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As refinarias da Petrobras venderão gasolina e diesel com preços reajustados em 5,18% e 14,26%, respectivamente, a partir deste sábado (18). Com isso, o litro da gasolina vendida às distribuidoras subirá de R$ 3,86 para R$ 4,06. Já o preço do diesel saltará de R$ 4,91 para R$ 5,61.

Na nota sobre o novo reajuste, a Petrobras informa que é “sensível ao momento” enfrentado pelo Brasil e o mundo e que compreende os impactos dos preços dos combustíveis na vida das pessoas, mas precisa efetivar o aumento para ajustar os valores praticados no país aos do mercado internacional para evitar risco de desabastecimento interno.

PREÇOS NAS BOMBAS

De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina no país ficou em R$ 7,247 na semana encerrada no dia 11. Já o do diesel, em R$ 6,886.

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Durante o Papo Correria desta terça-feira (7), o governador Rui Costa (PT) afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) não tem competência para governar o país e quebrou a economia brasileira. “E agora quer quebrar prefeituras e estados”, emendou o petista, ao responder a pergunta de uma espectadora baiana sobre os preços elevados dos combustíveis, especialmente a gasolina.

Segundo Rui Costa, enquanto o governo federal acelera a privatização dos ativos da Petrobras, como a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, a estatal mantém a operação das suas refinarias em patamares de subutilização, produzindo menos diesel e gasolina do que o potencial de produção instalado, apesar de o país extrair mais petróleo do que o suficiente para abastecer o mercado interno.

Dessa forma, mesmo sendo produtor autossuficiente de petróleo, o Brasil importa 25% do diesel e 8% da gasolina que consome e, desde 2016, a Petrobras, que é predominante no mercado interno de combustíveis, passou a estabelecer seus preços com base nos custos de importação. O resultado dessa conta se faz sentir no bolso dos consumidores, cujo poder de compra é cada vez mais reduzido pela inflação.

Estraçalhado o país, continua o governador, Bolsonaro e o Centrão (bloco de partidos que o apoiam no Congresso) querem transferir a conta dos combustíveis para os estados e municípios, reduzindo as alíquotas do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e mantendo o lucro exorbitante dos acionistas da empresa. A redução das alíquotas afetaria também a arrecadação dos municípios, que recebem parte do montante arrecadado via ICMS por meio das transferências obrigatórias feitas pelos estados. Assista.

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No ano do seu centenário, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) escolheu Sofia Manzano para representá-lo na disputa da Presidência da República. A paulistana de 51 anos é radicada em Vitória da Conquista desde 2013, quando assumiu o cargo de professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), onde leciona Economia, sua área de pesquisa da graduação na PUC-SP ao doutorado na USP.

Ela é autora do livro Economia Política para Trabalhadores (Ed. Instituto Caio Prado Jr.), título que indica um dos desafios da sua pré-candidatura: levar ao conhecimento da classe trabalhadora as propostas dos comunistas para a economia do país.

A tarefa não é fácil. O PCB está em franca reconstrução, mas ainda longe do protagonismo que marcou sua trajetória no século passado. Some-se a isso os consensos neoliberais no debate público, promovidos por meios de comunicação de massa. As brechas estão na internet, como nas redes sociais, onde os pré-candidatos comunistas acrescentaram a sigla do partido aos seus nomes (@sofiamanzanoPCB, por exemplo) para uniformizar a identificação dos perfis.

Se a missão de falar às multidões é cheia de obstáculos, o apelo dos temas econômicos é forte e incontornável no debate eleitoral. A carestia da vida está nas gôndolas de alimentos, nos postos de combustíveis, na conta de energia, no preço do gás, etc., enquanto o salário mínimo não tem ganho real desde 2017.

Nesta entrevista ao PIMENTA, Sofia Manzano mostra como esse cenário econômico reflete o conjunto da obra do governo Bolsonaro. Também explica como o Dieese chega ao valor recomendado do salário mínimo para as despesas de uma família, que hoje seria de R$ 6,3 mil. Segundo ela, com planejamento econômico, o país tem condições de atingir esse nível de renda mensal familiar. Leia.

