Tempo de leitura: < 1 minuto

Haja vista bela. Uma simples consulta ao site dos Correios sobre topônimos urbanos revela que em Itabuna a população denominou de Bela Vista nada menos que 10 ruas. Tem sempre uma Bela Vista nos bairros Zizo, Sarinha Alcântara, Califórnia, Conceição, Ferradas, Mangabinha, Nova Itabuna, Novo Horizonte, Pedro Gerônimo e Santa Inês.

Se a vista é bela, não se sabe, mas a capital baiana, Salvador, consegue mais do que duplicar o número de ruas com esta denominação. São nada menos que 27 com complementes exóticos. Bem que os legisladores municipais poderiam resolver esta questão se o mandato que exercem em nome do povo fosse honrado com projetos sérios.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Simplesmente ridícula e possivelmente mal-intencionada a ação de um grupo de advogados gaúchos, que está provocando o Ministério Público Federal a questionar a legalidade da migração de Marina Silva, do PT para o PV.

Essa turma precisa saber – se é que não está apenas fingindo desconhecimento – que o espírito da lei da fidelidade partidária é punir outro tipo de político: aquele que vive mudando de partido, ao sabor das conveniências e de interesses escusos.

Questionar a opção de Marina, uma mulher que dedicou 30 anos de sua vida ao PT, destacando-se como um de seus melhores quadros, não passa de uma idiotice sem tamanho. E gera a suspeita de que tem algum interessado jogando por tabela.

Tempo de leitura: < 1 minuto

A polícia militar divulgou a placa da caçamba que matou o adolescente Ronald Santos da Luz, de 14 anos. O atropelamento ocorreu ontem, por volta das 11h40min, na rua do Paty. Bob da Fanfarra, como o adolescente era conhecido entre os colegas, foi atropelado por um caminhão caçamba azul, de placas JOE 2275.

O motorista fugiu sem prestar socorro. O menor faleceu no local. Ronald dos Santos era integrante da Fanfarra do Colégio Estadual de Itabuna, onde estudava.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Depois que o Bahia foi humilhado pelo lanterna da série B, passou a circular em Salvador uma possível nova escalação para o tricolor (desbotado) de aço. Na verdade, o negócio começa mudando a presidência, onde seria alojado o ex-governador Paulo Souto, e segue com profundas alterações no time.

Vestiriam a camisa tricolor, segundo a proposta, figuras como César Borges e ACM Júnior (meio-campo), Heraldo Rocha (zaga), entre outros. O deputado ACM Neto seria o goleiro.

Como novo centro de treinamento, a sugestão é a Ilha do Urubu.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Os secretários municipais de Planejamento, Maurício Athayde, e de Desenvolvimento Urbano, Fernando Vitta, estiveram ontem na Câmara de Itabuna para explicar detalhes sobre o projeto de revitalização da Amélia Amado.

Pelo visto, a avenida – que hoje é feia e quase sempre engarrafada – ficará bonita e larga, com cinco pistas, novo projeto paisagístico, quiosques etc.

Só não se ouviu falar que a Amélia Amado terá uma ciclovia, equipamento essencial para Itabuna. Os próprios secretários lembraram que a cidade incorpora 4 mil unidades por ano à sua frota de veículos automotores.

Aliás, o Governo Federal deveria exigir a construção de ciclovia em projetos semelhantes, financiados com recurso da União. Seria uma condicionante bem inteligente.

Tempo de leitura: < 1 minuto

“O problema na Merenda Escolar surgiu porque a Prefeitura Municipal, devido a crise econômica que afetou duramente os municípios brasileiros, por um período de cinco meses, no ano de 2008 (hã?), não ter conseguido realizar a suplementação, acumulando um passivo em torno de 300 mil reais. O Governo Federal repassa para a Merenda Escolar a importância de R$ 0,22 por aluno lanche/dia, e o município complementa com R$ 0,13 por aluno e fornece o gás”.

