Tempo de leitura: 2 minutos

Um dos eventos que vêm se consolidando como referência no debate sobre saúde mental no sul da Bahia, o Workshop Setembro Amarelo, chega à terceira edição em Itabuna. O encontro será no próximo dia 19 de setembro, das 8h às 16h30, no auditório do Colégio Batista de Itabuna (CBI), no Conceição. A programação terá mesa-redonda, palestras e painel com especialistas de diferentes áreas.

A mesa-redonda Fibromialgia além da dor: um olhar integrado sobre o corpo, a mente e o autocuidado abre a programação. Participam do debate a neuropsicóloga Lilia Viana, o médico psiquiatra Afonso Caio, a nutricionista Rebeca Cazais, a advogada Danielle Novais e a presidente da Associação de Fibromialgia de Itabuna, Josimara Brito.

Na sequência, o workshop contará com um ciclo de palestras sobre diferentes aspectos relacionados à saúde mental.

A médica psiquiatra Thatiana Paz abordará o tema O cuidado além do diagnóstico: saúde mental na parentalidade atípica, discutindo os desafios emocionais e psicológicos enfrentados por famílias que vivenciam a parentalidade atípica.

Já a psicóloga Geyva Vieira ministrará a palestra A epidemia invisível: como a solidão afeta a saúde mental no mundo conectado. A proposta é promover uma reflexão sobre os impactos do isolamento e da solidão em uma sociedade cada vez mais conectada pelas tecnologias.

A programação contará ainda com o painel Saúde mental e educação financeira: do endividamento ao vício em jogos, com a participação da psicóloga Rebeca Faislon e das educadoras financeiras Arise Teotônio e Nathali Teotônio.

INSCRIÇÕES

Para participar do 3º Workshop Setembro Amarelo, basta doar produtos de limpeza e de higiene pessoal, que serão destinados a uma ação social. As inscrições podem ser feitas na secretaria da Igreja Batista Teosópolis ou por meio do QR Code disponibilizado pela organização (confira abaixo).

 

O evento é promovido pelo Núcleo Psi-ABCT do Ministério da Ação Social da Igreja Batista Teosópolis de Itabuna.

SAÚDE MENTAL EM DEBATE

A programação ocorre em meio ao crescimento dos afastamentos do trabalho relacionados à saúde mental. Dados oficiais apontam que os afastamentos por transtornos mentais e comportamentais cresceram 203% no último ano, na Bahia, reforçando a importância da discussão sobre prevenção, cuidado e qualidade de vida.

O percentual foi apurado no comparativo de 2014 com 2024 pela plataforma SmartLab BR, do Ministério Público do Trabalho na Bahia, numa parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre prevenção do suicídio e valorização da vida, e o workshop busca ampliar esse debate a partir de diferentes perspectivas profissionais e sociais.

Marcelo Veras profere palestra em Ilhéus || Foto FPSB/Divulgação
Tempo de leitura: 3 minutos

Do PIMENTA

O crescimento do número de suicídios entre pessoas de 10 a 19 anos acompanha a popularização dos smartphones. A coincidência histórica foi apontada pelo psiquiatra e psicanalista Marcelo Veras durante a conferência “Saúde mental na era da IA: o que a psicanálise tem a dizer”, na quinta-feira (23), no Teatro Municipal de Ilhéus.

Veras chamou atenção para uma mudança no perfil das mortes por suicídio. “Nunca antes ocorreu de a faixa de 10 a 19 anos se matar tanto quanto agora”, afirmou. Em seguida, lançou a pergunta que orientou parte da palestra: “Por que os jovens de 10 a 19 anos estão se matando tanto?”

O psicanalista observou que o aumento coincide com o período em que o smartphone passou a integrar de forma permanente a vida dos adolescentes. “Coincide a escalada do suicídio de jovens de 10 a 19 anos com o quê? Com o smartphone. Com a época em que todos os jovens têm na mão quase um novo órgão de gozo”, disse.

Dados oficiais confirmam a dimensão do problema, embora não permitam atribuir as mortes a uma única causa. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil contabilizou 1.075 suicídios entre pessoas de 15 a 19 anos em 2021. Naquele ano, as lesões autoprovocadas foram a terceira principal causa de morte nessa faixa etária. Entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, houve 224 mortes.

A relação entre redes sociais e saúde mental também é tratada com cautela pela literatura científica. Pesquisas apontam associações entre o uso problemático das plataformas e fatores como depressão, ansiedade, isolamento, perda de sono, exposição ao bullying e comportamentos suicidas. Os estudos não autorizam, no entanto, a conclusão de que o smartphone, isoladamente, provoque suicídios. O fenômeno envolve condições individuais, familiares, sociais e econômicas.

O TEMPO NECESSÁRIO PARA COMPREENDER

Marcelo Veras recorreu ao pensamento do famoso psicanalista francês Jacques Lacan para explicar como a velocidade do ambiente digital pode afetar a elaboração das experiências. Lacan divide o chamado tempo lógico em três movimentos: “instante de ver, tempo para compreender e momento de concluir”.

O instante de ver corresponde ao primeiro contato com uma situação. O momento de concluir leva o indivíduo a decidir como agir. Entre os dois está o tempo para compreender. É nesse intervalo que a pessoa reflete, confronta impressões, recupera outras informações e considera a presença e a perspectiva do outro.

