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O prefeito Capitão Azevedo (DEM) foi perguntado sobre o porquê de tanto resistir à ideia de passar o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) ao controle do governo do estado.

Sem pestanejar, o prefeito argumentou:

– Não dá, tenho meus compromissos.

Eis a tradução: aproximadamente 50% dos cargos do Hblem são ocupados por gente que trabalhou na campanha do prefeito. Não é pouco. O hospital tem cerca de 600 funcionários. Estadualizá-lo significaria matar a “galinha dos ovos de ouro” do prefeito. Enquanto isso, uma média de 15 a 20 pacientes que passam pelo Hblem morrem, por semana, devido às instalações, equipamentos e aparelhagem sucateados.

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Acusado pelo prefeito Padre Aparecido de provocar um rombo de R$ 8 milhões nas contas da Saúde em Teixeira de Freitas, o ex-secretário Geraldo Magela reconhece que deixou dívida, mas ela representa menos da metade do anunciado pelo governo e estaria em R$ 3,5 milhões.
A dívida se refere ao serviço de cardiologia em implantação em Teixeira e será quitada, segundo ele, assim que o estado repassar a verba ao município, “em março ou abril”. Magela considera-se um “bode expiatório” de uma disputa política que começou no pleito presidencial de 2010 e visa 2012, e afirma que implantou diversos serviços que tornaram Teixeira de Freitas polo de saúde do extremo-sul.
Segundo ele, a polêmica em torno da dívida em sua gestão foi provocada por um vereador que busca se viabilizar na disputa municipal de 2012. “A dívida era antiga. Era de R$ 6,5 milhões quando assumi [a pasta]“.
Magela também acusa o prefeito Padre Aparecido de ter retirado a autonomia da Saúde em maio deste ano. Segundo ele, era o gestor municipal quem decidia sobre os pagamentos. Magela acabou pedindo exoneração em setembro. “Até onde eu deixei, deixei muito bem”. Magela será o substito de Antônio Vieira na Secretaria da Saúde de Itabuna, onde assume no dia 4.

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Magela foi defenestrado em Teixeira e chega como "solução" em Itabuna (Foto Radar64).

Se alguns têm o professor de história e especialista em saúde pública Geraldo Magela como a panaceia para Itabuna, é bom ir com calma.
Magela saiu da Secretaria de Saúde de Teixeira de Freitas debaixo de um intenso tiroteio e sofrendo acusações de ser “indigno” e até “mentiroso”. Coisas da política. E as acusações partiram do prefeito Padre Aparecido (PSDB).
Segundo Aparecido, Magela deixou a secretaria com um rombo de R$ 8 milhões. Magela teria admitido ao prefeito que “perdeu as rédeas” e sugeriu – conforme o prefeito – que o governo assumisse a parte administrativa da Pasta. A engenharia deu certo no início, segundo Aparecido, mas a dívida voltou a estourar quando Magela recuperou a autonomia administrativa.
Numa entrevista ao site Sulbahianews, o prefeito diz que a saída do secretário foi em função das dívidas, que não paravam de crescer:
– Chamei Magela e disse: ou o senhor renuncia ou vou exonerá-lo. Não houve falta de autonomia, ele foi ajudado. Se não tivesse sido ajudado, não teria feito parte do que fez. Ele perdeu a oportunidade de sair com dignidade e deixar de contar mentiras – disse o prefeito.
Magela se defendeu à época ao afirmar que a conta estava inflada, embora admitisse que deixou dívida de, aproximadamente, R$ 6 milhões. O governo estadual faria incremento de receita que equilibraria a conta em favor do município. Aparecido reconhece em Magela um homem “esforçado”, mas que se fez algo foi porque contou com a ajuda do governo.
Magela assumirá a secretaria de Saúde de Itabuna na próxima terça, 4. O prefeito Capitão Azevedo (DEM) espera que a saúde pública municipal saia do atoleiro num prazo de “nove meses”.

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Segundo informações obtidas pelo PIMENTA, o professor de história Geraldo Magela será empossado na Secretaria da Saúde de Itabuna no próximo dia 4 de janeiro. O horário ainda não foi confirmado.
Magela, que tem pós-graduação na área da saúde pública, é indicação do deputado estadual eleito Augusto Castro (PSDB) e terá como principal desafio devolver a gestão plena da saúde a Itabuna.
O secretário que dá tchau, Antônio Vieira, que também é vice-prefeito, manifestou um último desejo ao prefeito José  Nilton Azevedo.  Detectando movimentações para que Antônio Carrero volte ao Departamento de Planejamento da Saúde, Vieira pediu encarecidamente que o nome seja vetado.
Por enquanto, a informação é de que o pleito será atendido.