Quem afirma isso é o secretário de Educação de Ilhéus, Sebastião Maciel. Em release enviado pela própria prefeitura, ele confirma informação do Pimenta na tarde dessa segunda-feira de que, apesar da tentativa de partidarizar a autoria das denúncias,  nada havia sido explicado. Quem ouviu as explicações do secretário foram os vereadores da bancada da situação (clique aqui).

Sobre a veracidade da denúncia de falta de merenda nas escolas municipais, porém, não houve negativas, só embromation. Fala, secretário: “Entre a Prefeitura Municipal de Ilhéus e o Governo Federal, não há em tramitação nenhuma pendência que envolva denúncias fundamentadas, malversação ou outra que inspire desconfiança no que se refere a execução física e financeira do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Merenda Escolar)”.

O texto da prefeitura fala ainda em má-fé dos denunciantes e da atuação do Conselho da Merenda Escolar, que estaria em situação ilegal. A APPI não teria indicado seus membros e a atual composição não teria legitimidade para fazer as denúncias que está fazendo. A reunião, porém, não apontou solução para as criancinhas que torcem para que os professores consigam fazer a vaquinha da pipoca para tentar enganar-lhes a fome.

Tempo de leitura: < 1 minuto

O Bahia praticamente deu adeus ao sonho de retornar à elite do futebol brasileiro. O time ‘comeu’ a sopa de letras servida pelo ABC e acabou (quase) goleado pelo time de Natal (RN). O jogo encerrou há pouco e terminou 3×0 para o time da casa. O tricolor baiano caiu para a 11ª posição, com 30 pontos.. Só para constar: o ABC era o lanterninha da competição e foi ressuscitado pelo Bahia.

O primeiro gol do ABC saiu logo aos 7 minutos, com Ricardinho. Júnior Negão ampliou aos 36 minutos do primeiro tempo. Placar administrado, o time potiguar ainda marcou mais um aos 34min do segundo tempo. Gol de João Paulo. O Bahia está a 13 pontos do grupo dos quatro que ascendem à Série A e acima apenas 3 pontinhos da zona de rebaixamento.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Biafra tanto cantou Sonho de Ícaro, e com esta canção se tornou famoso, que acabou por receber um ‘convite’ para um voo… Foi durante a gravação do documentário “Alô, alô, Terezinha”, em homenagem ao lendário Chacrinha. A imagem do ‘convite’ para um voo de parapente caiu no Youtube.

Confira o vídeo.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Após uma queda de mais de 50% na captação e estoque de sangue em Itabuna, o Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia decidiu por mais uma campanha emergencial.

Um posto de coleta especial está montado até esta quarta-feira na Escola de Enfermagem do Hospital Manoel Novaes. A coleta continua sendo feita normalmente no Banco de Sangue, anexo ao Hospital Calixto Midlej Filho.

A média mensal de coleta é de 50 bolsas diárias, mas no início de setembro esse número caiu para abaixo de 20. O ideal seria pelo menos o dobro, cerca de 100 bolsas diárias.

“Nosso objetivo é estimular a prática constante da doação, que antes de mais nada é um ato de amor à vida”, afirma o coordenador de captação do banco de sangue, Rosildo Ribeiro.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Marco Soalheiro | Agência Brasil

O plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu hoje (15) afastar preventivamente de suas funções duas juízas baianas por suposta participação em esquema de venda de sentenças. As magistradas Maria de Fátima Silva Carvalho e Janete Fadul de Oliveira, do Tribunal de Justiça da Bahia, vão responder a processo administrativo disciplinar aberto com votos favoráveis de todos os conselheiros.

O corregedor nacional de Justiça e relator do processo, ministro Gilson Dipp, determinou ao TJ-BA que suspenda todos os benefícios ou vantagens recebidos pelas magistradas e redistribua os processos que estejam sob a responsabilidade delas. A presidência do TJ-BA será oficiada pelo CNJ para evitar que ambas ingressem com pedido de aposentadoria no intuito de se livrar da investigação.