“É ali que a gente pensa”, resumiu Veras. “O instante de ver você não pensa. Você vê e aí você pensa. E aí vai concluir.” Para o psicanalista, o instante de ver e o momento de concluir pertencem ao sujeito. O tempo de compreender depende da relação com o outro e da possibilidade de construir sentidos.

As redes sociais comprimem justamente esse intervalo, segundo o palestrante. O usuário vê uma imagem, reage e passa imediatamente para outra. “O que acontece quando o tempo de experiência, de dialogar e de conversar com o outro é reduzido a 20 segundos? É o outro que é esvaziado. Significa que nós vemos e concluímos muito rapidamente”, explicou.

Na interpretação apresentada por Veras, essa passagem acelerada da percepção para a conclusão ajuda a entender tanto a propagação de notícias falsas quanto determinadas respostas impulsivas ao sofrimento. O problema não estaria apenas no conteúdo exibido pelas telas, mas também no ritmo imposto ao pensamento.

O psicanalista citou o acolhimento de pessoas com pensamentos suicidas para mostrar a importância de ampliar esse intervalo. Em vez de oferecer uma ajuda vaga, aconselhou que familiares e amigos criem compromissos concretos: marcar uma ligação, combinar um novo encontro e manter contato. “O que você faz quando faz isso? Você dilata os 20 segundos. Então você tira a pessoa do instante de ver para o momento de concluir”, afirmou.

A VIDA COMO UMA PLAYLIST

Outro conceito apresentado na palestra foi o de “vida como uma playlist”. Veras usou a expressão para explicar o funcionamento dos algoritmos, que identificam preferências e passam a oferecer conteúdos semelhantes de forma contínua. “Se você gostou desta série, provavelmente vai gostar daquela. Se gostou desta música, provavelmente vai gostar daquela”, exemplificou.

Na avaliação dele, essa personalização não busca apenas facilitar a experiência do usuário. Seu objetivo central é prolongar o consumo e aumentar a dependência das plataformas. “A rede é tudo menos social, porque é feita para nos nichar, nos enquadrar naquilo que nós mesmos buscamos. É uma rede narcísica”, declarou.

O mecanismo forma bolhas com pouca disposição para o diálogo. Ao receber repetidamente aquilo que confirma seus gostos, medos ou rejeições, o usuário encontra menos espaço para a diferença. Os algoritmos também exploram conteúdos capazes de provocar indignação e horror, emoções que estimulam reações imediatas e compartilhamentos.

Veras ainda relacionou a oferta permanente de conteúdos à dificuldade de esperar. Filmes, séries, músicas, compras e respostas estão disponíveis sob demanda. “Essa geração mais nova, que tem tudo on demand, não suporta esperar, não suporta a frustração”, afirmou.

Apesar das críticas, Marcelo Veras afastou uma visão de rejeição absoluta à tecnologia. Para ele, a inteligência artificial pode contribuir com a saúde mental desde que fortaleça a escuta e os vínculos, em vez de substituir as relações humanas. “A gente pode usar a inteligência artificial para coisas maravilhosas. Mas, na saúde mental, ela tem que ser usada para nos aproximar do humano.”

Tempo de leitura: 5 minutos

Nos últimos anos, a busca por metas físicas ganhou espaço no cotidiano de milhões de pessoas. Seja o objetivo de correr uma maratona, ganhar massa muscular, melhorar a saúde ou simplesmente manter uma rotina ativa, a definição de metas ligadas ao corpo tem impactado não apenas o condicionamento físico, mas também a forma como as pessoas pensam, se organizam e lidam com desafios.

Especialistas em comportamento humano apontam que o estabelecimento de objetivos claros relacionados ao corpo tende a provocar mudanças profundas na mentalidade. Isso ocorre porque metas físicas exigem disciplina, planejamento e consistência, características que acabam influenciando outras áreas da vida.

Além disso, quando alguém decide transformar hábitos ligados à saúde e ao bem-estar, geralmente passa a desenvolver uma relação diferente com o próprio tempo, com a alimentação e com a forma de encarar dificuldades.

O PODER DAS METAS NO COMPORTAMENTO HUMANO

Definir metas é uma estratégia amplamente utilizada em diversas áreas da vida, desde a carreira profissional até o desenvolvimento pessoal. No caso das metas físicas, esse mecanismo pode ser ainda mais poderoso, já que envolve resultados tangíveis e perceptíveis no próprio corpo.

Quando uma pessoa estabelece um objetivo concreto, como correr cinco quilômetros sem parar ou reduzir o percentual de gordura corporal, ela passa a organizar suas ações em torno desse propósito. Isso cria um ciclo de motivação, no qual pequenos progressos reforçam o comprometimento com o objetivo final.

A psicologia do comportamento explica que metas claras ajudam a manter o foco e reduzem a tendência à procrastinação. No caso da atividade física, essa lógica se aplica de forma direta. Quem possui um objetivo definido tende a manter uma rotina de treinos mais consistente e disciplinada.

Outro aspecto importante é a sensação de conquista. Cada etapa alcançada gera um sentimento de progresso, o que reforça a autoestima e estimula a continuidade do processo.

A DISCIPLINA QUE NASCE DO EXERCÍCIO FÍSICO

Metas físicas raramente são alcançadas sem disciplina. A necessidade de manter treinos regulares, ajustar hábitos alimentares e equilibrar descanso e esforço faz com que muitas pessoas desenvolvam uma nova mentalidade em relação ao compromisso com objetivos.