PIMENTA – O Comitê de Política Monetária elevou a taxa básica de juros para 12,75%, alegando que isso é necessário para conter a inflação. De um lado, a gente vê reclamações, como as da Confederação Nacional das Indústrias. De outro, tem gente da esquerda defendendo a gestão de Roberto Campos Neto. Qual é o melhor caminho para a política monetária brasileira?

Sofia Manzano – É um equívoco a gestão do Banco Central independente do Roberto Campos, porque ele está fazendo uma política monetária que visa, simplesmente, o interesse do mercado financeiro. Essa política de aumentar a taxa Selic é muito ineficiente para conter a inflação. O que eles alegam é que a inflação está – e de fato está – muito elevada e crescendo. Por isso, eles aumentam a taxa de juros, pensando sempre num modelo de teoria econômica bastante ultrapassada, que é a teoria quantitativa da moeda. A ideia de que, se os preços estão subindo, é porque a demanda está muito elevada, então tem que aumentar a taxa de juros para conter a demanda.

Só que sabemos que o nosso processo inflacionário não decorre do aumento da demanda. Muito pelo contrário. Tínhamos, antes da pandemia, quando não havia uma inflação tão elevada, uma população se alimentando e consumindo. Com a pandemia e o empobrecimento da população por causa da reforma trabalhista, hoje temos mais de cem milhões de pessoas com insegurança alimentar. Elas não têm dinheiro para comprar o básico, o alimento. Portanto, a demanda, que é a procura por bens e serviços, não está aumentando, está retraindo. A inflação atual não é causada por um excesso de demanda, mas por pressões de custo.

Quais?

A principal é a política de preços da Petrobras. O lucro trimestral da Petrobras aumentou 3.000%, R$ 44,5 bilhões. Ora, não é a Petrobras empresa: o governo que está comandando essa empresa é que faz uma política que só visa o lucro, com aumentos constantes dos combustíveis e gás, que entram no custo de toda a produção. Para produzir qualquer coisa tem que ter energia e transporte. Se a energia e o transporte sobem, o preço desses produtos vai subir.

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O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) afirmou que a iminente falta de diesel para o abastecimento do mercado interno, denunciada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), é consequência direta do desmonte que o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) impõe à Petrobras. “Não é justo a gente ter óleo, capacidade de refino e a população pagar mais caro por isso”, declarou o líder do governo Rui Costa, nesta quarta (25), em sessão extraordinária da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba).

De acordo com a FUP, o risco de desabastecimento se anuncia para o início do segundo semestre deste ano, motivado pela escassez da oferta de diesel no mercado internacional num contexto em que os estoques mundiais já estão baixos. O Brasil é autossuficiente na produção de petróleo, mas importa cerca de 25% do diesel que consome, segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP).

Ex-diretor sindical dos petroleiros, Rosemberg afirma que a gestão do governo Bolsoanro desmontou o parque de refino da Petrobras, além de ter mantido a paridade por preço de importação (PPI) para definir os preços dos combustíveis vendidos ao consumidor brasileiro, política iniciada em outubro de 2016, após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

O deputado também se referiu à oposição ao governo Rui Costa, que, segundo ele, tenta culpar o governador pelos preços dos combustíveis, como se esse fosse um problema exclusivo da Bahia. “A política de preço do Governo Federal com relação ao petróleo deve ser modificada. Todo dia eu digo, a responsabilidade é de alguns que elegeram este presidente e hoje têm vergonha de dizer que é aliado dele [Bolsonaro]”.

Na sua fala, Rosemberg também associou Jair Bolsonaro ao grupo do pré-candidato a governador ACM Neto (UB), chamado por ele de “BolsoNeto”.

