Não podemos permitir a desestruturação desse nosso patrimônio, que neste mês completa 30 anos de muita luta. Precisamos fazer sua defesa permanentemente e avançarmos ainda mais na sua eficiência.
Rosivaldo Pinheiro || rpmvida@yahoo.com.br
O SUS é o maior sistema público de saúde do mundo, fruto de uma intensa luta que acabou garantida na Constituição Federal em 1988 e nas Leis 8.080 e 8.142, em 19 de setembro de 1990. Sua gestão é tripartite – de responsabilidade dos três níveis de poder: federal, estadual e municipal. Funciona em consonância com os princípios da universalização, equidade e integralidade.
Segundo informa o Conselho Federal de Medicina, 75% dos brasileiros dependem 100% do SUS, representando um custo total anual de R$ 103 bilhões para o tesouro nacional. Para fazermos um comparativo, os outros 25% dos brasileiros que usam plano de saúde gastam, por ano, R$ 90 bilhões, significando dizer que investem três vezes mais no cuidado com a saúde, se comparados aos usuários do Sistema Único.
É importante destacar que a nossa população está envelhecendo e já ultrapassa as 30 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a população com 65 anos ou mais alcançará um contingente de mais de 55 milhões de pessoas em 2060.
É sabido por todos os brasileiros que as políticas de saúde passam por cotidianas dificuldades no tocante à redução dos recursos, em função da promulgação, no apagar das luzes de 2016, da Emenda Constitucional 95, que fixou teto de gastos para saúde, educação e segurança pública por 20 anos.
Mesmo diante desses ataques provocados pelo teto de gastos, desvios por corrupção, impactos provocados por gestores sem qualificação e compromisso com a missão desse poderoso sistema de saúde, sua face de humanidade foi demonstrada nessa pandemia do novo coronavírus, evitando que tivéssemos ainda mais mortes.
Os profissionais dos SUS deram a vida e se agigantaram, mostrando para todos o quão importante é o nosso SUS, especialmente para os mais vulneráveis economicamente, demonstrando toda a sua capacidade e importância na luta em defesa da vida, fazendo valer a máxima do artigo 196 da CF/88: “a saúde é um direito de todos e dever do estado”.
Portanto, defender o SUS é defender as nossas próprias vidas, garantindo assistência à saúde gratuita e de qualidade para um número cada vez maior de brasileiros que precisam dessa política pública comprovadamente essencial em nossas vidas. Não podemos permitir a desestruturação desse nosso patrimônio, que neste mês completa 30 anos de muita luta. Precisamos fazer sua defesa permanentemente e avançarmos ainda mais na sua eficiência.
Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades (Uesc).
O primeiro trimestre da pandemia de covid-19, declarada oficialmente em 11 de março, ocasionou uma perda média de 20,1% na renda dos brasileiros, baixando o valor de R$ 1.118 para R$ 893 mensais. No cálculo, consideram-se mercados formal e informal e também a parcela de trabalhadores sem emprego. 
No período, o coeficiente de Gini, usado para mensurar o nível de desigualdade social, aumentou 2,82%. Os apontamentos constam da pesquisa Efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho brasileiro, coordenada pelo economista Marcelo Neri, da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Conforme demonstra o estudo, observa-se que tanto a queda média na renda como o índice Gini atingiram nível recorde quando analisadas variações da série histórica, iniciada em 2012. Enquanto os mais pobres viram a renda encolher 27,9% – de R$ 199 para R$ 144 -, o impacto foi de 17,5% – de R$ 5.428 para 4.476 -, entre os 10% mais ricos do país.
Os pesquisadores atribuem a queda de mais de um quarto da renda à redução da jornada de trabalho, que foi de 14,34% na média nacional, e a outros fatores, como a própria diminuição na oferta de vagas. A taxa de ocupação, isto é, a parcela da força de trabalho que possui um emprego, também caiu 9,9%.
O estudo afirma que a situação pesou mais entre indígenas, analfabetos e jovens de 20 a 24 anos. De acordo com os pesquisadores, mulheres foram mais afetadas, com 20,54% de queda na renda, contra 19,56% dos homens.
