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Produtores e populares cercam viatura da Força Nacional (Foto Gilvan Martins/Arquivo).
Produtores e populares cercam viatura da FNS (Foto Gilvan Martins/Arquivo).

Agricultores e moradores de Buerarema acabam de interditar a BR-101 no trecho de acesso ao município sul-baiano em protesto contra a onda de violência na região de conflito com índios tupinambás.
Nesta madrugada, homens invadiram a casa do agricultor familiar Juraci Santana, no Assentamento Ipiranga. O produtor foi morto a tiros. A casa foi incendiada. A esposa de Juraci teria sido baleada e está desaparecida.
– Nós estamos protestando. Eles [supostamente tupinambás] invadiram o assentamento, queimaram casa e mataram Juraci. A esposa dele sumiu – disse ao PIMENTA o agricultor Messias Souza, um dos dos pequenos agricultores expulsos de suas propriedades pelos tupinambás no ano passado.
A Polícia Rodoviária Federal tentou impedir o bloqueio da rodovia, mas o efetivo foi insuficiente para controlar a multidão calculada em, aproximadamente, duas mil pessoas. Mais exaltados tentavam destruir a ponte da BR-101 próximo ao trevo de acesso ao município, mas desistiram quando os patrulheiros rodoviários começaram a registrar as imagens.
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Geraldo critica ministro da Justiça, acusado de ser omisso em conflito no sul da Bahia.
Geraldo critica ministro da Justiça, acusado de ser omisso em conflito no sul da Bahia.

O deputado federal Geraldo Simões (PT-BA) culpou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pela nova onda de violência na área de 47,3 mil hectares disputada por agricultores e índios e autodeclarados tupinambás. Nesta madrugada, um agricultor do Assentamento Ipiranga foi assassinado (confira post abaixo). Juraci Santana havia relatado ao deputado as ameaças feitas por supostos tupinambás.
– O ministro recuou e retirou a base [de pacificação] que estava no limite do conflito, no Rio Cipó. Quando ele retirou, [o cacique] Babau fez três dias de festa e retomou as quatro fazendas [onde houve reintegração na semana passada] – disse Geraldo ao PIMENTA.
A base de segurança (ou de pacificação) foi desmontada menos de duas semanas após a sua instalação. O ministro, acusa Geraldo, ordenou o desmonte após audiência com Babau, em Brasília. A Força Nacional deixou a área na noite de sexta-feira (7).
O parlamentar petista foi ainda mais duro com José Eduardo Cardozo. “Ele não assume as suas funções de ministro. Quer fazer média com entidades internacionais. Devemos ao ministro da Justiça, que não controla os seus órgãos, como a Funai, a insegurança no meio rural”.
Geraldo citou as invasões e conflitos no Extremo-Sul do Estado e as novas invasões em Itaju do Colônia, nesta semana. “Na região de Pau Brasil e Itaju, [os índios] querem ampliar a reserva. Era 8 mil hectares, passou para 50 mil e agora querem 80 mil”. Para ele, Cardozo tem se eximido de suas responsabilidades como ministro.

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O delegado Mário Lima, chefe da Polícia Federal em Ilhéus, desmentiu nota publicada nesta segunda-feira (3), no Blog do Bené, dando conta de que a PF estaria envolvida numa operação de “caça” ao tupinambá Rosivaldo Ferreira da Silva, o “Cacique Babau”.
De acordo com o site, a polícia estaria caçando Babau, “vivo ou morto”. Ouvido pelo Blog do Gusmão, Lima disse que o cacique “não é um animal sujeito à caça”. Ele acrescentou ainda desconhecer que a PF ou a Força Nacional saiam por aí caçando indígenas.
O delegado confirmou a ocorrência de tiroteios na região de Buerarema, mas ainda não houve identificação dos responsáveis.

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Força Nacional cumpre mandados de reintegração (Foto Gilvan Martins/Pimenta).
Oficial cumpre mandado de reintegração no Santaninha (Foto Gilvan Martins/Pimenta).