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O pré-candidato a governador da Bahia pelo PT, Jerônino Rodrigues, criticou, nesta quinta-feira (12), a ameaça do governo Bolsonaro de privatizar a Petrobras. Ontem (11), em seu primeiro pronunciamento à frente do Ministério de Minas e Energia, o ministro Adolfo Sachsida revelou pedido de estudos para a privatização da petroleira.

“Nunca a gasolina esteve tão cara. Ninguém aguenta mais. Incapaz de conter a alta dos preços dos combustíveis, o presidente agora quer transferir essa responsabilidade para a iniciativa privada”, escreveu Jerônimo em uma rede social.

O petista lembrou que o governo Bolsonaro privatizou a refinaria Landulpho Alves, na Bahia. “O povo não pode pagar mais essa conta. Não à privatização da Petrobras. Não ao aumento abusivo dos combustíveis”.

Aliado do ex-presidente Lula (PT), Jerônimo afirmou que a população brasileira quer um presidente com coragem de enfrentar os problemas do país. “E não alguém que coloque nosso patrimônio à venda”, concluiu.

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Publicado nesta quarta-feira (30) o decreto que estabelece a continuidade da tributação reduzida sobre combustíveis. Com isso, o diesel, gasolina, etanol e gás de cozinha seguirão pagando ICMS com base em valores congelados em 1º de novembro de 2021. O decreto estadual reflete os termos de convênio acordado pelos fiscos estaduais.

No caso do diesel, o efeito da decisão foi manter por mais 12 meses o valor congelado para cobrança. Para os demais combustíveis, a prorrogação do congelamento foi autorizada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), por mais 90 dias, até 30 de junho.

A pesar do congelamento do ICMS nos últimos meses, os preços nas bombas seguiram aumentando em todo o país. Por isso as secretarias estaduais de Fazenda insistem em cobrar ação mais concreta por parte do Governo Federal e da Petrobras, tendo em vista já estar demonstrado que as frequentes altas registradas nas bombas decorrem da política de preços dos combustíveis atrelada ao mercado internacional.

LUCRO RECORDE

Enquanto a Petrobras registrou lucro líquido de R$ 106 bilhões em 2021, apenas a Bahia, de acordo com a Sefaz-BA, arcará com uma perda bruta de arrecadação de cerca de R$ 897 milhões entre abril e dezembro de 2022, em decorrência da prorrogação do congelamento do ICMS. O cálculo não inclui as perdas do período de janeiro a março nem aquelas decorrentes de uma eventual nova prorrogação para os congelamentos relativos à gasolina, ao etanol e ao gás de cozinha.

“A Petrobras, que gera a maior parte da sua produção em território brasileiro, com custos em reais, precisa explicar à população brasileira por que continua dolarizando os valores praticados para o consumo interno, o que tem resultado em forte pressão inflacionária”, afirma o secretário da Fazenda do Estado, Manoel Vitório.

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Com a alta nos preços dos combustíveis, principalmente sobre o diesel e a gasolina, muitas pessoas “correram” para abastecer os seus veículos (flex) com álcool. Do outro lado, existe a turma que tem medo de usar o etanol, apenas por falta de conhecimento e por ter medo do carro apresentar falhamentos ou defeitos. É preciso deixar bem claro que o sistema flex é feito para usar gasolina, etanol ou ambos em qualquer proporção.

Importante saber que, quando o combustível usado é o álcool, o carro pode apresentar um pouco mais de dificuldade para ligar, pois este tem temperatura mais fria em relação à gasolina, mas não é nada que, após duas ou três tentativas, não “resolva”. Para que não haja essa dificuldade em ligar o veículo com o motor frio, foi desenvolvido um sistema ultilizado nos carros, que pode ser um reservatório de partida a frio que deve ser abastecido somente com gasolina, ou um sistema de aquecimento do próprio combustível, e é nessa hora que ele entra em ação, fazendo com que o motor ligue sem usar o álcool.

