Piaba, primeiro em pé, à esquerda, era de família pródiga em craques do futebol
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Piaba foi convocado para a Seleção de Itabuna e já em 1961 terminou o Campeonato Intermunicipal como bicampeão. Daí não saiu mais até a conquista do hexacampeonato

 

 

Walmir Rosário 

Custo a acreditar que o craque já nasce feito, embora tenha minhas dúvidas sempre me vem à mente a história de determinados jogadores de futebol do passado, que já apareceram “arrepiando” nos campinhos de baba, tanto faz na zona rural ou na cidade. É certo que, por mais modesto que tenha sido, sempre atuava um “jogador técnico” nos diversos times de futebol por esse Brasil afora.

No caso em questão, me refiro a Piaba, um itajuipense baixinho que “sobrava” nas zagas e meio campo dos times pelos quais passou, e tinha lugar assegurado na Seleção de Itabuna amadora, a hexacampeã baiana. E Piaba fazia parte de uma família pródiga em craques, com os irmãos Almir, Abel, Aloísio, Luiz e Ariston, jogadores importantes nos clubes de Itajuípe, Buerarema, Ibicaraí, Ilhéus e Itabuna.

Batizado Antônio Avelino dos Santos, nasceu em Itajuípe em 26 de outubro de 1935 e o apelido Piaba veio do seu comportamento e estilo de jogo, pela forma esguia, escorregadia, serelepe de tomar a bola e se desvencilhar dos adversários. Assim que saiu da fazenda Independência, onde foi criado e veio residir em Itajuípe, começou a aprender o ofício de alfaiate com o mestre Boca-rica, o mesmo que lhe deu o apelido.

E foi o Boca-rica – um mestre de alfaiataria de renome – que apadrinhou Piaba em sua famosa oficina e nos campos de futebol, atuando pelo Independente, Internacional e o lendário Bahia de Itajuípe. Com o tempo, Boca-rica se muda para Ibicaraí, e não abre mão do seu aprendiz de alfaiate e promessa de craque. Na nova cidade, Piaba dá um show de bola e se torna revelação.

No Independente de Itajuípe, de Litinho (Wanderlito Barbosa), chamava a atenção a atuação de duas famílias, que praticamente completavam o time inteiro. Eram Piaba e os cinco irmãos, além do próprio Litinho e seu irmão Bel. Esse era um pequeno exemplo da quantidade de craques itajuipenses que jogavam em sua cidade, além de Itabuna, Ilhéus e até em Salvador, a capital do estado.

Mas Piaba dá saudade de casa e retorna a Itajuípe, passando a jogar no lendário Bahia. Considerado um dos maiores craques, é também convocado para a Seleção de Itajuípe. E não era por menos, pois o Bahia chegou a ser considerado o time do século da região cacaueira. Com o crescimento de Piaba no futebol passou a ser cobiçado pelos grandes clubes das cidades de Itabuna e Ilhéus.

E o Flamengo de Ilhéus, de Gildásio Almeida, foi mais rápido e conseguiu fechar contrato com Piaba, levando o craque para a cidade rival de Itabuna. O goleiro Antônio Pires, do Bahia de Itajuípe e do Janízaros, ainda lembra que o dirigente do Fluminense de Itabuna, Frederico Midlej, e o itajuipense Hemetério Moreira, diretor do Janízaros, disputaram a vinda de Piaba para Itabuna, queda de braço vencida pelo Fluminense. Posteriormente, Piaba se transfere para o Janízaros, como queria o amigo Hemetério Moreira.

Em Itabuna, como era praxe entre os jogadores de Itajuípe, Piaba chega pra ficar, encantando pelo seu futebol sério e decisivo, despertando a atenção de outros clubes. O atleta itajuipense também jogou pelo Flamengo, sagrando-se campeão em 1963, com o timaço formado por Luiz Carlos, Abiezer, Zé David, Leto, Péricles, e Piaba; Gagé, Maneca, Tertu, Tombinho e Luiz Carlos II.

Apesar de sua pequena estatura – 1,66 metro de altura – Piaba tinha disposição para cabecear e bolas altas não eram problema. Possuía uma grande impulsão, sendo constantemente comparado ao seu companheiro de seleção, Ronaldo Dantas, outro baixinho do futebol que não se amedrontava com adversários mais altos. Piaba e Ronaldo se revezavam nos jogos da seleção.

Piaba foi convocado para a Seleção de Itabuna e já em 1961 terminou o Campeonato Intermunicipal como bicampeão. Daí não saiu mais até a conquista do hexacampeonato, em janeiro de 1966, embora o certame seja relativo a 1965. Na seleção de Itabuna foi decisivo na conquista do Hexacampeonato baiano e sua figura em cima do carro do Corpo de Bombeiros com o rosto enfaixado chamou a atenção.

