A frota do Samu 192 de Ilhéus será renovada em fevereiro com a chegada de três ambulâncias novas, segundo antecipa o site Jornal Bahia Online. Os veículos para o serviço de emergência médica serão entregues pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário estadual, Jorge Sola.
A renovação atende, em parte, as reivindicações dos 14 médicos do Samu ilheense que ensaiavam uma greve a partir do dia 1º de fevereiro. As ambulâncias serão entregues em solenidade que ocorrerá em Salvador. “Estava na hora de mudar”, diz o secretário da Saúde de Ilhéus, Jorge Arouca. Os veículso que serão substituídos têm mais de cinco anos de uso.
A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna completará nesta sexta, 28, 94 anos de fundação. A programação será aberta com a celebração de uma missa pelo bispo Dom Ceslau Stanula na Capela do Hospital Manoel Novaes, às 8h. Na unidade hospitalar, será inaugurada uma agência transfusional, às 10h.
Os festejos serão encerrados com a entrega da Comenda Monsenhor Moysés ao diretor do Manoel Novaes, Jaime Nascimento, ao empresário Wilson Maron e à Irmã Creuza. A solenidade está prevista para as 19h, no auditório Paulo Bicalho, no Hospital Calixto Midlej Filho.
O grupo ilheense auto-intitulado Coeso (sigla de Comitê de Entidades Sociais em Desfesa dos Interesses de Ilhéus e Região) apresentou esta semana ao prefeito Newton Lima um plano de ação para enfrentar o risco de uma epidemia de dengue no município.
A intenção do Coeso, que é formado por representantes de entidades sindicais e lideranças comunitárias, é envolver poder público e sociedade civil organizada, e programar uma série de mutirões nos bairros de Ilhéus. Um mapeamento será feito para priorizar as áreas com os maiores índices de infestação.
Newton Lima recebeu bem a iniciativa e dentro em breve será anunciado um cronograma de mutirões nos bairros.
A insuficiência de recursos da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna não atingiu a todos os credores de igual maneira.
Enquanto os funcionários amargam o atraso de salários e só devem receber o pagamento de dezembro no próximo dia 26 de janeiro (graças a um empréstimo contraído pela instituição), a TRRR Saneamento e Gestão Ambiental não enfrenta dificuldades.
Nesse caso, a remuneração pelos serviços prestados tem saído rigorosamente em dia.
A provedoria da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna e os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde de Itabuna (Sintesi) fecharam acordo que suspende a greve prevista para a próxima segunda-feira (24).
O provedor da Santa Casa, Renan Moreira, disse que a instituição irá contrair empréstimo na Caixa Econômica Federal, para quitar o salário de dezembro dos 2,2 mil funcionários da instituição.
O pagamento deve sair, no máximo, até o dia 26, segundo o provedor. A Santa Casa mantém três dos principais hospitais de Itabuna: São Lucas, Calixto Midlej Filho e Manoel Novaes.
Para não fugir à regra, o Hospital São José, da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus, também anda maltratando seus funcionários e os pacientes do SUS. Os salários acumulam dois meses de atraso, faltam medicamentos e até o lanche que era fornecido aos trabalhadores foi cortado. Segundo informações, a alimentação das pessoas internadas na instituição também entrou em ritmo de racionamento.
O problema tem a ver com a irregularidade nos repasses da Secretaria Municipal da Saúde.
É de pasmar a nota distribuída à imprensa, nesta quarta-feira, pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Itabuna. No texto, a entidade comemora como uma grande vitória o anúncio do pagamento dos salários de dezembro aos funcionários do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. Isso em pleno dia 19 de janeiro!
Lamentável que os funcionários do Base já tenham chegado a uma situação na qual, após o vexame de ver seus salários atrasados por quase um mês, ainda têm que festejar a satisfação tardia como uma coisa grandiosa. Claro, certamente poderia ser pior, e considerando quem governa Itabuna hoje, é aconselhável estar preparado para tudo.
Nesta quinta-feira, dia 20, uma manifestação ocupa a principal avenida de Itabuna, a Cinquentenário, pedindo a estadualização do Base. A instituição convive com a esdrúxula circunstância de ser um hospital de perfil regional, porém vinculado ao município. Tem necessidades superiores à disponibilidade de recursos, o que gera ineficiência (nesse caso, traduza-se por mortes), dívidas cada vez maiores e sucateamento das instalações.
