Após confronto, policiais apreenderam revólver e simulacro de pistola || Foto 70ª CIPM
Tempo de leitura: < 1minuto
A Polícia Militar recebeu denúncia de que homens estavam armados em Sambaituba, na zona rural de Ilhéus, na manhã deste domingo (6). Segundo a PM, ao chegar na comunidade, equipes do Pelotão Especial (PETO) e da Polícia Ambiental (CIPPA) foram recebidas a tiros por grupo armado.
Conforme a 70ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), os policiais revidaram e, no confronto, um dos bandidos foi baleado. O homem ferido foi levado para o Hospital Regional Costa do Cacau e socorrido por equipe médica. Não há informações sobre seu estado de saúde.
Os comparsas do homem baleado fugiram e deixaram para trás um revólver calibre 38, munições, um simulacro de pistola e 300g de maconha. O material apreendido foi levado para a 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), no centro da cidade.
Buriti inaugura primeira loja de materiais de construção em shopping center no Nordeste
Tempo de leitura: < 1minuto
Das maiores referências em materiais para reforma e construção no sul da Bahia, as Lojas Buriti completam 25 anos de fundação em 2022. O grupo possui lojas em Itabuna, Ilhéus e Itacaré, no sul da Bahia, e Jequié, no sudoeste do estado.
– É motivador saber o quanto a marca cresceu ao longo dos anos e ver quantos sonhos de reforma e construção foram realizados através das nossas lojas – afirma Luiz Ribeiro, presidente das Lojas Buriti, explicando que a data está sendo comemorada com várias promoções.
A história da Buriti começou em 1993 em Ibicaraí, no sul da Bahia. Luiz Ribeiro deixou a profissão de bancário para apostar no comércio de materiais para construção, quando, junto com Claudia Melo, fundaram a primeira loja do grupo, a Destaque.
Já em 1997, nascia a marca Buriti, quando os empresários abriram a primeira loja na Avenida J.S. Pinheiro, em Itabuna. Já em 2003, a Buriti mudou para uma área central e que concentram as maiores lojas do setor em Itabuna, na Avenida Juracy Magalhães.
EXPANSÃO
Dez anos depois de inaugurada a loja itabunense, em 2007 a Buriti chegou a Ilhéus, com uma loja no Malhado. Nos últimos dois anos, o projeto de expansão resultou na abertura de filias em Itacaré e em Jequié.
Preço da gasolina dispara no sul da Bahia|| Foto Maurício Maron
Tempo de leitura: < 1minuto
O consumidor do sul da Bahia foi surpreendido ao estacionar em um posto de combustível para abastecer neste sábado (5). Em Itabuna, em determinados estabelecimentos, o preço da gasolina comum passou de R$ 7,14, no dia anterior, para R$ 8,28 no sábado. Um reajuste de R$ 1,14 de uma só vez.
Colocar um litro de gasolina no veículo não está nada fácil também para os consumidores de municípios como Ilhéus, Itacaré, Camacan, Itajuípe, Coaraci, Itajuípe, no sul da Bahia, e Teixeira de Freitas, Eunápolis, Nova Viçosa, Mucuri e Porto Seguro, no extremo-sul do estado. Em média, o litro do combustível ficou R$ 0,80 mais caro nas últimas horas nessas localidades. Em Eunápolis, o litro da gasolina chega a custar R$ 8,80.
Em Ilhéus, o litro da gasolina é comercializado entre R$ 8,23 e R$ 8,37. Praticamente não existe diferença de preço entre a gasolina comum e a aditivada. Em cidades como Teixeira de Freitas e Porto Seguro o reajuste na gasolina varia entre R$ 0,50 e R$ 0,80 por litro.
REFINARIA PRIVATIZADA
A administradora da Refinaria Mataripe, que abastece os municípios baianos, alega que os preços dos produtos seguem critérios de mercado. Isso leva em consideração variáveis como custo do petróleo, frete e dólar. A Acelen, empresa que pertence a um grupo árabe, no final do ano passado adquiriu a refinaria da Petrobras na Bahia e passou a fazer o processamento e comercialização de combustíveis.