“Os fatos são graves e indicam que as magistradas adotaram comportamento incompatível com o exercício da magistratura. O afastamento se justifica para que possamos aprofundar as investigações”, afirmou Dipp.

A denúncia contra as magistradas partiu do Ministério Público da Bahia, que aponta ainda envolvimento de funcionários do TJ-BA, advogados e juízes no esquema de venda de sentenças, que motivou no ano passado a Operação Janus, da Polícia Federal. Em uma gravação obtida pela PF, o filho da juíza Maria de Fátima negociava a venda de uma sentença favorável a uma empreiteira em troca de R$ 700 mil.

Tempo de leitura: 2 minutos

… AGORA, EM CHAPECÓ (SC). E O SUL DA BAHIA, Ó…

Lula sanciona criação de nova universidade federal, a 11ª.
Lula sanciona criação de nova universidade federal, a 11ª.

Sonho para uns, promessas de outros, a criação de uma universidade federal no sul da Bahia parece distante. Azar o nosso. Nesta terça-feira, 15, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que cria a Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). É a 11ª no período em que está à frente da presidência da República. Um recorde. Nem assim, o sul da Bahia soube aproveitar para ser uma das regiões contempladas no período de bem-aventurança lulista. Falta de representatividade política? Também. E de mobilização popular, acrescentemos.

É algo impressionante, mas a Bahia somente possuui duas universidades federais e meia. A UFBA, a Universidade Federal do Recôncavo e a Universidade Federal do Vale do São Francisco – que é metade em Juazeiro (BA), metade em Petrolina (PE), onde fica a reitoria da instituição).

Mas vamos às informações sobre a nova Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Segundo o Ministério da Educação, as obras de construção devem ser iniciadas em 2010. A instituição deverá atender cerca de 10 mil estudantes.

A sede ficará em Chapecó (SC), mas haverá campi nas cidades paranaenses de Laranjeiras do Sul e Realeza e nas gaúchas Cerro Largo e Erechim. Logo de início, serão oferecidas 2.160 vagas, sendo 1.230 para cursos de licenciatura e o restante, bacharelado.

A UFFS oferecerá os cursos de administração, agronomia, aquicultura, arquitetura e urbanismo, ciência da computação, desenvolvimento rural, enfermagem, engenharia ambiental, engenharia de alimentos e licenciaturas em filosofia, história, geografia, sociologia, pedagogia, português, espanhol e educação no campo.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Do Jornal Bahia Online

Ruy Carvalho decide, enfim, filiar-se ao PV de Marina Silva.
Ruy Carvalho decide, enfim, filiar-se ao PV de Marina Silva, também ex-petista.

O médico Ruy Carvalho tem encontro agendado com a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em Salvador, na próxima terça-feira (22), à convite de lideranças estaduais do Partido Verde. O encontro será para apresentar Ruy como um dos novos e importantes nomes da sigla no interior da Bahia e para tentar agendar a vinda da ex-ministra à Ilhéus para a solenidade de assinatura da ficha de filiação do ex-petista.

A confirmação do encontro acaba de uma vez por todas com especulações em torno do futuro político de Ruy Carvalho. Apesar de ter deixado o PT já há algumas semanas, Ruy não assinou a ficha de filiação ao PV de Ilhéus como era esperado. E a demora acabou gerando alguns boatos como, por exemplo, a possibilidade da ida dele para o Partido Republicano Brasileiro (PRB).

Leia mais no www.jornalbahiaonline.com.br

Tempo de leitura: 3 minutos

.

Eduardo Estevam | eduardoestevame@hotmail.com

O último 28 de  julho marcou  abriu a contagem para o  centenário da  cidade de Itabuna.  Até o próximo  ato  comemorativo, muitas  produções  escritas  ainda  estão  por  vir: textos  jornalísticos,  trabalhos  científicos,  ensaios,  artigos,  debates,  curiosidades  e matérias especiais. No entanto, creio  que  nenhuma  dessas  produções  atentará  para  um  fato  histórico singular da cidade: a existência de um Remanescente Quilombola.