Quatro mandados de reintegração de posse foram cumpridos nesta sexta-feira (17) por oficiais de justiça e homens da Força Nacional de Segurança em Ilhéus. As propriedades haviam sido invadidas por índios e pessoas que se declaram tupinambás.
As fazendas pertencem a pequenos produtores de Ilhéus e Buerarema. As reintegrações ocorreram em clima de tranquilidade, apesar da apreensão dos agricultores.
De acordo com fonte do PIMENTA, a região reivindicada pelos tupinambás está sendo vasculhada. A Polícia Federal está fechando o cerco a comerciantes apontados como receptadores de cargas de cacau e gado na área de 47 mil hectares. No final de semana, um caminhão com gado bovino chegou a ser aprendido pela PF.
Homens da Força Nacional cumprem reintegração no Santaninha (Foto Gilvan Martins/Pimenta).
Homens da Força Nacional cumprem reintegração no Santaninha (Foto Gilvan Martins/Pimenta).

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Homens da Força Nacional fazem segurança de pelada em Buerarema (Folhapress).
Homens da Força Nacional fazem segurança de pelada em Buerarema (Folhapress).

Matéria publicada na edição de hoje da Folha revela irregularidade cometida pela Força Nacional de Segurança em Buerarema, quando efetivo da corporação foi deslocado para fazer a segurança de um torneio de futebol amador no estádio municipal.
A equipe Apolo 11 faturou o torneio e R$ 2 mil. A Força Nacional foi requisitada pelo chefe da Divisão de Desporto da prefeitura, Fredson Silva de Carvalho. Oito policiais foram enviados para a segurança do estádio.
A publicação informa ter entrado em contato com o Ministério da Justiça. A assessoria do ministério reconheceu a irregularidade e informou que procedimento foi aberto “para apurar o que aconteceu.

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CONVITEO escritor e jornalista Antônio Lopes lança nesta segunda-feira (23), às 19 horas, na Casa da Cultura Jonas & Pilar, em Buerarema, a segunda edição do livro Luz sobre a memória. A coletânea de crônicas tem o selo da editora Mondrongo. Também promovem o lançamento o jornal Agora e o Instituto Macuco Jequitibá.

No livro, que traz duas crônicas que não integraram a primeira edição, Lopes apresenta casos passados em Buerarema, cidade onde viveu a infância.

Para Gustavo Felicíssimo, escritor e editor da Mondrongo, o autor de Luz sobre a memória “é o melhor e mais bem humorado cronista sul-baiano hoje, ao lado de Hélio Pólvora”.

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A BR-101 pode ser “fechada” novamente no Natal e Ano Novo. Foi o que um grupo de agricultores informou ao Diário Bahia ontem (18). Os manifestantes ameaçam interditar a rodovia, caso a Polícia Federal não cumpra a promessa de instalar as três bases de pacificação nas áreas de conflitos – Buerarema, Ilhéus e Una – além da reintegração de posse de cerca de 55 fazendeiros.

Na última quinta-feira (12), os produtores rurais protagonizaram um protesto, que se arrastou até a madrugada de sexta-feira, 13. O movimento provocou um congestionamento quilométrico.

“Eles prometeram instalar uma base no último sábado (14) e nada. Vamos esperar até a véspera do Natal, caso a PF não cumpra a promessa, não vamos deixar nenhum carro circular”, afirmou um produtor, que não quis se identificar.

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Marcos BispoMarcos Bispo Santos | educadorpolitico@hotmail.com

 

O QUE CONSTATEI (ninguém me contou, estive lá!!!) FOI A MATERIALIZAÇÃO DO VERDADEIRO “INFERNO DE DANTE”.

 

Um dia pavoroso, uma tarde revoltante, uma noite de ceticismo. Síntese do que vi e vivi durante a última paralisação nas imediações de Buerarema, trecho da BR-101 que corta Itabuna, a mais importante cidade do sul da Bahia (a despeito de seus últimos prefeitos, tão desimportantes e medíocres). Força Nacional “virtual”, Comando Especial da PM Regional Cacaueira INERTE. Governos lerdos, lenientes e coniventes.

Sobre a PM, preciso destacar alguns/algumas policiais de ontem e de hoje, de muito valor: Tenentes Vivaldo e Derivaldo, Sub-tenentes Fábio e Reubis, Sargentos Eduardo e Gerson, Soldados Mendonça, Márcia, Cláudia, Cíntia, Arlex, Vinícius e Vieira. São símbolos de uma Polícia que se respeita. Mas o que tenho visto em cidades pequenas e o que vi ontem durante o dia e até a hora em que fui dormir (3h da madrugada, sem o fim do conflito!!!) em Buerarema, na BR e dentro da cidade, são policiais (de três corporações diferentes: PM, Força Nacional e PRF) muito despreparados para ações de impacto e de uma “pose” e omissão, RE-VOL-TAN-TES!!!