Na tentativa de evitar os constantes aumentos de preços, o Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis Bahia), entrou com uma representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE). Argumenta que os preços na Bahia são maiores que os praticados pela Acelen em Alagoas, Maranhão e Amazonas.
Governo da Bahia libera Cruzeiros em Ilhéus e Salvador
Tempo de leitura: < 1minuto
Os portos de Ilhéus e Salvador estão autorizados a receber transatlânticos a partir de segunda-feira (7), desde que sejam cumpridos os protocolos de segurança sanitária. A inclusão da Bahia nos roteiros das embarcações só depende agora de decisão da Associação Brasileira dos Navios de Cruzeiros (Clia).
A liberação pelo Governo da Bahia ocorre após uma avaliação da Secretaria da Saúde (Sesab). Segundo o estudo, a partir de 4 de fevereiro houve redução consistente do número de casos ativos de Covid-19 no estado, com registro de diminuição de quase 37 mil, naquela data, para 4.774 casos, registrados nesta sexta-feira (4), o que indica uma melhoria no cenário epidemiológico.
Foi destacado ainda o avanço da cobertura vacinal, que alcançou mais de 10,3 milhões de baianos vacinados com a segunda dose do imunizante contra o coronavírus.
A atracação de navios com turistas na Bahia estava suspensa desde o início de janeiro deste ano, quando Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acatou pedido da Secretaria Estadual de Saúde.A Sesab fez a solicitação após 46 pessoas, que desembarcariam num navio em Salvador, testarem positivo. Na época, a embarcação seguiu para Santos, em São Paulo.
Policiais militares faziam ronda na BR-251 (Rodovia Pontal-Buerarema), na manhã desta sexta-feira (4), para averiguar informação de que um carro roubado em Ilhéus estaria naquela estrada.
Ao chegar no local indicado, a guarnição da 69ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) encontrou um homem abastecendo um Ford KA branco, que havia sido roubado na última terça-feira (1º), nas proximidades da Cabana Soro Caseiro, litoral sul da cidade.
Quando percebeu a aproximação dos policiais, segundo a PM, o homem fez disparos de arma de fogo contra a guarnição e fugiu em direção à mata. Nenhum policial foi atingido. O suspeito não foi localizado até o momento.
O carro recuperado foi levado para a 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), no centro de Ilhéus.
Cantora e compositora Eloah Monteiro será a artista da semana na programação da Educadora FM e TVE
Tempo de leitura: < 1minuto
A cantora e compositora ilheese Eloah Monteiro terá suas novas músicas promovidas pelo Selo Educadora FM Independente. A iniciativa divulga lançamentos independentes de álbuns ou EPs, numa articulação entre a Rádio Educadora FM, a TVE e as redes sociais das emissoras públicas baianas.
O álbum ‘Em Primeiro Lugar’ tem 12 faixas e aborda, de forma leve – e muitas vezes descontraída -, os dilemas amorosos, posições políticas e experiências que contribuem na construção da visão de mundo da artista.
Dona de uma voz marcante, Eloah Monteiro é mulher preta, mãe, bissexual e sul-baiana. Cantora, compositora e atriz há mais de 20 anos, foi finalista do Festival de Música da Rádio Educadora FM, em 2019.
Sua performance com músicas autorais e versões de grandes artistas da música popular brasileira já abrilhantaram os palcos de diversos concertos, eventos literários e apresentações na Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Buenos Aires.
ESSA É PRA TOCAR NO RÁDIO, NA TV E NAS REDES
A promoção do trabalho de Eloah será na próxima semana, durante toda a programação da rádio, na TVE e nas redes sociais. No dia 11 de março, às 12h, a artista será entrevistada no programa Multicultura.
O nome do disco carrega o sentido de autoconhecimento, amor próprio e autoconfiança. No álbum ‘Em primeiro lugar’, a artista dá a volta por cima dos sentimentos de inferioridade e impotência provocados pelos preconceitos, e exalta a música da mulher negra sul-baiana.
