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Representantes de partidos e sindicatos participaram da criação do comitê

A possibilidade de concessão dos serviços de água e abastecimento de Itabuna à iniciativa privada, considerada real pelo presidente da Emasa, Geraldo Briglia, já enfrenta forte oposição. Há pouco, lideranças de vários partidos (PCdoB,PTB,PPS, PMDB,PMN e PT) manifestaram-se na Câmara de Vereadores contra a ideia.
Um comitê formado por lideranças políticas e sindicais foi constituído para defender a manutenção da Emasa sob controle público. Segundo o ex-vereador Luís Sena (PCdoB), que articula o comitê juntamente com o ex-deputado estadual Renato Costa (PMDB), uma das ações propostas é a realização de um debate sobre a política de saneamento no município.
O grupo discutirá uma agenda em nova reunião, marcada para a próxima semana. “Estaremos mobilizados para combater com veemência qualquer tentativa de venda ou concessão da Emasa, que o atual governo volta a articular”, avisa Sena.
Em entrevista ao PIMENTA, o prefeito José Nilton Azevedo (DEM) assegurou que mudar a gestão da Emasa para a iniciativa privada estaria fora dos planos do governo. Porém, no mesmo dia em que ele deu essa declaração ao blog, Geraldo Briglia falou que a concessão é uma hipótese a ser considerada.

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Moradores convivem há mais de 30 dias com esse cenário e o forte mau-cheiro produzido pelos dejetos (foto Tempo Presente)

A Emasa abriu uma vala de 50 metros na praça principal do bairro Fonseca, em Itabuna, para reparos na rede de esgoto, mas não concluiu o serviço. Faz mais de 30 dias que os moradores da área convivem com o forte mau-cheiro produzido pelos dejetos e a empresa alega mil dificuldades para terminar o que começou. Até a mudança de presidente é apontada como percalço…
A população, que não tem nada a ver com tais desculpas, mas sofre com a incompetência escancarada, queixa-se de doenças causadas pela fedentina. A manicure Ofélia Santana dos Santos, ouvida pelo blog Tempo Presente, afirma que o odor se acentua à noite.
“Todo dia coloco um pano molhado debaixo da porta para não entrar o fedor,  mas não tem jeito; amanheço todos os dias com forte coriza e minha família não está se alimentando direito”, reclama Ofélia, que mora no Fonseca há 38 anos.

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O comitê em defesa da água e contra a privatização da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) será reativado na próxima segunda (18), às 18h, em reunião no plenário da Câmara de Vereadores. Membro do comitê, o ex-vereador Luís Sena disse que durante o evento será apresentado plano de trabalho pela melhoria dos serviços e para impedir “qualquer tentativa de privatização da Emasa”.
O novo presidente da Emasa, Geraldo Briglia, deixou claro em entrevista ao PIMENTA que a privatização da empresa “não está descartada”. Ainda em junho, a construtora OAS apresentou um plano para assumir o controle da Emasa, o que foi considerado estopim para a saída do engenheiro Alfredo Melo.

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Emasa não consegue consertar o vazamento (foto Luiz Conceição)

 

Um buraco provocado por vazamento na rede de abastecimento de água no bairro da Conceição, em Itabuna, desafia a capacidade da Emasa. Segundo moradores, a cratera só aumenta, atazanando motoristas e espalhando lama pra todo lado.
O buraco fica em frente a uma das mais antigas padarias do bairro, na Rua Hercília Teixeira. A informação é de que técnicos da Emasa já estiveram por três vezes no local, mas o serviço foi tão mal-feito que não durou.

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Luís Sena

Sou um intransigente defensor de que os serviços essenciais, a exemplo da água, sejam geridos por empresa pública, tanto faz estadual ou municipal.

Nos últimos dias, por meio da imprensa e também da preocupação de parte dos funcionários da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), reacendeu a divulgação sobre mais uma tentativa de privatização da empresa. Com a mudança do presidente, a coisa ficou mais ainda acentuada. “Onde há fumaça, há fogo!”
Sou um intransigente defensor de que os serviços essenciais, a exemplo da água, sejam geridos por empresa pública, tanto faz estadual ou municipal. Por vários motivos e razões, a mais importante é que o serviço de água e saneamento é estratégico numa cidade do porte de Itabuna.
Sendo o serviço de saneamento público, o norteamento das ações de metas de crescimento/expansão com qualidade e visão social devem ficar sob o controle e autonomia da administração pública. Na iniciativa privada, é diferente. Tudo fica subordinado aos resultados da lucratividade.
Nós precisamos aplicar na Emasa uma gestão comprometida com a coisa pública, capaz de implantar uma cultura de servir bem, sem desperdício, tarifa razoável e com qualidade, através de um processo de eficientização constante.
Os lacaios de sempre ficam na espreita da oportunidade, principalmente no momento em que a Câmara de Vereadores muda a sua composição política, para tentar passar qualquer projeto contra o povo, principalmente este que se caracteriza como “entreguista” e de encontro às necessidades da população e também fere a autonomia do município.
Com a palavra, os dirigentes da estadual Embasa, que segundo informações é detentora de parte do patrimônio, hoje utilizado pela Emasa.
Tudo que estiver ao meu alcance colocarei à disposição para evitar este ato irresponsável. Inclusive, já estamos acionando a rearticulação do “Comitê em defesa da água, contra a privatização da Emasa”, com a participação dos movimentos sociais, políticos, clubes de serviços, religiosos etc, numa grande mobilização como já aconteceu no passado e abortamos as duas outras tentativas.

