Isaquias exibe a medalha de ouro conquistada em Tóquio durante desfile em Ubaitaba || Foto Aleilton Comunika
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Daniel Thame

Neste sábado (14), Isaquias Queiroz, medalha de ouro na Canoagem C1 1000 nas Olimpíadas de Tóquio, foi recebido com festa em Ubaitaba, no sul da Bahia, sua cidade natal e onde deu as primeiras remadas, no Rio de Contas. O atleta desfilou pela cidade num caminhão do Corpo de Bombeiros e foi saudado pela população nas ruas.

Por causa da pandemia – e a pedido do próprio atleta, não houve aglomerações, mas centenas de carros e motos acompanharam o percurso, que incluiu uma parada na principal praça da cidade, onde Isaquias agradeceu a homenagem e disse que o carinho da sua gente é o maior prêmio que poderia receber.

Multidão acompanhou Isaquias em carreata por Ubaitaba neste sábado || Foto Aleilton Comunika

Das janelas das casas e do comércio, Isaquias recebeu inúmeras demonstrações de reconhecimento pela conquista. Depois de passar pelo Centro de Canoagem, à margem do Rio de Contas, o atleta se dirigiu a sua residência, onde o abraço na mãe dona Dilma foi marcado por choro, emoção e agradecimento.

Ao lado da família, Isaquias disse que a medalha de ouro representa não apenas uma conquista pessoal, mas também um estímulo para a prática da canoagem entre os jovens. “Saí de Ubaitaba em busca de um sonho e lutei muito para me tornar um campeão, sem esquecer minhas origens. Fico feliz ao servir de exemplo para novas gerações de canoístas, de mostrar que quando você acredita no seu potencial, você consegue grandes conquistas”.

Isaquias com dona Dilma, a esposa dele e o filho Sebastian ao colo || Foto Daniel Thame

DE ISAQUIAS E HERLON A JACKY

Atleta que sabe do que o significado das conquistas na Rio 2016 e em Tóquio, neste ano, ele não esquece de quem está “nascendo” para o esporte na região que o revelou e também deu ao mundo nomes como Herlon de Sousa, de Ubatã, e Jacky Godmann, de Itacaré, seu companheiro de remadas em Tóquio, no C2 1000. “O legado da Medalha de Ouro é proporcionar a formação de uma nova geração que vai manter o sul da Bahia como referência na canoagem brasileira e mundial”.

O medalhista olímpico também destacou a construção de um centro de canoagem pelo Governo da Bahia, “Hoje Ubaitaba tem um grande Centro de Treinamento e agradeço muito ao Governador Rui Costa, porque os atletas podem ser formados aqui e temos muitos jovens com garra, talento, que querem vencer na vida através do esporte”.

Com o filho Sebastian nos braços, Isaquias mais uma vez acariciou a medalha de ouro e brincou com o menino. “Hoje o papai vai deixar você dormir com a medalha”, disse.

População foi às ruas saudar Isaquias durante carreata em Ubaitaba

A presidente da Associação Cacaueira de Canoagem, Luciana Costa, falou do impacto dos resultados obtidos por Isaquias e do Centro de Treinamento de Canoagem. “A conquista de Isaquias e a estrutura do local são um incentivo para o surgimento de novos campeões. Temos vários atletas disputando competições no Brasil e no exterior e o mais importante é que além do esporte, também valorizamos a educação e a cidadania dos nossos atletas”. Clique e confira matéria completa no Blog do Thame.

Laís foi atacada e morta por bandidos dentro de casa || Foto Reprodução
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A Polícia Civil iniciou as investigações para identificar os criminosos que arrombaram uma casa e mataram uma jovem na madrugada desta sexta-feira (13), em Barro Preto, no sul da Bahia. A mulher, identificada como Laís Bonfim de Jesus, de apenas 21 anos, morreu ainda no local.

Segundo informações, ela estava acompanhada do namorado no momento em que os criminosos invadiram a casa. O namorado de Lais, que não teve o nome divulgado, foi atingido por tiros, mas conseguiu escapar. O sobrevivente foi levado para o Hospital de Base de Itabuna. Crime pode ter sido a mando de facção criminosa. O namorado da vítima seria o alvo principal.

Homem devolveu mais de mil reais encontrado em praça de Ipiaú
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Um mototaxista de 46 anos, casado e pai de cinco filhos, morador da Avenida São Salvador, em Ipiaú, no sul da Bahia, é um exemplo de honestidade. Na terça-feira (10), por volta do meio-dia, Geovane dos Santos encontrou, na Praça Salvador da Matta, uma carteira com documentos de um jovem e a quantia de R$ 1.090,00.