Moro em Itabuna e trabalho em outra cidade, acima de onde se deu o conflito. Passei em viagem de trabalho, às 7h30 da manhã e no mesmo local onde o “inferno” se daria. Nada havia neste horário, além de duas viaturas da Polícia Federal e duas da Força Nacional em “desfile”, de Buerarema a Itabuna. Ora, cidadãos brasileiros, se assim o era, porque não se juntaram tais efetivos e dissiparam qualquer início de motim logo cedo, num lugar inapropriado e de muitas consequências para trabalhadores de verdade e famílias das mais diversas, que passariam por ali horas depois???

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A BR-101 continua interditada mais de 14 horas após o início do protesto de produtores rurais e populares em Buerarema, no sul da Bahia. Eles cobram instalação de bases de segurança na área do conflito tupinambá.

Por volta das 13h30min, a tensão aumentou com ataques contra viaturas da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal. Produtores acusam a Polícia Federal de ter efetuado disparos com balas comuns. Cápsulas foram apanhadas pelos produtores.

Tanto a PRF como a PF não retornaram ao local desde o início da tarde. Até há pouco, a disposição dos manifestantes era de manter a interdição até a manhã desta sexta (13).

Uma das alternativas para quem transita a partir de Itabuna e deseja seguir em direção a Eunápolis ou em sentido contrário é desviar pela BR-415 até Ilhéus, seguindo pela BA-001 e pegando atalho por Santa Luzia até a BR-101.

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Ânimos exaltados durante negociação na BR-101 em Buerarema (Foto Gilvan Martins).
Ânimos exaltados durante negociação na BR-101 em Buerarema (Foto Gilvan Martins).

O clima de tranquilidade do início das manifestações em Buerarema, hoje, deu lugar à tensão. Por volta das 9h30min, os produtores interditaram a BR-101, no trevo de acesso ao município sul-baiano. Os produtores cobram do governo a instalação de bases de segurança na área do conflito tupinambá, além da retomada das reintegrações de posse (entenda clicando aqui).

Há pouco, uma viatura da Força Nacional de Segurança foi depredada e produtores acusam a Polícia Federal de efetuar disparos com balas comuns. Cápsulas de balas foram recolhidas pelos agricultores para comprovar suposta violência da PF na repressão aos protestos.

A Polícia Federal e a Força Nacional recuaram na repressão, após os agricultores revidarem às ações para desobstruir a BR-101. Uma pequena agricultora disse ao PIMENTA que a tensão pode ser ainda maior. “Eles recuaram para reforçar a tropa, mas estão agindo com violência. A Federal disparou contra nós, os manifestantes”. O blog não conseguiu contato com a PF em Ilhéus.

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Produtores fizeram barricada na pista (Foto Andrei Sansil/Ilheus24h).
Produtores fizeram barricada na pista (Foto Andrei Sansil/Ilheus24h).
Há mais de três meses, carros foram incendiados em protestos (Foto Gilvan Martins).
Há mais de três meses, carros foram incendiados em protestos (Foto Gilvan Martins).

Produtores acabam de interditar a BR-101, no trevo de acesso a Buerarema, no sul da Bahia, em protesto contra o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Cerca de  mil pessoas participam da manifestação na rodovia federal. Os produtores cobram do ministro a promessa de instalação das três bases de segurança na área do conflito com índios e autodeclarados tupinambás.

Os produtores negociaram com as forças de segurança em Buerarema por uma interdição de duas horas, mas o protesto não tem hora para acabar. “Internamente, decidiu-se por uma interdição que force o governo a cumprir o prometido”, disse produtor ouvido pelo PIMENTA há pouco. Não há registro de confronto no local.

Desde o início do ano, 63 propriedades rurais foram ocupadas por índios e pessoas que se declaram tupinambás. Há menos de dois meses um grupo de 15 produtores e trabalhadores rurais foi tomado como refém na região entre Una e Buerarema, sendo liberado após confronto e chegada de homens da Força Nacional de Segurança e Polícia Federal.

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Agricultor resgatado por policiais federais foi agredido por "tupinambás" (Foto Gilvan Martins).
Conflito já resultou em agressões entre produtores e tupinambás (Foto Gilvan Martins).

Os produtores rurais de Buerarema, Una e Ilhéus estão cobrando a instalação das três bases de segurança na área de conflito com índios e autodeclarados da etnia tupinambá. A promessa foi feita pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, há mais de dois meses. A previsão era de instalação imediata, o que não ocorreu.