Na partida final, Piaba levou um pontapé no rosto, aplicado num choque com o jogador Meruca, que até hoje gera controvérsias se foi um simples encontrão ou premeditado para tirar o craque de campo, pois seu substituto estava contundido. Meruca foi o mesmo jogador que não conseguiu evitar a cabeçada de Pinga e que resultou no gol da vitória da Seleção de Itabuna e no hexacampeonato.

A chegada da Seleção itabunense que acabara de conquistar o Hexacampeonato Baiano de Futebol amador em Itabuna foi uma verdadeira apoteose, numa comemoração sem precedentes. Na chegada foi realizada uma carreata com os jogadores desfilando em cima do carro de bombeiros, cedido pela Prefeitura de Itabuna. A imagem mais marcante era a de Piaba com o rosto inchado e coberto com gases e faixas, contrastando com a alegria estampada na fisionomia dos jogadores e da torcida.

Piaba foi um dos poucos jogadores a atuar pelas seleções de Itajuípe, Ilhéus e Itabuna, além do Galícia, de Salvador. Devido a alguns problemas de saúde, Piaba retorna a Itajuípe, sua terra natal. Até atingir os 30 anos de idade, o atleta não bebia nem fumava. Porém, o laudo médico apontou o uso do cigarro como a causa de sua morte, em 15 de julho de 1997.

Piaba morreu triste, no hospital, sem conseguir ver os seus companheiros de sucesso no futebol.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

 

Finalíssima do Interbairros será disputada no próximo sábado (17) || Foto Roberto Santos
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A seleção campeã do Interbairros de Futebol 2022 terá premiação de R$ 10 mil, anunciou o secretário de Esportes e Lazer, José Alcântara Pellegrini, nesta terça-feira (13). O título deste ano será disputado pelas seleções da Califórnia e de Nova Ferradas, no próximo sábado (17), às 15h, no Estádio Luiz Viana Filho, o Itabunão.

Não apenas a seleção campeã terá direito a premiação em dinheiro. A equipe vice-campeã levará R$ 5 mil, enquanto a terceira colocada fará jus a R$ 3 mil.

A coordenação do Interbairros também vai premiar o melhor jogador/artilheiro, atleta revelação, melhor goleiro e melhor torcida, com premiação em dinheiro variando de R$ 500,00 a R$ 1 mil, de acordo com o regulamento da competição.

Nesta terça-feira, o secretário José Alcântara Pellegrini promoveu encontro com todos os colaboradores para alinhamento das medidas, incluindo a logística para a finalíssima do Interbairros, no sábado. A reunião teve a participação do coordenador da competição, Gabriel Santos.

Além de muito futebol e integração entre as comunidades que participaram, o Interbairros terá segurança reforçada na final. No domingo passado, quando foram definidos os finalistas, a Polícia Militar revistou os torcedores, já que para o ingresso no estádio foi proibida a entrada de garrafas, copos de vidro e objetos perfurocortantes, medidas consideradas fundamentais.

Seleção Brasileira de 1970, com botafoguenses e tricampeã
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Minha convicção foi formada logo após uma reunião no Bar do Everaldo, em Itabuna, patrocinada pelos jornalistas botafoguenses Cláudio da Luz, Raimundo Nogueira e Joel Filho, com o apoio de um vascaíno, quando ficou vaticinado que copa do mundo sem jogador do Botafogo é eliminação na certa. E não deu outra…

 

Walmir Rosário

E não é que os desavisados choram a copa perdida? Pra mim não foi nenhuma novidade os brasileiros retornarem sem o caneco na mão, sem som de reco-recos, tamborins, atabaques e o samba atravessado na voz dos jogadores canarinhos. Vamos pular essa parte, pois não dá para chamar essa equipe juntada no continente europeu de canarinho, pois acredito que seja uma ofensa aos jogadores passados.

No meu conceito, copa do mundo é para quem sabe jogar! Para isso se faz necessário escolher os melhores e não apenas os apadrinhados de alguns despachantes de luxo que administram carreiras. Do goleiro ao ponta-esquerda, passando pelos reservas têm que ter um bom pedigree, curriculum vitae de fazer inveja aos estrangeiros de Europa, mas, para tanto, temos que escolher um técnico que saiba das coisas.

Além do que falei, faltou um componente essencial para vencer uma copa do mundo: a convocação dos jogadores do Botafogo, desconhecidos do tal técnico, observador do jogos dos torneios europeus, para onde viaja para vê-los em ação. Tudo isso ganhando polpudas diárias, recebidas em euros, moeda forte do velho continente, e não em reais pelos estados brasileiros.

Pois perdeu tempo e dinheiro, sem falar no título, voltando mais cedo para casa (quase todos para os países europeus, onde moram), como um país qualquer, sem tradição nesse bravo e tinhoso esporte bretão. Por falar em bretão, também deixaram o Catar a Inglaterra, inventora do futebol, Portugal. Permanecem a implacável Croácia, que despachou o Brasil após um jogo apático e uma desastrada cobrança de pênaltis, França, Marrocos e Argentina.