O mototaxista contou que não hesitou em fazer o correto, que era procurar o dono e devolver a carteira com os documentos pessoais e o dinheiro. Para isso, fez uma pesquisa no Facebook em busca da pessoa, mas que não obteve êxito nessa opção.

Mas na tarde desta quarta-feira (11), Geovane dos Santos procurou uma emissora de rádio local para anunciar que encontrou os documentos de Romário Jesus Correia. Acabou localizando o rapaz que perdeu a carteira e marcou um encontro com ele na Praça do Cinquentenário, no centro de Ipiaú.

DEPÓSITO PARA HOMEM ACIDENTADO

Romário Correia contou que havia perdido a carteira quando se dirigia a uma agência bancária para fazer um depósito para o irmão, vítima de um acidente em Vitória, no Espírito Santo. Geovane informou que devolveu a carteira e recusou uma gratificação oferecida por Romário.

Muito feliz com o desfecho da história, o mototaxista, que exerce a atividade há 18 anos, e ganha menos de um salário mínimo por mês,  agradeceu a Deus por ter obtido o sucesso em localizar o dono da carteira e devolvê-la. Com informações do Giro Ipiaú.

Marcone Amaral preside reunião para fortalecer bacia leiteira do sul da Bahia || Foto Divulgação
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O presidente da Amurc, Marcone Amaral, debateu com secretários municipais, nesta terça-feira (10), com o prefeito de Barro Preto, Juraci da Saúde, e secretários de Agricultura de Barro Preto, Itajuípe, Coaraci, Almadina e Itapitanga o desenvolvimento econômico regional. O encontro dá prosseguimento a reunião da semana passada, em Coaraci, que discutiu fortalecer a cadeia produtiva da bacia leiteira dos municípios. Uma das estratégias é a reestruturação do laticínio Almada, localizado no município de Coaraci.

O Programa de Aquisição do Leite na Bahia destinou R$ 1,5 milhões para compra do leite a partir do laticínio. Os prefeitos e secretários criaram o Conselho Gestor Deliberativo e Consultivo, composto por representantes das secretarias de Agricultura e Meio Ambiente dos municípios, representantes do setor produtivo, da Bahiater e Adab, no sentido de planejar a sustentabilidade econômica do equipamento.

“O importante é desenvolver um diagnóstico ampliado das necessidades do equipamento melhor otimizado, com o envolvimento dos municípios juntamente com os produtores. Desenvolver um plano de trabalho que tenha uma participação efetiva do Governo do Estado, objetivando investimentos estruturantes para que desenvolva uma política de bacia leiteira com a otimização do equipamento já existente”, disse Marcone Amaral.

Ainda segundo o presidente, o “encontro foi uma oportunidade ímpar”, pois trata o desenvolvimento econômico de um setor muito importante da economia, provocando uma diversificação na produção do setor agropecuário, com o crescimento substanciado da bacia leiteira da região. A iniciativa cria também uma oportunidade de envolvimento dos pequenos produtores, via programas específicos do Governo Federal, visando melhor atendimento a esse segmento.

CDS-LS

O Consórcio de Desenvolvimento Sustentável – Litoral Sul (CDS-LS) foi provocado a apoiar com suas políticas estruturantes através do programa Mais Ater, do Governo do Estado, que visa assistir melhor a secretaria de agricultura, dando apoio do ponto de vista logístico e de capacitação dos seus técnicos, possibilitando assim o melhor atendimento a área produtiva do setor.

Foi também discutida a possibilidade de desenvolver um plano de trabalho que permita trabalhar com os pequenos produtores, dando assistência técnica e o envolvimento de outras instituições, a exemplo do Sebrae. Foram abordadas melhorias de estradas vicinais através da parceria do Consórcio, juntamente com os municípios, bem como também oferta de equipamentos estruturantes como trator, arado, roçadeira e grade, que permitirá um melhor desenvolvimento das propriedades rurais.

Idoso é espancado em farmácia em Ibicaraí
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Um idoso de 65 anos, que não teve o nome divulgado, foi agredido com tapas e socos por um atendente de farmácia após entrar no estabelecimento para comprar um remédio, em Ibicaraí, no sul da Bahia. A agressão foi flagrada por câmeras de segurança da farmácia.

A agressão aconteceu na noite de sexta-feira (6). As imagens mostram que o idoso cai após ser agredido e é arrastado para fora da farmácia, onde foi novamente agredido. As câmeras ainda mostram que o idoso voltou para a parte interna do estabelecimento e recebeu murros na cabeça.