Esse processo costuma gerar reflexos positivos em outras áreas da vida. Pessoas que adotam uma rotina estruturada de exercícios frequentemente relatam melhora na produtividade no trabalho, maior capacidade de concentração e melhor gestão do tempo.

A repetição de hábitos saudáveis também fortalece a sensação de autocontrole. Quando alguém percebe que é capaz de manter uma rotina de treinos por semanas ou meses, essa percepção tende a se refletir em outras metas pessoais ou profissionais.

Por esse motivo, muitas pessoas passam a pesquisar mais sobre nutrição, suplementação e recuperação muscular. Em meio a esse interesse crescente, surgem discussões sobre diferentes recursos que podem contribuir para o desempenho físico, como estratégias alimentares, descanso adequado e até compostos naturais que auxiliam no metabolismo, tal como o phytgen cápsulas para a queima de calorias.

Independentemente das escolhas individuais, o ponto central é que o processo de buscar resultados físicos costuma estimular maior consciência sobre o funcionamento do corpo.

Leia Mais

Beatriz Dutra em palestra para funcionários do HRCC, em Ilhéus || Foto Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, promoveu palestra com o tema Relações Saudáveis e Gestão do Estresse no Ambiente Hospitalar, ministrada pela psicóloga Beatriz Dutra. A atividade, organizada pela equipe de Medicina do Trabalho (Sesmt-HRCC), reuniu colaboradores da unidade para dialogar sobre a saúde mental dos profissionais que atuam na área da Saúde, principalmente no ambiente hospitalar, no dia 28.

“Discutimos sobre relações interpessoais, estresse no trabalho, saúde mental e comunicação assertiva. Foi um momento muito especial, repleto de troca, interação e reflexão, com participação e colaboração ativa da equipe do HRCC. Sem dúvidas, saí com a sensação de missão cumprida”, afirmou Beatriz Dutra.

Para a psicóloga, quando falamos de saúde, não podemos esquecer de olhar também para quem cuida. “Relações saudáveis, autocuidado e saúde mental são pilares fundamentais para um ambiente de trabalho mais leve e humano”, afirmou.

BEM-ESTAR

A enfermeira do Trabalho Flávia Bastos, da Medicina do Trabalho do HRCC, enfatizou a interconexão entre o bem-estar dos profissionais e a excelência dos serviços de saúde. “A saúde mental dos profissionais é tão importante quanto a saúde física dos pacientes. Cuidar de quem cuida é fundamental para garantir qualidade, segurança e a humanização no atendimento hospitalar”, destacou.

Para Julio Musse, diretor-geral do HRCC, estudos e pesquisas na área da saúde mental ocupacional demonstram que o bem-estar psicológico dos trabalhadores é um pilar fundamental para a eficácia e a humanização dos serviços de saúde. “Um profissional mentalmente saudável é mais resiliente, empático, focado e capaz de oferecer cuidados mais qualificados e seguros aos pacientes, isso reflete na melhoria da qualidade do atendimento”, concluiu.

Workshop será neste sábado, a partir das 14h30min, na Batista Teosópolis || Reprodução
Tempo de leitura: 2 minutos

A Associação de Beneficência e Cultura Teosópolis (ABCT), por meio do projeto PSI-ABCT, promoverá o I Workshop Setembro Amarelo, com o tema Cultivando o bem-estar emocional, nesta sábado (21), a partir das 14h30min, na Igreja Batista Teosópolis (IBT), no Conceição.

O Projeto, que promove campanhas de conscientização pela qualidade de vida em setembro, contará com mesa-redonda e diversas oficinas temáticas ministradas por psicólogos. O painel abordará o tema Depressão no Século XXI, Abordagens Multidisciplinares e Desafios Contemporâneos.

“A nossa missão é promover práticas saudáveis que podem transformar vidas e proporcionar apoio tanto para você quanto para aqueles ao seu redor”, afirma a psicóloga Antônia Ferreira, uma das coordenadoras do workshop.

A mesa-redonda contará com a participação da psicóloga Ingrid Almeida, do médico psiquiatra William Schelb, da psiquiatra infantil Thatiana Paz, da personal trainer Vanessa de Oliveira, da nutricionista Evenina Mattos e do pastor Geraldo Meireles, sob mediação do pastor Tiago Souza.

Os participantes terão direito a certificado e o Workshop está aberto à comunidade, mediante a doação de um produto de limpeza ou de higiene pessoal. “Venha fazer parte dessa jornada de crescimento e autocuidado”, convida Antônia Ferreira. Para se inscrever, acesse pelo link https://encurtador.com.br/ewOUd.

As oficinas incluirão os temas:

1 – Conectando Corações: A Arte da Comunicação Não Violenta, com a psicóloga Thatyanna Rodrigues;
2 – Autoestima e Amor Próprio em Ação: Práticas Diárias para Fortalecer sua Relação Consigo Mesmo, com o psicólogo Heric Souza;
3 – Caminhos para a Esperança; Prevenção e Manejo de Crises Suicidas, ministrada pelo pastor e psicólogo Eliomar Morais;
4 – Espelho, Espelho Meu: Cultivando a Autoestima e o Amor Próprio, com a psicóloga Priscila Nascimento
5 – Curando as Feridas Invisíveis: uma Jornada de Esperança após o Luto, com a psicóloga Antônia Ferreira.
6 – Ansiedade: O Que é e Como Evitá-la, com Hanna Lemos
7 – Estratégias Práticas para Inclusão Escolar e Social de Crianças com Autismo, com Ester Bruno

Tempo de leitura: 4 minutos

Curar a mãe dentro de você é conciliar-se consigo mesmo. Porque, queira ou não, goste ou não, essa mãe vive em você.