E por falar em penalidades máximas, não posso deixar de me ater a um breve comentário sobre os pecados cometidos pelos jogadores brasileiros. E não me venham com a velha teoria de Neném Prancha, de que a responsabilidade de bater um pênalti é tanta, que deveria se cobrado pelo presidente do clube, no caso em questão, a Confederação Brasileira de Futebol, a carcomida CBF.

Os tempos são outros e quem se dedica a jogar futebol – e ganhar muito dinheiro – tem que saber batê-los, chutando com perfeição, dentro dos três paus e fora do alcance do goleiro, pois alguns também treinam como pegá-los. De Zico pra cá, caiu por terra o conceito de Neném Prancha, já que os que desejavam se tornar craques perfeitos treinavam por horas, depois do coletivo, a cobrança de faltas e penalidades máximas.

Pelo que ouvi dizer, o nosso goleiro não é afeito a defender penalidades e nossos cobradores não tem lá essas intimidades todas em batê-las com perfeição, marcando os gols necessários para vencer a partida. Mesmo sendo uruguaio, convoco aqui o botafoguense “Loco Abreu” com suas cavadinhas, daquelas que desmoralizavam dezenas de goleiros, por mais preparados que fossem.

Confesso que não sou um técnico em futebol, mas na condição de brasileiro me acho no dever e no direito de – se não analisar – pelo menos expressar minha indignação por esse  selecionado, pálido, desanimado, xoxo, que foi ao Catar desesperançar o povo brasileiro. Pelo que soube, essa derrota para a Croácia provocou muito choro e desespero nas criancinhas brasileiras, muitas delas que deixaram de ir à escola para ver o jogo na TV.

À noite, num bar em que me encontrava, a discussão não poderia de ser outra: os vizinhos de mesa estavam inconsoláveis com a indecorosa proposta, feita sem qualquer pudor pelo narrador global Galvão Bueno, que defendia nos consolarmos passando a torcer pela Argentina, como se nunca tivesse ouvido o saudoso Nélson Rodrigues falar sobre a “pátria de chuteiras”, para expressar nossa apaixonada relação com a Seleção Brasileira de futebol.

Esse murro na cara do brasileiro, aplicado por Galvão Bueno, nos remete ao conceito, também criado por Nélson Rodrigues: o famoso “complexo de vira-lata”, nos colocando em inferioridade frente aos hermanos argentinos. Jamais! Pelo que diziam meus vizinhos de mesa, a singela pretensão do aposentável narrador, era apenas e tão somente que o público brasileiro não desligasse seus aparelhos de TV, seguindo-o até o final da copa.

Bons tempos aqueles em que não se decretava feriado nas repartições públicas em dias de jogos da seleção brasileira. Longe disso, veriam os jogos os verdadeiros torcedores, aqueles que amavam o futebol praticado pelos craques canarinhos. Não éramos “obrigados” a dar audiência aos meios de comunicação detentores dos direitos das transmissões esportivas da copa do mundo.

Pois é, não vou mentir para vosmecês e confesso que cheguei a assistir algumas partidas de seleções estrangeiras, mas não me animaram aquele esquema de passes atrasados da linha de ataque até o goleiro, como se a finalidade de um jogo de futebol não fosse a marcação dos gols. Futebol é pra quem sabe jogar, driblar os adversários, dar lançamentos precisos, invadir a área adversária, fazer vibrar os torcedores com o gol.

Desde antes já tinha definido minha ausência na audiência televisiva, até pela plena certeza que a seleção brasileira daria com os burros n’água, ou nas areias do deserto. E a minha convicção foi formada logo após uma reunião no Bar do Everaldo, em Itabuna, patrocinada pelos jornalistas botafoguenses Cláudio da Luz, Raimundo Nogueira e Joel Filho, com o apoio de um vascaíno, quando ficou vaticinado que copa do mundo sem jogador do Botafogo é eliminação na certa. E não deu outra…

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Assembleia do Bahia aprova criação de SAF e venda para o Grupo City || Foto Divulgação
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Durante assembleia neste sábado (3), os sócios do Esporte Clube Bahia aprovaram a criação de Sociedade Anônima de Futebol (SAF), com 90% da associação para o City Football Group (CFG). O Bahia ficará com 10% da associação criada. “Agora continuamos trabalhando no processo da transação, que esperamos finalizar no início de 2023”, afirmou Ferran Soriano, CEO do City Football Group. A transação é estimada em R$ 1 bilhão.

O valor seria dividido para compra de jogadores (R$ 500 milhões), pagamento de dívidas (R$ 300 milhões) e investimento em infraestrutura, capital de giro e categorias de base (R$ 200 milhões). O desembolso do City seria feito ao longo de 15 anos.