A família dele registrou boletim de ocorrência na delegacia e a polícia vai apurar o caso. Em nota, o dono da farmácia repudiou a situação e informou que demitiu o funcionário após tomar conhecimento do fato. Informações do G1.

Presidente da Amurc, Marcone ressalta a autonomia dos municípios para decidir retorno às aulas
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Secretários e dirigentes escolares dos municípios associados à Amurc estiveram reunidos, de forma online, nesta segunda-feira (2), para tratar do retorno às aulas na rede municipal de ensino. A proposta é que as aulas retornem no formato híbrido, com ações planejadas pelas secretarias de Educação, atendendo a legislação, e previstas para setembro e outubro, escalonada.

O debate vem sendo protagonizado pelo Fórum Regional de Secretários de Educação (Forsec) e pela Câmara Técnica de Educação do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável-Litoral Sul, por meio do Comitê Gestor, junto à Amurc e à Uesc. Foram analisadas as contribuições trazidas pela União dos Conselhos Municipais de Educação na Bahia (Uncme-BA) acerca do tema de acordo com a legislação.

A representante da Uncme, Gilvânia Nascimento, destacou que as secretarias de Educação precisam ter um planejamento estratégico da volta gradativa, escalonada, como a legislação determina. “Independente do caminho que os gestores sigam, eles precisam avaliar a legislação. Precisamos discutir quais são as condições para que essa volta possa acontecer”, ressaltou Gilvânia.

O comitê decidiu por uma nova reunião virtual, na quinta (5), com os secretários de Educação, quando serão apresentados orientações e protocolos necessários para o retorno às aulas em segurança. O momento será importante para a definição oficial das datas, visando a transição entre ensino na modalidade remota para híbrida.

“A Amurc vem trabalhando com o Fórum de Educação (Forsec), Câmara Técnica de Educação e instituições parceiras, uma possibilidade de retorno às aulas da Rede Pública para apresentação aos gestores municipais. Mas, cada município tem a sua autonomia para decidir, tendo em vista que o plano de retomada das aulas é específico em cada localidade”, declarou o presidente da Amurc, Marcone Amaral.

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Quem é escritor? Quem é autor? Escritor e autor são sinônimos? O que é uma “boa literatura”? Existe isso mesmo?  Existe uma literatura do cacau? Regional? Há roteiro para se tornar um escritor? Há cânone na literatura? O que é isso mesmo?  Eis algumas das perguntas que não consigo responder, mas fico atento às discussões.

Efson Lima | efsonlima@gmail.com

Nada melhor para refletir sobre a escrita do que se deparar com o Dia Nacional do Escritor (25 de julho). Uma das grandes marcas da humanidade é a escrita. Não só por ter colocado a condição humana em um patamar elevado entre os seres vivos, mas  a prática da escrita permite o registro da trajetória humana, a evolução do planeta. A escrita é meio para que um emaranhado de palavras, ideias,  símbolos sejam estruturados. A escrita oferece sentido à própria existência da vida. A escrita é uma das faces do “projeto de desenvolvimento humano”.

Em “tempos modernos”, cada vez mais visual, por vezes, esquecemos que durante muito tempo os nossos principais meios comunicacionais foram a fala, a escrita, os gestos, os objetos… Agora, os satélites nos unem, nos globalizam e possibilitam  uma dimensão maior do fenômeno. Em três segundos, estamos conectados na aldeia global. O século XX foi pródigo de descobertas e invenções. O nacional também pode se tornar global.

O escritor Jorge Amado, talvez  um dos primeiros escritores a ganhar a vida com o dinheiro de obra literária no Brasil, indiretamente, colocou o termo escritor no catálogo de profissões. A minha geração conheceu escolas de escritores, oficinas e faculdade para formar profissionais da área.  O escritor nascido em Ferradas, na cidade de Itabuna, foi internacionalizado.

Paulo Coelho, o maior dos escritores nacionais em volume de vendas, foi uma das caras do Brasil ao lado de sua mulher na candidatura do Rio de Janeiro para sediar as Olímpiadas em 2016. Lembro-me que muito se discutiu se suas obras eram literatura ou não. A Academia Brasileira de Letras virava a cara. As massas de leitores sinalizaram que outros caminhos são possíveis.