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A relação entre o todo-poderoso secretário de Assuntos Governamentais da Prefeitura de Itabuna, Carlos Burgos, e o ex-presidente da Emasa (Empresa Municipal de Água e Saneamento), nunca foram amistosas e se azedaram de vez com as manobras do “xerife” para transferir a empresa à iniciativa privada. Melo não aprovava o negócio e por isso caiu.
Antes, porém, houve outras rusgas entre os dois. Uma delas quando o presidente detectou um débito absurdo (mais de R$ 100 mil) do secretário com a Emasa, apenas em contas de água atrasadas. Pelo que consta, o homem nunca pagou pelo “precioso líquido”.
Resta saber se o novo presidente, escolhido com o apoio de Burgos, vai cobrar a dívida…

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Fora do noticiário desde quando assumiu a pasta de Ações Governamentais, o advogado Carlos Burgos voltou a ser ouvido pelo prefeito Capitão Azevedo (DEM).
O ex-secretário da Fazenda foi quem orientou Azevedo a nomear Geraldo Briglia para a presidência da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa). Tudo com apenas um objetivo: preparar a privatização da empresa.
Carlos Burgos, lembremos, é acionista da Emasa e desde os dois últimos governos de Fernando Gomes sempre esteve à frente das mobilizações de bastidores para vender a empresa pública.

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O ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, atualmente alojado no PMDB, seguiu para um périplo no Velho Mundo e já avisou a amigos mais próximos que seu desejo no retorno é tratar de política. Gomes, de 72 anos e quatro mandatos como prefeito da cidade, cogita uma possível candidatura no ano que vem, o que pode bagunçar o cenário político local e trazer preocupações extras ao prefeito José Nilton Azevedo (DEM), que em tese divide o mesmo campo do antecessor.

Com relação à viagem, não se deve esquecer de que, da última vez que o prefeito itabunense foi à Europa, seu principal objetivo era acertar a venda da Emasa para os gringos. A história não deu certo (para ele), mas a ideia não saiu da cabeça de FG.

Resta saber se novamente a visita é também de negócios…

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PISCINÃO DE AZEVEDO – Avenida Ilhéus estava deste jeito às 16h26min, duras horas depois da chuva do início da tarde. A obra do canal resolverá?

As imagens acima – e abaixo – foram captadas pelo Pimenta entre 16h05 e 16h27min desta quarta. Revelam o descaso dos poderes públicos com a infraestrutura e o saneamento básico de Itabuna. Ações mínimas, como desobstrução de bueiros, parecem que foram esquecidas até mesmo no centro da cidade. A população tem sua parcela de culpa ao fazer das ruas depósitos de lixo.

Na rua São Vicente de Paulo, centro, onde fica a sede da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), moradores, pedestres e motoristas sofrem: basta uma chuvinha para alagar a via. E quando para de chover, a rua vira um misto de águas pluviais e esgoto.

“Dá trabalho andar por aqui ou estacionar”, diz Haroldo Pinto, que reside em um apartamento vizinho à sede da Emasa. “A rua fica alagada e vira essa lama”, diz, apontando a “mistura” de água e esgoto. Uma funcionária da Escola Profissionalizante Zélia Lessa afirmou ao PIMENTA que a Emasa “desistiu” de tentar fazer a limpeza do local. “É chover e vira esse esgoto aí”.

A chuva não foi forte, durou menos que dez minutos, mas essa era imagem duas horas depois, em frente à sede administrativa da Emasa, na rua São Vicente de Paulo, centro. A empresa é a responsável pelas ações de saneamento na cidade. Que ironia!
Às 16h25min – A cena é constante na avenida Ilhéus quando chove. Nada muda, apesar das reclamações de lojistas e moradores da avenida localiada no centro da cidade e próximo à Emasa.
A foto clicada exatamente às 16h07 revela pedestre tendo que usar a pista de rolamento, na avenida Inácio Tosta Filho-praça José Bastos, em frente à FTC. O carro ficou "ilhado".
Cena irrita pedestres numa das regiões mais movimentadas da cidade.
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Técnicos em segurança do trabalho da Petrobras literalmente salvaram funcionários e o presidente da Emasa, Alfredo Melo, nesta segunda-feira (10). A equipe da empresa de saneamento iniciava reparos numa adutora na região da Rua de Palha, zona oeste da cidade.  A rede passa pelo perímetro do poliduto e do gasoduto da Petrobras.

A Emasa desconhecia parte da planta das redes de duto e os funcionários foram despertados por gritos dos técnicos para que desligassem as máquinas e suspendessem os reparos. A adutora possuía um furo de grandes (relembre aqui).

Nas palavras de um técnico, “todos iriam virar pó” se a escavação para fazer o “entroncamento” da rede da Emasa avançasse mais um pouco sobre o perímetro da Petrobras. A adutora foi instalada há dois anos, mas nunca passou por testes.

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A Emasa descobriu um furo em sua adutora ligada à captação de Ferradas e suspendeu o bombeamento de água na zona oeste de Itabuna. O problema, no entanto, atinge toda a cidade, principalmente as áreas mais elevadas, que deverão intensificar ainda mais a economia de água nos próximos dias.

Segundo o presidente da Emasa, Alfredo Melo, a perfuração na adutora ocorreu durante a instalação do gasoduto da Petrobras. No local, além da tubulação de gás natural, há também o poliduto por onde passam outros combustíveis.

“A área atingida fica no cruzamento das faixas de domínio da Emasa e da Petrobras”, explica Melo. Ele afirma que aguarda a orientação da petrolífera para fazer o reparo de maneira segura.