Com a aprovação da proposta, o Grupo City se comprometerá a investir R$ 1 bilhão. A quantia será dividida em três montantes. Serão R$ 500 milhões para a compra de jogadores, R$ 300 milhões para o pagamento de dívidas e outros R$ 200 milhões em infraestrutura, categorias de base e capital de giro. No entanto, este último item não é obrigatório.

ALTO NÍVEL

A promessa do Grupo City, a longo prazo, é “fortalecer os elencos e as divisões de base para competir em alto nível, engajando com os torcedores e melhorando a experiência deles, alcançando uma sustentabilidade financeira sólida de longo prazo e mantendo sempre em foco os fortes valores, as raízes e a identidade do EC Bahia”, segundo Ferran.

O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, definiu o resultado da assembleia como histórico e a decisão, democrática. Para ele, a SAF aproxima o clube de “formar parte do maior e mais pioneiro grupo de futebol do mundo e de um novo futuro para o nosso querido e ousado clube”.

Ele completou afirmando que os próximos meses serão de trabalho duro para concluir o investimento. “Pra mim, pessoalmente, é um momento incrível na minha vida, ainda mais pelo retorno imediato à Serie A. Obrigado a todos pela confiança e vamos em frente”, disse Bellintani por meio de nota.

FAMÍLIA CITY

Após a conclusão da transação, conforme Bahia e o CFG, o acordo tornará o Bahia SAF o 13º clube da família global do City Football Group. Os clubes que já aderiram ao formato SAF “ganharam ligas nacionais nos Estados Unidos, Austrália, Bolívia, Inglaterra, Índia e Japão nos últimos dois anos”.

Gol Seleção e Fiat Argo são algumas das séries tendo a Copa como apelo
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Ícaro Mota é consultor automotivo

Carro e futebol são duas paixões compartilhadas por uma imensidão de pessoas. Tenho certeza que você há de concordar comigo. Quando as duas se juntam, ficam ainda melhores.

Desde 1982, uma pequena porção de fabricantes tem “juntado” o setor futebolístico ao automobilístico.

O chute inicial partiu da Volkswagen, que naquele ano lançou o Gol Copa. Daí, puxou a fila, que se estendeu para Fiat, GM e Hyundai.

Cito aqui alguns exemplos: Uno Rua, Monza Club, Gol Seleção, HB20 Copa, S10 e Corsa Champ.

Agora em 2022 a copa sediada no Catar não ficou esquecida pela Hyundai, pois neste ano foi lançado o HB20 Copa do Mundo III.

O que todos esses caros têm em comum são emblemas exclusivos e mimos espalhados em seu interior e exterior que remetem a algo ligado ao esporte. Posso citar como exemplo as rodas de liga leve do Fox Seleção 2014, que lembram muito uma bola de futebol.

Fox Seleção vinha com rodas que pareciam bola de futebol || Foto Carrosnaweb

Mesmo não tendo a sua produção tão limitada quanto pode parecer, eles são carros que com o passar do tempo acabam tendo maior facilidade de revenda sobre as versões que não são “exclusivas” com mesmo ano de fabricação.

Ícaro Mota é consultor automotivo e diretor da I´CAR. A coluna é publicada às sextas-feiras.

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Tite defende time que perdeu para Camarões || Foto Lucas Figueiredo/CBF
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O técnico Tite afirmou, em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (2), após derrota de 1 a 0 do Brasil para Camarões, que a “Copa do Mundo não dá uma segunda chance”. Segundo o comandante da seleção brasileira, os jogadores têm que se recuperar rápido do revés, pois a equipe canarinho volta a entrar em campo já na próxima segunda-feira (5), quando enfrentará a Coreia do Sul pelas oitavas de final a partir das 16h (horário de Brasília).

“Tem que sentir quando se perde, pois faz parte da vida. Porém, o futebol e a competição te proporcionam, até por termos vencido dois jogos, uma segunda chance. Mas temos que ficar sentidos até a tarde de amanhã, quando iniciarmos a preparação”, declarou o treinador do Brasil.

Segundo Tite, o mérito da vitória é todo da equipe africana, que triunfou no Estádio de Lusail graças a um gol do atacante Aboubakar: “Camarões teve mérito de marcar o gol e vencer o jogo. Todos nós perdemos, pois nossa preparação é conjunta, a vitória é conjunta e a derrota é conjunta”.

Brasil volta a enfrentar Sérvia em Copa do Mundo || Foto Lucas Figueiredo/CBF
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Que a Sérvia é a primeira adversária do Brasil na Copa, isso todos já sabem. Para ONU, Fifa e COI a Sérvia é a herdeira direta das participações da antiga Iugoslávia (fragmentada em 1992) em Copas e Olimpíadas. A Organização das Nações Unidas considera que toda vez que um país se divide, aplica-se um princípio do direito internacional chamado sucessão de Estados. Assim, as federações esportivas transferem o histórico competitivo para o país herdeiro. Ou seja, será a sexta vez em que brasileiros e sérvios (ou iugoslavos) jogarão uma partida de Copa do Mundo.