No mundo da escrita algumas discussões surgem. Quem é escritor? Quem é autor? Escritor e autor são sinônimos? O que é uma “boa literatura”? Existe isso mesmo?  Existe uma literatura do cacau? Regional? Há roteiro para se tornar um escritor? Há cânone na literatura? O que é isso mesmo?  Eis algumas das perguntas que não consigo responder, mas fico atento às discussões.

Deixo essas provocações para Silmara Oliveira, professora especializada em literatura; Pawlo Cidade com quase 20 livros publicados, ontem relançou  o seu livro O Tesouro Perdido das Terras do Sem-fim, leitura que estou a fazer; Luh Oliveira, mestra na área de letras e poeta;  pediria meu mago Ramayana Varges, um intelectual no sentido pleno do termo.  Poderia também convidar Igor Luiz, das terras de Coaraci/ Ibirapitanga; Sheila Shew, a artista – produtora, de Buerarema/Itabuna; Tácio Dê, com suas Tertúlias, às 18:51 horas. Isso mesmo, no Instagram, repito: 18:51 horas; Walmir do Carmo, que além da força de sua escrita, confere ainda maior força  aos seus poemas quando declama. Tive o prazer de ouvi-lo ontem, fisicamente, dia 24/07, no ato em defesa da democracia e da luta antifascista. Ainda,  posso convidar Aurora Souza para dar continuidade a lista. Fica faltando outra gama de gente boa, mas invocando o sagrado, temos o professor Ruy Póvoas que nos amanhece com sua voz radiante às sextas-feiras, mestre do material e do espiritual, uma instituição para além das terras sul-baianas. Mestre de gerações.

Li pela primeira vez, no Diário de Ilhéus, academicamente exigiria um apud, conforme artigo da professora Maria Luiza Heine, que Adonias Filho, certa vez, profetizou que, além de cacau, o sul da Bahia faz brotar escritores. Particularmente,  tenho constatado esse fenômeno no Flisba, Bardos Baianos Litoral Sul, Costa do Descobrimento e Extremo Sul. As notícias chegam.

É verdade, gente! Hoje é o dia Nacional do Escritor, dia 25 de julho. Mas não falarei nada disso. Não falarei também do fenômeno da escrita nas redes sociais. Desculpa!

Efson Lima é professor universitário, advogado e doutor em Direito pela UFBA.

Município lidera vacinação na Bahia, segundo ranking da Sesab
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Itacaré, na região sul, é o município que mais vacinou contra o novo coronavírus (Covid-19) em toda a Bahia, proporcionalmente, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) divulgados até este domingo (11).

A Secretaria de Saúde de Itacaré já vacinou com a primeira dose 9.515 pessoas e 77,1% das doses distribuídas para a segunda dose já foram aplicadas. Itacaré vacinou 114,1% do público-alvo, seguido por Gongogi, com 112,2%, segundo a Sesab.

O município está vacinando pessoas acima dos 33 anos. A imunização, na sede, ocorre no Colégio Municipal Maria Benjamina e no Colégio Estadual Aurelino Leal. Já em Taboquinhas, a imunização ocorre no Colégio Padre Edgard Torres, de segunda a sexta-feira, sempre das 8h às 12h e das 13h30min às 15h30min. O prefeito Antônio de Anízio chama a atenção do público-alvo para que se vacine e, também, não esqueçam do retorno em caso de vacinação em duas doses.

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Nova ligação entre centro e zona sul, ponte estaiada completa um ano || Foto José Nazal

A Ponte Jorge Amado melhorou a mobilidade urbana e já é dos mais fotografados cartões-postais de Ilhéus, no sul da Bahia. A belíssima paisagem natural da Baía do Pontal, onde o Rio Cacheira se encontra com o mar, ganhou uma novo composição com a primeira ponte estaiada da Bahia. A obra completa um ano de sua inauguração amanhã, dia 1º.

Altran: mobilidade melhorou muito

Primeira ponte estaiada da Bahia, a obra recebeu investimentos de cerca de R$ 100 milhões e foi entregue há um ano pelo governo estadual. Para a população ilheense, o primeiro ano de entrega da ponte é motivo de orgulho e satisfação, numa cidade repleta de encantos naturais, grande patrimônio cultural e arquitetônico e agora um promissor polo de produção de chocolates de origem que conquistam mercado no Brasil e no exterior.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Ilhéus, Anselmo Clemente, destaca o impacto da ponte. “Foi totalmente positivo, porque havia uma única ponte [antes], que travava o trânsito pela manhã e final de tarde, com prejuízos para o comércio. Hoje tudo ficou mais ágil. As pessoas se deslocam com rapidez. É um divisor de águas na história da cidade”.