O pré-candidato a prefeito de Coaraci pelo PSD, Kadu Castro, não resistiu ao novo coronavírus (Covid-19) e faleceu neste domingo (20), no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. Kadu estava internado no Hospital da Santa Casa de Itabuna há cerca de um mês.
Menos de uma semana após ser diagnosticado com a doença, o ex-secretário municipal foi internado com baixa oxigenação. Dias depois, acabou encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Calixto Midlej. Chegou a ter leve melhora e as perspectivas eram de alta médica, porém o quadro se agravou nas últimas horas, vindo a falecer neste domingo.
Kadu disputaria a Prefeitura de Coaraci pelo PSD. Seu nome foi homologado em convenção, apesar de internado. O corpo do político deverá ser sepultado seguindo os protocolos determinados pelo Ministério da Saúde para vítimas da Covid-19.
O vocalista da banda Chicana morreu em um acidente de carro na BR-116 norte, km 409, Feira de Santana, na tarde deste sábado (19).Tarcísio Freitas de Oliveira, conhecido como Tay, 36 anos, dirigia um veículo Hyundai IX 35, de placa OUX 3817, quando perdeu o controle da direção e capotou por volta das 16h.
A delegada Klaudine Passos Silva informou que ainda não sabe se que o carro bateu em uma árvore e capotou ou já veio capotando e no prolongamento bateu em uma árvore do lado contrário. “A gente não sabe o que aconteceu para provocar o acidente. Não havia testemunhas no local, então a gente não tinha como saber mais informações sobre a situação. Também não havia ninguém com ele no veículo, apenas pertences pessoais, como instrumentos musicais e roupas”, afirmou.

De acordo com a delegada Klaudine Passos, familiares informaram que o cantor teria saído da cidade de Candeal e estaria dirigindo para Feira de Santana, onde iria fechar alguns compromissos de trabalho.
A delegada informou ainda que ao chegar no local o corpo já estava fora das ferragens, pois uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e verificou que não havia mais sinais vitais. As informações são do site Acorda Cidade.
Itabuna acumula 250 mortes em decorrência do novo coronavírus. Nesta semana, entre o dia 13 e hoje, ocorreram 15 óbitos. Nos últimos 7 dias, a maior quantidade de mortes pela Covid-19 ocorreu de quinta (17) para sexta-feira (18), quando oito pessoas não resistiram.
Itabuna tem 11.915 casos de novo coronavírus, com 9.245 curados e 2.420 pessoas se recuperando da doença. Há 25 pacientes internados em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 52 em leitos de enfermaria e três pessoas em unidade semi-intensiva.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já registrou mais de 55 mil pedidos de candidatura para concorrer aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador nas eleições municipais de 2020, até as 17h deste sábado (19). Já são 54.778 pedidos para quem pretende disputar uma vaga no legislativo, 2.573 a prefeito e 2.575 a vice-prefeito.
Os homens são maioria na disputa, representando 66,9% dos pedidos, enquanto as mulheres 33,1%. A faixa etária predominante é de pessoas entre 40 anos e 44 anos de idade e mais da metade se declararam casados 53,1%.
A plataforma desenvolvida pelo TSE DivulgaCandContas aponta ainda que brancos e pardos estão em maior número entre os postulantes a uma vaga eletiva municipal, 53,61% e 33,94%, respectivamente, seguidos de pretos, 10,4%. Amarelos e indígenas não chegam a 1% dos registros até agora.
Em relação ao grau escolaridade, a plataforma aponta que 37,56% têm ensino médio completo, na sequência vem os que têm nível superior completo, 26,3% , fundamental incompleto, 12,4%, fundamental completo, 11,74%, superior incompleto, 4,83%, ensino médio incompleto, 4,68%. Os que declararam que apenas leem e escrevem somavam 2,48%.
A Bahia, nas últimas 24 horas, registrou 2.191 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,8%) e 1.861 curados (+0,7%). Dos 294.210 casos confirmados desde o início da pandemia, 280.351 já são considerados curados e 7.638 encontram-se ativos, com mais de 6,2 mil óbitos (confira abaixo).
Os casos confirmados ocorreram em 416 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (28,65%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram Ibirataia (6.321,84), Almadina (6.131,04), Madre de Deus (5.703,31), Itabuna (5.688,41) e Dário Meira (5.051,35).