O trabalho tem direção musical da percussionista Ticiana Belmonte, baixo de Vanessa Chalup e participações de Laís Marques, entre outros músicos de peso. A captação foi realizada nos estúdios Canoa Sonora, Lukas Horus e Mr. Lagos, este último sendo responsável também pelos beats e processos de mixagem e masterização do álbum.
Genilton Inácio olha o barranco atrás da casa da família, onde sua esposa foi soterrada || Fotos Jaque Cerqueira
Tempo de leitura: 8minutos
Dois meses após tragédia no sul da Bahia, várias famílias ainda vivem em áreas condenadas e sem apoio do poder público
Jaque Cerqueira
É com profunda tristeza que o senhor Genilton Inácio de Souza lembra o dia em que um barranco desmoronou e invadiu a casa onde ele mora com a esposa, a filha e uma neta. O barro invadiu a cozinha, o banheiro e um quarto.
Sua mulher, Solange, que no momento da chuva estava nos fundos do terreno, fazendo uma valeta para que a água escoasse, ficou soterrada pelo barro. Milagrosamente, foi resgatada por vizinhos e hospitalizada com vários ferimentos graves. Hoje, está recuperada dos traumas físicos, mas permanecem as sequelas emocionais.
A história do senhor Genilton, que mora no Basílio, em Ilhéus, é apenas uma dentre várias de sofrimento e abandono. As chuvas de dezembro só colocaram em evidência o antigo problema das encostas na cidade, que é um dos principais destinos turísticos da Bahia e do Brasil, consagrada pelas obras do escritor Jorge Amado.
A Defesa Civil chegou a mapear 48 áreas de risco, onde vivem cerca de 5 mil famílias. Em dezembro, a Prefeitura de Ilhéus decretou estado de calamidade pública por causa dos temporais.
Alto do Basílio em Ilhéus: moradores vivem com medo constante
Na Avenida Palmares, localizada no Alto do Basílio, aproximadamente sessenta famílias foram atingidas direta ou indiretamente pelo deslizamento de encostas. Bairros como Teotônio Vilela, Banco da Vitória, Alto da Soledade, Alto da Tapera e outros tantos ainda sofrem com as consequências da chuva e também com o descaso do poder público.
Dona Maria Lúcia diante da casa que foi obrigada a deixar após queda de barranco
Na Avenida Palmares, também entrevistamos dona Maria Lúcia, que teve a casa invadida pelo barranco e perdeu quase todos os móveis. Com voz embargada e olhos marejados, lamenta a situação em que vive.
Ela saiu da casa onde morava com a família e hoje precisa pagar aluguel para viver em um local seguro. Contudo, diz não receber nenhum tipo de auxílio do poder municipal. “Além de pagar aluguel, água e luz da casa onde estou morando, tenho que pagar água e luz da minha casa, que está fechada, para não cortarem o funcionamento e acumular as dívidas”, conta Maria Lúcia.
Com o marido desempregado, ela se desdobra para arcar com as despesas e ainda enfrenta a dificuldade de ter perdido vários móveis e eletrodomésticos.
Funcionários da Defesa Civil fizeram cadastros e preencheram formulários, mas, até o momento, nenhuma política pública foi efetivada no local, como o auxílio-aluguel. Também não foi feita qualquer avaliação técnica do terreno para obras de contenção da perigosíssima encosta ao fundo de 60 residências.
Cozinha de Maria Lúcia destruída por queda de barranco
O prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD), anunciou, em fevereiro, o pagamento de aluguel social para famílias que vivem em áreas condenadas. Entretanto, moradores do Basílio questionam a informação e relatam não ter recebido tal auxílio.
“Não tivemos apoio em nada. Não recebemos nem cesta básica. Agora, fomos informados que se tirarmos o barro de dentro de casa e colocarmos na rua, seremos multados pela Prefeitura”, lamenta Genilton Souza, em tom desolado, diante do dilema.
Se deixar o barro dentro da casa, não poderá viver ali, pois a situação é insalubre e caótica; se retirar o barro, será multado. A pobreza é duplamente penalizada.