A Constituição de 1988, no artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias,  conferiu  direitos  a  todas  as  Comunidades Quilombolas  reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares  (órgão  ligado ao Ministério da Cultura),  sendo o principal deles o título de posse das terras.

Estudos  científicos  de  matrizes  cartográfica,  histórica,  arqueológica  e  geográfica, realizados  pelos  mais  diferentes  pesquisadores  e  instituições,  conferiram  à  Itamaracá  o estatuto  de  Quilombo  no  século  XIX,  e,  na  história  recente,  a  condição  de  Remanescente Quilombola.  Silva Campos, que realizou uma das mais vastas pesquisas sobre Ilhéus e a região,  já mencionava,  em  “Crônicas  da  Capitania  de  Ilhéus”,  os  “ataques” realizados  por Quilombolas  na  comunidade  de  Ferradas.  Atualmente,  Rafael  Sanzo,  pesquisador  da Universidade de Brasília, e o grupo de estudos Geografar, da Universidade Federal da Bahia, caracterizam Itamaracá como Remanescente Quilombola.

Por meio de pesquisas que  realizei  no  campo  da  memória  e  da  pós-memória,  na comunidade de Itamaracá, em 2003, foi possível evidenciar, através de relatos orais de alguns moradores,  a  existência  de  vestígios  materiais  de  engenho  de  farinha e,  até  mesmo,  as lembranças dos cantos em  língua bantu que netos ouviam de seus avós negros, no cotidiano das atividades domésticas.

A cidade de Itabuna teve sua emancipação política em 1910, vinte e dois anos após a abolição oficial da escravatura, em um período de plena efervescência da produção cacaueira. Nesses anos, já não era mais socialmente “moral” advogar ou admitir que houve mão-de-obra escravizada na  lavoura cacaueira no  século XIX. A elite coronelística e produtora de cacau
sempre procurou negar o uso do trabalho escravo em suas fazendas.

Nas  Américas,  o  Brasil  foi  o  país  que  mais  importou  africanos  na  condição  de escravizados. Esses sujeitos povoaram e participaram do processo de colonização em  todo o território  brasileiro,  ao  contrário  do  que  ocorreu  nos Estados Unidos,  onde  os  africanos  se concentraram apenas em sua parte meridional.

No Brasil, onde houve escravidão, houve resistência escrava. A resistência resultou na criação de espaços para viver, brincar, dançar, produzir, comercializar, jogar capoeira, enfim, reproduzir os modos de vida dos  escravizados,  e  esses  territórios  ficaram  conhecidos  como
Quilombos.

A experiência histórica de Itamaracá não é apenas atinente aos afrodescendentes, mas ao conjunto  social  da  sociedade  itabunense,  pois  tem  em  sua  formação  a  presença  ativa  de negros  e  negras  refugiados  do  sistema  escravista,  construindo  um  território  negro  que dialogava com a cidade, repleto de significado político e cultural.

Enfim,  desde  a  década  de  80,  estudos  minuciosos  colocam  Itamaracá  no  rol  dos territórios quilombolas que exerceram forte influência no contexto regional. Desde então, há um  grande  silêncio  na  imprensa  local  e  nos  trabalhos  acadêmicos.  Se, do  ponto  de  vista político das relações étnico-raciais, tais evidências históricas apontassem para a existência de  uma colônia de imigrantes europeus, será que esse mesmo silêncio se perpetuaria?

Relacionar  Itamaracá ao conjunto do processo histórico da  formação de  Itabuna, em seus aspectos urbanizador e étnico, significa aceitarmos a presença social de negros e negras refugiados  da  escravidão,  e,  ao mesmo  tempo,  desmistificar  a  centralidade  de  sergipanos  e cacauiltores na história social da cidade de Itabuna.