As ocasiões anteriores foram em 1930, 1950, 1954, 1974 (todas como Iugoslávia, que utilizava uma camisa azul escura) e 2018 (já como Sérvia, que utiliza um uniforme vermelho). Foram duas vitórias brasileiras, dois empates e uma única derrota. Agora, no Catar, a Sérvia tem a oportunidade de igualar as estatísticas do confronto e crê no futebol de um jovem de 22 anos, o atacante Dušan Vlahović, da Juventus (Itália), maior destaque do time e que não estava no elenco que enfrentou o Brasil na Copa do Mundo da Rússia, há quatro anos.

Por sua vez, o técnico Tite pode colocar em campo novamente cinco jogadores que participaram daquela vitória brasileira por 2 a 0 em Moscou: Alisson, Thiago Silva, Casemiro, Gabriel Jesus e Neymar.

Em 1950, no Maracanã, o Brasil também venceu por 2 a 0, diante de mais de 142 mil torcedores. Quatro anos depois empatou em 1 a 1 na Copa da Suíça, e em 0 a 0 na abertura do Mundial da Alemanha (1974), no gramado encharcado de Frankfurt (Alemanha).

A única derrota da seleção canarinho para os balcânicos ocorreu na primeira partida do Brasil na história das Copas: Iugoslávia 2 a 1, em Montevidéu (Uruguai). Os brasileiros, naquela época, foram representados apenas por jogadores de times do Rio de Janeiro, já que os paulistas não liberaram seus craques para a CBD.

“O seu keeper [goleiro] Mihajlovic foi uma barreira tremenda para os nossos forwards [atacantes]. Em verdade, o keeper de Belgrado venceu quase que sozinho o onze [a equipe] do Brasil”, escreveu naquela oportunidade o Diário da Noite.

Curiosamente, no regresso dos iugoslavos à Europa, o navio atracou no Rio de Janeiro e houve um novo jogo entre as duas seleções. Os brasileiros, ainda sem os paulistas, golearam, na “revanche”, por 4 a 1 nas Laranjeiras.

É também a antiga Iugoslávia que marcou mais gols em uma partida contra a seleção brasileira na história nas Copas, superando, inclusive, o 7 a 1 da Alemanha no estádio do Mineirão. Após ser eliminado da Copa do Mundo da Itália (1934), o Brasil decidiu fazer alguns amistosos pelo Velho Continente. Melhor que não o fizesse. No dia 3 de junho, em Belgrado, os iugoslavos deram de 8 a 4 no escrete. O goleiro Roberto Gomes Pedrosa (futuro dirigente e nome de torneio nos anos 1960) levou todos os oito gols. Naquela tarde devidamente esquecida, o Brasil jogou com: Pedrosa; Luiz Luz e Sylvio Hoffmann; Ariel, Martim e Canalli; Leônidas da Silva, Luizinho, Armandinho (Carvalho Leite), Patesko e Waldemar de Britto.

“Apesar de o selecionado brasileiro não representar, nem de longe, a nossa força máxima, esperava-se que os nossos patrícios fizessem uma boa exibição, o que infelizmente não aconteceu”, sintetizou o jornal O Globo um dia após a partida.

Em pé: Patuca, Vilson, Paim, Dal (Tarzan) João Bocar e Vitor Baú; agachados: Jonga, Pedrinha, Pintadinho, Afrânio e Esquerdinha
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“Soube parar o futebol quando as pernas e o fôlego já não conseguiam ter o mesmo rendimento de antes. Parou na hora exata, para que os amigos e torcedores lembrassem dele como o excepcional e implacável atacante”.

Walmir Rosário

Concordo plenamente com os que defendem a tese de que há muita proximidade entre o futebol e outras artes, a exemplo da música. Certifico e dou fé – se é que assim posso proceder – que muitos dos meus conhecidos fazem dessas artes “gato e sapato”, com a maior intimidade. E para provar, apresento aqui Zé Pintadinho, Pintadinho Alfaiate ou simplesmente Pintadinho, como exemplo.

Habilidade na música e no futebol não lhe faltava. Para ele, tanto fazia jogar na ponta-esquerda, ponta-direita ou como centroavante. O que importava mesmo era fazer gols para seu time ganhar o jogo. E tudo isso pode ser comprovado por quem o viu jogar ou pelos livros de registro da Liga Desportiva de Itabuna (Lida), onde está tudo anotado para dar conhecimento à posteridade.