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 578.932 casos descartados e 71.498 em investigação até as 17 horas deste sábado (19). Na Bahia, 24.671 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.
ÓBITOS
O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 40 óbitos que ocorreram no período de 16 de junho a 19 de setembro. O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 6.221, representando uma letalidade de 2,11%. Dentre os óbitos, 55,89% ocorreram no sexo masculino e 44,11% no sexo feminino.
O arquiteto Matheus Esquivel, que hoje atende em Itabuna e Vitória da Conquista, assina o projeto da nova casa de eventos Casarão Cola Na Manu, em Itabuna. “Com a retomada gradual das atividades decidimos retomar os projetos. O Casarão é, sem dúvidas, a realização de um grande desejo, que era ter uma casa de eventos com a cara do público que já frequenta todas as experiências Cola Na Manu há alguns anos”, explica Manu Berbert.
O Casarão fica localizado na Avenida J.S. Pinheiro e funcionará como uma “casa-bar”, com pista, dois camarotes e um mezanino super luxo. Antes da inauguração, o público irá acompanhar as obras da casa, que prometem aguçar um pouquinho a curiosidade da região.
“Manu tem esse perfil, de criar projetos e a região abraçar, viver tudo junto com ela. Agora ela vai comandar uma espécie de reality show, mostrando nas redes sociais o Diário de Obras da casa. Matheus Esquivel assina o projeto, o que nos deixou muito felizes, e outros parceiros já estão programados para serem apresentados em breve”, contou Marama Berbert, sócia da casa.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na manhã deste sábado (19), 14 quilos de cocaína em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. O flagrante ocorre no momento em que uma equipe da PRF realizava fiscalização em frente a unidade policial, no Km 830 da BR-116.
A droga era transportada num táxi Chevrolet/Spin, conduzido por um homem de 47 anos, que demonstrou um nervosismo injustificado quando questionado sobre a viagem que fazia. As informações desencontradas e o comportamento anormal elevou o grau de suspeita, resultando em uma busca detalhada no veículo.
Ao averiguar o interior do táxi foram localizados os tabletes de cocaína, escondidos atrás do banco traseiro e sob o banco dianteiro. A pesagem totalizou 14 quilos da cocaína.
TRANSPORTADA PARA SALVADOR
O taxista do táxi afirmou que recebeu a droga em Vitória da Conquista e pretendia levá-la para Salvador. Relatou ainda que os demais ocupantes do automóvel não tinham envolvimento com o ilícito, apenas eram passageiros de uma “corrida” de táxi que se iniciou em Cândido Sales até Vitória da Conquista.
O motorista não disse para quem a droga seria entregue na capital baiana. O preso, o veículo e a droga foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Vitória da Conquista, onde foi lavrado o flagrante.
Morando de aluguel e com dois filhos dependentes, a corretora autônoma de seguros Janete Queiroz é uma Microempreendedora Individual (MEI) que viu a renda da família cair para mais da metade com a crise provocada pela pandemia da covid-19. O isolamento social necessário para conter a disseminação do coronavírus impediu que ela e o marido, também corretor, pudessem manter as vendas de modo presencial. Em abril, solicitaram o auxílio emergencial. O benefício foi negado para os dois. Eles fazem parte do grupo de aproximadamente 5,7 milhões de MEIs excluídos desta assistência pelo governo.
Criado em março como uma “medida excepcional de proteção social” para o enfrentamento da pandemia, o auxílio é direcionado principalmente a Microempreendedores Individuais, desempregados, trabalhadores informais e mães provedoras de família monoparental. Para os MEIs, contudo o benefício só chegou à metade da categoria. O Brasil tem 10,7 milhões de cadastros de MEIs, de acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Mas, o auxílio emergencial foi concedido só para cerca de 5 milhões de microempreendedores individuais, segundo dados oficiais divulgados pelo Ministério da Cidadania.
“Esse benefício tem sido importante para ajudar os empreendedores a passar pela pandemia com menos dificuldades e também traz para o país um colchão de liquidez que ajuda as micro e pequenas empresas a superarem a crise em função do dinheiro que passa a girar na economia”, afirmou o gerente de Políticas Públicas do Sebrae, Silas Santiago, em reportagem publicada pelo site UOL nesta semana.