Nos primeiros sistemas flex, quando o software não era tão desenvolvido como nos dias atuais, após o abastecimento era necessário rodar por volta de 10 quilômetros ou 15 minutos para que o sistema reconhecesse o combustível usado. Nesse intervalo poderia o carro ter um delay na aceleração ou um falhamento mínimo. Mas, com o avanço do sistema de injeção, ele leva em torno de 3 minutos, e em alguns casos pode reconhecer à medida que o sensor do nível de combustível sobe. Então, não há porque se preocupar. Você deve abastecer com o combustível que lhe conceda uma economia no bolso.

E quando se torna vantajoso abastecer com um ou outro, e se pode estar misturado?

A regra é: quando se divide o valor do álcool pelo valor da gasolina, e o resultado é 0,7 (70%) ou menor, é o momento ideal para usar o etanol.

Podem estar misturados, mas é na hora da queima que é identificado qual o combustível predomina, e é sabido através da sonda lambda (sensor de oxigênio). O meu conselho é que deixe o tanque chegar à reserva para que use um outro combustível, pois não há vantagem quando usados em iguais ou próximas proporções.

“A nossa gasolina” já vem refinada e acrescida de 27% de etanol. Então, havendo uma mistura em grande proporção, é fácil o sistema identificar como havendo somente etanol, e consumir como tal. Isso faz com que não haja uma economia financeira quando for mais vantajoso usar a gasolina já que o motor consome este menos que o álcool.

Ícaro Mota é consultor automotivo e diretor da I´CAR. A coluna é publicada às sextas-feiras.

Otto afirma que governo Bolsonaro e Petrobras impõem dolarização ao mercado brasileiro
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O senador Otto Alencar (PSD-BA) afirmou, em vídeo divulgado nesta quarta-feira (16), que a dolarização dos preços dos combustíveis no Brasil é um “roubo” contra o consumidor. Segundo ele, a situação na Bahia é mais grave devido à privatização da antiga Refinaria Landulpho Alves, vendida ano passado ao Fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos, quando passou a ser chamada de Refinaria de Mataripe.

“Aqui no meu estado, na Bahia, a 40km [de Salvador], nós temos a Refinaria de Mataripe. Ela foi vendida a um grupo privado, Mubadala. Agora, esse grupo privado está refinando petróleo do nosso estado e também do Brasil, óleo cru, para produzir o diesel e a gasolina. Pois bem, esse diesel e a gasolina estão sendo vendidos, aqui no nosso estado, 27% mais caro que em todo o Brasil”, denuncia o senador.

Para Otto, os preços mais altos cobrados aos consumidores do estado são consequência de uma privatização sem critérios para a venda dos combustíveis, problema agravado pela política de precificação da Petrobras, que segue o mercado internacional.

O senador lembra que os funcionários da refinaria baiana e da Petrobras recebem em real, mesma moeda em que os custos de manutenção das empresas do setor são pagos. Entretanto, na hora da venda, tanto a refinaria privatizada quanto a Petrobras impõem preços dolarizados ao mercado interno. “O governo Bolsonaro quer dolarizar o Brasil”, diz.

Também mencionou projetos aprovados pelo Congresso na tentativa de conter o avanço dos preços dos combustíveis. “Espero que o presidente da República coloque em andamento, possa sancionar, para que se acabe com esse roubo que a Petrobras está fazendo no bolso do povo brasileiro e, sobretudo, do povo baiano, com essa privatização da Refinaria de Mataripe”, conclui Otto Alencar.

Um dos projetos citados por Otto propõe a criação de um sistema de bandas de preços, que limitará a variação dos combustíveis no mercado interno, e uma conta federal para financiar essa ferramenta. Além disso, estabelece auxílio de até R$ 300 mensais para motoristas autônomos de baixa renda (veja aqui).

Preço da gasolina dispara no sul da Bahia|| Foto Maurício Maron
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O consumidor do sul da Bahia foi surpreendido ao estacionar em um posto de combustível para abastecer neste sábado (5). Em Itabuna, em determinados estabelecimentos, o preço da gasolina comum passou de R$ 7,14, no dia anterior, para R$ 8,28 no sábado. Um reajuste de R$ 1,14 de uma só vez.