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Uma demonstração clara de como o governo itabunense “se preocupa” com a saúde foi dada nesta sexta-feira, em plena véspera de Natal. Enquanto transportava uma paciente para o hospital, a ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) acabou ficando com as portas escancaradas no meio do trajeto.
Segundo informações colhidas pelo PIMENTA, a paciente e uma acompanhante levaram o maior susto quando as portas se abriram de repente, num sacolejo da ambulância.
O motorista, aparentemente acostumado com a situação, estacionou o veículo, arranjou um pedaço de corda e amarrou as portas. A foto que registrou o flagrante infelizmente está desfocada, da mesma forma que a gestão municipal…

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O prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, anda a procura de responsáveis para o atraso de salários no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães. Agora, o argumento é de que o Ministério da Saúde retardou o repasse financeiro para o município, provocando a falta de recursos que seriam utilizados no pagamento dos servidores.
Mais: um comunicado da Prefeitura informa que o dinheiro não chegou “em função da ingerência de grupos com interesse político de tumultuar o funcionamento do hospital do hospital e o atendimento à população”.
Se o governo tem provas para fazer uma afirmação como essa, deveria imediatamente utilizar os instrumentos adequados, como uma representação ao Ministério Público. Se não tem provas, está apenas se valendo criminosamente de um pretexto na tentativa de disfarçar a própria incompetência.
Pelo histórico da gestão, a segunda alternativa é a mais provável.

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A rede pública de saúde de Itabuna vacinará crianças de dois a quatro anos contra a meningite C, com uma mobilização programada para os dias 27 e 28 deste mês (segunda e terça-feira). Além da imunização contra esta enfermidade, também haverá aplicação da vacina conhecida como pneumo 10 em crianças menores de dois anos. Esta vacina previne, além da meningite C, também pneumonias graves.
A vacinação no dia 27 acontece nas seguintes unidades de saúde: José Maria de Magalhães (antigo Sesp), Jacinto Cabral (bairro Novo Horizonte), Isolina Guimarães (centro), Nilton Ramos (Mangabinha), Dilson Cordier (São Roque), Aurivaldo Sampaio (São Lourenço) e Roberto Santos (Santo Antônio).
No dia 28, a imunização será feita nas unidades Ricardo Rosas (Fátima), Alberto Teixeira Barreto (Califórnia), Corbiniano Freira (Santa Inês), Raimundo Freire (Nova Califórnia), João José Soares (Vila das Dores), Francisco Benício (Mutuns), além da Fundação Baldoíno Azevedo (Fátima).

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O fim de ano poderá trazer graves transtornos para quem precisar dos serviços do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna. Servidores da maior unidade hospitalar do sul da Bahia ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, 27, caso a direção não pague o décimo terceiro e o salário de dezembro até esta sexta-feira, 24.
A possibilidade de greve será discutida nesta quinta, a partir das 17 horas, em assembleia que acontece na sede do Sindicato dos Comerciários, na avenida do Cinquentenário, centro da cidade. “Se não pagar, é greve”, avisa a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv), Karla Lúcia Oliveira.
Na terça-feira, houve paralisação de advertência no Hblem e nesta quarta nem todos os trabalhadores retornaram às atividades. Entre os que compareceram, muitos faziam a conhecida “operação tartaruga”, que serve para pressionar a direção da casa, mas infelizmente maltrata pacientes e familiares, que também acabam se tornando vítimas do problema.

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O professor Geraldo Magela foi secretário da Saúde de Teixeira de Freitas (foto Radar 64)

Um professor de história poderá ser o sucessor do médico Antônio Vieira no comando da Secretaria da Saúde de Itabuna.
Geraldo Magela, apesar da formação em área diversa, foi secretário da Saúde de Teixeira de Freitas, extremo-sul da Bahia, até meados de setembro de 2010. Saiu do cargo, após uma permanência de quatro anos e meio, alegando cansaço, mas correram rumores de que ele estava insatisfeito com a falta de autonomia no governo.
Magela presta consultoria na área de saúde e, segundo informações colhidas pelo PIMENTA, tem bom trânsito no governo baiano. Caso assuma o cargo em Itabuna, uma de suas missões será trabalhar para que  a cidade recupere a gestão plena da saúde.

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Não é dos melhores o cenário da saúde pública em Ilhéus traçado na reunião do conselho municipal deste setor, ontem. O déficit com os prestadores de serviço é de R$ 3 milhões e os 12 médicos plantonistas do Hospital São José, pagos pelo município, podem cruzar os braços a qualquer hora, devido à falta de pagamento.
O presidente do Conselho, Jorge Luís, prevê um colapso no atendimento do Hospital Geral Luiz Viana Filho (HGLVF) se o cenário persistir. Segundo o diretor da Santa Casa de Ilhéus, Carlos Lyra, a prefeitura só repassou 30% do que deve aos plantonistas do São José. Há quem defenda até o retorno da gestão da média e alta complexidade para o Estado.

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Profissionais e usuários do Sistema Único de Saúde agora têm o direito de opinar sobre a Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume). A consulta pública atende a exigências do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, e a cesta de medicamentos é periodicamente atualizada.
Em Itabuna, os interessados em dar sugestões devem acessar o endereço eletrônico www.itabuna.ba.gov.br/remume. O resultado da consulta pública será analisado pela Comissão Municipal de Farmácia e Terapêutica, formada por farmaceuticos, médicos, odontólogos e enfermeiros.