 

Rava Midlej Duque || ravaduque@gmail.com

O nosso movimento na vida e para a vida está diretamente relacionado aos nossos pais. Na Psicologia Sistêmica e nas Constelações familiares gostamos de dizer: a mãe é a vida, o pai é o mundo.

Mas hoje, em específico, quero falar da mãe. Não só por ser o mês oficial de celebração às mães, mas também por ser a mãe a primeira estrutura para onde olhamos quando estamos buscando a nós mesmos. Ou pelo menos, deveria ser.

Mas agora você pode estar a perguntar, mas por que a mãe, Rava?

Eu gostaria muito de aprofundar essa explicação aqui, mas não é possível. Porque só esse assunto me rendeu um livro. Mas vou te contar algo suficiente para que gire uma chave importante em você.

A nossa mãe é a nossa grande professora. Professora do quê, Rava? Da nossa alma. É ela quem nos traz (isso acontece de forma inconsciente) os aprendizados necessários para crescermos e evoluirmos.

Tenha em mente que nossa família é um campo funcional. Cada pessoa ocupa um lugar único nesse campo e é somente quando cada um ocupa o seu lugar: sua mãe, seu pai, seus avós, os pais deles, o pai dos pais deles, e assim desde a origem, é que a vida se faz para você. Concorda comigo? Afinal você precisou de uma mãe, um pai, os seus pais precisaram dos pais deles e assim desse a primeira semente da sua árvore genealógica.

A clareza sobre o nosso lugar no mundo é estabelecida a partir da nossa relação com a nossa família, a começar da mãe e do pai. Mas como avisei lá no começo do texto, hoje vamos direcionar a nossa atenção a mãe.

A ausência da mãe (física ou emocional) na vida da pessoa pode causar feridas profundas, com cicatrizes e dores por toda uma vida. Um conflito relacionado à nossa mãe afeta a relação que temos com nós mesmos, com os outros e com o mundo, porque a mãe é a primeira relação que temos na vida e, por isso, a base de todas as outras que estabelecemos ao longo da nossa vida.

Leia Mais

Evento científico na Afya discute autismo e novidades em psiquiatria e neurologia || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

A Faculdade de Ciências Médicas de Itabuna/Afya promoveu o I Congresso Baiano de Psiquiatria e Neurologia, no auditório da instituição, na Avenida Ibicaraí, Nova Itabuna, na segunda e terça-feiras (22 e 23). Com programação abrangente e conferencistas de renome, o evento científico proporcionou dois dias de intenso compartilhamento de conhecimentos e experiências para os participantes.

Os trabalhos foram abertos com mesa-redonda com a coordenadora do curso de Medicina da Afya em Itabuna, Mércia Margotto, pelo diretor-geral, Luciano Tourinho, e pelo coordenador de Pós-graduação, Pesquisa, Extensão, Inovação e Internacionalização (Coppexiii), Pedro Campos, além de Thatiana Paz, docente e pós-graduada em transtorno do espectro autista.

Dentre os temas abordados ainda no primeiro dia, o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e suas diferentes abordagens, tendo Raphael Rangel Almeida como conferencista. Thatiana Paz falou sobre o transtorno do espectro autista, enquanto Arlete Petry e Marcos Petry abordaram o autismo na visão de um autista. Marcelo Masruha abordou os distúrbios motores, abordando movimentos atípicos na criança e no adolescente”.

A médica Ana Paula Rios Rodrigues falou de novos tratamentos em psiquiatria e Fernando dos anjos Schmitz abordou a importância do diagnóstico precoce da hidrocefalia na infância. Outra palestra que atraiu a atenção do público foi proferida por Lindomar Coutinho da Silva, abordando espiritualidade e saúde mental.

O evento científico ainda reuniu profissionais para abordar palestras sobre novidades no tratamento de quadros demenciais, o que fazer pela saúde mental e bem-estar e intervenções da psiquiatria moderna, com Antônio Fernando Ribeiro Silva, Christiane Vanessa de Oliveira e Gentil Neto, respectivamente. O encerramento teve espaço para a premiação dos melhores trabalhos científicos produzidos pelos discentes.

CONSTRUÇÃO DE NOVOS CONHECIMENTOS

Para o diretor da Afya Itabuna, Luciano Tourinho,o Congresso visou não apenas o avanço científico, mas também o fortalecimento da comunidade acadêmica e o impacto positivo que isso tem na sociedade. “Ao longo desses dias, testemunhamos o compartilhamento de ideias, a construção de novos conhecimentos e, acima de tudo, o comprometimento de cada um em fazer a diferença na psiquiatria e na neurologia. Que possamos levar adiante o que aprendemos e, sobretudo, colaborar na promoção da saúde mental e o bem-estar em nossa comunidade”.

Homem caminha por rua no São Caetano, em Itabuna
Tempo de leitura: < 1 minuto

Um homem com transtornos mentais fez ameaças a pessoas e atirou pedras em carros, nesta terça-feira (19), no São Caetano, em Itabuna. Ao menos dois veículos foram danificados, e um deles teve o vidro de uma das portas dianteiras quebrado.