O fluxo médio diário é de 8 mil veículos durante a semana e de 10 mil veículos por dia nos finais de semana, sem o registro de congestionamentos, segundo a Superintendência de Infraestrutura de Transporte (SIT), da Secretaria Estadual de Infraestrutura.

“MOBILIDADE MELHOROU MUITO”

O profissional liberal Jorge Guerra lembra da espera pela nova ponte. “Esperamos por essa ponte há mais de 30 anos. Ela desafogou o tráfego na cidade e agora a ligação entre o centro e a zona sul ficou muito mais rápida. Trata-se de uma grande obra do Governo do Estado”, afirma

Nilson dos Santos Carneiro, que trabalha em uma cabana de praia, ressalta que “com a ponte, melhorou muito o movimento, já que as pessoas que frequentam o litoral não perdem mais tempo em congestionamentos”. O motoboy Altran Lima diz que “o nosso trabalho melhorou muito porque podemos atender mais clientes. O trajeto ficou mais rápido, mas os benefícios são para toda a população. Ilhéus só tem a agradecer ao Governo do Estado pela concretização de um projeto tão importante”.

Pedro Hora diz que trânsito hoje flui normalmente || Foto Daniel Thame

TURISMO PÓS-PANDEMIA

Para o operador de turismo José Humberto Sá Nery, a obra não só melhorou a autoestima do ilheense. “A ponte é um grande vetor de desenvolvimento, com a valorização das áreas próximas, o impulso na construção civil e as perspectivas para o turismo, no pós pandemia, quando a cidade certamente terá um grande impulso no setor que gera milhares de empregos”.

Já o estudante Pedro Hora diz que a ponte melhorou a vida de quem mora na zona sul e precisa se deslocar diariamente para o centro e vice-versa, facilitando também o acesso às praias. “O trânsito hoje flui normalmente em qualquer horário. Além disso, a ponte deixou a cidade ainda mais bonita. As pessoas param e tiram fotos. Ilhéus ganhou um cartão-postal que é orgulho para todos nós”.

Como obra complementar do acesso à ponte, o Governo do Estado realizou a recuperação e duplicação da rodovia BA-001, no trecho entre as proximidades do Hotel Opaba e o entroncamento da BR-251. Com extensão de 5,4 quilômetros, a duplicação teve um investimento de R$ 10,5 milhões.

Ministro do Turismo, Nelson Machado, e a suplente de deputada Kátia Bacelar
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Os ministros da Cidadania, João Roma, e do Turismo, Gilson Machado, além do secretário especial de Cultura, Mário Frias, visitam nesta terça-feira (29) o município de Uruçuca, no sul da Bahia. O trio será recebido pelo deputado federal João Bacelar e pela suplente de deputada estadual Kátia Bacelar, ambos do PL. O objetivo da visita é estudar caminhos para fortalecer o turismo na região.

Kátia Bacelar adianta que a vinda dos ministros ao sul do estado é para chamar a atenção para o potencial do turismo local. Além da tão reconhecida beleza das praias, ressalta Kátia em entrevista a Oziel Aragão, apresentar a cacauicultura, zona rural com estradas igualmente belíssimas e apropriadas para trilhas e esportes radicais.

– Uma verba de R$ 25 milhões está sendo viabilizada e será destinada para o turismo de Ilhéus. Novos pleitos serão apresentados aos ministros e mais verbas federais virão para alavancar a economia sul baiana – diz ela, observando que prefeitos do sul e do extremo-sul baiano receberão os representantes do governo federal.

Fazenda é mais um dos atrativos da Estrada do Chocolate, no sul da Bahia || Foto Ana Lee

FAZENDA INDEPENDÊNCIA

Os ministros e o secretário vão conhecer uma das belezas naturais de Uruçuca, a centenária Fazenda Independência, localizada na Estrada do Chocolate, ambiente propício para o turismo rural (reveja matéria sobre a fazenda aqui).

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Hans criou o Chocolate Caseiro de Ilhéus. Caseiro, pero no mucho, porque foi questão de tempo para que seu chocolate (aí incluídas as impagáveis versões Nacib e da Gabriela)  conquistasse o Brasil, vendido em aeroportos e lojas de grife.

Daniel Thame

Prestes a completar 500  anos (487 neste 28 de junho), Ilhéus ficou conhecida mundialmente como a Terra do Cacau por meio das obras de Jorge Amado. Com seus coronéis, jagunços, trabalhadores explorados,  aventureiros de todos os matizes, moçoilas dadivosas, gabrielas e nacibs, Jorge criou um universo mítico, em obras traduzidas para dezenas de idiomas e adaptadas para incontáveis versões na televisão.