Mais de 60 dias após a enchente, vemos nas ruas de Ilhéus amontoados de lama, como na Avenida Princesa Isabel, importante ligação do centro com a rodoviária. Moradores retiraram o barro das residências com as próprias mãos. Passados dois meses, a Prefeitura não fez nenhuma limpeza. Além da sujeira, o barro causa transtornos ao trânsito de pedestres e veículos.
A FORÇA DO VOLUNTARIADO
Assim como no Alto do Basílio, moradores do Teotônio Vilela tiveram suas casas afetadas pelas chuvas desde 10 de dezembro. Foi uma recorrência de sofrimentos e alagamentos até 1º de janeiro.
Sem atuação do poder público municipal, contam com a mobilização de instituições que fazem trabalho voluntário. Constatamos que as ruas pavimentadas não receberam qualquer obra de melhoria. Quanto às de barro, não existe previsão orçamentária de pavimentação.
Vanessa Cardoso mora com duas filhas na rua Amanda das Neves, no bairro Teotônio Vilela. Um córrego passa na frente da casa e, com as chuvas, a água invadiu a residência, chegando a atingir um metro de altura.
A família passou semanas numa escola pública que acolheu desabrigados. Além de perder o pouco que tinha, Vanessa precisa de um local seguro para viver com as filhas. Toda a assistência que recebeu, até o momento, veio de doações da comunidade, a exemplo de alimentação, roupas, medicamentos e móveis.
Rua Amanda Neves, no Teotônio Vilela, bairro que acabar de completar 40 anos
AÇÕES DO GRUPO AMIGOS DA PRAIA
O Grupo Amigos da Praia (GAP) se uniu para apoiar as famílias afetadas. O trabalho da ONG, ainda em andamento, é feito em três etapas. A primeira foi a arrecadação de alimentos e outros donativos na ajuda humanitária emergencial; a segunda foi a realização de resgates e transporte de pessoas em áreas alagadas.
Percebeu-se a necessidade de levar atendimento médico às famílias atingidas pelas chuvas, principalmente em áreas de difícil acesso, como Banco do Pedro, Sambaituba, Castelo Novo, Lagoa Encantada e outras áreas rurais.
A terceira fase é a distribuição digna de roupas, calçados e utensílios doados por milhares de pessoas. No Bazar Solidário, cada ente da família tem liberdade e autonomia para escolher os itens necessários ao recomeço de seus lares.
Em outra frente, o GAP mobilizou-se com pescadores locais para limpar trechos do Rio Almada, onde plantas aquáticas formaram ilhas que impediam a navegação e o transporte dos donativos. A limpeza facilitou o acesso de barcos a várias comunidades que precisavam de atenção, como Lagoa Encantada, Urucutuca, Campinhos, Vila Juerana, Aritaguá e Sambaituba.
“Não podíamos transportar todos os alimentos doados por terra. A situação piorava, porque as pequenas canoas, aquelas que passavam nos caminhos estreitos, têm limite de carga pequeno. Imagina transportar uma ou duas cestas básicas por viagem, sendo que a quantidade de ribeirinhos é gigantesca na zona norte de Ilhéus”, relembra Gabriel Macedo, presidente do GAP e técnico da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf).
Na última fase da operação humanitária, o GAP avalia, de forma pontual, casas que precisam de pequenos reparos ou mesmo ser reconstruídas, principalmente nos bairros Teotônio Vilela e Salobrinho.
São várias famílias que necessitam de intervenção urgente em suas residências e, hoje, só podem contar com o voluntariado e o engajamento comunitário. O número de desalojados é grande. Diversas pessoas ainda estão em casas de parentes e vizinhos. Dessa forma, sequer entram na estatística oficial.
Segundo contato com a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SPS), apenas 26 pessoas receberam aluguel social, o que não corresponde à necessidade real da população afetada.
Limpeza do Rio Almada contou apenas com trabalho voluntário
Diante do cenário devastador na região, apenas uma junção de iniciativas poderá amenizar os transtornos causados, sendo a efetivação da política pública de moradia a mais relevante.