Colocar um litro de gasolina no veículo não está nada fácil também para os consumidores de municípios como Ilhéus, Itacaré, Camacan, Itajuípe, Coaraci, Itajuípe, no sul da Bahia, e Teixeira de Freitas, Eunápolis, Nova Viçosa, Mucuri e Porto Seguro, no extremo-sul do estado. Em média, o litro do combustível ficou R$ 0,80 mais caro nas últimas horas nessas localidades. Em Eunápolis, o litro da gasolina chega a custar R$ 8,80.

Em Ilhéus, o litro da gasolina é comercializado entre R$ 8,23 e R$ 8,37. Praticamente não existe diferença de preço entre a gasolina comum e a aditivada. Em cidades como Teixeira de Freitas e Porto Seguro o reajuste na gasolina varia entre R$ 0,50 e R$ 0,80 por litro.

REFINARIA PRIVATIZADA

A administradora da Refinaria Mataripe, que abastece os municípios baianos, alega que os preços dos produtos seguem critérios de mercado. Isso leva em consideração variáveis como custo do petróleo, frete e dólar. A Acelen, empresa que pertence a um grupo árabe, no final do ano passado adquiriu a refinaria da Petrobras na Bahia e passou a fazer o processamento e comercialização de combustíveis.

Na tentativa de evitar os constantes aumentos de preços, o Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia), entrou com uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Argumenta que os preços na Bahia são maiores que os praticados pela Acelen em Alagoas, Maranhão e Amazonas.

Em comunicado, Governo da Bahia critica política de preços da Petrobras
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O Governo da Bahia anunciou, na tarde desta quinta-feira (27), que vai manter os preços de referência de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) dos combustíveis congelados por mais 60 dias. A decisão também foi seguida por outros 20 estados brasileiros.

Para desmentir notícias falsas sobre o valor do tributo, a gestão estadual esclareceu que não houve alteração das alíquotas de ICMS para combustíveis na Bahia. As frequentes altas registradas nas bombas decorrem da política de preços da Petrobras. Na Bahia, por exemplo, o preço médio do litro da gasolina passa de R$ 6,90 e já superou a marca de R$ 7,00 em diversos municípios do estado.

Conforme o governo baiano, apesar de ter a maior parte da sua produção custeada em reais, a estatal petrolífera insiste em dolarizar os valores praticados para o mercado interno, o que tem resultado em frequentes reajustes dos combustíveis e em forte pressão inflacionária. “A Petrobras precisa explicar esta política à população brasileira, que tem sido extremamente penalizada pela escalada nos preços”, diz trecho do comunicado de esclarecimento.

O texto também relembra que os estados brasileiros mantiveram os valores de referência do ICMS congelados por 90 dias, a partir de 1º de novembro de 2021, com a expectativa de que o Governo Federal e a Petrobras modificassem a política de preços da empresa, o que não aconteceu.

Clique em “leia mais” para ler o comunicado do Governo da Bahia na íntegra.

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Preço da gasolina passa de R$ 7,00 em cidades de todas as regiões do Brasil
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A Petrobras aumentou de R$ 3,09 para R$ 3,24 o preço do litro da gasolina vendida às distribuidoras, um reajuste de 4,85%, o primeiro de 2022. Já o diesel ficou 8,08% mais caro, com preço do litro saltando de R$ 3,34 para R$ 3,61. Os novos valores começaram a vigorar nesta quarta-feira (12).

Ao longo de 2021, o preço da gasolina subiu 47,49% no Brasil, enquanto o diesel e o etanol acumularam alta de 46,04% e 62,23%, respectivamente.

COMBUSTÍVEL DA INFLAÇÃO

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), um dos indicadores da inflação, foi de 10,42% em 2021 e o maior desde 2015, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda conforme o IBGE, a alta da gasolina corresponde a 2,42 pontos percentuais da inflação do ano passado.