A situação exigiu a presença do Serviço de Abordagem Social da Prefeitura de Itabuna, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192) para conter o paciente mental e levá-lo ao Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, onde ele foi medicado, ainda na noite de ontem.

De acordo com a Prefeitura, no ano passado, os técnicos da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza mantiveram contato com familiares do paciente, que residem na Rua Bela Vista, no Sarinha. Um dos parentes do homem chegou a dar entrada no Benefício de Prestação Continuada (BPC), que assegura um salário-mínimo a pessoas impedidas de trabalhar em razão de doença. O caso foi encaminhado ao Creas IV, no São Caetano, informa a gestão municipal.

A recomendação das secretarias municipais de Promoção Social e Combate à Pobreza e de Saúde é de que pessoas em crise, com transtornos mentais, sejam atendidas pelo Samu-192, que pode ser acionado por qualquer cidadão.

Depois de levado ao Hospital de Base para medicação, o paciente, se necessário, terá acompanhamento do Departamento de Saúde Mental, conclui a nota divulgada pela Prefeitura nesta quarta-feira (20).

Tempo de leitura: 4 minutos

Através da Terapia Sistêmica e da Psicologia do Nascimento, podemos desvendar os segredos e padrões ocultos que moldam nossas vidas.

 

Rava Midlej Duque || ravaduque@qmail.com

A jornada do autoconhecimento é, por natureza, um mergulho profundo em nossas origens e vínculos familiares.

O que chamamos de coincidências pode, na verdade, ser um reflexo de fidelidades inconscientes, conexões profundas com o passado de nossa família que permanecem influenciando diretamente nossas escolhas e caminhos. E nesse contexto que a Terapia Sistêmica, em especial a Psicologia do Nascimento, revelam-se como ferramentas essenciais para explorar e transformar os vínculos ocultos que permeiam as histórias familiares, antes mesmo de você nascer.

Muitas vezes, carregamos em nosso interior as dores e angústias de familiares que não tiveram a chance de expressar suas emoções, de enfrentar seus traumas e de curar suas feridas emocionais. Essas experiências não resolvidas podem se transformar em um legado de dor que ecoa através das gerações, moldando nossas vidas de maneiras sutis e muitas vezes desconhecidas. Com a Psicologia do Nascimento, mergulhamos profundamente nessas questões, desvendando os segredos que foram passados adiante, os padrões repetitivos que permeiam nossas relações e os traumas que ainda ecoam em nossas almas.

As transmissões de memórias nem sempre vêm por meio de narrativas orais. O grande material que trazemos em nossa psique, sem saber, são as memórias reprimidas, os conteúdos escondidos, velados e não resolvidos por nossos ancestrais! As memórias transgeracionais referem-se à transmissão de informações emocionais de uma geração para outra, às vezes de forma consciente, como a narrativa oral, e outras vezes de forma inconsciente.

Não à toa, no caminho do autoconhecimento, nos deparamos frequentemente com uma resistência interna, um muro invisível que nos impede de avançar. Essa resistência muitas vezes se manifesta como um medo profundo, uma relutância em enfrentar as verdades dolorosas sobre nós mesmos e nossa vida. Mas cada momento de sofrimento e cada dificuldade que enfrentamos carrega consigo a semente da transformação ao alcance da minha e da tua mão.

Os mistérios da mente humana estão frequentemente enraizados em histórias familiares. Revisitar o passado familiar nem sempre é uma tarefa fácil; muitas vezes é encarado com medo, temendo descobrir verdades desconfortáveis ou enfrentar dores antigas. No entanto, essa exploração é crucial para entendermos os padrões comportamentais e traumas transmitidos através das gerações. Ao compreendermos os padrões comportamentais e os traumas transmitidos através das gerações, abrimos espaço para a cura e o desenvolvimento pessoal. E um processo desafiador, mas profundamente recompensador.

Nossa história familiar é parte integrante de quem somos, molda nossas crenças, valores e comportamentos. Ao reconhecermos e explorarmos os vínculos transgeracionais que nos ligam ao passado, abrimos caminho para uma transformação profunda e duradoura. A terapia sistêmica aliada à psicologia do nascimento oferece um espaço seguro e acolhedor para essa jornada de autoconhecimento e cura, guiando-nos na superação dos medos relacionados ao passado e na construção de um futuro luminoso.

É nesse sentido que a terapia sistêmica apoia-se na ideia de que ao integrar as experiências vividas por nossos antepassados, podemos curar feridas antigas e promover renovação.

Não permita que as dores do passado continuem a influenciar seu presente e qualquer possibilidade de futuro. Não se trata de ser vítima de maldições ancestrais, mas de reconhecer a força e a resiliência transmitidas por seus antepassados. A cura verdadeira começa com a aceitação de onde viemos, – as histórias familiares têm um sentido profundo para nossa alma.

Nas histórias de nossa família, encontramos muitas vezes dores e desafios. Mas as adversidades não são por acaso, e nos lembram de que, não importa quão sombrias sejam essas histórias e narrativas, há sempre a promessa de algo que pode ser transformado. Há uma força que se apresenta nas adversidades, uma força que reside dentro de todos nós, mesmo quando não percebemos. Ao tomar posse dessa força somos convidados a encarar os desafios familiares não como barreiras intransponíveis, mas como ponte para um crescimento luminoso, transformando as faltas, as perdas, as dores herdadas, em força para a construção de uma história diferente.