Na música não era diferente. Era considerado o homem dos sete instrumentos: cantava, tocava surdo, pandeiro, reco-reco, e agogô e ainda fez incursões por alguns instrumentos de sopro, principalmente o trombone, que o considerava um dos mais sublimes da música e que fazia tocar a alma das pessoas. Deixou o instrumento aconselhado pelo maestro, que o avisou dos riscos de ficar com a “papada” grande. E ele obedeceu.

Zé Pintadinho já fez de tudo em Itabuna assim que chegou de Sergipe, em 1944, aos 16 anos de idade. Trabalhou em sorveteria, feira livre, enveredou pela música, onde se sentia bem, e pelo futebol. Porém, aconselhados pelos amigos mais velhos, buscou aprender um ofício mais seguro, como o de alfaiate, profissão que exerceu até o final de sua vida, e que lhe proporcionou criar uma numerosa família.

Pintadinho jogou futebol em Itabuna em apenas duas equipes: o Botafogo do bairro da Conceição e no Bahia de Álvaro Barbeiro, o esquadrão de aço do sul da Bahia. Pelo Botafogo, atuou nas célebres partidas contra o Brasil de Buerarema e o Bahia de Itajuípe, ganhando as duas. Esta última para decidir uma aposta firmada por Sílvio Sepúlveda – jogador e cartola do Botafogo – e Oswaldo Gigante, do Bahia.

Outras partidas memoráveis jogadas por Pintadinho – já no Bahia – tiveram como palco Belmonte, na festa para comemorar o aniversário da cidade. No sábado, venceu por 3X2 e no domingo 2X1. Àquela época, diante da dificuldade de viajar pelas estradas ruins, embarcaram num avião em Itabuna e fizeram valer a supremacia do futebol itabunense, para o desgosto dos belmontenses, que não aceitavam fácil as derrotas.

Na década de 1950 sete times disputavam o campeonato amador de Itabuna – Corinthians, Grêmio, Janízaros, Flamengo, Fluminense, Itabuna e Botafogo – numa disputa ferrenha pelo título. Jogador que decidia partidas com os inúmeros gols que marcava, Pintadinho jogava cadenciado, com estilo, embora soubesse impor seu ritmo de jogo para não ser incomodado pelos zagueiros adversários.

Com toda essa habilidade e determinação, em campo atuava com humildade e sabia respeitar os adversários para também ser respeitado, gostava de dizer Pintadinho, para não ser visto como um jogador boçal. Além do respeito em campo, Pintadinho era uma pessoa muito querida na sociedade, além de ser um profissional da alfaiataria de conceito, haja vista as encomendas que recebia.

Soube parar o futebol quando as pernas e o fôlego já não conseguiam ter o mesmo rendimento de antes. Parou na hora exata, para que os amigos e torcedores lembrassem dele como o excepcional e implacável atacante. Se deixou de entrar em campo, fora dele continuou torcendo para o magnífico futebol de Itabuna, levando seus filhos ao campo da Desportiva nas tardes de domingo.

Fora de campo, continuou fiel à máquina de costura, sua inseparável companheira de anos a fio na antessala de sua residência, onde recebia clientes e amigos para desempenhar seu trabalho, ou simplesmente ter uma boa prosa. E ali conversava sobre tudo, principalmente seus feitos no futebol e na música, atividade que continuou a exercer até os últimos dias de sua vida.

Na música, além de cantor, ensinava os colegas a cantar, principalmente boleros e sambas. Com sua charanga, animava os comícios de seus candidatos ou eventos políticos de prefeitos nas inaugurações de obras em toda a cidade. Nos domingos, participava dos programas de auditório ou externos, realizados nos bairros da cidade pelos radialistas Titio Brandão e Germano da Silva.

O Carnaval era seu forte e desfilava nas baterias de blocos e escolas de samba de Itabuna. Cantou e tocou nas escolas Império Serrano, Salgueiro e Nova Mangueira, esta fazendo parte da diretoria. Perto de completar os 80 anos, Pintadinho surgia garbosamente na bateria do Bloco Casados I…Responsáveis, no qual participou ativamente desde a sua fundação. Homem de variados instrumentos, Pintadinho recebeu certificado da Sociedade Montepio dos Artistas de Itabuna como percussionista pelos instrumentos que tocava.

Mesmo após ter sofrido duas cirurgias: próstata e hérnia, Pintadinho continuou trabalhando como alfaiate, já não mais com as encomendas de ternos, calças e camisas, mas sobretudo de consertos, com a mesma dedicação. Pintadinho não abria mão de, no fim do dia, descer até a praça dos Capuchinhos para comprar os pães e trocar uns leros com os amigos.

José Pintadinho, ou José Alves da Silva, nos deixou num sábado, 13 de agosto de 2011, aos 83 anos.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Seleção faz mais um treino na Itália antes do embarque para o Catar || Foto Lucas Figueiredo/CBF
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A Seleção Brasileira faz, nesta quinta-feira (17), no Centro de Treinamento da Juventus, na cidade de Turim, na Itália, o seu penúltimo treino antes de viajar para o Catar, onde disputa a Copa do Mundo de Futebol 2022. A estreia brasileira será no dia 24, uma quinta-feira, contra a Sérvia. As duas seleções estão no grupo G, junto com Suíça e Camarões.