Na primeira quinzena de 2022, todas as cinco regiões do Brasil têm cidades onde o preço do litro da gasolina passou dos R$ 7,00.

Petista também reafirmou compromisso de mudar política de preços da estatal
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou nesta terça-feira (30) o compromisso de mudar a política de preços da Petrobras, caso dispute a Presidência da República e seja eleito em 2022.

Em 2016, a estatal adotou a política de paridade dos preços dos combustíveis com o mercado internacional. A medida impôs ao mercado interno o consumo dos derivados do petróleo precificado em dólar, com o repasse frequente das variações do valor internacional da commodity para os consumidores brasileiros.

Segundo matéria publicada pelo jornal Valor Econômico na última quinta-feira (25), o preço da gasolina acumulou alta de 48% em 12 meses. Atualmente, o preço médio do litro do combustível no país oscila em torno de R$ 6,71.

“Digo em alto e bom som: nós não vamos manter essa política de preços de aumento do gás e da gasolina que a Petrobras adotou por ter nivelado os preços pelo mercado internacional. Quem tem que lucrar com a Petrobras é o povo brasileiro”, disse Lula, em entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre, nesta terça-feira (30).

Gasolina ajuda a puxar a inflação para cima
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A prévia da inflação teve alta de 1,17% em novembro, a maior variação para o mês desde 2002, quando o índice foi de 2,08%. No ano, o indicador acumula alta de 9,57% e, em 12 meses, de 10,73%, acima dos 10,34% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Em novembro de 2020, a taxa havia sido de 0,81%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o maior impacto individual no índice do mês (0,40%), a gasolina teve alta de 6,62% e influenciou o resultado dos transportes, que registraram, de longe, a maior variação (2,89%) e o maior impacto (0,61%) entre os grupos pesquisados. No ano, o combustível acumula variação de 44,83% e, em 12 meses, de 48,00%.

TRANSPORTE POR APLICATIVO

Outro destaque foi o transporte por aplicativo (16,23%), que já havia subido 11,60% em outubro. Por outro lado, houve redução nos preços das passagens aéreas (-6,34%), após altas consecutivas em setembro (28,76%) e em outubro (34,35%).

Além dos transportes, os outros oito grupos de produtos e serviços pesquisados também tiveram alta em novembro. Em habitação (1,06%), a maior contribuição foi do gás de botijão (4,34%), cujos preços subiram pelo 18° mês consecutivo, acumulando 51,05% de alta no período iniciado em junho de 2020.

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Com novo reajuste, preço da gasolina acumula alta de 73% em 2021
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A Petrobras anunciou hoje (25) que vai reajustar os preços da gasolina e do diesel em suas refinarias a partir de amanhã (26). O litro da gasolina vendido pela empresa às distribuidoras passará de R$ 2,98 para R$ 3,19, o que representa um aumento de R$ 0,21 ou de cerca de 7%.

Com o novo reajuste, o preço da gasolina acumula alta de 73% em 2021.

Já o litro do diesel passará a ser vendido por R$ 3,34 nas refinarias da Petrobras, o que representa um aumento de cerca de 9% sobre o preço médio atual, de R$ 3,06.

Gasolina acumula alta de 34,60% em 12 meses
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A Petrobras subiu em 7,2% os preços da gasolina e do gás de cozinha. O aumento anunciado nesta sexta-feira (8) não alcança o diesel, que sofreu reajuste na semana passada.

O litro da gasolina vendida nas refinarias da Petrobras subirá de R$ 2,78 para R$ 2,98. O quilo do gás sai de R$ 3,60 para R$ 3,86, o que corresponde a R$ 50,15 no caso do tradicional botijão de de 13 quilos.

O preço da gasolina acumula alta de 39,60% em 12 meses, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Já o gás de cozinha ficou 34,67% mais caro no mesmo período.