No  último quarto de século, quando o cacau atravessou uma de suas piores crises e Jorge partiu para ser amadamente eterno, três personagens que poderiam ter saído de seus livros decidiram subverter a (des)ordem natural das coisas. Como é que uma região que produzia as melhores amêndoas do mundo não produzia nem o mais miserável dos chocolates?

Aí veio Hans Schaeppi, hoteleiro, produtor de cacau, mas principalmente visionário. Hans criou o Chocolate Caseiro de Ilhéus. Caseiro, pero no mucho, porque foi questão de tempo para que seu chocolate (aí incluídas as impagáveis versões Nacib e da Gabriela)  conquistasse o Brasil, vendido em aeroportos e lojas de grife.

Hans Schaeppi viu a uva – perdão, o chocolate -, mas ninguém se atreveu a seguir o caminho. Freud, perdão de novo, Jorge explica.

Até que entrou em cena outro visionário (meio gênio, meio louco, naquele momento mais louco do que gênio. Seu nome: Marco Lessa.

Pois não é que o empresário e produtor de eventos decidiu criar em Ilhéus o Festival Internacional do Cacau e Chocolate. O nome pomposo (pretencioso?), escondia uma realidade bem menos glamourosa:  de chocolate sulbaiano mesmo só havia o de Hans.

Mas Marco Lessa já nem via a uva: via chocolate mesmo. E chocolate de origem, feito com cacau fino, para disputar mercado com os melhores chocolates do mundo, que eram  feitos com as nossas amêndoas do sul da Bahia. Precisa desenhar?

Uma década depois, já são cerca de  70 marcas regionais, Chor (eleito recentemente um dos três melhores chocolates do mundo), Sagarana, Yrerê, Maltez, Modaka, Mendá, Benevides, Seno, Cacau do Céu, Natucoa, Sul da Bahia, Terravista  e  companha limitada. Todos nascidos na esteira do festival, que, sim, hoje  faz mais do que jus ao nome, maior do gênero na América Latina.

Chocolates para se degustar de joelhos!

Junto com o chocolate de origem, veio  a produção de amêndoas de altíssima qualidade. E aí entra o personagem com dotes de alquimista  na sua fazenda/santuário Leolinda. Jeitão  simples de monge franciscano, talento de Papa na excelência do seu (Santo) Ofício. O que ele fez com o cacau, antes destinado apenas às moageiros e plantados aos Deus dará (às vezes vinha uma praga e Deus não dava), ao elevar os padrões de seleção, cultivo e, consequentemente de qualidade, só tem uma definição: revolução.

João Tavares, Hans Schaeppi, Marco Lessa. Cacau e agora também chocolate.

Embalados e inspirados nas histórias de Jorge que amou o cacau e certamente amaria os chocolates hoje mundialmente amados.

Histórias que dariam um livro, mas que nos satisfazem o corpo e a alma quando nos dão um divina barra de cada chocolate que brota dessa sagrada terra grapiuna, onde também brotam pioneiros/visionários sempre dispostos a reescrever essa história de quase  meio milênio, onde ainda há muito o que reescrever  e escrever.

Bem vindos às terras do cacau e do chocolate!

E Salve Jorge. Sempre.

Daniel Thame é jornalista, blogueiro, escritor e editor do site Cacau&Chocolate.

Barry Callebaut planeja investimento de mais de R$ 120 milhões no sul da Bahia
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A Barry Callebaut assinou protocolo de intenções com o governo baiano para investir R$ 121 milhões em suas unidades em Itabuna e em Ilhéus, sul da Bahia, gerando 86 novos empregos. Nas plantas instaladas na região, a empresa produz cacau em pó, manteiga, líquor e torta de cacau.

Segundo explicou Alexandre Martinez, diretor financeiro da Barry Callebaut para a América do Sul, a empresa vai manter sua capacidade instalada de moagem de 60 mil toneladas ao ano de amêndoas de cacau e incrementar o faturamento em R$ 350 milhões reais/ano.

“A nossa história com a Bahia iniciou-se em 1999 e estamos comprometidos em continuar esta jornada por um longo período. Estamos certos de que com nossos investimentos e nossa estratégia de sustentabilidade, auxiliaremos o desenvolvimento da produção de cacau da Bahia, bem como o desenvolvimento da indústria e economia locais”, disse Martinez em audiência com o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Nelson Leal.