Nesta quarta-feira (16), o técnico Tite comandou um treinamento que, pela primeira vez, contou com todos os 26 convocados.  O lateral direito Danilo e o zagueiro baiano Bremer,  da Juventus,  preservados das primeiras atividades por terem jogado domingo pelo Campeonato Italiano, participaram hoje da atividade normalmente.

Nascido em Itapitanga, no sul da Bahia, Bremer disputará a sua primeira Copa do Mundo. Destaque atuando no futebol italiano, o zagueiro foi convocado pelo técnico Tite, aos 45 minutos do segundo tempo. Foi apenas a segunda convocação. Em setembro passado, o jogador baiano foi chamado pela primeira vez para os amistosos contra Gana e Tunísia e agradou e aproveitou bem a chance.

Completa, Seleção Brasileira faz primeiros treinamentos na Itália||Fotos Lucas Figueiredo/CBF
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A Seleção Brasileira está completa para a Copa do Mundo do Catar 2022. Nesta segunda-feira (14), os 23 atletas que atuam na Europa se apresentaram em Turim, na Itália, e se integraram aos outros três que jogam no Brasil e já haviam se apresentado junto com a comissão técnica.

A dez dias para a estreia no Mundial, contra a Sérvia, o técnico Tite já comandou a primeira atividade no Centro de Treinamentos da Juventus. O trabalho foi dividido em dois grupos: academia, para quem atuou no fim de semana, e campo, para o restante.

O zagueiro Marquinhos e o atacante Neymar se apresentaram à tarde e também fizeram trabalho físico na academia do CT da Juventus. Com todos à disposição, a Seleção Brasileira volta a treinar nesta terça-feira (15). O grupo permanece na Itália até sábado (19), quando está marcada a viagem para o Catar. O Brasil estreia na competição na quinta-feira (24), contra a Sérvia.

Seleção de Quijingue conquista título em sua segunda participação no Intermunicipal de Futebol|| Foto FBF
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Com quatro expulsões no primeiro tempo da partida, duas para cada equipe, a Seleção de Quijingue conquistou, neste domingo (13), no Estádio Humberto Badaró, em Itajuípe, o Campeonato Intermunicipal de Futebol. No tempo normal, a equipe da região sisaleira venceu a Seleção de Itajuípe por 3 a 2, placar que levou a decisão para as penalidades.

A Seleção de Itajuípe entrou em campo com a vantagem do empate após ter vencido o primeiro jogo, fora de casa, por 1 a 0. A representante do sul da Bahia esteve muito perto do título. Saiu atrás no placar, empatou e virou a partida ainda na primeira etapa. Mas fez um segundo tempo muito ruim. Optou apenas pelo contra-ataque e levou dois gols. Com 3 a 2, a disputa foi decidida nas penalidades.

A Seleção de Quijingue converteu duas das três cobranças. Itajuípe perdeu três cobranças e viu o seu terceiro título escapar diante de um Estádio Humberto Badaró lotado.  A Seleção de Itajuípe chegou pela quinta vez a uma final de Campeonato Intermunicipal. A bicampeã (1987 e 2013) ficou com o terceiro vice-campeonato.

Em sua segunda participação no Campeonato Intermunicipal de Futebol, Quijingue conquistou o seu primeiro título. O domingo é de festa na cidade onde nasceu o influenciador Luva de Pedreiro. Os atletas ergueram a taça aos gritos de: ” Ei, receba!

PREMIADOS NO INTERMUNICIPAL

Romário, de Ibicuí, e Franthesco, de Nova Canaã, marcaram dez gols, cada um, e foram os artilheiros do Intermunicipal 2022. Rose, da Seleção de Itajuípe, com seis gols sofridos em 18 jogos, foi o goleiro menos vazado da competição. Clique abaixo e assista ao jogo com transmissão da TVE Bahia.

 

Ricardo Goulart em lance contra o CRB, neste domingo de acesso garantido || Foto Felipe Oliveira/ECBahia
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Debaixo de forte chuva, o Bahia venceu o CRB, por 2 a 1, em Maceió (AL), nesta noite de domingo (6), e está de volta à Série A do Brasileirão, a divisão de elite do futebol brasileiro.

O time superou o “piscinão”  da equipe alagoana em partida válida pela última rodada da Série B do Brasileiro.

O gramado do estádio Rei Pelé não resistiu à chuva que caía fortemente na capital do estado vizinho, assim como o CRB não suportou a pressão baiana.

O  Bahia atacava desde o início do jogo. Até balançou a rede adversária, aos 22 minutos, com Ricardo Goulart, porém o gol foi anulado pela arbitragem, que viu impedimento.