Na semana passada, as polícias militar e federal e a Força Nacional de Segurança chegou a abortar um protesto com interdição da BR-101. “Temos ouvido só promessas e venda o governo protegendo mais os indígenas”, reclama um pequeno produtor que diz nem ter mais direito a colher o que produziu.

Os produtores tiveram audiência com o ministro em Brasília, no início de outubro. No mês passado, produtores e tupinambás novamente se reuniram com Cardozo e o governador Jaques Wagner. “Nada avançou”, diz um dos produtores que também teme ser identificado. “Houve redução dos conflitos mais pela expectativa de ação do governo. A tensão é grande”.

Os agricultores também se queixam da falta de ação dos prefeitos das três cidades envolvidas no conflito de terra: Jabes Ribeiro (Ilhéus), Guima Barreto (Buerarema) e Diane Rusciolleli (Una). Na opinião dos produtores rurais, os prefeitos poderiam pressionar mais para que essas bases fossem instaladas logo.

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Mais de seis mil bueraremenses vivem em Brusque.
Mais de seis mil bueraremenses vivem em Brusque.

A notícia de que sul-baianos estão sendo alvo de ameaças no município catarinense de Brusque (veja aqui) levou preocupação à pequena Buerarema. Dos mais de 118 mil habitantes do município do sul do País, cerca de 6 mil são bueraremenses e estima-se que outros quatro mil tenham nascido em Itabuna e Ilhéus.

São pessoas que deixaram o sul da Bahia em busca de emprego em indústrias e setores de serviços e do comércio em Brusque. Hoje, dois bairros da cidade catarinense são habitados apenas por famílias oriundas de Buerarema.

Há quase dois meses, o vereador Jean Pirola (PP) esteve no sul da Bahia com uma missão de empresários interessados em investir no Sul da Bahia. Pirola demonstrou, em Brusque, preocupação com a possibilidade de mais pessoas migrarem do Sul da Bahia para Santa Catarina devido não apenas à crise na cacauicultura, mas ao processo de demarcação de terras numa área de 47 mil hectares nos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema.

Uma fonte ouvida pelo PIMENTA e que trabalha na área social em Buerarema afirmou que uma média de dois ônibus, a cada mês, saem do sul da Bahia levando migrantes para Santa Catarina. “Vão atraídos pela possibilidade de emprego nos setores da indústria e de serviços”, disse.

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Produtores já fizeram vários protestos contra as ocupações
Produtores já fizeram vários protestos contra as ocupações

Em um “manifesto de solidariedade” aos produtores rurais que tiveram terras ocupadas por índios tupinambás na região de Buerarema, o Grupo de Ação Comunitária de Itabuna (GAC) levanta uma tese de que os indígenas estariam recebendo recursos de governos estrangeiros.

– Há fortes suspeitas de que o dinheiro vem de governos estrangeiros que não produzem algumas de nossas riquezas e que as querem, sendo mais fácil consegui-las nessas mãos pouco hábeis a negociar, como os “índios” e os “sem terra” – diz o texto do GAC, que é também subscrito por outras instituições itabunenses, como CDL, Rotary, Lions e lojas maçônicas.

O texto acusa os tupinambás de utilizar “armamento pesado” nas ocupações e questiona inclusive a origem indígena dos invasores:

– Seriam Tupiniquins (extintos no século XVIII), Pataxós (tentativa de nominá-los a partir da década de 90) ou os Tupinambás de agora, que não estão registrados em nenhuma literatura sobre a sua existência nesta região? – indaga o documento.

O GAC menciona produtores que perderam suas propriedades e defende uma “interferência dura” do Governo Federal para acabar com o conflito na região.

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Um delegado federal participou de evento no Rotary Club de Itabuna e fez comparação entre sua própria situação econômica e as condições de vida do “Cacique Babau”, líder indígena que lidera as ocupações de terra na região da Serra do Padeiro, em Buerarema. Dizia a autoridade:

– Sou servidor público federal há cerca de 20 anos e há pouco tempo terminei de pagar o financiamento de um carro 2011, além de ainda não ter quitado meu apartamento… Fiquei impressionado quando cheguei à zona rural de Buerarema e encontrei Babau em uma grande casa de fazenda, onde havia estacionadas cinco picapes de luxo. Ao que parece, ele é hoje um homem milionário.

O mesmo policial não deixou animados os produtores rurais presentes no evento. Segundo ele, as coisas caminham para que a reserva indígena na região seja realmente estabelecida.