Além de medidas emergenciais, como auxílio-aluguel, para retirar as pessoas que ainda se encontram em áreas de extremo risco, é necessária a implantação de políticas voltadas ao planejamento do uso e gerenciamento do solo, como zoneamento geoambiental, planos preventivos de defesa civil e educação ambiental.
Em Ilhéus, negligenciar a necessidade de contenção de encostas, implantação de sistemas de drenagem e reurbanização de áreas degradadas é ocultar uma tragédia anunciada.
Ao todo, 25 pessoas morreram em decorrência dos temporais que atingiram toda a Bahia e 661.508 foram afetadas. Vidas perdidas, famílias inteiras sem moradia e outras tantas ainda vivendo em áreas de risco.
Mesmo esse cenário trágico e catastrófico parece não comover quem, por lei, tem a responsabilidade de intervir na resolução de problemas e, no mínimo, amenizar o sofrimento humano.
FRUSTRAÇÃO ILHEENSE
No final de janeiro, o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), autorizou obras de requalificação urbanística em 37 municípios afetados pelas chuvas na Bahia. Para isso, foram disponibilizados cerca de R$ 57 milhões de recursos estaduais.
Serão feitas 43 intervenções, por meio de convênios com o órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia. O que espanta e frustra os moradores que sofrem as consequências das chuvas em Ilhéus é que a cidade não foi incluída em nenhum dos projetos de pavimentação e implantação ou requalificação de equipamentos urbanos.
Ainda em janeiro, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou o início do Programa Bahia Minha Casa, que deverá construir residências para as famílias que viviam em áreas afetadas pelas enchentes. O trabalho será uma parceria entre as secretarias estaduais de Desenvolvimento Urbano (Sedur), via Conder, e de Relações Institucionais (Serin).
Segundo o secretário de Relações Institucionais Luiz Caetano, os prefeitos e as prefeitas precisam fazer o cadastramento das famílias que tiveram 100% de perda das casas.
Ainda segundo o secretário, muitos municípios têm atrasado esse cadastramento, o que impossibilita o acesso dessas famílias ao benefício. Atrasar este tipo de cadastro é condenar estas famílias ao relento.
TRAGÉDIAS E MORTES VIRAM ROTINA
Nos últimos meses, o Brasil inteiro vê perplexo a quantidade de famílias desabrigadas e inúmeras vidas perdidas após uma sequência de desastres ambientais, principalmente nos estados da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
As tragédias são reflexos, principalmente, da falta de planejamento urbano e de suas áreas de risco. À essa situação, juntam-se as mudanças climáticas intensificadas pela ação humana, conforme pesquisas científicas amplamente divulgadas.
Área de deslizamento de terra em Petrópolis || Foto Florian Plaucher/AFP
Em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, 232 pessoas morreram após as fortes chuvas que atingiram a região. A Defesa Civil registrou 2.199 ocorrências desde o dia 15 de fevereiro, sendo 1.764 por deslizamentos.
Ainda segundo a Defesa Civil, com base nos dados disponíveis até 24 de fevereiro, dos 208 mortos identificados até aquela data, 124 são mulheres e 84 homens.
O que mais espanta é que, após as tragédias, não existe nenhuma ação que resulte na identificação de responsabilidades pelo ocorrido, seja por omissão ou pela falta de medidas administrativas e ações capazes de prevenir ou amenizar novas ocorrências.
Já é de conhecimento público que a ocupação desordenada do solo, como construções em montanhas, fundos de vale e margens de cursos d’água, é prenúncio de tragédia. Porém, essa realidade se repete em praticamente todo o país.
Assim como Petrópolis, o relevo de Ilhéus, o tipo de solo e as condições pluviométricas associadas à ocupação irregular resultam em uma série de ocorrências nos períodos de chuva forte e levam, rotineira e exaustivamente, à perda de vidas, além dos danos materiais.
O que se espera do poder constituído são políticas públicas que orientem o crescimento urbano para áreas que não ofereçam risco à população; que realize planos de contingência e tenha programa de mitigação dos impactos da crise climática global.