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Os funcionários do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) cruzaram os braços nesta terça-feira (21) em protesto contra o não-pagamento do salário de novembro e do 13º salário que, por lei, deveria ser depositado até ontem.
A paralisação promete durar toda esta terça-feira. A unidade mantém, pelo menos, 30% do funcionalismo em atividade e atende aos casos de urgência. Os servidores farão assembleia às 17h da quinta-feira, 23, para decidir se haverá greve. É tempo para a direção do Hblem e o prefeito Capitão Azevedo (DEM) fazerem o dever de casa…

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Freire era uma das referências em medicina na Bahia (Foto Correio).

Itabuna perdeu uma de suas referências em medicina com a morte de Raimundo Freire Brandão, ontem. O médico cirurgião foi submetido a uma cirurgia de ponte de safena e há dias encontrava-se internado no Hospital Calixto Midlej Filho. O corpo de Raimundo Freire foi enterrado no cemitério Campo Santo, em Itabuna.
O colega Rommel Pires lembra que Freire era “um dos grandes cirurgiões de Itabuna”. Junto com amigos como Eduardo Fontes, Freire foi dos primeiros conselheiros da Organização Hospitalar São Lucas, fundador do Hospital São Lucas, hoje administrado pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna. “Era uma pessoa com uma integridade única”, completa Rommel.
26 MIL CIRURGIAS
Itabuna perde uma referência, mas fica o exemplo. Nos 48 anos dedicados à medicina, Freire fez cerca de 26 mil procedimentos cirúrgicos. “Foi o terceiro que mais realizou cirurgias na Bahia”, lembra, emocionado, o colega Eduardo Fontes.
Freire foi diretor do São Lucas, do Hospital Calixto Midlej Filho e do Manoel Novaes, além de chefe de cirurgia-geral do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), em Itabuna. Ele também coordenou o Samu 192 na sua fundação, em 2004.
A medicina estava no sangue. Freire era filho de um dos fundadores do Calixto Midlej, o também cirurgião Corbiniano Freire. “Raimundo Freire foi responsável por grande parte dessa turma de médicos de Itabuna”, relembra.
FREIRE E TANCREDO NEVES
A qualidade profissional do médico itabunense pode ser medida por uma das referências na medicina brasileira, o ginecologista e ex-deputado federal Aristodemo Pinotti, falecido em 2009.
Numa entrevista concedida à TV Santa Cruz, em Itabuna, Pinotti disse que Tancredo Neves seria presidente da República “se tivesse adoecido em Itabuna e fosse operado por Raimundo Freire”.
A entrevista é relembrada por Fontes. Tancredo foi escolhido o presidente da República na transição entre os tempos de chumbo e a democracia, na década de 80, mas o maranhense José Sarney, hoje presidente do Senado Federal, acabou assumindo, devido à saúde debilitada do político mineiro operado às vésperas de tomar posse.
Falhas médicas num tratamento de diverticulite agravaram o que, para muitos, era uma cirurgia simples. E os erros forçaram Tancredo a passar por sete cirurgias até a morte, em 21 de abril de 1986 (relembre aqui).
A citação de Pinotti e a memória de amigos revelam bem a falta que Freire fará à nossa medicina.

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Bolsistas que concluíram o Projeto de Estágio Extracurricular da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna receberam seus certificados em uma solenidade realizada nesta quarta-feira, 15.  A cerimônia aconteceu no auditório do Hospital Calixto Midlej Filho, onde foram destacados o funcionamento e as metas do projeto.
Para a enfermeira Naira Cruz, coordenadora do Departamento de Educação Continuada do Calixto Midlej Filho, o estágio melhora a atenção oferecida aos pacientes, ao mesmo tempo que permite a alunos do sétimo semestre de enfermagem uma maior vivência da profissão antes da conclusão do curso. O programa de estágio tem duração de seis meses.

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Surgiram rumores na manhã desta quarta-feira, 15, de que o médico e vice-prefeito Antônio Vieira deixaria a Secretaria da Saúde de Itabuna. A decisão teria sido tomada após uma reunião da qual participaram o próprio Vieira, o secretário da Fazenda Carlos Burgos, o prefeito José Nilton Azevedo e o ex-prefeito Fernando Gomes.
A informação era a de que Vieira teria entregado o pedido de exoneração no início desta manhã, mas o secretário negou. Ele disse, porém, que a intenção de sair é real e deve ser concretizada em uma reunião com o prefeito Azevedo na próxima segunda-feira, 20.
Vieira também declarou ao PIMENTA que sai em clima de paz e que pretende colaborar com a Secretaria da Saúde após deixar o comando da pasta. “Não há briga com o prefeito, estamos bem e minha saída se deve também a uma necessidade de preservar a minha atividade profissional como médico, que estava sendo prejudicada”, assegurou.