Aos 25 minutos, o Tricolor de Aço passou à frente. Daniel pegou rebote, de fora da grande área, com um chutaço no lado esquerdo.

A alegria durou até o início do segundo tempo, quando Mateus Claus não segurou chute de Anselmo Ramon. O relógio marcava 5 minutos da etapa final.

As condições do campo somente pioravam com o avançar da chuva. O “piscinão” impedia o melhor do futebol, apesar das estocadas constantes do Bahia.

Água mole em pedra dura tanto bate até que… Sim. Ele, o gol, pintou. De pênalti.

Anselmo Ramon, que havia empatado a peleja para a equipe alagoana, cometeu pênalti em Vitor Jacaré em lance grotesco dentro da grande área. Entrou de carrinho, de perna levantada, em um campo encharcado.

A imprudência foi punida.

O argentino Lucas Mugni apresentou-se para a cobrança. Para alegria dos milhões que foram a Nação Tricolor, converteu.

Acesso garantido em Alagoas. Festa do Bahia, agora, e de novo, um time da elite. E com peixinho no “piscinão” em que se tornou o estádio Rei Pelé neste domingo.

O PELOTÃO DE ELITE

Além do Bahia, Cruzeiro, Grêmio e Vasco retornam à Série A do Brasileiro de Futebol. O Cruzeiro foi o campeão antecipado, com 78 pontos. O Grêmio finda a competição em segundo lugar, com 65 pontos. Bahia termina em terceiro lugar, com 62, igual número de pontos do Vasco, que teve menor saldo de gols.

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A Seleção de Itajuípe decidirá em casa o título do Campeonato Intermunicipal de Futebol 2022, no próximo domingo (13). A equipe poderá ser campeã mesmo se empatar, por qualquer placar, após ter batido Quijingue, por 1 a 0, neste domingo (6), na casa adversária.

Quem assegurou a vantagem itajuipense foi o atacante Kaká, autor do gol de hoje em Quijingue. A equipe sul-baiana, vencedora da competição em 1987 e 2013, vai em busca do tricampeonato do Intermunicipal.

Na outra ponta, Quijingue terá que vencer longe de casa por dois ou mais gols de diferença para conquistar o primeiro título no tempo regulamentar. Se vencer por um gol de diferença, levará a decisão para os pênaltis.

Flamengo embolsa total de R$ 201 milhões ao conquistar Libertadores e Copa do Brasil || Foto Gilvan de Souza/Flamengo
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Com a conquista do título da Libertadores da América, o Flamengo receberá premiação total de R$ 125 milhões. Na tarde/noite deste sábado (29), o Rubro-Negro tornou-se tricampeão da competição continental.

Do valor, R$ 85 milhões é relativo à conquista e os R$ 40 milhões restantes por ter entrado já na fase de grupos e avançado até a final.

Batido por 1 a 0 pelo Flamengo, o Athletico leva o prêmio de US$ 13,55 milhões – cerca de R$ 72 milhões na cotação atual – pelo vice-campeonato.

COPA DO BRASIL

Juntando a premiação pela conquista da Copa do Brasil em cima do Corinthians, o Flamengo enche o cofre com cerca de R$ 201 milhões.

O site GE revelou que os resultados do Rubro-Negro carioca são superiores às metas traçadas para 2022. No planejamento orçamentário, o Flamengo projetou as semifinais da Libertadores e Copa do Brasil. A terceira – e última – é o vice-campeonato do Brasileirão, o que está praticamente descartado.

Bahia foi a Novo Horizonte e empatou em 1 a 1 com o time da casa || Foto Gustavo Ribeiro/GN
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O Bahia tropeçou novamente. Agora, diante do Novorizontino, na casa do adversário, em Novo Horizonte (SP). O Esquadrão empatou em 1 a 1 com o 16º colocado da Série B do Campeonato Brasileiro de Futebol e começa a ver ameaçada a sua estratégia de subir para a elite do futebol nacional.

O empate deixou o time baiano com 53 pontos, somente cinco a mais que o 6º colocado, o também nordestino Sampaio Corrêa, do Maranhão. A pressão pode aumentar, caso o Ituano vença o Cruzeiro, hoje à noite, no Mineirão. A equipe paulista soma 47 pontos e pode ficar ainda mais próximo do Bahia na tabela de classificação.

Nesta noite de terça (4), até saiu na frente, porém permitiu o empate, que ainda o deixa em terceira posição, com 53 pontos, e três atrás do vice-líder, o Grêmio. O Tricolor volta a campo no sábado (8), quando enfrentará o catarinense Brusque, na Arena Fonte Nova, às 16h. O Brusque é o vice-lanterna da competição, mas convém lembrar que o Bahia não vem tendo sorte contra os times da zona de rebaixamento.