A situação é dramática, mas o prefeito José Nilton Azevedo vai irresponsavelmente empurrando o problema com a barriga. Não soluciona nem propõe alternativas, e ainda repele o debate sobre a estadualização.
Azevedo limitou-se a mudar o gestor, mas até agora não há qualquer sinal de que isso implicará em uma alteração real do quadro. Não basta trocar as peças, se mantiver o modelo de gestão e não atacar as mazelas imorais emperram qualquer iniciativa em benefício do maior hospital do sul da Bahia. O cabide de empregos, usado para agradar e amaciar vereadores, é uma dessas mazelas.
Do novo gestor do Base, Leopoldo dos Anjos, espera-se o anúncio de medidas arrojadas, um plano bem concebido, alguma ação enérgica. Por enquanto, a providência mais “chocante” é uma campanha para arrecadar lençóis.
Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros responsáveis pelo Pimenta na Muqueca e editor do Política Etc.
Tempo de leitura: < 1minutoFuncionários aprovam greve na Santa Casa de Itabuna.
Os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 24, em protesto contra o atraso de salário. A decisão foi tomada em assembleia nesta noite. A greve anunciada atinge os hospitais Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas.
A assembleia programada para a sede do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Itabuna (Sintesi) teve de ocorrer na rua devido à quantidade de funcionários, segundo a direção do sindicato. Cerca de 300 trabalhadores em saúde participaram da assembleia.
– Isso revela que os funcionários não mais aceitam a ditadura na Santa Casa. Os antigos provedores sentavam para dialogar. Agora, eles decidem sozinhos e querem que aceitemos – afirmou ao PIMENTA o presidente do Sintesi, Raimundo Santana, que é funcionário da Santa Casa.
A instituição tem aproximadamente 2,2 mil funcionários e ainda não pagou o salário de dezembro. A provedoria alega que houve atraso no repasse de recursos do SUS por parte da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). A secretaria sempre antecipa o dinheiro à Santa Casa, o que não será possível em janeiro devido à falta de dotação orçamentária. O pagamento estaria programado para o primeiro dia de fevereiro (confira mais aqui).
Tempo de leitura: < 1minutoFuncionários iniciaram mobilização na semana passada.
Os funcionários dos hospitais administrados pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas) podem cruzar os braços a qualquer momento.
Os trabalhadores alegam que ainda não receberam o mês de dezembro e a previsão da provedoria da Santa Casa é pagar o salário em fevereiro. Representantes dos servidores e da provedoria se reuniram nesta manhã.
A instituição filantrópica possui cerca de 2 mil funcionários. Os profissionais se reúnem em assembleia programada para as 19h desta quarta (19), na sede do sindicato da categoria, quando decidem se deflagram a greve.
O salário deveria ser pago no dia sete. A direção da Santa Casa atribui a pendência ao atraso no repasse de recursos do SUS por parte da Secretaria Estadual da Saúde (Sesab). A secretaria antecipava o pagamento a hospitais públicos e filantrópicos de Itabuna, mas ficou impossibilitada neste início de ano devido à falta de dotação orçamentária. O repasse por parte da Sesab está programado para 1º de fevereiro.
Por meio da assessoria da Santa Casa, os diretores Rui Carvalho e André Wermann disseram ao PIMENTA que o atraso ocorre “não por falta de vontade, mas por impossibilidade de pagar”. A instituição estaria recorrendo a outras possíveis fontes para quitar os salários, conforme os dois dirigentes.
Uma passeata acontece nesta quinta-feira, 20, em Itabuna, a partir das 9 horas da manhã, com o objetivo de reivindicar a estadualização do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. A manifestação será realizada na Avenida do Cinquentenário, partindo do Jardim do Ó.
Os organizadores publicaram uma convocação-manifesto nesta quarta-feira, condenando a atual situação do Base, que acumula dívida de R$ 30 milhões e um índice de óbitos assustador: 70 pacientes por mês.
Quem defende a estadualização salienta ainda que o hospital recebe R$ 1,5 milhão por mês do Estado e que a Prefeitura assume apenas despesas com água, luz e telefone. A folha de pagamento consome R$ 1,1 milhão, deixando muito pouco para as outras necessidades.