Aulas virtuais são um desafio para as famílias carentes
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Ailton Silva

Nos quase 30 anos como professora de Matemática, Cristina Ramos acostumou-se com escolas cheias e entra e sai de alunos nas salas. Conversas nos corredores no intervalo, abraços apertados de agradecimento de quem se esforça para não só obter a aprovação de ano, mas aprender o conteúdo. Mas a professora e centenas de colegas passaram a viver uma nova experiência desde março do ano passado.

Por causa da pandemia do novo coronavírus, o ano letivo de 2020 seguiu, mas com aplicação de atividades e troca de informações em grupos de aplicativo. Em 2021, foram acrescentadas as aulas virtuais, com uso de uma plataforma do Google. Por isso, a professora Cristina Ramos e os demais colegas da rede municipal de educação de Itajuípe, no sul da Bahia, precisaram recorrer à tecnologia para que milhares de estudantes não perdessem às aulas.

Professora Cristina Ramos fala dos desafios e da emoção das aulas virtuais

Um desafio a mais para aqueles educadores que estavam acostumados com as ferramentas tradicionais e gostam do contato diário com os alunos. “Gosto e estou acostumada a aula presencial. Sou uma professora de contato e conversa com alunos, brincar e resolver problemas com eles. De repente, vi-me nessa situação. Foi um grande desafio, pois não sabia como usar as novas ferramentas. Percebi que muitos alunos dominavam a tecnologia mais que eu. Então, houve essa troca rica e me adaptei”.

DUALIDADE DE SENTIMENTOS

Cristina se preparando para mais um dia de aula

A educadora relata que hoje vive uma dualidade de sentimentos. “Estou triste porque sei que o ensino não é do mesmo nível do presencial, mas estou feliz porque muitos alunos estão assistindo às aulas, fazendo questionamentos. Cada dia tem sido um grande desafio”.

Cristina torce pelo retorno das aulas presenciais o mais breve possível. Estou na esperança que possamos ter logo, pelo menos, aulas híbridas (presencial e virtual) porque, às vezes, fico triste por ver somente os rostos deles na tela. Quando estou na escola, na sala de aula, sinto-me com se estivesse dando aula presencial para eles. Fico mais entusiasmada. Eu amo ser educadora e amo meus alunos”.

A professora Daniela Pereira Barbosa atua há 25 anos como educadora da rede municipal de Itajuípe e há quatro anos é coordenadora pedagógica da Escola Dr. Pedro Catalão, no centro da cidade. Ela explica que os desafios têm sido enormes, principalmente para atender aqueles alunos sem acesso a telefone e internet. “Por isso, tem sido um ano letivo com muito trabalho e desafiador”, conta Daniela Barbosa.

PREOCUPAÇÃO COM O PRÓXIMO

A educadora explica que a proposta de aulas virtuais foi apresentada e aprovada pelos pais antes do início do ano letivo, que começou em 10 de maio. “Treinamos os professores para o uso das novas ferramentas e reduzimos o tempo de aulas para não cansar os nossos estudantes. E estamos caminhando com uma grande contribuição dos professores que comparam a ideia. Os pais estão empolgados”.

Algumas situações, revela Daniela, têm emocionado os professores. Ela cita as situações dos irmãos Ana Clara e Alex, que assistem às aulas debaixo de pés de cacau, na beira de uma estrada vicinal, na zona rural; e da mãe de uma criança que a consultou sobre a possibilidade da coleguinha da filha acompanhar às aulas na casa dela. “Porque a coleguinha não tinha nem internet nem celular. Eu respondi: queria que muitos pais tivessem uma atitude linda daquela. A questão da solidariedade, da acolhida, preocupação com o próximo”, afirma.

DIFICULDADES DE ACESSO À TECNOLOGIA

A educadora observa, no entanto, que nem todas as histórias são marcadas pela empatia e com alternativas para que as crianças não fiquem sem estudar. “Ficamos tristes quando os pais informam que não têm como seus filhos assistirem às aulas porque não possuem celular nem acesso à internet”, diz. “Mas a escola não abandonará esses alunos. Estamos fazendo a proposta de entrega das atividades para tenham o conhecimento também. Foi instalado um laboratório de informática para eles acessem, mas desistimos da ideia por causa da questão sanitária”.

Professora Renaildes Pita da Silva ministra aulas para estudantes da Escola DR. Pedro Catalão, em Itajuípe

Já a secretária de Educação de Itajuípe, Maria de Lourdes Santana, afirma que o município tem feito todo o esforço para que os estudantes não sejam ainda mais prejudicados por causa da pandemia do novo coronavírus. De acordo com Maria de Lourdes, o aluno que não tem acesso à tecnologia recebe todo o material didático impresso a cada 15 dias e tira dúvidas com o professor, assim como a maioria dos municípios.