Podemos sempre escolher: utilizar as heranças familiares como um alicerce para nosso crescimento e oportunidade para florescermos além das circunstâncias, ou, podemos simplesmente ficar presos em ciclos viciosos que nunca nos levam a lugares diferentes, repetindo tudo de novo, sem sair do lugar.

O convite que faço é o seguinte: por mais difícil, doloroso e cruel que tenha sido sua história até aqui, não ignore suas raízes. Use-as como força para crescer. Deixe que elas a ensine olhar para a vida de nova perspectiva e consciência. Observe os desafios familiares não como obstáculos intransponíveis e sentenciais, mas como oportunidades diferentes a serem construídas daqui para frente. uma nova história familiar construída a partir de você.

Este caminho de autoconhecimento a partir do seu Nascimento e a reconciliação com a sua história, é essencial para seguir com autenticidade e confiança para a vida. Sem isso, é bem possível que você nunca avance.

Reconhecer e explorar nossas raízes familiares é fundamental para a jornada do autoconhecimento e desenvolvimento emocional. Através da Terapia Sistêmica e da Psicologia do Nascimento, podemos desvendar os segredos e padrões ocultos que moldam nossas vidas, permitindo-nos transformar dores antigas em fontes de força e crescimento. Ao compreendermos e aceitarmos nossas histórias familiares, abrimos caminho para um futuro mais luminoso e autêntico, livre das amarras do passado. Cada desafio enfrentado, cada dificuldade superada, carrega consigo a promessa de uma transformação profunda e significativa. Sugiro que experimente.

Rava Midlej Duque é comunicadora, mestra, terapeuta sistêmica, consteladora familiar e especialista em Psicologia Perinatal.

Tempo de leitura: 3 minutos

Para o problema que a pessoa possa identificar, há sempre caminhos de soluções. Não é fácil, mas é possível e extraordinário.

 

Rava Midlej Duque

Há dias em que eu me sinto vulnerável. Há dias em que eu foco no que não tenho. Há dias em que eu sinto o vazio como um problema, confundo solitude com solidão. Há dias em que eu alimento pensamentos que só sabotam e enfraquecem o meu processo. Há dias em que eu choro sem motivos aparentes.

Dar espaço para sentir e reconhecer esses padrões é o que me transforma. A gente não aprende sobre o amor, sem amar, a gente não aprende sobre paciência, sem viver momentos que nos exijam paciência.

Ninguém passa ileso pela vida. Somos desafiados o tempo todo, de certa forma acredito que é tudo com propósito. Somos seres espirituais vivendo uma experiência física e material, não o contrário. Estamos todos aqui para aprender a viver neste plano terreno: aprender, ensinar, se relacionar, evoluir diante às adversidades e às circunstâncias. Por mais cruéis que possam nos parecer à primeira vista, a dor muitas vezes, nos torna pessoas melhores. Aqui não faço apologia à dor, não a desejo! Mas quando ela inevitavelmente nos encontra, há algo nesse acontecimento que podemos aprender. A dor é o incômodo que impulsiona a ostra a produzir pérolas. Diante das adversidades e situações dolorosas que viveu, quais pérolas você conseguiu produzir até aqui? Pense nisso.

Os desafios fazem parte da nossa existência, sobretudo, a oportunidade de aprender com eles. Os problemas existem e vão continuar a existir, só terão nomes diferentes: uma hora é dinheiro, outra é saúde, outra vez é a autoestima ou o relacionamento que não vai bem. Independente se é Ano Novo ou não, se é Verão ou Inverno, se é carnaval ou São João, problemas existem. Pode parecer um tanto utópico, mas a questão não é sobre ter ou não problemas. Uma pessoa bem resolvida consigo mesma, ela é próspera em seus pensamentos, comportamentos, tem brilho nos olhos, passa confiança na fala, suas atitudes são coerentes e elevadas. Ela transborda!

Mas atenção, essa pessoa também tem seus problemas e desafios, mas a postura dela faz toda diferença, é a forma como essa pessoa investe tempo, energia e dinheiro para encontrar recursos, ferramentas de autoconhecimento que lhe dê sustentação e autonomia para enfrentar e solucionar esses problemas e dificuldades. Então o que estou falando aqui é: não é sobre o que a vida faz de você ou para você, mas o que você faz com aquilo que recebe dela.

A intenção da evolução aqui na terra nada mais é do que evoluir a consciência. Não adianta Sermos se não formos na direção de encontrar Quem Somos. A questão humana é ser e existir de maneira coerente. E existir exige que tenhamos consciência de quem somos. Alguma vez na vida você já se fez a pergunta: Quem sou eu? Se ainda não fez essa pergunta, chegará a hora. E quando essa hora chega para você, o seu entendimento sobre a vida começa! Sábios e Mestres durante toda a história da humanidade apontaram um caminho para obtermos respostas sobre a vida: Conhecer a si mesmo e dominar a si mesmo. Aristóteles, filósofo da Grécia Antiga, em seus escritos uma vez disse: “Conhecer a si mesmo é o começo de toda a sabedoria”. Lao Tzu, filósofo chinês, disse algo semelhante: “Conhecer os outros é inteligência; conhecer a si mesmo é a verdadeira sabedoria. Dominar os outros é força; dominar a si mesmo é o verdadeiro poder”,

Existe algo para o qual somos todos convidados: A revolução interna!