O manifesto divulgado hoje nos jornais também critica o prefeito José Nilton Azevedo, que “se nega ao diálogo com vistas à estadualização, deixando o povo de Itabuna à mercê dos riscos de um hospital deficiente”.
O diretor do Hospital de Base de Itabuna repetiu na TV a cantilena que a cidade ouve desde os tempos do ex-prefeito Fernando Gomes: 101 municípios despejam pacientes naquela unidade, diariamente. Mas se esqueceu convenientemente de dizer que os procedimentos médicos-hospitalares são remunerados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao contrário do que este discurso mentiroso insiste em afirmar, mas que, efetivamente, a tabela está em desacordo com os custos.
Os problemas do hospital são decorrentes da má gestão e do cabide de emprego em que se transformou desde a época de inauguração. Aliás, desde sua inauguração pela empreiteira que o concebeu e construiu com recursos do Governo Federal, via Orçamento Geral da União, o Base é um poço onde somem recursos públicos e disso ninguém tem dúvidas.
O político que o patrocinou só pensou nos seus interesses eleitorais e em quebrar o bom serviço prestado pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. Nem os seus aliados médicos de então se preocuparam com o caos em que os serviços de saúde imergiriam pela gula das AIHs com o inevitável fechamento dos hospitais Santa Maria Goretti e São Lucas, que complementavam a oferta de leitos hospitalares aos cidadãos de Itabuna e região.
Atualmente, todos pagamos por tamanha irresponsabilidade. Administrador é administrador, médico é médico, vaqueiro é vaqueiro. Como diz o adágio popular, cada macaco no seu galho, xô xuá…
Portanto, em vez de fazer campanha para angarirar lençóis dos cidadãos para o Hospital de Base, os administradores municipais da saúde deveriam tomar vergonha e fazer diagnóstico para adequar pessoal e equipamentos para que a unidade preste serviços aos cidadãos e contribuintes que não suportam mais tantos desmandos e má gestão do patrimônio que é nosso. Chega da amadorismo!!
Uma aberração demográfica merece investigação rigorosa em Itabuna. É que na cidade de 204 mil habitantes há cerca de 350 mil pessoas cadastradas como usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). Ninguém entende a “mágica”, inventada pelos últimos gestores municipais do setor.
Era maio de 2009 quando o médico Antônio Vieira, vice-prefeito e então comandante da Saúde em Itabuna, disse – a plenos pulmões – que o ex-prefeito Fernando Gomes e o ex-secretário Jesuíno Oliveira deixaram uma dívida de R$ 9,5 milhões na saúde quando o município perdeu a gestão plena.
A afirmação caiu como uma bomba e levou Fernando e Jesuíno a rebater Vieira. Não durou muito e o secretário disse que a imprensa teria, digamos, deturpado a sua fala. O caso revoltou repórteres.
O tempo é bom remédio para curar males do tipo. Ah, se é! O ex-secretário agora aparece nas páginas da primeira edição da revista Contudo numa entrevista na qual dá números redondinhos à dívida: R$ 10 milhões.
Leitor do PIMENTA relata um drama enfrentado por sua família. Dia 6 de janeiro, um tio dele passou mal no distrito de Sambaituba, situado a dez quilômetros do centro de Ilhéus. Em agonia, o paciente foi conduzido para o Hospital Geral Luiz Viana Filho, onde chegou consciente, mas em situação bastante delicada.
O homem enfrentou a distância entre o distrito e o hospital, mas não conseguiu sobreviver ao descaso no “pronto-atendimento”. Morreu na sala de espera, vítima de infarto, depois de esperar longamente por um atendimento que não chegava.
Tem enquete nova no PIMENTA. O blog deseja conhecer a sua opinião sobre qual seria o melhor caminho para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, o maior do sul da Bahia.
O Base enfrenta uma séria crise e há até quem o chame de “casa da morte”. Faltam insumos básicos, equipamentos e condições de trabalho. Os salários estão sempre atrasados e há denúncias de desvio de recursos.
O governo baiano sugere a estadualização do hospital, que o município não aceita. O atual secretário da Saúde de Itabuna, Geraldo Magela, prefere reestruturar o Base e mantê-lo sob o controle da Prefeitura.
Além das duas alternativas, o blog incluiu uma opção profilática: a “desratização” do Hblem, ou seja, a eliminação dos “ratos” que impedem a instituição de funcionar bem.
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