O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sérgio Takemoto, reforça a análise. “É um recurso necessário tanto para a sobrevivência destes trabalhadores como para a manutenção da atividade econômica”, ressalta. “Garantindo-se a renda das pessoas, elas vão gastar no supermercado, na farmácia, na padaria e os recursos vão aquecer a economia. Esse dinheiro volta e gera receita para o país”, acrescenta Takemoto.
“FOI O QUE ME SALVOU”
É o caso da massoterapeuta Graciane Galvão, de Brasília (DF). Formalizada como MEI desde 2017, ela esperou um mês para começar a receber, em maio, o auxílio emergencial de R$ 1,2 mil (mães provedoras têm direito ao benefício em dobro). “Foi o que me salvou”, diz.
Mãe de uma filha de 7 anos e de um rapaz de 17, estudante de Engenharia Elétrica na Universidade de Brasília (UnB), Graciane usa todo o dinheiro do benefício para pagar o aluguel e as contas de água e energia: “Vai tudo direto para estas despesas”.
A massoterapeuta também precisou renegociar as prestações do carro e tem conseguido manter a família com a ajuda que os filhos recebem de pensão alimentícia. “A grande maioria das minhas clientes já me avisou que só vai retornar [às massagens] ano que vem ou quando descobrirem a vacina para o coronavírus. Não sei o que seria da gente sem este auxílio”, ressalta Graciane.Leia Mais
O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, o Marão, terá que devolver aos cofres municipais o montante de R$2.246.723,93, com recursos pessoais por pagamento indevido de juros e multas ao INSS, por atraso no repasse das contribuições previdenciárias no exercício de 2019. A decisão, tomada pelos conselheiros do Tribunal de Contas dos Municípios na sessão desta quinta (17), realizada por meio eletrônico, também determinou a formulação de representação ao Ministério Público Federal, para seja apurada a prática de ato de improbidade administrativa. O prefeito ainda foi multado em R$15 mil.
A 4ª Inspetoria Regional do TCM identificou retenções, relativas a juros e multas devidas ao INSS, no montante de R$2.246.723,93 – de janeiro a maio e de agosto a dezembro de 2019 – pela Receita Federal, quando da transferência para a prefeitura dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Para o inspetor, o atraso no pagamento do INSS e a consequente cobrança de juros e multas – ônus injustificado aos cofres públicos municipais, foi decorrente de omissão do gestor em pagar as contribuições federais devidas no prazo legal.
O prefeito, em sua defesa, sustentou que “a situação retratada nos autos não decorre da mera vontade livre e consciente do ora gestor apontado como responsável, mas, em verdade, de um quadro de dificuldades financeiras enfrentado desde muito tempo pelo município de Ilhéus, tendo a atual gestão se deparado com um montante de dívida previdenciária”. Acrescentou ainda que, no seu entender, não se pode “impor ao atual gestor o dever de restituir com recursos próprios o valor correspondente a juros e multas se essa situação (incontrolável) é fruto de um histórico antigo do erário, não se tratando de um cenário causado pelo ora gestor”.
O conselheiro Fernando Vita, relator do processo, esclareceu que o não cumprimento dos prazos e formalidades exigidas pela legislação previdenciária, implica em prejuízo – injustificável – ao erário. E reforça que “isto torna imperativo punir o responsável pelo ato com a obrigação de ressarcir o dano causado”.
O procurador do Ministério Público de Contas, Danilo Diamantino Gomes da Silva, opinou no processo pela procedência do termo de ocorrência, com imputação de multa e determinação de ressarcimento, com recursos próprios, do valor pago a título de juros de mora e multa. Cabe recurso da decisão.
O médico itabunense Ubiratan Riella faleceu nesta sexta-feira (18), em Ribeirão Preto (SP), vítima do novo coronavírus (Covid-19). Bira, como era carinhosamente chamado por amigos e colegas de trabalho, é irmão do também médico Urandi Riella.