Não é algo linear: você levanta, cai, levanta, depois cai de novo e levanta mais forte, depois vem algo que te mata, apaga, suga, aí você morre e depois de algum tempo, renasce. Depois cai de novo, rasteja, até que aprende a voar. E aprender a voar é algo empoderador! Você precisa experimentar. Eu sei que não é um caminho fácil, mas é possível. É por isso que existem profissionais como eu, Terapeutas, Psicólogos, profissionais de diversas áreas do Desenvolvimento Humano, capacitados a conduzir e ajudar efetivamente às pessoas que buscam conhecer a si mesmas, que buscam mudanças nas suas vidas.

Durante os atendimentos que realizo é recorrente eu receber pessoas que querem melhorar suas vidas de fora para dentro. Querem que as condições externas melhorem, independente da mudança interior. Mas as mudanças externas só acontecem depois da interna. Isso eu aprendi na prática! A minha função enquanto educadora, terapeuta e especialista na área de desenvolvimento humano, precisa ser mais do que cumprir um protocolo de atendimento e dar a receita de um bolo que nem existe. O meu compromisso é dar à pessoa que me procura, o acesso às forças necessárias para que ela sinta-se capaz de resolver o problema que lhe é prioritário. Ensino a reconhecer a capacidade que todo ser humano tem de mudar a sua vida. Para o problema que a pessoa possa identificar, há sempre caminhos de soluções. Não é fácil, mas é possível e extraordinário.

Rava Midlej Duque é comunicadora, mestra, terapeuta sistêmica, consteladora familiar e especialista em Psicologia Perinatal.

Projeto PSI mobiliza voluntários para ação do Setembro Amarelo
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Associação Beneficente e Cultural Teosópolis (ABCT) vai promover escuta psicológica gratuita na Praça José Bastos, no Centro de Itabuna, neste sábado, das 9h às 12h. A ação do Projeto PSI faz parte do Setembro Amarelo, campanha nacional de prevenção ao suicídio.

Segundo os organizadores, para receber atendimento, basta ir à Praça no horário informado e apresentar documentação pessoal. O trabalho voluntário vai mobilizar 15 psicólogos, além de assistentes sociais e atendentes.

A coordenadora do Projeto PSI, Antônia Ferreira, explica a motivação do trabalho social. “A ideia de levar o atendimento à Praça é por conta do setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio. Ajudar aqueles que precisam”, disse a voluntária.

A ABCT é responsável pelas ações sociais da Igreja Batista Teosópolis de Itabuna. Além da ação pontual na Praça, os atendimentos terapêuticos são prestados na sede da Associação, localizada na Rua Catucicaba, número 192, no Conceição. Interessados podem buscar a instituição para obter mais informações sobre o serviço.

Funcionários do HRCC assistem à palestra da psicóloga Juliana Campos || Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, promoveu palestra com o tema Campanha de Prevenção ao Suicídio: se precisar, peça ajuda!. A ação faz parte das atividades do Setembro Amarelo na unidade hospitalar.

Na ocasião, a psicóloga do HRCC, Juliana Campos, falou sobre a importância de o suicídio ser encarado a partir da singularidade de cada caso. “É uma manifestação humana, uma forma de lidar com o sofrimento ou, simplesmente, uma saída para se livrar da dor de existir”, disse.

Para a psicóloga, trata-se de fenômeno complexo, que deve ter o máximo de atenção. “Pode ser, também, uma forma de barrar o transbordamento de existir, que algumas pessoas sentem de maneira muito forte e permanente. É importante fazer a ressalva de que a intenção de obter êxito com o ato suicida nem sempre está presente”, sinalizou Juliana durante a palestra, que foi organizada pela Comissão de Humanização do Hospital, na última terça (12).

Por outro lado, uma tentativa é sempre um sinal de alerta, enfatizou a profissional de saúde. “Não se deve nunca desconsiderar, como uma coisa banal, uma pessoa que tentou se matar e não teve êxito”.

SINAIS DE RISCO

Juliana Campos descreveu características e comportamentos que sinalizam os riscos de suicídio, a exemplo de transtornos mentais, limitações socioeconômicas severas e condições clínicas incapacitantes. Segundo ela, esses não são fatores determinantes, mas costumam aparecer em casos de suicídio ou de tentativa.

Outro ponto levantado pela palestrante foi a importância do diálogo sobre o tema nas rodas de amigos, na família e em outros ambientes seguros, onde pessoas que tentaram o suicídio podem e devem ser acolhidas. “Só assim podemos vislumbrar uma forma de lidar com um fenômeno tão complexo”.

CVV

Ao perceber em si mesmo ou em pessoas próximas o risco potencial de suicídio, o cidadão pode buscar apoio nas redes de acolhimento disponíveis. O Centro de Valorização da Vida, por exemplo, oferece suporte emocional gratuito de prevenção ao suicídio. “Caso você ou alguém precise de apoio emocional, o CVV pode te auxiliar”, informou a psicóloga Juliana Campos. O serviço é acessado pelo telefone de emergência 188, por chamada gratuita.

Tempo de leitura: < 1 minuto

O Conselho Regional de Psicologia da Bahia (CRP-BA) promove, desde o início deste mês, atividades em comemoração aos 60 anos da regulamentação da profissão no Brasil, sancionada em 27 de agosto de 1962. O sul da Bahia está no roteiro das celebrações, com atos em Ilhéus e Itabuna.