No entanto, após tantas tragédias, o que de fato foi feito? Em Ilhéus, as ocupações ao longo das margens dos rios, mangues e encostas não param de se expandir. A única certeza é a de que, mesmo com tanta tecnologia e recursos, não há planejamento urbano e infraestrutura eficazes para o crescimento sustentável das cidades.
Risco de novo deslizamento ameaça moradores da comunidade || Foto Liliane Menezes
Tempo de leitura: < 1minuto
Na manhã de hoje (3), durante a chuva intensa que atingiu Ilhéus, no sul da Bahia, parte da encosta do Alto da Cascalheira cedeu. A massa de lama e vegetação deslizou sobre a escadaria e o beco da Carol, que dão acesso à comunidade pela Avenida Princesa Isabel.
Ao PIMENTA, Ana Cristina Assis, moradora da Princesa Isabel, informou que a passagem continuava interditada até as 21h15min desta quarta-feira.
Também explicou que, devido à interdição, para deixar o Alto da Cascalheira, os moradores precisam passar pelas casas dos vizinhos que moram do outro lado do morro. Assim, conseguem acessar a escadaria do Alto Santa Inês.
O risco de novos deslizamentos ameaça moradores do alto, assim como os das casas que ficam imediatamente abaixo dele. Segundo Ana e outros moradores, a Defesa Civil de Ilhéus foi acionada, mas ainda não apareceu no local.
Imagens de cinegrafistas amadores mostram pontos de alagamento na cidade
Tempo de leitura: < 1minuto
Cinegrafistas amadores registraram imagens dos alagamentos provocados pela chuva intensa que atingiu Ilhéus na manhã desta quinta-feira (3). Os pontos alagados foram no bairro Malhado, na Avenida Itabuna, no bairro Cidade Nova e no Calçadão da Marquês de Paranaguá, centro comercial e histórico da cidade. Assista.
DEFESA CIVIL EMITE ALERTA
Além do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que classificou a intensidade da chuva prevista para Ilhéus com alerta laranja (veja aqui), a Defesa Civil do município pediu atenção redobrada ao risco de alagamentos e deslizamentos de encostas. Casos de emergências devem ser comunicados ao órgão por meio dos telefones (73) 98836-2753 e 99907-2418.
Segundo a Defesa Civil, o volume das chuvas em Ilhéus pode chegar a 93mm até o próximo sábado (5).
Inmet prevê até 100mm de chuva em Ilhéus nesta quinta-feira (3) || Foto Pimenta
Tempo de leitura: < 1minuto
Na manhã desta quinta-feira (3), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja para classificar a intensidade da chuva que cai em Ilhéus, no sul da Bahia.
Conforme a previsão, são esperados de 30mm a 60mm de chuva por hora no município ou de 50mm a 100mm por dia, com ventos intensos de 60 a 100 km/h.
O instituto também aponta risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
Registrada às 10h desta quinta, a imagem desta publicação mostra a intensidade da chuva na região central de Ilhéus.
Ilhéus tem mais de 100 mil vacinados contra a Covid-19
Tempo de leitura: < 1minuto
A Secretaria de Saúde de Ilhéus (Sesau) informou, nesta quarta-feira (2), que o município superou a marca de 100 mil pessoas vacinadas contra o novo coronavírus. Confirmou ainda que a segunda dose dos imunizantes já foi aplicada em 84,10% da população com idade igual ou superior a 12 anos.
Já a procura pela dose de reforço está baixa em Ilhéus, mesmo com as estratégias adotadas para facilitar o acesso do público aos pontos de imunização, conforme a Sesau. Entre as medidas para possibilitar que mais pessoas tomem a terceira dose estão a vacinação noturna e a descentralização do serviço.
Estão aptas a tomar a dose de reforço pessoas acima de 18 anos que receberam a 2ª há quatro meses ou mais. Basta comparecer aos pontos de imunização informados diariamente. Mais de 45 mil pessoas estão com a vacina atrasada em Ilhéus.