Bira atuou por muitos anos na Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, instituição que emitiu nota de pesar lamentando a perda. Ele era médico aposentado da USP e residia em Ribeirão Preto. Deixa a esposa, Rachel, e três filhos. Abaixo, no Leia Mais, confira a nota da Santa Casa na íntegra.Leia Mais
Na Bahia, nas últimas 24 horas, foram registrados 2.364 casos de Covid-19 (taxa de crescimento de +0,8%) e 1.988 curados (+0,7%). Dos 292.019 casos confirmados desde o início da pandemia, 278.490 já são considerados curados e 7.348 encontram-se ativos.
Os casos confirmados ocorreram em 416 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (28,75%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (6.289,18), Almadina (6.131,04), Itabuna (5.652,77), Madre de Deus (5.461,53), Dário Meira (5.051,35).
O boletim epidemiológico contabiliza ainda 574.286 casos descartados e 71.596 em investigação até as 17 horas desta sexta-feira (18). Na Bahia, 24.568 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. Para acessar o boletim completo, clique aqui ou acesse o Business Intelligence.
ÓBITOS
O boletim epidemiológico de hoje contabiliza 49 óbitos que ocorreram em diversas datas. O número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 6.181, representando uma letalidade de 2,12%. Dentre os óbitos, 55,91% ocorreram no sexo masculino e 44,09% no sexo feminino.
A Prefeitura Municipal de Canavieiras vem por meio desta esclarecer à população sobre matéria veiculada no blog intitulado Verdinho, publicada na última quinta-feira (17/09) e aqui reproduzida.
O jurídico do município já está tomando as medidas legais para, judicialmente, cobrar a comprovação das inverdades publicadas. O que foi apresentado não traduz, em hipótese alguma, a realidade dos fatos.
O município nunca fraudou ou direcionou procedimentos licitatórios, inexistindo qualquer tipo de prova, inclusive na pseudo matéria, sobre esse fato.
A Prefeitura sempre se colocou à disposição, não apenas do referido Blog, mas de toda a imprensa para responder a quaisquer questionamentos, pois entendemos que a transparência deve ser absoluta no trato da coisa pública.
A Prefeitura Municipal de Canavieiras repudia a forma como o Blog produziu a matéria e a utilização de inverdades como mecanismo político para tentar obter benefício eleitoral e reafirma o seu compromisso com a população, com a transparência e com a verdade dos fatos.
Canavieiras, 18 de Setembro de 2020
Para completar o serviço era preciso entregar o “troféu” ao delegado para as providências de praxe. Então a comitiva desfilou pelas ruas do bairro da Conceição, em direção à feira livre – no local onde hoje funciona a FTC –, onde o delegado calça curta trabalhava em sua barraca de farinha.

Lembro-me bem que nos tempos em que ainda criança, a segurança pública era feita com muito esmero, embora os exageros também fossem fecundos. Não era pra menos, pois os tempos eram outros, em que não se falava em direitos humanos. O que valia mesmo era a palavra das autoridades, ou na falta delas, de alguém que detivesse algum poder.
Em matéria de segurança, em Itabuna, os equipamentos eram bem distribuídos. Em cada um dos bairros existia um aparelho da delegacia, com delegado e os chamados “inspetores”, geralmente um funcionário da prefeitura destinado para este fim, ou alguém que tinha a polícia como vocação, vontade essa não realizada.
A autoridade competente em cada um desses bairros era alguém indicado pelo prefeito por ser seu amigo, seu cabo eleitoral, ou alguém com coragem suficiente para meter os meliantes no xadrez. Sim, em cada um desses aparatos existia uma cela, onde eram “enjaulados” aqueles que cometiam qualquer deslises contra a comunidade.
De pequenos furtos, roubos, brigas de ruas, bares e de marido e mulher, tudo era resolvido pelo delegado (chamado de calça curta), com o auxílio do inspetor. A depender do crime praticado, o meliante, pra começo de conversa, tinha que respeitar a autoridade e era submetido a uma sova, que podia ser na “mão grande” ou outros apetrechos mais apropriados, como a uma palmatória, bainha de facão, ou o próprio, batido com a banda ou folha, para que aprendesse a se comportar.
Mas, pelo que pude observar, não era uma profissão – se é que assim pode ser chamada essa obrigação – muito segura, pois tinha lá os seus percalços, que o diga um amigo meu que assumiu esse posto máximo de segurança em Ferradas. Ao receber a voz de prisão do delegado, o bandido que ceifou a vida de um irmão de sangue ameaçou, dizendo de pronto: “Se o delegado está vendo o que fiz com ele, que é meu irmão, pode imaginar o que farei com o senhor quando for solto”. Imediatamente, a voz de prisão se transformou em “esteja solto”. O que facultou o amigo Faruk a desfrutar sua proveitosa aposentadoria.