A solenidade em Itabuna será às 14h desta quinta-feira (25), na Câmara de Vereadores. A de Ilhéus, marcada para sexta (26), às 9h, também será na sede do Poder Legislativo, mas da cidade litorânea. Os dois atos serão abertos ao público.

Tempo de leitura: 2 minutos

Esses cérebros estão fugindo para lugares que de fato demonstram precisar e valorizar seus conhecimentos específicos.

Mariana Ferreira || marianaferreirajornalista@gmail.com

Tenho especial interesse por assuntos relacionados à saúde mental, pois acredito que é o que nos faz superar os obstáculos em direção à realização dos nossos sonhos sem perdermos o brilho no olhar, nos impulsionando a sempre evoluir. Como está relacionado a outro tema do qual sou curiosa, economia, essa notícia do Estadão me fez querer conversar um pouco sobre: “Brasileiros de 15 a 29 anos estão mais tristes, mais preocupados e mais pobres, aponta pesquisa”.

Na era das transformações tecnológicas e do despertar para uma economia voltada a soluções para o mundo por parte de gerações cada vez mais conscientes em diversas áreas de demanda social, é de tamanha preocupação constatar o que apontou essa pesquisa do Centro de Políticas Públicas da FGV Social. Trata-se do mais baixo nível da série brasileira de satisfação com a vida. A autoavaliação da juventude sobre felicidade teve a terceira maior queda entre 132 países – caiu dos 7,2 pontos registrados em 2013-2014 (numa escala de 0 a 10), para 6,4 no ano passado, após quedas sequenciais.

Esses jovens estão preocupados com a miséria, com a falta de oportunidades de trabalho, com a sua formação educacional… Enfim: em sobreviver. Sabemos que a falta de expectativa em cabeças tão jovens é algo extremamente danoso para eles, e precisamos ir mais a fundo e ter a consciência de que é igualmente prejudicial para o próprio país. Afinal, se uma nação não investe em seu capital humano, ela não terá como se desenvolver social, econômica, científica, tecnológica e humanamente. E, se ela não se desenvolve, o destino é a miséria do seu povo.

Não à toa o Brasil caiu mais uma vez no ranking da competitividade global de talentos da Insead, uma das principais escolas de administração do mundo, ficando em 80º lugar entre as 132 nações este ano. Demonstração clara de que já ficamos para trás. Para aqueles que já chegaram aos mais altos graus de especialização, tem sido custoso justamente viver nesse tipo de país, onde não há perspectiva de prosperidade. Nesse aspecto, outra violenta perda: esses cérebros estão fugindo para lugares que de fato demonstram precisar e valorizar seus conhecimentos específicos. E essa perda tem impacto profundo nesse Brasil cada vez mais com “b” minúsculo.

O governo brasileiro precisa encarar a realidade, parar de se perder em embates carentes de debate e entender que tirar o brilho no olhar do seu povo custará um rastro de danos que por muito tempo será sentido por todos. Nossa autonomia enquanto nação, nossa soberania perante o mundo e nosso verdadeiro patriotismo passam pela valorização da juventude, da ciência, da tecnologia, da filosofia, da comunicação, da educação e de tantas outras nobres e imprescindíveis áreas do conhecimento.

A conta fechará quando o governo entender que, fazendo a parte dele, deixa que nós fazemos a nossa. O que não dá mais para continuar é o brasileiro acordar todos os dias em um novo pesadelo, preocupado se vai ter casa, comida, dinheiro para pagar as contas ou se vai terminar o dia vivo, se terá leito caso pegue a Covid e quando conseguirá ser vacinado. São tantas as urgências do nosso povo, que dar atenção à saúde mental ainda não é uma prioridade. Assim, encerro minha reflexão parafraseando Euclides da Cunha: o povo brasileiro é, antes de tudo, um forte.

Mariana Ferreira é comunicóloga.

Gardenha Rocha é vacinada contra a Covid-19
Tempo de leitura: < 1 minuto

Um projeto desenvolvido por voluntários tem ajudado profissionais da saúde e da segurança a enfrentar a ansiedade e o pânico em meio à pandemia do novo coronavírus. O projeto PSI ABCT é uma iniciativa de profissionais de psicologia ligados à Igreja Batista Teosópolis de Itabuna.

Na sexta-feira (5), a equipe de profissionais acompanhou a vacinação contra a doença de Gardenha Rocha para que vencesse seus medos. Ela, que atua como recepcionista em uma Unidade Básica de Saúde, precisou trabalhar durante a pandemia e enfrentava ansiedade e pânico.

Gardenha relatou que o apoio de profissionais tem ajudado as suas dificuldades para lidar com a doença. “Estou muito mais tranquila, estava com medo de me vacinar quando sei que é muito importante”, disse.

O projeto PSI ABCT conta com cinco profissionais da área de psicologia e tem o apoio do Ministério da Ação Social da Igreja Batista Teosópolis de Itabuna. Já foram atendidas 60 pessoas desde a criação do projeto.

Para Geraldo Meireles, pastor presidente da igreja, o projeto PSI-ABCT representa “a consciência de responsabilidade social colocada à serviço do Reino de Deus, por profissionais da área de Psicologia, que se uniram para socorrer pessoas carentes e, agora durante a pandemia, os profissionais da segurança e da saúde”.