajustados acima da inflação, se Bolsonaro for reeleito. Disse até que a medida pode gerar aumento real. Nos últimos três anos, o salário mínimo e as aposentadorias não tiveram correção acima da inflação.

Plano de Guedes seria executado em eventual segundo Governo Bolsonaro || Foto Agência Brasil
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O ministro Paulo Guedes planeja desvincular da inflação o reajuste do salário mínimo e dos benefícios previdenciários, caso o presidente Jair Bolsonaro (PL) seja reeleito. O plano seria anunciado após eventual vitória na eleição de 30 de outubro, conforme reportagem da Folha de S. Paulo publicada nesta quarta-feira (19)

O salário mínimo e os benefícios da Previdência Social (que atendem idosos pobres, inválidos para o trabalho e pessoas com deficiência) são corrigidos anualmente. Hoje, o percentual do reajuste corresponde à inflação acumulada no ano anterior. A regra assegura que, em tese, a perda do poder de compra causada pela inflação seja compensada pela reposição anual do valor do salário.

O jornal teve acesso a trechos do plano do ministro da Economia. “O salário mínimo deixa de ser vinculado à inflação passada”, diz uma das passagens. Ao invés do valor inteiro da inflação, segundo Guedes, o piso do reajuste seria a meta inflacionária do Banco Central.

Por exemplo, em 2021, a inflação foi de 10,06%, enquanto o teto da meta era de 5,25%. Se a proposta do ministro estivesse em vigor no ano passado, ao invés da correção de 10,06%, o salário mínimo poderia ter sido reajustado em 5,25%.

De 2005 a 2016, o salário mínimo foi corrigido com ganho real sobre a inflação, pois o cálculo do reajuste era a soma do índice inflacionário com a variação do Produto Interno Bruto (PIB) do ano considerado. O maior ganho real desse período foi registrado em 2006, quando a remuneração mínima pelo trabalho no Brasil cresceu 13,4% acima da inflação, segundo dados do Ministério da Economia.

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Aprovado nesta quarta-feira (29), o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2023 na Comissão Mista de Orçamento (CMO). Agora, a votação da matéria será no Plenário do Congresso Nacional. Isso deve ocorrer nos próximos dias. O projeto de LDO aprovado prevê déficit nas contas públicas de até R$ 65,9 bilhões e salário mínimo de R$ 1.294 para o ano que vem.

Para 2023, a expectativa do Executivo é de crescimento de 2,5% do produto interno bruto (PIB), mesmo percentual esperado para 2024 e 2025. O PIB expressa a soma das riquezas produzidas no país. Quanto à inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficaria em 3,3%, e a taxa Selic (taxa básica de juros definida pelo Banco Central) em 10% no ano que vem. 

Os parâmetros econômicos — como a expectativa de inflação, o crescimento do PIB, o salário mínimo, as taxas de juros e de câmbio — são determinantes para o desempenho da arrecadação da União e balizam a maioria das projeções orçamentárias, tanto de receita quanto de despesa. 

O valor do salário mínimo, de R$ 1.294, sem aumento real, foi corrigido apenas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 6,7% projetado para 2022. Mas o valor do salário mínimo é mera estimativa, lembra a Consultoria de Orçamento do Congresso, sendo necessária uma lei específica para defini-lo.

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O salário mínimo mensal subirá de R$ 1.100,00 para R$ 1.212,00 a partir deste sábado (1º). A Medida Provisória com a alteração, publicada nesta sexta-feira (31), informa que o valor diário do salário mínimo corresponderá a R$ 40,40, sendo R$ 5,51 o valor por hora.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lamentou o fato de que o reajuste, pelo terceiro ano consecutivo, não garante aumento real do poder de compra do salário mínimo no Brasil, repondo apenas a inflação de 10,4% dos últimos 12 meses.

“Como as previsões de inflação do governo [federal] não têm batido com a realidade, o piso nacional corre o risco de ficar até abaixo da inflação”, diz trecho da nota divulgada ontem (30) pela Central.

Projeção aponta salário mínimo a R$ 1.169,00 em 2022
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A alta da inflação nos últimos meses fez o governo elevar a previsão para o salário mínimo no próximo ano. O projeto da lei orçamentária de 2022, enviado hoje (31) ao Congresso Nacional, prevê salário mínimo de R$ 1.169,00, R$ 22,00 mais alto que o valor de R$ 1.147,00 aprovado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) .

A Constituição determina a manutenção do poder de compra do salário mínimo. Tradicionalmente, a equipe econômica usa o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano corrente para corrigir o salário mínimo do Orçamento seguinte.

Com a alta de itens básicos, como alimentos, combustíveis e energia, a previsão para o INPC em 2021 saltou de 4,3% para 6,2%. O valor do salário mínimo pode ficar ainda maior, caso a inflação supere a previsão até o fim do ano.

PROJEÇÃO DO PIB

O projeto do Orçamento teve poucas alterações em relação às estimativas de crescimento econômico para o próximo ano na comparação com os parâmetros da LDO. A projeção de crescimento do PIB passou de 2,5% para 2,51% em 2022. Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como índice oficial de inflação, foi mantida em 3,5% para o próximo ano.

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que estabelece o valor do salário-mínimo para 2020, de R$ 1.039 em janeiro e de R$ 1.045 a partir de 1º de fevereiro. A lei foi publicada hoje (12) no Diário Oficial da União, mas os valores já estavam em vigor desde a edição de medidas provisórias (MPs), que necessitaram de aprovação do Congresso Nacional

No final do ano passado, o governo editou a MP nº 916/2019, com reajuste de 4,1% no mínimo, que passou de R$ 998 para R$ 1.039. O valor correspondia à estimativa do mercado financeiro para a inflação de 2019, segundo o Índice Nacional do Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Porém, o valor do INPC acabou fechando o ano com alta superior, de 4,48%, e, com isso, deixou o novo valor do mínimo abaixo da inflação. Por lei, esse é o índice usado para o reajuste do salário-mínimo, embora a inflação oficial seja a medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano de 2019 em 4,31%.Leia Mais