Ademais, não se deve apenas reconhecer a  sua  importância  histórica.  Ações  políticas  precisam  ser  feitas  para  romper  de  vez  com  o isolamento  social  que  as  sucessivas  administrações  públicas  dedicaram à  Vila.  O reconhecimento  oficial  da Vila  de  Itamaracá  como Remanescente Quilombola  constitui  um direito sócio-étnico-racial dos afrodescendentes itabunenses.

EDUARDO ANTONIO ESTEVAM SANTOS é mestre  em História Social, coordenador do Núcleo de Estudos Afrodescendentes e Indígenas da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e professor das redes estadual e municipal de ensino público.

Tempo de leitura: < 1 minuto

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) abre nesta quarta-feira, 16, o prazo de inscrição ao vestibular 2010. A inscrição somente poderá ser feita no site da instituição (clique aqui), a partir das 13h desta quarta. O último dia para garantir participação no exame é 10 de outubro. O valor da taxa é de R$ 85,00.

As provas estão previstas para os dias 10, 11 e 12 de janeiro. A Uesc aderiu ao sistema de cotas, para o qual destinou metade das vagas (conheça as regras no site da instituição). São 1.440 vagas para os 18 cursos de bacharelado e 11 de licenciatura. A universidade obteve conceito 4 no Índice Geral de Cursos, do Ministério da Educação (MEC), e nota média 3 no Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade), antigo provão.

Tempo de leitura: 2 minutos
Passados 11 anos da morte de Leal, mandantes gozam de impunidade.
CASO LEAL: mandantes de crime gozam de impunidade.

Atendendo a instruções do Comitê Interamericano de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), o governo do estado promove um ato de reparação à morte de Manoel Leal, jornalista sul-baiano assassinado em 14 de janeiro de 1998, numa emboscada na porta de casa, em Itabuna. O ato de reparação acontecerá às 8h30min da próxima segunda-feira, 21, no Hotel Pestana, em Salvador.

Como lembra o jornalista Marcel Leal, filho de Manoel, “esta é a primeira vez que um estado aceita decisão do Comitê Interamericano de Direitos Humanos da OEA, de reparar a morte de um jornalista por não garantir sua segurança e a liberdade de expressão”.

Leal foi assassinado há 11 anos. Até hoje, apenas um funcionário da Secretaria de Segurança Pública, o Mozart Brazil, foi preso, julgado e condenado pelo envolvimento com o crime. Mozart, no entanto, goza de facilidades e até já saiu da prisão pela porta da frente. Outro julgado foi o ex-presidiário Marcone Sarmento, absolvido em júri composto por parentes do ex-prefeito Fernando Gomes e funcionários da prefeitura de Itabuna.

Leal morreu ao descer do carro para abrir o portão do sítio onde residia, no bairro Jardim Primavera, no dia 14 de janeiro de 1998, por volta das 8h da noite. Ele foi abordado por homens numa picape Silverado, que dispararam diversos tiros. Seis deles atingiram o corpo do jornalista.

Passados 11 anos do crime, nenhum dos mandantes foi preso. Da lista de suspeitos, chegaram a constar os nomes do ex-prefeito Fernando Gomes, da ex-secretária de Governo, Maria Alice Pereira Araújo, e do delegado Gilson Prata. O crime foi mal investigado e facilitou absolvições ou dificultou que se chegasse aos reais autores intelectuais da emboscada fatal.

Jornalista combativo, Leal quedou após série de denúncias no Jornal A Região contra a gestão do então prefeito Fernando Gomes. Leal era proprietário do semanário, hoje dirigido pelo filho, Marcel Leal. Dentre as denúncias contra o prefeito, o caso rumoroso de pagamento de diárias para o delegado Gilson Prata investigar um suposto esquema de desvio no setor de arrecadação da prefeitura de Itabuna. Gilson foi acusado de montar ‘polícia política’ à época. Os alvos eram inimigos políticos do prefeito.