A rede municipal de ensino de Itajuípe tem 3.800 alunos matriculados em 32 escolas, 17 delas na zona rural, que atendem 230 estudantes. “Estamos vivendo um grande desafio e estamos atravessando esse momento difícil com a contribuição e esforço de todos, inclusive dos pais, que estão tendo uma participação maior”, relata. Além das atividades didáticas, os alunos recebem kits alimentação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Itajuípe é um dos poucos municípios baianos com aulas virtuais.

EMPREtec / Turma 2021.1 / Local: Hotel Fiesta / Fotografa: Soraia Carvalho
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As inscrições para as próximas turmas do Empretec na região Sul da Bahia estão na reta final, mas ainda dá tempo para se inscrever. As entrevistas no município de Ilhéus serão realizadas na próxima semana, de 07 a 11 de junho. Já em Itabuna, as entrevistas ocorrem de 14 e 18 de junho. Os empresários poderão fazer a pré-inscrição através do site www.empretecsebrae.com.br. Os seminários ocorrerão de 5 a 10 de julho, em Ilhéus, e de 12 a 17 de julho, em Itabuna.

Para se tornar um “empreteco” é necessário passar por três fases até o seminário: preencher o questionário de pré-inscrição; após análise do questionário, o Sebrae entrará em contato com o candidato para agendar uma entrevista presencial; e, se aprovado na entrevista, poderá efetivar a inscrição.

A capacitação tem carga horária de 60 horas e acontece em seis dias. Durante o seminário, o participante é desafiado a trabalhar as dez características essenciais do comportamento empreendedor por meio de atividades práticas. O Seminário Empretec é formado por uma imersão desafiadora, com exercícios, discussões e autoconhecimento, para despertar o perfil empreendedor de cada participante.

A metodologia aplicada no Empretec foi desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e é promovida em cerca de 40 países. No Brasil, a realização do seminário é exclusividade do Sebrae, que já capacitou cerca de 200 mil pessoas em 24 anos. Na Bahia, já são cerca de 14 mil “empretecos” formados.

SERVIÇO

Ilhéus
Entrevistas: 7 a 11 de junho
Seminário: 5 a 10 de julho
Contatos: (73) 3634-4068

Itabuna
Entrevistas: 14 a 18 de junho
Seminário: 12 a 17 de julho
Contatos: (73) 3613-9734

Pré-inscrição: www.empretecsebrae.com.br

Moacyr Leite Júnior chama atenção para a degradação ambiental no sul da Bahia
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O prefeito de Uruçuca, Moacyr Leite Júnior (DEM), se disse “muito preocupado” com a questão ambiental. Numa conversa com o jornalista Ricky Mascarenhas, o gestor do município que tem em Serra Grande seu grande apelo turístico, revelou sua angústia com o descaso do ser humano com a natureza.

Parque da Serra do Conduru, em Uruçuca

Na conversa, o prefeito citou a irresponsabilidade do ser humano com a natureza, citou as riquezas de Serra Grande e do Parque Estadual da Serra do Conduru. “O que as pessoas fazem com nossa mata atlântica inadmissível”, frisou.

Moacyr elencou inúmeros pontos turísticos em todo o município, mas o Parque Estadual da Serra do Conduru, em Uruçuca, é um dos que mais o preocupam. “A paisagem exuberante, a rica biodiversidade da fauna e flora, riachos e cachoeiras de águas cristalinas em uma área de mais de nove mil hectares, recebe e encanta turistas e pesquisadores de todo o mundo”, lembrou o prefeito.

Este riquíssimo patrimônio natural, salientou Moacyr, é frequentado por diversas pessoas, com pouca ou nenhuma preocupação com o meio ambiente e sua preservação. “Descartam garrafas pet, copos e pratos plásticos, restos de comida e até preservativos. Nossas campanhas de conscientização abordam justamente isso”, frisou.

Vista panorâmica da região de Serra Grande no sentido Barra do Sargi

O prefeito de Uruçuca disse que, mesmo com equipes de fiscalização, conscientização e limpeza, trabalhando com dedicação e comprometimento, é praticamente impossível atender a demanda. “Temos investido em conscientização, [em] mostrar às pessoas a importância da preservação para que os netos, bisnetos, enfim, muitas gerações ainda possam desfrutar de tamanha beleza natural”, ressaltou.