Apesar dessas exceções, a regra era da chamada “maré mansa”, sem grande sobressaltos para a sua segurança, pois os transgressores da lei eram mais chegados às contravenções penais do que aos crimes maiores. Pulavam um quintal ali, subtraíam uma mercadoria num ponto de venda do comércio em geral, ou davam uns tapas numa briga num jogo de gude ou jogavam dados pra valer (apostado).
No caso dos amigos do alheio, a depender do modus operandi, os agentes da lei já sabiam quem eram os prováveis autores e davam uma busca no bairro, inclusive na residência da família. E essa providência não dependia de nenhum mandado judicial, bastava apenas e tão somente a vontade da “autoridade”. Alegações outras contra a obstrução da “autoridade policial” simplesmente não eram admitidas e ponto final.
Volta e meia um crime mais significativo, ou fatal, era cometido e aí, sim, era requisitada a Polícia Militar e Civil para dar conta dos fatos. Mas não era todo o dia que um fato dessa grandeza merecesse a atenção dos verdadeiros agentes de segurança, ou da lei, como costumavam a ser chamados. A cidade ainda gozava de certa tranquilidade.
Os “delegados calça curta”, dentro das condições existentes, davam conta do recado, mesmo que vez em quando eram chamados a atenção pela condução nem sempre legal dos inquéritos. Por ouvir dizer, lembro desses abnegados da segurança que já indiciaram até mesmo animais, como a vaca Florisbela, na vizinha cidade de Itapé, inquérito esse tornado sem feito pela atenção de um zeloso promotor de justiça.
No bairro Conceição, em Itabuna, também por ouvir dizer, acumulei conhecimento de muitas dessas histórias – ou estórias –, a depender do grau de credibilidade de quem nos contava. Uma delas me marcou bem, pois foi narrada por uma pessoa tida e havida como de bem, conhecida por Turrão, que era antigamente chamado pelo nome de Albertino César, zeloso funcionário do Banco do Brasil.
Segundo contou, um desses costumeiros praticantes de contravenções penais pulou o muro de um vizinho e atacou o galinheiro, subtraindo alguns frangos de raça, mantidos para as homéricas brigas de galo na rinha do bairro da Conceição. Ao receber a queixa, o zeloso “inspetor” não se fez de rogado e, pelo conhecido modus operandi, se dirigiu à casa do meliante dando voz de prisão.
Ao resistir à voz de prisão, tentou correr, mas foi detido prontamente pela grande plateia que acompanhava o inspetor, sendo contido e amarrado com cordas. E o inspetor tinha que prestar contas da ação com rapidez, haja vista que o proprietário dos galináceos era pessoa de importância na sociedade, amigo pessoal do prefeito e quase vereador, pois perdeu a eleição por umas três dúzias de votos.
Para completar o serviço era preciso entregar o “troféu” ao delegado para as providências de praxe. Então a comitiva desfilou pelas ruas do bairro da Conceição, em direção à feira livre – no local onde hoje funciona a FTC –, onde o delegado calça curta trabalhava em sua barraca de farinha. Por onde passavam, a comitiva aumentava, bem como as dores das porradas sofridas pelo amigo do alheio.
Ao chegar à barraca, nosso bravo delegado deixou de atender um freguês para dar ouvidos ao subordinado, que contou o crime ocorrido, com a gravidade de ter sido aplicado contra uma pessoa de bem. E assim que a plateia aumentou o suficiente, para o desespero do prisioneiro, o delegado largou a medida de farinha, sacou de seu revólver, e do alto dos seus pulmões, em voz solene anunciou:
“Teje preso, seu amarrado!”.
E com o sentimento do dever cumprido ainda ordenou: “Leve-o à delegacia para os costumes de sempre!”.
Em seguida, o delegado Juquinha fez um gesto próprios dos vencedores, deu meia volta e voltou a atender ao comprador de farinha.
Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

