Campus da Faculdade de Ilhéus, na zona sul, abrigará os cursos da FMT || Foto Victor Rezende
Tempo de leitura: < 1minuto
Os cursos de graduação e de pós-graduação da Madre Thaís (FMT) passam a funcionar na sede da Faculdade de Ilhéus, na zona sul, segundo anúncio feito, no início desta tarde de Quarta-Feira de Cinzas (2). A transferência ocorre mais de um mês após a compra da FMT pela Faculdade de Ilhéus. O atendimento no novo endereço começa nesta quinta (3).
A diretora acadêmica Sandra Milanesi explica que o semestre letivo dos cursos de graduação da Faculdade de Ilhéus começou em 21 de fevereiro. Neles, foram também incluídos os alunos transferidos dos cursos de Administração, Direito, Enfermagem e Engenharia Civil da Faculdade Madre Thaís, por essas graduações serem oferecidas na Faculdade de Ilhéus.
Desta forma, o semestre letivo se inicia amanhã (3) para alunos e professores dos cursos de Arquitetura, Biomedicina, Engenharia Elétrica, Fisioterapia, Gastronomia, Logística, Serviço Social e Recursos Humanos. A diretora Sandra Milanesi enfatiza que todo o processo de negociação entre as duas instituições levou em consideração o fato de não causar descontinuidade no andamento dos cursos da Faculdade Madre Thaís.
À esquerda, pouco antes da queda, Gabriel aparece dependurado na lateral do ônibus
Tempo de leitura: < 1minuto
Um jovem de 22 anos se feriu após cair de um ônibus customizado como trenzinho da alegria, na tarde desta segunda-feira (28), em Ilhéus. Ele quebrou um dos braços e foi levado ao Hospital Regional Costa do Cacau, na mesma cidade do sul da Bahia.
No momento do acidente, o animador Gabriel Ribeiro Alves e um colega de trabalho estavam dependurados na lateral direita do veículo, que havia acabado de cruzar a ponte Jorge Amado, na BA-001, em direção à zona sul da cidade. Outro ônibus customizado seguia na pista à direita.
Quando os dois ônibus se emparelharam, o motorista do veículo onde Gabriel estava deu sinal e virou à direita. O movimento imprensou os animadores contra o ônibus ao lado e derrubou Gabriel, que caiu em frente ao Mar Aberto Music Bar. O motorista do outro ônibus freou bruscamente para não atropelá-lo e parou a menos de dois metros da vítima.
Imagens do acidente indicam que, além do braço, o jovem também bateu a cabeça no chão. A ocorrência foi registrada na 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin). Com informações do site FRN.
Moto apreendida foi roubada no Alto da Conquista, na última quarta-feira (23)
Tempo de leitura: < 1minuto
A Polícia Militar recuperou, na noite de sábado (26), uma motocicleta que havia sido roubada quarta-feira (23) no Alto da Conquista, em Ilhéus, sul da Bahia.
Segundo a 69ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), a moto estava com um homem na Avenida Nossa Senhora Aparecida, perto do Opaba Praia Hotel. Quando os policiais se aproximaram para abordá-lo, o suspeito fugiu, abandonou o veículo e conseguiu escapar pulando o muro do Aeroporto Jorge Amado.
A motocicleta, uma CG Honda (placa RCV 3J18), foi levada para a delegacia da Polícia Civil, no centro da cidade.
Antes da prisão, dupla tentou fugir dos policiais em uma moto || Foto 70ª CIPM
Tempo de leitura: < 1minuto
Policiais militares prenderam dois homens com uma arma na Avenida Esperança, em Ilhéus, na noite deste domingo (27). Segundo a 70ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), eles estavam em uma motocicleta e tentaram fugir da abordagem policial.
A guarnição alcançou a dupla ainda na zona norte da cidade. Ao revistar os suspeitos, os policiais encontraram um revólver calibre 38, além de munições e drogas.
Os homens, a moto e o material apreendido foram levados para a 7ª Coordenadoria da Polícia do Interior (Coorpin), no centro de Ilhéus.